Os bancários de todo o Brasil devem se mobilizar contra o trabalho aos sábados. O site do Senado Federal está fazendo uma pesquisa sobre o apoio da população à Declaração de Direitos de Liberdade Econômica (MP 881), que permite o trabalho bancário aos finais de semana e acaba com a obrigatoriedade da existência da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) em cada unidade com mais de 20 funcionários. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) orienta os trabalhadores a entrarem na pesquisa e votarem não.

“Essas mudanças colocam em risco a saúde e a segurança das bancárias e dos bancários. Além da luta que já estamos travando para barrar esses absurdos na Câmara dos Deputados, precisamos que os trabalhadores nos ajudem nessa luta e faça com que essa MP seja reprovada”, afirmou Jeferson Meira, o Jefão, secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT.

Os bancários de todo o Brasil devem se mobilizar contra o trabalho aos sábados. O site do Senado Federal está fazendo uma pesquisa sobre o apoio da população à Declaração de Direitos de Liberdade Econômica (MP 881), que permite o trabalho bancário aos finais de semana e acaba com a obrigatoriedade da existência da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) em cada unidade com mais de 20 funcionários. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) orienta os trabalhadores a entrarem na pesquisa e votarem não.

“Essas mudanças colocam em risco a saúde e a segurança das bancárias e dos bancários. Além da luta que já estamos travando para barrar esses absurdos na Câmara dos Deputados, precisamos que os trabalhadores nos ajudem nessa luta e faça com que essa MP seja reprovada”, afirmou Jeferson Meira, o Jefão, secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT.

Ataque à classe trabalhadora

A MP foi promulgada em 30 de abril pelo presidente Jair Bolsonaro. Os ataques do atual governo federal aos direitos dos trabalhadores não param, mesmo sem ter entrado em vigor, o pacote de maldade está sendo ampliado. Está em tramitação o Projeto de Lei de Conversão, que faz aportes à MP. Os 18 artigos da MP foram convertidos em 81 artigos do PL de conversão. Foram adicionados 63 artigos. A maioria deles desdobrados em dezenas e dezenas de parágrafos que retira os direitos dos trabalhadores.

Para a Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (Abrat), as mudanças desprezam os princípios de solidariedade e de proteção, de garantias e de afirmação democrática dos trabalhadores. “Esta providencia, que terá́ ou poderá́ ter caminhos legislativos atalhados, frustra a própria atividade parlamentar e exclui a sociedade do debate de tão significativas alterações. De notar, que não se pode em nome da ‘liberdade empresarial’ e da ‘flexibilização’ das normas empresariais, sua constituição, manutenção e produção, pisotear normas internacionais subscritas pelo Brasil, afastar ou dificultar a aplicação dos princípios constitucionais, notadamente de proteção de ser humano e de sua dignidade e, sobretudo, do valor social do empreendimento, que não pode atender apenas ao empreendedor, mas, sim, por ordem da Constituição, ao País pelo conceito do “valor social” da empresa”, afirma nota da instituição.

“Enfim, sombreada com o rótulo de ‘liberdade’ empresarial estão abertas mais portas e caminhos que nos levam ou podem nos levar à barbárie, produzindo uma sociedade ‘incivilizadamente moderna’, o que não desejamos, mesmo que se reconheça que devam ser facilitadas as regras de constituição de empresas”, completa o texto.

A proibição do trabalho aos sábados, domingos e feriados é uma conquista de 1962

Os bancários trabalham seis horas por dia de segunda a sexta-feira. Nem todo mundo sabe, mas a jornada reduzida tem uma razão lógica. Até 1933, os bancários tinham uma jornada superior a oito horas. A categoria sofria com altos índices de adoecimento. As mais comuns eram a tuberculose e a neurose.

Tuberculose

Nos bancos os cofres eram dois andares abaixo do piso da agência. Neste ambiente, sem ventilação adequada, ficavam junto ao dinheiro. As notas, que passavam de mão em mão, carregavam com elas os bacilos da tuberculose.

Os bancários fizeram uma grande campanha em defesa do horário higiênico. O objetivo era o de reduzir o tempo de exposição ao dinheiro. Médicos sanitaristas fizeram laudos atestando a necessidade da redução da exposição ao dinheiro.

Ameaçaram entrar em greve geral e, em 1932, o governo Getúlio Vargas acabou cedendo e assinou a lei de seis horas. No princípio, apenas para os bancários que trabalhavam nas agências. Em 1957, foi para todos os trabalhadores do sistema bancário.

O mesmo fato levou à conquista, em 1934, da aposentadoria após 30 anos de serviço, a estabilidade após dois anos de trabalho e a criação do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (IAPB). Foi a primeira experiência de instituto de aposentadoria, que resultaria no INPS, o IAPAS e o atual INSS. O IAPB cobria previdência e seguridade (aposentadoria, pensões e saúde) e tinha hospitais e sanatórios para acolher os bancários adoecidos.

Transtornos mentais

As doenças mentais persistem na categoria. Esse tipo de adoecimento é hoje o campeão negativo entre a categoria, superando as LER/Dorts. Como no passado, elas são ocasionadas devido ao estresse pelo que passa a categoria. Além da obrigatoriedade de cumprimento de metas, abusivas, que não são definidas com a participação dos trabalhadores, estudo apontam que, são nas horas finais, quando os trabalhadores estão mais cansados, que ocorrem mais erros. E, quando se mexe com dinheiro, qualquer errinho pode significar o prejuízo de milhões, que são descontados dos bancários.

Bancários de toda a região Nordeste estiveram reunidos nos dias 5 e 6/7 para participar da VIII Conferência Regional da Fetrafi/NE, em Fortaleza, com a presença de 75 delegados. O encontro destacou sobretudo a reorganização do movimento sindical bancário para enfrentar o cenário adverso que se mostra com o governo Bolsonaro, que prima pela retirada de direitos da classe trabalhadora e por ameaças constantes às entidades sindicais, que fazem o enfrentamento contra essa situação.

Bancários de toda a região Nordeste estiveram reunidos nos dias 5 e 6/7 para participar da VIII Conferência Regional da Fetrafi/NE, em Fortaleza, com a presença de 75 delegados. O encontro destacou sobretudo a reorganização do movimento sindical bancário para enfrentar o cenário adverso que se mostra com o governo Bolsonaro, que prima pela retirada de direitos da classe trabalhadora e por ameaças constantes às entidades sindicais, que fazem o enfrentamento contra essa situação.

Bancários de toda a região Nordeste estiveram reunidos nos dias 5 e 6/7 para participar da VIII Conferência Regional da Fetrafi/NE, em Fortaleza, com a presença de 75 delegados. O encontro destacou sobretudo a reorganização do movimento sindical bancário para enfrentar o cenário adverso que se mostra com o governo Bolsonaro, que prima pela retirada de direitos da classe trabalhadora e por ameaças constantes às entidades sindicais, que fazem o enfrentamento contra essa situação.

Na abertura, dia 5/7, a presidente da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, fez uma breve análise de conjuntura abordando as perspectivas da categoria bancária para 2019. Segundo ela, é extremamente importante a construção da unidade nesse processo. “Não se faz resistência sozinho. Cada hora temos uma notícia pior do que a outra e essa resistência precisa de unidade. Precisamos defender nossa categoria, mas também precisamos defender a democracia, a soberania nacional, as nossas riquezas, a nossa educação, as empresas públicas, o interesse da sociedade brasileira, porque defender isso é defender o Brasil”, disse. 

No segundo dia, 6/7, aconteceu o painel Reforma Trabalhista e Financiamento Sindical, com Gerson Marques, do Ministério Público do Ceará e Jefferson Oliveira, da Contraf-CUT. Eles abordaram a atual conjuntura jurídica da Justiça do Trabalho, destacando desafios e perspectivas nesse cenário adverso. Ambos destacaram a postura autoritária e perseguidora do governo federal e apontaram que o movimento sindical deve fortalecer a resistência e se reinventar: construir novas estratégias de luta para resistir a esse governo. 

À tarde, o painel Negociação Coletiva e Indústria 4.0, com o coordenador do Dieese-CE, Reginaldo Aguiar, encerrou a programação. Ele destacou os desafios da categoria bancária diante das constantes mudanças no modo de produção e a necessidade de adaptação dos trabalhadores e das entidades sindicais – na construção de suas estratégias de luta – diante das novas tecnologias. 

Ao final foram eleitos os delegados do Nordeste à Conferência Nacional dos Bancários, que ocorre nos dias 2, 3 e 4/8, em São Paulo. 

“Estamos enfrentando um cenário extremamente adverso e nossa a organização enquanto categoria será fundamental nesse processo. As entidades sindicais estão constantemente na mira desse governo e nós precisamos fortalecer nossa unidade e nossa resistência para enfrentarmos todos os ataques desse governo à classe trabalhadora”, finalizou o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará e da Fetrafi/NE, Carlos Eduardo.

Fonte: Contraf

5 jul 2019

Brasil tem atraso de 260 anos em leitura

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Brasil tem atraso de 260 anos em leitura]

A educação pena sem investimentos no país. Com o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos, a situação tende a piorar. O problema é tão grave que, segundo o Banco Mundial, os brasileiros de 15 anos vão precisar de pelo menos 75 anos para alcançar a proficiência média dos adolescentes da mesma idade em países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) em matemática.


Quando o assunto é leitura, o quadro é mais grave: precisarão de, no mínimo, 260 anos para atingir o mesmo patamar. Resultado da falta de incentivo e de investimento em educação. A rede pública de ensino está jogada às traças. 


Segundo a OCDE, apenas 69% dos brasileiros com idades entre 15 e 19 anos se dedicaram aos estudos no ano passado, uma das taxas mais baixas neste grupo. Uma situação que tende a piorar com os cortes de 30% na educação feitos pelo governo Bolsonaro.

Fonte: O Bancário

5 jul 2019

Reforma trabalhista foi um equívoco, diz TST

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Reforma trabalhista foi um equívoco, diz TST]

A ideia vendida de que a reforma trabalhista iria gerar empregos foi um equívoco. É o que avalia o presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro João Batista Brito Pereira. 


Para o ministro, é o desenvolvimento da economia que pode estimular a criação de novos postos de trabalho. A promessa da nova lei, sancionada em 2017, era de gerar mais de 6 milhões de vagas. Mas, em 2018, o Brasil criou apenas 529 mil empregos.


Ao invés de criar oportunidades e fazer girar a economia, o país tem 13 milhões de brasileiros desempregados hoje. A taxa ficou em 12,3% de março a maio deste ano, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Antes de 2016, o índice não chegava a dois dígitos.

Fonte: O Bancário

5 jul 2019

Governo atrasa entrega de vacina Pentavalente

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Governo atrasa entrega de vacina Pentavalente]

O governo Bolsonaro demonstra descaso com vários assuntos de extrema importância para os brasileiros e a saúde pública é um deles. Por conta da demora do repasse das doses de Pentavalente, bebês da Bahia, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo estão com as vacinas vencidas. 


A distribuição irregular prejudica os recém-nascidos, pois as doses devem ser aplicadas aos 2 meses, 4 meses e 6 meses, gratuitamente, no SUS (Sistema Único de Saúde). A Pentavalente protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite, doenças graves que podem matar crianças pequenas. Como ainda não há previsão de normalização da situação, a distribuição irregular das doses preocupa. 


O caminho natural deveria ser o Ministério da Saúde adquirir a vacina e distribuir para os governos estaduais, que repassam aos municípios. Porém, em alguns estados, o envio tem sido irregular e em quantidades insuficientes, o que impacta na redistribuição para as cidades. Em Salvador, por exemplo, os estoques estão baixos e, se não regularizar, a vacina pode acabar até o fim do mês. 


A falta das doses foi confirmada pelo Ministério da Saúde. Segundo o órgão, a vacina adquirida pelo Fundo Rotatório para Aquisições de Imunobiológicos da Organização Pan-Americana da Saúde tem de passar por análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade antes da distribuição.

Fonte: O Bancário

5 jul 2019

Bancos digitais não substituem agência física

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Bancos digitais não substituem agência física]

A modernização é bem vinda, mas o atendimento humanizado sempre será fundamental em qualquer serviço, inclusive bancário. Pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest aponta que 77% dos internautas têm conta em banco digital, mas 81% dos entrevistados consideram as agências físicas de extrema importância. 


Ainda que os bancos virtuais estejam crescendo, o levantamento revela que o principal fator para o uso deles é a ausência de tarifas. Entretanto, os clientes entendem que para certas demandas as agências físicas representam segurança e garantia de uma resolução eficaz dos problemas. 


Bancos como Nubank, Inter, Original, Neon e Next ainda causam insegurança para, pelo menos, 50% dos usuários, justamente pela ausência de agência física. O cliente é o próprio gerente e caixa.

Toda administração da conta é responsabilidade de cada um, sem contar que nem todos têm acesso ou entendem a tecnologia ou possuem um aparelho que esteja 100% seguro de vírus. Os riscos existem, é preciso estar atento.

Fonte: O Bancário

5 jul 2019

Frente defende uma reforma tributária solidária

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Frente defende uma reforma tributária solidária]

Proporcionar o desenvolvimento econômico e reduzir as desigualdades por meio de uma reforma tributária comprometida com a construção de um modelo efetivamente progressivo. Com este objetivo foi instalada uma Frente Parlamentar Mista em Defesa da Reforma Tributária Solidária foi instalada em audiência na Câmera Federal.


O movimento nacional pela reforma tributária solidária tem o apoio de diversas entidades da sociedade civil organizada, pois tributar de forma solidária significa justiça social, desenvolvimento, emprego e consumo e de Brasil. Um dos maiores desafios é viabilizar a tributação mais da renda e menos do consumo.


Para a Frente, a reforma diminui os impostos sobre o consumo, sobrando mais dinheiro para as famílias, sobretudo a das parcelas mais pobres, além de movimentar a economia do país. Diferente da forma que acontece atualmente no distorcido sistema tributário brasileiro. 


A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Reforma Tributária Solidária deve elaborar, em caráter emergencial, uma cartilha para explicar à sociedade os impactos negativos da reforma da Previdência no dia a dia da população e da classe trabalhadora.

Fonte: O Bancário

5 jul 2019

Estado é responsável pelo caos socioeconômico

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Estado é responsável pelo caos socioeconômico]

É papel do Estado promover o desenvolvimento socioeconômico do país. Entretanto, ao diminuir a atuação do governo na vida da população, Bolsonaro perpetua uma grave crise na vida de todos. O PIB (Produto Interno Bruto) segue inferior ao de 2015. 

Com a precarização do trabalho e a destruição do sistema de previdência social, os brasileiros serão jogados em uma realidade ainda mais perversa. Outro fator que contribui para o retrocesso é a PEC dos gastos públicos, que reduziu 42,5% das despesas do governo federal com investimentos em saúde, educação e segurança. 

Para completar, a equipe econômica de Bolsonaro enfraquece os bancos públicos e desmonta o papel social da Caixa e do Banco do Brasil como instituições de fomento e desenvolvimentistas. 

Em síntese, o Brasil regride direto para a República Velha (1889-1930). Mais pobreza, menos qualidade nos postos de trabalho, sucateamento dos direitos, ataques à seguridade social, alta concentração de renda, salário mínimo estagnado, programas sociais sofrendo cortes, pente-fino em benefícios e aposentadorias, entre tantas outras mazelas.

Fonte: O Bancário

A queda de 9% na produção de veículos em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado, revelada nesta quinta-feira (4) pela Anfavea, é mais um sinal de que a economia brasileira caminha a passos largos no rumo de uma nova recessão. Não é o primeiro nem o único.

Em maio, a produção industrial recuou 0,2%. Uma vez que, de acordo com as estatísticas do IBGE, o PIB caiu 0,2% no primeiro trimestre do ano, uma forte recuperação da indústria em junho seria uma condição para evitar dois trimestres seguidos de declínio da produção, que caracteriza recessão. Os números divulgados pela Anfavea sugerem que esta hipótese já pode ser descartada.

É um cenário sombrio para o Brasil, sobretudo quando se considera que o país amargou recentemente dois anos (2015-2016) de recessão e vem andando de lado desde então, constrangido a uma taxa de crescimento para lá de medíocre. O país perde posição no ranking internacional e empobrece.

Capital e trabalho

Como vivemos num regime capitalista quem acaba pagando a conta é a classe trabalhadora. O drama na indústria automobilística é um exemplo disto. As montadoras demitiram 800 operários em junho. Em contraste, donos e acionistas das multinacionais continuam acumulando lucros, não reclamam prejuízos. Isto não ocorre apenas neste ramo da indústria.

O desemprego aberto é um flagelo para mais de 13 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, cerca de 5 milhões estão na condição de desalento (já desistiram de procurar emprego), 28,4 milhões estão subocupados. A ocupação com carteira assinada é decrescente e a renda do trabalho cai.

Já o lucro dos banqueiros não para de subir e bateu novo recorde em 2018, alcançando R$ 98,5 bilhões. Parece claro que nem todos perdem com a recessão e na eterna peleja entre capital e trabalho também neste caso o empresário acaba saindo por cima. Ainda que muitas empresas, sobretudo pequenas e médias dos setores produtivos, sejam abatidas no processo é sempre o empregado quem mais sofre as consequências.

Nova política fiscal

O golpe de Estado de 2016, que resultou no afastamento da presidenta Dilma Rousseff e ascensão de Michel Temer à Presidência, ajuda a explicar o drama atual. As políticas impostas desde então contribuíram para o agravamento da crise e constituem provavelmente a principal causa da estagnação, do desemprego em massa e redução da renda, bem como dos direitos, do povo trabalhador.

Ao invés dos 6 milhões de postos de trabalho prometidos pelo governo Temer sua reforma trabalhista provocou apenas mais precarização das relações entre capital e trabalho e arrocho dos salários, deprimindo o mercado interno. A terceirização generalizada tampouco resultou ou poderia resultar em benefícios para o trabalhador ou a economia.

A nova política fiscal, com o congelamento dos gastos públicos, fez a taxa de investimentos na economia descer ao seu mais baixo nível em 50 anos. Disseram que ia resgatar a fada madrinha dos investimentos (sobretudo externos) e promover crescimento, mas as ideias neoliberais dominantes não correspondem aos fatos.

As coisas pioraram com a ascensão da dupla Jair Bolsonaro/Paulo Guedes, que resolveu radicalizar a obra de restauração do neoliberalismo iniciada pelo usurpador Temer, o presidente mais impopular da nossa história.

Seis meses após a posse do Mito da extrema direita brasileira os estragos são visíveis e o resultado geral transparece nas estatísticas econômicas, na regressão à recessão, nos cortes na educação e na saúde e na ofensiva contra os direitos previdenciários. O discurso falso do governo e da mídia hegemônica ainda promete a redenção nacional através do sacrifício dos direitos e conquistas dos mais pobres (com reforma da Previdência) enquanto a vida que segue sugere que este é o caminho mais curto e seguro para o inferno.

Umberto Martins via Portal CTB

Jornalista editor do site The Intercept comenta o vídeo em que o Papa Francisco passa uma mensagem em defesa de juízes “sem favoritismos” e com integridade; “Eu mal posso acreditar no que estou vendo. Muito bem falado e muito bem feito. Obrigado, @Pontifex_pt. Espero que os defensores do @SF_Moro que ainda restam ouçam e compreendam. É exatamente disso que trata o jornalismo que fazemos na #VazaJato”, escreveu Greenwald.

O jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept, comentou o vídeo publicado nesta quinta-feira 4 em que o Papa Francisco manda uma mensagem em defesa de juízes “sem favoritismos” e com integridade e crítica a violações do Judiciário no momento em que vem sendo revelado um conluio entre Sérgio Moro e procuradores da força-tarefa da Lava Jato.

“Eu mal posso acreditar no que estou vendo. Muito bem falado e muito bem feito. Obrigado, @Pontifex_pt. Espero que os defensores do @SF_Moro que ainda restam ouçam e compreendam. É exatamente disso que trata o jornalismo que fazemos na #VazaJato”, escreveu Glenn Greenwald no Twitter.

O “Vídeo do Papa” é uma iniciativa global da Rede Mundial de Oração do Papa para divulgar a intenções mensais de oração de Francisco relacionadas com os desafios da humanidade e a missão da Igreja. Mensalmente, o Papa Francisco lança um víveo mundialmente.

O vídeo publicado nesta manhã, com o título “Integridade da Justiça”, é o 44º já lançado pelo Papa desde fevereiro de 2016, quando a iniviativa começou. Já houve vídeos dedicados aos refugiados, aos trabalhadores, aos desempregados e aos jornalistas. 

“Dos juízes dependem decisões que influenciem os direitos e os bens das pessoas. Sua independência deve ajudá-los a serem isentos de favoritismos e de pressões que possam contaminar as decisões que devem tomar”, afirma o Pontífice neste último. Assista abaixo:

Vídeo incorporado

Papa Francisco@Pontifex_pt49,2 mil10:45 – 4 de jul de 201918,1 mil pessoas estão falando sobre issoInformações e privacidade no Twitter Ads