28 nov 2019

Santander demite bancária em tratamento de câncer

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Santander demite bancária em tratamento de câncer]

Os bancos passam de todos os limites na tentativa de reduzir os custos. Além de sobrecarregar os funcionários, ainda surpreende-os constantemente com demissões injustificadas, causando apreensão e assediando toda a equipe. 


O Santander não fica de fora. Em mais uma atitude descabida, demitiu uma bancária em pleno tratamento contra o câncer e às vésperas do Natal. A falta de compaixão foi tamanha que o banco ainda esperou a funcionária voltar de férias para dar a notícia, deixando os colegas também apreensivos.


Segundo relato da trabalhadora, a justificativa foi de “performance”. Mas, insatisfeita com o feedback, a bancária questionou se as atividades não estavam em dia. A resposta foi seca. A empresa apenas informou que “sentia muito, mas a área está passando por uma transformação”.

Fonte: O Bancário

28 nov 2019

Segurança não é prioridade para o Santander

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Segurança não é prioridade para o Santander]

Segurança está longe de ser prioridade para o Santander. Sem pestanejar, o banco espanhol retirou a porta giratória de três agências em Salvador. Perderam o equipamento, importante para evitar assaltos, as unidades do Comércio, do Corredor da Vitória e outra localizada na avenida de Tancredo Neves, deixando clientes e bancários totalmente expostos.  


Nem o lucro de R$ 10,824 bilhões nos primeiros nove meses de 2019, sendo R$ 3,705 bilhões no terceiro trimestre, impediu que o Santander transformasse as agências em postos de atendimento. O banco acabou com os caixas físicos, mas correntistas e funcionários permanecem inseguros, pois têm numerário nos caixas eletrônicos. 


Além de procurar os órgãos municipais para cobrar solução em relação a decisão do Santander, o Sindicato dos Bancários da Bahia e a Federação da Bahia e Sergipe apresentaram queixa junto à Polícia Federal. As entidades também já realizaram manifestações para chamar atenção para a insegurança nas unidades. 


A cobrança do movimento sindical é pelo cumprimento da lei municipal nº 4759/1993, que determina a instalação de portas giratórias nas agências e nos postos de serviços bancários.

Fonte: O Bancário

28 nov 2019

Governo reduz adicional de periculosidade a 5%

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Governo reduz adicional de periculosidade a 5%]

Diferentemente do que foi noticiado pelo jornal Folha de São Paulo, as novas regras do programa Verde e Amarelo, criado pelo governo Bolsonaro, não será opcional e pode sim afetar contratos já existentes. Isso porque, no momento da entrevista, o trabalhador não tem escolha a não ser se submeter às opções impostas pela empresa. Se não fizer isso, é desclassificado.


Sem saída, o cidadão terá de escolher entre o adicional de periculosidade pago em situações de risco de vida, ou optar pela contratação de um ‘seguro opcional para acidentes’. Mas, essa ‘proposta’ só tem uma intenção: colocar o trabalhador contra a parede. Isso porque, se escolher o adicional, receberá bem menos do que os demais empregados, pois, o texto da MP 905 reduz de 30% para 5% o valor pago aos trabalhadores em situação de risco. 


Sem falar que, esse mesmo adicional só será pago se o funcionário comprovar que a exposição ao perigo corresponde a mais de 50% da jornada normal de trabalho. Absurdo. 


Segundo a Folha, as alterações valem apenas para os jovens, entre 18 e 29 anos, contratados pelo programa Verde e Amarelo. Mas, de acordo com especialistas, a medida ainda pode afetar todos os trabalhadores, pois a MP é confusa e pode ser estendida para todos os contratos.

Fonte: O Bancário

[Mais de 1,2 milhão foram vítimas de violência ]

A violência contra a mulher no Brasil assusta.  Mais de 1,2 milhão sofreram com algum tipo de abuso no país entre 2010 e 2017. Milhares de casos terminaram com a morte da vítima. Embora o cenário seja preocupante, o governo federal negligencia. Pior. Estimula a violência. 


Os dados da Plataforma Evidências sobre Violências e Alternativas para Mulheres e Meninas traz dados ainda do México e da Colômbia. No vizinho da América do Sul um dado devastador: no ano passado, 71% das vítimas de violência sexual tinham menos de 14 anos. 


Sobre o México, o levantamento destaca que, em 2017, os companheiros foram responsáveis por 80% de todas as violências praticadas contra a mulher. Os dados são detalhados por idade, raça e tipo de instrumento utilizado.


A plataforma mostra também a evolução dos direitos humanos das mulheres e da igualdade de gênero, e explora a implementação de iniciativas de combate à violência contra mulheres. As informações foram divulgadas como parte da campanha de 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher.

Fonte: O Bancário

Por Marcos Aurélio Ruy

Dando continuidade às reportagens em comemoração aos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher, nesta edição é abordada a violência contra as mulheres do campo para entender a sensação de abandono pelo Estado vivenciado pelas trabalhadoras rurais, principalmente, nos últimos três anos.

“Durante os governos progressistas sentíamos que tínhamos a possibilidade de enfrentar com apoio do Estado a violência que nos acometia, mas agora a situação degringolou e o retrocesso tem sido imenso e intenso”, afirma Maria Aires Oliveira Nascimento, secretária-adjunta da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

“Sem mecanismos de defesa, fica difícil até de denunciar a violência”, complementa Aires que também é secretária das Mulheres Trabalhadoras Rurais da Federação dos Trabalhadores/as na Agricultura do Estado de Sergipe.

O relatório Conflitos no Campo Brasil 2018, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), da igreja católica, mostra uma diferença substancial entre a violência contra homens e mulheres do campo. “O que chamou muita atenção é o grau de crueldade. Não só os números de assassinatos e a violência, mas parece que quando agridem a mulher é muito mais cruel”, diz Jeane Bellini, da coordenação nacional da CPT.

Assista Sozinhas a História de Mulheres que Sofrem Violência nCampo

(Reportagem de Ângela Bastos, imagens: de Felipe Carneiro e edição de imagens: Chico Duarte)

De acordo com ela, as cerca de 15 milhões de mulheres (dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), que trabalham e vivem no campo, enfrentam restrições maiores do que os homens no acesso à água, à titulação das terras, ao crédito rural, à assistência técnica, à compra de sementes e até na comercialização de seus produtos.

O estudo da CPT mostra que em 2018, duas mulheres foram assassinadas em decorrência de conflitos agrários, 36 receberam ameaças de morte, seis sofreram tentativas de assassinato, duas foram torturadas e 400 foram detidas apenas por defenderem seus direitos, num total de 482 vítimas de violência que registraram denúncia.

Mas a violência vai além. “sofremos maiores discriminações no acesso à terra, no mercado de trabalho e pela dupla jornada de trabalho. A mulher sindicalista e ativista sofre ainda mais violência de diversas maneiras pela ousadia de lutar”, acrescenta Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB.

Com a vigência das políticas públicas, as vítimas já enfrentavam inúmeras dificuldades para denunciarem o agressor. “Sem mecanismos de punição e atendimento para as agredidas, torna-se muito mais difícil convencer as vítimas a denunciarem e com a impunidade, a violência tende a crescer”, diz.

Para ela, “no campo faltam espaços para assistência às vítimas de violência, como as delegacias da mulher, pois mesmo com a Lei Maria da Penha, o atendimento nas delegacias comuns desencorajam as denúncias pelo constrangimento a que as violentadas passam ao serem atendidas por homens.”

Já Mazé Morais, secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura e coordenadora da Marcha das Margaridas 2019, “particularmente, as mulheres do campo, da floresta e das águas, além de expostas à violência física, enfrentam uma série de violências simbólicas e materiais, como a invisibilidade e desconsideração de suas contribuições econômicas.”

Vídeo da Marcha das Margaridas 2019

Ela reforça também que as mulheres do campo “são sempre as mais afetadas pelo aumento da pobreza e extrema pobreza rural. Mesmo constituindo importante parte da força de trabalho das famílias e responsáveis por produzir parte significativa dos alimentos que a sociedade consome.”

O relatório Conflitos no Campo Brasil 2018 mostra ainda que de 2009 a 2018, 1.409 mulheres notificaram algum tipo de violência no meio rural, mas esse número, segundo a CPT, pode ser bem maior devido à subnotificação. Nesse período, 38 mulheres foram assassinadas, 409 receberam ameaças de morte, 22 morreram em consequência de conflitos, 111 foram presas e 37 foram estupradas.

A situação vem piorando nos últimos três anos, diz Vânia. “Depois que tiraram a Dilma, as políticas públicas em favor dos direitos da mulher começaram a ser extintas e as mulheres sentem-se largadas à própria sorte, já que inclusive a agricultura familiar sofre com o descaso dos governantes neoliberais.”

Aires concorda com ela e afirma que o presidente Jair Bolsonaro favorece os grandes produtores em detrimento da agricultura familiar e dos pequenos agricultores. “O governo liberas agrotóxicos indiscriminadamente, favorece a incursão de queimadas ao mesmo tempo em que corta verbas para a agricultura familiar, que é quem produz alimentos saudáveis para a mesa dos brasileiros”, acentua.

A mulher é o negro do mundo

Apesar de algumas dificuldades maiores enfrentadas pelas mulheres do campo, “a mulher é o negro do mundo”, como dizem John Lennon e Yoko Ono na canção homônima. A violência as atinge indiscriminadamente, principalmente porque quando se violenta o corpo e a alma feminina se atinge a todas as mulheres. Abaixo trecho da música:

“A mulher é o negro do mundo
Sim, ela é,
Pense a respeito
A mulher é o negro do mundo
Pense a respeito…
Faça algo contra isso”

“O crescimento da violência contra as mulheres denuncia que vivemos numa sociedade doente. Os homens têm medo da mulher livre e atuante em defesa de sua vida e seus direitos”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

Uma pesquisa feita pelo Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), comprova a afirmação de Celina. O levantamento aponta que 536 mulheres foram agredidas fisicamente a cada hora com socos, empurrões ou chutes, em 2018. E não foi no Oriente Médio, na África (locais mais violentos contra as mulheres) e sim no Brasil, onde 177 mulheres foram espancadas a cada hora no ano passado. Sendo que 52% das vítimas não denunciou o algoz.

Ouça Woman Is the Nigger of the World, de John Lennon e Yoko Ono

“Atualmente ocorrem retrocessos inclusive no ato de fazer a denúncia”, assinala Celina, porque “o Estado machista não encoraja as vítimas a procurarem seus direitos e a mídia comercial naturaliza a violência como se fosse normal homem bater em mulher.”

Números da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) denunciam o crescimento de feminicídios. Somente em fevereiro deste ano 126 mulheres no Brasil e outras tentativas de assassinato. Segundo o FBSP, 16 milhões de mulheres foram agredidas no Brasil em 2018, ou 1.830 por hora. Pasmem. Ainda, de acordo com a ONG, o número de feminicídios cresceu 12% em relação a 2017.

“É preciso atuar sobre as causas e os fatores da violência contra a mulher, impedindo que isso aconteça. É urgente garantir ações e investimentos em prevenção da violência de gênero e para a desconstrução do machismo”, complementa Ana Carolina Querino, representante interina da Organização das Nações Unidas Mulheres Brasil.

Além disso, “precisamos de políticas públicas que colaborem para a autonomia econômica com acesso à terra, ao crédito e à assistência técnica”, argumenta Vânia. E ainda ampliar “o acesso à educação e criar mecanismos de defesa e empoderamento às vítimas de abuso.”

Ela lembra do assassinato da vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018 e até hoje os responsáveis por esse feminicídio político não estão presos e sendo julgados como determina a lei.

Em todo o mundo as mulheres sofrem discriminação. O assédio moral e o assédio sexual são práticas recorrentes, a dupla jornada de trabalho, a inferioridade salarial para mesmas funções, mesmo quando possuem escolaridade superior. Recentemente até os estúdios de cinema de Hollywood tiveram denúncias de pagar salários menores para as mulheres e da existência de assédios.

De acordo com Mazé, “em geral, as atividades das trabalhadoras do campo não são suficientemente reconhecidas, sendo classificadas como ‘ajuda’ ou ‘complemento’ ao trabalho do homem, o que limita seu acesso a rendimentos e ao poder de decisão sobre os rumos da produção e da comercialização, ainda sob domínio masculino.”

Como escreveu o dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828-1906), na peça Casa de Bonecas, “uma mulher não pode ser ela própria nesta sociedade que se construiu como uma sociedade masculina com leis traçadas pelos homens e por juízes masculinos que julgam a sociedade a partir de critérios masculinos.” Já passa da hora de mudar todos esses critérios.TAGS: 16 Dias de Ativismo- pelo Fim da Violência Contra a MulherComissão Interamericana de Direitos HumanosComissão Pastoral da TerraConfederação Nacional dos Trabalhadores na AgriculturaConflitos no Campo Brasil 2018Fórum Brasileiro de Segurança PúblicaHenrik IbsenMarcha das Margaridas 2019Sozinhas a História de Mulheres que Sofrem Violência no Campo.

Fonte: Portal CTB


“2019, um ano para esquecer, se fosse possível, vai passar para a história como o marco zero da destruição do país prometida pelo capitão-presidente, para então dar início à nova era”, escreve o jornalista Ricardo Kotscho. “Nos principais fóruns mundiais, o Brasil virou um pária, não apita mais nada, é motivo de deboche e preocupação”, acrescenta.

Daqui a mais alguns dias, os três poderes entram em obsequioso recesso, começam as férias escolares e as festinhas de amigo secreto da firma.

Nem se Bolsonaro revogar a Lei Áurea e oficializar a pena de morte, acabar com o salário mínimo e o décimo terceiro, não vai acontecer mais nada esse ano.

Vai ficar tudo para 2020, ou melhor, para depois do Carnaval, que é quando o ano começa no Brasil.

Decisões importantes do STF, como o julgamento da suspeição de Sergio Moro, e o novo pacote de reformas do governo podem esperar a chegada de Papai Noel e do Rei Momo.

2019, um ano para esquecer, se fosse possível, vai passar para a história como o marco zero da destruição do país prometida pelo capitão-presidente, para então dar início à nova era.

Nos principais fóruns mundiais, o Brasil virou um pária, não apita mais nada, é motivo de deboche e preocupação.

Com Bolsonaro, o baixo clero e as milícias chegaram ao poder com um único objetivo: detonar todas as conquistas civilizatórias das últimas três décadas e levar o país de volta aos gloriosos tempos de 1964.

Até aqui, estão cumprindo à risca o bangue-bangue prometido na campanha eleitoral, fazendo arminha com os dedos e prometendo metralhar os adversários vermelhos.

Conseguiram estragar até a bela festa do Flamengo do domingo, ao atiçar a polícia contra o povo que extravasava sua alegria nas ruas do Rio para receber os campeões da América.

Alguém – quem será? _ deu a ordem para acabar com as comemorações, antes que o trio elétrico com os jogadores chegasse à estátua de Zumbi, como estava previsto.

Para avisar que a festa acabou, a PM de Auschwitzel começou a atirar bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta na multidão, que reagiu com paus e pedras, transformando a celebração pacífica numa praça de guerra.

Sem aviso prévio, levaram os jogadores para o quartel da tropa de choque da PM, onde a delegação flamenguista foi desmobilizada.

Se agem assim contra as famílias que inundaram o centro do Rio, com um mar de bandeiras e camisas rubro-negras, cantando o hino do clube, pode-se imaginar o que farão, se e quando o povo for às ruas para protestar contra este desgoverno que encolheu o país e está rifando a soberania e o patrimônio nacionais.

Wilson Witzel, o governador neonazista de fancaria, eleito com o apoio dos Bolsonaros, rompeu com a família e agora quer o lugar deles no Palácio do Planalto.

Grotesco e sem noção, não se vexou de se ajoelhar diante de Gabigol para engraxar sua chuteira no gramado do estádio de Lima, e levou um chega pra lá do jogador.

Mais tarde, o mesmo herói dos gramados também não se envergonhou de posar sorridente ao lado do bicão em busca de foto para a próxima campanha eleitoral.

Este é o retrato perfeito da falta de caráter desses bolsominions da política e do futebol que tomaram conta do país.

Que venha logo 2020, antes que eles acabem também com o Natal.

Vida que segue.

Por Ricardo Kotscho via Portal CTB


PL apresentado por ele abranda e até retira punições de militares e outros policiais durante operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

O presidente Jair Bolsonaro se prepara legalmente para a matança, caso aconteçam no Brasil manifestações como as do Chile, Bolívia e Colômbia. Esta é a opinião de Alberto Kopittke, diretor executivo do Instituto Cidade Segura e associado do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

“Se essa lei for aprovada e ocorrer uma onda de manifestações contra o presidente, as Forças Armadas estão autorizadas a matar oponentes”, diz.

O Projeto de Lei (PL) apresentado por ele na semana passada, que abranda e até retira punições de militares e outros policiais durante operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) é até mesmo muito parecido a um decreto da autoproclamada presidente da Bolívia, Jeanine Áñez: o de se preparar para conter, inclusive com tiros, manifestações que venham a acontecer no Brasil.

“O projeto de Lei consolida essas duas falas. Se você pensar em instrumentos de exceção, de uso da força é uma forma de estrutura. Os atos institucionais [da ditadura] foram utilizados para dar formalidade aos atos ilegais. Ele [projeto] é uma preparação, pode ser usado para isso ou não”, diz Kopittke.

O professor Rafael Alcadipani, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, também não concorda com a aplicação da lei contra protestos.

“É um Cavalo de Troia para reprimir manifestações violentas, inclusive usando o exército como agente de intimidação da população e das polícias. É muito perigoso nesse momento esse tipo de projeto”, diz.

“Manter a ordem”

O próprio Bolsonaro tuitou sobre o assunto, na manhã de segunda-feira (25), deixando claro o uso da força em manifestações:

“- Quando um governador pede GLO é porque ele não mais consegue manter a ordem com seus meios.
– A tropa da GLO não é para fazer relações públicas, ela vai para se impor, conter ações terroristas, depredação de bens, queima de ônibus, evitar que inocentes morram, etc.”

Via Revista Fórum – CTB

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) é mais uma importante instituição a repudiar a Medida Provisória 905/19, que institui o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo e promove um novo e mais perverso ataque aos direitos trabalhistas.
 

Com o título “O novo desmonte dos direitos trabalhistas”, a Nota Técnica 215 adverte que o “pacote para geração de emprego” – lançado com alarde pelo governo – “não deve criar vagas na quantidade e qualidade necessárias”. Ao contrário, pode promover a rotatividade, com o custo adicional de reduzir direitos e ter efeitos negativos pra saúde e segurança dos trabalhadores.
 

A Nota aponta que a MP 905, sob pretexto de estimular o primeiro emprego de jovens, impõe mais uma reforma. “Uma ampla reforma trabalhista foi feita em 2017, com o pretexto de reduzir, desregulamentar ou retirar diversos direitos relativos às condições de trabalho”, diz o texto. Segundo o Dieese, a proposta Bolsonaro-Guedes aprofunda essa política de desmonte, que tem provocado a precarização brutal das condições de trabalho e queda na renda da classe trabalhadora.

“A MP 905 continua na linha de destruir direitos trabalhistas e de tirar os Sindicatos das negociações coletivas, a fim de enfraquecer a cadeia de proteção ao trabalhador”, afirma o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio. Ele também critica a truculência institucional da proposta, que agride preceitos constitucionais e atropela o debate sobre alterações em uma legislação que tem caráter de proteção social. “A Medida é um absurdo do ponto de vista constitucional e legislativo. Chega a ser ilegal”, disse Clemente à Agência Sindical.
 

A Nota Técnica elenca os principais ataques da MP: cria a modalidade de contrato de trabalho precário; intensifica a jornada de trabalho, que pode provocar aumento do desemprego; enfraquece os mecanismos de registro, fiscalização e punição a infrações; fragiliza as ações de saúde e segurança no trabalho; reduz o papel da negociação coletiva e da ação sindical; ignora o diálogo tripartite como lugar para mudanças na regulação do trabalho; e beneficia os empresários com uma grande desoneração em um cenário de crise fiscal, impondo ao desempregado o custo da “bolsa-patrão”.
 

Para o Dieese, o “Contrato de Trabalho Verde e Amarelo” terá o condão de aprofundar a crise do desemprego, com piora na precarização do trabalho, por meio de contratos que tiram mais direitos.

MAIA – Na tarde da terça (19), Centrais se reuniram com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), para tratar de eventual devolução da MP, anulando seus efeitos.

Via Agência Sindical – Portal CTB

26 nov 2019

Em nota, jornalistas repudiam venda da EBC

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Em nota, jornalistas repudiam venda da EBC]

O Brasil está vivendo um cenário caótico. Atacar os direitos trabalhistas e reduzir investimentos em áreas fundamentais, como educação, parecem pouco para o governo Bolsonaro. Nada sobra. Agora, é a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) que entra na mira de venda.


Em nota de repúdio à inclusão da EBC no programa de privatização, as entidades de jornalismo do país afirmam que a venda é “um ataque ao direito à informação da sociedade brasileira” e tem caráter inconstitucional, já que a própria Constituição Federal prevê, no artigo 223, a existência e a complementaridade dos sistemas público, privado e estatal de comunicação.


O documento ainda critica o governo quanto à informação de que a estatal estaria com problemas financeiros, afirmando que a empresa “nunca foi criada para ser autossuficiente, como nenhuma corporação da mídia pública o é”. 


Sem falar que o orçamento da EBC é baixíssimo, tendo registro de R$ 600 milhões anuais nos últimos anos. O comunicado encerra ressaltando a importância da empresa para a sociedade e considerando a venda da EBC como um desrespeito à Constituição e uma redução da transparência do Poder Executivo.

Fonte: O Bancário

26 nov 2019

Em 2020, salário mínimo será só R$ 1.030,00

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Em 2020, salário mínimo será só R$ 1.030,00]

O trabalhador só tem perdido com o governo Bolsonaro e o que já estava ruim, ficou ainda pior. Em 2020, o salário mínimo do trabalhador brasileiro será apenas R$ 1.030,00 e não os R$ 1.039,00, como estava previsto no orçamento do próximo ano encaminhado ao Congresso Nacional. 


Como o governo decidiu aplicar o reajuste do salário mínimo apenas na inflação, o trabalhador não terá ganho real. Para garantir ganho acima da inflação, o salário era reajustado pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes até este ano. Os mais pobres saem perdendo.


Atualmente, o mínimo é de R$ 998,00. Mas, para o Dieese, o valor ideal no Brasil deveria ser de R$ 4.277,04 para poder sustentar uma família de quatro pessoas e suprindo as necessidades básicas, a exemplo de moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário e higiene.

Fonte: O Bancário