Taxar grandes fortunas, fazer uma reforma tributária que arrecade mais de quem ganha mais, cobrar dívidas de bancos e outras grandes empresas com a União. Não são poucas as saídas que o governo federal poderia encontrar para fazer frente à crise que o país, como o resto do mundo, atravessa. Mas as únicas que Temer e sua equipe buscam vão sempre contra o povo brasileiro.

O Relatório Reservado da segunda-feira 9 de outubro informa que o governo federal já decidiu privatizar a Caixa Econômica Federal e fará o anúncio oficial no final do ano, depois da privatização da Eletrobras. De acordo com esse “jornal digital”, que é voltado para o mundo empresarial, “a responsabilidade pelo destino da privatização está nas mãos do presidente da Caixa, Gilberto Occhi”.

Caixa do Brasil – Além da liderança absoluta na concessão de crédito habitacional no país, a Caixa é responsável pelo pagamento de bilhões de reais em benefícios e programas sociais aos brasileiros. Somente no que se refere aos direitos dos trabalhadores, em 2016 foram pagos R$ 242,1 bi. Mais de 355 mil cidadãos recebem no banco o programa Minha Casa Minha Vida, num total de R$ 41,4 bilhões pagos.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) fez um pronunciamento nas redes sociais, alertando sobre a ilegalidade desse processo de privatização no qual insiste o governo Temer.

O parlamentar lembra que o Congresso Nacional justamente rejeitou o PLS 555, que tinha como finalidade transformar as empresas públicas em sociedades anônimas. “Eles não podem fazer isso que estão querendo fazer: uma mudança de estatuto transformando em sociedade anônima e depois abrir capital para privatizar”, afirmou. “A lógica do lucro de uma empresa privada é diferente de uma empresa como a Caixa, que cuida de projetos fundamentais para desenvolvimento do país: Minha Casa Minha Vida, Fies, Bolsa Família.”

O senador lembra que o governo Temer já entregou partes da Petrobras, está querendo vender a Eletrobras, a Casa da Moeda. “E o ataque aos bancos públicos é uma característica desse governo. No BNDES acabaram com a TJLP: não vai mais haver financiamento de longo prazo neste país. E está praticamente paralisado: o governo quer pegar 150 bilhões do banco para colocar no caixa do governo. Isso sim é uma pedalada fiscal”, denuncia.

“Não podemos aceitar essa lógica de privatização. Não podem fazer isso sem passar pelo Congresso Nacional e chamo todos os brasileiros a resistirem e defenderem a Caixa como empresa pública”, convoca o senador.

Fonte: Seeb/SP via Feebbase

Revolução Russa completa 100 anos em 2017. O período que levou o Partido Bolchevique, de Vladimir Lênin, ao derrubar o regime dos czares, o último deles Nicolau II (1894-1917), será lembrado durante este mês pela TV Brasil. A emissora pública exibe, a partir deste domingo (15), a mostra Outubro Soviético. Serão 11 obras clássicas exibidas diariamente às 23h.

O primeiro filme a ser exibido foi uma das obras mais clássicas sobre o levante dos trabalhadores. Neste domingo (15), o Encouraçado Potemkin (1925), do diretor Serguei Eisenstein, retoma os primeiros levantes que desencadearam a Revolução de 1917. No centro da obra, uma revolta de trabalhadores em 1905 que, explorados a bordo de um navio, mobilizaram-se contra as péssimas condições, inclusive sanitárias.

Talvez ainda seja cedo para uma avaliação do legado de 1917. A única certeza é que, sem levar em conta esse acontecimento grandioso, o mundo em que vivemos se torna incompreensível. Para aqueles que não aceitam o triunfo do capitalismo após a dissolução da URSS como “o lance final da História”, a proeza dos bolcheviques segue como uma referência permanente.

“A Revolução Russa não só ‘abalou o mundo’, no título do célebre livro de John Reed (10 dias que abalaram o mundo, 1919), ela mudou o mundo de um modo irreversível, em que pese a ulterior dissolução da União Soviética”, afirma o professor de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) Osvaldo Coggiola. “Cem anos depois, a Revolução de Outubro continua a abalar o mundo”, completa.

Para o professor, “o destino e contradições da revolução soviética foram o ponto nodal de todos os grandes embates políticos e bélicos do século 20. Depois de 1991, a restauração do capital nos países e regiões onde fora expropriado foi apressadamente proclamada como o início de uma outra era, em que a dominação tranquila e inconteste do capital se projetava para a eternidade, mas pouco durou essa ilusão”.

O debate sobre o sistema de produção e modo de acumulação e exploração do trabalho pelo capital, diferentemente do que se pensava após o fim da União Soviética, e, em oposição ao que previu o autor Francis Fukuyama em sua teoria sobre O Fim da História, continua em xeque. Momentos de crises econômicas recentes revelam a importância de tais questionamentos.

“Em 1997, a partir da Ásia, uma crise abalou os alicerces da ordem mundial. O reingresso de regiões enormes e de bilhões de seres humanos ao mercado capitalista aguçou todas suas contradições, a começar pela sobreprodução de mercadorias e a sobreacumulação de capitais, levando ao terremoto financeiro que assolou e assola o planeta a partir de 2008”, explica o professor.

Tal atualidade mostra a relevância dos seletos filmes que serão exibidos pela TV Brasil. Como explica Coggiola, as ideias da Revolução Russa “saíram do museu ao qual tinha sido precipitadamente confinada, junto com Karl Marx, para voltar às ruas de um mundo abalado”.

Programação

Domingo (15): O Encouraçado Potemkin (1925), de Eisenstein

Segunda-feira (16): O Conto do Czar Saltan (1966), de Aleksander Ptushko

Terça-feira (17): Vassa (1983), de Gleb Panfilov

Quarta-feira (18): A Mãe (1989), de Gleb Panfilov

Quinta-feira (19): Boris Godunov (1986), de Sergei Bondarchuk

Sexta-feira (20): Um Acidente de Caça (1978), de Emil Loteanu

Sábado (21): Arsenal (1929), de Aleksandr Dovzhenko

Domingo (22): O Velho e o Novo (1929), de Eisenstein

Segunda-feira (23): As Aventuras Extraordinárias de Mr. West no País dos Bolcheviques (1924), de Lev Kuleshov

Terça-feira (24): Cossacos de Kuban (1949), de Ivan Pyryev

Quarta-feira (25): Lênin em Outubro (1937), de Mikhail Romm

Com informações do Jornal da USP e EBC

Fonte: Feebbase

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) venceu em 17 dos 23 estados do país nas eleições para governadores realizadas neste domingo (15), segundo os resultados oficiais anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE). De acordo com o CNE, os candidatos da oposição venceram em cinco Estados, enquanto que os resultados do estado de Bolívar ainda não foram divulgados devido à diferença apertada de votos entre os dois adversários.

O PSUV conseguiu ganhar da oposição o estado de Miranda (centro-norte) governado pelo duas vezes candidato à presidência do país Henrique Capriles, e os estados de Lara (oeste) e Amazonas (sul).

Com 95,8% das urnas apuradas, a presidente do CNE, Tibisay Lucena, disse que os resultados são “irreversíveis”, explicando que nestas eleições houve uma participação de 61,14% do censo eleitoral.

O PSUV vai continuar governando os estados de Apure, Aragua, Barinas, Carabobo, Cojedes, Delta Amacuro, Falcón, Guárico, Monagas, Portuguesa, Sucre, Trujillo, Vargas e Yaracuy. A oposição, por sua vez, ganhou em Anzoátegui, Mérida, Nueva Esparta, Táchira e Zulia.

Governo

O presidente do país, Nicolás Maduro, comemorou a vitória chavista. “Ganhamos 75% dos governos do país (…) o chavismo está vivo, está triunfante e está nas ruas”, disse.

“A oposição teve cinco vitórias, as reconhecemos como fizemos sempre, e há um governo em disputa”, disse, ao se referir a Bolívar. “Hoje ganhou a verdade da Venezuela, hoje o chavismo arrasou, hoje temos 17 governos, hoje temos 54% dos votos, hoje temos 61% de participação, e hoje a pátria se fortaleceu com 75% dos governos”, afirmou Maduro.

“Esta vitória é uma proeza moral e política do povo venezuelano, que conseguiu resistir aos embates da guerra da oligarquia e que disse ‘não às sanções’, ‘não ao intervencionismo’”, finalizou o presidente venezuelano.

Oposição

A coalizão de partidos opositores Mesa da Unidade Democrática (MUD) tinha antecipado minutos antes do anúncio oficial da CNE que os números com que seus operadores eleitorais trabalham eram “muito diferentes” dos que o órgão eleitoral ia divulgar, e já disse – mesmo antes de conhecer os resultados – que não iria aceitar o pleito.

Para a oposição, o CNE tinha tido um comportamento suspeito e diferente do registrado em outras eleições.

O chefe da campanha da MUD, Gerardo Blyde, afirmou que a aliança opositora pedirá uma auditoria de todo o processo eleitoral. Blyde explicou que a oposição não reconhecia os resultados “não somente devido a todas as violações de lei que vieram sendo cometidas durante o processo”, como a substituição de candidatos e a realocação de centros eleitorais.

Fonte: Opera Mundi via Feebbase

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) realiza, entre os dias 15 e 21 de outubro, a Semana Nacional pela Democratização da Comunicação 2017, com debates, seminários e atividades em diversos estados, com destaque para as atuais ameaças à liberdade de expressão por todo o país.

“Dia 17 de outrubro é o Dia Nacional pela Democratização da Comunicação. Todos os anos, o FNDC organiza uma semana em torno desta data para chamar a atenção para as várias agendas e lutas em torno desse assunto”, diz a coordenadora-geral do FNDC, Renata Mielli, em entrevista à Rádio Brasil Atual.

Segundo ela, diferentemente dos outros anos, quando os debates giravam em torno de bandeiras propositivas, com foco na regulamentação da comunicação, nesta edição, as discussões se voltam para estratégias de resistência. “Não reconhecemos o governo instalado no Brasil”, assinala a coordenadora do FNDC. Ouça a entrevista:

Na segunda-feira (16), em Brasília, um debate analisa os entraves da Lei de Acesso à Informação (LAI), que deveria ser política de Estado, mas sua aplicação ainda depende da disposição dos governos em questão. Na terça-feira (17), no Rio de Janeiro, os especialistas detalham os desafios da universalização da banda larga, no Brasil.

Também na terça, o FNDC lança, em Salvador, relatório de um ano da campanha que denuncia casos de repressão a manifestantes, censura na mídia, na internet e nas artes, cerceamento e aumento da violência contra comunicadores e desmonte da comunicação pública, que sufocam a diversidade de ideias, opiniões e pensamento.

“Em tempos de avanço do conservadorismo e de ruptura democrática no Brasil, a liberdade de expressão acaba se tornando um dos primeiros alvos de ataque. O objetivo dessa campanha, lançada há um ano e que segue muito atual, é alertar a sociedade sobre a gravidade do momento em que vivemos”, afirma Renata.

Em São Paulo, como parte da programação da Semana pela Democratização da Comunicação, o  Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé realiza um ciclo de debates sobre o atual cenário de crise política, econômica e social e os seus impactos na comunicação, com programação na segunda (16), na quarta e na sexta-feira.

Confira a agenda do Barão de Itararé

16 de outubro - Crise política e o papel da mídia

• Inácio Carvalho, editor do Portal Vermelho

• Eleonora de Lucena, jornalista e ex-diretora-executiva da Folha de S. Paulo

• Rodrigo Vianna, jornalista e autor do blog Escrevinhador

18 de outubro - A imprensa e a badalada recuperação da economia

• Leda Paulani, professora da Faculdade de Economia e Administraçao da Universidade de São Paulo (USP) e ex-secretária Municipal de Planejamento da cidade de São Paulo

• Marilane Teixeira, economista, pesquisadora do CESIT/IE-Unicamp, assessora sindical e membro do Fórum Permanente em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização)

• Marcio Pochmann, professor da Universidade de Campinas (Unicamp), ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e presidente da Fundação Perseu Abramo

20 de outubro - Os efeitos da midiática Operação Lava Jato

• Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça e subprocurador e procurador aposentado

• Paulo Moreira Leite, jornalista e autor de A Outra História da Lava-Jato

• Valeska Zanin, advogada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: Rede Brasil Atual via Feebbase

O adoecimento dos bancários não é mais uma preocupação apenas dos trabalhadores e sindicatos. No próximo dia 27 de outubro, a partir das 8h30, o Ministério Público do Trabalho realizará uma audiência pública para apresentar o relatório Retrato do Adoecimento no Setor Bancário na Bahia, que foi elaborado por 11 entidades e órgãos públicos sob a coordenação do MPT.  O evento será no auditório da entidade, no Corredor da Vitória, em Salvador.

O objetivo da audiência é discutir com empresas, trabalhadores e órgãos públicos a questão do adoecimento no setor, que tem impacto significativo na vida dos trabalhadores e na qualidade do serviço prestado à população.

A Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e os sindicatos filiados participarão do evento.

Confira a programação:

Manhã

8h30 - Mesa de Abertura

9h – Introdução

Ana Emilia Albuquerque da Silva (Procuradora Regional do Trabalho do Ministério Público do Trabalho)

9h30 - Explanação sobre o documento Retrato do Adoecimento dos Bancários no Estado da Bahia

Cristiane Maria Galvão Barbosa (médica do trabalho da FUNDACENTRO) e Suerda

Fortaleza de Souza (médica dotrabalho do CESAT)

10h30 – Debate

Tarde

13h - Explanação dos Bancos

14h30 - Explanação do Sindicato dos Bancários do Estado da Bahia Augusto Vasconcelos (Presidente do Sindicato dos Bancários do Estado da Bahia)

15h - Explanação do Ministério do Trabalho do Brasil

Fernando Donato Vasconcelos (Auditor Fiscal do Trabalho da SRT-BA)

15h30 - Debate

16h - Conclusão

Fonte: Feebbase

A reforma trabalhista entrará em vigor em  novembro, promovendo mudanças significativas nas relações de trabalho. Para debater e orientar a categoria  sobre os principais pontos da  lei, a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe vai realizar um seminário jurídico no próximo dia 28 de outubro, a partir das 8h, no Hotel Portobello, no bairro de Ondina, na orla de Salvador.

Organizado pela Diretoria para Assuntos Jurídicos da Feebbase, o seminário vai reunir dirigentes sindicais e bancários da base, para debaterá os impactos da reforma no dia a dia da categoria, abordando temas como negociação, enquadramento sindical na terceirização, jornada, formas de contratação e remuneração, além da organização e resistência dos sindicatos diante da supressão de direitos que a reforma promete.

A programação completa do evento, com os palestrantes será divulgada em breve

Fonte: Feebbase

A Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos realiza nesta terça-feira (17), às 15h, no Salão Verde da Câmara dos Deputados, uma manifestação em defesa da Caixa Econômica Federal 100% pública. Participarão do evento entidades de representantes dos empregados e parlamentares que protestarão contra os planos do Governo Temer de tornar o banco uma Sociedade Anônima, primeiro passo para a abertura de capital e a entrega de setores importantes para o setor privado.

A Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos foi criada em 13 de junho por iniciativa do senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Na Câmara, os trabalhos são coordenados pelo deputado federal Zé Carlos (PT-MA). O protesto ocorrerá na véspera do Dia Nacional de Luta, quando a categoria realizará atividades em todo o país contra a privatização da Caixa e em defesa dos participantes da Funcef.

Para o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, o objetivo é mostrar aos parlamentares e a todos que estiverem presentes no Congresso que a Caixa não pode deixar de ser 100% pública, pois financia e promove importantes políticas públicas, como o Minha Casa Minha Vida, o Fies, o Bolsa Família, o saneamento básico e a infraestrutura urbana, que não interessam às instituições privadas.

Defenda a Caixa você também - No dia 03 de outubro, foi lançada, no Rio de Janeiro, a campanha “Defenda a Caixa você também”. A iniciativa – realizada em parceria com as centrais sindicais CUT, CTB, Intersindical e Conlutas, além de Apcefs, Contraf, federações e sindicatos de bancários – visa mostrar a importância do banco para o Brasil e os brasileiros.

Dentro de alguns dias estará no ar o site www.defendaacaixa.com.br. No endereço, além de informações sobre a atuação do banco, estarão disponíveis para download as artes da campanha, a fim de que todos possam aderir à luta.

Fonte: Com informações da Fenae via Feebbase

16 out 2017

Último suspiro da proteção social

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Dificilmente, o Brasil não vai retomar o caminho do crescimento de forma sustentável quanto não reduzir as desigualdades sociais e a concentração de renda. A saída passa pela correção da injustiça do sistema tributário e da ampliação das políticas públicas, realizadas nos últimos anos, e que hoje correm risco com o governo Temer.

A agenda de reformas trabalhista e previdenciária vai na contramão da redução das injustiças sociais. Além disso, o teto dos gastos públicos, através da desvinculação constitucional de recursos para a despesa social (de 20% para 30%).

O último suspiro da proteção social pode vir com a reforma tributária, que tramita no Congresso Nacional. Além de não corrigir a discrepância na cobrança de impostos, em que os mais pobres são penalizados, não há intenção de alíquotas mais altas do Imposto de Renda, combate às isenções para rendas de capital e taxação sobre transações financeiras, herança, patrimônio e grandes fortunas.

A simplificação do sistema de impostos é necessária. A questão é que os vinculados à Constituição para a proteção social estão próximos da extinção e substituídos por novos tributos sem vinculação. O caminho é desmontar as bases de financiamento das políticas sociais asseguradas pela Constituição de 1988 (CSLL, PIS, Pasep, Cofins) e por legislações anteriores (Salário-Educação).

Fonte: O Bancário

Um estudo realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostrou que o Brasil alcançou o índice de 3,65 adolescentes entre 12 e 18 anos assassinados por grupo de mil jovens. O IHA (Índice de Homicídios na Adolescência) é o mais alto desde que começou a ser medido em 2005, e é considerado elevado em relação a padrões estabelecidos.

O estudo é realizado em parceria com o Ministério dos Direitos Humano, com o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

O cálculo abrange 300 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, com base em dados de 2014 do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. O estudo aponta ainda que os homicídios de adolescentes têm crescido de forma contínua desde 2011, quando o IHA era de 2,8.

Cerca de 43 mil adolescentes serão vítimas de homicídio no Brasil entre 2015 e 2021, apenas nos municípios com mais de 100 mil habitantes, informa o levantamento.

Considerando o índice por região, os números são ainda maiores, encabeçado pelo Nordeste, cujo IHA foi de 6,5, seguido do Centro Oeste (3,9), Norte (3,3), Sudeste (2,8) e Sul (2,3). A Bahia está em 4º entre os estados, com IHA de 7,46 – antes aparecem Espírito Santo (7,79), Alagoas (8,18) e Ceará (8,71).

Bahia

Itabuna, no sul do estado, e Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), estão entre as dez cidades que mais matam adolescentes no país. Em Itabuna o IHA é de 11,88 para cada grupo de mil jovens entre 12 e 18 anos de idade. A cidade do sul baiano saltou de 24 mortes esperadas em 2013, para 37 em 2014, último ano de referência da pesquisa.

Já Camaçari é o quarto município com mais risco de morte para adolescentes no Brasil, com IHA de 10,64. Segundo os autores da pesquisa, “uma sociedade não violenta deveria apresentar valores não muito distantes de zero e, certamente, inferiores a 1”.

Fonte: Feebbase

13 out 2017

Audiências em defesa dos bancos públicos tomam país

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Aracaju (SE) são algumas das capitais que têm realizado ações para denunciar o sucateamento dos bancos públicos promovido pelo governo de Michel Temer. Na opinião de dirigentes bancários e parlamentares o objetivo do governo federal é a privatização dos bancos federais e estatais.

Na segunda-feira (9), deputados e senador criaram a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos. O ato foi realizado em Porto Alegre na sede da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi).

“Ela (a frente) tem a função de mobilizar a sociedade para a conscientização do que está acontecendo, das mentiras do governo”, declarou o deputado federal Zé Carlos (PT/MA), um dos articuladores da frente. De acordo com ele, a sociedade será a mais prejudicada pelo desmonte.

Moeda de troca para refinanciamento das dívidas dos estados com o governo federal, os bancos estatuais tem vivido um processo de sucateamento, como é o caso do Banrisul no Rio Grande do Sul.

“Essa Frente é para unificar a luta de todos, para manter o sistema financeiro público. O governo [do Estado] não consegue privatizar o Banrisul por conta da exigência de plebiscito, então está sucateando e vendendo aos poucos. A venda das ações é mais um capítulo dessa história”, analisou o presidente do Sindicato dos Bancários do RS (Sindbancários), Everton Gimenis. Ele se refere ao anúncio feito na semana passada, por Sartori, de que colocaria 49% das ações ordinárias do banco (com direito a voto) à venda.

Bancos públicos: Indutores do desenvolvimento

Também na segunda-feira (9) foi realizada audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia (Aleba) para discutir os impactos da reestruturação dos bancos públicos na economia baiana. A audiência foi uma iniciativa da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb) e Sindicato dos Bancários da Bahia. As entidades tiveram o apoio do deputado Jean Fabrício (PCdoB). O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) foi um dos participantes.

O cenário no Estado é de fechamento de agências dos bancos federais como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal e diminuição do quadro de funcionários. O Banco do Nordeste (Banebe) também passa por situação semelhante do que ocorre entre os federais.

Jair Ferreira, da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), informou que dos 417 municípios do estado, 268 têm bancos públicos; e das 1039 agências bancárias existentes, 576 são de instituições públicas (55%). Além disso, 80,66% das operações de crédito na Bahia são destas instituições.

Ele enumerou as razões estratégicas para que os bancos públicos sejam fortalecidos e não sucateados, entre elas, o papel de indutores do desenvolvimento econômico nacional; de investimento em períodos de crise econômica; de regulação do mercado financeiro; de geração de empregos diretos e indiretos; de operadores de políticas públicas de forma mais eficiente e barata; e de administradores dos fundos constitucionais.

Políticas públicas em risco

Os dirigentes presentes lembraram que políticas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e políticas da agricultura familiar podem ser prejudicadas com a privatização dos bancos públicos.

“É importante que nesta audiência fique claro que o principal ataque é contra a população brasileira, contra as políticas públicas”, afirmou. Demonstrou que há uma diminuição do emprego bancário na Bahia e que a região Nordeste tem sido a mais prejudicada com este processo. “Nossa luta vai precisar ampliar. Precisamos ganhar a sociedade. Estamos numa luta para defender os interesses da maioria da população brasileira, pois depende da atuação dos bancos públicos”, enfatizou Augusto Vasconcelos, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia.

Na opinião de Sandra Freitas, dirigente bancária de Feira de Santana, a audiência deve servir de exemplo para todas as cidades do interior da Bahia e também outros estados: “Precisamos replicar este tipo de movimento e enfrentar os ataques contra os bancos públicos. Estaremos na luta! Não vamos aceitar isto de cabeça baixa!”, desabafou.

O deputado Daniel Almeida completou que o movimento deve envolver todos os segmentos que tem sido atacados pelo governo Temer, entre eles os empresários da indústria nacional. Emanoel Souza, da Feeb, concordou com o deputado. A defesa dos bancos públicos é a defesa do Estado brasileiro contra o ataque do liberalismo mais feroz. Não podemos ter preconceito”, reforçou.

Luta unificada

Na sexta-feira (6), a Assembleia de Sergipe também recebeu o debate sobre a privatização dos bancos públicos organizada pelo Sindicato dos Bancários do Estado com o apoio do deputado Luciano Pimentel (PSB). De acordo com o parlamentar, o fechamento de agências de bancos públicos ‘significará restrição do desenvolvimento e fragilizará a econômica das pequenas cidades sergipanas’.

Na opinião da presidenta do Seeb-SE e vice-presidenta da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira o ataque aos bancos públicos é uma face do golpe contra a democracia e a luta deve ser unificada.

“A privatização faz parte de um desmonte das empresas públicas do pais. ” Precisamos observar que o que está em curso no Brasil é uma ameaça aos bancos públicos, é uma ameaça ao Estado nacional, à Economia Nacional. Não só dos bancos, mas das industrias, e dos serviços públicos. É uma retirada do Estado Nacional que vai atacar a mesa dos brasileiros, e para reagir a essa ameaça tão veloz, o que as centrais sindicais estão propondo é uma luta unificada”, defendeu a dirigente.

Papel social ameaçado

O Banco do Brasil é o primeiro na mira das privatizações do governo Temer, denunciam parlamentares e sindicalistas. De acordo com matéria publicada na Rede Brasil Atual, a recente contratação de Pedro Moreira Salles, gestor do Itaú Unibanco e integrante do conselho administrativo da empresa Falconi Consultores de Resultado, aconteceu para preparar o desmonte do BB.

“São os bancos públicos que fazem, por exemplo, as operações anti-cíclicas na economia. Os bancos privados não querem correr risco, não querem emprestar para o pequeno agricultor, não querem pagar seguro-desemprego, não querem adotar agências VIP para o povo. Eles querem fazer grandes empréstimos de curto prazo e compor com risco”, afirmou o deputado Zé Carlos (foto). “Os bancos privados têm foco no financeiro, enquanto os bancos públicos focam no social”.

Fonte: Do Portal Vermelho com agências via Feebbase