Por Adilson Araújo*

Após mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), ocorrida nesta quarta-feira (6), os juros voltaram a cair e a taxa atinge o menor patamar desde 2013, 7%.

Mesmo com as sucessivas reduções, o Brasil ainda possui a maior taxa de juros reais do mundo. É o que aponta o último estudo realizado da Infinity Asset Management que avaliou 40 economias em diferentes regiões do globo.

Nas 40 economias pesquisadas, 26 países têm taxas de juros reais negativa. O Reino Unido, por exemplo, tem taxa negativa de -2,24%, enquanto na Alemanha, a taxa está negativa em -1,92%. Nos Estados Unidos, a taxa é negativa em -1,06%.

Mesmo com a redução, os juros reais no Brasil irão se manter acima dos 3%. Índice muito alto e que inibe o interesse de investimentos – internos e externos – no setor produtivo, base fundamental para a retomada do crescimento de qualquer nação.

Não devemos ter ilusões. Não será somente reduzindo os juros que superaremos a realidade dramática de mais de 26 milhões de brasileiros, hoje, condenados ao desemprego ou a condições de subemprego. E mesmo com a queda dos juros, o Brasil teve um crescimento aproximado de 0,1% no último trimestre.

Os dados comprovam que reduzir os juros é somente um passo dentro da engrenagem do sistema. Não vemos empenho nenhum do governo em investir na retomada da economia, com o fomento de investimentos públicos e privados, para assim estimularmos a geração de emprego e reaquecermos nossa economia.

Um Brasil forte e que tenha um horizonte de crescimento com geração de emprego e valorização dos salários precisa de juros reais ainda menores e a ampliação significativa dos investimentos, sem essa receita, não haverá retomada.

*Adilson Araújo é presidente nacional da CTB

Fonte: O Bancário

28 dez 2017

Temer corta investimentos na Educação

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A educação não é prioridade do governo Temer. Prova disso é que está previsto corte de 32% no orçamento de novos investimentos no MEC (Ministério da Educação) em 2018 em relação 2017, quando foram destinados mais de R$ 6,6 bilhões para a área. Para ano que vem, a LOA (Lei Orçamentária Anual) prevê apenas R$ 4,52 bilhões.

A redução pode afetar o cumprimento do PNE (Plano Nacional de Educação), iniciativa que determina diretrizes, metas e estratégias para a política educacional até 2024. O corte vai prejudicar os novos investimentos como o apoio à construção de creches, compra de equipamentos para universidades e obras de ampliação e criação de instituições educacionais.

A redução orçamentária também atinge autarquias que realizam investimentos em obras de infraestrutura, saneamento e habitação, a exemplo do Ministério das Cidades e o Ministério da Integração.

O Congresso Nacional aprovou a LOA de 2018 no início de dezembro e aguarda sanção de Michel Temer.

Fonte: O Bancário

As tentativas de boicote às obras do governo do Estado, por parte de ACM Neto (DEM-BA), ainda estão se perpetuando. O TJ-BA (Tribunal de Justiça da Bahia) determinou o pagamento do recurso. No entanto, o Banco do Brasil ainda não depositou o empréstimo no valor de R$ 600 milhões, apesar de todas as funções técnicas e burocráticas já terem sido resolvidas.

O governador Rui Costa (PT) acionou a PGE (Procuradoria Geral do Estado) para solucionar o problema. Rui afirma que exigiu do órgão que processasse os diretores e superintendentes do BB, responsáveis como pessoas físicas e não mais como jurídica. O banco já foi notificado. Inclusive, tem conhecimento do destino do valor, que é 95% para o interior e 5% para Salvador.

Para a saúde em Salvador, o governador tomou empréstimo no Banco Mundial, que já está sendo empregado, na Policlínica de Salvador, de Valença e também em Santo Antonio de Jesus. Rui Costa também afirma que outra queixa será formalizada contra o Banco do Brasil, diretamente no Banco Central.

Fonte: O Bancário

28 dez 2017

Reforma trabalhista prejudica emprego

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Apesar do pouco tempo em vigor, a reforma trabalhista imposta pelo governo de Temer já traz prejuízos evidentes para os trabalhadores. Em novembro, o país fechou 12.292 vagas de emprego formal. O saldo negativo foi resultado de 1.124.090 demissões.

Ainda houve geração de 3.120 postos de trabalho intermitente, contra 53 desligamentos, no primeiro mês de vigência das novas regras, que atacaram diretamente os direitos dos trabalhadores. Os dados foram divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) nesta quarta-feira (27/12).

O setor de indústria da transformação puxou o resultado mensal com o fechamento de 29.006 postos formais. A construção civil cortou 22.826 vagas, agropecuária 21.761, serviços 2.972, administração pública 2.360, indústria extrativa mineral 1.155 e os serviços de utilidade pública 814.

Fonte: O Bancário

O Congresso Nacional tentou ao longo de 2017 avançar com ao menos 200 pautas e projetos que ferem e representam retrocessos para os direitos humanos do país, alertou a Anistia Internacional nesta quarta-feira em avaliação após os encerramentos dos trabalhos legislativos.

“Nossos direitos estão sob ataque. Durante o último ano, o Congresso tentou aprovar diversas propostas que, na prática, significam um enorme retrocesso em direitos humanos já conquistados há décadas”, disse Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil, em comunicado.

Segundo a entidade, as crises política e econômica funcionaram como uma “cortina de fumaça” para que fossem colocadas na pauta da Câmara dos Deputados e do Senado projetos que atentam contra direitos já assegurados pela legislação brasileira.

Os projetos citados pela organização tiveram alvos variados, como o direito à manifestação, o direito à terra de povos indígenas e comunidades quilombolas e os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

Um exemplo apontado pela Anistia é a aprovação e sanção da lei que transfere para a Justiça Militar a responsabilidade de julgar crimes cometidos por militares contra civis. Na avaliação da entidade, a medida tem como consequência alimentar a cultura da impunidade.

Em outros casos, no entanto, avaliou a Anistia, a mobilização popular teve efeito para conseguir barrar ou pelo menos adiar a votação de algumas medidas.

A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado foi adiada e ficará para 2018 e a mobilização de grupos feministas, de mulheres e profissionais da saúde também conseguiu evitar a criminalização total do aborto, tema que é alvo de ao menos 30 projetos, disse a entidade.

“Através de protestos dentro das audiências do Congresso ou durante sessões de comissões específicas, de mobilização nas mídias sociais, de ações de e-mails diretos e vídeos com participação de artistas e influenciadores, as mulheres fizeram de suas vozes ferramentas potentes para proteger direitos”, afirmou a organização de defesa dos direitos humanos.

Para 2018, a expectativa da Anistia Internacional é que parlamentares continuem submetendo e avançando com projetos que atinjam os direitos humanos, o que continuará a ser combatido com mobilização popular.

“A agenda legislativa do Congresso para o próximo ano certamente irá retomar o ataque aos direitos humanos. Temos que estar preparados para resistir e proteger de forma digna, as vidas e os direitos de milhões de brasileiras e brasileiros”, disse Werneck.

Fonte: Reuters via  Feebbase

28 dez 2017

Analfabetismo na Bahia é maior que a média nacional

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Na Bahia, 1.538.293 pessoas com 15 anos ou mais não sabem ler ou escrever.  O número representa 13% da população baiana com essa faixa etária, o que está acima da  média nacional, que é de 7,2%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (21/12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), o analfabetismo é mais alto entre negros e pardos com mais de 60 anos (41,1%), sendo que 82% da população baiana é composta por essa etnia. Entre mulheres acima de 60 anos, 39,5% não sabem ler e escrever.

Esses resultados são consequência do tempo de escolaridade da população. O grupo das pessoas negras e pardas acima de 60 anos estudou por 3 anos. Enquanto, entre brancos de 18 a 39 anos, esse período sobe para 10 anos.

Além da idade e etnia, a região onde o brasileiro mora também influencia na taxa de analfabetismo. Segundo o IBGE, o Nordeste apresentou a maior taxa de analfabetismo (14,8%), índice quase quatro vezes maior do que as taxas estimadas para o Sudeste (3,8%) e o Sul (3,6%). No Norte, a taxa foi 8,5% e no Centro-Oeste, 5,7%. A meta 9 do PNE para 2015 só foi atingida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Fonte: Feebbase

A Estácio foi a primeira. Deu a largada, com o anúncio de 1.200 professores demitidos em seus campi de várias cidades brasileiras. Não foi a única, porém. Em São Paulo, a Metodista mandou embora cerca de 50 docentes; em Minas Gerais, mais de 50 também foram dispensados pela Sociedade Mineira de Cultura (SMC), mantenedora da PUC Minas; no Rio Grande do Sul, o Centro Universitário UniRitter/Laureate dispensou mais de cem.

E por aí o trem segue, puxado pela locomotiva da reforma trabalhista, que permite, a todo vapor, rebaixamentos e modelos de contratação precários, como a terceirização, o contrato temporário e o contrato intermitente.

Parar essa máquina é urgente e preciso. Tanto a Contee quanto suas entidades de base têm empreendido todos os esforços junto à Justiça do Trabalho para revogar as demissões e reintegrar os professores dispensados. O capítulo mais recente desta luta foi conquistado nesta terça-feira (19) pelo Sindicato dos Professores do Rio Grande Do Sul (Sinpro/RS) e pelo Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas). O primeiro teve concedida uma tutela de urgência em seu favor na Ação Civil Pública ajuizada contra o Centro Universitário UniRitter/Laureate International, suspendendo as demissões dos 128 professores anunciadas na semana anterior. O segundo, por sua vez, assegurou uma liminar determinando a reintegração dos docentes demitidos pela Estácio em Belo Horizonte, num processo no qual a Confederação entrou com ação para se tornar litisconsorte (figurando no processo como coautora), a fim de que a decisão envolva todo o território nacional. Nesta quarta-feira (20), a Contee também participou de audiência pública na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara, realizada por solicitação do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), para discutir as demissões na Estácio.

Essa luta continua, sendo necessário, no entanto, ir mais além, revogando não só as demissões em massa, mas também a própria reforma trabalhista e seus efeitos perversos sobre os trabalhadores, tanto os da educação quanto os de todas as outras categorias. Nesse sentido, é essencial o abaixo-assinado lançado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em apoio ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular (Plip) que anula a reforma e a destruição da CLT promovida por Temer e seus comparsas. A Contee e suas entidades filiadas já haviam encampado o projeto, conforme deliberação do XIX Conselho Sindical da Confederação (Consind), realizado no fim de setembro. A campanha continua ativa mesmo que a Lei 13.467/17 tenha entrado em vigor no dia 11 de novembro.

O texto do Plip pode ser consultado na página Anula Reforma, assim como o formulário de coleta de assinaturas. A Contee conclama que os sindicatos filiados participem da ação, coletando assinaturas de seus associados (lembrando que é necessário ter o número do título de eleitor) e enviando à Confederação. Participar desta batalha é imprescindível para reverter os retrocessos imputados pela reforma trabalhista e assegurar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

Fonte: Contee via Feebbase

28 dez 2017

Como a crise econômica impacta a vida da juventude?

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O Brasil vem enfrentando a maior crise econômica da sua história. A queda do Produto Interno Bruto por dois anos consecutivos impacta nossas vidas no que tange ao aumento do desemprego, queda dos investimentos, diminuição do rendimento médio das famílias, entre outras dimensões econômicas.

A política econômica adotada pela equipe do governo golpista de Michel Temer tem nos levado ladeira abaixo. O governo tem compreendido as causas da atual crise econômica como de crescimento exagerado do gasto público. Nessa perspectiva, o remédio do corte drástico da despesa primária, ou seja, de tudo o que é orçamento do governo que não vai para honrar as obrigações financeiras, é amargo e profundamente ineficiente, o que agrava ainda mais o quadro do paciente.

A atual crise brasileira tem a ver com a queda da receita. Cortar gastos em uma economia em crise só contribui para que a receita caia ainda mais! Em momento de crise – em que nem as famílias e nem as empresas tem condições de se endividar – apenas o Estado teria condições de fazer uma política “anticíclica” garantindo os níveis de renda interna, assim preservando empregos e investimento.

Neste cenário, os trabalhadores são os mais afetados. Dentro da classe trabalhadora – que não é homogênea – podemos afirmar seguramente que mulheres, negros e jovens ficam ainda mais vulneráveis às crises e às políticas de “austeridade”, como corte de gastos públicos e arrochos salariais. Nessa reflexão falaremos somente da juventude.

a) Uma das principais características das crises são o aumento expressivo do desemprego. Nesse contexto os jovens sempre são mais afetados. Atualmente a taxa de desemprego entre jovens de até 29 anos está em 28% (PNAD Contínua IBGE 2017). Isso quer dizer que a cada quatro jovens, um está desempregado;

b) Esse crescimento do desemprego entre a juventude não é explicado somente pela contração e fechamento de postos de trabalho. O percentual de jovens desempregados antes da crise era muito menor porque grande parte deles não estava procurando emprego. Ocorre que com a crise, aquela família que conseguia manter um filho estudando por mais tempo já não consegue mais – ou porque tem algum membro desempregado ou porque caiu muito a renda familiar. Assim, esse jovem começa a pressionar a taxa de desemprego, o que é ruim para a economia nacional, mas muito pior para aquele jovem que podia só estudar e assim concorrer com melhores condições a uma vaga nas universidades ou mesmo a um emprego melhor qualificado;

c) O rotatividade também é maior entre os jovens. Isso quer dizer que nós jovens somos os primeiros a sermos demitidos em momentos de aperto financeiro;

d) As políticas de cortes de gastos, a exemplo a Emenda Constitucional (EC) 95, impacta – sobretudo – as possibilidade de futuro dos jovens, na medida em que congela os gastos em educação, que é uma política que acompanha a juventude por quase todo seu desenvolvimento;

e) Além disso, cortes em outras políticas públicas que tendem a se intensificar em momentos de crise – a exemplo da extinção do Passe Livre para estudantes na cidade de São Paulo – prejudicam as formas de estudo e lazer, principalmente da juventude das periferias.

Esses são apenas alguns exemplos que ajudam a compreender que as crises econômicas e suas políticas neoliberais de resolução no curto prazo, tem impactos sociais permanentes, contribuindo para frustrar um dos principais sonhos da juventude, que expressa-se na perspectiva de um futuro melhor.

Se esses problemas são coletivos, restam-nos saídas também coletivas, que passam pela organização social dos jovens e a defesa de um outro projeto de nação!

Fonte: Brasil de Fato via Feebbase

Mais da metade (51%) da população adulta tinha concluído apenas o ensino fundamental em 2016, só 15% tinha curso superior, em diferenças que se acentuam regionalmente, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgados no dia 21/12 pelo IBGE. A taxa de analfabetismo foi de 7,2%, o correspondente a 11,8 milhões de pessoas, com variação de 3,6% (região Sul) a 14,8% (Nordeste). A diferença também é grande entre brancos (4,2%) e pretos ou pardos (9,9%).

Ainda segundo a pesquisa, na região Nordeste 52,6% da população acima de 25 anos nem sequer havia concluído o ensino fundamental. No Sudeste, 51,1% tinha pelo menos o ensino médio. Só 8,8% dos pretos ou pardos (classificação do IBGE) tinham nível superior, índice que subia para 22,2% entre os brancos. Também era maior entre mulheres (16,9%) do que homens (13,5%).De acordo com o instituto, quase 25 milhões de pessoas (24,8 milhões) de 14 a 29 anos “não frequentavam escola e não haviam passado por todo ciclo educacional até a conclusão do ensino superior”. Mais da metade desse grupo eram homens, e a maioria deles declarou não estudar por causa do trabalho – 24% por desinteresse. No caso das mulheres, 30,5% não estudavam em razão do trabalho, 26% por afazeres domésticos ou por cuidar de pessoas e 15% por desinteresse.

Na média, a população brasileira tem oito anos de estudo. A taxa de escolarização é quase total (99,2%) entre crianças e jovens de 6 a 14 anos. Na faixa de 15 a 17 anos, chega a 87,9%. Dos jovens de 18 a 24 anos, 32,8% frequentavam escola e 23,8% cursavam ensino superior.

A rede pública predomina no ensino básico, concentrando 73% dos estudantes na educação infantil, 83,4% no fundamental e 85,8% no médio. A situação muda no ensino superior, em que 74,3% frequentam a rede privada.

A taxa de analfabetismo vai a 7,4% entre homens com 15 anos ou mais. Entre mulheres, 7%. Sobe a 20,4% para pessoas com 60 anos ou mais – 11,7% entre brancos e 30,7% entre pretos ou pardos.

Havia 56,5 milhões de pessoas frequentando escola ou creche em 2016. No caso da crianças de até 3 anos, eram 3,1 milhões (30,4%) na creche. A taxa sobe para 90,2% (4,8 milhões) na pré-escola.

Fonte: Rede Brasil Atual via Feebbase

28 dez 2017

Tarifas bancárias subiram até 78% em 2017

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Lucros, lucros e mais lucros, não importa como. Este é o principal objetivo dos bancos que atuam no Brasil. Em 2017 não foi diferente, clientes e bancários foram sendo sugados para aumentar a lucratividade dos banqueiros.

Os bancários vivem sobrecarregados de trabalho e os clientes pagam uma conta cada vez mais salgada pela prestação de serviços. As tarifas aumentaram bem acima da inflação em todos os bancos nos últimos 12 meses, chegando a ser reajustada em 78%  em alguns casos,  segundo estudo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

O Idec comparou os valores cobrados por Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú Unibanco e Santander para 27 serviços avulsos, como saques, extratos e transferências. Também foram analisados 58 pacotes personalizados, que incluem diversos serviços por um preço fixo, além dos preços para os quatro pacotes padronizados pelo Banco Central.

Efeito Temer

Como efeito do golpe que resultou no governo ilegítimo de Michel Temer, os bancos públicos tiveram os maiores reajustes de tarifas em 2017.  O objetivo disso é claro, desmontar as instituições para depois privatizá-las.

O Idec constatou que a Caixa e o Banco do Brasil (BB) realizaram os maiores aumentos nas tarifas avulsas no período analisado. No BB, a tarifa para pagamento de contas na função crédito subiu 66,67%, em 2017. Na Caixa, o saque em espécie no cartão de crédito em terminais eletrônicos teve um aumento de 53,85%.

Das 27 tarifas analisadas, a Caixa reajustou 23 delas nos últimos 12 meses. O aumento médio foi 14,56%, o equivalente a mais de cinco vezes a inflação do período, de 2,70%. O BB aparece logo atrás, com aumento médio de 10,07%. Bradesco (5,12%), Itaú (4,87%) e Santander (3,10%) também reajustaram suas tarifas acima da inflação.

Privados na dianteira

Apesar dos reajustes elevados neste ano, as tarifas dos bancos públicos ainda estão entre as menores do setor. Para fazer a comparação, o Idec somou as 27 tarifas analisadas em cada banco, como se o cliente utilizasse cada serviço pelo menos uma vez.

O Santander aparece como o banco mais caro, apesar de ter promovido os menores aumentos de tarifas neste ano. Os 27 serviços da instituição totalizaram R$ 415,80, seguido pelo Itaú (R$ 393,45). No Banco do Brasil, os serviços o Banco do Brasil, os serviços custaram o total de R$ 379,50.

A surpresa do estudo foi o Bradesco, que apresentou o menor valor para as 27 tarifas somadas, de R$ 374,15, praticamente empatado com a Caixa (R$ 374,75)

Pacotes personalizados

O Idec também analisou os chamados pacotes personalizados, que já incluem uma série de serviços, mediante cobrança de uma taxa mensal. Diferentemente dos pacotes padronizados pelo Banco Central, cada banco configura os serviços inclusos nos pacotes personalizados da forma como achar melhor. Por isso, o cliente deve ficar bastante atento na hora de aceitar esse tipo de pacote, já que é mais difícil compará-lo com outros.

Nesse quesito, os bancos públicos fizeram feio mais uma vez. O pacote Convencional, da Caixa, teve o maior reajuste de todo o estudo: 78,88%. O banco elevou seu preço de R$ 25,10 para R$ 44,90 mensais.

Na sequência, os maiores aumentos foram do pacote Fácil, da Caixa (alta de 20,19%), Universitário, do Bradesco (elevação de 18,64%), Itaú Uniclass 3.0 (aumento de 10,71%,), e o pacote Personalizado, do BB (crescimento de 9,05%)

Sem justificativa

Um aumento de 78% para uma inflação de menos de 3% no ano é, sem dúvida, abusivo. É um índice muito elevado, especialmente se você considerar o fato de que não houve nenhuma melhora significativa no serviço, não foi agregado nada ao pacote.

O Idec constatou que, após os últimos reajustes, praticamente deixou de existir diferença entre os grandes bancos nos valores cobrados pelos quatro pacotes de serviços padronizados pelo Banco Central. Ou seja, os bancos estão praticamente cobrando os mesmos valores, o que reforça a preocupação com a falta de concorrência no setor.

Fonte: Feebbase