16 abr 2018

Desempregados não conseguem recolocação

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A ausência de políticas econômicas voltadas para o trabalhador, do governo Temer, tem tornado a vida do cidadão bem difícil, sobretudo se tiver desempregado. O tempo para conseguir uma colocação no mercado de trabalho é o maior em décadas.

Levantamento da consultoria Idados aponta que 46% dos desempregados conseguiram uma recolocação no mercado. No entanto, mais de metade é informal, ou seja, sem os direitos garantidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). São 23 milhões de pessoas trabalhando por conta própria.

O número de pessoas sem ocupação também não baixa. Atualmente, estpa perto dos 13 milhões. Desse total, um terço, sem esperança diante da atual situação do país, desistiu de procurar emprego, mostra a pesquisa.

Os dados analisados pela consultoria Idados são baseados na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Fonte: O Bancário

16 abr 2018

Banco público deve ser usado como regulador

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Os bancos públicos são fundamentais para a economia voltar a crescer. Mas, para isso, o governo precisaria colocar em prática medidas capazes de fazer das instituições financeiras, protagonistas. Um bom começo seria a redução das taxas de juros.

A história recente dá o exemplo. Nos governos Lula e Dilma, os bancos públicos foram usados como reguladores do mercado, reduzindo os juros cobrados aos clientes e às empresas na concessão de crédito. A iniciativa, nada agradou os privados, que, a contragosto, tiveram de seguir o mesmo caminho.

Mas, depois do golpe, tudo mudou. Hoje, mesmo com a queda da Selic, em 6,5% ao ano, o cheque especial continua em nível recorde, em 331,2% em fevereiro passado. O spread bancário, diferença entre o que é cobrado ao consumidor em empréstimos e o que os bancos gastam na captação de recursos, também está elevado, em 20,4% ao ano.

Para completar, a política dos bancos públicos mudou. A Caixa, por exemplo, já não tem a menor tarifa do crédito imobiliário. Os dados não deixam dúvidas: o governo Temer segue à risca a cartilha neoliberal, reduzindo o papel das estatais, e deixando espaço para as empresas privadas fazerem o que quiserem. Resultado, as taxas continuam nas alturas e os bancos lucram cada vez mais – no ano passado passou de R$ 65 bilhões mesmo com a grave crise na economia nacional.

Fonte: O Bancário

16 abr 2018

Ato nacional em Curitiba marca 1º de maio

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O 1º de maio, Dia do Trabalhador, será de mobilização em defesa da democracia e um ato nacional marca a data este ano. A CTB e demais centrais sindicais homenageiam o ex-presidente Lula durante manifestação conjunta, em Curitiba (PR).

O ato está previsto para começar às 17h. Os participantes aproveitam a ocasião para fazer denúncia pública contra a arbitrariedade de todos os setores da Justiça brasileira que, mesmo sem provas, apenas com convicções, condenou Lula, hoje preso político.

Os trabalhadores ainda reivindicam mudança na atual política, para que o Brasil retome o crescimento econômico, com geração de emprego e distribuição de renda. Para isso faz-se necessário proteger as estatais e revogar a reforma trabalhista.

Fonte: O Bancário

Dados divulgados na quarta (11) pelo IBGE apontam queda na renda dos brasileiros e aumento da desigualdade em 2017. Para o sociólogo e diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, os números são reflexo da grave recessão, enfrentada por Michel Temer com medidas que prejudicam o trabalhador. E o horizonte não é nada animador. A inflação oficial de março, que atingiu o nível mais baixo para o mês em 24 anos, sinaliza que a economia continua debilitada. 

De acordo com o IBGE, no ano passado, o 1% da população brasileira com os rendimentos mais elevados – ou seja, o topo da pirâmide social – recebia 36,1 vezes mais do que a metade mais pobre da população. A desigualdade de renda aumentou em todo o país, exceto no Sudeste.

Em 2017, as pessoas que tinham algum rendimento recebiam, em média, R$ 2.112,00, contra R$ 2.124,00 em 2016. Nos estratos mais vulneráveis da sociedade, a comparação expõe um cenário ainda mais perverso. A renda média mensal dos trabalhadores mais pobres – grupo que contém 4,5 milhões de pessoas, ou 5% da população trabalhadora – recuou de R$ 76, em 2016, para R$ 47 no ano passado.

“A tendência do aumento da desigualdade de renda é consequência da grave recessão. Quem mais se prejudica nessa situação são os trabalhadores, que perdem o emprego e têm seus salários achatados. De outro lado, os ricos acabam tendo capacidade de ampliar seu patrimônio e sua renda”, diz Clemente Ganz. Segundo ele, o topo da pirâmide se beneficia de diversas maneiras da situação difícil da economia.

“Os ricos aumentam sua renda decorrente da remuneração que recebem pela dívida pública e por tudo que têm de recursos aplicados no sistema financeiro. Com o espraiamento da crise para todos os setores, ganham capacidade de adquirir patrimônio com baixo custo. É a hora em que concentram patrimônio, porque tudo vira uma pechincha. Então eles têm capacidade de defender e ampliar sua renda e riqueza nesses momentos”, detalha.

Já os mais pobres pedem empregos, renda e, por fim, quando têm algum patrimônio, precisam até se desfazer dele, pois deixam de ter condições de pagar as prestações, seja de um carro ou de um imóvel financiado. Além do mais, o desemprego de longo prazo termina por submeter os trabalhadores a aceitarem postos de trabalho com salários inferiores, e isso tudo colabora para, junto com a retomada de ocupações informais, aumentar a desigualdade.

“Esse é o resultado natural dessa crise, enfrentada pelo governo com as políticas que temos observado, que, na verdade, só agravam os problemas para os trabalhadores. Todas essas medidas [a exemplo da reforma trabalhista] podem até gerar uma saída da crise, mas geram uma economia mais fraca, mais subordinada ao aumento da desigualdade, porque há aumento da precarização, queda nos salários, as ocupações informais crescem. A resposta à crise tem sido aquela que diminui a capacidade do trabalho sair bem desse processo”, afirma Clemente.

Ele destaca que, na verdade, esse é um processo vivenciado não só no Brasil. Os países centrais que estão saindo da crise de 2007 e 2008 também têm contabilizado aumento da desigualdade, fundamentalmente pela precarização do mercado de trabalho e pela expansão da renda dos ricos, algo que economista francês Thomas Piketty vem denunciando há algum tempo.

“O Brasil era um ponto fora da curva. Embora isso não acontecesse na velocidade que a gente gostaria, as políticas eram no sentido da redução das desigualdades. Mas nem isso a gente conseguiu segurar”, lamenta, falando da mudança de rota do último período.

Economia travada

Embora a princípio pareça um dado positivo, a inflação abaixo do esperado no último mês indica que os problemas da economia – que tanto penalizam os mais pobres e aumentam o fosso entre os de baixo e os de cima – ainda não estão perto de acabar. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,09% em março, bem abaixo dos 0,32% de fevereiro. É o menor patamar da série histórica do IBGE.

Há nove meses consecutivos, o indicador que mede a inflação acumulada em 12 meses está abaixo de 3%, algo inédito desde a implementação do Plano Real, em 1994. O centro da meta de inflação é de 4,5% para este ano, com margem de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos.

“Esse resultado, em grande medida, repercute uma economia que sofre os impactos da grave recessão e que tem sérias dificuldades de retomar uma dinâmica de crescimento. (…) A taxa de inflação é baixa porque a economia está travada e os preços estão sendo segurados porque não tem consumo. Se eu aumentar o preço, não vendo. Uma baixa inflação como essa é sinal de debilidade da economia”, indica Clemente.

Ele ressalta o quadro no qual há um mercado de trabalho com 13 milhões de desempregados e um outro contingente de subocupados. Embora tenha havido uma leve redução na taxa de desemprego, ela foi influenciada pela criação de ocupações informais, que resultam em queda na renda do trabalho. Tudo dificulta a retomada do consumo. Além disso, faltam investimentos nos setores público e privado.

“Tudo isso está travando a economia. Se você não tem consumo, nem investimento e as empresas têm capacidade ociosa, os preços vão abaixo, na verdade, tentando retomar algum nível de venda e consumo, numa situação ainda muito agravada pelas altas taxas de juros no mercado financeiro. O crédito não auxilia”, critica o assessor do Dieese.

De acordo com ele, só baixar a taxa básica de juros, como tem feito o Banco Central, não resolverá a situação do país. “A taxa de juros serve como um freio na economia. Ao baixá-la, o governo tira o pé desse freio. A pergunta é: mas quem acelera? Para acelerar, ou tem renda para estimular o consumo, ou tem investimento. Mas como nada disso está acontecendo, o Banco Central tira o pé do freio, mas ninguém põe no acelerador. Então a economia começa a andar de lado”, resume.

O IBGE também divulgou nesta quarta que oito dos 15 locais pesquisados no país tiveram queda na produção industrial de janeiro para fevereiro deste ano, o que reforça a ideia de que uma retomada consistente do crescimento não se avizinha.

“A indústria está girando no fio da navalha de um consumo baixo. Nenhuma empresa vai ampliar sua produção, se não tem para quem vender. Os números da atividade industrial em alguma medida repercutem esse tipo instabilidade e insegurança sobre o nível de produção”, avalia.

Fonte: Por Joana Rozowykwyat – Do Portal Vermelho

Dados do IBGE divulgados na quarta-feira (11) mostram que, em 2017, um ano após o golpe parlamentar que tirou do poder a presidenta eleita Dilma Rousseff, a desigualdade aumentou e os rendimentos caíram. Sob a gestão Michel Temer, a renda média mensal dos trabalhadores mais pobres - grupo que contém 4,5 milhões de pessoas, ou 5% da população trabalhadora – recuou de R$ 76, em 2016, para R$ 47 no ano passado. 

Em 2017, os 10% da população com os maiores rendimentos detinham 43,3% da massa de rendimentos do país, enquanto a parcela dos 10% com os menores rendimentos detinha 0,7% desta massa.

As pessoas que faziam parte do 1% da população brasileira com os maiores rendimentos recebiam, em média, R$ 27.213, em 2017. Esse valor é 36,1 vezes maior que o rendimento médio dos 50% da população com os menores rendimentos (R$ 754). Na região Nordeste, essa razão foi de 44,9 vezes e, na região sul, 25 vezes.

Em 2017, as pessoas que tinham algum rendimento (de todas as fontes, como salário, aposentadoria, pensão e programas de transferência de renda) recebiam, em média, R$ 2.112,00 contra R$ 2.124,00 em 2016. Em termos regionais, o Centro-Oeste registrou o maior valor (R$ 2.479,00) e o Nordeste (R$ 1.429,00), o menor.

No Brasil, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita foi de R$ 1.271 em 2017 e de R$ 1.285 em 2016. As regiões Norte (R$ 810) e Nordeste (R$ 808) apresentaram os menores valores e a Região Sul, o maior (R$ 1.567).

Ainda em 2017, 13,7% dos domicílios brasileiros recebiam dinheiro referente ao Programa Bolsa Família, uma participação inferior à de 2016 (14,3%). As regiões Norte (25,8%) e Nordeste (28,4%) apresentaram os maiores percentuais. O rendimento médio mensal real domiciliar per capita nos domicílios que recebiam o Bolsa Família foi de R$ 324 e naqueles que não recebiam foi de R$ 1.489.

Desigualdade de renda pior em quase todo o país

O índice de Gini dos rendimentos mede a desigualdade da sua distribuição, e seu valor varia de zero (igualdade) até um (desigualdade máxima). Em 2017, o índice de Gini do rendimento médio mensal real domiciliar per capita no Brasil foi 0,549.

O número se mantém estável em relação ao ano anterior, mas isso só ocorreu por causa de uma queda na região Sudeste, onde o índice passou de 0,535 para 0,529. No entanto, em todas as demais regiões a desigualdade piorou. No Nordeste, o índice Gini subiu de 0,555, em 2016, para 0,567, em 2017. No Norte, passou de 0,539 para 0,544. No Sul, de 0,473 para 0,477. No Centro-Oeste, de 0,523 para 0,536.

Essas informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – Rendimento de todas as fontes, de 2017. A publicação completa e o plano tabular da pesquisa podem ser acessados aqui.

60,2% da população brasileira tinham algum tipo de rendimento em 2017

Em 2017, o país tinha 207,1 milhões de habitantes. Desse total, 124,6 milhões (60,2%) possuíam algum tipo de rendimento. A região Sul (66,0%) teve o maior percentual de pessoas com algum rendimento, e a Norte (52,6%) e a Nordeste (56,5%), os menores.

As pessoas com rendimento de todos os trabalhos correspondiam a 41,9% da população residente (86,8 milhões) em 2017, enquanto 24,1% (50,0 milhões) tinham algum rendimento de outras fontes. Em 2016, esses percentuais eram: 42,4% dos residentes tinham rendimento de todos os trabalhos (87,1 milhões) e 24,0% possuíam rendimentos de outras fontes (49,3 milhões).

A região Sul, em 2017, apresentou o maior percentual de pessoas com rendimento efetivamente recebido de todos os trabalhos (46,8%) e o segundo maior percentual com rendimento proveniente de outras fontes (25,9%).

Por sua vez, o Nordeste tinha o menor percentual de pessoas com rendimento efetivamente recebido de todos os trabalhos (34,7%) e o maior percentual daquelas que recebiam de outras fontes (27,8%).

Rendimento de outras fontes predomina no Norte e no Nordeste

Entre os rendimentos de outras fontes, o mais frequente era a aposentadoria ou pensão (14,1%), seguido por outros rendimentos (7,5%), categoria que inclui seguro-desemprego, programas de transferência de renda, poupança, entre outros. Pensão alimentícia, doação ou mesada de não morador (2,4%) e aluguel e arrendamento (1,9%) estão na sequência.

O Nordeste tinha o maior percentual de pessoas com outros rendimentos (12,1%), e o Norte vinha a seguir (10,2%). No Norte, este percentual superou o de quaisquer outras fontes diferentes do trabalho.

Nas demais regiões, a categoria aposentadoria ou pensão foi a que registrou os maiores percentuais, com destaque para o Sul, que tinha 18,1% da população residente com esse tipo de rendimento, contra 17,3% em 2016.

Gráfico do percentual de pessoas com rendimento, na população residente, por Grandes Regiões, segundo o tipo de rendimento proveniente de outras fontes – 2017

Norte e Nordeste têm os menores rendimentos médios mensais

Em 2017, as pessoas com rendimento (de todas as fontes) recebiam, em média,
R$ 2.112, contra R$ 2.124 em 2016. O Centro-Oeste registrou o maior valor (R$ 2.479) e o Nordeste (R$ 1.429), o menor. Já em 2016, o Sudeste (R$ 2.547) tinha o maior rendimento médio de todas as fontes.

O rendimento médio mensal real de todos os trabalhos foi R$ 2.237, em 2017, e R$ 2.268, em 2016. O Nordeste (R$ 1.570) tinha o menor valor e o Centro-Oeste (R$ 2.566), o maior. No Sudeste houve a única variação negativa de 2016 (R$ 2.663) para 2017 (R$ 2.526).

Em 2017, o rendimento médio mensal real de outras fontes foi de R$ 1.382, sendo o menor valor (R$ 884) observado na Região Norte, e o maior (R$ 1.700), na Região Sudeste.

No Brasil, entre as categorias que compõem o rendimento de outras fontes, a aposentadoria ou pensão tinha o maior valor (R$ 1.750). Isso ocorreu em todas as regiões, com o Centro-Oeste mostrando o maior valor (R$ 2.105) e o Nordeste, com o menor (R$ 1.442). A tabela a seguir mostra os valores médios dos tipos de rendimento e suas variações regionais:

Rendimento médio mensal real da população residente, com rendimento, efetivamente recebido, a preços médios de 2017, por Grandes Regiões, segundo o tipo de rendimento – 2016-2017

Concentração de renda

No Brasil, o rendimento médio efetivo de todos os trabalhos da metade da população com os menores rendimentos foi de R$ 754 em 2017, 2,5% a menos que em 2016 (R$ 773). Nesses dois anos, a região Sul foi a que apresentou os maiores valores desse indicador: R$ 978 (2016) e R$ 974 (2017). A média observada em 2017 nessa região foi o dobro da verificada na região Nordeste (R$ 487).

Em 2017, as pessoas que faziam parte do 1% da população brasileira com rendimentos mais elevados (rendimento médio mensal real de R$ 27.213) recebiam, em média, 36,1 vezes o rendimento da metade da população com os menores rendimentos (rendimento médio mensal real de R$ 754). A região Nordeste foi a que apresentou a maior razão (44,9 vezes) e a região Sul a menor (25,0 vezes). No Brasil, em 2016, essa razão havia sido de 36,3%.

O índice de Gini mede a concentração de uma distribuição e varia de zero (perfeita igualdade) até um (desigualdade máxima). No Brasil, o Índice de Gini do rendimento médio mensal real efetivamente recebido de todos os trabalhos foi de 0,525 em 2016 para 0,524 em 2017.

O Sudeste passou do segundo maior índice em 2016 (0,520) para o segundo menor em 2017 (0,510). Nesses dois anos, o Sul apresentou as menores desigualdades (0,465 em 2016 e 0,469 em 2017) e a região Nordeste, as maiores (0,545 em 2016 e 0,559 em 2017).

Os 10% melhor remunerados receberam 2/5 dos rendimentos do país

A massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita foi de R$ 263,1 bilhões em 2017, e de R$ 263,9 bilhões em 2016. Os 10% da população com os menores rendimentos detinham 0,7% da massa de rendimento, enquanto os 10% com os maiores rendimentos ficavam com 43,3% dessa massa, ou mais de 2/5 dos rendimentos domiciliares per capita.

Gráfico da distribuição da massa de rendimento mensal real domiciliar per capita, efetivamente recebido no mês de referência, a preços médios do ano, segundo as classes de percentual das pessoas em ordem crescente de rendimento domiciliar per capita – Brasil – 2016-2017

No Brasil, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita foi de R$ 1.285 em 2016 e de R$ 1.271 em 2017. No Norte (R$ 810) e no Nordeste (R$ 808) estavam os menores valores e no Sul, o maior (R$ 1.567).

Em 2017, o índice de Gini do rendimento médio mensal real domiciliar per capita para o Brasil foi de 0,549 (o mesmo registrado em 2016).

19,4% do rendimento domiciliar per capita vêm de aposentadoria ou pensão

No Brasil, em 2017, 73,8% do rendimento médio mensal real domiciliar per capita efetivamente recebido pela população era composto pelo rendimento de todos os trabalhos e os outros 26,2%, por outras fontes (aposentadoria ou pensão; aluguel e arrendamento; pensão alimentícia, doação ou mesada de não morador; e outros rendimentos).

Entre as grandes regiões, a menor participação do rendimento de todos os trabalhos foi no Nordeste (67,4%) e a maior no Centro-Oeste (77,8%).

A participação do rendimento proveniente de aposentadoria ou pensão foi de 19,4% no Brasil. Entre as regiões, essa participação foi de 23,8% no Nordeste; 20,4% no Sul; 18,6% no Sudeste; 15,7% no Centro-Oeste e 15,0% no Norte.

28,4% dos domicílios do Nordeste recebiam Bolsa Família

No Brasil, em 2017, 13,7% dos domicílios recebiam dinheiro do Programa Bolsa Família em 2017, um percentual menor que o de 2016 (14,3%). Norte (25,8%) e Nordeste (28,4%) foram as regiões que apresentaram os maiores percentuais. O Benefício de Prestação Continuada (BPC) era recebido por 3,3% dos domicílios do País, em 2017. Mais uma vez, Norte (5,6%) e Nordeste (5,2%) apresentaram os maiores percentuais.

O Rendimento médio mensal real domiciliar per capita nos domicílios que recebiam o Bolsa Família foi de R$ 324 e naqueles que não tinham foi de R$ 1.489. Para os domicílios que recebiam o BPC foi de R$ 696 e os que não recebiam, R$ 1.293.

Fonte: IBGE e G1 via Vermelho

A 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça reduziu de R$ 160 milhões para R$160 mil o valor da causa de uma ação civil pública proposta contra o banco Itaú por oferecer de forma indiscriminada produtos como cheque especial e cartão de crédito e, assim, contribuir para situações de superendividamento em massa dos consumidores. A decisão ocorreu nesta terça-feira (10/4).

Os ministros consideraram o valor da causa atribuído pelo Instituto de Defesa do Cidadão, e mantido pelo Tribunal de Justiça do Paraná, exorbitante, já que não foi possível demonstrar que a quantia corresponde efetivamente aos danos pretendidos.

Na decisão, os ministros concordaram com o posicionamento do relator do Recurso Especial 1712504/PR, ministro Luís Felipe Salomão. O magistrado considerou que “o caráter indeterminável dos beneficiários, que impossibilita a exatidão do valor econômico da pretensão, não autoriza sua fixação em quantia exorbitante”.

Na ação coletiva,  o banco é acusado de ter oferecido os produtos de forma indiscriminada, descontando valores dos salários dos consumidores de forma “unilateral” e “sem amparo no ordenamento jurídico”. A entidade argumentava, ainda, que a indenização pedida corresponde a apenas uma parcela do real endividamento do consumidor brasileiro, apurado, segundo a instituição, em R$ 555 bilhões.

Para Salomão, contudo, é necessário estipular critérios para a atribuição do valor da causa em ações coletivas, especialmente quando se mostre inviável a determinação de seu exato conteúdo econômico.

“Em verdade, ainda que as decisões das instâncias ordinárias considerem impossível aferir a exata dimensão do benefício a ser alcançado com a ação civil proposta, penso que tal premissa não é capaz de subsidiar uma mensuração absolutamente aleatória do conteúdo econômico da causa, que destoe da razoabilidade”, afirmou.

O ministro considerou que, por mais que fosse reconhecido que o banco cometeu as irregularidades das quais era acusado na ação civil, não é possível concluir que o valor de R$ 160 milhões é razoável.

“No caso em análise o Instituto não apontou, por qualquer meio válido, quer o número, ainda que estimado, de prejudicados com as alegadas práticas ilegais do bano, quer o valor desse prejuízo, individualmente considerado ou de forma global, também de forma objetiva, dificultando, sobremaneira, a atribuição de valor certo à causa, com base nesses critérios”, entendeu o relator.

Diante do caráter indeterminável dos beneficiários, que impossibilita o valor exato dos supostos prejuízo, o ministro acolheu o pedido do Itaú e reduziu o valor da causa para R$ 160 mil. Ele foi acompanhado pelos demais integrantes do colegiado.

Fonte: Portal Jota via Feebbase

Será realizado nesta sexta-feira (13), na sede social do Sindicato dos Bancários do ABC, o lançamento do livro “Se é público, é para todos”, que traz entre seus autores a representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano. Ela, que também é da Diretoria da Fenae, resgata a trajetória da empresa e discorre sobre o papel do banco na história, com ênfase para sua importância como agente do desenvolvimento do país.

“O livro abre espaço para a valorização das empresas públicas e sua defesa. No caso específico da Caixa, mostra sua influência decisiva na vida dos brasileiros e nos rumos do país, além de dar protagonismo a seus empregados, tirando-os do anonimato”, explica Rita. Com o apoio da Fenae e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a obra é organizada pelo sociólogo Emir Sader e traz ainda textos do economista Fernando Nogueira da Costa (sobre bancos estatais) e do coordenador da FUP, João Moraes (trajetória da Petrobras), além do próprio Sader.

O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, destaca a importância da publicação. “Trata-se de uma coletânea de textos que reforça a necessidade de defendermos o patrimônio público, especialmente num momento em que as privatizações e a retirada de direitos são cada vez mais almejadas pelo governo de Michel Temer. É essencial que trabalhadores e sociedade tenham noção dessas e outras ameaças e se mobilizem”, diz.

Outros eventos de lançamento do livro ocorrerão ao longo do mês de março: no dia 18, durante a Aula Inaugural da disciplina O Golpe de Estado de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil; na UERJ; no dia 20, no Congresso Estadual da Caixa Econômica Federal, no Espírito Santo; no dia 21, no Rio de Janeiro, durante o Inspira Fenae; no dia 24, Sindicato dos Bancários de Pernambuco; e no dia 26, em atividade da FUP, no Rio de Janeiro. Em maio, ainda com data a definir, o lançamento será realizado no Congresso Nacional, em Brasília (DF).

Fonte: Fenae via Feebbase

“Não tenho dúvidas que Lula com um programa focado no desenvolvimento e valorização do trabalho seria um candidato imbatível”, avaliou Adilson Araújo, presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Ele junto com os presidentes da Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros e Nova Central repudiaram a prisão do ex-presidente, que aconteceu no sábado (7).

“(a prisão de Lula) É mais do que um capricho. É uma manobra maniqueísta que tem por objetivo tirar da cena política a principal liderança popular que o país construiu na sua história e que mesmo diante de tamanho ataque sórdido veio se confirmando como figura imbatível na disputa eleitoral. O resultado caminhava para a quinta vitória do povo brasileiro. As elites não poderiam deixar isso acontecer”, avaliou o dirigente.

De acordo com Adilson, as forças democráticas e populares precisam de uma plataforma comum para intensificar a resistência contra o golpe. Ele voltou a reafirmar que o golpe que tirou a presidenta Dilma foi do capital contra o trabalho.

1º de maio : Defesa das garantias e contra o neoliberalismo

”Nesse sentido as comemorações do primeiro de maio podem ser transformar em acontecimentos em contraposição à ofensiva neoliberal que com Michel Temer desregulamentou o mercado de trabalho, sonho da elite que apoiou o golpe. A prisão de Lula é uma etapa do golpe porque as gestões de Lula inauguraram um ciclo mudancista que melhorou a vida do trabalhador. Isso não agradou a casa grande”, enfatizou o sindicalista.

Ele chamou a atenção para a importância da participação das centrais neste cenário de resistência em defesa da democracia e das garantias constitucionais. Caminhar na direção contrária é penalizar mais ainda o trabalhador, que é a principal vítima do governo atualmente instalado no Brasil, afirmou Adilson.

“A agenda comum deve reunir as centrais, as frentes Povo Sem medo e Brasil Popular pela liberdade de Lula e em defesa do direito de ele ser candidato e também defender retomada do crescimento econômico, retomada dos investimentos públicos e privados, colocar no centro da debate a reindustrialização para tornar o país mais competitivo com geração de emprego e renda. Isso não acontecerá nos marcos de um governo ilegítimo”, ressaltou Adilson.

De acordo com o presidente da CTB, todos estão sob a mira do ambiente conservador e de estado de exceção que se configura no Brasil. “Prende, pune, condena na inobservância dos preceitos da Constituição. A CTB participa das duas frentes e esteve participando de todos os atos que eclodiram no país para defender Lula. Estar ao lado do ex-presidente é defender a democracia, a soberania e os direitos do nosso povo”, finalizou Adilson.

Fonte: Portal Vermelho via Feebbase

A riqueza segue concentrada nas mãos de poucos no País. As pessoas que faziam parte do topo da pirâmide, aquele 1% da população brasileira com rendimentos mais elevados, recebiam 36,1 vezes mais do que a metade mais pobre da população, que compõe a base da pirâmide.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O rendimento médio mensal real da metade mais pobre da população brasileira ficou em R$ 754 em 2017, contra uma média de R$ 27.213 recebidos pelos mais ricos.

A região Nordeste exibiu a maior concentração de riqueza no ano passado, com 1% dos mais ricos recebendo 44,9% mais do que a metade mais pobre. A menor diferença foi registrada no Sul do País, onde a parcela de 1% com renda mais alta ganhava 25,0% mais que a metade de renda mais baixa.

Fonte: Feebbase

O Ministério do Trabalho divulgou na terça (10/4) “lista suja do trabalho escravo” no Brasil. A lista atualizada tem 165 empregadores – tanto empresas quanto pessoas físicas. No total, 2.264 trabalhadores foram resgatados sob situação análoga à escravidão.

A publicação ocorreu após decisão judicial proferida pela 11ª Vara do Trabalho de Brasília em ação do Ministério Público do Trabalho. A União tinha até o dia 27 deste mês para publicar a lista atualizada. O descumprimento implicaria multa diária de R$ 10 mil.

Dos 37 empregadores incluídos, estão duas construtoras que atuam em obras do Minha Casa Minha Vida, 9 lanchonetes/pastelarias e uma empresa que vendia batata frita no Rock in Rio.

As empresas incluídas no cadastro foram autuadas por trabalho análogo à escravidão e tiveram o direito de recorrer em duas instâncias administrativas no Ministério do Trabalho. A investigação apontou que a empresa Cone Brasil manteve 17 trabalhadores sob a condição de escravidão durante o Rock in Rio do ano passado. A edição de 2017 do festival teve 7 dias de duração.

Duas construtoras que atuam em obras do programa Minha Casa Minha Vida também foram incluídas: JB Construção e Serviços Ltda: flagrada em 2017, mantinha 20 trabalhadores em regime de semi-escravidão em Aparecida de Goiânia (GO); Sertenge S/A: flagrada em maio de 2015, mantinha 5 funcionários em condições análogas à escravidão em Maricá (RJ).

Uma das pastelarias flagradas fica em Copacabana e leve o nome do bairro carioca. Os 3 funcionários resgatados não tinham carteira assinada e trabalhavam todos os 7 dias da semana.

Fonte: Portal CTB – Com informações das agências via Feebbase