11 fev 2020

Calendário de luta em defesa das estatais em Itabuna

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
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A segunda semana de fevereiro começa com três atividades importantes em defesa do BB, da Caixa e do INSS, instituições importantíssimas no fomento e no atendimento de políticas públicas nacionais.

Banco do Brasil passa por uma restruturação total. O banco vem promovendo uma série de mudanças administrativas que resultarão em perdas na remuneração mensal e da PLR dos funcionários. O banco alega que as mudanças têm a finalidade de promover o aumento da remuneração de funcionários de alta capacitação que estão deixando o banco para trabalhar na concorrência.

Caixa Econômica, que também passar por restruturação, ignora o processo negocial com os trabalhadores e além de anunciar seu projeto de reestruturação limita prazos de inscrição para os empregados antes da data agendada pelo banco para tratar do assunto.

Já o INSS, está em meio ao caos instalado nos serviços de aposentadorias e benefícios, uma vez que o governo federal decidiu pela inclusão da Dataprev em seu programa de privatização. O decreto foi publicado no Diário Oficial no último dia 16/01.

Os ataques do governo a essas instituições mostram claramente a intenção de desmonte e posterior privatização. Um risco a todos os brasileiros que dependem dos serviços públicos de qualidade.

Por isso, confira abaixo as datas e horários do nosso calendário de manifestação:

12.02 – Dia Nacional de Luta no BB: Haverá paralisação das atividades, no início do expediente, por uma hora. É imprescindível que os bancários do BB vistam blusas pretas, em protesto ao processo de restruturação. Manifestação na porta do banco, na praça Olinto Leone, às 10h30.

13.02 – Dia Nacional de Luta #ACaixaETodaSua: Entrega das camisas da campanha e manifestação em frente à Agência Itabuna (Av. Cinquentenário), às 10h. Os bancários devem postar fotos em suas redes sociais utilizando a # da campanha.

14.02 – Manifestação em Defesa do INSS: Todos os trabalhadores estão convocados a participarem deste ato contra o desmonte e as privatizações das empresas que gerenciam serviços no INSS. Será às 10h, em frente a agencia, na Av. Ilhéus.

11 fev 2020

Lucro recorde contrasta com a desigualdade

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Lucro recorde contrasta com a desigualdade ]

No Brasil, enquanto os bancos batem recorde de lucro a cada ano, o povo tem de se virar para conseguir sobreviver. O salário do brasileiro está cada dia mais achatado com o alto custo de vida. A retirada de direitos também reflete no rendimento das famílias, assim como o desemprego. Uma realidade muito diferente das famílias que comandam o sistema financeiro. 


Os dados mostram. O Santander, primeiro a divulgar o resultado de 2019, obteve lucro líquido de R$ 14,5 bilhões, crescimento de 17% ante 2018. O Bradesco não ficou para trás, com ganho de R$ 25,9 bilhões, 20% a mais do que no ano anterior. As expectativas agora giram em torno do Itaú, maior banco privado do país, do BB e da Caixa. 


O cenário de bonança do setor bancário é para pouquíssimos. No Brasil, milhões têm de se virar com um salário mínimo (R$ 1.045,00). Outros milhões nem chegam a ganhar isso. Um quadro que mostra o tamanho da desigualdade do país. Estudo divulgado recentemente pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) mostra que a diferença de renda bate recorde.


Enquanto o rendimento da metade mais pobre da população caiu cerca de 18% desde 2014, somente o 1% mais rico teve quase 10% de aumento no poder de compra. Apenas em 2015, a pobreza subiu 19,3% no Brasil, com 3,6 milhões de novos pobres.

Fonte: O Bancário

11 fev 2020

Na Caixa, mobilização contra reestruturação

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Na Caixa, mobilização contra reestruturação]

Discutir os impactos da reestruturação na Caixa e a necessidade de manter a mobilização contra as medidas unilaterais adotadas pela direção do banco, que têm deixado os trabalhadores apreensivos. Estes foram os principais objetivos da reunião entre representantes dos empregados, na sexta-feira (07/02). 


Reforçaram que nesta quinta-feira (13/02) será Dia Nacional de Luta com atos em todo o país, reuniões com os empregados e conversas com a população sobre os riscos do desmonte do banco, que é indutor do desenvolvimento econômico e social do Brasil. A orientação é que todos os empregados da Caixa usem preto em sinal de protesto. 


Na sexta-feira (07/02), a agência Reuters divulgou notícia afirmando que a direção do banco estuda um novo PDV (Programa de Demissão Voluntária) e o fechamento de agências. Ações que fazem parte de um pacote de medidas que desmontam a Caixa. Total absurdo, pois o déficit de empregados na instituição financeira é alto. Desde 2014 perdeu mais de 20 mil. As informações desencontradas sobre a nova proposta de reestruturação geram medo e adoecimento dos empregados. 

Fonte: O Bancário

11 fev 2020

Governo corta verba de combate a violência

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Governo corta verba de combate a violência]

Mesmo ciente do quadro crescente de violência de gênero no Brasil, o governo Bolsonaro não dá a mínima. Dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmam que os casos de violência contra a mulher aumentaram 7,6% entre 2018 e 2019. Ao todo, foram 16.549 ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha (n° 11.340/06) e 15.368 no ano anterior.


Mas, ao invés de promover políticas públicas e destinar recursos que poderiam ser usados para o combate e proteção das vítimas de violência do país, o governo Bolsonaro zerou os repasses previstos na pasta de 2019. Isso mesmo depois de o Ministério da Saúde confirmar que uma mulher é agredida a cada quatro horas.


No ano passado, por exemplo, a Casa da Mulher Brasileira – um dos mais importantes programas criados pela ex-presidenta Dilma Rousseff para atender as vítimas de agressões físicas e psicológicas – ficou sem um centavo.

Fonte: O Bancário

11 fev 2020

Minha Casa Minha Vida sufocado por Bolsonaro

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Minha Casa Minha Vida sufocado por Bolsonaro]

O governo Bolsonaro tem sufocado diversos programas sociais que beneficiam a população, principalmente a de baixa renda. Como as operações nas faixas entre 1,5 e 2 do Minha Casa Minha Vida estão suspensas, cerca de 25 mil famílias deixam de ter acesso à casa própria diariamente. 


A suspensão para as modalidades destinadas a quem tem renda entre R$ 2.600,00 e R$ 4 mil é por conta da concessão de subsídios (descontos a fundo perdido no valor do financiamento), bancados na maior parte pelo FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). 


Estão reservados pelo Orçamento Federal apenas R$ 295 milhões para subsídios em 2020. Porém, a quantia está muito aquém dos R$ 900 milhões que deveriam ser e que corresponde a 10% de R$ 9 bilhões. A regra do FGTS prevê que a União arque com o percentual do total de recursos disponibilizados pelo Fundo para esta finalidade.

Fonte: O Bancário

11 fev 2020

Bradesco quer usar reforma tributária para demitir

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Bradesco quer usar reforma tributária para demitir  ]

Os bancos realmente não têm compromisso social com o Brasil. Querem apenas explorar. É o caso do Bradesco, que mesmo com um lucro líquido de R$ 25,8 bilhões em 2019, utiliza a possível reforma tributária para justificar possíveis demissões. 


Segundo informado pelo presidente da empresa, Octavio de Lazari, metade do departamento de auditoria será cortado, se a reforma tributária de Bolsonaro for aprovada pelo Congresso Nacional. 


Em entrevista concedida ao jornal O Estado de S.Paulo, na quinta-feira (06/02), o executivo disse ser desnecessário manter 372 funcionários no departamento “cuidando só de impostos”. Mas, ao invés de realocá-los para outras funções, um dos garotos-propaganda de Bolsonaro só pensa na redução dos custos.


O presidente do banco fez questão de deixar clara a expectativa de crescimento do PIB em 2,5% em 2020, apostando em mais reformas para beneficiar o sistema financeiro e prejudicar os cidadãos, principalmente os mais pobres.

Fonte: O Bancário

11 fev 2020

Com Bolsonaro, desocupados crescem 87%

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Com Bolsonaro, desocupados crescem 87%]

O Brasil caminha para a um futuro sem perspectivas de crescimento profissional para os cidadãos. A Pnda do IBGE mostra que a taxa de desocupação ficou em 11% em 2019. Os jovens entre 18 e 39 anos são os mais atingidos. Para esse grupo, o desemprego cresceu 87% desde 2014, saindo de 6,8 milhões para 12,6 milhões. 


A previsão para este ano não é nada animadora. Ao que tudo indica, pode ser ainda pior do que em 2019, com a carteira verde e amarela. Isso porque, mesmo ciente da precarização do trabalho, o governo Bolsonaro insiste em apresentar propostas que aprofundam a retirada de direitos, iniciada com a reforma trabalhista de Temer. 


Para se ter ideia, 41% dos brasileiros trabalham sem carteira assinada. Em números, 38,4 milhões de pessoas que atuam na informalidade. Já os que trabalham por conta própria somam 24 milhões, e cerca de cinco milhões de pessoas desistiram de procurar emprego. Uma lástima.

Fonte: O Bancário

Portal CTB – Vendida pelos ideólogos neoliberais como remédio para o desemprego em massa, a reforma trabalhista aprovada durante o governo ilegítimo de Michel Temer não contribuiu para debelar o problema, conforme sugerem as estatisticas sobre o comportamento do mercado nos dois primeiros anos de sua vigência. Em contrapartida, como alertaram os críticos, a nova legislação precarizou ainda mais as relações trabalhistas e está estimulando as fraudes patronais contra os trabalhadores.

Isto ocorre no rastro do enfraquecimento dos sindicatos, dos quais foram retiradas várias competências e atribuições, além da Contribuição Sindical compulsória. O alvo do ataque aos sindicatos é, na verdade, o trabalhador e a trabalhadora das bases, como mostra esta reportagem da SBT sobre as rescisões pós reforma que já não são realizadas com o acompanhamento das entidades.

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Pegou muito mal as declarações do superministro de Bolsonaro, o rentista Paulo Guedes, contra os funcionários públicos, que chamou de parasitas. Elas lhe renderam uma avalanche de críticas não só da oposição, mas de parlamentares partidários do governo e do presidente da Câmara Federal, seu suposto  amigo Rodrigo Maia.

Guedes ficou tão mal na fita que tratou logo de recuar. Primeiro tentou dar o dito por não dito, mas a gravação de suas declarações durante uma palestra no Rio de Janeiro, na FGV, não deixa margem a desmentidos. Sem enxergar outra alternativa, ele mudou de tática e resolveu dar a mão a palmatório.   

Fake News

“Eu me expressei muito mal, e peço desculpas não só a meus queridos familiares e amigos mas a todos os exemplares funcionários públicos a quem descuidadamente eu possa ter ofendido”, afirmou. São palavras com as quais busca minorar os estragos políticos, mas que não convencem, soam falsas.

Sua palestra foi recheada de Fake News sobre as contas públicas para justificar a ofensiva reacionária contra os funcionários. Entre suas mentiras destaca-se a de que o governo “tá quebrado e gasta 90% da sua receita com salários”.

Na verdade, os dados da própria União indicam que as despesas comm a folha situam-se em torno de 20%. Além disto, como resultado do arrocho e do congelamento dos investimentos governamentais, o pagamento do pessoal, como percentual do PIB ou da receita, é inferior ao de 2002. Desmascarado, o ministro de Bolsonaro  buscou refúgio no argumento de que se referia à realidade de alguns estados e não do governo federal.

Greve nacional em 18/3

É notório que existem mordomias e privilégios no setor público, mas estes estão concentrados em algumas categorias especiais, começando pelos militares e incluindo juízes, procuradores e altos burocratas instalados no Judiciário, no Executivo e no Parlamento.

Mas o alvo do funcionário de Bolsonaro, que também pode ser incluído no seleto grupo de privilegiados, não são os militares (que se livraram da reforma da Previdência), ministros ou juízes. É o servidor que dá duro, em geral ganha pouco e está amargando a perda de direitos e o arrocho dos salários, ao lado do desmantelamento dos serviços públicos.

Não é demais lembrar que o ministro do governo de extrema direita liderado por Bolsonaro ficou milionário especulando com planos de estabilização econômica e é apontado pela Justiça como um dos beneficiários da fraude que causou prejuízos à fundação responsável pela gestão da aposentadoria dos funcionários do Bndes, a Fapes.

Parece óbvio que o jogo especulativo com planos econômicos não tem nada de produtivo, embora possa ser lucrativa não gera valor, é uma atividade tipicamente parasitária explorada por rentistas como o próprio Guedes. Ou seja, o adjetivo que usou para ofender os trabalhadores e trabalhadoras do setor público lhe cai bem.

É preciso notar ainda que o diagnóstico enviesado do ministro rentista sobre o setor público ignora deliberadamente o impacto dos juros da dívida no orçamento da União. É como se não existisse, como se os juros não constituíssem um problema real. Tal suposição, subjacente à justificativa do ajuste fiscal, nem sempre é explicitado. Isto não impede que os juros sejam oportunamente lembrados quando se trata de enaltecer a política monetária do Banco Central, que com a economia atolada no pântano da estagnação e inflação em baixa decidiu reduzir a taxa Selic, principal indexador dos títulos governamentais.

Todavia, metade do orçamento público é destinado ao pagamento dos serviços da dívida (juros e amortização do principal). A bem da verdade é preciso dizer que isto significa uma receita sequestrada por banqueiros e rentistas, cujos interesses de fato orientam a política fiscal restritiva e inspiram a ideologia do Estado mínimo, que na realidade é mínimo para os pobres e máximo para a alta burguesia. A hostilidade aos servidores e aos serviços públicos, deliberadamente menosprezados, acoberta esses interesses.

Com esta classe social, que concentra em suas mãos a riqueza nacional, não há conflito nem ofensas porque Guedes é do mesmo time e chegou à condição de ministro, aplaudido pelos que ditam a vontade do mercado, para fazer o jogo sujo do Capital contra a classe trabalhadora (seja do setor privado ou público), a nação e o povo brasileiro.

Com a reforma administrativa, o Palácio do Planalto quer garfar 25% da renda dos servidores, mas a resistência já está desenhada. Na agenda de luta da classe trabalhadora para o primeiro semestre deste ano destaca-se a convocação de uma greve nacional do funcionalismo em 18 de março. A resposta ao rentista Guedes e a Bolsonaro está a caminho.

Umberto Martins  via Portal CTB

11 fev 2020

Proibir a leitura é um projeto político

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

“Se não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dê os dois lados de uma questão para resolver; dê-lhe apenas um. Melhor ainda, não lhe dê nenhum. Deixe que ele se esqueça de que há uma coisa como a guerra (…). Encha as pessoas com dados incombustíveis, entupa-as tanto com os ‘fatos’ que elas se sintam empanzinadas, mas absolutamente ‘brilhantes’ quanto a informações. Assim, elas imaginarão que estão pensando, terão uma sensação de movimento sem sair do lugar.”

O trecho é do livro “Farenheit 451”, do escritor estadunidense Ray Bradbury. O romance distópico trata de uma sociedade anti-intelectual em que livros são ilegais e, quando encontrados, incendiados. Além disso, qualquer um que seja pego lendo um livro pode ser confinado em um hospício.

Quem leu Bradbury deve ter se lembrado dele ontem (6), ao ver a notícia do comunicado disparado às escolas estaduais de Rondônia pela Secretaria Estadual de Educação, que determinou o recolhimento de 42 obras de importantes autores nacionais e internacionais das bibliotecas. Também deve ter se lembrado da grande queima de livros pelos nazistas em 10 de maio de 1933, em que foram incendiados em praça pública, em várias cidades da Alemanha, de obras de escritores alemães inconvenientes ao regime. Ou ter se recordado ainda do Index Librorum Prohibitorum, lista de publicações proibidas pela Igreja católica por serem consideradas heréticas, anticlericais ou lascivas.

Na obra de Bradbury, os livros ilegais achados são principalmente obras de autores famosos, como Walt Whitman e William Faulkner. No Brasil de 2020, os livros censurados pelo governo de Rondônia incluem, entre outros, romances e contos de Mário de Andrade, Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu, Machado de Assis e — muito — Rubem Fonseca. É notório, portanto, que não se trata, em sentido estrito, de uma censura política, mas moral. Nenhum desses autores, a grande maioria já falecida há tempos, está sendo ameaçado porque seus escritos são considerados perigosos ou subversivos, mas porque, na cabeça tortuosa dos filhos do cruzamento entre Escola Sem Partido e perseguidores de uma suposta e imaginária “ideologia de gênero”, afetam os “bons costumes”.

Em sentido lato, contudo, toda censura é política. Banir “Macunaíma” das bibliotecas é deixar de debater a própria brasilidade e suas características, negativas ou não. Barrar o acesso à brutalidade crua presente na produção literária de Rubem Fonseca, que constantemente a problematiza, não é impedir que a violência se manifeste na realidade, mas, pelo contrário, banalizá-la, como fazem os que pensam que os problemas de um país se resolvem com armas com as/nas mãos. Proibir a leitura não é “proteger” a juventude, mas aliená-la, fazendo dela o que o trecho citado de Farenheit 451 prega.

Na nossa defesa da educação e da liberdade de aprender e ensinar, bem como do acesso ao conhecimento e da livre expressão do pensamento, o que não podemos é cair no jogo de tratar como mera estupidez o que é um projeto político.

Por Táscia Souza

Via CONTEE