10 mai 2017

Santander responde por assédio moral

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Tramita na 3ª Vara do Trabalho de Brasília uma ACP (Ação Civil Pública) com abrangência nacional contra o Santander pela prática de assédio moral, submissão dos funcionários e metas. O pedido de indenização por dano moral coletivo é de R$ 460 milhões.

Decisão judicial obriga o banco a apresentar as metas mensais de todos os trabalhadores da empresa entre os períodos de janeiro de 2015 a março de 2017. A primeira audiência acontece em 10 de maio.

As irregularidades foram apuradas pelo MTPS (Ministério do Trabalho e Previdência Social). O MPT também requisitou instauração de inquérito para a Polícia Federal investigar os crimes de lesão corporal, constrangimento e frustração de direito assegurado em lei trabalhista.

A intenção é garantir que os diretores do Santander e os demais responsáveis por condutas ilícitas sejam cobrados pelas atitudes. O sistema humilhante, de sobrecarga e constantes ameaças de demissões causam danos à saúde dos empregados. A estimativa de gastos do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) para trabalhadores adoecidos chega a R$ 90 milhões.

Fonte: O Bancário

10 mai 2017

Reforma trabalhista em debate no Senado

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Nesta quarta-feira (10/05), os senadores começam a debater a reforma trabalhista. As Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS) realizam audiência pública conjunta, a partir das 9h, para discutir o projeto que lesa direitos essenciais dos trabalhadores.

O convidado é o presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Ives Gandra Filho, conhecido pelas posições ultraconservadoras e, como já declarou, favorável às mudanças na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

A pressão dos brasileiros deve aumentar. O governo Temer não brinca em serviço. Em menos de um mês desenterrou a proposta da terceirização de 1998, aprovou e sancionou. Também em tempo recorde, a Câmara Federal votou a reforma trabalhista.

Agora, com o projeto no Senado, o governo se articula para garantir a aprovação o mais rápido possível. Se depender das comissões, o trabalho será facilitado. Isso porque na CAE o relator é o tucano Ricardo Ferraço (ES). Na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) outro aliado ferrenho de Temer, o ex-ministro do Planejamento, principal articulador do golpe do impeachment, Romero Jucá (PMDB-RR).

A população tem de aumentar as ações de resistência, caso contrário, assim como foi com a terceirização, a reforma trabalhista vai passar e direitos como seguro-desemprego, intervalo entre as jornadas e hora extra certamente vão acabar. Sem falar no aumento da jornada de trabalho para até 12 horas.

 Fonte: O Bancário

10 mai 2017

Temer compra votos para aprovar reforma

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Michel Temer compra votos a favor da reforma da Previdência, através da liberação de verbas para emendas parlamentares. O toma lá da cá, no entanto, não tem sido noticiado pela grande mídia, aliada do presidente ilegítimo e uma das defensoras das mudanças.

O governo mapeou 330 parlamentares a serem agraciados com verbas para realização de obras e projetos em suas bases eleitorais. A estimativa é de que sejam liberados R$ 1,9 bilhão, em média, R$ 6 milhões por deputado, para reduzir a resistência em torno da reforma e empurrar goela abaixo da sociedade as mudanças nas regras para aposentadoria.

Para que a reforma da Previdência seja aprovada na Câmara Federal, são necessários 308 votos a favor. Vale lembrar que a medida aumenta para 65 anos a idade mínima para se aposentar e o tempo de contribuição para 40 anos, impedindo o acesso de milhões de trabalhadores ao benefício.

A nova cartada de Temer mostra a avidez do governo para impor a agenda neoliberal que retira direitos dos brasileiros. Não basta distribuir cargos e perseguir “os infiéis da base”, agora Temer seduz liberando verbas às suas emendas.

 Fonte: O Bancário

10 mai 2017

Lista de caloteiros tem deputados baianos

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Se cobrasse das empresas caloteiras tudo o que devem à União, certamente não haveria o que Temer alegar para impor a reforma da Previdência. Mas, o governo prefere punir o trabalhador e praticamente impedir a aposentadoria de milhões de pessoas. A dívida é de R$ 426 bilhões.

A lista dos caloteiros tem nomes de deputados baianos que, vale destacar, também defendem as reformas de Temer. José Carlos Aleluia (DEM), Benito Gama (PTB) e Roberto Brito (PP) devem, juntos, R$ 275,665 mil.

Os dados são da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. O valor da dívida cresce quando são levadas em consideração empresas de outros políticos baianos. As empresas de Arthur Maia (PPS), defensor ferrenho da terceirização e da reforma da Previdência, devem R$ 542,2 mil aos cofres públicos.

Já o tucano João Gualberto (PSDB), sócio de empresas de produtos de limpeza, indústria e comércio, tem dívida de R$ 7,403 milhões. Apontar o dedo para cortar direitos dos trabalhadores, todos sabem. Pagar o que deve que é bom, nada.

 Fonte: O Bancário

10 mai 2017

Dieese lista danos da reforma trabalhista

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

São cinco os motivos centrais para negar a reforma trabalhista em tramitação no Senado Federal. É o que lista o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em nota técnica.

Atenção aos itens. Revogação do princípio de proteção ao trabalhador perante o empregador, redução do poder de negociação e de contratação coletiva dos sindicatos, autorização para o rebaixamento de direitos, ampliação de possibilidade de contratos atípicos e de trabalho autônomo e restrição à atuação do Poder Judiciário e também do acesso dos trabalhadores à Justiça.

São exemplos que evidenciam que as alterações favorecem apenas aos interesses das empresas e não dos trabalhadores. É por isso que os parlamentares querem tanto desmontar a CLT, criada justamente para proteger a classe trabalhadora dos desrespeitos. É preciso resistir.

Fonte: O Bancário

Michel Temer não poupa esforços para retirar direitos dos trabalhadores. No Entanto, mesmo com o panorama de retrocesso, durante a campanha salarial de 2016, os bancários conseguiram um acordo de dois anos que evita perdas salariais e garante aumento real para a categoria neste ano.

Apesar dos altos lucros, os bancos não valorizam os funcionários. Ao contrário, o sistema financeiro, aliado de Temer, deseja obter mais vantagem à custa dos trabalhadores.

Um bom exemplo é a terceirização e o avanço digital, que fragiliza o trabalhador e reduz empregos. O resultado é a sobrecarga de trabalho e a consequentemente degradação das condições de trabalho e da saúde dos bancários.

Fonte: O Bancário

Reunidas em São Paulo na segunda-feira (8), as centrais sindicais decidiram que no próximo dia 24 vai haver uma grande marcha da classe trabalhadora em Brasília contra as propostas de reforma trabalhista (PLC 38/17) e previdenciária (PEC 287/16). Veja o calendário:

1) Dia 9 - terça-feira, às 10h, sede da CUT-DF, reunião das centrais sindicais para organizar visitas aos deputados e sensores no Congresso Nacional e participação na reunião com o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), às 18. Ferraço é relator do PLC 38/17, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

2) Dia 9 - terça-feira, às 14h30, no Dieese, em São Paulo, reunião do setor de organização e de imprensa para preparar a Marcha de Brasília, do dia 24.

3) Dia 15 - segunda-feira, corpo a corpo nos aeroportos e reuniões com os deputados e senadores nos estados.

4) Dia 17 - quarta-feira, “Ocupa Congresso”, lideranças das centrais sindicais visitam parlamentares e líderes partidários no Congresso Nacional.

Centrais divulgam nota com calendário de lutas contra “reformas”
Na nota pública, as nove centrais sindicais brasileiras — CTB, CUT, Força, Intersindical, NCST, UGT, CGTB, CSB e CSP Conlutas — prometem lutar contra o desmonte da Previdência Pública e das leis trabalhistas.

Elaboram calendário para organizar a agenda. De 8 a 12 estarão permanentemente no Congresso Nacional para pressionar deputados e senadores contra as propostas. Haverá também muitas atividades de rua. De 15 a 19, as centrais vão “ocupar Brasília”.

Leia a íntegra da nota pública:

São Paulo, 4 de maio 2017

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS

CONTINUAR E AMPLIAR A MOBILIZAÇÃO CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS!

As centrais sindicais, reunidas na tarde desta quinta-feira, avaliaram a Greve Geral do dia 28 de abril como a maior mobilização da classe trabalhadora brasileira. Os trabalhadores demonstraram sua disposição em combater o desmonte da Previdência social, dos Direitos trabalhistas e das Organizações sindicais de trabalhadores.

A forte paralisação teve adesão nas fábricas, escolas, órgãos públicos, bancos, transportes urbanos, portos e outros setores da economia e teve o apoio de entidades da sociedade civil como a CNBB, a OAB, o Ministério Público do Trabalho, associações de magistrados e advogados trabalhistas, além do enorme apoio e simpatia da população, desde as grandes capitais até pequenas cidades do interior.

As centrais sindicais também reafirmaram sua disposição de luta em defesa dos direitos e definiram um calendário para continuidade e ampliação das mobilizações.

CALENDÁRIO DE LUTA

8 a 12 de maio de 2017
- Comitiva permanente de dirigentes sindicais no Congresso Nacional para pressionar os deputados e senadores e também atividades em suas bases eleitorais para que votem contra a retirada de direitos;

- Atividades na base sindicais e nas ruas para continuar e aprofundar o debate com os trabalhadores e a população, sobre os efeitos negativos para a toda sociedade e para o desenvolvimento econômico e social brasileiro.

15 a 19 de maio:
- Ocupa Brasília: conclamamos toda a sociedade brasileira, as diversas categorias de trabalhadores do campo e da cidade, os movimentos sociais e de cultura, a ocuparem Brasília para reiterar que a população brasileira é frontalmente contra a aprovação da Reforma da previdência, da Reforma Trabalhista e de toda e qualquer retirada de direitos;

- Marcha para Brasília: em conjunto com as organizações sindicais e sociais de todo o país, realizar uma grande manifestação em Brasília contra a retirada de direitos.

Se isso ainda não bastar, as centrais sindicais assumem o compromisso de organizar um movimento ainda mais forte do que foi o 28 de abril.

Por fim, as centrais sindicais aqui reunidas convocam todos os sindicatos de trabalhadores do Brasil para mobilizarem suas categorias para esse calendário de lutas.

CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhares
Força Sindical
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores
UGT – União Geral dos Trabalhadores
CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros
CSP Conlutas – Central Sindical e Popular

Fonte: Diap via Feebbase

9 mai 2017

Desemprego cresce entre os mais jovens

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A crise se agrava com governo Temer e jovens são os mais penalizados. Pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que o desemprego entre as faixas etárias de 14 a 24 anos é o mais alto, atingindo 27,2% em 2016. Com as reformas trabalhista, previdenciária e a lei de terceirização, o futuro é ainda mais incerto.

Para os adultos entre 25 e 59 anos, a taxa alcançou o índice de 9,1% e entre os idosos ficou em torno dos 3,4%. Com a retirada de direitos, através das reformas, os adultos terão de trabalhar mais, vão ganhar menos, sem a perspectiva de se aposentar.

A pesquisa constata que o Nordeste continua com as maiores taxas de desemprego, 14,4% no último trimestre, algo que não ocorria desde os governos de Dilma e Lula.

Com o aumento do desemprego, a informalidade cresce e a renda do trabalhador cai. Segundo o Ipea, o rendimento real do brasileiro apresentou uma queda de 2,5%, registrando um valor médio de R$ 1.978,00 em 2016. Mais uma vez, os jovens de 14 a 24 anos sentem o impacto, redução de 3,6% no rendimento entre 2015 e 2016.

Fonte: O Bancário

9 mai 2017

Temer não convence nem os empresários

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Michel Temer não convence nem mesmo os empresários. A maioria (52%) acha que a reforma trabalhista não será capaz de gerar mais de empregos. Portanto, o governo federal mente.

Apenas 48% acreditam que a mudança pode abrir postos de trabalho, aponta pesquisa do Datafolha. Outros 68% acreditam que os trabalhadores perdem direitos fundamentais com a reforma. Foram ouvidas 2.781 pessoas, entre trabalhadores e empresários, em 172 municípios brasileiros.

Os entrevistados também opinaram sobre a terceirização, sancionada recentemente por Temer. E outra vez os empresários abriram o jogo. Para 27%, a remuneração vai reduzir com a nova lei. Sobre o impacto da ampliação da terceirização em produtos e serviços, 66% acreditam na elevação dos preços ao consumidor.

Fonte: O Bancário

9 mai 2017

Previdência será votada de porta fechada

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O Congresso Nacional deveria ser a casa do povo. Mas, o Brasil atual não é. A Comissão Especial da Câmara Federal, que analisa a reforma da Previdência, vai votar a proposta de porta fechada, nesta semana. Um exemplo nada democrático.

O acesso só será permitido aos parlamentares, funcionários e pessoas credenciadas. A restrição vale para terça-feira (09/05) e quarta-feira (10/05), dias em que acontecem votações dos destaques na Comissão Especial e no plenário da Casa.

A decisão é uma prova clara de que os parlamentares estão dispostos a aprovar as mudanças na Previdência que aumentam para 65 anos a idade mínima para aposentar e para 40 anos o tempo de contribuição, obrigando os brasileiros a trabalharem a vida toda.

É bom lembrar que há duas semanas os deputados aprovaram a reforma trabalhista, que retira direitos importantes dos trabalhadores, aumenta a jornada de trabalho e reduz os salários. O cenário, portanto, é muito ruim.

Fonte: O Bancário