5 mar 2018

LER/Dorts podem disparar com a lei trabalhista

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Cobrança por metas e alta demanda de serviço nas agências. A rotina de trabalho alucinante dos bancários aumenta a incidência de LER/Dorts. As doenças são responsáveis por cerca de 30% dos afastamentos na categoria. Índice que pode aumentar com a reforma trabalhista e a terceirização ilimitada.

São muitos os pontos considerados ruins para a saúde, como a falta de controle da jornada de trabalho para quem exerce função remota, ou seja, de casa. A reforma trabalhista prevê ainda a possibilidade de jornada de 12 horas de trabalho com 36 horas de descanso para qualquer área.

Outro problema é a redução do intervalo para almoço, de um hora para 30 minutos. Nem mesmo as gestantes escapam da nova legislação. Pelo texto, as grávidas ou lactantes podem trabalhar em local insalubre. Total desrespeito com a saúde das mães e dos bebês.

Dados do INSS revelam que o país registrou cerca de 612,6 mil acidentes de trabalho em 2015 (último levantamento divulgado). Os ferimentos de punho e de mão e as lesões de ombro estão entre os acidentes de maior incidência.

Fonte: O Bancário

5 mar 2018

No Brasil, o trabalhador está ganhando menos

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O Brasil teve saldo de 77.822 empregos com carteira assinada em janeiro. No entanto, os números mostram que mais uma vez os admitidos recebem menos do que os demitidos.

Os dados do Caged revelam ainda que mais de 9 mil pessoas deixaram o trabalho depois de “acordo” com o empregador, que utiliza de maneira perversa a reforma trabalhista.

Segundo a pesquisa, o salário médio dos trabalhadores demitidos era de R$ 1.636,41, já o de admissão ficou em R$ 1.535,51. O mercado continua desleal para o brasileiro que sofre com a agenda neoliberal de Temer.

Com a nova lei trabalhista, em janeiro, foram 9.356 desligamentos “por acordo” unilateral, em que o trabalhador abre mão de parte dos direitos na hora da rescisão contratual.

O trabalho intermitente, modalidade em que o cidadão só ganha pela hora que trabalhou, teve 2.860 admissões. A pesquisa do Caged deveria ter sido divulgada em fevereiro, mas o governo não explicou as razões do atraso. Estranho.

Fonte: O Bancário

Apesar de não ter de enfrentar filas nas agências e/ou nos caixas eletrônicos, os clientes precisam tomar cuidado com a falta de segurança ao usar os serviços dos bancos por meio da internet ou do celular.

A utilização do internet banking aumentou visivelmente. As empresas registram que 57% das movimentações bancárias são feitas atualmente pelo telefone móvel ou internet. Ao todo, 9,5 milhões de correntistas usam o celular para pagar contas, fazer transferências ou consultar extratos.

A facilidade da tecnologia, no entanto, fez disparar o número de pessoas insatisfeitas com a falta de sigilo e segurança no internet banking. As reclamações feitas ao Banco Central saltaram de 425 em 2016 para 1.688 no ano passado. Incrível alta de 297%.

O efeito colateral dessa mordomia é o fechamento de agências em todo país, que prejudica sobretudo a população carente. De acordo com o BC, em 2014 eram 23.126 unidades bancárias. O número caiu para 22.826 em 2015, para 22.547 em 2016 e em 2017 era de 21.062. O quadro de pessoal também é enxugado, política que compromete o atendimento ao cliente, prejudica o país, pois aumenta o desemprego, e só beneficia os bancos com lucros cada vez mais altos.

Fonte: O Bancário

5 mar 2018

Brasil está na lanterna do crescimento global

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Sob o governo Temer, quando se trata de crescimento global, a economia brasileira ficou na penúltima posição de uma lista de 33 países. Com um aumento de 1% em 2017, o Brasil só ficou à frente da Nigéria, que teve expansão de 0,8%.

Os países que mais cresceram no ano passado foram China e Romênia, com alta de 6,9%. Segundo especialistas, para se recuperar da crise, fruto do golpe de 2016, o Brasil precisa de, pelo menos, três anos. A economia brasileira está em patamar igual ao de 2011.

Do jeito que o governo Temer tem conduzido o país, que amarga alto índice de desemprego e retrocessos, vai demorar mais de três anos para que o Brasil se recupere. Quem perde é a população. A pesquisa foi feita com base em números da Bloomberg.

Fonte: O Bancário

No primeiro trimestre deste ano, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participa de diversas atividades internacionais, levando ao movimento sindical mundial informações sobre a situação do Brasil após o golpe que afastou a presidenta Dilma Rousseff da presidência.

Com a ajuda de seus sindicatos ou a convite das entidades sindicais estrangeiras, a Central prestigia tais atividades e aproveita a oportunidade para denunciar as condições que a classe trabalhadora brasileira enfrentam com as medidas adotadas pelo governo golpista.

Acompanhe a Agenda Internacional da Central:

Nos dias 26 e 27 de fevereiro, o vice-presidente da CTB, Divanilton Pereira, participou em Teerã, no Irã da Reunião do Conselho Presidencial da Federação Sindical Mundial (FSM).

De 28 de fevereiro a 4 de março, a secretária de Juventude da central, Luiza Bezerra, participa de curso de Formação para Jovens Sindicalistas em Pequim, na China. A atividade é promovida pela central chinesa ACFTU em conjunto com a FSM.

Nos dias 4 e 5 de março, A Federação Internacional Sindical de Ensino (Fise) realiza seu 18º Congresso no México e contará com a presença de sua vice-presidenta e secretária de políticas educacionais da Central, Marilene Betros, e da secretária de Comunicação da CTB, Raimunda Gomes.

Em 6 de março, o secretário adjunto de Relações Internacionais da CTB, Calos Muller, representará a Central na Reunião da Comissão Tripartite de Relações Internacionais – CTRI do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Que tratará, entre outros temas, sobre a 107ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT que será em junho na Suíça.

Já nos dias 8, 9 e 10 de março ocorrerá o Encontro Mundial de Mulheres da FSM no Panamá e será acompanhado pela secretária de Mulher Trabalhadora, Celina Arêas.

No dia 13 de março, Divanilton Pereira, participará da reunião dos membros do conselho presidencial da Federação Sindical Mundial (FSM) Américas, que ocorrerá na Costa Rica.

Fórum Social Mundial que será entre os dias 13 e 17 de março na Bahia será prestigiado por diversos cetebistas entre eles o presidente nacional, Adilson Araújo e o secretário de Relações Internacionais, Nivaldo Santana.

Érika Ceconi – Portal CTB  

A premiação da 90ª edição do Oscar manteve o glamour de sempre, tapete vermelho, gente muito bem trajada. Marca indelével do show business. Mesmo assim, atrai a atenção de todo o planeta. Aos 90 anos da premiação, a academia de Hollywood manteve o discurso contra preconceitos.

Além de levar o prêmio de melhor filme com “A forma da água”, Guillermo Del Toro também ganhou a estatueta de melhor diretor. Esse é a terceira obra de um cineasta mexicano a ganhar o Oscar.

Como um conto de fadas contemporâneo, “A forma da água” mostra a paranóia norte-americana durante a guerra fria, quando a União soviética rivalizava com os Estados Unidos pela hegemonia mundial. E, para os norte-americanos, todo o mundo era iminigo – e ainda é.

Numa metalinguagem, a obra discute o papel do cinema em estampar a alma de uma nação e refletir sobre as suas mazelas. A protagonista Sally Hawkins interpreta uma faxineira muda que entra em contato com a descoberta dos norte-americanos um tipo de criatura meio peixe, meio homem água (Doug Jones), por quem a faxineira se apaixona.

A premiação da 90ª edição do Oscar manteve o glamour de sempre, tapete vermelho, gente muito bem trajada. Marca indelével do show business. Mesmo assim, atrai a atenção de todo o planeta. Aos 90 anos da premiação, a academia de Hollywood manteve o discurso contra preconceitos.

Além de levar o prêmio de melhor filme com “A forma da água”, Guillermo Del Toro também ganhou a estatueta de melhor diretor. Esse é a terceira obra de um cineasta mexicano a ganhar o Oscar.

Como um conto de fadas contemporâneo, “A forma da água” mostra a paranóia norte-americana durante a guerra fria, quando a União soviética rivalizava com os Estados Unidos pela hegemonia mundial. E, para os norte-americanos, todo o mundo era iminigo – e ainda é.

Numa metalinguagem, a obra discute o papel do cinema em estampar a alma de uma nação e refletir sobre as suas mazelas. A protagonista Sally Hawkins interpreta uma faxineira muda que entra em contato com a descoberta dos norte-americanos um tipo de criatura meio peixe, meio homem água (Doug Jones), por quem a faxineira se apaixona.

Engana-se, porém, quem acreditar que “A forma da água” se trata de um filme sobre amor e ódio, no termo mais banal do tema. Vai muito além. Traz reflexões profundas e atuais. Principalmente nestes tempos sombrios onde prevalecem a violência e o ódio.

Richard Jenkins interpreta um publicitário idoso e homossexual lutando para se manter no mercado dominado por novas tecnologias, no caso a utilização da fotografia. Quem diria. No centro da trama, Jenkins atua como uma espécie de fada madrinha de Hawkins em sua aventura para salvar a vida do seu amado.

A pedra no caminho deles é o policial interpretado por Michael Shannon que descobriu a criatura e utiliza de tortura para obter informações do homem anfíbio. Aliás, torturada tolerada pelo general chefe das Forças Armadas. Guantánamo que o diga…

Del Toro faz um paralelo entre a delicadeza das utopias de haver vida digna, onde prevaleça a solidariedade, o respeito e a generosidade e a truculência do século 21, no qual ganha força o fascismo, o rancor, o desrespeito aos mais pobres, aos negros, às mulheres, aos homossexuais, aos jovens, aos deficientes físicos e mentais e aos idosos.

Faz um contraponto ao “sonho americano”, onde tudo seria cor-de-rosa. Mostra que a maior potência do planeta trata os imigrantes com desprezo, como se fossem seres extraterrestres, “cucarachas” (baratas, como se referem aos latino-americanos). Os norte-americanos veem a imigração como uma ameaça constante ao sue poderio e à sua hegemonia no mundo. “A forma da água” trata da delicadeza de ser humano, num mundo carregado de ódio.

Outras premiações

Jordan Peele ganhou o prêmio de melhor roteiro original pelo filme “Corra!”, que trata de racismo e opressão”. Peele se torna assim o primeiro negro a levar essa estatueta para casa. “Uma mulher fantástica”, de Sebastián Lelio, venceu a disputa de melhor filme em língua estrangeira. A obra chilena conta as dificuldades enfrentadas por uma transexual para levar a vida como qualquer pessoa do planeta.

Veja abaixo, em negrito, os ganhadores do Oscar 2018:

Melhor Filme

“Dunkirk”
“Me chame pelo seu nome”
“O destino de uma nação”
“Corra!”
“Lady Bird – É hora de voar”
“Trama Fantasma”
“The Post – A Guerra Secreta”
“A forma da água”
“Três anúncios para um crime”

Melhor Diretor

Christopher Nolan (“Dunkirk”)
Jordan Peele (“Corra!”)
Greta Gerwig (“Lady Bird: É hora de voar”)
Paul Thomas Anderson (“Trama fantasma”)
Guillermo del Toro (“A forma da água”)

Melhor Ator

Timothée Chalamet (“Me chame pelo seu nome”)
Daniel Day-Lewis (“Trama Fantasma”)
Daniel Kaluuya (“Corra!)
Gary Oldman (“O destino de uma nação”)
Denzel Washington (“Roman J. Israel, Esq.”)

Melhor Atriz

Sally Hawkins (“A forma da água”)
Frances McDormand (“Três anúncios para um crime”)
Margot Robbie (“Eu, Tonya”)
Saoirse Ronan (“Lady Bird: É hora de voar”)
Meryl Streep (“The Post – A Guerra Secreta”)

Melhor Roteiro Adaptado

“Artista do desastre” (Scott Neustadter e Michael H. Weber)
“Me chame pelo seu nome” (James Ivory)
“A Grande Jogada” (Aaron Sorkin)
“Logan” (Scott Frank, James Mangold e Michael Green)
“Mudbound” (Virgil Williams and Dee Rees)

Melhor Roteiro Original

“Lady Bird: É hora de voar” (Greta Gerwig)
“Doentes de Amor” (Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani)
“Corra!” (Jordan Peele)
“A forma da água” (Guillermo del Toro)
“Três anúncios para um crime” (Martin McDonagh)

Melhor Ator Coadjuvante

Willem Dafoe (“Projeto Flórida”)
Woody Harrelson (“Três anúncios para um crime”)
Richard Jenkins (“A forma da água”)
Sam Rockwell (“Três anúncios para um crime”)
Christopher Plummer (“Todo o Dinheiro do Mundo”)

Melhor atriz coadjuvante

Allison Janney (“Eu, Tonya”)
Mary J. Blige (“Mudbound”)
Lesley Manville (“Trama Fantasma”)
Laurie Metcalf (“Lady Bird: É hora de voar”)
Octavia Spencer (“A forma da água”)

Melhor Filme em Língua Estrangeira

“Uma Mulher Fantástica” (Chile)
“O Insulto” (Líbano)
“Sem amor” (Rússia)
“Corpo e Alma” (Hungria)
“The Square: A arte da discórdia” (Suécia)

Melhor Design de Produção

“Blade Runner 2049”
“A bela e a fera”
“O destino de uma nação”
“Dunkirk”
“A forma da água”

Melhor Fotografia

“O destino de uma nação” (Bruno Delbonnel)
“Blade Runner 2049” (Roger Deakins)
“Dunkirk” (Hoyte van Hoytema)
“Mudbound” (Rachel Morrison)
“A forma da água” (Dan Laustsen)

Melhor Figurino

“A bela e a fera”
“O destino de uma nação”
“Trama Fantasma”
“A forma da água”
“Victória e Abdul”

Melhor Canção

“Remember me” (“Viva – A vida é uma festa”)
“Mighty river” (Mudbound)
Mystery of love (“Call me by your name”)
“Stand up for something” (“Marshall”)
“This is me” (“O rei do show”)

Melhor Edição

“Em ritmo de fuga”
“Dunkirk”
“Eu, Tonya”
“A forma da água”
“Três anúncios para um crime”

Melhor Mixagem de Som

“Star Wars: Os últimos Jedi”
“Em ritmo de fuga”
“Blade Runner 2049″
“Dunkirk”
“A forma da água”

Melhor Edição de Som

“Em ritmo de fuga”
“Blade Runner 2049”
“Dunkirk”
“A forma da água”
“Star Wars: The Last Jedi”

Melhor Animação

“O poderoso chefinho”
“The Breadwinner”
“Viva: A vida é uma festa”
“O Touro Ferdinando”
“Com Amor, Van Gogh”

Melhor Curta de Animação

“Dear Basketball”
“Garden Park”
“Lou”
“Negative Space”
“Revolting Rhymes”

Melhor curta

“Dekalb Elementary”
“The 11 o’ clock”
“My Nephew Emmett”
“The silent child”
“Waty Wote/All of us”

Melhor Trilha Sonora

“Dunkirk”
“Trama Fantasma”
“A forma da água”
“Star Wars: Os últimos Jedi”
“Três anúncios para um crime”

Melhor documentário

“Abacus: Pequeno o bastante para condenar”
“Visages villages”
“Ícaro”
“Últimos homens em Aleppo”
“Strong Island”

Melhor documentário em curta-metragem

“Edith+Eddie”
“Heaven is a traffic jam on the 405″
“Heroin(e)”
“Knife Skills”
“Traffic Stop”

Melhor maquiagem e cabelo

“O destino de uma nação”
“Victoria e Abdul”
“Extraordinário”

Melhores efeitos visuais

“Blade Runner 2049″
“Guardiões da galáxia Vol. 2″
“Kong: A ilha da caveira”
“Star Wars: Os últimos Jedi”
“Planeta dos Macacos: A guerra”

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Lucas Jackson/Reuters

A reforma trabalhista (Lei 13.467/2017) pôs de ponta cabeça a legislação trabalhista brasileira. Tanto que já existem 14 Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) no Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a lei aprovada para satisfazer o mercado.

Oito dessas ADIs questionam o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical. Várias entidades sindicais, no entanto, já têm impetrado ações judiciais contra essa alteração da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Pelo número de ações de inconstitucionalidade no STF se observa a importância de se manter o financiamento das entidades sindicais. “Somente com sindicatos fortes e atuantes é que os direitos da classe trabalhadora serão respeitados”, afirma Ivânia Pereira, vice-presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Além dessas ações no STF, várias entidades sindicais têm obtido decisões favoráveis da Justiça do Trabalho sobre a inconstitucionalidade da reforma trabalhista que deixa facultativa a contribuição sindical.

Por isso, a CTB orienta “os sindicatos filiados a realizarem assembleias para a categoria decidir sobre o desconto compulsório da contribuição em seus holerites”, define Carlos Henrique de Carvalho (Kique), coordenador do departamento jurídico do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro. Também é importante que os sindicatos movam ações judiciais pela inconstitucionalidade do artigo que deixa facultativa essa cobrança.

Ações na Justiça

Até o momento do fechamento desta matéria, oito entidades sindicais filiadas à CTB já haviam realizado assembleia deliberando favoravelmente ao desconto compulsório da contribuição sindical.

Os sindicatos dos metalúrgicos de Camaçari (Bahia), Carlos Barbosa (RS) e Caxias do Sul (RS), Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público de Campinas (STMC), Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção e Mobiliário de São Miguel do Guamá e Irituia (Satemrj), Federação dos Trabalhadores na Indústria da Construção e Mobiliário do Pará e Amapá (Fetracompra) e o Sindicato dos Trabalhadores Químicos de Barcarena, do Pará.

Já o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Pará encaminha a questão da contribuição sindical na sua Campanha Salarial e o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Rio de Janeiro (Satemrj) conseguiu uma decisão favorável da Justiça do Trabalho, determinando a cobrança compulsória.

Magnus Farkatt, assessor jurídico da CTB, explica que há o entendimento de que o artigo da reforma trabalhista referente à contribuição sindical só poderia ser alterado “por uma lei complementar e a reforma trabalhista é uma lei ordinária”, portanto, essa alteração é inconstitucional.

Essa foi a argumentação utilizada pela juíza Patrícia Pereira de Santanna, da 1ª Vara do Trabalho de Lages (SC), para acatar o pedido do Sindicato dos Auxiliares em Administração Escolar da Região Serrana. Para ela, a reforma trabalhista infringe o artigo 3º do Código Tributário Nacional, que estabelece que o tributo “é toda prestação pecuniária compulsória”.

Assembleia é soberana

Valdete Severo, juíza do trabalho no Rio Grande do Sul, afirma não haver ainda uma definição pela Justiça sobre a questão da contribuição sindical. Mas ela acredita que a realização de assembleias é um  bom caminho.

“Em qualquer entidade as decisões são tomadas com as deliberações de assembleias são soberanas,entãoo, se for autorizado o desconto compulsório da contribuição sindical, as empresas não podem se negar a respeitar essa decisão”.

Para Kique, neste momento, é muito importante que “as organizações sindicais encaminhem suas assembleias o mais rápido possível, aprovando a contribuição sindical, protocolando o documento nas empresas para exigir o cumprimento desse  pagamento determinado em assembleia”.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

27 fev 2018

Economia chegou ao fundo do poço, aponta o Dieese

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O último Boletim de Conjuntura do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) reforça a análise de que a previsão de recuperação da economia brasileira não inspira otimismo.

Segundo o documento, se “analistas mais otimistas enfatizam o fim da recessão, aqueles mais pessimistas afirmam que os indicadores de retomada ocorrem sobre uma base de comparação altamente deprimida”. Os analistas mais pessimistas, segundo a publicação, enfatizam que a economia chegou ao fundo do poço mas continua se movendo muito perto dele, sem indícios de uma recuperação consolidada.

Sobre os índices de desemprego, a publicação destaca os resultados da Síntese Metropolitana da Pesquisa Emprego/Desemprego (PED), de dezembro de 2017: frente ao mês anterior, as taxas de desemprego reduziram-se em duas das regiões pesquisadas (18,4% para 17,9% no DF, e 17,2% para 16,9% na Região Metropolitana de São Paulo), cresceu na Região Metropolitana de Porto Alegre (de 12,6% para 12,8%) e ficou estável na Região Metropolitana de Salvador (estabilizando-se em 23,8%).

O Boletim também aponta que cresceu o tempo médio despendido pelos desempregados na procura de trabalho: um ano em São Paulo (52 semanas) e mais de um ano em Salvador (sessenta semanas). Houve aumento no nível de ocupação industrial nas quatro grandes regiões do país e a proporção do emprego privado com carteira assinada no total da ocupação aumentou nas regiões de São Paulo (de 52,9% para 53,3%), Porto Alegre (de 53% para 53,4%) e Salvador (de 47,3% para 48%) e caiu no Distrito Federal (de 41,8% para 41,1%).

Se para a população as taxas de desemprego continuam altas, a publicação destaca que na crise ganham os mesmos de sempre, com os grandes bancos (Itaú/Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil) obtendo lucros recordes.

O documento conclui que há poucos motivos para se pensar em uma vigorosa ou mesmo moderada retomada do crescimento econômico, pois todas as incertezas estruturais existentes em 2017 seguirão presentes em 2018 e não há elementos que alterem para melhor as expectativas.

Fonte: Fundação Perseu Abramo via Feebbase

A 6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), em São Paulo, condenou o Itaú a pagar R$ 500 mil de indenização à família de um gerente usado como “escudo humano” durante assaltos à agência onde ele trabalhava. Os juízes entenderam que o funcionário do banco exercia atividade de risco. Desde 2003, segundo atestados médicos anexados ao processo, o autor tinha distúrbios relacionados a pânico e depressão.

“De acordo com uma testemunha, o empregado sofreu cerca de quatro assaltos durante o contrato de trabalho, tendo sido utilizado como escudo humano e o Itaú ‘não tomou nenhuma medida’ nem ofereceu ‘nenhum tipo de apoio após o assalto’”, informa o TRT-2. “Em razão da violência sofria, o gerente foi acometido por síndrome do pânico, depressão e alcoolismo.”

Segundo um dos relatos, em um dos assaltos o funcionário “permaneceu várias horas em poder dos meliantes, na agência onde laborava, com uma arma de fogo apontada para a sua cabeça, sofrendo ameaças à sua vida e à de sua família”. O gerente alegou, no processo, que também desenvolveu lesões nos músculos, nervos e tendões, devido a movimentos repetitivos no trabalho. Requereu perícia, mas morreu antes que o exame fosse agendado.

Na primeira instância (71ª Vara do Trabalho), o juiz considerou que apenas uma perícia “poderia eventualmente demonstrar a existência de nexo de causalidade (ainda que indireto) entre as doenças noticiadas e as funções exercidas pelo reclamante durante o período contratual”. Segundo ele, não havia no processo elementos que pudessem demonstrar surgimento ou agravamento de doenças em consequência da atividade profissional.

A família recorreu à segunda instância, o TRT, que reformou a sentença. Para a 6ª Turma, o banco foi omisso por não ter apresentado prontuário médico do funcionários “e por ter negado os assaltos que geraram as doenças que, segundo os magistrados, possuem nexo causal com o trabalho”.

Assim, eles entenderam que o bancário foi vítima de violência e que o Itaú se omitiu quanto a um apoio pós-trauma. E fixaram indenização de R$ 350 mil a título de dano moral e R$ 150 mil referentes a salários e outros benefícios para o período de estabilidade.

Fonte: Rede Brasil Atual via Feebbase

27 fev 2018

Falta trabalho para 26,3 milhões de brasileiros

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A cada dia, a imagem do Brasil do pleno emprego fica mais distante de nossas memórias. Após o golpe de maio de 2016, essa lembrança dá lugar a um horizonte de terra arrasada.

Nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) trimestral, divulgada na sexta-feira 23 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra os resultados do golpe e revela que 26,3 milhões de brasileiros não têm emprego ou estão condenados a subempregos.

Esse é o contingente que a economia brasileira desperdiçou de mão de obra, um índice de 23,6% de trabalhadores subutilizados ao fim de 2017.

A pesquisa também refletiu sobre o quesito ‘informalidade’. E alertou que o recuou do desemprego em de 2017 escamoteia o avanço da informalidade.

No fim de 2017, 75% dos empregados do setor privado, com exceção dos trabalhadores domésticos, tinham carteira de trabalho assinada, 1,4 ponto percentual a menos que um ano antes. O Nordeste (59%) e o Norte (61%) apresentaram as menores estimativas desse indicador, enquanto a Região Sul, mesmo com queda contínua desde 2016, se manteve com o maior patamar (82,8%).

Crise catapulta desemprego e precarização

Pesquisa do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), publicados e dezembro de 2017, já apontava a ineficiência da aprovação da Reforma Trabalhista em superar o desemprego.

Os dados do Caged indicaram não só a alta do desemprego, mas o avanço da modalidade “trabalho intermitente” (no qual o empregado não tem horário fixo e recebe apenas pelas horas trabalhadas). Foram criadas 3.067 somente em dezembro.

Na modalidade de trabalho parcial, foram criados 231 postos. Os números da categoria do teletrabalho, em que o empregado não precisa trabalhar na empresa, não foram divulgados.

Brasil mais pobre

O cenário ainda fica pior quando associamos os dados alarmantes do emprego aos, ainda piores, indicadores sociais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada em dezembro de 2017, revela um expressivo aumento do número de pobres e miseráveis.

O Brasil encerrou 2016 com 24,8 milhões de cidadãos, 12,1% da população, vivendo com menos de um quarto de salário mínimo, o equivalente a 220 reais. O resultado representa um crescimento superior a 50% em apenas dois anos.

De acordo com a linha de extrema pobreza estabelecida pelo Banco Mundial, mais usada para comparações internacionais, 13,4 milhões de brasileiros, 6,5% do total, vivia com menos de 1,90 dólar por dia (cerca de 133 reais mensais) no fim de 2016. E um quarto da população possuía renda inferior a 5,50 dólares por dia (387 reais por mês), faixa de renda usada pela instituição para definir um nível menos agudo de indigência.

Fonte: Portal CTB – Com informações das agências via Feebbase