5 dez 2018

Demissão por comum acordo é uma grande furada

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A demissão por comum acordo entre patrão e empregado é um dos prejuízos causados pela reforma trabalhista. A modalidade foi bastante usada pelas empresas no último ano. Entre novembro de 2017, quando a lei passou a vigorar e setembro de 2018, foram 122.477 contratos finalizados por esse dispositivo.

Os empregados, que antes tinham direitos garantidos ao deixar o emprego, perderam conquistas como seguro-desemprego, receberam metade do aviso-prévio (em caso de indenização) e somente 20% da multa do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) paga pelo patrão. Antes, eram 40%.

Não para por aí. Quando o trabalhador foi sacar os valores depositados na conta individual do FGTS, descobriu também que quem assina o tipo de acordo pode retirar apenas 80% do total aplicado no fundo e não mais 100%. A quantia que resta é incorporada aos depósitos no futuro, caso a pessoa consiga emprego com carteira assinada.

Se o trabalhador não conseguir o emprego, só poderá sacar quando se aposentar ou em casos de financiamentos que aceitam o uso do FGTS, como no caso da compra da casa própria.

Fonte: O Bancário

5 dez 2018

Novo governo é um risco ao combate do HIV/Aids

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Referência mundial, o Brasil há mais de 30 anos está na luta contra o HIV. No entanto, o congelamento de investimentos na saúde com a EC 95, e as declarações do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e do futuro ministro da saúde, Luiz Mandetta, colocam em xeque um dos programas de combate à AIDS mais eficazes do mundo.

A excelência da atuação brasileira no combate à AIDS se deve à existência de um sistema de saúde público e único no Brasil. O programa de distribuição de medicamentos só foi possível por conta do princípio de universalidade e equidade no qual o SUS se baseia. Porém, os cortes em áreas como educação e pesquisa são preocupantes e podem inviabilizar a resposta brasileira no combate ao vírus HIV.

O resultado positivo se dá ao fato ao fato do Brasil ter sido um dos primeiros países a incorporar a medicação desde que foram descobertos os chamados medicamentos antirretrovirais, em 1995.

A consequência de tamanho investimento é visto nos últimos dados do Boletim Epidemiológico de 2018. Em 2012, a taxa de detecção de AIDS era de 21,7 casos por cada 100 mil habitantes. Em 2017, o número caiu para 18,3. Também houve queda de 16,5% na taxa de mortalidade pela doença entre 2014 e 2017.

As declarações de Bolsonaro, que indicam que o SUS não deveria se responsabilizar pelo tratamento da AIDS, representa um perigo a todos que dependem do sistema de saúde para o tratamento. O presidente eleito trata de forma pejorativa quem é infectado pela doença, com comentários que reforçam preconceitos e estereótipos.

Fonte: O Bancário

5 dez 2018

Mulheres e pobres dominam geração nem-nem

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

No Brasil, 23% dos jovens não trabalham nem estudam. A maioria de mulheres e pessoas de baixa renda. É um dos maiores percentuais entre nove países da América Latina e Caribe. Os dados são do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Segundo a pesquisa, 49% dos jovens se dedicam exclusivamente ao estudo ou capacitação, 13% só trabalham e 15% trabalham e estudam ao mesmo tempo.

O cenário é justificado pela falta de políticas públicas, obrigações familiares com parentes e filhos, além de problemas com habilidades cognitivas e socioemocionais.

Ainda de acordo com a pesquisa, embora o termo nem-nem possa levar à ideia de que os jovens são improdutivos e ociosos, 31% estão à procura de trabalho, sobretudo, os homens, e mais da metade, 64%, se dedicam a trabalhos de cuidado doméstico e familiar, principalmente as mulheres. O problema é que falta oportunidade de emprego no Brasil.

Fonte: O Bancário

Os próximos quatro anos prometem um radicalismo ainda maior e o trabalhador também não terá vez. A proposta de Bolsonaro para a Previdência caso aprovada, diminuirá o valor de R$ 1.851,96 de aposentadoria mensal para R$ 735,60 apenas. Uma perda de R$ 1.100,00.

O modelo proposto pela equipe econômica do presidente eleito deixará de ser repartição simples para virar um sistema de capitalização. Modelo que fracassou no Chile e Argentina.

Atualmente, com 35 anos de contribuição para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o brasileiro consegue se aposentar com até 53 anos e passar a ganhar aposentadoria por tempo de contribuição no valor médio de R$ 1.851,96. A soma da idade e do tempo de serviço caracteriza a regra 85/95.

Por esta regra, o valor completo do benefício é pago se a soma for igual a 95 para homens e 85 para mulheres. Se o trabalhador não alcançar a soma, mas já tiver contribuído 35 anos (homens) ou 30 (mulheres) é aplicado o fator previdenciário. Sendo assim, o valor cai de R$ 1.851,96 para R$ 1.226,00, uma redução de R$ 625,00.

O modelo de capitalização será como uma conta individual, administrada por um banco. O dinheiro recolhido fica acumulando e é liberado quando o trabalhador chega na idade de se aposentar.

Os riscos são enormes e o empregado terá que arcar com uma comissão para um agente administrar os valores e os investimentos e podem render ainda menos do que o esperado. No fim das contas, um conluio com o sistema financeiro começa a se apresentar.

Fonte: O Bancário

5 dez 2018

Os bancos lucram ainda mais com a rotatividade

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A rotatividade dentro dos bancos colabora para o aumento do lucro. Entre janeiro e outubro, 26.455 bancários foram desligados e 24.881 novos admitidos, um corte de 1.574 postos de trabalho. Mesmo com lucratividade de R$ 65 bilhões nos primeiros nove meses de 2018, Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa demitem ao invés de contratar.

A lógica dos bancos é clara. Colocam para fora quem ganha mais e contrata novos empregados para ganhar menos. Segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o salário dos novos bancários é, em média, 66% da remuneração de quem saiu. Com alta de 20,4% no lucro em relação ao mesmo período do ano passado, as empresas diminuem os gastos com mão de obra.

Enquanto os cofres das empresas enchem, os funcionários sofrem com sobrecarga de trabalho nas agências e adoecem tentando bater metas inalcançáveis e clientes pagam juros e tarifas exorbitantes. Na contramão, o saldo de emprego nos bancos múltiplos com carteira comercial (BB, Itaú, Bradesco e Santander) de janeiro a outubro é negativo. Foram extintos 702 postos de trabalho no período.

Na Caixa, de janeiro a outubro 1.035 postos de trabalho foram cortados, sendo que 14 empregados foram colocados para fora apenas em outubro. Com o novo PDE (Programa de Desligamento de Empregado), a expectativa é que mais 1.626 sejam dispensados.

Fonte: O Bancário

Para o presidente da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brail (CTB), Adilson Araújo, considera que a extinção do Ministério do Trabalho vai na contramão da Constituição e de um Brasil justo. O fim da pasta foi anunciado, nesta segunda-feira (3/12), pelo coordenador da equipe de transição e futuro chefe da Casa Civil de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni. Segundo ele, as funções do ministério serão distribuídas nas pastas da Justiça, da Cidadania e da Economia.

Adilson Araújo considera que a extinção do ministério significa carta branca para que empresários e fazendeiros possam impor trabalho análogo ao escravo, explorar impunemente o trabalho infantil. “Vai na contramão da Constituição e de um Brasil democrático e justo, é um baita retrocesso”, ressaltou o presidente da CTB. Para o dirigente classista “o Ministério do Trabalho desempenha importante papel na promoção do emprego e do desenvolvimento nacional e na progressiva humanização das relações sociais de produção, hoje submetidas a condições cada vez mais degradantes”.

Na opinião de Araújo, “a extinção significará a descriminalização e institucionalização do trabalho análogo à escravidão e o fim das listas sujas de empresas que submetem seus empregados a condições degradantes. Está ficando óbvio que o governo de extrema direita vai redobrar a ofensiva contra a classe trabalhadora, ampliar a retirada de direitos e fechar os canais de diálogo e denúncia, já bastante fragilizados por Michel Temer.”

“A CTB condena a decisão e conclama as centrais sindicais e o povo brasileiro a cerrar fileiras na luta em defesa do Ministério do Trabalho, das aposentadorias e dos direitos sociais ameaçados pelo futuro governo, bem como da democracia e da soberania nacional”, acrescentou.

Criado em 1930 por Getúlio Vargas o Ministério do Trabalho é uma das pastas mais antigas do período republicano e tem entre suas atribuições a fiscalização das condições de trabalho, da saúde e segurança do trabalhador, coibição do trabalho escravo e do trabalho infantil, seguro desemprego, políticas públicas de emprego, FGTS, unicidade sindical, entre outras.

A extinção da pasta, criada há quase 90 anos, será um duro golpe contra a classe trabalhadora brasileira, que ficará ainda mais exposta e vulnerável à exploração capitalista e a condições desumanas e degradantes de trabalho. Para Adilson Araújo, “o Ministério do Trabalho desempenha importante papel na promoção do emprego e do desenvolvimento nacional bem como na progressiva humanização das relações sociais de produção, hoje submetidas a um brutal retrocesso”.

Do Portal Vermelho, com informações da CTB via Feebbase

5 dez 2018

Crise aumenta adoecimento do trabalhador

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A crise econômica e o cenário do mercado de trabalho pós reforma trabalhista tem afetado também quem está empregado. Agora, o trabalhador que já vive uma situação ocupacional de estresse, vê as constantes demissões dentro da empresa, sofre cada vez mais pressão e teme perder o emprego. Este conjunto é extremamente prejudicial à saúde. De acordo aos dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), apenas entre janeiro e setembro de 2018 foram concedidas mais de 8 mil licenças para tratamento de transtornos mentais e comportamentos adquiridos no ambiente de trabalho.

Diferente do que acontecia há alguns anos atrás, os principais motivos para consultas e pedidos de afastamento do trabalho para cuidar da saúde não são decorrentes de esforço físico. Até mesmo em profissões com alto índice de Lesões por Esforço Repetitivo (LER), a saúde mental está cada vez mais em risco. O número de consultas psiquiátricas cobertas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) comprova isso. Entre 2012 e 2017, o número de atendimentos aumentou de 2,9 milhões para 4,5 milhões por ano.

O diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) Clemente Ganz Lúcio avalia os índices com preocupação. “Pressão, estresse, medo, coerção que muitas veze acontece no posto de trabalho pela chefia ou pela máquina que acaba acelerando e pressionando por resultados. A busca da empresa querendo que os trabalhadores entregue resultados, melhorar o lucro, melhorar o atendimento em termos de quantidade na condição do atendimento ao público. Tudo isso tem levado as pessoas a terem uma vida corrida”.

Sobre como todo este conjunto afeta nas atitudes e no dia-a-dia do empregado, Clemente Ganz fala sobre os trabalhadores que fazem entregas. “Um exemplo é a forma alucinada que os meninos e as meninas pilotam as motos pela cidade o fazem para fazer os seus serviços e trabalhos, muitos deles com prazos de entrega, cometendo verdadeiros absurdos no trânsito, e muitos deles pressionados por esta necessidade de entrega de resultados, pelo medo do desemprego ou pela cobrança que vai haver em relação aquilo que a empresa pretende como resultado econômico”.

Estudos feitos em diversos países confirmam às doenças psicossociais como as que predominam no mundo do trabalho. “O poder público e os sindicatos não sabem exatamente como tratar com este tipo de problema porque o tratamento é muito mais complicado, comprometendo as condições de vida de forma mais duradoura do que acontecia com um problema físico ou motor. São novos problemas que afetam as condições de trabalho e tem afetado gravemente a condições de saúde dos trabalhadores e trabalhadoras mundo à fora e no Brasil”, lamentou o diretor técnico.

Por Rafael Santos via Feebbase

O futuro do Banco Brasil ainda é incerto, mas a expectativa não é das melhores. A soberania nacional está em jogo. Rubens Novaes, indicado para assumir a presidência da instituição em 2019, inclusive já falou em enxugamento, eficiência e privatização de ativos. Uma continuação do desmonte.

A instituição corre o risco de perder o controle acionário, além de reduzir o papel social. A sociedade tem muito a perder. Dentre os prejuízos tem o financiamento rural, seja do agronegócio, do pequeno e médio produtor ou da agricultura familiar.

O BB tem economia mista com ações vendidas na bolsa de valores, inclusive os próprios funcionários receberam pequena quantidade de ações este ano, mas o governo ainda é o acionista majoritário. Mesmo que no limite do controle acionário, com 50,73%.

As ameaças também são contra as linhas de crédito que beneficiam a população com taxas acessíveis. Como o Banco do Brasil é uma empresa pública, pode ofertar o Pronaf, Fies, FAT, Proger, Moderagro, Pronamp, PCA, Inovagro, Finame, dentre outros. O financiamento agrícola da instituição correspondeu a 60%, em 2017, entre o crédito disponibilizado entre as instituições financeiras que atuam no país.

Os funcionários também são alvo. Para garantir a eficiência e enxugamento, a nova gestão do BB pretende reduzir o número de bancários e aumentar o lucro, que atingiu R$ 9,7 bilhões de janeiro a setembro de 2018. Não satisfeitos que somente no último ano, 9.409 foram desligados através do Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada. Daí para pior.

Fonte: O Bancário

3 dez 2018

Casos de intolerância política na internet crescem

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Os ataques de ódio, preconceito, discriminação, negação das diferenças e discursos violentos durante a campanha eleitoral este ano cresceu. Entre 16 de agosto a 28 de outubro, data do segundo turno, foram registradas 39 mil denúncias de crimes motivados por intolerância política.

A ONG Safernet Brasil, que atua para que o ambiente online seja mais livre e seguro, ainda destacou que a concentração é maior nas plataformas de relacionamento social, como Facebook e WhastApp.

Para combater o crescimento dos crimes na internet, é necessário esforço conjunto das instituições para impedir que violações de direitos humanos continuem acontecendo. Inclusive, durante audiência pública, nesta semana, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal elaborou relatório que será encaminhado à ONU (Organização das Nações Unidas). A Justiça também será acionada para que uma ação mais efetiva seja tomada.

Fonte: O Bancário

3 dez 2018

Com o 13º salário, brasileiros vão pagar dívidas

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A primeira parcela do 13º salário deve injetar, em média, R$ 211 milhões na economia do Brasil, mas economistas apontam que neste ano as intenções do consumidor é sair da inadimplência. Mais de 61 milhões de brasileiros devem usar o dinheiro extra de fim de ano para pagar as dívidas. O benefício sai nesta sexta-feira (30/11) para quase 85 milhões de pessoas.

Ao contrário do que os varejistas esperam, o consumo não deve subir. Descontada a inflação, este ano os recursos da primeira parcela do 13º ficarão 1,3% abaixo do que foi pago em 2017. Ou seja, quem não está devendo, aproveitará um pouco menos do que no ano passado nas compras de fim de ano.

A Confederação Nacional do Comércio espera um avanço real nas vendas de 3,1% neste ano ante 3,9% obtido em 2017. Com tantas incertezas econômicas, a saída é poupar o quanto puder.

Fonte: O Bancário