As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúnem movimentos sociais de diversas causas em resistência aos golpes políticos que tiveram início a partir do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 2015, divulgou uma carta com orientações aos apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que desejam se manifestar contra sua prisão, realizada no último sábado (7).

“A prisão de Lula é parte essencial do golpe que está em curso contra o povo brasileiro. A ofensiva conservadora que liderou o impeachment contra a presidenta Dilma, provocou o assassinato de Marielle Franco, se manifesta também na prisão do Presidente Lula. Lula é um preso político, sua prisão inaugura um novo ciclo do golpe e nos desafia a ampliar nossa capacidade de luta e resistência”, diz o texto.

Os atos já convocados pelas frentes populares são:

11 de Abril: Dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre.

11 Abril: Manifestações em todas as embaixadas do Brasil no exterior.

10 e 11 de Abril: Ato com juristas em Brasília.

17 de Abril: Dia nacional de mobilização contra a Rede Globo.

26 de Abril: Ato em defesa da Petrobras no Rio.

1º de Maio: Dia do trabalhador/a em defesa dos Direitos e Liberdade para Lula.

Confira a íntegra do documento:

Lula Livre: A Resistência somos nós

“Não adianta tentar acabar com as minhas ideias, elas já estão pairando no ar e não tem como prendê-las. Não adianta parar o meu sonho, porque quando eu parar de sonhar, eu sonharei pela cabeça de vocês e pelos sonhos de vocês.” (Luiz Inácio Lula da Silva)

I-    Nossa Linha Política Comum

A prisão de Lula é parte essencial do Golpe que está em curso contra o povo brasileiro. A ofensiva conservadora que liderou o impeachment contra a presidenta Dilma, provocou o assassinato de Marielle Franco, se manifesta também na prisão do Presidente Lula. Lula é um preso político, sua prisão inaugura um novo ciclo do golpe e nos desafia a ampliar nossa capacidade de luta e resistência.

Por dias resistimos no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, mas sabemos que esse é só o princípio de nossa mobilização em defesa de Lula Livre, a resistência necessária não é só em São Bernardo: ela deve ser feita em o todo Brasil. Precisamos estar preparados para um processo de luta de curto, médio e longo prazo. Para isso a construção de ações unitárias em todo país é crucial, devemos ampliar nossa capacidade de diálogo com a sociedade. Isso se traduz na mobilização de todas as forças progressistas e, principalmente, no reforço da articulação entre as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que aglutinam o conjunto dos movimentos populares em nosso país. 

A frustração e tristeza que sentimos agora devem ser convertidas em fonte de energia para lutar pela reconstrução da democracia no Brasil e pela libertação de Lula. Não é hora de desânimo e desespero, é hora de organização e ação. Nesse sentido, as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo apresentam aqui orientações e um calendário de lutas para o próximo período.

LULA É PRESO POLITICO!

Liberdade para Lula!

Toda pressão politica sobre o STF para que julgue as medidas de suspensão de sua prisão!

II – Propostas de Mobilização Unitárias e Nacionais

1- Construir um Acampamento Nacional em Brasília na Praça dos Três Poderes, em frente ao STF pela Liberdade Lula.  Fazê-lo de forma permanente até conquistar a sua liberdade.

2- Fortalecer o Acampamento instalado no dia de hoje em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba. Estimular caravanas de várias cidades, em especial do Sul e Sudeste, em regime de revezamento, para manifestar solidariedade e participar dos debates políticos-culturais.

3- Estimular em todas as capitais onde for possível a realização de Acampamentos em locais centrais, que sejam um polo de Agitação e Propaganda na cidade, denunciando a prisão política de Lula. 

4- Estimular desde hoje a realização de pichações com a palavra de ordem “Lula Livre”, “Liberdade para Lula”. Nas capitais onde for possível, organizar Brigadas de Agitação e Propaganda, grupos que ficarão permanentemente fazendo a disputa ideológica na sociedade. 

5- Realização de um ato massivo pela Liberdade de Lula neste Domingo, 8 de Abril no Rio de Janeiro.

6- Convocar no dia 11 de Abril, dia de sessão no STF, um dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre.

7- Construir no dia 11 de Abril, através de nossas articulações internacionais, manifestações em todas as embaixadas do Brasil no exterior.

8- Convocar centenas de juristas, advogados e militantes dos direitos humanos à Brasília para os dias 10 (à tarde) e 11 de abril, para realizar audiências no STF e um ato político no Senado Federal.  A atividade esta sendo organizado pela Frente de Juristas pela Democracia.

9- Construir no dia 17 de Abril, marco de 2 anos do Golpe, um dia nacional de mobilização contra a Rede Globo. 

10- Participar da Manifestação Nacional convocada no dia 26 de Abril no Rio de Janeiro, para defender a Petrobras, durante a Assembleia ordinária da empresa. 

11- Construir um 1º de Maio unitário e massivo em defesa dos Direitos e Liberdade para Lula. 

12- Realizar escrachos nas empresas e Bancos vinculados ao golpismo (Riachuelo, Bahamas).

13- Debater no Fórum das Centrais a construção de uma Paralisação Nacional em data a ser definida. 

III – Encaminhamentos Organizativos:

1 – Convocar imediatamente reuniões conjuntas da Frente Brasil Popular e da Frente Povo sem Medo em todos os estados para construir um plano de mobilização em torno da luta pela Liberdade de Lula, em âmbito local. 

2- Construir uma campanha nacional e internacional pela liberdade de Lula através da articulação de todos os meios alternativos de imprensa.

3- Organizar uma campanha de boicote a rede Globo: “Desligue a Globo”. 

4- Convocar plenárias abertas para organizar e mobilizar a militância em torno do calendário de lutas. 

5- Organizar Comitês pela Liberdade de Lula em todos os territórios (universidades, locais de trabalho, comunidades, etc.). Associar esse objetivo a todas as inciativas de trabalho de base como a do Congresso do Povo e outras.

IV – Calendário

8 de Abril: Ato em defesa de Lula Livre no Rio de Janeiro.

11 de Abril: Dia Nacional de Mobilização em Defesa de Lula Livre.

11 Abril: Manifestações em todas as embaixadas do Brasil no exterior.

10 e 11 de Abril: Ato com juristas em Brasília.

17 de Abril: Dia nacional de mobilização contra a Rede Globo. 

26 de Abril: Ato em defesa da Petrobras no Rio.

1º de Maio: Dia do trabalhador/a em defesa dos Direitos e Liberdade para Lula

São Bernardo, 07 de Abril de 2018

Frente Brasil Popular

Frente Povo Sem Medo

Fonte: Feebbase

10 abr 2018

Caixa desliga 1.296 empregados por meio do PDV

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Em decorrência do processo de desmonte, que visa a privatização, o quadro de pessoal da Caixa reduz ainda mais. O banco desligou 1.296 empregados por meio do PDV (Programa de Desligamento Voluntário), lançado em fevereiro.

O número está abaixo do estimado pela direção da empresa, de 2.964 adesões. Depois da divulgação dos dados oficiais, a Caixa estuda lançar outro programa no segundo semestre, assim como fez no ano passado. A medida vai causar mais danos aos funcionários e clientes.

Em poucos anos, o quadro de pessoal da instituição caiu de 101 mil para cerca de 86 mil. Enquanto isso, milhares de pessoas aprovadas no concurso público de 2014 lutam na Justiça para tomar posse e trabalhar. Junto com o corte de bancários, a empresa também fecha agências em todo o país, um prejuízo à nação.

O banco é fundamental para o desenvolvimento, responsável pela gestão de programas de inclusão social. Também liderava o mercado imobiliário, com a oferta de juros baixos aos brasileiros. Agora, tudo está indo para o ralo. Irresponsavelmente, o governo Temer acaba com a instituição financeira.

Fonte: Seeb Bahia via Feebbase

10 abr 2018

Pagamos tantos impostos para que a elite pague menos

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Com certeza você já se perguntou por que paga tanto imposto e mesmo assim sempre falta verba para Saúde, Educação, Segurança Pública e Previdência Social. Será que a corrupção e a ineficácia dos governos são as únicas explicações? Uma das principais causas – que também revela porque o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo – é o próprio sistema tributário.

É o que aponta um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG, na sigla em inglês), órgão vinculado à ONU.

O estudo mostra que o 1% mais rico concentra algo próximo a um quarto (23,2%) de toda a renda nacional. Renda nacional é a soma de todos os rendimentos de um país durante o ano: salários, lucros, juros, honorários, aluguéis etc.

O trabalho defende que medidas adotadas por governos brasileiros nas décadas de 1980 e 1990 – repetindo um movimento verificado em países como Estados Unidos e Reino Unido – limitaram a função redistributiva do imposto de renda. Isso resultou em um elevado grau de concentração de renda entre os mais ricos.

Segundo o estudo, a redução das alíquotas do IR, ocorridas entre os anos 1980 e 1990, explica essa imensa concentração de renda. O Brasil já chegou a cobrar alíquotas de até 60% para rendas mais elevadas. A partir de 1988, as taxas sofreram um movimento de redução até chegar ao teto atual de 27,5%. Isso significa que essa alíquota é cobrada tanto para quem ganha R$ 5 mil quanto para quem ganha R$ 500 mil por mês.

A diminuição do número de alíquotas se deu justamente quando o país avançava na construção de sua rede de proteção social, como determina a Constituição Federal vigente. A redução de impostos para as camadas mais ricas da sociedade contribui para a falta de verba no financiamento da Saúde, Educação e Previdência Social.

Após o golpe, em 2016, o governo Temer, aliado ao Congresso Nacional dominado por empresários e ruralistas, promulgou Emenda Constitucional 95, que congela investimentos em Saúde e Educação por 20 anos. E não à toa, atualmente paira a enorme pressão para o corte de gastos com aposentadorias e pensões por meio de uma reforma que pode acabar com a Previdência Pública.

R$ 269 bilhões para 1% dos brasileiros

Aliado à redução das alíquotas, continua o estudo, está a isenção de impostos sobre os dividendos pagos a acionistas e sobre os juros de capital próprio. Essa isenção se deu graças à lei 9.249, sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1995.

Para dar uma ideia do tamanho da injustiça, em 2016, cerca de 2,5 milhões de indivíduos (pouco mais de 1% da população brasileira) ganharam R$ 269 bilhões referentes a lucros e dividendos, segundo a Receita Federal. Uma cifra totalmente isenta de impostos.

Se fosse aplicada a alíquota de 27,5% sobre esse montante – a mais alta que incide atualmente sobre o imposto de renda –, o país teria arrecadado R$ 73 bilhões em apenas um ano. Para efeito de comparação, no mesmo ano de 2016, o orçamento do Ministério da Educação foi de R$ 99 bilhões, e do Ministério da Saúde, R$ 118 bilhões.

Quem ganha menos paga mais

Diferentemente do que ocorre nos países desenvolvidos, os impostos cobrados no Brasil concentram-se principalmente sobre serviços e consumo (56% do total da carga tributária), como alimentos, eletrodomésticos, combustíveis e conta de luz, por exemplo. Isso compromete mais a renda de quem ganha menos, porque as alíquotas sobre esses itens são iguais para todos, ricos ou pobres.

Por outro lado, fontes tributáveis sobre o patrimônio – como heranças e propriedades, relacionadas às parcelas mais ricas – são responsáveis por apenas 4,2% do total pago pelos brasileiros.

Fundamental no desenvolvimento social

Citando o economista francês Thomas Pikkety, autor de O Capital no Século XXI, o estudo ressalta que a implantação de impostos progressivos (que cobram mais de quem tem mais) desempenhou papel fundamental no desenvolvimento do Estado social e na transformação da desigualdade no século XX.

Ainda de acordo com o estudo, em razão da resistência das elites econômicas, até o início do século XX a alíquota máxima não passava de 10% nos países desenvolvidos. “Foi preciso o caos político e econômico provocado pela Primeira Guerra Mundial e em seguida pela Revolução Russa para que, rapidamente, essas elites concordassem em elevar de súbito as alíquotas do imposto superiores a 50%”, escrevem os autores do estudo, os economistas Sérgio Wulff Gobetti e Rodrigo Octávio Orair.

Alternativas contra desigualdade

O estudo defende quatro alternativas para a redução da desigualdade:

1. Tributar lucros e dividendos nos moldes vigentes até 1995, com alíquota de 15%, o que aumentaria a receita em R$ 43 bilhões (valores de 2013) e reduziria a desigualdade em 3,67%;

2. Tributar lucros e dividendos com faixa de isenção e alíquotas variando entre 7,5% e 27,5%, conforme a renda do recebedor, o que geraria uma receita de R$ 59 bilhões, atingindo 1,2 milhão de pessoas e reduzindo a desigualdade em 4,03%;

3. Mudar profundamente a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) criando três novas alíquotas (35%, 40% e 45%), para níveis de renda de R$ 60 mil, R$ 70 mil e R$ 80 mil, atingindo número bem maior de contribuintes (3,8 milhões);

4. Criação de uma alíquota adicional de 35% do IRPF apenas para rendas muito elevadas (acima de R$ 325 mil) e, simultaneamente, submeter os lucros e dividendos à tabela progressiva, como na segunda alternativa, o que geraria receita adicional de R$ 72 bilhões e reduziria a desigualdade em 4,31%.

Fonte: SEEB-SP via Feebbase

10 abr 2018

Programa Bolsa Família é essencial para o Brasil

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O feirão de Michel Temer continua e mais uma estatal está na mira para privatização. O governo vai colocar a Infraero à venda por R$ 10 bilhões, podendo chegar a R$ 15 bilhões. A intenção é vender 51% das ações, como no emblemático caso da venda da Embraer para a Boeing.

A privatização atende apenas ao interesse do setor privado, já que a Infraero gere 54 terminais, entre aeroportos lucrativos. A empresa que comprar poderá explorar o serviço por um prazo de 30 anos. Congonhas, considerado a ‘menina dos olhos’ do setor com mais de 20 milhões de passageiros por ano, e outros terminais importantes, como Santos Dumont é usado como chamariz para os investidores.

A ideia da operação é copiar o modelo de leilão do setor elétrico, como o que foi feito com a antiga distribuidora de energia de Goiás (Celg). Neste caso, houve mudança de CNPJ e transferência de todos os funcionários.

O BNDES vai participar da operação fazendo estudos da modelagem para indicar o caminho mais vantajoso para a União: lotes ou bloco único.

Fonte: O Bancário

10 abr 2018

No feirão de Temer, Infraero colocada à venda

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O feirão de Michel Temer continua e mais uma estatal está na mira para privatização. O governo vai colocar a Infraero à venda por R$ 10 bilhões, podendo chegar a R$ 15 bilhões. A intenção é vender 51% das ações, como no emblemático caso da venda da Embraer para a Boeing.

A privatização atende apenas ao interesse do setor privado, já que a Infraero gere 54 terminais, entre aeroportos lucrativos. A empresa que comprar poderá explorar o serviço por um prazo de 30 anos. Congonhas, considerado a ‘menina dos olhos’ do setor com mais de 20 milhões de passageiros por ano, e outros terminais importantes, como Santos Dumont é usado como chamariz para os investidores.

A ideia da operação é copiar o modelo de leilão do setor elétrico, como o que foi feito com a antiga distribuidora de energia de Goiás (Celg). Neste caso, houve mudança de CNPJ e transferência de todos os funcionários.

O BNDES vai participar da operação fazendo estudos da modelagem para indicar o caminho mais vantajoso para a União: lotes ou bloco único.

Fonte: O Bancário

O desmonte do Banco do Brasil, promovido pelo governo Temer, tem levado a instituição a uma situação preocupante. Diversos funcionários perderam comissão e tiveram o salário reduzido. Outros estão em risco de descomissionamento. O quadro de pessoal também despencou. A Cassi está ameaçada. A resistência, portanto, é decisiva.

Para debater os impactos da reestruturação do banco e traçar estratégias de mobilização, sobretudo, para a campanha salarial deste ano, o Sindicato se reuniu, na noite desta segunda-feira (09/04), com os funcionários do BB.

O presidente da entidade, Augusto Vasconcelos, falou sobre as dificuldades que devem ser enfrentadas durante a campanha, que este ano acontece em um cenário ainda mais difícil.

Com a aprovação da reforma trabalhista e o fim da ultratividade, após o dia 1º de setembro, data base da categoria, não há mais a garantia da manutenção dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho.

Outro assunto abordado foi a Cassi. O governo mudou as regras para os planos de saúde das estatais. Entre as alterações, a paridade de contribuição entre banco e associados. Temer também limitou os aportes do BB à Caixa de Assistência dos Funcionários do BB a 8% da folha de pagamento.

A reunião também contou a presença da secretária geral do Sindicato, Jussara Barbosa e o membro da Comissão de Funcionários do BB e diretor do SBBA, Fábio Ledo, que falou sobre as últimas negociações com a instituição financeira.

Fonte: O Bancário

10 abr 2018

Programa Bolsa Família é essencial para o Brasil

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O topo da pirâmide social não gosta, mas o fato é que o Bolsa Família é fundamental para o país. Graças ao programa, 21% dos brasileiros estão fora da extrema pobreza e a economia local tem impacto positivo.

Os números divulgados pelo Valor Econômico mostram que o Bolsa Família se torna imprescindível para os brasileiros, diante da crise e do assustador nível de desemprego no país (12,3 milhões de pessoas).

O beneficio é importante para melhorar o desenvolvimento econômico das regiões e tem um papel muito forte no enfrentamento da pobreza e da desigualdade. Embora a quantia seja pequena, o programa social mostrou um efeito positivo no enfrentamento da extrema pobreza do Brasil.

Mas, com a política de cortes do governo Temer, que privilegia o capital e o mercado, o programa vem sendo reduzido. Junto a isso, o congelamento por 20 anos do investimento público em áreas fundamentais, como saúde e educação, e as reformas que retiram direitos dos trabalhadores.

Fonte: O Bancário

10 abr 2018

Por que você odeia Lula

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Em 1978 e 1980 você odiava Lula porque ele era baderneiro, grevista e provocador da Ordem Constituída.

Em 1989 você odiava Lula porque era um sapo barbudo, comunista e vagabundo.

Em 1994 você odiava Lula porque era um torneiro mecânico achando que merecia ser presidente mais do que o professor da Sorbonne que com ele concorria.

Em 1998 você odiava Lula porque era um urubu agourento contra o Plano Real e o Brasil que dá certo.

Em 2002 você tinha medo de Lula porque ele “tinha mudado muito” e porque, com ele, a inflação iria voltar.

Em 2006 você odiava Lula porque era um analfabeto, apedeuta e cachaceiro que recebia um monte de títulos de doutorado honoris causa de Universidades cujo nome você nem sequer conseguia pronunciar.

Em 2010 você odiava Lula porque ele havia hipnotizado multidões de desdentados, nordestinos e habitantes de grotões (desculpe a redundância) ao ponto de conseguir eleger um poste para o seu lugar.

Em 2014 você odiava Lula porque ele era uma enganação, uma farsa, ainda aclamado e respeitado no Brasil e no mundo, enquanto você tinha certeza de que ele não valia nada.

Em 2017 você odeia o Lula porque ele é corrupto, chefe de quadrilha, além de baderneiro, comunista, analfabeto, enganador e falso.

Meu amigo, há mais 40 anos o ódio que você professa a Lula se mantém idêntico. A única coisa que mudou, nesses anos todos, foram os argumentos que se usou para a autorização social do ódio. Bem sei que alguém poderá alegar que é mais jovem, que começou a odiar Lula mesmo apenas em 1998 ou em 2010, que um dia chegou até a gostar dele. Mas, meu amigo, se você entrou no vagão na 1ª estação ou na 8ª não faz a menor diferença em se tratando do mesmo trem. Você pode ser novo, mas este ódio que você professa é muito velho, vem de longe e vem dos mesmos.

O desprezo a Lula é uma velha e consolidada tradição de certos grupos brasileiros e, se você tiver o cuidado de examinar que gente é esta que cultiva com esmero ódio tão arraigado, talvez você não vá se sentir muito confortável com a companhia que lhe cerca. Não, não creio nem digo que Lula é um coitadinho perseguido, inocente, pela elite. O que digo é que o rancor contra Lula, nunca, nunquinha mesmo, precisou realmente de razão ou motivo: um bom pretexto sempre lhe foi o bastante. Meu amigo, eu acompanho há muito este ódio arcaico e sei bem qual é a fonte sombria de onde ele brota.

* Wilson Gomes é filósofo, antropólogo e cientista político

Fonte: O Bancário

10 abr 2018

É da gênese do fascismo

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Rogaciano Medeiros *

Para a extrema direita nativa, sempre obtusa e violenta, não basta inabilitar Lula, impedindo-o de disputar a eleição de outubro próximo – se houver – como já estava previsto no roteiro original do golpe jurídico-parlamentar-midiático de 2016. Não …, isso é muito pouco.

Sempre sedenta de sangue, movida por ódio, jamais deixaria de recorrer à velha prática fascista de enxergar tudo que seja popular, diferente, contrário e diverso como inimigo diabólico da ordem, da paz e dos bons costumes, que necessita ser destruído e desmoralizado, a qualquer custo.

Ao longo da história, os ricos e poderosos sempre procuraram consolidar e maximizar a dominação recorrendo à humilhação pública dos movimentos por liberdade e justiça. Costumam escrachar as lideranças insurgentes, para quebrar-lhe o moral e servir de lição para os demais.

No Brasil não faltam exemplos: Canudos, Tiradentes, Sabinada, Balaiada, Quilombos, os guerrilheiros do Araguaia e até Lampião, para ficar nos mais lembrados. As elites verde e amarela, principalmente as mais conservadoras, são radicalmente etnocêntricas. Odeiam tudo que não combine com o figurino que impõem como moda, seja na política, na economia, no social, na mídia, no moral, no ético, no estético, no intelectual, enfim, nunca souberam conviver com a diversidade.

É nesse contexto político-cultural que acontece a prisão de Lula, maior líder popular da história do Brasil, condenado sem provas e levado ilegalmente à prisão em um julgamento viciado, conduzido por um autêntico tribunal de exceção.

Não …, jamais a extrema direita se contentaria com a vitória no tapetão, em simplesmente alijar Lula da eleição para manter o golpismo em curso. Nunca. Era preciso vingar as quatro derrotas seguidas nas urnas. E como não pode cortar-lhe a cabeça, decapitá-lo, só restou mandá-lo arbitrariamente para a prisão. A intolerância, o ódio e o obscurantismo estão na gênese do fascismo que impera no Brasil de Temer, Cármen Lúcia, Moro, Bretas, Dallagnol, ACM Neto e companhia.

* Rogaciano Medeiros é jornalista   

Fonte: O Bancário

10 abr 2018

Vamos juntos

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

“Podemos vencer se soubermos manter acesa a chama da luta, dos sonhos que recém começávamos a alcançar. Eles são fortes, jogam sujo, mas nós somos milhões, com Lula no cárcere e fora dele”.

Por Rita Coitinho, no Desacato.info

“Não serei o poeta de um mundo caduco
Também não cantarei o mundo futuro
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças
Entre eles, considero a enorme realidade
O presente é tão grande, não nos afastemos
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas”
(Trecho de “Mãos dadas” de Carlos Drummond de Andrade)

Vivemos dias de imensa tristeza. A consternação e a revolta que tomam conta de todos nós que, de uma maneira ou de outra, somos capazes de enxergar o sentido dos acontecimentos dos últimos dois ou três anos. Não bastasse a flagrante injustiça, a desumanidade com que trata o judiciário brasileiro um dos melhores filhos de nossa pátria, tememos pelo futuro. O que desejam as forças que tomam de assalto o comando do Estado brasileiro?

Está claro que seu projeto não é de curto prazo. O golpe segue um roteiro: destruição da legislação trabalhista, ataque à educação pública, desmonte do sistema de saúde, destruição da previdência. O “programa” do golpe é o que foi derrotado em quatro eleições consecutivas: a restauração neoliberal, sem meio termo, sem composições, de modo que não reste pedra sobre pedra do pouco de “bem-estar social” (chega a ser meio ridículo chamar o pouco que temos de “bem-estar social” mas, para o neoliberalismo, temos benefícios demais). A agenda neoliberal teve alguns reveses diante da resistência popular, mas não foi, nem será, modificada. O lance mais recente, a prisão do presidente Lula, visa ao mesmo tempo oferecer às hordas raivosas que sustentaram o golpe nas ruas o troféu tão esperado e – principalmente – retirar do cenário eleitoral aquele que venceria as eleições em qualquer cenário. Havendo, é claro, eleições.

A manutenção do calendário eleitoral seria bem-vinda aos setores que comandam o golpe para manter as aparências de funcionalidade democrática. Porém, já sabem que não podem vencer. Não se Lula for candidato ou se puder fazer campanha. Os últimos desdobramentos mostram que, se for preciso, são capazes de partir para uma nova etapa, de fechamento do regime e repressão política. Por isso precisam de Lula preso. Se possível, incomunicável, pois em Lula reside a esperança da resistência.

Lula preso é, nesse momento, o maior golpe de força que as elites predadoras que conduzem o golpe poderiam dar. Mas é, também, sua maior fraqueza. Demonstram, quando partem para o tudo ou nada e mandam às favas as aparências da legalidade democrática, o seu desespero. Trata-se de um projeto em andamento, para o qual Lula é o grande e instransponível obstáculo. O apelo à vil manobra jurídica é a prova maior de que a força das ideias que se corporificam na figura de Lula é imbatível.

Diante da vitalidade dessas ideias, o neoliberalismo impõe-se pelos sucessivos golpes dentro do golpe. E não hesitará em impor-se por uma medida de força, pela violência, se for preciso. Por isso incensam candidatos de discurso violento. Alimentam o medo da violência urbana nas mídias. Apoiam soluções militaristas. Cultivam um público apavorado e pronto a aceitar e apoiar uma solução violenta. Os tempos que se anunciam não serão fáceis. É preciso, em momentos como esse, que cuidemos uns dos outros. Façamos as coisas juntos. Lancemos nossas plataformas políticas unidos. Abandonemos as vaidades pessoais. Vamos relembrar quem são nossos amigos e amigas, quem mora perto, com quem podemos contar. Vamos retomar as reuniões de velhos amigos,e companheiros. Discutir o momento, avaliar, organizar. Chamar mais um. Amanhã mais outro. Nossos movimentos e nossos partidos já souberam fazer isso um dia. Retomemos. Podemos vencer se soubermos manter acesa a chama da luta, dos sonhos que recém começávamos a alcançar. Eles são fortes, jogam sujo, mas nós somos milhões, com Lula no cárcere e fora dele. Vamos juntos, como nos versos de Drummond. Vamos juntos e de mãos dadas.

 *Rita Coitinho é socióloga, doutoranda em geografia e membro do Conselho Consultivo do Cebrapaz.

Fonte: Desacato.info via Vermelho