30 jan 2017

Juros do cartão estouram orçamentos

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Não tem como um cidadão comum conseguir lidar com os juros altíssimos cobrados pelos bancos. É para estourar o orçamento de qualquer um. Em dezembro, os juros médios do rotativo do cartão de crédito chegaram a 484,6%, o recorde da série histórica do Banco Centra, iniciada em março de 2011.
No parcelado do cartão de crédito, os juros abusivos alcançam os 153,8% ao ano, 17,6 pontos percentuais acima na comparação com dezembro de 2015. Nos juros totais também houve alta. Foram 15,1 pontos percentuais frente a igual período no ano passado. O índice ficou em 112,4% ao ano.

Fonte: O Bancário

30 jan 2017

Democracia brasileira foi destruída

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
O Brasil está mesmo condenado a um destino sombrio. O balanço feito pelo Opalc (Observatório Político da América Latina), ligado ao Sciences Po (Instituo de Estudos Políticos de Paris) trouxe mais análises ruins para a situação do país, em especial ao bem estar da democracia.
Segundo o Opalc, o impeachment enfraqueceu a confiança do brasileiro. O apoio à democracia passou de 54% para 32% entre 2015 e 2016. Nenhum outro país da América Latina apontou tamanho retrocesso. Isto nada mais é do que consequência da solução apresentada para a crise que não foi feita em consenso, mas sim fora de arena eleitoral em um círculo fechado das elites.
A “solução” foi imposta ao povo de forma brutal. O Observatório ainda aponta que as revelações da Lava Jato alimentam ainda mais o descrédito na classe política. Apesar do processo de impeachment ter como alvo anunciado Dilma Rousseff, o objetivo era muito maior e mais devastador.  As reformas de Temer possibilitam um projeto político perverso que não conquistou votos nas eleições de 2014.
A saída de Dilma deu lugar à incerteza do povo tanto em relação à democracia como à economia. Um período de instabilidade se instalou na sociedade brasileira que se mostra mais dividida do que nunca. No fim todos pagarão o pato.
Fonte: O Bancário
30 jan 2017

Santander lucra alto e demite muito

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
Apesar do Brasil ser responsável por 21% do total do crescimento do Santander em 2016, foram  R$ 7,3 bilhões, o banco reduziu no país 2.770 postos de trabalho durante o mesmo período. A política da organização espanhola tem visado apenas nos lucros e esquecido dos responsáveis diretos pelos ganhos, os trabalhadores.
A holding encerrou o ano de 2016 com 47.254 empregados. Em contrapartida, o número de clientes do banco cresceu em 1,9 milhão. Além disso, em relação a 2015 também houve aumento de 7,8% nas operações com pessoas físicas e chegou a R$ 91,4 bilhões. Já as operações com pessoas jurídicas alcançaram R$ 130,6 bilhões e tiveram queda de 8,1% em 12 meses.
Fonte: O Bancário
30 jan 2017

Mais balelas sobre rombo da Previdência

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
O governo Temer mantém a estratégia de enganar o povo através de números falaciosos destinados aos rombos das contas públicas, como na Previdência. Tudo para tentar justificar os cortes de direitos e a entrega do patrimônio brasileiro ao grande capital.
Agora, os dados soltados na mídia nativa que apoia Temer são de que a Previdência teve déficit de R$ 149,73 bilhões em 2016.
Só balela. O montante, 74,5% maior que os números do ano anterior, é fruto de um cálculo distorcido que não insere tributações importantes como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), PIS/PASEP e parte da arrecadação das loterias.
Ou seja, o rombo que representaria 2,4% do PIB está totalmente coberto, segundo especialistas na área. Como exemplo, basta ver o ano de 2015, quando houve superávit no Sistema de Seguridade Social de R$ 11,1 bilhões, segundo divulgou a Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), incluídas todas as receitas. Enganação.
Fonte: O Bancário
27 jan 2017

Bancos cortam mais de 20 mil empregos em 2016

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O setor financeiro segue cortando empregos e precarizando os serviços. Em 2016, os bancos em atuação no país fecharam 20.553 postos de trabalho, um crescimento de 107,9% em relação ano anterior, quando o número chegou a 9.886.  Os dados são da Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), divulgada pela Contraf e o Dieese na quinta-feira (26/1).

O estudo, que tem como base os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, também chama a atenção para saldo negativo de postos de trabalho em dezembro de 2016, que chegou a 9.028 e pode estar relacionado aos desligamentos ocasionados pelo plano de reestruturação e de aposentadorias incentivadas adotados pelo Banco do Brasil.

Os trabalhadores mais velhos e com mais tempo no emprego foram os mais afetados. A análise por setor de atividade econômica mostra que os bancos múltiplos, com carteira comercial, que incluem grandes instituições como Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil foram os principais responsáveis pelo saldo negativo. Juntos, cortaram 18.434 postos de trabalho (93% do total).

Nenhum estado registrou saldo positivo no emprego em 2016. São Paulo foi o estado onde ocorreram mais cortes (-7.842 postos, 38% do total de postos fechados), seguido pelo Rio de Janeiro, que fechou 2.373 postos, Minas Gerais, com 1.655 postos extintos e Paraná, que fechou 1.441 postos. A Bahia perdeu 817 postos de trabalho e Sergipe 84.

Do total dos desligamentos ocorridos nos bancos, metade foi sem justa causa, perfazendo 20.566 desligamentos. Os desligamentos a pedido do trabalhador somaram 16.961 e representaram 41,6% do total. O elevado percentual de desligamentos a pedido deve estar relacionado à implementação do plano de reestruturação do Banco do Brasil e de incentivo à aposentadoria no banco. Números extremamente negativos para categoria bancária, já que o BB não pretende repor as vagas.

Os números reforçam a importância da luta de sindicatos e federações contra os processos de reestruturação e por garantia de emprego no setor. Esta tem sido uma das principais reivindicações da categoria nas últimas campanhas salariais e deve ter o debate ampliado em 2017.

Fonte: Feebbase

27 jan 2017

Santander lucra R$ 7,3 bilhões em 2016

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
Enquanto se nega a atender as reivindicações dos empregados, o banco Santander continua a lucrar bilhões. Só em 2016, foram R$ 7,339 bilhões nos cofres do banco espanhol, alta de 9,5% ante 2015 (R$ 6,624 bilhões).
No último trimestre do ano, por exemplo, o lucro da organização foi de R$ 1,989 bilhão, contra R$ 1,607 bilhão em igual período de 2015. Os dividendos totais correspondem a 21% do lucro geral do banco, o que torna o Brasil o país mais rentável economicamente para a empresa.
Apesar dos bons resultados, o Santander não valoriza o corpo funcional como se deve e tampouco a clientela, que sofre com as políticas usurárias nas tarifas e serviços. Os registros comprovam também que é o setor financeiro o que mais ganha com as políticas do governo Temer. E se depender dele, as coisas só vão piorar para o trabalhador e melhorar para as elites.
Os auxiliares do presidente já discutem como é possível eliminar barreiras legais para aumentar a participação dos bancos privados no Sistema Financeiro Nacional. Mais um passo para o paraíso dos banqueiros.
Fonte: O Bancário
27 jan 2017

Reestruturação esperada era outra no BNB

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
A reestruturação esperada pelos funcionários no BNB era outra. Ao invés de fechamento de agências e mudanças no perfil da empresa, os bancários buscavam resoluções acerca da isonomia, dignidade previdenciária e de saúde, convocação de concursados e melhorias no PCR (Plano de Cargos e Remuneração). Totalmente o contrário do que quer impor a direção do banco.
Por isso, os bancários querem explicações e, na quarta-feira, tem nova reunião com o BNB sobre o assunto. Atender as necessidades neoliberais do governo Temer de aumentar as carteiras de negócio e investir no Agroamigo, que são terceirizados, é bem a cara de quem quer entregar o banco público ao capital. Um retrocesso ao desenvolvimento.
É bom lembrar também que há pouco mais de um ano, diversos bancários foram realocados em um processo inverso ao proposto por Temer, quando houve abertura de unidades. Agora, com a tentativa de fechamento das 19 agências, a maioria recém-inaugurada, a intenção é justamente fazer o oposto.
Fonte: O Bancário
Uma carta em defesa dos direitos sociais foi divulgada pelas entidades representativas dos trabalhadores juntamente com o Ministério Público do Trabalho. No texto, as instituições reconhecem a gravidade da crise econômica que assola o Brasil atualmente e como pretendem reagir às medidas de retrocesso propostas pelo governo Temer.
Segundo o documento, os direitos sociais, principalmente os trabalhistas, não devem ser compreendidos como obstáculo ao desenvolvimento do país. Pelo contrário, trata-se de alavancas que estabelecem condições incentivadoras de uma melhor qualidade de vida para os brasileiros.
O grupo ainda afirmou um profundo comprometimento com a efetivação dos direitos sociais no Brasil, indo de encontro com os anseios do atual governo, com o objetivo de assegurar a dignidade a todos os trabalhadores que contribuem com a construção da riqueza do país, não aceitando o retrocesso dos direitos trabalhistas e previdenciários. Leia abaixo o conteúdo da carta na íntegra.
CARTA EM DEFESA DOS DIREITOS SOCIAIS
As Instituições, Centrais Sindicais, Confederações, Federações, Sindicatos, Associações abaixo assinadas, reunidas em Brasília, no dia 24 de janeiro de 2017, considerando o atual momento político, econômico e social vivenciado pelo Brasil e a proliferação de iniciativas legislativas de largo impacto na vida das trabalhadoras e dos trabalhadores brasileiros, VIMOS A PÚBLICO:
A) RECONHECER que o Brasil vive uma grave crise econômica e os trabalhadores têm sofrido os efeitos da retração da atividade produtiva no país. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em dezembro do ano passado, há mais de 12 milhões de pessoas em busca de ocupação, maior registro da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). O desempenho da economia em 2016 e as projeções feitas para 2017 não apontam para uma alteração substancial do quadro de forma que seja possível identificar a retomada da atividade econômica e, consequentemente, da geração de empregos.
B) RECONHECER, dessa forma, que a atual conjuntura exige a adoção de medidas que sejam eficazes para viabilizar o crescimento da economia.
C) CONVIR que os direitos sociais, aí incluídos os trabalhistas, não devem ser compreendidos como obstáculo ao desenvolvimento do país. Pelo contrário, tratam-se de relevantes instrumentos, conquistados por meio de lutas históricas de trabalhadoras e de trabalhadores, que estabelecem condições para que as riquezas criadas pela sociedade possam ser distribuídas de forma mais equânime e que seja garantida uma vida digna a todas as pessoas.
D) DESTACAR que, além de não contribuir para o crescimento econômico, pelo seu potencial de fragilização do mercado interno, como atestam os estudos realizados por organismos internacionais que analisam experiências realizadas em contextos semelhantes em outros países, o enfraquecimento dos direitos sociais terá como efeito imediato a ampliação do constrangedor nível de desigualdade social verificado no Brasil.
E) REVELAR sua preocupação quanto à forma pela qual medidas com forte impacto na vida das trabalhadoras e dos trabalhadores do país têm sido divulgadas
pelo Governo Federal e colocadas em trâmite no Congresso Nacional, a exemplo da reforma trabalhista e da reforma da Previdência.
F) PONDERAR que, se o objetivo da modificação de direitos sociais em contexto de crise econômica é de aperfeiçoá-los, de forma a tornar a sua aplicação mais justa, é da maior importância que as propostas não tramitem sem que seja promovido um grande e profundo debate com toda a sociedade, nos termos da Convenção nº 144 da OIT, de maneira a permitir que todos os setores interessados possam dar contribuições.
G) DESTACAR sua convicção da necessidade de se fortalecer as entidades e instituições que se dedicam à proteção dos direitos sociais das trabalhadoras e dos trabalhadores, a exemplo das entidades sindicais, da Auditoria Fiscal do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho, da Justiça do Trabalho, entre outras.
H) AFIRMAR o profundo comprometimento com a efetivação dos direitos sociais no Brasil, com o objetivo de assegurar a dignidade a todas as trabalhadoras e a todos os trabalhadores que contribuem com a construção da riqueza do nosso país, não se aceitando retrocesso dos direitos trabalhistas e previdenciários.
I) REAFIRMAR o seu interesse em discutir de forma conjunta as matérias que afetam os interesses das trabalhadoras e dos trabalhadores brasileiros no Congresso Nacional, especialmente as propostas legislativas referentes à prevalência do negociado sobre o legislado, à flexibilização da jornada de trabalho, à instituição da jornada intermitente, ao regime de trabalho em tempo parcial, à representação de trabalhadores no local de trabalho, ao trabalho temporário, à terceirização, à redução do conceito de trabalho escravo, ao ataque às Normas Regulamentadoras, à reforma previdenciária, além de outras matérias afins.
J) CONSTITUIR o Fórum Interinstitucional de defesa do Direito do Trabalho e da Previdência Social para promover a articulação social em torno das propostas legislativas acima citadas.
Brasília, 24 de janeiro de 2017.
Fonte: O Bancário
27 jan 2017

Jogo de empurra sobre o vale-cultura

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
O mês de janeiro está chegando ao fim e até agora o governo não autorizou o crédito do vale-cultura aos bancários, mesmo após a prorrogação dos incentivos fiscais até 2020 ter sido aprovada pelo Congresso ao final de 2016.
O jogo de empurra começou ainda na campanha salarial da categoria em setembro, quando os bancos limitaram a continuação dos pagamentos referentes ao programa à revalidação do cartão por parte do governo.
A partir daí, o Comando Nacional passou a pressionar constantemente os neoliberais sobre o caso. Ofícios, cartas e reuniões com o Ministério da Cultura aconteceram e, no final de 2016, a proposta orçamentária anual manteve os investimentos no programa que credita R$ 50,00 mensais aos trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos para aquisição de bens como livros.
Mas, ainda assim, a enrolação continuou. Segundo a pasta da Cultura, em dezembro, ainda faltava à aprovação do Ministério do Planejamento sobre a situação. Um mês se passou dessas declarações e nada foi feito.
O pior é que os bancos utilizam da demora do governo para deixar de pagar os valores aos bancários, mesmo sabendo de que o vale já está aprovado no Congresso. Dobradinha desrespeitosa que irrita a categoria.
Fonte: O Bancário
27 jan 2017

Vence Caixa 100% pública. Eleita Chapa 1

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
Por 14.283 votos a 12.739, venceu a Chapa 1 nas eleições para o representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa. A titular da Chapa é a empregada Maria Rita Serrano, que tem longo histórico na luta pela manutenção da Caixa 100% pública.
O segundo turno do pleito terminou na quinta-feira (26/01) e mostrou que a união pela Caixa continua a trazer resultados positivos. Agora, é cumprir a promessa e intensificar a luta em favor dos empregados. A data da posse ainda não foi informada pela comissão eleitoral.
Fonte: O Bancário