13 de agosto é o dia da Greve Nacional da Educação. Convocada por professores, estudantes e o pessoal técnico-administrativos, a paralisação será temperada por manifestações que prometem sacudir as capitais e centenas de outras cidades do país.

Na pauta do movimento constam a defesa de mais verbas para a Educação pública, contra o corte de verbas e desmonte que o governo Bolsonaro está provocando, bem como pela liberdade de cátedra e contra a chama Escola Sem Partido.

A CTB, junto com as demais centrais sindicais e os movimentos sociais, também vão engrossar as manifestações e levarão às ruas faixas e bandeiras contra a reforma da Previdência, o desemprego e a redução de direitos e salários.

“Orientamos todas as entidades filiadas e a militância cetebista a mobilizar as bases para os atos que estão programados para esta terça-feira”, declarou o presidente da Central, Adilson Araújo.

“O Brasil está à beira do precipício, a economia caminha para a recessão, temos mais de 13 milhões de desempregados buscando uma ocupação somado a 5 milhões que desistiram de procurar emprego e um governo submisso aos EUA que não faz nada para reverter a situação, favorecer a retomada do crescimento econômico e a redução do desemprego”, ressaltou.

Para fazer frente a esta situação “é imperioso ocupar as ruas”, acrescentou Araújo. “Vamos dar continuidade às grandes mobilizações dos dias 15 de maio, 30 de maio e 14 de junho. As eleições primárias realizadas domingo (11) na Argentina mostram o descontentamento do povo lá com a obra de restauração neoliberal do governo Macri. Sei que aqui também grassa a insatisfação e vamos demonstrar isto nesta terça”, finalizou.

Fonte: Portal CTB

13 ago 2019

Educação perde quase R$ 1 bilhão com reforma

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Educação perde quase R$ 1 bilhão com reforma]

Aos que acreditavam no investimento do governo Bolsonaro para a educação, deveriam saber que foi às custas deste tão precário setor que o presidente conseguiu aprovação dos parlamentares na reforma da Previdência. Dos R$ 3 bilhões liberados em emendas parlamentares, quase R$ 1 bilhão foram remanejados do orçamento do MEC (Ministério da Educação).


Do total dos recursos que estavam congelados sob a promessa de liberação para o caso de melhorias na economia, R$ 926 milhões foram utilizados durante as negociações de apoio à PEC 006/2019. O montante representa 16% do total bloqueado para o MEC neste ano, que soma R$ 5,8 bilhões. 


Os recursos saíram de ações como o apoio à manutenção da educação infantil, concessão de bolsas na educação superior e básica e o apoio ao funcionamento de instituições federais de ensino. Um completo absurdo.

Fonte: O Bancário

13 ago 2019

Sem crise. Lucro dos bancos vai a R$ 43 bilhões

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Sem crise. Lucro dos bancos vai a R$ 43 bilhões]

A crise econômica que assola o país atinge em cheio o trabalhador. Muitos estão sem emprego, atolados em dívidas, na informalidade para sobreviver. Mas, esta realidade é só para a base da pirâmide. Do outro lado da corda, o sistema financeiro, que só lucra. 


O balanço do primeiro semestre dos quatro maiores bancos do país – BB, Bradesco, Itaú e Santander – bateu na casa dos R$ 42,9 bilhões, crescimento médio de 20,4% em 12 meses. A carteira de crédito (R$ 2,3 trilhões) e as receitas com operações de serviços puxaram a alta.
 

Boa parte do lucro dos bancos sai do bolso do cidadão. Para se ter ideia, no primeiro semestre, um total de R$ 55,8 bilhões saíram das contas dos clientes e foram direto para os cofres das organizações financeiras. O valor cobre com folga as despesas com pessoal, inclusive a PLR (Participação nos Lucros e Resultados). 
 

Além do correntista, no sistema financeiro, o é “tempo ruim” para o bancário, que trabalha sobrecarregado e com medo de ser o próximo na lista de cortes. O Itaú, por exemplo, fechou 983 postos de trabalho em 12 meses completados em junho. À frente, o BB, com menos 1.507 vagas. Os dados são do levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). 

Fonte: O Bancário

13 ago 2019

Dinheiro liberado do FGTS só para quitar dívidas

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Dinheiro liberado do FGTS só para quitar dívidas ]

Se engana quem pensa que diante do anúncio do governo da liberação de R$ 500,00, junto à Caixa, para saque de contas ativas e inativas do FGTS, o dinheiro aquecerá a economia. A medida irá beneficiar apenas os bancos, já que 36% dos brasileiros têm dívidas de até o valor que está sendo liberado. 


De acordo com o Serasa Experian, 23 milhões de brasileiros devem até R$ 500,00, dentro do universo de 63 milhões de inadimplentes do país. Ainda segundo o órgão, São Paulo e Rio de janeiro são os dois maiores estados com o maior volume de pessoas com dívidas em atraso no valor do saque. 


Diferente do que foi prometido, o dinheiro não irá melhorar a economia do país. Com a taxa de inadimplência tão alta, o saque será utilizado para quitar os débitos ou pelo menos servirá como entrada para solucionar as dívidas que se acumulam. Ou seja, só irá aquecer os cofres bancários. 


Economistas avaliam que a medida vai gerar um pequeno impacto na economia, com efeito positivo para o trabalhador endividado. Enquanto o governo não gerar emprego e renda para os milhares de desempregados, soluções paliativas serão tapa buracos no rombo que só se alastra pelo Brasil. 

Fonte: O Bancário

13 ago 2019

Reforma tira do povo e entrega para os bancos

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Reforma tira do povo e entrega para os bancos ]

O discurso do governo, apoiado pela grande mídia, é de que a reforma da Previdência é a vilã nas contas públicas. Segundo a equipe de Bolsonaro, com a PEC 6/19, o país vai economizar cerca de R$ 1 trilhão na próxima década. Justamente o valor que, nos últimos 10 anos, foram destinados para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública. 


Enquanto retira recursos dos trabalhadores, aposentados e pensionistas, a reforma da Previdência beneficia setores que já “nadam” em dinheiro, como os bancos e os investidores. 
 

Ao invés de mexer nos direitos de quem mais precisa, o governo federal deveria adotar medidas como uma auditoria da dívida pública interna, taxar as grandes fortunas acima de R$ 20 milhões, e fazer a tributação sobre lucros e superiores a R$ 360 mil mensais. 
 

Apesar de divulgarem que a Previdência é deficitária, a Seguridade Social registrou superávit de R$ 1 trilhão entre 2005 e 2016. Então, na verdade, a reforma da Previdência é uma demanda do mercado financeiro, não do povo.
 

A reforma, que foi aprovada na Câmara Federal, reduz os valores das aposentadorias, aumenta o tempo de contribuição e estabelece a idade mínima de 62 anos (mulheres) e 65 (homens). Para ter direito à aposentadoria integral, o trabalhador terá de contribuir por 40 anos.

Fonte: O Bancário

13 ago 2019

Caixa descumpre decisão da Justiça sobre PCD

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Caixa descumpre decisão da Justiça sobre PCD]

A Caixa descumpre a decisão do TRT10 (Tribunal Regional do Trabalho do Distrito Federal e do Tocantins), que obriga o banco a cumprir a cota legal de contratação de PCD (Pessoas com Deficiência), como prevê a lei 8.213/91. 


A instituição financeira foi condenada e teria de contratar 2.500 pessoas com deficiência para se adequar à legislação, que exige um percentual de 5% de PCDs no preenchimento das vagas de empresas com mais de 1 mil empregados. 


Segundo dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), a Caixa só tinha 78,5 mil empregados em fevereiro deste ano. Desses, apenas 1.371 tem alguma deficiência, o equivalente a 1,75% do total. O não cumprimento da decisão condena o banco a pagar uma multa máxima de R$ 1 milhão por dia.

Fonte: O Bancário

13 ago 2019

Dois meses de Vaza Jato: o que se sabe até aqui

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Depois de cerca de 40 reportagens, é notório que a Vaza Jato sacudiu o sistema político brasileiro e colocou na corda-bamba o juiz considerado por muitos até então como herói nacional, Sérgio Moro, e seu fiel escudeiro, o procurador Deltan Dallagnol.

A Vaza Jato completa nesta sexta-feira (9) dois meses de reportagens. Desde as três primeiras, publicadas pelo The Intercept Brasil em 9 de junho, a Fórum esteve comprometida em reportar os escândalos expostos nas mensagens trocadas entre procuradores do MPF de Curitiba e o ex-juiz federal Sérgio Moro, destacando tanto os pontos principais das reportagens produzidas pelo Intercept  e seus parceiros (FolhaVejaEl PaísUol e Reinaldo Azevedo) quanto o que aparecia nos chats sem grande destaque.

Depois de cerca de 40 reportagens, é notório que a Vaza Jato sacudiu o sistema político brasileiro e colocou na corda-bamba o juiz considerado por muitos até então como herói nacional, Sérgio Moro, e seu fiel escudeiro, o procurador Deltan Dallagnol. As ilegalidades, ameaças e manobras realizadas pela dupla hoje já atrai a atenção do Supremo Tribunal Federal, que pode começar a agir nos próximos dias.

As últimas reportagens, que mostraram uma obsessão de Dallagnol em colocar a queda de um ministro do STF como “marco” da Lava Jato, após orquestrar uma prisão sem provas contra o ex-presidente Lula, fizeram os ministros da Corte abrirem de vez os olhos para a trama e a se movimentarem. Gilmar Mendes, alvo preferido de Dallagnol, declarou nesta quinta-feira que Deltan e Moro não tem mais condição de seguirem nos cargos.

“Afastados ou não, eles já não têm mais condições de exercer suas funções, porque se forem tomar qualquer ação, já estarão com a onda de suspeita. O triste é que se organiza uma força-tarefa para combater o crime e ela começa a praticar o crime”, disse Gilmar.

Vazamentos mais recentes

Nos últimos dias foi revelado que procuradores da Lava Jato comemoraram a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 e que passaram a sonhar mais alto com o impeachment de Gilmar Mendes, articulado por Deltan Dallagnol. Ele montou uma estratégia de investigação ilegal – vedada a procuradores de primeira instância – para tentar derrubar o ministro, mas também “sonhava”, segundo o próprio, em ver Dias Toffoli fora da corte. Dallagnol foi alertado por outros procuradores da ilegalidade dos seus atos, mas fez pouco caso.

Além disso, foi revelado que corregedor do MP deixou de abrir processo contra Dallagnol, por conta de palestras, devido a uma “consideração” que tinha por ele e pelo procurador Januário Paludo, que dá nome aos grupos dos procuradores. Dallagnol também comandou investigação ilegal contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e a esposa dele, Roberta Rangel, para retaliar decisões do ministro contrárias aos interesses da Lava Jato.

Moro também foi alvo de divulgações mais recentes. As conversas expuseram que o ex-juiz federal omitiu palestra e valor recebido em evento no Rio Grande do Sul, contrariando resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Cronologia da Vaza Jato

Junho: Lula, FHC, Folha e MBL

Cerca de de 40 reportagens da série já foram publicadas no The Intercept Brasil, na Revista Veja, na Folha de S. Paulo, no El País, no Uol e na coluna de Reinaldo Azevedona BandNews e no UOL. Fórum buscou reproduzir os pontos destacados por esses veículos, mas também, com base trechos disponibilizados, avançar por outros caminhos.

As três primeiras matérias vieram em 9 de junho, com o Intercept, e mostraram que força-tarefa da Lava Jato atuou com o objetivo de impedir vitória eleitoral de Fernando Haddad e antecipar prisão de Lula. Além da busca por de impedir entrevista de Lula, já preso, Moro aparece orientando Dallagnol e acordado vazamento de áudio de Lula e Dilma com o procurador.

No dia 13, nos trechos completos das primeiras mensagens foram revelados e o BuzzFeed News publicou reportagem mostrando relação do que estava escrito nas mensagens com despachos feitos por procuradores. No dia seguinte, nova divulgação do The Intercept Brasil mostrava que Moro mandou procuradores atacarem defesa de Lula após depoimento de caso triplex, procuradores combinaram de usar Marisa para atacar Lula e MPF monitorava imprensa e Twitter para saber como atuar.

Trechos envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foram divulgados no dia 14, data do aniversário dele, mostrando que Moro buscou blindar FHC na Lava Jato pois “apoio” do tucano seria “importante” e que o Instituto FHC seria investigado apenas para passar sensação de apartidarismo da Lava Jato.

Com a Vaza Jato ganhando os noticiários, o ex-juiz federal foi ao Senado no dia 19 de junho comentar sobre as revelações e, em uma declaração, afirmou que “em nenhum momento no texto, há alguma solicitação de substituição” da procuradora Laura Tessler. No dia 20 de junho o colunista Reinaldo Azevedo publica seu primeiro vazamento e mostra que Moro mandou e o MPF excluiu Tessler.

No dia 23 de junho, foi a vez da Folha de S. Paulo publicar conversas da Vaza Jato após comprovar a autenticidade do material. Nas mensagens, Moro chama o MBL de “tontos” por manifestação, o MPF aparece tentando blindar Moro de Teori Zavascki e o ex-juiz federal aparece repreendendo procuradores por “lambança”.

Em 28 de junho, em novas mensagens procuradores da Lava Jato demonstram não confiavam em Moro e apontam parcialidade, Dallagnol se dizia “preocupado” com ida de Moro para ministério de Bolsonaro. Além disso, Dallagnol conversa com colegas do MPF sobre possibilidade de acelerar ação contra Jaques Wagner para impactar na eleição de 2018. Colocadas em dúvida por bolsonaristas, essas mensagens foram confirmadas por um procurador ao Correio Braziliense.

Julho: Veja, Faustão, Venezuela, palestras de Deltan, Barroso e Flávio Bolsonaro

Pivô da prisão de Lula, Léo Pinheiro também aparece nas conversas.As mensagens mostram que ele precisou mudar versão duas vezes para incriminar Lula. O protocolamento da denúncia contra o ex-presidente, inclusive, foi comemorada no chat da dupla, como mostrou a Veja em sua primeira reportagem inédita sobre o material, em 5 de julho.

Foi a partir da Veja, inclusive, que o apresentador Fausto Silva, o Faustão, comprovou a autenticidade de conversas, afinal, ele aparecia dando dicas à Lava Jato de como ser “mais povão”. Os diálogoa também revelaram que Moro mentiu para Teori Zavascki para manter processos, como os de Lula, em Curitiba e que ele barrou delação de Eduardo Cunha.

A atuação suja da operação rompeu fronteiras e foi seletiva até mesmo na Venezuela. Moro determinou que Lava Jato vazasse dados sigilosos sobre a Venezuela. Dallagnol promoveu a divulgação mesmo sabendo que era ilegal.

Em 9 de julho, um mês depois da primeira reportagem, vaza o primeiro áudio. Na gravação, Deltan comemora proibição da entrevista de Lula à Folha. Essa mensagem de áudio foi periciada por instituto renomado e a autoria foi confirmada. O foco então se recaiu sobre ele e novas conversas apontavam que ele buscava lucrar cerca de R$ 400 mil ao se aproveitar da fama da Lava Jato aco criar empresa em que colocaria a mulher como laranja. Ele ainda aparece incentivando Moro a subir valor cobrado pelo então juiz por palestra.

Para convencer Moro a se jogar no ramo das palestras, ele também cita viagem ao Ceará com tudo pago para ele e para a família, com direito à acesso ao Beach Park e mais R$ 30 mil na conta. Ele ainda festejou por não ter sofrido punição de Conselhos do MP e da Justiça por palestras. É a partir do procurador, também, que aparece o ministro Luís Roberto Barroso, que marcou coquetel com Moro e Dallagnol em “máxima discrição” para debater sobre a Lava Jato. O jornalista Reinaldo Azevedo, quem divulgou a relação, destacou que a parceria mostrava “a estratégia de um sedutor”.

Dallagnol também aparece como mentor, junto de Sérgio Moro, de uma estratégia de uso de dinheiro da 13ª Vara para a elaboração de filme publicitário a ser veiculado na Rede Globo, o que é ilegal. Ele queria fazer um “filme de terror contra a corrupção”. Além disso, ele teria acertado com Moro uma reunião secreta para definir os próximos passos da operação.

Apesar da parceria, quando Moro aceitou a vaga de ministro da Justiça, Deltan insinou que, a partir dali, o aliado ia começar a proteger Flávio Bolsonaro para manter boa relação com Jair Bolsonaro e ser indicado ao STF. No entanto, como mostram as conversas, ele também não queria saber de Flávio, o foco dele era o PT e chegou a recusar entrevista ao Fantástico, da TV Globo, para não ter que comentar sobre o filho do presidente.

O coordenador da Lava Jato ainda recebeu dinheiro de empresa delatada e prometeu fez lobby para entregar todo banco de dados da Lava Jato para empresa. Ele ainda fez reuniões com banqueiros de forma clandestina durante o período eleitoral, a partir da XP Investimentos, que pagou pela palestra e garantiu a hotel e motorista particular.

Julho terminou com reportagem da Folha mostrando que Moro divulgou delação de Palocci para uso contra o PT nas eleições de 2018 e que ele não estava seguro da veracidade da denúncia. Nas mensagens, o procurador Paulo Roberto Galvão disse que “Russo [Sérgio Moro] comentou que embora seja difícil provar ele é o único que quebrou a omerta petista”. A divulgação da delação de Palocci por Moro ajudou Bolsonaro nas eleições 2018.

Agosto: El Pais, UOL, STF e Palestras de Moro

Como já citado acima, agosto começou com os olhares voltados para o STF após conversas exporem uma saga conduzida por Deltan contra os ministros do Supremo como forma de intimidação e também como uma espécie de “marco”. A derrubada de um ministro do STF era o “sonho” de Dallagnol. Nesse mês, o El País e o portal Uol se juntaram ao grupo de veículos que passaram a publicar conteúdo inédito com base nas conversas.

Hacker de Araraquara

Em meio à trama da divulgação de conversas vazadas, a Polícia Federal prendeu um grupo de supostos hackers que teriam invadido celulares de vários procuradores, dos ministros Sérgio Moro e Paulo Guedes, além de deputados da base do governo e do presidente Jair Bolsonaro. O material supostamente obtido por eles foi solicitado pelo STF para análise. Os ministros afirmam que a obtenção ilegal não descarta os crimes cometidos que podem estar ali expostos.

Por Lucas Rocha

Fonte: Revista Fórum via Portal CTB

O IBC-BR, índice do Banco Central considerado uma “prévia do PIB”, indicou uma nova queda da atividade econômica, repetindo a tendência negativa registrada no 1° trimestre de 2019. Entre abril e junho, descontados os efeitos sazonais, a economia teria caído mais 0,13%.

E possível que, por diferenças na apuração, que o número oficial, produzido pelo IBGE seja um pouco melhor. Ou, como se falaria para compreender-se mais corretamente, “um pouco menos pior”.

Ainda assim, para baixo ou para cima, estará colado ao zero, o que só tem importância para quem quer prender a ideia de recessão no duro conceito de variação negativa do PIB por dois trimestres consecutivos.

O quadro real que temos é o da estagnação e isso – o que torna tudo muito mais grave – em meio a um quadro de retração da economia mundial.

Que, agora, ganha um “aditivo”: além da retração da China e do mau humor europeu, temos a perspectiva de um segundo semestre desastroso na Argentina, nosso terceiro maior parceiro comercial, onde a iminente vitória da dupla Fernández-Kirchner vai agravar a já difícil situação de nossas trocas.

O real, mesmo com uma queda forte em relação ao dólar, hoje (R$ 4,01, neste momento) alcançou cotação recorde frente ao peso: um real por 13,85 pesos.

Tudo somado, já nem mesmo o zero pode ser considerado a pior hipótese para o resultado do PIB.

Ou alguém acredita que nossas contas jamais serão vermelhas?

Fernando Brito, no Blog Tijolaço via Portal CTB

Os mercados financeiros regiram com nervosismo aos resultados das eleições primárias realizadas na Argentina domingo (11), que constituem uma prévia do pleito presidencial convocado para outubro e sinalizam uma clara rejeição à política de restauração neoliberal implementada pelo governo Macri.

Os ativos da Argentina derreteram em Wall Street nesta segunda-feira (12), após a derrota do neoliberal Mauricio Macri nas primárias, que soaram como uma pá de cal no projeto de sua reeleição em outubro e uma clara desaprovação à continuidade de suas reformas econômicas, feitas ao gosto das classes dominantes locais, do FMI e dos EUA.

Derrota no 1º turno

Na Bolsa de Nova York, os títulos argentinos caíram cerca de 20%, e as ações das empresas do país mais de 50%, em reação ao resultado das primárias de domingo – obrigatórias para os eleitores e consideradas uma prévia das eleições gerais de 27 de outubro, nas quais o peronista de centro-esquerda Alberto Fernández teve uma ampla vantagem sobre Macri.

Fernández, companheiro de chapa da ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015), recebeu 47% dos votos, enquanto Macri conquistou apenas 32%, uma diferença quase insuperável para o governo.

“O mercado agora está assumindo que Macri perderá no primeiro turno”, disse à AFP Jorge Piedrahita, presidente-executivo da Gear Capital Partners, consultoria com sede em Nova York.

“A reação do mercado foi brutal, já que os resultados foram totalmente inesperados”, acrescentou.

Na abertura da Bolsa, os preços dos títulos estavam entre 16 e 24 pontos mais baixos, refletindo uma reavaliação da dívida argentina, de acordo com os especialistas.

Os títulos do país a 100 anos caíram quase 27% em Nova York, a 54,66 centavos por dólar, informou a Bloomberg.

As ações de empresas argentinas em Wall Street (ADRs) registraram vendas sem precedentes. Os mais afetados eram os bancos, diante das preocupações dos investidores com a saúde do sistema bancário local, explicou Piedrahita, que antecipou um possível congelamento de depósitos bancários nos próximos dias, ou semanas.

‘Ruim para os mercados’

O volume das transações mostrava o nervosismo dos mercados – que alguns especialistas descreveram como sinais de “pânico”.

“Alguns ADRs caíram de 20% para mais de 50%. Os títulos caíram muito também”, explicou à AFP Tiago Severo, economista sênior para a América Latina no Goldman Sachs.

Para ele, a sensação geral é que Macri não vai conseguir superar essa distância da chapa opositora Fernández-Kirchner.

“É um resultado bem ruim para os mercados e para muitos investidores que estavam ficando mais otimistas sobre a história argentina”, declarou. O que é ruim para os mercados pode ser bom para o povo argentino, conforme sugere a história. O neoliberalismo aplaudido pelos mercados está condenando o país a um retrocesso econômico e social inaudito.

Oposição com maioria

O banco de investimentos JP Morgan alertou que os resultados de domingo colocam em xeque a continuidade da política de austeridade de Macri e até sugerem que a oposição terá maioria no Congresso em outubro.

“A pressão sobre os mercados financeiros aumentará diante da probabilidade de uma descontinuidade da política”, aponta o relatório.

Macri implementa um rigoroso ajuste fiscal no âmbito de reformas econômicas acordadas no ano passado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em troca de um empréstimo recorde de mais de 56 bilhões de dólares para enfrentar uma corrida cambial em abril de 2018 que fez a inflação disparar e levou à atual crise econômica.

Questionado pela imprensa, o FMI – a quem o neoliberal Macri entregou o comando da economia – não comentou o resultado eleitoral de ontem. A economia argentina, terceira maior da América Latina depois do Brasil e do México, retraiu-se 2,5% em 2018, segundo o FMI. Para este ano, o Fundo prevê uma queda de 1,3% do PIB, que por sinal resulta de sua orientação recessiva.

No primeiro semestre, a inflação foi de 22%, uma das mais altas do mundo, enquanto 32% dos 44 milhões de habitantes foram declarados em situação de pobreza.

Da Redação, com agências via Portal CTB

247 – Após ocuparem o prédio do Ministério da Sáude ontem, contra o desmonte das políticas para os povos indígenas, cerca de 1.500 lideranças participam nesta manhã da  “Marcha das Mulheres Indígenas”, que tem como lema: “Território: nosso corpo, nosso espírito”.


Elas se posicionaram contra a municipalização e a privatização do atendimento à saúde.

Maura Arapiun, uma das coordenadoras da Marcha das Mulheres, defende que “os povos indígenas sejam ouvidos antes de qualquer alteração no modelo de assistência”, como noticiou a Agência Brasil. 

A Marcha das Mulheres Indígenas segue até quarta-feira (14) com debates, atos, shows e caminhadas pelas ruas de Brasília.

Fonte: Brasil 247