3 mar 2020

Mobilização no Congresso em defesa das estatais

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Mobilização no Congresso em defesa das estatais]

A semana será de intensa mobilização em defesa das estatais. O governo já gritou aos quatro ventos que a ordem é privatizar total. Por isso, a pressão nos parlamentares contra o desmonte das instituições tem de ser intensa. Desta terça a quinta-feira (03 a 05/03), o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas realiza visitas às lideranças partidárias e parlamentares.


Nesta terça-feira (03/03), tem reunião do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas no Congresso. Logo em seguida, terão início as reuniões com parlamentares e lideranças. O intuito é discutir leis e medidas provisórias relacionadas a projetos de privatização. 


Para acabar com a soberania nacional, o governo ameaça privatizar empresas importantes para o desenvolvimento, como os bancos públicos e a Petrobras. 


Para correr com as privatizações, o governo quis atropelar o Congresso Nacional – o chamado fast track (via rápida), medida que poderia ser oficializada via decreto e dispensaria projeto de lei. No entanto, após o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, declarar que seria ilegal, o presidente recuou.

Fonte: O Bancário

3 mar 2020

Orçamento público é gasto com juros de banco

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Orçamento público é gasto com juros de banco]

Engana-se quem pensa que a prioridade do governo é a saúde, educação ou segurança pública. De acordo com a Auditoria Cidadã da Dívida, a maior parte do Orçamento Federal em 2019 teve como prioridade o pagamento de juros e amortização da dívida pública. No ano passado, foram gastos R$ 1,038 trilhão.


O valor pago referente a juros e amortização da dívida supera a quantia gasta com Previdência Social, o que já desmonta as justificativas oficiais do rombo no INSS que acabou gerando a reforma da Previdência. Os tributos pagos aos bancos não são passados por nenhuma auditoria, e assim não se sabe ao certo o valor total devido. 


Em comparação com os gastos em outras áreas, foi investido em saúde 4,21% do orçamento e em educação 3,48%, contra 38,27% dedicados ao pagamento de juros e amortização da dívida. Em segurança pública, apenas 0,33% foi dedicada à área em 2019. A situação piora ainda mais no investimento a cultura que recebeu apenas 0,03%.

Fonte: O Bancário

19 fev 2020

Agências bancárias alteram funcionamento no Carnaval

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Agências alteram funcionamento no Carnaval ]

O funcionamento das agências bancárias no Carnaval é diferenciado. Não haverá atendimento ao público na segunda e terça-feira da festa momesca (24 e 25/02).  Na quarta-feira de Cinzas (26/02), as agências abrem às 12h e será encerrado em horário normal de fechamento das unidades.


Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), nas localidades em que as agências fecham antes das 15h, o início do atendimento será antecipado para garantir o mínimo de 3 horas de funcionamento.


Nos dias em que não houver expediente, os clientes podem utilizar os sites e aplicativo dos bancos, para transferências e pagamento de contas. As contas de consumo (água, energia, telefone) e carnês que vencem nos dias 24 ou 25 poderão ser pagas na quarta-feira de Cinzas (26/02), sem acréscimo.


Também podem antecipar o pagamento dos tributos ou no caso dos que têm código de barras, agendar nos caixas eletrônicos, internet banking e pelo atendimento telefônico dos bancos. Os boletos de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado).

Fonte: O Bancário

19 fev 2020

Caminhoneiros fortalecem apoio aos petroleiros

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Caminhoneiros fortalecem apoio aos petroleiros ]

A grande proporção da greve dos petroleiros – com adesão de mais 20 mil trabalhadores em 116 unidades da Petrobras – somada a paralisação de 24 horas dos caminhoneiros e promessa de greve a partir de quarta-feira (19/02), é uma importante reação dos trabalhadores contra a política ultraliberal imposta pelo governo Bolsonaro. 


Uma das reivindicações é pelo fim da política de preços dos combustíveis que alinha o preço do petróleo e dos seus derivados ao do mercado externo e o dólar. A medida deixa o brasileiro à mercê das oscilações internacionais. Para se ter ideia, em algumas cidades do país a gasolina chegou a passar dos R$ 5,00 depois da mudança, feita por Temer e mantida por Bolsonaro. 


O preço mais alto abriu espaço para a importação por concorrentes. A estatal perdeu mercado e a ociosidade das refinarias chegou a um quarto da capacidade instalada, apontam os petroleiros. A exportação de petróleo cru disparou, enquanto a importação de derivados bateu recordes. O Diesel importado dos EUA, que em 2015 respondia por 41%, em 2017 superou 80% do total importado pelo Brasil.


Essa política afeta a sociedade em todos os setores. Se o combustível fica mais caro, o preço dos alimentos, que dependem do transporte feito pelos caminhoneiros, também será reajustado. E assim sucessivamente. 


Não é só isso. Com a política de austeridade, que retira direitos, achata os salários e precariza o trabalho, o cidadão vem perdendo poder de compra. Segundo o IBGE, quase 2 milhões de pessoas tiveram queda na renda e passaram a ter de sobreviver com apenas um salário mínimo nos últimos quatro anos. Realmente, é preciso reagir.

Fonte: O Bancário

19 fev 2020

Cuidado com o golpe da troca de cartão

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Cuidado com o golpe da troca de cartão]

O cidadão deve ficar ligado. Em época de Carnaval e festas toda semana, muita gente se aproveita para dar golpes que, muitas vezes, passam despercebidos e quando a pessoa se dá conta, já era. É o caso da captura da senha e troca do cartão.


As quadrilhas especializadas aproveitam a aglomeração e a distração do folião para roubar os dados e usar o cartão. Eis como funciona: o golpista entrega a maquininha para o cliente digitar a senha. Ele se aproveita de um momento de distração do comprador, ou usa algum truque e desvia sua atenção, para que a pessoa insira, por engano, a senha no campo destinado ao valor da compra, permitindo que o bandido tenha acesso a informação. 


Ainda aproveitando a falta de atenção do comprador, o golpista troca o cartão e devolve um similar, muitas vezes do mesmo banco. A troca só é percebida muito tempo depois. Para evitar cair na cilada, é fundamental que o cidadão dobre a atenção ao realizar compras. Nada de conversa e distração. Na hora de digitar a senha e conferir o valor, todo cuidado é pouco.

Fonte: O Bancário

19 fev 2020

Itaú lucro R$ 28 bi. Mas só paga PLR em março

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Itaú lucro R$ 28 bi. Mas só paga PLR em março]

O Itaú, maior banco privado do país, que no ano passado obteve lucro líquido de R$ 28,4 bilhões, vai deixar os funcionários na mão. A segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) só será liberada no dia 3 de março, data limite para o crédito. 


A direção da empresa desta vez pirraça e vai deixar os bancários de bolso vazio em pleno Carnaval, quando muitos se programam para viajar com a família. Pelo menos, uma notícia boa. Os funcionários devem receber o teto da PLR.


Pelo acordo coletivo, a regra básica corresponde a 90% do salário-base mais verbas fixas de natureza salarial. Soma-se ainda um valor fixo de R$ 2.457,29, limitado a R$ 13.182,18. 


Se o total apurado na aplicação da regra básica ficar abaixo de 5% do lucro líquido de 2019, o valor será majorado até que se atinja esse percentual ou será pago 2,2 salários do empregado, com limite de R$ 29.000,77, o que ocorrer primeiro.


Já a parcela adicional é a divisão linear de 2,2% do lucro líquido apurado em 2019, dividido pelo número total de empregados elegíveis de acordo com as regras da CCT, em partes iguais, até o limite individual de R$ 4.914,59. Os valores individuais relativos à parcela adicional não são compensáveis com valores devidos em razão de planos específicos, mas aqueles referentes à regra básica podem, dependendo do que é definido pelo acordo específico do banco.

Fonte: O Bancário
 

19 fev 2020

Com Bolsonaro, o Brasil desce a ladeira

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Com Bolsonaro, o Brasil desce a ladeira]

Com Bolsonaro, o Brasil desce a ladeira sem freio. Todos os indicadores sociais do país pioraram no primeiro ano do governo. As áreas que mais sentiram foram assistência social, educação, saúde e meio ambiente. 


Entre os programas de inclusão social, o Bolsa Família foi o que mais sentiu. Mais de 1 milhão de famílias foram excluídas do programa e a fila de espera para receber o benefício não para de crescer. A previsão é de que chegue a 1 milhão até maio.


O Minha Casa Minha Vida também teve baixa e mais de 35 mil unidades habitacionais deixaram de ser construídas em todo o país. Além de cortar os programas, o governo também não mostra preocupação em reduzir o elevado índice de desemprego. Não é à toa que o número de desempregados continua acima dos 12 milhões. 


A informalidade também cresce e mais de 38 milhões de pessoas trabalham por conta própria no Brasil. Isso quer dizer que não têm direitos básicos, como 13º salário, férias, FGTS.  


Na saúde, houve queda no número de médicos na atenção básica e de agentes comunitários. E na educação, os cortes de recursos para a área prejudicaram, sobretudo, o ensino superior. Ainda houve o cancelamento de 8% das bolsas de pesquisas. 


O desmatamento da Amazônia também teve destaque no ano passado. Foram 9.762 km² de área desmatada entre agosto de 2018 e julho de 2019. Uma alta de 29,5% se comparado ao mesmo período anterior. Os dados foram publicados pelo jornal Folha de S.Paulo. 

Fonte: O Bancário

19 fev 2020

Acionistas de bancos vão receber R$ 58 bi. Farra

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Acionistas de bancos vão receber R$ 58 bi. Farra]

A economia brasileira patina e o mercado de trabalho sente o impacto. Mais de 12 milhões de pessoas estão desempregadas no país. Sem emprego, pais e mães de família recorrem à informalidade para sobreviver. Para piorar, o governo Bolsonaro retira os direitos. Um a um. 


Neste cenário, os bancos batem recorde de lucro – mais de R$ 80 bilhões em 2019. Mas o dinheiro não vai para investimentos produtivos. Na verdade, boa parte vai parar no bolso do pequeno grupo de acionistas. Enquanto milhões vivem na miséria e não têm nem um prato de comida na mesa, o alto escalão dos bancos vai receber nada menos do que R$ 58 bilhões em dividendos. A elevação é de 56,75% ante 2018, segundo a Economática.


O Itaú – maior banco privado do país – vai dividir R$ 26,1 bilhões aos acionistas. No Bradesco, o montante a ser dividido é de R$ 17,75 bilhões. BB e Santander vão distribuir R$ 7 bilhões, cada um. Paralelamente, essas mesmas empresas abusam dos juros cobrados aos consumidores mesmo com a Selic baixa, e investem intensamente em tecnologia, abrindo mão de boa parte da mão de obra humana. Os números mostram. No ano passado, foram cortados 6.923 mil empregos e fechadas 430 agências.

Fonte: O Bancário

Por Marcos Aurélio Ruy

Não é novidade que o Carnaval é a festa mais popular do país. Leva multidões às ruas, atrai turistas do mundo inteiro, movimenta bilhões de reais, emprega muita gente. Somente em São Paulo são quase mil blocos fazendo a alegria dos foliões pelas ruas da metrópole. No Rio de Janeiro, além dos desfiles das escolas de samba, as ruas ficam superlotadas com as centenas de blocos.

Salvador, Olinda e Recife levam multidões às ruas numa festa sem paralelo. Multidões lotam as ruas do país inteiro, mas o machismo estraga a festa de muitas foliãs. Por isso, ganha força no movimento feminista a campanha Não é Não contra o assédio sexual, abuso que cresce durante o período da maior festa popular do país.

A campanha que começou em 2017, neste ano atinge 15 estados e distribui tatuagens temporárias paras as mulheres e meninas com os dizeres Não É Não. “É incrível que em pleno século 21, as mulheres tenham que fazer campanhas para ensinar aos homens como nos respeitar”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Maria das Neves, da União Brasileira de Mulheres, afirma que “diversos movimentos feministas e o poder público fortalecem a campanha Não é Não, que vem se popularizando a cada ano”. Ela explica que “através de estandartes, adesivos, tiaras as mulheres têm inovado para chamar atenção para a campanha. Precisamos desnaturalizar o assédio”, acentua. É preciso entender que “depois do não tudo é assédio”.

O Carnaval é um bom momento para a mídia participar de campanhas contra o assédio, diz Celina, porque “multidões saem às ruas para festejar com irreverência e alegria e para a festa ser completa, precisamos denunciar a cultura do estupro e mostrar aos homens que as mulheres querem cair na folia com respeito e sem nenhum tipo de discriminação”.

Cartilha de Recife

Não é Não “é uma campanha que veio para mostrar aos homens que temos o direito de ocupar os espaços que queremos e que a nossa roupa não é convite para nada, não é permitido tocar nenhuma pessoa sem a permissão dela”, diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

Na visão de Celina, a festa de Momo é importante para empoderar o “debate sobre a violência crescente contra as mulheres”. E para isso, acentua, “a mídia poderia cumprir o papel de elevar o nível do debate e contribuir para o combate à cultura do estupro e da objetificação da mulher, mas não o fazem por interesses comerciais e por se afinarem com o patriarcalismo”.

Neste ano, a prefeitura de Recife lança o Pequeno Manual Prático De Como Não ser um Babaca no Carnaval, com participação da cantora Gretchen. O manual ensina os homens a paquerar sem agredir e respeitar o não. O governo da Bahia leva o ano inteiro a campanha Respeita as Minas para tentar mostrar aos homens onde termina a paquera e começa o assédio.

Veja o vídeo do manual para não ser babaca no Carnaval

Maria das Neves explica que as feministas desenvolvem campanhas o ano todo, mas “no Carnaval se intensificam por ser um período de grande ocorrência de casos de assédio”. Ela cita os abusos mais comuns. “Beijo forçado e puxão pelo braço são exemplos de comportamentos masculinos durante o Carnaval”.

Isso porque, “o machismo é um ciclo vicioso que foi estruturante na construção da sociedade violenta que temos hoje”, portanto, “precisamos reeducar nossa sociedade, e o Estado deve fazer parte dessa educação com campanhas contra o assédio em vez de fazer campanhas de abstinência sexual” reforça Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

De acordo com Denise Mota Dau, secretária Sub-Regional da Internacional de Serviços Públicos ISP e secretária Municipal de Políticas para as Mulheres de São Paulo, na gestão de Fernando Haddad, a intensificação de campanhas contra o assédio e pela igualdade de gênero são fundamentais para o processo civilizatório do país.

Infelizmente, reforça Denise, “ainda é necessário a implantação de campanhas para prevenir o assédio sexual”. Porque “os homens não aceitam com naturalidade o não da mulher”. Isso acontece porque “o inconformismo está no fato de que a cultura fomentada dentro das relações sociais de gênero impôs historicamente a maléfica visão de inferioridade da mulher”. Portanto ela deveria se sentir bem “e corresponder automaticamente à investida masculina, até porque neste equivocado pensamento a mulher está subordinada à vontade do homem”.

Ouça a paródia do frevo Vassourinhas, de Matias da Rocha e Joana Batista Ramos, feita por de Laianna Janu

“Infelizmente a cultura machista permanece forte em nossa sociedade”, reforça Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB. “A ideia da mulher como objeto, devendo estar disponível para o prazer exclusivo do homem segue no imaginário social. Ao mesmo tempo, confunde-se liberdade sexual feminina com uma obrigação de sempre dizer sim”, acentua.

Mas é preciso a compreensão de que “nós mulheres temos o direito de nos divertir, paquerar e vestir a roupa que quisermos sem que isso dê a quem quer que seja o direito de nos assediar. Nós sabemos muito bem a diferença da paquera saudável do assédio sexual que é um ultraje a toda mulher”, garante Regina Zagretti, secretária da Mulher da União Geral dos Trabalhadores (UGT) Nacional.

Regina assegura ainda que “nós que militamos no mundo do trabalho, sindicatos e centrais de trabalhadores, travamos intensa luta contra o assédio moral e sexual no trabalho e isso também precisa ser divulgado o ano todo”.

O problema, sinaliza Antonieta Dorledo de Faria, secretária Nacional das Mulheres da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) é que “as campanhas não são feitas como deveriam e a violência cresce dia a dia, o número de feminicídios está galopante e a impunidade leva os homens a agir com mais violência e despudor”.

Enquanto, Ruth Coelho Monteiro, secretária Nacional de Direitos Humanos e Cidadania da Força Sindical, acredita que “várias campanhas têm sido feitas por organizações de mulheres e de direitos humanos para que haja respeito à vontade e à integridade das mulheres durante a folia do Carnaval e em algumas outras datas”. Mas, “a educação seria o método mais eficaz, desde criança para o respeito ao outro ser humano, principalmente no caso das mulheres que ainda são vistas por grande parte dos homens como um corpo a ser possuído”.

“Desde pequenas temos que lutar por igualdade e liberdade” porque “os meninos podem tudo e nós temos que cuidar de tarefas domésticas e ser obedientes”, afirma Santa Alves, secretária de Combate Racismo da CTB-DF e secretária nacional de Mulheres da União de Negros pela Liberdade (Unegro).

Para ela, no Carnaval essa discriminação fica à flor da pele porque “os homens se acham no direito de abusar das meninas e das mulheres que saem às ruas para brincar o Carnaval sem serem importunadas”.

Então, participe da folia sem estragar a festa de ninguém. “Respeitar as pessoas é a nova palavra de ordem para o ano inteiro”, conclui Celina. Para ela, no Carnaval essa discriminação fica à flor da pele porque “os homens se acham no direito de abusar das meninas e das mulheres que saem às ruas para brincar o Carnaval sem serem importunadas”.

Denise afirma que “o assédio acontece todos os dias seja no ambiente de trabalho, nas ruas, nos bares, nos ônibus, trens e até nos transportes por aplicativos, enfim nos espaços públicos em que as mulheres transitam, como se a elas não fosse dado o direito de lá estar”, então são forçadas a “aguentar a violência psicológica e as vezes até física do assédio”.

Então, participe da folia sem estragar a festa de ninguém. “Respeitar as pessoas é a nova palavra de ordem para o ano inteiro”, conclui Celina. Denise emenda: “Quem sabe um dia, não precisaremos mais lançar mão de campanhas e manuais ensinando aos homens assediadores como não ser um babaca no Carnaval e na vida”.

Como canta Chico Buarque “no Carnaval esperança. Que gente longe viva na lembrança. Que gente triste possa entrar na dança. Que gente grande saiba ser criança”. Neste Carnaval não seja babaca e respeite as minas e os LGBTs e leve essa lição para o resto da vida.

No mês que antecede o marco da luta das mulheres por direitos, a pessoa que ocupa o cargo mais alto do país, o Presidente da Republica, Jair Messias Bolsonaro, mais uma vez revela seu ódio misógeno em um comentário violento de cunho sexual contra uma trabalhadora, a repórter Patrícia Campos Mello do jornal Folha de São Paulo.

Reproduzindo um comentário falso, que já foi desmascado, ele afirmou que ela ofereceu sexo em troca de informação. Bolsonaro propaga a mentira proferida por Hans River Nascimento, que mentiu na CPMI das Fake News e difamou a jornalista do Jornal Folha de São Paulo.

A Folha comprovou, com as trocas de mensagens entre ele e a repórter, que na verdade era ele quem a assediava sexualmente. Essas atitudes comprovam o assedio contra as mulheres no local de trabalho. Quando a mulher recusa a investida sexual (assedio sexual), muitas vezes o assediador passa a cometer também o crime de assedio moral.

O ataque à jornalista é um ataque a todas as mulheres. É inaceitável comentários como este vindo do Presidente da República, assim como a fala do Hans River Nascimento. Bolsonaro já ultrapassou todos os limites do desrespeito ao gênero feminino. A CTB, através desta nota, manifesta total repudio a todo ato de violência contra as mulheres, assim como aos ataques do Ministro Paulo Guedes às trabalhadoras domésticas, ao mesmo tempo em que expressa irrestrita solidariedade à jornalista.

O Brasil, um dos países que mais comete violência de gênero, hoje tem na Presidência um homem que demonstra claramente que não tem menor preocupação com esta pauta e chega ao ponto de atacar até mesmo a primeira dama da França, Brigitte Macron. Com isto, vem mostrando em variadas declarações que não tem capacidade para governar o Brasil.

Gicélia Bitencourt – Secretaria de mulheres da CTB-SP