31 jul 2018

Itaú lucra R$ 12,79 bilhões no primeiro semestre

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O Itaú, maior banco privado em atividade no país, obteve lucro líquido de R$ 12,79 bilhões no primeiro semestre de 2018. Assim como as demais organizações financeiras, o resultado foi recorde, mesmo em cenário de crise, com centenas de empresas sendo fechadas e o desemprego em alta.

O balanço deixa claro quem são os beneficiados pela política neoliberal colocada em prática pelo governo Temer e quem financiou o golpe de 2016. O Itaú, assim como o Santander e demais bancos, foi um defensor ferrenho da terceirização irrestrita – lei que libera a prática até na atividade fim – e da reforma trabalhista, que retira direitos dos trabalhadores brasileiros. Ainda está na linha de frente pela aprovação da reforma da Previdência.

Internamente, também age como carrasco. Os funcionários convivem com ameaças e se as metas não forem batidas correm risco de demissão. Aliado a isso tem a sobrecarga de trabalho e as doenças decorrentes da pressão e do assédio moral.

Números da bonança

Segundo o balanço, o lucro recorde do Itaú se deve ao aumento das receitas com tarifas, ao passo que a carteira de crédito evoluiu 3,7% em apenas três meses, representando R$ 623,3 bilhões. A margem financeira também cresceu 4,5%, chegando a R$ 15,95 bilhões. Só bonança.

Fonte: O Bancário

31 jul 2018

Brasil é recordista em mortes de ativistas

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Em tempos que o governo neoliberal favorece ao agronegócio, enfraquecendo legislações e dando incentivos aos ruralistas, o Brasil aparece no topo do ranking mundial de assassinatos de pessoas que lutam por terra ou em defesa do meio ambiente.

Em 2017, segundo dados da organização internacional Global Witness, foram 57 pessoas foram assassinadas. Na última década, o Brasil tem uma média de 42 mortes por ano desde 2012.  Nos mais de 20 países pesquisados, foram contabilizados 207 vítimas de conflitos de campo.

A representatividade do atual Congresso Nacional seria uma das justificativas para números tão alarmantes. Com a grande bancada ruralista, fica difícil conter o avanço do agronegócio e os efeitos nocivos. Segundo pesquisa do Estadão/Broadcast, a representação política do agronegócio chega a 210 deputados e 26 senadores.

É bom lembrar que o Estado tem por obrigação garantir, através de políticas públicas, segurança, saúde e educação e por não cumprir essa função dificilmente as pessoas não permanecerão no campo. Além de apoiar os povos indígenas, prevenir conflitos de terra e proteger os defensores dos direitos humanos.

Fonte: O Bancário

31 jul 2018

Vida de bancário não é nada fácil no Brasil

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O dia a dia nas agências não é nada fácil. Os bancários sofrem com a rotina desgastante. Sem falar na cobrança diária para atender bem, bater metas e ainda ser pressionado ao ponto de adoecer, além de sofrer assédio moral e ser sobrecarregado por falta de funcionário. Por conta disso, a mobilização por garantia de melhorias na campanha salarial está a todo vapor.

Como as negociações com as empresas já começaram, os empregados estão alerta. A conquista do aumento real deveria ser prioridade para 25% da categoria, 23% quer que a manutenção de direitos e 18% o combate ao assédio moral. Na sequência, garantia do emprego (15%) e impedir a terceirização (14%). Foi o que constatou pesquisa feita pelo movimento sindical em maio com funcionários de bancos públicos e privados de todo o Brasil.

O Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) se reúnem nesta quarta-fera (01/08), para debater as cláusulas econômicas. A expectativa é que as empresas apresentem uma proposta global para as reivindicações, como prometeram. A categoria reivindica aumento real para salários, vales, auxílios e piso, PLR maior, além de cobrar respeito à agualdade de oportunidades e de ascensão profissional para todos nos bancos.

Foram extintos 17.905 postos de trabalho em 2017. Somente no primeiro semestre deste ano, 2.846 bancários ficaram sem emprego. Os cortes em grande escala ainda aumenta a sobrecarga de trabalho nas agências.

A realidade da categoria pode mudar. Basta os bancos mostrarem mais disposição para negociar. O BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander obtiveram crescimento de 33,5% nos lucros no ano passado e mais 20,4% no primeiro trimestre de 2018, se comparado com mesmo período de 2017.

Fonte: O Bancário

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A campanha nacional dos bancários 2018 está a todo vapor. O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos se reúnem toda a semana para debater a minuta de reivindicações da categoria, que foi entregue aos patrões no dia 13 de junho.

O documento, que é composto de 128 artigos, foi construído a partir dos debates com a categoria em todo o país, sendo aprovada na 20ª Conferência Nacional, que foi realizada entre os dias 6 e 8 de junho, em São Paulo.

Clique aqui para acessar a íntegra do documento e conferir o que está em discussão na mesa de negociação.

Segue um índice para guiar a leitura:

ÍNDICE DA MINUTA DA PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DA CATEGORIA BANCÁRIA 2018

REMUNERAÇÃO

REMUNERAÇÃO FIXA DIRETA                                                                                      

ARTIGO 1º – REAJUSTE SALARIAL

ARTIGO 2º – DÉCIMO QUARTO SALÁRIO

ARTIGO 3º – PROTEÇÃO SALARIAL

ARTIGO 4º – SALÁRIO DE INGRESSO

ARTIGO 5º – PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS (PCS)

ARTIGO 6º – ADIANTAMENTO DE 13º SALÁRIO

ARTIGO 7º – SALÁRIO DO SUBSTITUTO

ARTIGO 8º – ISONOMIA SALARIAL

ARTIGO 9º – ABONO DE FÉRIAS

ARTIGO 10 – PARCELAMENTO DO ADIANTAMENTO DE FÉRIAS

ARTIGO 11 – ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO

ARTIGO 12 – GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO

ARTIGO 13 – GRATIFICAÇÃO DE CAIXA

ARTIGO 14 – GRATIFICAÇÃO DE COMPENSADOR DE CHEQUES

ARTIGO 15 – GRATIFICAÇÃO POR TEMPO DE SERVIÇO

ARTIGO 16 – GRATIFICAÇÃO SEMESTRAL

REMUNERAÇÃO FIXA INDIRETA

ARTIGO 17 – AUXÍLIO REFEIÇÃO

ARTIGO 18 – AUXÍLIO CESTA ALIMENTAÇÃO

ARTIGO 19 – 13ª CESTA ALIMENTAÇÃO

ARTIGO 20 – 13ª CESTA REFEIÇÃO

ARTIGO 21 – AUXÍLIO CRECHE/AUXÍLIO BABÁ

ARTIGO 22 – 13º AUXÍLIO CRECHE/ BABÁ

ARTIGO 23 – AUXÍLIO – FILHOS EM PERÍODO ESCOLAR

ARTIGO 24 – AUXÍLIO – FILHOS COM DEFICIÊNCIA

ARTIGO 25 – AUXÍLIO EDUCACIONAL

ARTIGO 26 – REEMBOLSO ESCOLAR

ARTIGO 27 – AUXÍLIO FUNERAL

ARTIGO 28 – DESPESAS COM TRANSPORTE

ARTIGO 29 – VALE CULTURA

ARTIGO 30 – UNIFORME

ARTIGO 31 – AUXÍLIO TRANSFERÊNCIA

REMUNERAÇÃO VARIÁVEL

ARTIGO 32 – REGULAMENTAÇÃO DA REMUNERAÇÃO VARIÁVEL

ARTIGO 33 – REGULAMENTAÇÃO DA REMUNERAÇÃO TOTAL

ARTIGO 34 – PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS

REMUNERAÇÃO EVENTUAL

ARTIGO 35 – ADICIONAL DE HORAS EXTRAS

ARTIGO 36 – ADICIONAL NOTURNO

ARTIGO 37 – AJUDA PARA DESLOCAMENTO NOTURNO

ARTIGO 38 – AUXÍLIO PERMANÊNCIA

EMPREGO

ARTIGO 39 – GARANTIA NO EMPREGO

ARTIGO 40 – GARANTIA CONTRA A DISPENSA IMOTIVADA

ARTIGO 41 – MANUTENÇÃO DA GRATIFICAÇÃO/COMISSÃO

ARTIGO 42 – DOS CONTRATOS FIRMADOS

ARTIGO 43 – TERCEIRIZAÇÃO

ARTIGO 44 – ESTABILIDADES PROVISÓRIAS DE EMPREGO

ARTIGO 45 – ESTÁGIO PROFISSIONAL

ARTIGO 46 – PROGRAMA DE APRENDIZAGEM

ARTIGO 47 – COMISSÃO SOBRE MUDANÇAS TECNOLÓGICAS

ARTIGO 48 – DAS AGÊNCIAS BANCÁRIAS DIGITAIS, ESCRITÓRIOS DE NEGÓCIOS E ASSEMELHADOS

ARTIGO 49 – COMITÊ DE RELAÇÕES TRABALHISTAS

ARTIGO 50 – CORRESPONDENTE BANCÁRIO

ARTIGO 51 – OPÇÃO PELO FGTS, COM EFEITO RETROATIVO

ARTIGO 52 – ABONO ASSIDUIDADE

ARTIGO 53 – ISENÇÃO DE TARIFAS E COBRANÇA DE JUROS MENORES

ARTIGO 54 – JORNADA DE TRABALHO

ARTIGO 55 – TRABALHO REALIZADO FORA DAS DEPENDÊNCIAS DO BANCO

ARTIGO 56 – REDUÇÃO DE JORNADA PARA ACOMPANHAMENTO MÉDICO/EDUCACIONAL

ARTIGO 57 – QUALIFICAÇÃO E REQUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

ARTIGO 58 – HORÁRIO DE ATENDIMENTO DOS BANCOS

ARTIGO 59 – CONTROLE DAS FILAS DAS AGÊNCIAS

ARTIGO 60 – FUNCIONAMENTO DAS AGÊNCIAS

ARTIGO 61 – CARTA DE DISPENSA

ARTIGO 62 – AVISO DE PROMOÇÃO

ARTIGO 63 – CÁLCULOS DE FÉRIAS

ARTIGO 64 – INDENIZAÇÃO ADICIONAL

ARTIGO 65 – PRAZO PARA HOMOLOGAÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL

IGUALDADE DE OPORTUNIDADES E DE TRATAMENTO

ARTIGO 66 – MESA TEMÁTICA SOBRE IGUALDADE DE OPORTUNIDADES

ARTIGO 67 – PROMOÇÃO DA IGUALDADE DE OPORTUNIDADE PARA TODOS E TODAS

ARTIGO 68 – IDENTIDADE VISUAL/CULTURAL

ARTIGO 69 - ISONOMIA DE TRATAMENTO PARA HOMOAFETIVOS

ARTIGO 70 – CONTRATAÇÃO DE TRABALHADORES COM DEFICIÊNCIA

ARTIGO 71 – INCLUSÃO E CAPACITAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

ARTIGO 72 – FINANCIAMENTO DE VEÍCULO PARA EMPREGADO COM DEFICIÊNCIA

ARTIGO 73 – ESTACIONAMENTO EXCLUSIVO PARA EMPREGADOS COM DEFICIÊNCIA

SAÚDE E CONDIÇÕES DE TRABALHO

ARTIGO 74 – FIM DAS METAS ABUSIVAS

ARTIGO 75 – COMBATE AO ASSÉDIO SEXUAL

ARTIGO 76 – ASSÉDIO MORAL/ORGANIZACIONAL

ARTIGO 77 – DA MANUTENÇÃO DOS SALÁRIOS

ARTIGO 78 – DO COMUNICADO DE RETORNO AO TRABALHO

ARTIGO 79 – DO ACIDENTE DE TRABALHO

ARTIGO 80 – SEGURO DE VIDA EM GRUPO

ARTIGO 81 – GARANTIAS AO APOSENTADO POR INVALIDEZ

ARTIGO 82 - PROGRAMA DE RETORNO AO TRABALHO

ARTIGO 83 – PROTEÇÃO À EMPREGADA GESTANTE

ARTIGO 84 – AMPLIAÇÃO LICENÇA MATERNIDADE E PATERNIDADE

ARTIGO 85 – HORÁRIO PARA AMAMENTAÇÃO

ARTIGO 86 – ABONO DE FALTA DO ESTUDANTE

ARTIGO 87 – AUSÊNCIAS REMUNERADAS

ARTIGO 88 – DO TRATAMENTO DE DOENÇA E ACIDENTE RELACIONADO AO TRABALHO

ARTIGO 89 – ABONO DE FALTA POR MOTIVO DE DOENÇA DE FILHO

ARTIGO 90 – LICENÇA PARA ACOMPANHAMENTO DE PESSOAS DA FAMÍLIA POR MOTIVO DE DOENÇA

ARTIGO 91 – ABONO DE FALTAS AOS TRABALHADORES COM DEFICIÊNCIA

ARTIGO 92 – INTERVALOS PARA ATIVIDADES REPETITIVAS OU EXIGENTES DE ESFORÇO DOS MEMBROS INFERIORES, SUPERIORES E COLUNA VERTEBRAL

ARTIGO 93 – DOS EXAMES MÉDICOS

ARTIGO 94 – PROGRAMA DE CUSTEIO DE MEDICAMENTOS

ARTIGO 95 – DA POLÍTICA GLOBAL DE AIDS, DE NEOPLASIA MALÍGNA E DEMAIS DOENÇAS GRAVES

ARTIGO 96 – OUTRAS POLÍTICAS DE SAÚDE E MEIO AMBIENTE DO TRABALHO

ARTIGO 97 – ASSISTÊNCIA MÉDICA, HOSPITALAR, ODONTOLÓGICA E MEDICAMENTOSA

ARTIGO 98 – PROCEDIMENTOS DA EMPRESA QUANTO AO REGISTRO DE BENEFÍCIO JUNTO AO INSS

ARTIGO 99 – OUTRAS GARANTIAS DE PROMOÇÃO DE SAÚDE

ARTIGO 100 – DAS CIPAS

ARTIGO 101 – SEMANA INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – SIPAT

ARTIGO 102 – COMISSÕES PARITÁRIAS

ARTIGO 103 – PROGRAMA DE PREPARAÇÃO PARA A APOSENTADORIA

ARTIGO 104 – DA PROIBIÇÃO À GUARDA DAS CHAVES E ACIONADORES DE ALARMES

ARTIGO 105 – DA PROIBIÇÃO AO TRANSPORTE DE NUMERÁRIO PELO BANCÁRIO

ARTIGO 106 – EQUIPAMENTOS E MEDIDAS DE PREVENÇÃO

ARTIGO 107 – ASSISTÊNCIA ÀS VÍTIMAS DE ASSALTOS, SEQUESTROS E EXTORSÕES

ARTIGO 108 – ACESSO ÀS ESTATÍSTICAS DE ATAQUES AOS BANCOS

ARTIGO 109 – ESTABILIDADE AO EMPREGADO VÍTIMA DE ASSALTO, SEQUESTRO OU EXTORSÃO

ARTIGO 110 – INDENIZAÇÃO AO EMPREGADO VÍTIMA DE ASSALTO, SEQUESTRO OU EXTORSÃO

ARTIGO 111 – ADICIONAL DE RISCO DE MORTE

ARTIGO 112 – EMISSÃO OBRIGATÓRIA DE BOLETIM DE OCORRÊNCIA POLICIAL DE ASSALTOS, SEQUESTROS E EXTORSÕES

ARTIGO 113 – COMISSÃO DE SEGURANÇA BANCÁRIA

LIBERDADE SINDICAL

ARTIGO 114 – FREQÜÊNCIA LIVRE DO DIRIGENTE SINDICAL

ARTIGO 115 – LIVRE ACESSO DOS DIRIGENTES SINDICAIS

ARTIGO 116 – DIVULGAÇÃO DE COMUNICADOS

ARTIGO 117 – SINDICALIZAÇÃO

ARTIGO 118 – DELEGADO SINDICAL

ARTIGO 119 – ACOMPANHAMENTO DE FISCALIZAÇÃO

ARTIGO 120 – LIBERAÇÃO PARA PARTICIPAÇÃO EM ATIVIDADES SINDICAIS

ARTIGO 121 – DIREITO DE ACESSO À INFORMAÇÃO

ARTIGO 122 – CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL

DISPOSIÇÕES GERAIS

ARTIGO 123 – ABRANGÊNCIA E EXTENSÃO

ARTIGO 124 – MULTA POR IRREGULARIDADE NA COMPENSAÇÃO

ARTIGO 125 – PLANOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

ARTIGO 126 – CONDIÇÕES ESPECÍFICAS – TERMOS ADITIVOS

ARTIGO 127 – MULTA POR DESCUMPRIMENTO DA CONVENÇÃO COLETIVA

ARTIGO 128 – VIGÊNCIA

Fonte: Feebbase

A campanha salarial dos bancários está a todo vapor. A quinta rodada de negociação com a Federação Nacional dos Bancos acontece na próxima quarta-feira, 1º de agosto, em São Paulo. O encontro começa às 10h e a expectativa é de que os bancos apresentem uma proposta global à pauta de reivindicações da categoria.

Até o momento, os banqueiros não se comprometeram com nenhuma questão importante. Negaram a garantia de emprego, o fim da pressão por metas e a melhoria nas condições de trabalho. Trataram tudo sem muita seriedade, segundo a avaliação do presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto, que compõe o Comando Nacional dos Bancários.

A mobilização da categoria é a única forma de mudar a situação.

Confira a seguir o vídeo do presidente da Feebbase com as informações sobre as negociações e a convocação para as atividades da campanha. Para assistir é só clicar na imagem.

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O fracasso do governo de Michel Temer no combate ao desemprego é um dos motivos que levou 70% dos brasileiros (Vox Populi) a declarar que a vida piorou desde que Temer assumiu. O consultor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto de Queiroz, o Toninho, afirmou. “É preciso estar atento porque esse projeto contra os trabalhadores, além do Temer, permanece nas candidaturas Alckmin e Bolsonaro”.

Para Toninho, declarações do tucano Alckmin no Roda Viva confirmam continuidade a projeto de Temer contra trabalhadores Para Toninho, declarações do tucano Alckmin no Roda Viva confirmam continuidade a projeto de Temer contra trabalhadores

Na opinião do jornalista e consultor, o governo de Michel Temer está mais preocupado em agradar ao mercado em vez de atender a população. Ele citou a reforma trabalhista (lei 13.467/2017), sancionada por Temer, e a Emenda de Gastos aprovada pelo governo e aliados como duas das medidas que agravaram em dois anos os problemas enfrentados pela população. Temer assumiu após o impeachment em 2016 da presidenta eleita Dilma Rousseff.

“É preciso esclarecer para a população que todas as medidas do atual governo vieram para tirar dos mais pobres e dar para os mais ricos. A reforma trabalhista precarizou as condições de trabalho e diminuiu a renda. A emenda de gastos que congelou por 20 anos despesas como saúde e educação impediram que o Estado pudesse atender a população”.

Agenda de Temer é a mesma de Alckmin

Toninho vê no atual momento chances de que o debate de ideias volte ao centro da discussão. “Na época do impeachment a população ficou muito dividida no julgamento moral atrelando apenas a um governo. Acho que a contribuição do movimento sindical, das centrais neste momento é esclarecer que o projeto não vem apenas do governo Temer mas que se vier Alckmin e Bolsonaro vai piorar mais ainda para a população”, enfatizou.

O consultor do Diap lembrou que o pré-candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou que preservará a reforma trabalhista, manterá as regras atuais que enfranqueceram o recolhimento da contribuição sindical e que poderá extinguir o Ministério do Trabalho. “As declarações de Alckmin são o exemplo cabal de ausência de compromisso com o social. O trabalho é a base de todo o social”, completou Toninho.

Agenda Prioritária

Ele citou a Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora, elaborada por sete centrais sindicais, como uma iniciativa política para combater a atual política de retirada de direitos. O documento apresenta 22 propostas para a retomada do crescimento, entre elas a revisão da reforma trabalhista, a revogação da Emenda que congelou os gastos em saúde e educação e a retomada das obras de infraestrutura para gerar empregos de forma imediata. Clique AQUI para acessar as 22 propostas.

“A proposta dos trabalhadores é uma iniciativa extremamente importante. Tem função pedagógica. Você coloca de um lado a proposta dos trabalhadores e de outro o projeto e partidos que representam o poder econômico. Comparar é a melhor forma de esclarecer”, afirmou Toninho.

No dia 10 de agosto, todas as centrais sindicais brasileiras realizam o Dia do Basta, que é um dia de paralisação nos locais de trabalho para dar um alerta à população sobre os graves problemas enfrentados pela população. No centro do ato está a Agenda Prioritária, que tem como objetivo além de denunciar o ataque aos trabalhadores colocar no debate eleitoral as 22 propostas.

Eleições: Escolher o lado dos trabalhadores

“A população pode dar o troco em outubro. Além de uma política contra os trabhadores que tirou renda e precarizou, o projeto do governo quer entregar o patrimônio do país a preço de banana. Na mobilização para o dia 10 estamos mostrando isso e dizendo que temos que escolher um lado. Eleger um boa bancada de deputados federais e não eleger quem votou contra os trabalhadores”, declarou ao Portal Vermelho Miguel Torres, presidente em exercício da Força Sindical.

A Força Sindical tem aproximadamente 1.650 sindicatos pelo país que são filiados à central, que representa cerca de 400 milhões de trabalhadores. “Estamos mobilizando os sindicatos, popularizando a agenda dos trabalhadores. O dia 10 é um dia de alerta, o dia do Basta contra isso que está aí, contra o desemprego, contra a política econômica. Vai ser a primeira manifestação importante no ano para pensamos em outras maiores”, avaliou Miguel.

Nesta semana, inúmeras categorias, entre elas a dos transportes (rodoviários, ferroviários, metroviários e condutores), realizam assembleias para definir a forma de participação nos atos. A principal manifestação, com os dirigentes de todas as centrais, acontecerá às 10h na avenida Paulista, em São Paulo. Será em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Fonte:  Portal Vermelho via Feebbase

No Brasil e no mundo, os jovens são os mais afetados pelo desemprego crescente e permanente, faceta da atual crise econômica agravada pelas reformas trabalhistas de caráter neoliberal. Dados do IBGE apontam que os brasileiros na faixa dos 18 aos 24 anos, o número de desempregados chega a 28,1%, de acordo com o IBGE.

Essa realidade somada a cortes em programas de acesso ao ensino superior, os jovens têm os seus sonhos de emancipação sepultados. Diante desse quadro, buscam saídas na informalidade – que alcança 38% nessa mesma faixa etária. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) diz que essa é maior taxa desde 1991.

A estimativa sobre o índice brasileiro é mais de duas vezes superior à média internacional. Segundo a OIT, a situação brasileira só é equivalente às taxas registradas nos países árabes, que viram o desemprego desencadear uma importante crise política e social a partir de 2011.

A OIT indica que, entre as mais de 190 economias avaliadas pela OIT – dados de 2017 -, apenas 36 delas tem uma situação pior que a do Brasil para os jovens. Na Síria, por exemplo, a taxa de desemprego entre os jovens é de 30,6%, contra 34% no Haiti.

Futuro incerto

O cenário para os próximos anos não é dos melhores. A média geral de desemprego para os jovens deve aumentar em 2018. Para a OIT, essa geração enfrentará um “futuro incerto”, com salários sendo pagos em setores temporários.

Uma das constatações, porém, é de que aqueles com maior nível de escolaridade terão uma transição mais curta entre a escola e o mundo do trabalho. No Brasil, os índices mostram que aqueles apenas com escolaridade primária podem levar um tempo cinco vezes maior para encontrar um emprego que universitários.

Fonte: Portal CTB – Com informações das agências – via Feebbase

31 jul 2018

Imposto sindical pode, mas só para sindicato patronal

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Máfia sindical, claro, só existe entre os trabalhadores. A dos empresários, claro, “não vem ao caso”.

Adriana Fernandes e Fernando Nakagawa, no Estadão, mostram como é hipócrita a discussão sobre o imposto sindical, revelando que um decreto do governo Temer deu um “jeitinho” de compensar sindicatos, federações e confederações empresariais da agricultura com parcelas das contribuições que o setor faz às entidades do “Sistema S”, tal como já está acontecendo em outras áreas da atividade econômica.

É, claro, uma apropriação indevida de recursos que não se destinam a isso e que, nem de longe, o outro pólo sindical, os trabalhadores, possuem para enfrentá-los.

O que é hoje o “Sistema S” vem do final da Segunda Guerra, quando o empresariado – basicamente, o industrial – liderado por Roberto Simonsen e Euvaldo Lódi quis fazer frente a dois problemas: a crescente falta de mão-de-obra qualificada para a indústria, pois havia caído a chegada de imigrantes europeus ao Brasil e, ao mesmo tempo, dominar o colchão das relações sociais representando pelo ensino técnico e assistência social, além da promoção de lazer e cultura.

O ministro da Educação de Vargas, que depois virou um udenista que pensava (sim, isso havia) opôs-se fortemente a isso, defendendo a formação de uma rede de escolas técnicas estatais. Embora fizesse várias (e de boa qualidade, como o hoje Cefet do Rio, antiga Escola Técnica Nacional, de 1942), o grupo empresarial obteve a criação de uma contribuição obrigatória das empresas para sustentar, inicialmente, as duplas Senai/Sesi e Senac/Sesc, de onde vieram os outros “S”.

Agora, com o dinheiro do sistema liberado para a Confederação Nacional e para as federações patronais da agricultura, consuma-se e formaliza-se o que todo mundo sabia: a atividade sindical do patronato é financiada pelas verbas do Sistema S que, são, afinal, obrigatórias e de natureza paraestatal.

Claro, o sindicalismo patronal é “limpinho e cheiroso”, como estamos vendo no caso escabroso do Sesc do Rio de Janeiro e de seu presidente Orlando Diniz, presidente da Federação do Comércio do Rio de Janeiro, preso sob a acusação de desviar mais de 10 milhões de reais de recursos públicos provenientes do Sesc/Senac, por meio de notas fiscais e de repasses a pessoas de confiança do ex-governador Sérgio Cabral.

Máfia sindical, claro, só existe entre os trabalhadores. A dos empresários, claro, “não vem ao caso”.

Fonte: Tijolaço via Feebbase

26 jul 2018

Nada de novo na negociação com os banqueiros

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Acabou sem propostas concretas a quarta reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos, realizada na quarta feira, 25 de julho, em São Paulo. Os trabalhadores levaram para a mesa, as demandas referentes ao emprego da categoria, mas os patrões só deram respostas evasivas sobre o assunto.

Para começar, negaram a garantia de emprego, afirmando que o setor bancário é o que menos demite no país. Para a Fenaban, as vagas fechadas  nos últimos dois anos, são, em sua maioria,  reflexos dos Programas de Demissões Voluntárias, especialmente nos bancos públicos.  O Comando ressaltou que os PDVs são frutos de uma política de governo e que o trabalhador é, praticamente, obrigado a aderir, devido às circunstâncias.

A Fenaban não se comprometeu também com a manutenção da gratificação/ comissão do trabalhador que exercer a função por mais de dez anos. Os bancos dizem que a questão e sensível e que não faz sentido continuar pagando por uma tarefa que o bancário não esta mais exercendo. O Comando insistiu na importância da manutenção da estabilidade econômica dos funcionários nestas condições, mas os bancos foram evasivos, dizendo que continuariam debatendo o tema.

Nada de avanços também na questão dos correspondentes bancários. O Comando defendeu que os funcionários dos Correspondentes sejam considerados bancários, com os mesmos direitos, mas os bancos não consideram esta hipótese.

Sobre a terceirização, os bancos afirmam que o processo é fruto da evolução da atividade econômica, ressaltando que não pretendem substituir bancários por terceirizados, autônomos ou trabalho intermitente, no entanto, não aceitam colocar isso no Acordo Coletivo de Trabalho.

Outra coisa com a qual a Fenaban não quis se comprometer foi com a homologação das demissões apenas nos sindicatos. Ao contrario, chegou a sugerir a adoção de um termo de quitação total das obrigações trabalhistas, o que foi recusado pelo Comando.

Foram discutidas ainda questões como banco de horas,  trabalho em home office, agencias digitais, programas de aprendizagem e a representação dos bancários considerados hipersuficientes, mas nada de avanços.

Para o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto, a cada dia está ficando mais claro que a Fenaban não esta tratando os temas com a seriedade que exigem. “É importante uma reflexão da categoria sobre esse momento. Vejo com preocupação o fato da Fenaban ficar dando voltas para tratar dos temas propostos para discussão”, ressalta.

A próxima rodada de negociação acontece no dia 1º de agosto e tratará das clausulas econômicas e sobre igualdade de oportunidades.

Fonte: Feebbase

26 jul 2018

Mulheres negras sofrem mais com ódio na rede

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

As redes sociais têm sido usadas para disseminar ódio e racismo. Com a sensação de impunidade, perfis são criados com a intenção de ofender pessoas pela cor de pele, gênero, sexualidade ou religião. Uma pesquisa revela que 81% das vítimas de discursos racistas no Facebook são mulheres negras na faixa etária de 20 a 35 anos.

O perfil majoritário das pessoas que se engajam na prática de construção e disseminação dos discursos preconceituosos (65,6% dos casos analisados) são homens jovens na faixa etária de 20 anos. Através de piadas depreciativas contra a mulher negra, transmitem ódio nas redes sociais, excitando outros jovens a curtirem e a compartilhar tamanha insanidade.

Segundo o autor da pesquisa, Luiz Valério Trindade, doutorando em sociologia pela Universidade de Southampton (Inglaterra), as principais motivações para os discursos é a existência de uma forte crença sobre o pseudo-anonimato das redes sociais. Muitas vezes, essas pessoas não têm ligação direta com os ofendidos. Em 76,2% dos casos analisados, não tinham qualquer tipo de relacionamento prévio com a vítima (tanto online quanto off-line).

Fica claro que existe uma motivação ideológica, de um racismo arraigado, em que se acredita na ideologia do branqueamento, ou seja, a crença de que a branquitude é sinônimo de modernidade, beleza, civilidade e progresso, enquanto que a negritude seria exatamente o oposto.

Fonte: O Bancário