5 out 2018

Agência da Caixa de Belmonte é explodida

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Mais uma vez um banco localizado no interior é atacado por quadrilhas especializadas. Na madrugada desta sexta-feira (05/10), a agência da Caixa em Belmonte, no sul da Bahia, foi explodida. Ao todo, o Estado teve 46 ocorrências neste ano.

Na ação dos bandidos, a agência foi totalmente destruída, mas a quantia levada não foi informada. O interior é o principal alvo dos ataques com registro de 38 ataques. Em Salvador, foram oito casos. Ao todo, foram 30 explosões, sete arrombamentos, sete tentativas frustradas e dois assaltos

Fonte: O Bancário

5 out 2018

Defesa da Caixa 100% pública é fundamental

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

É indiscutível a importância das empresas estatais para o desenvolvimento do país. O patrimônio nacional sofre forte ataque da política de austeridade. As ameaças ao caráter 100% público da Caixa, por exemplo, não fazem sentido. O banco é um dos principais mantenedores dos programas de inclusão social.

A privatização da instituição seria o primeiro passo para o fim de programas sociais essenciais para a população. A Caixa se destaca no repasse do Fies, o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família, medidas que beneficiam milhões de pessoas, além de ajudar na erradicação da pobreza.

Os empregados também são ameaçados com o desmonte da agenda neoliberal. De 2016 até hoje, a Caixa já perdeu 9,2 mil bancários, queda de 9,7% no número de trabalhadores. Centenas de agências foram fechadas pelo Brasil. Por conta disso, a mobilização em defesa do banco 100% público segue forte.

Responsável pela gestão do FGTS e do seguro-desemprego, a instituição é o maior patrocinador do esporte nacional. Com 157 anos de existência, a Caixa opera as loterias. A seguridade social, cultura, segurança, educação, saúde e esporte recebem contribuição direta.

Para enfraquecer a instituição, o governo restringe o crédito à população, ao equiparar as taxas de juros às dos bancos privados. Mas, os brasileiros têm noção que, com a privatização, os prejuízos para a sociedade seriam maiores do que os benefícios por causa do enfraquecimento da atuação voltada ao desenvolvimento social.

Fonte: O Bancário

Neste domingo (07/10), milhões de brasileiros vão às urnas para mais uma eleição presidencial. Mas antes de apertar o botão é essencial conhecer as propostas de cada um. Seja deputado, senador e presidente. Quem são aqueles que defendem os interesses da nação e, sobretudo, dos trabalhadores.

Não dá para esquecer os parlamentares que votaram a favor da terceirização e da reforma trabalhista. A lei dá plenos poderes às empresas e, para completar, impede que o cidadão recorra à Justiça do Trabalho. Ou seja, vale tudo, mas só para o patrão.

Aos empregados das estatais, há ainda outra preocupação: a privatização. Muitos citam como prioridade a venda do BB, Caixa, Petrobras e outras empresas públicas. É o caso de Jair Bolsonaro (PSL), que embora tenha dito recentemente ser contrário a venda, traz na proposta de governo projeto para “privatizar aceleradamente”.

Não é só ele. Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (NOVO) têm proposta igual. Já Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (REDE) e Guilherme Boulos (PSOL) apresentam proposta contra a privatização. Álvaro Dias (Podemos) e Cabo Daciolo (Patriota) ficam em cima do muro.

Fonte: O Bancário

4 out 2018

Trabalhador mais carente abre mão de direitos

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A reforma trabalhista ataca os direitos dos trabalhadores e os mais carentes são o que mais sentem na pele. De novembro de 2017 a agosto deste ano, foram 112 mil demissões por acordo, sendo que os mais atingidos pela modalidade são os faxineiros, porteiros e trabalhadores do comércio. Os dados são do Ministério do Trabalho.

Somente em agosto deste ano aconteceram 15.010 demissões neste molde e em julho 13.738. Alta de 9%. Em fevereiro, esta modalidade alcançou quase 18 mil desligamentos.

Nesta forma de demissão, autorizada pela nova lei, o trabalhador é estimulado a abrir mão de direitos como seguro-desemprego, além de haver redução do valor da rescisão e do Fundo de Garanta por Tempo de Serviço. Mais uma forma de precarizar ainda mais os mais carentes.

O que preocupa é que a empresa pode pagar multa de apenas 20% sobre o saldo do FGTS e reduzir em 50% o valor do aviso-prévio. Quer dizer que o empregado pode movimentar somente 80% do que foi depositado pela empresa na conta do FGTS, mas não terá direito ao seguro-desemprego.

Fonte: O Bancário

4 out 2018

Sem grana, os brasileiros seguem endividados

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Depois do golpe de 2016, viver no Brasil ficou muito mais caro, em paralelo, o índice de desemprego aumentou. A conta, portanto, não bate. Falta trabalho e dinheiro para pagar as dívidas. O índice de famílias endividadas ficou em 60,7% em setembro.

A porcentagem de famílias com dívidas ou contas em atraso chegou a 23,8%. O patamar das famílias que disseram não ter condições de pagar os débitos subiu para 9,9%.

O vilão das dívidas é o cartão de crédito, que teve a resposta de 76,7% dos entrevistados. Os débitos com carnês (14,6%) e o financiamento de carro (10,2%) também foram citados.

O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 65,2 dias em setembro de 2018, maior do que os 64,3 em igual período de 2017. O comprometimento com as dívidas foi de 7,1 meses, em média.

Os dados constam na Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) divulgados pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

Fonte: O Bancário

4 out 2018

Mínimo volta a depender do novo presidente

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Caso não fosse a política de valorização do salário mínimo, desenvolvida a partir de 2003 com o governo Lula, o salário mínimo hoje seria 56,6% menor do que os atuais R$ 954,00 ou seja, R$ 540,00, aponta o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

É preciso se atentar que nessas eleições, muitos candidatos não defendem o aumento real do salário e pretendem não renovar o acordo. A regra prevê que o salário mínimo seja reajustado por um índice equivalente à inflação somada ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes.

Em 2011, já no governo Dilma, foi transformada em lei, com validade até 2015. Naquele ano, uma nova lei renovou a política de valorização por mais quatro anos, até 2019. Daí em diante, a continuidade dependerá de quem vencer as eleições presidenciais deste ano. Ou seja, se já está ruim, pode ficar pior.

Fonte: O Bancário

Os dados sobre sobrecarga de trabalho e assédio moral da Pesquisa Saúde do Trabalhador da Caixa são alarmantes. Dos dois mil empregados entrevistados, 58% se sentem sobrecarregados. Os principais motivos de insatisfação são falta de pessoal (16,3%) e cobrança excessiva por metas (16%).

Outro fator relevante levantado pelos trabalhadores da instituição é que o local de trabalho interfere na sobrecarga. Foram 66,2% empregados que atuam em agências afirmando estar sobrecarregados e 41,2% que trabalham em áreas meio. Para piorar, aproximadamente 15% dos funcionários fazem horas extras com frequência, sendo que a ocorrência é maior entre os mais jovens e os que trabalham em agências.

Quando questionados sobre demanda excessiva por trabalho, pressão, atribuição indevida de erros, ameaças, gritos, entre outras, 53,6% dos empregados disseram ter passado por ao menos uma destas situações. Para 81,3% dos entrevistados, os casos também acontecem com outros colegas.

O assédio moral assusta, mas a negligência da Caixa é ainda mais evidente. Apesar de 86,5% avaliarem como boa a relação com os chefes imediatos, 27,2% reclamam de pressão excessiva por metas.  Apenas em 3,1% dos casos, os episódios foram registrados junto ao departamento de Recursos Humanos.

O estudo apontou que cerca de 6% dos empregados tiveram conhecimento de situações de assédio sexual. Na região Centro-Oeste, 10,7% dos empregados tiveram conhecimento desse tipo de violência no banco, no Nordeste (6,8%), Sudeste (5,4%), Norte (3,5%) e Sul (3,2%).

Dos empregados analisados, 46,9% tiveram conhecimento de algum episódio de suicídio na Caixa e mais da metade (51,7%) conhece algum funcionário que passou por sofrimento contínuo em virtude do trabalho.

Fonte: O Bancário

4 out 2018

Brasil levará 10 anos para recuperar os empregos

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Um governo marcado por reformas neoliberais, extinção de recursos sociais e anulação de políticas públicas. O Brasil levará 10 anos para repor os postos de trabalho que foram fechados nos últimos três anos, afirma o Dieese. A quantidade de postos de trabalhos criados em 2018 é bem inferior aos perdidos.

Pouco mais de 47 mil vagas no mercado formal, ante 13 milhões de desempregados. Além disso, o mercado tem apresentado nova dinâmica, alto volume de pessoas demitidas e depois contratadas com salários menores. Reflexo da reforma trabalhista, que trouxe novas modalidades de contratação, ditas flexíveis e informais. Um engodo que só prejudica o trabalhador.

Fonte: O Bancário

4 out 2018

Idosos adiam a saída do mercado de trabalho

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Além do aumento da expectativa de vida e envelhecimento da população, a recessão pós-golpe faz que com os idosos brasileiros adiem a saída do mercado de trabalho.

Segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), embora os idosos pertençam ao grupo com menor participação do mercado – são 7,5 milhões –, o índice tem crescido. Passou de 5,9% em 2012 para 7,2% este ano.

Um dos principais motivos para os idosos continuarem no mercado ou até mesmo retornarem ao trabalho é a dificuldade financeira. Em 2003, o país empregava 3,2 milhões de pessoas entre 50 e 64 anos e outras 216 mil com mais de 65 anos. Em 2016, o número saltou para 7,5 milhões de trabalhadores entre 50 e 64 anos, além de mais de 598 mil acima dos 60 anos.

Enquanto a presença dos idosos no mercado de trabalho sobe, cai a da população mais jovem. Nos últimos cinco anos, o número de trabalhadores ocupados com idade entre 18 a 24 anos teve queda de 14,9% para 12,5%, já para as pessoas com mais de 60 anos passou de 6,3% para 7,9%.

Estatuto 
O Estatuto do Idoso, que completou 15 anos no dia 1º de outubro, garante o exercício da atividade profissional, desde que sejam respeitadas as condições físicas, intelectuais e psíquicas. É proibida a discriminação e a fixação de limite máximo de idade, exceto quando o cargo exigir.

O Bancário

4 out 2018

Brasil é um dos piores em equidade de gênero

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

De acordo com a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho, a remuneração média dos trabalhadores brasileiros do setor público e privado foi de R$ 2.983,00 no ano passado. No entanto, quando o assunto é diferença salarial entre gêneros, a mulher continua com a média abaixo dos homens.

O salário médio deles fechou o ano em R$ 3.181,00 enquanto o das mulheres ficou em R$ 2.708,00. O valor representa 85,1% da remuneração masculina. Em outras palavras, os homens fecharam o ano recebendo R$ 473,00 a mais. Em 2016, o salário recebido pelas mulheres correspondia a 84,3% do salário dos homens. Em 2015, o valor era de 83,4%. Em três anos, a variação foi de apenas 2,7%, passos de tartaruga.

O número coloca o Brasil na 79ª posição entre os 144 países quanto a igualdade de gênero, segundo o Fórum Econômico Mundial. A Islândia, primeiro lugar no ranking, existe lei que obriga a paridade salarial nas empresas. O Brasil deveria aprender com os melhores. Porém, por discriminação, mulheres ainda ocupam a mesma função, mas com salário bem menor.

Fonte: O Bancário