Por Marcos Aurélio Ruy

Em mais de 150 países começou no dia 25 de novembro a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. No Brasil o início de dá mais cedo por causa do Dia da Consciência Negra (20 de novembro) totalizando 21 dias de mobilizações e manifestações para chamar atenção da sociedade para o fato de o país ser o quinto país que mais mata mulheres no mundo, desde 2003.

O movimento existe desde 1991, criado pelo Centro de Liderança Global de Mulheres, com imediata adesão da Organização das Nações Unidas ( ONU) . As manifestações ocorrem até 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.

“Toda campanha que vise a mobilização das mulheres para lutar pelos seus direitos é fundamental”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Para ela, “a violência está de uma tal forma que nós não suportamos mais. Precisamos gritar e nos impor para sermos respeitadas como donas de nós mesmas. A união de todos os movimentos sociais progressistas e democráticos, das feministas, das centrais sindicais e dos partidos políticos democráticos é o começo para combatermos a cultura da violência.”

A data é uma homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas” e assassinadas em 1960 por fazerem oposição ao governo do ditador Rafael Trujillo, que presidiu a República Dominicana de 1930 a 1961, quando foi deposto, conta a Agência Senado.

Vídeo da ONU Brasil; assista

Brasil é o quinto mais violento contra as mulheres

No Brasil, somente em 2017, de acordo com o Atlas da Violência 2019, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, foram assassinadas 4.936 mulheres, 13 por dia. A maioria foi morta pelo cônjuge ou ex-cônjuge.

Para se ter uma ideia da gravidade da situação, uma pesquisa deste ano dos institutos Locomotiva e Patrícia Galvão mostra que 97% das mulheres com mais de 18 anos já sofreram assédio sexual no transporte público, por aplicativo ou em táxi.

“Parte dos homens agem como se fossem donos dos nossos corpos e não têm o mínimo respeito, se aproveitando de situações em que temos dificuldade de nos defender”, afirma Kátia Branco, secretária da Mulher da CTB-RJ. “É necessário respeitar as mulheres como seres humanas que somos.”

Como uma das maneiras para combater a violência e o abuso sexual contra as mulheres foi criado em 2005, o Ligue 180, por ele milhares de denúncias são feitas todos os dias.  Somente em 2018, foram 62.485 denúncias de violência doméstica, ou 67% de todos os registros do ano.

E a violência doméstica não para de crescer, o Ligue 180 já recebeu 35.769 ligações sobre esse item somente no primeiro semestre deste ano. “Somente com um amplo trabalho de mobilização de toda a sociedade envolvendo as escolas e a mídia para acabar com essa violência”, realça Kátia. As denúncias de tentativa de feminicídio também cresceram assustadoramente. No primeiro semestre de 2018 foram registradas 512 denúncias, neste ano já foram 2.688.

Estudo do Ipea mostra que ter independência econômica não livra as mulheres da violência. O levantamento aponta que 52,2% das mulheres que trabalham fora de casa sofrem violência enquanto as que não estão no mercado de trabalho 24,9% são vítimas.

“Talvez porque a presença feminina no mercado de trabalho constrange o sentimento machista e de posse dos homens que reagem violentamente porque a vida toda têm sido educados para agir dessa maneira com as mulheres”, reforça Kátia.

Mercado de trabalho

Kátia diz também que a condição feminina no mercado de trabalho e não é anda alentadora. Estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) comprova a preocupação da sindicalista. A OIT mostra que de 1991 a 2018, a probabilidade de uma mulher trabalhar fora foi 26% inferior que a de um homem.

No Brasil, de acordo com o estudo, as desvantagens salariais são gritantes entre os sexos e podem chegar a 53% de diferença em favor dos homens. Na média, mostra o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as mulheres ganham quase 30% a menos que os homens em mesmas funções.

A OIT comprova ainda que o mercado de trabalho não gosta das mães Os dados mostram que mulheres com filhos de até 6 anos ocupam 25% dos cargos de gerência, enquanto as que não têm filhos pequenos ocupam 31% dos cargos de gerência.

“De qualquer forma número muito inferior aos homens”, assinala Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher da CTB-SP. Além disso, diz ela, “as mulheres são as primeiras a serem demitidas e as últimas a serem realocadas, se tiver filho pequeno então, sem chance”.

Para ela, há necessidade de mais mulheres na política, já que pouco mais de 10% compõem o Parlamento brasileiro e atualmente o país conta com apenas uma governadora. “No ano que vem temos mais uma chance de elegermos vereadoras e prefeitas para a nossa dura realidade ganhar um reforço na luta por igualdade de direitos.”

Relatório da OIT afirma que “a Islândia é o único que alcançou plena paridade nas oportunidades de trabalho para homens e mulheres, mas ainda não conseguiu igualdade de remunerações”.

Gicélia afirma a necessidade de políticas públicas de fomento à contratação de mulheres. “As empresas não toma a iniciativa por si mesmas. Por isso, tem que serem criadas políticas de Estado que garantam a paridade dos salários e das contratações, assim como o empoderamento nos cargos de direção.”

Lei Maria da Penha

Apesar de existir desde 2006, a Lei Maria da Penha ainda não está concretizada em todo o país, “e após o golpe de Estado de 2016, a situação só piora”, conta Celina. Ela se refere a que em 2018 apenas 2,4% dos municípios brasileiros contavam com casas-abrigo de gestão municipal para mulheres em situação de violência. Apenas nove municípios com até 20 mil habitantes possuíam casas-abrigo em 2018, num total de 3.808 municípios.

Leia Maria da Penha, de Luana Hansen e Drika Ferreira

O trabalho do Ipea afirma que “na relação entre a vítima e o perpetrador, 32,2% dos atos são realizados por pessoas conhecidas, 29,1% por pessoa desconhecida e 25,9% pelo cônjuge ou ex-cônjuge. Com relação à procura pela polícia após a agressão, muitas mulheres não fazem a denúncia por medo de retaliação ou impunidade: 22,1% delas recorrem à polícia, enquanto 20,8% não registram queixa”.

“O que esperar de um país em que a cada dois minutos, uma mulher é vítima de violência doméstica?”, questiona Celina. “O peso da luta está sob nossos ombros e continuaremos fortes, unidas e mobilizadas para derrotarmos a cultura do ódio, da violência do estupro.”

Aliás, o 13º Anuário de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública traz mais de 66 mil estupros registrados no país em 2018, sendo que 53,8% das vítimas tinha até 13 anos e para piorar a maioria dos crimes ocorreu dentro de casa.

Por isso, “reafirmo a importância de campanhas como os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, mas precisamos criar um movimento global permanente. Diversos movimentos têm levado milhares de mulheres às ruas pela igualdade de gênero e por respeito às nossas vidas. Queremos viver plenas e sem medo”, conclui Celina. Para isso, “precisamos de mais mulheres nas instâncias de poder.”

Fonte: CTB

Por Marcos Aurélio Ruy

Nesta terça-feira (10) – Dia Internacional dos Direitos Humanos – termina a campanha mundial dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher. Muito importante destacar a situação que vivem as mulheres negras, 25% da população brasileira, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Desde o período colonial, as mulheres negras carregam a nossa nação nos ombros e, apesar disso, em pleno século 21, sofrem mais que as outras com o assédio, seja no trabalho, na rua, em todos os lugares”, afirma Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). “Mesmo assim elas ficam de pé para serem respeitadas como se deve e terem direito à vida como todas as pessoas devem ter.”

Os dados são aterradores. O Mapa da Violência 2015, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), mostra que houve um crescimento de 54,2% de assassinatos de mulheres negras entre 2003 e 2013, enquanto o de mulheres brancas caiu 9,8%.

“É a face mais cruel do racismo estrutural do país, que foi o último do Ocidente a abolir a escravidão”, reforça Mônica. A pesquisa Desigualdades Sociais por Cor ou Raça, do IBGE, mostra que em 2018, as mulheres negras ganharam 44,4% do que receberam os homens brancos. Além disso, a população negra tinha somente 29,9% dos cargos de gerência, as mulheres bem menos.

Já um estudo do Instituto Locomotiva apresenta dados significativos. Os dados mostram que 8,3 milhões de mulheres ingressaram no mercado de trabalho, nos últimos 20 anos e que 29 milhões de lares são chefiados por mulheres no país. Porém, apenas 47% das mulheres brasileiras possuem conta bancária e somente 31% se dizem seguras financeiramente.

O racismo do mercado de trabalho é transparente, De acordo com o Locomotiva, em 2018, o rendimento médio mensal das pessoas ocupadas brancas foi 73,9% superior ao das pretas ou pardas.

Ainda de acordo com o IBGE, 39,8% de mulheres negras compõem o grupo submetido a condições precárias de trabalho, enquanto os homens negros abrangem 31,6%, as mulheres brancas representam 26,9% e homens brancos, 20,6%.

Além de enfrentarem todas essas adversidades, assegura Mônica, as mulheres negras são as maiores vítimas de assédio moral e sexual. Isso num país que tem cerca de 50 mil estupros registrados por ano.

“As negras moram mais longe, têm os trabalhos em piores situação e vivem na total insegurança”, afirma a sindicalista carioca. E ainda, “sofrem com as constantes mortes de seus filhos, pelo simples fato de serem pobres e estarem nas ruas”.

“O assédio é mais uma forma de tentativa de desumanização das mulheres negras. Servem para o sexo, mas insuficientes para casar”. Prevalece a mentalidade escravocrata, quando os senhores estupravam as escravas.


No século 21, “criam formas de fortalecer a solidão da mulher negra (emocional, social, cultural e histórica) para facilitar o argumento da desestruturação familiar e assim justificar a ação do Estado no controle social, diga-se genocídio da juventude negra”.

Mesmo com tudo isso, “resistimos e lutamos para construir o novo. Uma sociedade sem discriminações, sem racismo, sem sexismo. Uma sociedade onde todas as pessoas, indistintamente, possam viver e amar como qualquer ser humano deve viver e amar”, conclui Mônica.

Fonte: CTB

“Que amanhã, se Deus assim permitir, os senhores estarão aqui na frente, muito bem representando o nosso Brasil. Novos desafios, com Deus no norte”, discursou Jair Bolsonaro durante almoço comemorativo da promoção de novos oficiais. Bolsonaro lembrou feitos de generais que presidiram o Brasil durante a ditadura militar e disse que as Forças Armadas são a âncora de seu governo.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que a âncora de seu governo são as Forças Armadas e que os militares, junto com outras instituições, o ajudarão a mudar o Brasil.

“Nós nada fazemos sozinhos. A grande âncora do meu governo são as Forças Armadas”, disse Bolsonaro em um almoço comemorativo da promoção de novos oficiais das Forças Armadas.

“Que amanhã, se Deus assim permitir, os senhores estarão aqui na frente, muito bem representando o nosso Brasil. Novos desafios, com Deus no norte”, completou.

Em seu discurso, Bolsonaro lembrou também feitos de generais que presidiram o Brasil durante a ditadura militar, como Castelo Branco e Emílio Garrastazu Médici, e do ministro do Exército no governo Sarney Leonidas Pires Gonçalves.

No mesmo evento, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, reconheceu o “cuidado especial” que as Forças Armadas têm recebido do governo Bolsonaro e comemorou a aprovação do projeto de lei de reestruturação da carreira e da aposentadoria dos militares.

“Faltava preencher um vazio de décadas, resgatar o que temos de mais valioso: o militar e sua família. O projeto aprovado semana passada representou possivelmente o mais importante de 2019, corrigindo distorções, valorizando a meritocracia. Representou mais um esforço dos militares para o esforço fiscal do país”, disse o ministro.

O projeto manteve os militares como única categoria do país que não terá idade mínima para se aposentar e a única entre os servidores que continuará com aposentadoria integral, e terão que contribuir 10,5% dos salários para as aposentadorias, enquanto as demais categorias contribuem com 14%. As regras podem valer também para policiais militares e bombeiros estaduais.

A economia com a reforma da aposentadoria dos militares, que acabou por incluir uma reestruturação na carreira, será de 10,45 bilhões de reais em 10 anos. Inicialmente, a economia projetada pela equipe econômica era de 92,3 bilhões de reais, mas a reestruturação da carreira custará 86,8 bilhões de reais.

Em seu discurso, o comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior, elogiou Bolsonaro por suas ações diante do que chamou de ameaças aos interesses nacionais.

“Ao longo desse primeiro ano, as ameaças aos interesses nacionais se apresentaram em diversas perspectivas. Entre tantos desafios estão instabilidade internacional, guerra cibernética, questões indígenas manipuladas, acessos ilegais a conhecimentos da nossa Amazônia, tráfico de drogas e armas, pirataria, desastres naturais e crimes ambientais”, disse o almirante.

“O senhor, a cada ameaça, reagiu prontamente, protegendo nossas riquezas e cuidando de nossa gente”, acrescentou.

Reportagem de Lisandra Paraguassu,
Via Brasil 247 via CTB

“Nós temos um governo que só fez nos enganar. Muitas mentiras, promessas antes da campanha. E o que foi que ele fez para nós? Nada. Como vocês podem acreditar num homem desses?”, afirma em vídeo caminhoneiro convocando para a paralisação contra os 11 aumentos consecutivos do diesel.

Pelo Whatsapp um grupo de caminhoneiros autônomos confirmou uma paralisação nacional a partir das 6h do dia 16 de dezembro, próxima segunda-feira, que deve atingir cerca de 70% da categoria.

“Nós temos um governo que só fez nos enganar. Muitas mentiras, promessas antes da campanha. E o que foi que ele fez para nós? Nada. Só virou as costas para os caminhoneiros. Como vocês podem acreditar num homem desses?”, afirma em vídeo o caminhoneiro identificado como Genivaldo, de Itabaiana (BA), indagando antigas lideranças que teriam sido cooptadas pelo governo Jair Bolsonaro.

“Todas as lideranças estavam a favor da paralisação. Alguma coisa aconteceu que todo mundo se calou, como o Chorão e o Júnior de Ourinhos. Não sei se está bom para eles. Mas para nós não está”, afirma.

Em outro depoimento Sergio Bucar lembra os 11 aumentos consecutivos de gasolina, óleo diesel e gás de cozinha e também pede o apoio da população. “Convoco a população brasileira. Vamos parar o Brasil. Queremos que na segunda-feira dia 16 às 6 horas da manhã já esteja tudo parado “, diz o caminhoneiro.

Luís Fernando, de Mato Grosso do Sul, enfatiza que a população não pode aceitar a política de preços da Petrobras. “Ela enfia os aumentos goela abaixo e o governo diz que não pode intervir. A gente paga impostos. E a Constituição diz que todo poder emana do povo. Pedimos o apoio da população”.

Via Revista Fórum via CTB

O “estrondoso” crescimento do PIB no terceiro trimestre, de 0,6% em relação ao segundo trimestre desse ano da Graça de 2019. A forma de divulgação, alardeada como se fora o início de uma forte recuperação da economia, beira ao surreal, com a esmagadora maioria dos sites de economia saudando, enfim, o início da recuperação econômica.

A notícia provocou frisson entre os altos executivos de consultorias e dos maiores bancos do país e nas carreiras, como dizemos no Nordeste, os analistas dessas instituições trataram de revisar as projeções para o crescimento do produto interno bruto para 2019 e 2020. O banco americano Goldman Sachs elevou sua estimativa para este ano de 1% para 1,2%. Já o Santander subiu seus números para o mesmo patamar dos americanos, sendo que antes calculava o desenvolvimento em 0,8%.

A variação do PIB parece, segundo pesquisas publicadas na Folha de São Paulo, feitas pelo Instituto Data Folha, dar um fôlego ao governo Bolsonaro e provoca ranger de dentes entre os oposicionistas, que parecem querer o aprofundamento da crise para desgastar Bolsonaro, parecendo esquecer que a miséria econômica afeta milhões de pessoas, desprovidas de condições mínimas para enfrentar esse cenário dantesco.

O desvario não tem limites e muitos sites (como os da Veja) afirmam que a Reforma da Previdência já começa a produzir efeitos pois o crescimento de 3,1% nos aportes de Capital nesse ano de 2019 seria resultado dessas reformas. E se diz isso assim de uma forma tão cínica que pessoas de boa fé podem achar que, de fato, cavar a própria sepultura, trará uma morte feliz, chegando ao ponto do condenado entregar a bala ao seu carrasco.

Em 2014, ano em que se encerrou o primeiro governo de Dilma, o PIB amargou 0,5% de crescimento e nos anos seguintes, caindo 3,5% em 2015, caiu 3,3% em 2016 (já sem Dilma), permaneceu estagnada em 2017 (cresceu 1,7%), chegou ao final do governo Temer com um “crescimento” de 1,3% e aponta, festivamente, para um “crescimento” de 0,9% no primeiro ano de Bolsonaro. O “pibinho” de Dilma é QUATRO VEZES E MEIA maior que o “pibaço” de Bolsonaro. Onde melhorou?

O carro-chefe desse “estrondoso” crescimento foi o consumo das famílias que registrou o avanço de 0,8%, mas em função do saque das contas do FGTS, ou seja, um espasmo que os “economistas do mercado” transformaram no “fim do túnel”, esquecendo de dizer que no fim dele tem um abismo.

O DESEMPREGO, expressão mais visível da dinâmica de uma economia, de acordo com o IBGE, chegou a um montante estrondoso de 12,5 milhões de desempregados, que significa uma ESTABILIZAÇÃO do desemprego. Como assim? No terceiro trimestre de 2018 a TAXA DE DESEMPREGO estava em 11,9% e no terceiro trimestre desse ano, ficou em 11,8%. Como pode isso significar melhoria?

Na realidade o “novo emprego”, que o governo comemora, é a velha INFORMALIDADE, onde a pessoa se sujeita a trabalhar sem nenhum direito e com salário (quando tem) muito abaixo do mercado. O percentual de pessoas na INFORMALIDADEA chegou a 41,4% em setembro, um recorde histórico e com reflexos catastróficos nos recursos previdenciários, ou seja, a “lufada econômica” fede a desemprego e subemprego. Lembrando que no último trimestre de 2015 o percentual de informalidade era de 38,7%. Melhorou o que?

Um governo que tem um ódio mortal aos trabalhadores, embora 30% deles ainda o apoiem, cria uma CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA de 7,5% sobre o SEGURO-DESEMPREGO, exatamente porque a Reforma da Previdência significará escassez de recursos previdenciários nos próximos anos e uma CARTEIRA VERDE E AMARELA que INSTITUCIONALIZA a precarização. Onde melhorou?

Os sinais de devastação social e econômica estão em todos os lugares e o recuo do consumo do governo, espremido pelo Teto dos Gastos, já impõe aperto orçamentário, deixando os serviços públicos à míngua e isso está apontado para 2020, ou seja, a Federação, cada vez mais desigual, verá uma União cada vez menos indutora de desenvolvimento e os estados e municípios, entregues à própria sorte, tendo que reduzir seus gastos, com compras e com investimento. Esse círculo representa uma melhoria?

Não é racional querer a destruição econômica em nome da luta política, mas é menos racional ainda construir a fantasia de uma melhoria, baseado numa massiva propaganda que tenta passar a imagem de que temos um destrambelhado desqualificado na chefia do Executivo, e uma potente equipe econômica conduzindo o país.

Os indicadores do PIB mostram CLARAMENTE que há um horizonte sombrio.

Wellington Duarte é professor do Departamento de Economia da UFRN, Presidente da CTB-RN e do ADURN-Sindicato.

Fonte: CTB

[Demissões continuam. Mesmo com lucro bilionário]

Os bancos em atividade no Brasil vivem em uma bolha. Nada os atingem, nem mesmo a crise na economia nacional. A força política que têm no governo de Bolsonaro e a cobrança de juros estratosféricos ajudam a explicar. Nos nove primeiros meses do ano, o resultado parcial passou dos R$ 70 bilhões.

Em contrapartida, demitem. Só em outubro fecharam 3.051 postos de trabalho. No acumulado de 10 meses, são menos 6.379 vagas no setor mais lucrativo da economia nacional, aponta o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

As demissões acontecem paralelamente a um processo crescente de exclusão imposta aos clientes, obrigados a utilizarem os serviços digitais – a nova moda do setor. Mas, os bancos ignoram o fato de que pelo menos 39% dos lares brasileiros – cerca de 27 milhões – estão desconectados. Outras 42,1 milhões de residências acessam a rede via banda larga. A maioria dos excluídos se concentra nas classes D e E, conforme aponta pesquisa do Comitê Gestor de Internet.

Rotatividade alta

Os bancos ganham muito tempo com a rotatividade, uma prática antiga e muito utilizada. Os dados do Caged mostram que, em outubro, o salário médio dos bancários que ingressaram no setor (R$ 4.414,00) corresponde a apenas 60% do que recebiam em média os trabalhadores desligados (R$ 7.389,00).

Fonte: O Bancário

28 nov 2019

Bancos discriminam. Mulheres ganham menos

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Bancos discriminam. Mulheres ganham menos]

Além de demitir em massa, os bancos discriminam. A situação não é nova e o Comando Nacional dos Bancários cobra há anos igualdade de oportunidades. Mas as empresas ignoram.

Para se ter ideia, segundo os dados do Caged, as mulheres que ingressaram no setor em outubro receberam, em média, R$ 3.386,00. Já o salário médio inicial dos homens chega a R$ R$ 6.340,00, quase o dobro.

A desigualdade também é constatada nos desligamentos. Bancárias que deixaram os bancos em outubro recebiam, em média, R$ 6.340,00, 75% do que recebiam os homens desligados no mesmo período.

Fonte: O Bancário

28 nov 2019

Centrais sindicais querem devolução da MP 905

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Centrais sindicais querem devolução da MP 905]

Através de ofício, as centrais sindicais solicitaram ao presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que o Legislativo devolva ao governo a Medida Provisória (MP) 905, responsável por criar o Programa Verde e Amarelo. 


No documento, CTB, CUT, CSB, Força Sindical, Nova Central e UGT afirmam que, além de não existir a urgência e relevância requeridas para uma MP, a proposta retoma temas que já foram rejeitados pelo Parlamento. Vale lembrar que a Medida Provisória aguarda instalação de comissão mista no Congresso Nacional. 


A MP 905, apresentada no último dia 12, recebeu 1.930 emendas. No ofício, os sindicalistas reforçam que há incoerência por parte do governo, uma vez que na mesma semana que foi promulgada a reforma da Previdência, aprovada sob a falsa justificativa de déficit do sistema, o Executivo apresentou uma MP “que prevê a desoneração de empresas no que tange às contribuições previdenciárias, bem como estabelece alíquotas diferenciadas aos novos trabalhadores contratados na modalidade prevista na norma”.


Outra questão criticada é o trecho sobre trabalho aos finais de semana e feriados, que prejudicam diretamente os bancários, que possuem a jornada definida pela CCT (Convenção Coletiva de Trabalho). O tema já havia sido tratado na MP 881 da liberdade econômica. 


Além dos retrocessos causados pela MP, outro fato grave: não houve consulta prévia ao Conselho Nacional do Trabalho. A medida também já sofreu críticas de entidades como o MPT (Ministério Público do Trabalho), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) e Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Fonte: O Bancário
 

28 nov 2019

Em reunião, Bradesco nega fechamento de agências

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Em reunião, Bradesco nega fechamento de agências]

Em reunião realizada nesta segunda-feira (25/11) com a COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Bradesco, a direção da empresa informou que os funcionários podem ficar despreocupados, pois o anúncio de que 450 agências seriam fechadas até 2020, trata-se de um estudo. O comunicado havia sido feito pelo presidente da organização financeira, Octavio de Lazari, no fim de outubro.

Na ocasião, ainda foram abordadas questões do mutirão de orientação financeira e renegociação de dívidas, marcado para acontecer entre os dias 2 e 6 de dezembro, com atendimento estendido até 20h. De acordo com o banco, a chamada é voluntária e haverá pagamento de hora extra. Além disso, o Sindicato e as entidades representativas serão avisados antes de qualquer ação.

A COE ainda reivindicou pelo não fechamento das agências e pela requalificação dos funcionários, evitando assim possíveis desligamentos. A direção do banco não deu garantias de que não realizará demissões, e que as contratações são pontuais, prevalecendo o processo de valorização dos funcionários.

Fonte: O Bancário

28 nov 2019

Bancos arrecadam R$ 24,2 bilhões com tarifas

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Bancos arrecadam R$ 24,2 bilhões com tarifas]

Os bancos continuam lucrando com tarifas bancárias e não é pouco. Segundo o balanço enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliário), Itaú, BB, Bradesco e Santander, faturaram, de janeiro a setembro, R$ 24,2 bilhões com tarifas e taxas bancárias.

A média que cada cliente pagou no período foi de R$ 82,47 em tarifa. Juntos, os quatro bancos têm em torno de 293 milhões de usuários, incluindo pessoas físicas e empresas.  O valor em pagamentos de taxas sobe para R$ 110,00, quando projetado para os demais meses do ano.

O lucro foi tanto que a receita dos quatros bancos com tarifas subiu além da inflação. Nos nove primeiros meses do ano, as organizações financeiras registraram um crescimento de 7,1% quando comparado com o valor no mesmo período de 2018. O avanço é mais do que o dobro do ritmo da inflação que variou 2,89% no mesmo período.

De acordo com o IBGE, em 2017, as despesas dos brasileiros com serviços bancários, chegaram a 1% dos orçamentos familiares. Antes, representavam 0,4%. Piora em saber que os clientes não têm nenhum retorno nas taxas pagas. Pelo contrário. A previsão que até o fim de 2020 cerca de 1.200 agências serão fechadas.

Fonte: O Bancário