O ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu transformar o movimento sindical brasileiro em alvo de suas infâmias, insultos e mentiras. Durante a abertura do seminário “Declaração de Direitos de Liberdade Econômica” promovido pelo STJ, segunda-feira (11), ele chegou ao ponto de afirmar que as organizações sindicais foram parceiras da ditadura militar brasileira.

Além de ofender a memória de trabalhadores perseguidos, presos, torturados e assassinados por aquele regime, ele mostrou, com esta declaração, que não conhece a história do Brasil.

O que ocorreu foi o inverso do que sugerem as infâmias vomitadas pelo senhor Guedes. Na ditadura de 1964, os sindicatos foram vítimas de intervenções, com seus dirigentes mais combativos afastados compulsoriamente e colocados no limbo pelo regime.

Basta consultar os arquivos históricos, que ele parece desconhecer, para saber que o movimento sindical lutou contra o arrocho salarial e o alto custo de vida e por isso foi violentamente reprimido.

Não foi à toa que a decadência daquele famigerado regime se refletiu nas memoráveis greves iniciadas no ABC ao final dos anos 1970 e início da década de 1980. Greves que, vale ressaltar, começaram a partir da denúncia do falseamento de índices econômicos, feito pela equipe econômica do ditador Emílio Garrastazu Médici.

Ao contrário do que afirmou Guedes, o movimento sindical não apenas não se aliou ao regime como lutou bravamente pela redemocratização e pela Constituinte.

O senhor Paulo Guedes se comporta como um porta-voz do mercado financeiro e revela-se agora um eloquente mentiroso. Ele se diz liberal, mas serviu ao ditador sanguinário Augusto Pinochet, no Chile, e agora serve a um governo de extrema direita, autoritário, retrógrado, que defende a tortura e os torturadores.

Como funcionário de um governo que está levando o país ao abismo, com a volta da recessão e altos índices de desemprego, um governo que enlameou a imagem do Brasil no exterior e atenta diuturnamente contra a soberania nacional, o meio ambiente e os direitos sociais, Paulo Guedes não tem qualquer moral para falar mal do movimento sindical brasileiro.

São Paulo, 13 de agosto de 2019

Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Miguel Eduardo Torres, presidente da Força Sindical Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT)

Adilson Araújo, presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)

Antônio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)

Fonte: Portal CTB

100 mil pessoas se concentraram no Masp, na Avenida Paulista, e saíram em passeata até a Praça da República

100 mil pessoas se concentraram no Masp, na Avenida Paulista, e saíram em passeata até a Praça da RepúblicaPelo Brasil afora, a terça-feira – o #13A – foi de repúdio aos seguidos cortes anunciados pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) no Ministério da Educação (MEC), bem como à gestão privatista e autoritária do ministro Abraham Weintraub. Projetos obscurantistas, como o “Escola sem Partido” e o “Future-se”, foram alvos de críticas. 

“Estamos nos mobilizando porque não vamos aceitar a privatização da universidade pública. O Future-se não vai passar. Não há futuro com Bolsonaro”, declarou, no carro-de-som na Avenida Paulista, o presidente da UNE, Iago Montalvão. “Não sairemos das ruas! Devolvam nosso futuro”, emendou Pedro Gorki, presidente da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas). 

Os retrocessos e as polêmicas mais recentes do governo Bolsonaro ajudaram a ampliar a pauta – e a turbinar a mobilização. Os atos do #13A abraçaram também a defesa da democracia e da soberania nacional, da aposentadoria e da Previdência Social, do trabalho e do salário, além do meio ambiente e da saúde pública. Foram, portanto, ainda mais abrangentes e politizados do que as grandes manifestações de 15 e 30 de maio

Na capital paulista, sobressaiu um bandeirão com a imagem de Fernando Santa Cruz, um dos mortos e desaparecidos políticos do regime militar (1964-1985). No começo de agosto, o presidente Jair Bolsonaro desonrou a memória de Fernando, ao difamá-lo por sua atuação na resistência à ditadura e por mentir sobre as circunstâncias de seu assassinato. “Oferecemos a luta de hoje em homenagem ao herói Fernando Santa Cruz”, discursou Iago Montalvão.

Os presidentes da Ubes, Pedro Gorki, e da UNE, Iago Montalvão, no ato na Avenida Paulista
 Ao lado das entidades estudantis, as manifestações contaram com o engajamento de centrais sindicais, movimentos sociais e partidos políticos. As Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo também apoiaram os protestos. Onofre Gonçalves, dirigente da CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), atacou a reforma da Previdência do governo Bolsonaro – que, na prática, desmonta a Previdência Social e inviabiliza a aposentadoria da maioria dos brasileiros: “Vamos continuar nos mobilizando para que a reforma não tire dinheiro de quem precisa. Somos a favor de uma reforma que corrija as distorções da Previdência”.

Em nota, ao fim desta terça-feira, UNE, Ubes e ANPG (Associação Nacional dos Pós-Graduandos) anunciaram 7 de setembro como a data do 4º Grande Ato em Defesa da Educação. “Essa foi a retomada do ‘tsunami da educação’ e das lutas do mês de maio que tomaram conta de todo o Brasil”, diz o texto. “Voltamos e foi apenas o começo!”

Leia também:
– Estudantes realizam protestos em todo o país em defesa da Educação

Da Redação, com agências – Vermelho

13 ago 2019

Ato em defesa da Educação e da Previdência

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Ato em defesa da Educação e da Previdência]

Com o Bolsonaro, não dá para vacilar. O brasileiro deve ocupar as ruas para enfrentar o governo e impedir mais retrocesso. As grandes manifestações do primeiro semestre, que reuniram mais de um milhão de pessoas, devem ganhar mais força e ampliar a agenda.


E é o que milhares de cidadãos prometem fazer nesta terça-feira (13/08) nos quatro cantos do país, com atividades contra os cortes no orçamento da educação, o projeto “Future-se”, que, na prática, privatiza o ensino superior público e a reforma da Previdência, aprovada na semana passada pela Câmara Federal.


Em Salvador, acontece passeata saindo do Campo Grande, a partir das 9h. As aulas também devem ser suspensas em diversas escolas. O contingenciamento nas universidades e institutos federais já soma R$ 6,1 bilhões. Algumas instituições correm risco de suspender as atividades nos próximos meses devido à falta de recurso.


O que muita gente não sabe é que a educação continua a perder verba, para atender a agenda do grande capital. Dos R$ 3 bilhões liberados por Bolsonaro a parlamentares para conseguir aprovar a reforma da Previdência, R$ 1 bilhão sairam do orçamento do MEC (Ministério da Educação).

Fonte: O Bancário

Os geógrafos explicam as tsunamis como ondas descomunais, com grande volume de energia, que ocorrem nos oceanos pela movimentação das placas tectônicas. Tal qual um terremoto, o maremoto tem seu epicentro — isto é, o ponto da superfície terrestre, nesse caso sob o oceano, a partir do qual se irradia — atingido em primeiro lugar e com maior intensidade pelo abalo sísmico.

Não é em vão que o 13 de agosto foi batizado como tsunami da educação. Neste momento de estremecimento — das políticas públicas, dos direitos sociais fundamentais e do próprio Estado Democrático de Direito —, a educação tem sido, de fato, um ponto fulcral a absorver os primeiros impactos que prenunciam a catástrofe. A onda gigantesca de estudantes, professores, técnicos administrativos e defensores da educação pública, gratuita, democrática e de qualidade socialmente referenciada é, portanto, consequência. Mais: é uma força da natureza, que não se pode conter.

No Congresso Extraordinário da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), realizado no fim de julho em São Paulo, apontamos a participação na mobilização do dia 13 como uma das prioridades de nosso plano de lutas. Se mantivéssemos a metáfora das ondas do mar e seu potencial cataclísmico, poderíamos dizer que, nesse volume de reação popular que se levanta, os professores e auxiliares de administração escolar das instituições privadas, que compõem a base da Contee, adensam tanto a base da onda que inundará as ruas quanto fazem crescer sua crista.

Por um lado, o da base, porque fazem parte da ampla parcela da sociedade civil organizada, sobretudo nas entidades educacionais, que defende a educação pública como basilar para um projeto soberano de nação, o qual está sendo fendido pelos tremores — e terrores — postos em prática pelo atual governo. Por outro, o da crista, porque é justamente uma antiga bandeira da Contee que precisa estar no auge das mobilizações para enfrentar os atuais ataques: a luta contra a mercantilização, financeirização, oligopolização e desnacionalização do ensino, visando a atender os interesses privatistas — que, não por acaso, estão dentro do próprio Ministério da Educação.

Faz-se imprescindível, como se vê, que inundemos as ruas, a exemplo das grandes mobilizações que realizamos nos dias 15 de maio (na greve nacional da educação), 30 de maio (com os atos convocados pelo movimento estudantil em defesa da educação pública) e 14 de junho (na greve geral da classe trabalhadora contra a reforma da Previdência). Que seja, sim, uma tsunami a destruir o atual cenário de ataques e que, depois dela, um outro projeto de educação (pública, gratuita, laica, inclusiva, crítica, de qualidade, acompanhada da regulamentação do ensino privado) se construa.

Por José de Ribamar Virgolino Barroso: coordenador da Secretaria de Finanças da Contee

Fonte: Contee via Portal CTB

13 de agosto é o dia da Greve Nacional da Educação. Convocada por professores, estudantes e o pessoal técnico-administrativos, a paralisação será temperada por manifestações que prometem sacudir as capitais e centenas de outras cidades do país.

Na pauta do movimento constam a defesa de mais verbas para a Educação pública, contra o corte de verbas e desmonte que o governo Bolsonaro está provocando, bem como pela liberdade de cátedra e contra a chama Escola Sem Partido.

A CTB, junto com as demais centrais sindicais e os movimentos sociais, também vão engrossar as manifestações e levarão às ruas faixas e bandeiras contra a reforma da Previdência, o desemprego e a redução de direitos e salários.

“Orientamos todas as entidades filiadas e a militância cetebista a mobilizar as bases para os atos que estão programados para esta terça-feira”, declarou o presidente da Central, Adilson Araújo.

“O Brasil está à beira do precipício, a economia caminha para a recessão, temos mais de 13 milhões de desempregados buscando uma ocupação somado a 5 milhões que desistiram de procurar emprego e um governo submisso aos EUA que não faz nada para reverter a situação, favorecer a retomada do crescimento econômico e a redução do desemprego”, ressaltou.

Para fazer frente a esta situação “é imperioso ocupar as ruas”, acrescentou Araújo. “Vamos dar continuidade às grandes mobilizações dos dias 15 de maio, 30 de maio e 14 de junho. As eleições primárias realizadas domingo (11) na Argentina mostram o descontentamento do povo lá com a obra de restauração neoliberal do governo Macri. Sei que aqui também grassa a insatisfação e vamos demonstrar isto nesta terça”, finalizou.

Fonte: Portal CTB

13 ago 2019

Educação perde quase R$ 1 bilhão com reforma

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Educação perde quase R$ 1 bilhão com reforma]

Aos que acreditavam no investimento do governo Bolsonaro para a educação, deveriam saber que foi às custas deste tão precário setor que o presidente conseguiu aprovação dos parlamentares na reforma da Previdência. Dos R$ 3 bilhões liberados em emendas parlamentares, quase R$ 1 bilhão foram remanejados do orçamento do MEC (Ministério da Educação).


Do total dos recursos que estavam congelados sob a promessa de liberação para o caso de melhorias na economia, R$ 926 milhões foram utilizados durante as negociações de apoio à PEC 006/2019. O montante representa 16% do total bloqueado para o MEC neste ano, que soma R$ 5,8 bilhões. 


Os recursos saíram de ações como o apoio à manutenção da educação infantil, concessão de bolsas na educação superior e básica e o apoio ao funcionamento de instituições federais de ensino. Um completo absurdo.

Fonte: O Bancário

13 ago 2019

Sem crise. Lucro dos bancos vai a R$ 43 bilhões

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Sem crise. Lucro dos bancos vai a R$ 43 bilhões]

A crise econômica que assola o país atinge em cheio o trabalhador. Muitos estão sem emprego, atolados em dívidas, na informalidade para sobreviver. Mas, esta realidade é só para a base da pirâmide. Do outro lado da corda, o sistema financeiro, que só lucra. 


O balanço do primeiro semestre dos quatro maiores bancos do país – BB, Bradesco, Itaú e Santander – bateu na casa dos R$ 42,9 bilhões, crescimento médio de 20,4% em 12 meses. A carteira de crédito (R$ 2,3 trilhões) e as receitas com operações de serviços puxaram a alta.
 

Boa parte do lucro dos bancos sai do bolso do cidadão. Para se ter ideia, no primeiro semestre, um total de R$ 55,8 bilhões saíram das contas dos clientes e foram direto para os cofres das organizações financeiras. O valor cobre com folga as despesas com pessoal, inclusive a PLR (Participação nos Lucros e Resultados). 
 

Além do correntista, no sistema financeiro, o é “tempo ruim” para o bancário, que trabalha sobrecarregado e com medo de ser o próximo na lista de cortes. O Itaú, por exemplo, fechou 983 postos de trabalho em 12 meses completados em junho. À frente, o BB, com menos 1.507 vagas. Os dados são do levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). 

Fonte: O Bancário

13 ago 2019

Dinheiro liberado do FGTS só para quitar dívidas

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Dinheiro liberado do FGTS só para quitar dívidas ]

Se engana quem pensa que diante do anúncio do governo da liberação de R$ 500,00, junto à Caixa, para saque de contas ativas e inativas do FGTS, o dinheiro aquecerá a economia. A medida irá beneficiar apenas os bancos, já que 36% dos brasileiros têm dívidas de até o valor que está sendo liberado. 


De acordo com o Serasa Experian, 23 milhões de brasileiros devem até R$ 500,00, dentro do universo de 63 milhões de inadimplentes do país. Ainda segundo o órgão, São Paulo e Rio de janeiro são os dois maiores estados com o maior volume de pessoas com dívidas em atraso no valor do saque. 


Diferente do que foi prometido, o dinheiro não irá melhorar a economia do país. Com a taxa de inadimplência tão alta, o saque será utilizado para quitar os débitos ou pelo menos servirá como entrada para solucionar as dívidas que se acumulam. Ou seja, só irá aquecer os cofres bancários. 


Economistas avaliam que a medida vai gerar um pequeno impacto na economia, com efeito positivo para o trabalhador endividado. Enquanto o governo não gerar emprego e renda para os milhares de desempregados, soluções paliativas serão tapa buracos no rombo que só se alastra pelo Brasil. 

Fonte: O Bancário

13 ago 2019

Reforma tira do povo e entrega para os bancos

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Reforma tira do povo e entrega para os bancos ]

O discurso do governo, apoiado pela grande mídia, é de que a reforma da Previdência é a vilã nas contas públicas. Segundo a equipe de Bolsonaro, com a PEC 6/19, o país vai economizar cerca de R$ 1 trilhão na próxima década. Justamente o valor que, nos últimos 10 anos, foram destinados para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública. 


Enquanto retira recursos dos trabalhadores, aposentados e pensionistas, a reforma da Previdência beneficia setores que já “nadam” em dinheiro, como os bancos e os investidores. 
 

Ao invés de mexer nos direitos de quem mais precisa, o governo federal deveria adotar medidas como uma auditoria da dívida pública interna, taxar as grandes fortunas acima de R$ 20 milhões, e fazer a tributação sobre lucros e superiores a R$ 360 mil mensais. 
 

Apesar de divulgarem que a Previdência é deficitária, a Seguridade Social registrou superávit de R$ 1 trilhão entre 2005 e 2016. Então, na verdade, a reforma da Previdência é uma demanda do mercado financeiro, não do povo.
 

A reforma, que foi aprovada na Câmara Federal, reduz os valores das aposentadorias, aumenta o tempo de contribuição e estabelece a idade mínima de 62 anos (mulheres) e 65 (homens). Para ter direito à aposentadoria integral, o trabalhador terá de contribuir por 40 anos.

Fonte: O Bancário

13 ago 2019

Caixa descumpre decisão da Justiça sobre PCD

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Caixa descumpre decisão da Justiça sobre PCD]

A Caixa descumpre a decisão do TRT10 (Tribunal Regional do Trabalho do Distrito Federal e do Tocantins), que obriga o banco a cumprir a cota legal de contratação de PCD (Pessoas com Deficiência), como prevê a lei 8.213/91. 


A instituição financeira foi condenada e teria de contratar 2.500 pessoas com deficiência para se adequar à legislação, que exige um percentual de 5% de PCDs no preenchimento das vagas de empresas com mais de 1 mil empregados. 


Segundo dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), a Caixa só tinha 78,5 mil empregados em fevereiro deste ano. Desses, apenas 1.371 tem alguma deficiência, o equivalente a 1,75% do total. O não cumprimento da decisão condena o banco a pagar uma multa máxima de R$ 1 milhão por dia.

Fonte: O Bancário