21 nov 2019

Invisíveis não, invisibilizados

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Por Álvaro Gomes*

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Um dia em uma reunião com o movimento de moradores em situação de rua ao falar que esse segmento é invisível, um dos participantes argumentou, ‘invisível não, invisibilizado’. Compreendi o sentido da argumentação. Na minha leitura ele quis dizer que a população em situação de rua existe, é visível, tem potencial, entretanto a elite insiste em invisibilizá-la e maltratá-la.


De fato, o que observamos na nossa sociedade, é o total descaso para com os excluídos, os desempregados, os pobres de uma maneira geral. A população em situação de rua é vítima cotidiana de preconceito, discriminação, violência e até assassinatos como a chacina que ocorreu em São Paulo, em agosto de 2004, onde 14 moradores em situação de rua foram espancados, resultando em sete mortos.


No dia 16/11/19, mais uma notícia triste que reflete o descaso das elites com os mais necessitados. 4 moradores em situação de rua morreram após ingerirem uma determinada bebida oferecida por um desconhecido. As formas de tentativa de extermínio desse segmento são variadas.


Em 1997, o índio Galdino que dormia em um ponto de ônibus em Brasília, foi queimado vivo,  por jovens da capital federal,  agora os moradores em situação de rua em Barueri foram ao que tudo indica, envenenados, e assim acontece a escalada de violência contra uma população que deveria receber o suporte e apoio do estado e da sociedade. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 17.386 casos de violência contra moradores em situação de rua de 2015 a 2017. Os casos de violência vão desde espancamentos até assassinatos além do racismo, preconceito e discriminação.


Dados da pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) publicada em 2016, estima a existência 101 mil moradores em situação de rua no Brasil em 2015. Claro que esses números podem variar em função da metodologia aplicada e da situação política e econômica do país.


O provável envenenamento dos moradores em situação de rua em Barueri na grande São Paulo, é mais um sinal de intolerância e tentativa de extermínio dos considerados indesejáveis por segmentos das elites. É preciso cada vez mais lutar contra a escalada de violência e o desrespeito aos mais elementares direitos humanos. 


* Álvaro Gomes é diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia e presidente do IAPAZ

21 nov 2019

Cassi é atacada por secretário das privatizações

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Cassi é atacada por secretário das privatizações]

O secretário especial de Privatizações (Desestatização, Desinvestimento e Mercados), Salim Mattar, atacou os planos de saúde das empresas públicas. Em especial, a Cassi. 


Nas redes sociais, disse que os convênios apresentam rombos que o cidadão comum acaba pagando de tantos privilégios. “No caso da Cassi, o Banco do Brasil irá repassar mais de R$ 1 bilhão para salvar o plano. Os acionistas minoritários e todos os brasileiros vão acabar pagando por isso”.


Segundo ele, mais uma vez o cidadão pagador de impostos vai ser chamado a pagar a conta dos privilégios e distorções das administrações passadas. O objetivo é claro: atacar a Cassi para que a nova proposta de manutenção da Cassi não seja aprovada. 


A aprovação do documento seria uma derrota para o governo, pois, com isto, a Caixa de Assistência seria mantida e a missão de Salim Mattar de privatizar tudo o que for possível não será cumprida. E, se a proposta for recusada, a carteira da Cassi será alienada e repassada para o mercado de saúde privada. 


As declarações do secretário reforçam a política entreguista e que só favorece o grande capital. Não dá para esquecer que recentemente o presidente do BB, Rubem Novaes, afirmou que seria muito melhor privatizar o banco.

Fonte: O Bancário

21 nov 2019

Governo muda conceito de acidente de trabalho

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Governo muda conceito de acidente de trabalho]

Bolsonaro avisou ainda durante a campanha eleitoral: o trabalhador terá de escolher entre emprego ou direito. Não escutou quem não quis. Agora, passado quase um ano, quase não resta nada ao brasileiro. Até o conceito de acidente de trabalho foi alterado pela Medida Provisória 905.


Agora, os acidentes de trajeto deixam de ser enquadrados como acidente de trabalho. Desta forma, o trabalhador perde o direito a estabilidade provisória de 12 meses, que era contada a partir da alta previdenciária. 
 

A MP ainda apresenta modificações no auxílio-acidente – benefício pago pelo INSS aos trabalhadores que ficarem com a capacidade reduzida após um acidente de qualquer natureza, ligado ou não ao trabalho -, restringindo o acesso. Para isso, criou uma lista de sequelas a serem consideradas para a concessão.

Fonte: O Bancário

21 nov 2019

À procura do emprego formal, que não aparece

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[À procura do emprego formal, que não aparece ]

No Brasil, basta surgir uma vaga de emprego para aparecer uma notícia de fila quilométrica de candidatos. É o desespero. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 4,8 milhões de brasileiros desempregados procuram trabalho há pelo menos 1 ano.


Quando o tempo de procura sobe para dois anos ou mais, o número de pessoas aumenta para 3,2 milhões, ou 25,2% do total de desempregados. Entre 1 ano e 2 anos de procura, o contingente é de 1,7 milhão.  
 

Uma parcela de 1,8 milhão (14,4%) buscava emprego há menos de um mês. A maior fatia, 5,8 milhões (46,9%), estava desempregada entre 1 mês e menos de um ano. 
 

Ao contrário do que prometeu a lei trabalhista não acelerou a geração de vagas. A criação de postos de trabalho neste ano é puxada pela informalidade. No terceiro trimestre, houve elevação de 1,2% de trabalhadores por conta própria, que chegaram a 24,4 milhões de pessoas, na comparação com os três meses anteriores. O brasileiro segue à procura de emprego, que não aparece.

Fonte: O Bancário

21 nov 2019

Luta por emprego e proteção aos desempregados

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Luta por emprego e proteção aos desempregados]

Para resistir às políticas neoliberais do governo Bolsonaro, que atacam os direitos dos trabalhadores, as centrais sindicais, inclusive a CTB, estão mobilizadas. Com foco na ampliação do emprego de qualidade, na proteção ao desempregado e na política de emergência social, apresentaram proposta, nesta segunda-feira (18/11). 


Através do Programa de Inclusão Produtiva, propõem a abertura de vagas de emprego por tempo determinado, mantidas pelo poder público ou pela iniciativa privada. Todas com garantia dos direitos, interligada com a intermediação da mão de obra para atender a um público de trabalhadores desempregados.


Na proposta consta também a ampliação das parcelas do seguro-desemprego. Quem recebe três parcelas, receberia cinco. Quem ganha quatro, passaria a receber seis parcelas. Já os que recebem cinco, teriam direito a sete.


Ainda propõem política de apoio às famílias durante crise econômica, como o controle de preços dos produtos da cesta básica e do gás de cozinha, e redução dos impostos sobre os serviços públicos. As medidas emergenciais devem ser tomadas toda vez que o desemprego estiver acima dos 2 dígitos e/ou o número de trabalhadores subutilizados ultrapassar 20% da força de trabalho.

Fonte: O Bancário

21 nov 2019

Reencontro com a democracia

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Por Rogaciano Medeiros*

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A grande participação popular no Festival Lula Livre, no Recife, deixa claro que a conjuntura política começa a mudar mais rápido do que se imaginava com a libertação do ex-presidente. Ele promete percorrer todo o Brasil, a começar pelo Nordeste, região considerada atualmente como o maior pólo nacional de resistência ao neofascismo e defesa da democracia.


Claro, também não se pode pensar que, de uma hora para outra, como em um toque de mágica, a realidade vá mudar imediata e radicalmente. Nada disso. O importante é que a volta de Lula à vida política estabelece novos parâmetros, possibilita ressonância, em nível internacional, à luta contra o neofascismo no Brasil, dá tenência às forças progressistas.


Pouco importa, por enquanto, se ele está inelegível. Até porque, neste momento o essencial é fortalecer, de todas as formas, a resistência democrática, ampliar o leque de alianças contra o neofascismo, reanimar os movimentos sociais, reconquistar a confiança do povo, intensificar a mobilização popular e levar multidões às ruas. Como aconteceu domingo, em Recife. E nisso Lula é um fenômeno. Não em vão é tão perseguido pelas elites.


O Lula livre não encerra em si. Pelo contrário. Muito mais difícil do que a conquista da libertação do ex-presidente será a nova etapa da luta a ser travada, a partir de agora, contra o obscurantismo ultraliberal. Com a oposição reforçada, o neofascismo, materializado no governo Bolsonaro, vai atacar impiedosamente, para tentar conter o avanço oposicionista. Vai agredir política e institucionalmente, a exemplo da busca insana para fazer Lula voltar à prisão, entre outras medidas que consolidem o Estado policial.


Resumindo, a extrema direita vai usar todo o poder que tem, especialmente na burocracia estatal, pois na preferência popular vem despencando aceleradamente, para potencializar o arbítrio, impor medidas de exceção, no desespero para querer sufocar o renascimento do Estado democrático de direito, que ganha novo alento com Lula livre.


Se o STF fizer o papel que lhe cabe, de guardião da Constituição, salvaguarda da vida democrática, impedindo novas arbitrariedades e excepcionalidades, inclusive para compensar omissões em passado recente, já será uma grande contribuição para tirar o Brasil das trevas. Sem novas manipulações das leis e com Lula livre para fazer política, a sociedade brasileira adquire plenas condições para fazer as pazes com a democracia, respeitar a vontade popular, superar a crise econômica e reencontrar o caminho para a retomada do desenvolvimento com direitos e liberdades.


* Rogaciano Medeiros é jornalista, integrante do Movimento Comunicação pela Democracia

[Itaú Unibanco supera BB no mercado de crédito]

Os bancos privados colhem os frutos do desmonte das instituições públicas. Pela primeira vez na história, o Itaú supera o BB no mercado de crédito e agora é a maior empresa do ramo do país. Segundo o resultado financeiro, a carteira de crédito total do Itaú atingiu R$ 688,9 bilhões em setembro. Já o BB fechou o período com R$ 686,7 bilhões.


Por enquanto, a diferença é pequena, mas, de acordo com o Bradesco Corretora, deve aumentar nos próximos meses já que as estratégias de crédito dos dois bancos são muitos diferentes. Para agradar ao mercado, o governo atual reduz o crédito dos bancos públicos, uma medida que compromete a atuação social das empresas.


O Banco do Brasil pode ser superado também Caixa em breve. A instituição financeira, que encerrou junho com R$ 682,5 bilhões em crédito, voltou a crescer no financiamento imobiliário, o que pode impulsionar a carteira.

Fonte: O Bancário

21 nov 2019

Bancos fecham mais de 5 mil postos em 12 meses

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Bancos fecham mais de 5 mil postos em 12 meses  ]

Apenas lucro, demissões e fechamento de agências. Esta é a realidade dos bancos no país. Em um ano, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander fecharam 611 unidades e cortaram 5.542 postos de trabalho. 


Como resultado do desmonte orquestrado pelo governo Bolsonaro, o BB foi o que mais fechou agências entre o 3º trimestre de 2018 ao mesmo período deste ano. Passou de 4.147 para 3.684. O número de funcionários caiu de 97.232 para 93.872. A intenção é enfraquecer o banco para privatizar.


Até o final de 2020, é esperado que os bancos fechem cerca de 1.200 agências,  sendo que 800 devem acontecer na iniciativa privada, concentrados no Bradesco e no Itaú. Através dos PDVs (programas de demissão voluntária), devem ser desligados, pelo menos, 11.186 bancários até o próximo ano.


Os bancos alegam redução de custos administrativos, decorrentes do aumento da utilização dos canais digitais. O problema é que, desta forma, as empresas obrigam os clientes realizarem os serviços. Dados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) de 2018 apontam que seis em cada 10 transações bancárias são realizadas pelo celular ou pelo computador.

Fonte: O Bancário

19 nov 2019

Programação Dia da Consciência Negra em Itabuna

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
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19 nov 2019

Maioria dos desempregados é negro ou pardo

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Maioria dos desempregados é negro ou pardo]

Bem no Novembro Negro, mês em que é celebrado o Dia da Consciência Negra, a realidade do Brasil é escancarada quanto ao preconceito e a falta de oportunidade para a população negra no mercado de trabalho. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) referentes ao terceiro trimestre do ano mostram que 65,2% dos desempregados eram pretos ou pardos. Os brancos representavam 34%.


Na divisão por gênero, as mulheres são as mais afetadas. Entre os homens, a taxa de desocupação ficou em 10%, e as mulheres, 13,9%. A diferença continua quando o rendimento é analisado. Enquanto a população do sexo masculino teve salário médio de R$ 2.540,00, as mulheres não passaram de R$ 2.000,00. 


Média nacional
A taxa de desemprego no Brasil segue alta, em 11,8%. Ao todo, o país tem 12,5 milhões de desempregados. Os jovens entre 18 a 24 anos são maioria, 25,7% do total de desocupados, o equivalente a 3,997 milhões de pessoas. 

Fonte: O Bancário