3 out 2019

Caixa anuncia contratação. Mas ainda é pouco

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Caixa anuncia contratação. Mas ainda é pouco]

O movimento sindical pressiona para que a Caixa retome a contratação dos aprovados em concurso público e, desta forma, reduza a sobrecarga e outros graves problemas enfrentados diariamente pelos empregados. Agora, anos depois de redução do quadro, o presidente do banco anuncia a convocação.


Pedro Guimarães informou que serão abertos 800 novos postos de trabalho. Só não diz quando. O número também está abaixo do necessitado atualmente. Quem trabalha ou precisa de atendimento nas unidades da única instituição 100% pública do país, presente nos quatro cantos do país, sabe disso.


A Caixa contava com cerca de 101 mil empregados no fim de 2014. Naquele ano, a direção do banco se comprometeu em contratar mais 2 mil bancários. Tudo assinado em convenção, resultado da campanha salarial. Mas, respeitar o acordo parece não ser prioridade da empresa.


A partir de 2016, o cenário se agravou depois dos sucessivos planos de aposentadoria incentivada e hoje a instituição conta com menos de 83 mil empregados. Um caminho que prejudica a atuação do principal banco público do país e que deixa claro o desmonte e a intenção de privatizar.

Fonte: O Bancário
 

3 out 2019

A Caixa pode ter capital aberto. Desmonte

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[A Caixa pode ter capital aberto. Desmonte]

Uma declaração dada pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, durante audiência na Comissão do Trabalho e do Serviço Público da Câmara Federal, terça-feira, deve ligar o sinal de alerta não só dos empregados, mas de todos os brasileiros. A direção discute uma possível abertura de capital da empresa. 


A medida é mais um passo para a privatização. Há muito tempo que o capital privado está de olho no único banco público do país, responsável pela gestão de políticas públicas direcionadas à população mais carente. 


Além da abrir o capital, o governo Bolsonaro quer vender carteiras rentáveis do setor de seguros e segmentos das Loterias. O leilão da Lotex está previsto para acontecer neste mês. Tem mais, recentemente o governo retirou a Caixa do Conselho Curador do FGTS, primeiro passo para que o banco perca a gestão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.


Outra medida que escancara o enfraquecimento da instituição financeira é a redução drástica de investimento no Minha Casa Minha Vida. Neste ano, foi de R$ 4,6 bilhões. Mas em 2020 não deve passar dos R$ 2,7 bilhões.

Fonte: O Bancário

3 out 2019

Reforma está a um passo de ser aprovada

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Reforma está a um passo de ser aprovada]

Uma das mais ambiciosas propostas prometidas por Bolsonaro e desejada pelo mercado financeiro, a reforma da Previdência, está a apenas uma votação, prevista para terça-feira, para virar lei. A medida que muda as regras para a aposentadoria é a principal alteração feita na Constituição federal desde 1988, considerada a mais cidadã da história do país porque consagrava importantes direitos para os brasileiros.   


Como tudo no governo Bolsonaro, os mais pobres são os principais prejudicados. “O que prevalece são os interesses do mercado e da classe dominante, que consagraram uma reforma regressiva, com impactos severos no Sistema de Seguridade Social”, ressalta o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo. 


Com a proposta, o trabalhador terá mais dificuldade para se aposentar devido ao aumento do tempo de contribuição e a idade mínima – para se aposentar o homem precisa ter 65 anos e a mulher, 62 anos. “Vamos permanecer na resistência. Nossa luta é em defesa da democracia, da soberania e dos direitos da classe trabalhadora”, completa Adilson. 


Vale lembrar que as mudanças só não foram piores, porque as ruas e a oposição fizerem um duro trabalho, porque se dependesse do governo o trabalhador teria de fazer uma poupança individual e no fim das contas receberia apenas uma pequena parte do acumulado. 


O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, destaca que a greve geral do dia 14 de junho e as manifestações que realizadas ao longo dos meses foram fundamentais para diminuir os impactos negativos.

Fonte: O Bancário

3 out 2019

Regras atuais do abono salarial são mantidas

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Regras atuais do abono salarial são mantidas]

Apesar de o Senado ter aprovado a reforma da Previdência em primeiro turno, o governo teve uma pequena derrota. É que as novas regras sobre o abono salarial foram derrubadas em um dos destaques da proposta votada na terça-feira (01/10). 


Na versão original, era previsto o pagamento do abono do PIS/Pasep para quem recebe até R$ 1.364,43 por mês. Mas, os senadores derrubaram o artigo e mantiveram a regra atual. Sendo assim, quem tem salário de até R$ 1.996,00 continua com o direito garantido. 


Atualmente, cerca de 23 milhões de pessoas fazem parte deste grupo. O benefício é pago com recursos do FAT. O argumento usado pelos senadores que apoiaram o destaque é que os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador são fundamentais para a movimentação da economia popular.

Fonte: O Bancário

1 out 2019

Privatizações: só o capital privado que ganha

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Privatizações: só o capital privado que ganha]

As empresas públicas são peças fundamentais para o desenvolvimento de uma nação. Também podem ser muito competitivas. Por isso, incomodam o grande capital privado. É o caso do sistema financeiro. Há muito tempo que os bancos querem meter a “mão” no FGTS, administrado pela Caixa, e na Previdência.  


Embora o principal objetivo das empresas públicas não seja o lucro, o fato é que geram, e muito. Para se ter ideia, o resultado das cinco maiores estatais federais chegou a R$ 806,6 bilhões entre 2002 e 2016. Boa parte do dinheiro – R$ 285 bilhões – foi distribuído em dividendos ao governo federal e revertido em investimentos para o país. 


Exemplos têm de sobra. É o caso dos bancos públicos que nos últimos anos viram o lucro líquido crescer e são os maiores financiadores da habitação popular, saneamento básico, infraestrutura, educação e crédito agrícola. Programas que ajudaram a reduzir as desigualdades sociais e tirar milhões de pessoas da pobreza.


Agora, tudo isso está em risco, com a ameaça de privatização das estatais. Vender as empresas é abrir mão da soberania nacional e jogar milhões de pessoas, que dependem dos investimentos do Estado, na miséria total. Não é a toa que as grandes nações são tão protecionistas.    

O conjunto de empresas públicas nos países da OCDE, como Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Suécia – que passam longe da definição de ‘país atrasado’ – alcançou valor superior a US$ 2 trilhões, empregando mais de 6 milhões de pessoas. Portanto, não tem como serem prejudiciais ao desenvolvimento.

Fonte: O Bancário

[Com reforma, 23 milhões podem perder o PIS]

A reforma da Previdência do governo Bolsonaro, prevista para ir à votação no Senado quarta-feira (02/10), é cruel demais com os trabalhadores. Além de aumentar a idade mínima para aposentadoria, a proposta retira o pagamento do PIS/Pasep de quem trabalhou com registro formal no ano-base anterior por, pelo menos, 30 dias.


Com isso, 23,4 milhões de trabalhadores deixarão de receber o abono, ou seja, 91,5% do total, segundo dados do site especializado Trabalho Hoje. Pela regra atual, têm direito ao benefício quem ganhou até dois pisos nacionais e está inscrito no PIS/Pasep há, no mínimo, cinco anos. 


Atualmente, os valores que cada um tem a sacar depende do número de meses trabalhados formalmente ano-base e pode ficar entre R$ 84,00 e R$ 998,00. A Caixa paga o abono a trabalhadores da iniciativa privada e o Banco do Brasil libera o Pasep a servidores e funcionários de empresas públicas.

Fonte: O Bancário

1 out 2019

Com renda baixa, está difícil poupar dinheiro

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Com renda baixa, está difícil poupar dinheiro ]

Poupar dinheiro está longe dos planos dos brasileiros. Até porque o salário mensal de R$ 998,00 não permite o “luxo” de ter uma conta extra. É o caso de quase 70% da população que não consegue guardar uma grana devido ao baixo rendimento.


Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e pelo Serviço de Proteção ao Crédito revela que 67% dos brasileiros relataram não conseguir poupar. Entre as justificativas, 40% dos entrevistados dizem não ter sobra alguma no fim do mês, devido à “merreca” que recebem mensalmente, e 13% reconhecem que perdeu o controle sobre os próprios gastos.


O desequilíbrio começa quando os consumidores são surpreendidos por algum imprevisto financeiro, como é o caso de 18% dos entrevistados. Entre os compromissos, estão gastos atípicos com reformas, tratamentos médicos ou compras inadiáveis (15%). 


Para piorar, ainda tem aqueles que não possuem uma renda fixa todo mês. De acordo com as estatísticas, 41,4% são trabalhadores informais. Em números, 38,8 milhões de brasileiros. Só resta então ao consumidor poupar a paciência, porque dinheiro está difícil.

Fonte: O Bancário

1 out 2019

Bancos terão até 30 dias para encerrar conta

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Bancos terão até 30 dias para encerrar conta]

A partir de 1° de janeiro de 2020, os bancos serão obrigados a encerrar as contas até 30 dias após os correntistas solicitarem, segundo consta a resolução aprovada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). 


Foram revogadas normas que estabeleciam regras para categorias específicas de contas, como as simplificadas e as eletrônicas. Também perde a vigência a resolução que obrigava documentação mínima exigida pelos bancos para abertura de contas.


A medida ainda estabelece o prazo de até 10 dias para as organizações financeiras comunicarem ao Banco Central a contratação de empresas de processamento, armazenamento e nuvem.

Fonte: O Bancário

1 out 2019

Mais ricos têm riqueza igual ao PIB do Equador

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Mais ricos têm riqueza igual ao PIB do Equador]

A crise do capitalismo no mundo e a incapacidade do governo brasileiro de colocar em prática um projeto de recuperação econômica têm piorado a vida milhões de cidadãos. Apesar de ter um lado da corda em dificuldade, um grupo seleto segue com fortunas em crescimento. 


De acordo com ranking divulgado pela revista Forbes, o valor somado das 10 maiores fortunas do Brasil pulou de R$ 400,08 bilhões para R$ 408,72 bilhões em apenas um ano (2018-2019). A quantia corresponde ao PIB (Produto Interno Bruto) total de países como o Equador, que possui quase 17 milhões de habitantes.


Os 10 primeiros mais ricos praticam atividades que exemplificam o mecanismo que agrava as desigualdades sociais e favorecem quem já ganha muito dinheiro, os rentistas. Entre os que estão no grupo, cinco atuam diretamente no mercado financeiro. 


No Brasil, outro fator que ajuda a beneficiar os mais abastados é o sistema tributário. A transferência do lucro das empresas para os acionistas, na forma de dividendos, é isenta. Enquanto a base da pirâmide, proporcionalmente, paga muito mais impostos, sem ter o devido retorno, diga-se de passagem.

Fonte: O Bancário

Leia a mensagem que os presidentes das centrais sindicais encaminharam ao relator da proposta de Bolsonaro, senador Tasso Jereissati:

Prezados Senadores e Senadoras,

Há muito temos denunciado o caráter perverso e injusto da Reforma da Previdência proposta pelo atual governo, por meio da PEC nº 6, de 2019, e suas terríveis consequências para o país e, sobretudo, para os trabalhadores e trabalhadoras.

Diante da denúncia de professores da Unicamp – realizada após análise aprofundada dos dados fornecidos pelo Ministério da Economia – de que os números apresentados pelo governo estão errados, havendo indícios de falsificação, solicitamos a V. Exas. que, em defesa da democracia e do Estado democrático de direito, suspendam a tramitação da PEC 6/19 até o esclarecimento dos fatos.

A acusação é gravíssima. Dizem os professores da Unicamp que “os cálculos manipulam os dados sem respeitar a legislação e inflam o custo fiscal das aposentadorias atuais para justificar a reforma e exagerar a economia fiscal e o impacto positivo (inexistente) sobre a redução da desigualdade da Nova Previdência”.

Ao refazer os cálculos oficiais com o uso das normas vigentes legalmente, os professores da Unicamp demonstram que, para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), o subsídio para as aposentadorias dos trabalhadores mais pobres diminui, ou seja, resultado absolutamente diferente do que o apresentado pelo governo que diz que o benefício aumenta com a reforma da previdência.

A análise revela ainda que as aposentadorias por tempo de contribuição (ATC) obtidas nas regras atuais com idades mais novas (e forte desconto do Fator Previdenciário) geram superávit para o RGPS e têm impacto positivo na redução da desigualdade. Este resultado se verifica inclusive considerando pensões por morte oriundas de ATCs e é conhecido há muitos anos, desde pesquisas científicas feitas, por exemplo, pelo próprio ex-secretário da Previdência Marcelo Caetano, entre outros.

Diferentemente do que argumenta o governo, a análise da Unicamp conclui que “a abolição da ATC resulta em déficit para o RGPS”. Para compensar esse déficit, a PEC 6/19 muda os critérios de acesso e cálculo, reduzindo os benefícios e aumentando a pobreza sob o pretexto de “simplificar” o sistema ao unir regras de tempo de contribuição e idade mínima.

Com isso, os aposentados por idade com salários médios até 65% acima do salário mínimo terão descontos que os levarão a receber apenas um salário mínimo na aposentadoria, jogando milhões de famílias dependentes de aposentados na pobreza. Número ainda maior escapará por pouco da pobreza. Aposentados por tempo de contribuição que contribuem sobre um salário mínimo e receberiam o mesmo terão que esperar por até 16 anos a mais para se aposentar. Ambos se concentram nos estados mais pobres da federação, que mais dependem dos benefícios previdenciários próximos do piso salarial.

A análise conclui, portanto, que o aumento do subsídio para os mais pobres pós-reforma é falso. Como o superávit alegado pelo governo com a abolição da ATC apenas adia aposentadorias, com custo fiscal maior para as gerações futuras, a estimativa de economia com a reforma também é enganosa e se concentra nos mais pobres.

Em audiência pública realizada na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, na última sexta-feira 20/09, o Secretário da Previdência Social, Leonardo Rolim, responsabilizou a Secretaria de Política Econômica pelos cálculos errados. Contudo, ele acompanhou o Ministro da Economia e Secretario Especial de Previdência e Trabalho em várias ocasiões em que estes números foram apresentados e não os criticou antes. Ao invés de defender a planilha com os cálculos falsos, a resposta oficial ao estudo da UNICAMP, divulgada pela Secretaria de Previdência, fez novas afirmações falsas sobre o uso de valores de Fator Previdenciário, Sobrevida, Regra 85/95 e Pensão por Morte que não correspondem ao estudo criticado.

Como pode o Senado Federal, Casa revisora composta por lideranças experimentadas, tomar conhecimento de denúncia tão grave e não exigir esclarecimentos convincentes antes de votar matéria de tamanha relevância e altíssimo impacto na vida de milhares de pessoas?

Se já é uma submissão inaceitável o Senado Federal abrir mão de fazer as alterações na PEC 6/19, reconhecidas como necessárias pelo relator – tanto que propôs uma PEC paralela – e ainda por cima votar o relatório sem que a denúncia de que os números não correspondem à realidade, apresentada por renomada Universidade, seja devidamente apurada?

Por estas razões solicitamos, encarecidamente, que a apreciação da PEC 6/19 seja sobrestada até que as denúncias dos professores da Unicamp sejam esclarecidas. Esperamos que V.Exas. adotem esta medida e exerçam as atribuições constitucionais reservadas ao Senado Federal – como Casa revisora – para o bem do povo e do Brasil.

Antonio Neto, Presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)

Adilson Araújo, presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Miguel Eduardo Torres, presidente da Força Sindical

José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)

Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT)

Fonte: Portal CTB