28 nov 2019

Zerar encargos trabalhistas não cria empregos

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Zerar encargos trabalhistas não cria empregos]

A ideia do ministro da Economia, Paulo Guedes, de zerar os encargos trabalhistas para, supostamente, criar empregos é mais uma ilusão do atual governo. A coordenadora de pesquisa do Dieese, Patrícia Pelatieri, lembra que se trata de uma concepção rejeitada por estudos e até mesmo por economistas liberais, pois não se sustenta.

“Até os economistas liberais, como Marcos Lisboa, afirmam que a desoneração não é um gatilho para a geração de empregos. Com a desoneração, é mais óbvio que ocorram ajustes internos nas empresas, aumentando a margem de lucro. Foi o que ocorreu com a desoneração feita pela ex-presidenta Dilma, que não gerou empregos. Há diversos estudos que desmentem a fala do ministro, que quer vender uma ilusão que não se sustenta”, criticou Patrícia, em entrevista à Rádio Brasil Atual, nesta segunda-feira (25).

A justificativa de Guedes é de que os empresários, isentos de impostos, contribuirão para o crescimento do país. Entretanto, a especialista do Dieese lembra que esta não é a lógica do capital. “As empresas utilizam essa desoneração para fazer uma recuperação da margem de lucros, como eles mesmos já falaram. Com a crise, eles reduziram essa margem, mas com a desoneração, recompõem. A lógica do capital não é uma lógica social, mas do lucro. Em primeiro lugar, sempre virá o dinheiro, independentemente da taxa de desemprego”, afirmou.

Após realizar as reformas, também com a justificativa de criar empregos, Guedes volta a trabalhar para retirar mais direitos do trabalhador. “O que define a geração de emprego são outros fatores, como a demanda do consumo. Quando você tem uma população empobrecida, ela não consome e não gira a economia. Sem essa demanda, não há a decisão do investimento em empregos. Portanto, a justificativa de Guedes não se sustenta”, acrescentou.

Fonte: Rede Brasil Atual via O Bancário

28 nov 2019

No Brasil, 5 milhões estão superendividadas

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[No Brasil, 5 milhões estão superendividadas]

Com a crise econômica, desemprego alto, perda de direitos e arrocho salarial, a vida do brasileiro está bem mais difícil. O custo de vida não para de subir e milhões de pessoas acabam se atrapalhando com tantas contas para pagar. Com o passar dos meses, não dá outra. A bola de neve cresce e as dívidas se acumulam.


Cerca de cinco milhões de brasileiros estão superendividados, aponta o Banco Central. Os superendividados são os consumidores que acumulam mais de uma modalidade de empréstimo para quitar os débitos. Em junho, 10 milhões de tomadores de crédito estavam com pagamentos atrasados. Desse universo, mais de 9 milhões tinham mais de uma modalidade de dívida.     


Ainda segundo o BC, a condição de superendividamento não tem necessariamente relação com as taxas inadimplência (dívida em aberto há mais de 90 dias). Conforme o Banco Central, em junho a taxa de inadimplência do crédito consignado era de 3,6% e da aquisição de veículo, 3,3%. O não pagamento em dia do crédito pessoal atingia 7,4%; do cheque especial, 14%; e do rotativo do cartão de crédito, 33,5%. 

Fonte: O Bancário

28 nov 2019

Santander demite bancária em tratamento de câncer

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Santander demite bancária em tratamento de câncer]

Os bancos passam de todos os limites na tentativa de reduzir os custos. Além de sobrecarregar os funcionários, ainda surpreende-os constantemente com demissões injustificadas, causando apreensão e assediando toda a equipe. 


O Santander não fica de fora. Em mais uma atitude descabida, demitiu uma bancária em pleno tratamento contra o câncer e às vésperas do Natal. A falta de compaixão foi tamanha que o banco ainda esperou a funcionária voltar de férias para dar a notícia, deixando os colegas também apreensivos.


Segundo relato da trabalhadora, a justificativa foi de “performance”. Mas, insatisfeita com o feedback, a bancária questionou se as atividades não estavam em dia. A resposta foi seca. A empresa apenas informou que “sentia muito, mas a área está passando por uma transformação”.

Fonte: O Bancário

28 nov 2019

Segurança não é prioridade para o Santander

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Segurança não é prioridade para o Santander]

Segurança está longe de ser prioridade para o Santander. Sem pestanejar, o banco espanhol retirou a porta giratória de três agências em Salvador. Perderam o equipamento, importante para evitar assaltos, as unidades do Comércio, do Corredor da Vitória e outra localizada na avenida de Tancredo Neves, deixando clientes e bancários totalmente expostos.  


Nem o lucro de R$ 10,824 bilhões nos primeiros nove meses de 2019, sendo R$ 3,705 bilhões no terceiro trimestre, impediu que o Santander transformasse as agências em postos de atendimento. O banco acabou com os caixas físicos, mas correntistas e funcionários permanecem inseguros, pois têm numerário nos caixas eletrônicos. 


Além de procurar os órgãos municipais para cobrar solução em relação a decisão do Santander, o Sindicato dos Bancários da Bahia e a Federação da Bahia e Sergipe apresentaram queixa junto à Polícia Federal. As entidades também já realizaram manifestações para chamar atenção para a insegurança nas unidades. 


A cobrança do movimento sindical é pelo cumprimento da lei municipal nº 4759/1993, que determina a instalação de portas giratórias nas agências e nos postos de serviços bancários.

Fonte: O Bancário

28 nov 2019

Governo reduz adicional de periculosidade a 5%

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Governo reduz adicional de periculosidade a 5%]

Diferentemente do que foi noticiado pelo jornal Folha de São Paulo, as novas regras do programa Verde e Amarelo, criado pelo governo Bolsonaro, não será opcional e pode sim afetar contratos já existentes. Isso porque, no momento da entrevista, o trabalhador não tem escolha a não ser se submeter às opções impostas pela empresa. Se não fizer isso, é desclassificado.


Sem saída, o cidadão terá de escolher entre o adicional de periculosidade pago em situações de risco de vida, ou optar pela contratação de um ‘seguro opcional para acidentes’. Mas, essa ‘proposta’ só tem uma intenção: colocar o trabalhador contra a parede. Isso porque, se escolher o adicional, receberá bem menos do que os demais empregados, pois, o texto da MP 905 reduz de 30% para 5% o valor pago aos trabalhadores em situação de risco. 


Sem falar que, esse mesmo adicional só será pago se o funcionário comprovar que a exposição ao perigo corresponde a mais de 50% da jornada normal de trabalho. Absurdo. 


Segundo a Folha, as alterações valem apenas para os jovens, entre 18 e 29 anos, contratados pelo programa Verde e Amarelo. Mas, de acordo com especialistas, a medida ainda pode afetar todos os trabalhadores, pois a MP é confusa e pode ser estendida para todos os contratos.

Fonte: O Bancário

[Mais de 1,2 milhão foram vítimas de violência ]

A violência contra a mulher no Brasil assusta.  Mais de 1,2 milhão sofreram com algum tipo de abuso no país entre 2010 e 2017. Milhares de casos terminaram com a morte da vítima. Embora o cenário seja preocupante, o governo federal negligencia. Pior. Estimula a violência. 


Os dados da Plataforma Evidências sobre Violências e Alternativas para Mulheres e Meninas traz dados ainda do México e da Colômbia. No vizinho da América do Sul um dado devastador: no ano passado, 71% das vítimas de violência sexual tinham menos de 14 anos. 


Sobre o México, o levantamento destaca que, em 2017, os companheiros foram responsáveis por 80% de todas as violências praticadas contra a mulher. Os dados são detalhados por idade, raça e tipo de instrumento utilizado.


A plataforma mostra também a evolução dos direitos humanos das mulheres e da igualdade de gênero, e explora a implementação de iniciativas de combate à violência contra mulheres. As informações foram divulgadas como parte da campanha de 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher.

Fonte: O Bancário

Por Marcos Aurélio Ruy

Dando continuidade às reportagens em comemoração aos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher, nesta edição é abordada a violência contra as mulheres do campo para entender a sensação de abandono pelo Estado vivenciado pelas trabalhadoras rurais, principalmente, nos últimos três anos.

“Durante os governos progressistas sentíamos que tínhamos a possibilidade de enfrentar com apoio do Estado a violência que nos acometia, mas agora a situação degringolou e o retrocesso tem sido imenso e intenso”, afirma Maria Aires Oliveira Nascimento, secretária-adjunta da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

“Sem mecanismos de defesa, fica difícil até de denunciar a violência”, complementa Aires que também é secretária das Mulheres Trabalhadoras Rurais da Federação dos Trabalhadores/as na Agricultura do Estado de Sergipe.

O relatório Conflitos no Campo Brasil 2018, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), da igreja católica, mostra uma diferença substancial entre a violência contra homens e mulheres do campo. “O que chamou muita atenção é o grau de crueldade. Não só os números de assassinatos e a violência, mas parece que quando agridem a mulher é muito mais cruel”, diz Jeane Bellini, da coordenação nacional da CPT.

Assista Sozinhas a História de Mulheres que Sofrem Violência nCampo

(Reportagem de Ângela Bastos, imagens: de Felipe Carneiro e edição de imagens: Chico Duarte)

De acordo com ela, as cerca de 15 milhões de mulheres (dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), que trabalham e vivem no campo, enfrentam restrições maiores do que os homens no acesso à água, à titulação das terras, ao crédito rural, à assistência técnica, à compra de sementes e até na comercialização de seus produtos.

O estudo da CPT mostra que em 2018, duas mulheres foram assassinadas em decorrência de conflitos agrários, 36 receberam ameaças de morte, seis sofreram tentativas de assassinato, duas foram torturadas e 400 foram detidas apenas por defenderem seus direitos, num total de 482 vítimas de violência que registraram denúncia.

Mas a violência vai além. “sofremos maiores discriminações no acesso à terra, no mercado de trabalho e pela dupla jornada de trabalho. A mulher sindicalista e ativista sofre ainda mais violência de diversas maneiras pela ousadia de lutar”, acrescenta Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB.

Com a vigência das políticas públicas, as vítimas já enfrentavam inúmeras dificuldades para denunciarem o agressor. “Sem mecanismos de punição e atendimento para as agredidas, torna-se muito mais difícil convencer as vítimas a denunciarem e com a impunidade, a violência tende a crescer”, diz.

Para ela, “no campo faltam espaços para assistência às vítimas de violência, como as delegacias da mulher, pois mesmo com a Lei Maria da Penha, o atendimento nas delegacias comuns desencorajam as denúncias pelo constrangimento a que as violentadas passam ao serem atendidas por homens.”

Já Mazé Morais, secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura e coordenadora da Marcha das Margaridas 2019, “particularmente, as mulheres do campo, da floresta e das águas, além de expostas à violência física, enfrentam uma série de violências simbólicas e materiais, como a invisibilidade e desconsideração de suas contribuições econômicas.”

Vídeo da Marcha das Margaridas 2019

Ela reforça também que as mulheres do campo “são sempre as mais afetadas pelo aumento da pobreza e extrema pobreza rural. Mesmo constituindo importante parte da força de trabalho das famílias e responsáveis por produzir parte significativa dos alimentos que a sociedade consome.”

O relatório Conflitos no Campo Brasil 2018 mostra ainda que de 2009 a 2018, 1.409 mulheres notificaram algum tipo de violência no meio rural, mas esse número, segundo a CPT, pode ser bem maior devido à subnotificação. Nesse período, 38 mulheres foram assassinadas, 409 receberam ameaças de morte, 22 morreram em consequência de conflitos, 111 foram presas e 37 foram estupradas.

A situação vem piorando nos últimos três anos, diz Vânia. “Depois que tiraram a Dilma, as políticas públicas em favor dos direitos da mulher começaram a ser extintas e as mulheres sentem-se largadas à própria sorte, já que inclusive a agricultura familiar sofre com o descaso dos governantes neoliberais.”

Aires concorda com ela e afirma que o presidente Jair Bolsonaro favorece os grandes produtores em detrimento da agricultura familiar e dos pequenos agricultores. “O governo liberas agrotóxicos indiscriminadamente, favorece a incursão de queimadas ao mesmo tempo em que corta verbas para a agricultura familiar, que é quem produz alimentos saudáveis para a mesa dos brasileiros”, acentua.

A mulher é o negro do mundo

Apesar de algumas dificuldades maiores enfrentadas pelas mulheres do campo, “a mulher é o negro do mundo”, como dizem John Lennon e Yoko Ono na canção homônima. A violência as atinge indiscriminadamente, principalmente porque quando se violenta o corpo e a alma feminina se atinge a todas as mulheres. Abaixo trecho da música:

“A mulher é o negro do mundo
Sim, ela é,
Pense a respeito
A mulher é o negro do mundo
Pense a respeito…
Faça algo contra isso”

“O crescimento da violência contra as mulheres denuncia que vivemos numa sociedade doente. Os homens têm medo da mulher livre e atuante em defesa de sua vida e seus direitos”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

Uma pesquisa feita pelo Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), comprova a afirmação de Celina. O levantamento aponta que 536 mulheres foram agredidas fisicamente a cada hora com socos, empurrões ou chutes, em 2018. E não foi no Oriente Médio, na África (locais mais violentos contra as mulheres) e sim no Brasil, onde 177 mulheres foram espancadas a cada hora no ano passado. Sendo que 52% das vítimas não denunciou o algoz.

Ouça Woman Is the Nigger of the World, de John Lennon e Yoko Ono

“Atualmente ocorrem retrocessos inclusive no ato de fazer a denúncia”, assinala Celina, porque “o Estado machista não encoraja as vítimas a procurarem seus direitos e a mídia comercial naturaliza a violência como se fosse normal homem bater em mulher.”

Números da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) denunciam o crescimento de feminicídios. Somente em fevereiro deste ano 126 mulheres no Brasil e outras tentativas de assassinato. Segundo o FBSP, 16 milhões de mulheres foram agredidas no Brasil em 2018, ou 1.830 por hora. Pasmem. Ainda, de acordo com a ONG, o número de feminicídios cresceu 12% em relação a 2017.

“É preciso atuar sobre as causas e os fatores da violência contra a mulher, impedindo que isso aconteça. É urgente garantir ações e investimentos em prevenção da violência de gênero e para a desconstrução do machismo”, complementa Ana Carolina Querino, representante interina da Organização das Nações Unidas Mulheres Brasil.

Além disso, “precisamos de políticas públicas que colaborem para a autonomia econômica com acesso à terra, ao crédito e à assistência técnica”, argumenta Vânia. E ainda ampliar “o acesso à educação e criar mecanismos de defesa e empoderamento às vítimas de abuso.”

Ela lembra do assassinato da vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018 e até hoje os responsáveis por esse feminicídio político não estão presos e sendo julgados como determina a lei.

Em todo o mundo as mulheres sofrem discriminação. O assédio moral e o assédio sexual são práticas recorrentes, a dupla jornada de trabalho, a inferioridade salarial para mesmas funções, mesmo quando possuem escolaridade superior. Recentemente até os estúdios de cinema de Hollywood tiveram denúncias de pagar salários menores para as mulheres e da existência de assédios.

De acordo com Mazé, “em geral, as atividades das trabalhadoras do campo não são suficientemente reconhecidas, sendo classificadas como ‘ajuda’ ou ‘complemento’ ao trabalho do homem, o que limita seu acesso a rendimentos e ao poder de decisão sobre os rumos da produção e da comercialização, ainda sob domínio masculino.”

Como escreveu o dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828-1906), na peça Casa de Bonecas, “uma mulher não pode ser ela própria nesta sociedade que se construiu como uma sociedade masculina com leis traçadas pelos homens e por juízes masculinos que julgam a sociedade a partir de critérios masculinos.” Já passa da hora de mudar todos esses critérios.TAGS: 16 Dias de Ativismo- pelo Fim da Violência Contra a MulherComissão Interamericana de Direitos HumanosComissão Pastoral da TerraConfederação Nacional dos Trabalhadores na AgriculturaConflitos no Campo Brasil 2018Fórum Brasileiro de Segurança PúblicaHenrik IbsenMarcha das Margaridas 2019Sozinhas a História de Mulheres que Sofrem Violência no Campo.

Fonte: Portal CTB


“2019, um ano para esquecer, se fosse possível, vai passar para a história como o marco zero da destruição do país prometida pelo capitão-presidente, para então dar início à nova era”, escreve o jornalista Ricardo Kotscho. “Nos principais fóruns mundiais, o Brasil virou um pária, não apita mais nada, é motivo de deboche e preocupação”, acrescenta.

Daqui a mais alguns dias, os três poderes entram em obsequioso recesso, começam as férias escolares e as festinhas de amigo secreto da firma.

Nem se Bolsonaro revogar a Lei Áurea e oficializar a pena de morte, acabar com o salário mínimo e o décimo terceiro, não vai acontecer mais nada esse ano.

Vai ficar tudo para 2020, ou melhor, para depois do Carnaval, que é quando o ano começa no Brasil.

Decisões importantes do STF, como o julgamento da suspeição de Sergio Moro, e o novo pacote de reformas do governo podem esperar a chegada de Papai Noel e do Rei Momo.

2019, um ano para esquecer, se fosse possível, vai passar para a história como o marco zero da destruição do país prometida pelo capitão-presidente, para então dar início à nova era.

Nos principais fóruns mundiais, o Brasil virou um pária, não apita mais nada, é motivo de deboche e preocupação.

Com Bolsonaro, o baixo clero e as milícias chegaram ao poder com um único objetivo: detonar todas as conquistas civilizatórias das últimas três décadas e levar o país de volta aos gloriosos tempos de 1964.

Até aqui, estão cumprindo à risca o bangue-bangue prometido na campanha eleitoral, fazendo arminha com os dedos e prometendo metralhar os adversários vermelhos.

Conseguiram estragar até a bela festa do Flamengo do domingo, ao atiçar a polícia contra o povo que extravasava sua alegria nas ruas do Rio para receber os campeões da América.

Alguém – quem será? _ deu a ordem para acabar com as comemorações, antes que o trio elétrico com os jogadores chegasse à estátua de Zumbi, como estava previsto.

Para avisar que a festa acabou, a PM de Auschwitzel começou a atirar bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta na multidão, que reagiu com paus e pedras, transformando a celebração pacífica numa praça de guerra.

Sem aviso prévio, levaram os jogadores para o quartel da tropa de choque da PM, onde a delegação flamenguista foi desmobilizada.

Se agem assim contra as famílias que inundaram o centro do Rio, com um mar de bandeiras e camisas rubro-negras, cantando o hino do clube, pode-se imaginar o que farão, se e quando o povo for às ruas para protestar contra este desgoverno que encolheu o país e está rifando a soberania e o patrimônio nacionais.

Wilson Witzel, o governador neonazista de fancaria, eleito com o apoio dos Bolsonaros, rompeu com a família e agora quer o lugar deles no Palácio do Planalto.

Grotesco e sem noção, não se vexou de se ajoelhar diante de Gabigol para engraxar sua chuteira no gramado do estádio de Lima, e levou um chega pra lá do jogador.

Mais tarde, o mesmo herói dos gramados também não se envergonhou de posar sorridente ao lado do bicão em busca de foto para a próxima campanha eleitoral.

Este é o retrato perfeito da falta de caráter desses bolsominions da política e do futebol que tomaram conta do país.

Que venha logo 2020, antes que eles acabem também com o Natal.

Vida que segue.

Por Ricardo Kotscho via Portal CTB


PL apresentado por ele abranda e até retira punições de militares e outros policiais durante operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

O presidente Jair Bolsonaro se prepara legalmente para a matança, caso aconteçam no Brasil manifestações como as do Chile, Bolívia e Colômbia. Esta é a opinião de Alberto Kopittke, diretor executivo do Instituto Cidade Segura e associado do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

“Se essa lei for aprovada e ocorrer uma onda de manifestações contra o presidente, as Forças Armadas estão autorizadas a matar oponentes”, diz.

O Projeto de Lei (PL) apresentado por ele na semana passada, que abranda e até retira punições de militares e outros policiais durante operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) é até mesmo muito parecido a um decreto da autoproclamada presidente da Bolívia, Jeanine Áñez: o de se preparar para conter, inclusive com tiros, manifestações que venham a acontecer no Brasil.

“O projeto de Lei consolida essas duas falas. Se você pensar em instrumentos de exceção, de uso da força é uma forma de estrutura. Os atos institucionais [da ditadura] foram utilizados para dar formalidade aos atos ilegais. Ele [projeto] é uma preparação, pode ser usado para isso ou não”, diz Kopittke.

O professor Rafael Alcadipani, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, também não concorda com a aplicação da lei contra protestos.

“É um Cavalo de Troia para reprimir manifestações violentas, inclusive usando o exército como agente de intimidação da população e das polícias. É muito perigoso nesse momento esse tipo de projeto”, diz.

“Manter a ordem”

O próprio Bolsonaro tuitou sobre o assunto, na manhã de segunda-feira (25), deixando claro o uso da força em manifestações:

“- Quando um governador pede GLO é porque ele não mais consegue manter a ordem com seus meios.
– A tropa da GLO não é para fazer relações públicas, ela vai para se impor, conter ações terroristas, depredação de bens, queima de ônibus, evitar que inocentes morram, etc.”

Via Revista Fórum – CTB

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) é mais uma importante instituição a repudiar a Medida Provisória 905/19, que institui o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo e promove um novo e mais perverso ataque aos direitos trabalhistas.
 

Com o título “O novo desmonte dos direitos trabalhistas”, a Nota Técnica 215 adverte que o “pacote para geração de emprego” – lançado com alarde pelo governo – “não deve criar vagas na quantidade e qualidade necessárias”. Ao contrário, pode promover a rotatividade, com o custo adicional de reduzir direitos e ter efeitos negativos pra saúde e segurança dos trabalhadores.
 

A Nota aponta que a MP 905, sob pretexto de estimular o primeiro emprego de jovens, impõe mais uma reforma. “Uma ampla reforma trabalhista foi feita em 2017, com o pretexto de reduzir, desregulamentar ou retirar diversos direitos relativos às condições de trabalho”, diz o texto. Segundo o Dieese, a proposta Bolsonaro-Guedes aprofunda essa política de desmonte, que tem provocado a precarização brutal das condições de trabalho e queda na renda da classe trabalhadora.

“A MP 905 continua na linha de destruir direitos trabalhistas e de tirar os Sindicatos das negociações coletivas, a fim de enfraquecer a cadeia de proteção ao trabalhador”, afirma o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio. Ele também critica a truculência institucional da proposta, que agride preceitos constitucionais e atropela o debate sobre alterações em uma legislação que tem caráter de proteção social. “A Medida é um absurdo do ponto de vista constitucional e legislativo. Chega a ser ilegal”, disse Clemente à Agência Sindical.
 

A Nota Técnica elenca os principais ataques da MP: cria a modalidade de contrato de trabalho precário; intensifica a jornada de trabalho, que pode provocar aumento do desemprego; enfraquece os mecanismos de registro, fiscalização e punição a infrações; fragiliza as ações de saúde e segurança no trabalho; reduz o papel da negociação coletiva e da ação sindical; ignora o diálogo tripartite como lugar para mudanças na regulação do trabalho; e beneficia os empresários com uma grande desoneração em um cenário de crise fiscal, impondo ao desempregado o custo da “bolsa-patrão”.
 

Para o Dieese, o “Contrato de Trabalho Verde e Amarelo” terá o condão de aprofundar a crise do desemprego, com piora na precarização do trabalho, por meio de contratos que tiram mais direitos.

MAIA – Na tarde da terça (19), Centrais se reuniram com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), para tratar de eventual devolução da MP, anulando seus efeitos.

Via Agência Sindical – Portal CTB