21 mar 2019

Leia o jornal mensal aqui!

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
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Seguindo orientação do movimento sindical bancários, o Sindicato de Itabuna realizou manifestação em frente a agência da Caixa Grapiúna.

A mobilização é uma resposta aos recentes posicionamentos da nova diretoria, que já deu início ao desmonte da Caixa com a venda de ativos e promete privatizar as áreas mais rentáveis do banco ainda este ano.

Para tentar conter o enfraquecimento do maior banco público do América Latina e principal agente do desenvolvimento social do país, os movimentos contra a privatização da Caixa, por meio da Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa), levantam as seguintes bandeiras:

                Em defesa da Caixa 100% pública.

                Contra a venda das áreas mais lucrativas do banco.

                Na defesa do seu papel social.

                Contra as manobras que reduzam o lucro da Caixa.

                Mais reconhecimento ao trabalho.

                Por mais empregados já.

                Fim do assédio moral na empresa. 

A mobilização também ocorrerá nas redes sociais, com a hashtag #ACaixaédoBrasil. Em protesto, os empregados devem vestir preto no Dia de Luta.

O desmonte da Caixa

Emanoel Souza, funcionário da Caixa e vice-presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe fala dentro de uma unidade da Caixa em Salvador.

Desde que tomou posse, o novo presidente, Pedro Guimarães, vem colocando em prática seu cronograma de fatiamento da empresa, combinando a venda de ativos com maior liquidez e menos resistência política. O processo tem início com a venda de participações que o banco detém ou gere em outras estatais. A finalidade dessa operação é enfraquecer a Caixa e torná-la cada vez mais deficitária, já que o fatiamento de ativos societários inclui a venda dos produtos e serviços mais rentáveis. Ou seja, quanto mais rápido o lucro e menor resistência à sua venda, mais acelerada seguirá a privatização do banco. O processo, assim, visa tornar-se mais palatável e menos perceptível, sem confronto político com diversos setores da sociedade.

Segundo o Datafolha, 60% dos brasileiros rejeitam as privatizações. No entanto, a nova gestão do banco também promete passar ao mercado unidades rentáveis nas áreas de seguro (Caixa Seguradora), gestão de ativos, loterias e cartões. A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) chama atenção para a privatização disfarçada, já que a Caixa tem um papel social insubstituível. “O desmonte terá consequências diretas para os empregados, mas também haverá reflexos para toda sociedade, na oferta da moradia e infraestrutura, no bem-estar dos trabalhadores e de toda população”, afirma o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

A Caixa é o banco da casa própria, por ser responsável por sete em cada dez financiamentos habitacionais no Brasil (no caso da moradia popular, chega a 90%). A Caixa é o banco do trabalhador, pois paga o seguro-desemprego, o abono-salarial e o PIS, entre outros benefícios.  Mas também é o banco da poupança (40% das poupanças brasileiras) e o banco da infraestrutura, pois leva saneamento básico, energia e urbanização aos municípios mais distantes. Além disso, 37% da arrecadação das loterias vão para programas sociais que atendem milhões de brasileiros.

Por ser uma instituição tão presente na vida dos brasileiros, é possível acreditar que a venda das suas mais rentáveis áreas beneficiará à população? Ou vai apenas atender aos interesses do sistema financeiro privado? Algumas informações ajudam a responder esses questionamentos. Segundo avaliação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômicos (Dieese), apenas na área de asset (gestão de ativos), a Caixa obteve crescimento expressivo nos últimos anos, superando o patamar de R$ 1,8 bilhão, em 2017, e com previsão de mais de R$ 2,1 bilhões, em 2018. Receita importante também foi observada no segmento de cartões, com números superiores a R$ 2 bilhões anuais nos últimos cinco anos. O montante estimado para 2018 supera R$ 2,1 bilhões, com variação em torno de 2,8% em relação a 2017. Essas são as áreas que a nova diretoria pretende entregar ao mercado.

Além disso, os empregados contestam a necessidade de fazer uma provisão bilionária – como anunciado pelo presidente Pedro Guimarães – para cobrir perdas esperadas com calotes na carteira de financiamento imobiliário e a desvalorização de imóveis retomados pelo banco.   A Caixa, porém, é o banco com menor inadimplência nesta carteira.

Segundo Dionísio Reis, os empregados solicitaram reunião com a diretoria para que se esclarecesse as mudanças que estão sendo feitas, mas o banco se recusou a passar tais informações e esclarecimentos às entidades de representação dos empregados. O coordenador do CEE/Caixa destaca ainda que poderá ter redução na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que os empregados recebem. “Foram esses empregados que deram duro e conseguiram superar as metas estipuladas pelo banco. A nova direção da Caixa, no entanto, não quer reconhecer o esforço dos trabalhadores”, afirma o coordenador da CEE/Caixa.Para mais informações

www.contrafcut.org.br

www.naotemsentido.com.br

15 mar 2019

De preto, empregados da Caixa fazem ato hoje

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Empregados da Caixa vestem preto nesta sexta-feira (15/03) e realizam manifestações nas agências e nas redes sociais. Em todas as publicações, os bancários devem usar a hashtag #ACaixaÉdoBrasil. Em Salvador, a mobilização começa pela unidade da Baixa dos Sapateiros, a partir das 10h.

A intenção é alertar a sociedade sobre os prejuízos que toda a nação corre, caso o banco seja privatizado, como sinaliza as ações da atual direção da empresa. O desmonte corre aceleradamente, comprometendo os programas geridos pela instituição e o atendimento à população.

Com 4,2 mil agências, 23,5 mil correspondentes bancários e 30,6 milhões de máquinas de autoatendimento, a Caixa está nos quatro cantos do país, desde os municípios de difícil acesso às grandes cidades, atendendo 84,1 milhões de correntistas e poupadores.

O banco está presente na vida até daqueles que não têm relação direta, levando energia, rede de esgoto, asfalto e água. As operações de saneamento básico e infraestrutura receberam R$ 82,7 bilhões somente em 2017. E não é só isso. A Caixa é líder no mercado habitacional, com 69% da carteira de crédito. Ainda guarda 40% da poupança dos brasileiros.

As loterias, com venda marcada para o dia 26 de março, ajudam em projetos de segurança, educação e saúde. No ano passado, R$ 5,2 bilhões foram transferidos aos programas sociais nas áreas de seguridade social, esporte, cultura, educação, segurança pública e saúde. O valor corresponde a 37% da arrecadação.

Tudo isso pode acabar e só o Brasil tem a perder. Para se ter ideia, no último ano, os empréstimos para as micro e pequenas empresas caíram em cerca de 25%. A tendência é que mais cortes aconteçam com as medidas do governo Bolsonaro. 

Vale lembrar que ao assumir a presidência da Caixa, Pedro Guimarães anunciou a privatização de áreas importantes como seguros, cartões, assets, loterias. Os ativos já estão sendo vendidos. Para completar, o quadro de pessoal não pode passar dos 87.250, comprometendo o atendimento à população e a imagem da instituição.

Fonte: O Bancário

A aprovação da reforma da Previdência encaminhada por Jair Bolsonaro à Câmara Federal está longe de ser favas contadas no Congresso Nacional, ao contrário do que alardeia o governo. De acordo com levantamento do jornal Valor em parceria com a empresa de consultoria Atlas Político, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) tem, hoje, o apoio incondicional de apenas 95 deputados.

Outros 54 parlamentares declaram apoio condicional, ou seja, não concordam com todo o texto e exigem alterações para votarem favoravelmente. De outro lado, 144 deputados são totalmente contra, um pouco mais do que a bancada total de oposição, que reúne 134 votos. A maioria, por enqanto, é composta de indecisos, que somam 220 nomes. É este contingente que vai decidir a parada.

Para sair vitorioso no Congresso o governo precisa assegurar maioria qualificada, requerida para emendas à Constituição, o que significa pelo menos 308 votos. Ou seja, os governistas terão de conquistar 213 votos até o momento em que o texto, depois de aprovado nas comissões, for submetido à votação do plenário. Resta evidente que a batalha em torno da Previdência está ainda longe de um desfecho e que os movimentos sociais, com apoio dos partidos de oposição, podem acabar impondo uma derrota à dupla Bolsonaro/Guedes.

Para angariar votos, o governo já está recorrendo ao famoso toma-lá-dá-cá que tanto criticou antes da possse, esquecendo e contrariando as demagógicas promessas de campanha, de que realizaria uma administração pautada pela moralidade e o combate implacável a todas as formas de corrupção.

Bolsonaro mal começou o governo e já liberou R$ 1 bilhão em emendas para satisfazer os deputados. As emendas são uma das mais clássicas moedas de troca usadas entre Executivo e Legislativo, e a gestão de extrema direita vinha sendo cobrada por parlamentares insatisfeitos com a demora para acenar com a liberação de verbas para estados e municípios.

Este e outros fatos indicam que o governo considera a aprovação da Previdência uma batalha vital e que não medirá esforços para conseguir o apoio do Congresso Nacional. A reforma endurece as regras do INSS, reduz benefícios conquistados pela classe trabalhadora, acaba progressivamente com a aposentadoria pública e abre caminho à privatização do sistema através do regime de capitalização, razão pela qual transformou-se numa exigência dos banqueiros e grandes capitalistas.

O movimento sindical, em parceria com os parlamentares de oposição e o conjunto dos movimentos sociais, já está preparando a musculatura para o combate e a defesa do maior programa de distribuição de renda do Brasil. Sexta-feira, 22 de março, Dia Nacional de Lutas e Paralisações contra a reforma de Bolsonaro, será apenas o início. As centrais estão convencidas da necessidade de deflagrar uma greve geral para impedir este novo golpe que estão armando contra a classe trabalhadora brasileira. 

Umberto Martins
Fonte: Valor/Atlas Político 

Por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (14) que crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, quando investigados junto com caixa dois, devem ser processados na Justiça Eleitoral.

A decisão do Supremo é um revés histórico para a Operação Lava Jato e o juiz Sergio Moro, hoje ministro de Jair Bolsonaro. Os procuradores da força-tarefa, que criaram a chamada República de Curitiba, afirmam que a Justiça Eleitoral não é estruturada para julgar crimes complexos e que nela pode haver impunidade. Eles foram chamados de “cretinos” pelo juiz Gilmar Mendes.

“São uns cretinos, não sabem o que é processo civilizatório, não sabem nem o que é processo”, disparou o magistrado, que também criticou a fundação criada pelos heróis da Lava Jato para abocanhar R$ 2,5 bilhões da Petrobras. “Sabe-se lá o que poderiam estar fazendo com este dinheiro”, exclamou Gilmar. A iniciativa, ilegal e suspeitíssima, foi impugnada pelo STF e pela própria procuradora geral da República, Raquel Dodge.

A maioria do STF entendeu de forma diferente dos procuradores e de Moro, impondo uma derrota à República de Curitiba, que coleciona desgastes ao longo dos últimos dias, o maior deles veio através da malfadada fundação criada pelos procuradores para “administrar” uma pequena fortuna de R$ 2,5 bilhões subtraídos da Petrobras. O esquema ilegal veio à luz e está sendo desmontado.

Para seis ministros, o Código Eleitoral é claro ao definir que cabe aos juízes eleitorais processar os crimes eleitorais e também os crimes comuns (como corrupção) que lhes foram conexos. Votaram contra a Operação Lava Jato nesta quinta-feira (14) os seguintes ministros: Marco Aurélio Mello; Alexandre de Moraes; Ricardo Lewandowski; Gilmar Mendes; Celso de Mello e Dias Toffoli, presidente do STF.

Embora blindada e exaltada pela mídia hegemônica, a Lava Jato causou sérios prejuízos ao Brasil, foi um golpe mortal para a engenharia nacional e liquidou bem mais do que um milhão de postos de trabalho, contribuindo decisivamente para o agravamento da crise econômica. Destruiu as multinacionais verde e amarelo da construção civil para deleite das concorrentes norte-americanas, enfraqueceu a Petrobras, inclusive entregando segredos da petrolífera aos EUA e abriu caminho à prisão injusta do Lula e eleição de Jair Bolsonaro. É este o seu triste e doloroso legado.  

Fonte: Portal CTB

Ana Prestes revela que vários países programaram atos em homenagem à ex-vereadora, com a chamada: Florescer por Marielle Franco

Por Ana Prestes  

– Um ano após o assassinato de Marielle Franco, sua história segue repercutindo na imprensa internacional como o retrato de um Brasil injusto. Somada à prisão política de Lula, a morte da vereadora colocou o Brasil como um dos países mais comentados externamente quando o tema é violência política.

– Vários países terão atos em homenagem a Marielle com a chamada: Florescer por Marielle Franco. Buenos Aires tem uma convocatória para as 18 horas no Obelisco.

– O massacre da escola de Suzano, que vitimou dez pessoas ontem (13), também repercutiu muito na imprensa internacional nas últimas horas.

– Em café da manhã com jornalistas ontem (13), Bolsonaro informou que irá trocar aproximadamente 15 embaixadores brasileiros no exterior, naqueles que ele considera “postos-chave”. Entre eles, EUA e França. Atualmente, o embaixador brasileiro nos EUA é Sergio Amaral e é ele quem prepara a visita de JB ao país nos próximos dias 17 a 19 deste mês. Um dos cotados para assumir o posto, Murillo de Aragão, foi bombardeado nos últimos dias nas redes por Olavo de Carvalho que escreveu: “By the way, Murillo Aragão é homem de Lula”.

– Acontece nesta manhã de quinta (14) em Curitiba, no âmbito da reunião dos Brics, com vice-chanceleres dos cinco países membros, um encontro no qual o chanceler Ernesto Araújo tentará convencer russos e chineses a retirarem seu apoio a Maduro, presidente da Venezuela. Índia não tem posição sobre o tema e a África do Sul acompanha Rússia e China. O sonho de Araújo é arrancar uma declaração do Brics em apoio ao autointitulado presidente encarregado da Venezuela, Juan Guaidó.

– A ministra Damares Alves está representando o Brasil na 63ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher da ONU (CSW). Durante seus pronunciamentos ela falou contra o aborto e que as políticas de proteção e defesa dos direitos das mulheres terão prioridade, mas sem apresentar dados ou projetos. Damares também discursou contra o aborto em reunião da Comissão de Direitos Humanos da ONU em fevereiro. Ela teve três oportunidades de discursar e em nenhuma apresentou medidas concretas. Disse que quer voltar à ONU para anunciar que o Brasil “se tornou um lugar seguro para ser mulher e uma das melhores nações do mundo para se criar meninas”.

– O sistema de energia elétrica foi restabelecido na Venezuela. O apagão começou há uma semana, na quinta passada, e afetou todo o país. Um incêndio teria sido a causa do blecaute. O governo Maduro encontrou indícios materiais de sabotagem. Oposição usa episódio para tentar manter acesa a chama do golpismo e fala em corrupção e falta de manutenção do sistema elétrico.

– Um comandante do exército do Uruguai, Guido Manini Rios, foi demitido pelo presidente Tabaré Vázquez, após criticar a justiça do país. A crítica foi pelo fato de o Poder Judiciário ter acusado militares uruguaios de violação dos direitos humanos durante a ditadura militar no país entre 1973 e 1985. Guido já havia recebido uma pena de 30 dias de detenção em 2018, após ter dado declarações polêmicas sobre a reforma da previdência dos militares do Uruguai. O ex-comandante do Exército ficou conhecido no último período por sua proximidade com Bolsonaro. Apareceu em fotos com o presidente brasileiro, enquanto o presidente Tabaré apenas cumprimentou rapidamente Bolsonaro na posse em Brasília, em 1º de janeiro.

– Theresa May sofreu nova derrota ontem (13) no parlamento britânico. Foi aprovada resolução indicando que o governo britânico não deve trabalhar uma saída do bloco sem acordo, o que seria o Brexit duro. Hoje (14), haverá nova votação para decidir se o RU pedirá ao bloco europeu uma extensão do prazo para além de 29 de março.

– O gasoduto Nord Stream 2, que dobrará a quantidade de gás enviado hoje da Rússia para a Alemanha, volta a ser alvo de disputa na Europa. No último dia 12 (terça), o Parlamento Europeu aprovou um projeto em que pede medidas para bloquear o funcionamento do duto. O projeto afronta a maior economia do bloco, a Alemanha, que compra 40% de seu gás de Moscou. O gasoduto está em fase final de construção e deve ficar pronto até o começo de 2020. A polêmica está no contexto da anexação da Criméia pela Rússia há cinco anos.

– Ontem, com o massacre de Suzano, o tópico “armas” ficou na lista dos assuntos mais comentados no Twitter Mundial.

Ana Prestes

Socióloga, mestre e doutora em Ciência Política pela UFMG. Autora da tese “Três estrelas do Sul Global: O Fórum Social Mundial em Mumbai, Nairóbi e Belém” e do livro infanto-juvenil “Mirela e o Dia Internacional da Mulher”. É membro do conselho curador da Fundação Maurício Grabois, dirigente nacional do PCdoB e atua profissionalmente como assessora internacional e assessora técnica de comissões na Câmara dos Deputados em Brasília.

Fonte: revistaforum.com.br via Portal CTB


No exterior Lula é considerado o que realmente é hoje: um preso político

Condenado injustamente pelo juiz Sergio Moro, que limpou o meio de campo para eleição de Bolsonaro do qual depois tornou-se ministro, Lula continua admirado e amado no exterior, em particular pelos representantes da classe trabalhadora, que sabem bem da importância do maior líder popular do Brasil para a luta política popular.

O ex-presidente recebeu nesta quinta-feira (14) o Prêmio de Direitos Humanos George Meany-Lane Kirkland 2019. A homenagem foi concedida pela Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO), a maior central operária dos Estados Unidos e Canadá. O prêmio leva o nome de George Meany-Lane Kirkland, ex-presidente da central sindical, e começou a ser entregue em 1999, ano de seu falecimento.

“Lula e os vibrantes movimentos sociais brasileiros continuam tanto como atores reais na luta diária por justiça social no Brasil, assim como símbolos da esperança que todos compartilhamos por um retorno da democracia”, diz um dos trechos da mensagem da Federação do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais, cuja íntegra é reproduzida abaixo:

Como migrante, trabalhador, líder sindical e visionário político, Luiz Inácio Lula da Silva passou sua vida lutando por democracia e pelos direitos dos trabalhadores e comunidades excluídas no Brasil. Como presidente, de 2003 a 2010, Lula resgatou milhões de pessoas da pobreza e estendeu o acesso à educação superior e à habitação a milhares de cidadãos de baixa renda. Ele se tornou um líder respeitado em todo o mundo por aqueles que acreditam que uma economia global sustentável depende de uma melhor distribuição da prosperidade. Por isso, a AFL-CIO honra Luiz Inácio Lula da Silva com seu prêmio de direitos humanos George Meany-Lane Kirkland.

Em seu compromisso para ampliar o acesso a uma vida decente e a direitos básicos, Lula tem sido fiel às suas origens no carente Nordeste brasileiro, onde viveu antes de migrar para São Paulo com sua mãe e irmãos. Como líder de um importante sindicato metalúrgico no fim dos anos 70, ele conduziu trabalhadores que enfrentavam a ditatura no país para democratizar locais de trabalho e sindicatos. Lula foi um personagem crucial na ampla aliança de movimentos sociais de massa, artistas e intelectuais, mulheres e homens, e brasileiros de todas as raças, que restabeleceu a democracia no Brasil em 1985.

Naquela jovem democracia, Lula lutou sem descansar para colocar o maior número possível de pessoas numa situação de igualdade de direitos e de uma vida decente que um país tão grande quanto o Brasil poderia oferecer a seu povo. Durante sua Presidência, o Brasil apresentou progresso concreto e consistente em termos de inclusão social, e todos os brasileiros prosperaram. Mas desde 2015, opositores a tal progresso aproveitaram a retração econômica, o ressentimento da elite por ter perdido o controle do país e o preconceito contra muitos de seus cidadãos para levar o país para trás, congelando os investimentos em educação e saúde por vinte anos, minando direitos trabalhistas, revertendo avanços em igualdade racial e de gênero, ameaçando a floresta amazônica e povos indígenas e semeando o ódio e medo em seus discursos e ações.

Para avançar sua agenda, esta elite minou as frágeis instituições democráticas brasileiras, especialmente o Judiciário, e tomou medidas extraordinárias e ilegais para impedir que Lula concorresse à eleição presidencial em outubro de 2018, quando pesquisas apontavam sua vitória. Desde 7 de abril de 2018, Lula é um prisioneiro político, condenado por “atos oficiais não especificados” tendo como prova contra ele apenas informações originadas em delações premiadas sem documento. Contrariamente à Constituição brasileira, ele permanece preso enquanto recursos ainda estão sendo examinados e foi impedido de comparecer ao funeral de seu irmão, embora o Brasil permita tais saídas a milhares de prisioneiros todos os meses. Enquanto estava preso durante a ditadura nos anos 70, Lula teve mais acesso a seus direitos do que no Brasil de hoje.

O crime de Lula foi ter a audácia de tirar mais de 30 milhões de pessoas da pobreza e desafiar os privilégios da poderosa elite que há muito age como se fosse dona do Brasil. Durante este período difícil, a mensagem de Lula e do amplo movimento social que ele e seus aliados construíram permanece clara: a luta continua.

A AFL-CIO junta-se ao Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas no pedido para que os direitos políticos integrais de Lula sejam restaurados, e nos unimos com o movimento trabalhista global na demanda para que Lula seja absolvido imediatamente e liberado de uma perseguição política profundamente injusta.

Lula e os vibrantes movimentos sociais brasileiros continuam tanto como atores reais na luta diária por justiça social no Brasil, assim como símbolos da esperança que todos compartilhamos por um retorno da democracia em muitos países que atualmente passam por períodos sombrios de aumento da desigualdade e ódio contra migrantes, trabalhadores, e líderes e visionários comprometidos com justiça social.

A AFL-CIO reconhece as décadas de luta de Lula para avanço dos direitos dos trabalhadores, fortalecimento da democracia brasileira, e sua luta para maior igualdade e justiça no mundo. As mulheres e homens da AFL-CIO concedem este prêmio a Lula e prometem continuar na nossa solidariedade com a luta por justiça e democracia no Brasil e no mundo.

Com informações do Instituto Lula via CTB