4 out 2018

Mínimo volta a depender do novo presidente

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Caso não fosse a política de valorização do salário mínimo, desenvolvida a partir de 2003 com o governo Lula, o salário mínimo hoje seria 56,6% menor do que os atuais R$ 954,00 ou seja, R$ 540,00, aponta o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

É preciso se atentar que nessas eleições, muitos candidatos não defendem o aumento real do salário e pretendem não renovar o acordo. A regra prevê que o salário mínimo seja reajustado por um índice equivalente à inflação somada ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes.

Em 2011, já no governo Dilma, foi transformada em lei, com validade até 2015. Naquele ano, uma nova lei renovou a política de valorização por mais quatro anos, até 2019. Daí em diante, a continuidade dependerá de quem vencer as eleições presidenciais deste ano. Ou seja, se já está ruim, pode ficar pior.

Fonte: O Bancário

Os dados sobre sobrecarga de trabalho e assédio moral da Pesquisa Saúde do Trabalhador da Caixa são alarmantes. Dos dois mil empregados entrevistados, 58% se sentem sobrecarregados. Os principais motivos de insatisfação são falta de pessoal (16,3%) e cobrança excessiva por metas (16%).

Outro fator relevante levantado pelos trabalhadores da instituição é que o local de trabalho interfere na sobrecarga. Foram 66,2% empregados que atuam em agências afirmando estar sobrecarregados e 41,2% que trabalham em áreas meio. Para piorar, aproximadamente 15% dos funcionários fazem horas extras com frequência, sendo que a ocorrência é maior entre os mais jovens e os que trabalham em agências.

Quando questionados sobre demanda excessiva por trabalho, pressão, atribuição indevida de erros, ameaças, gritos, entre outras, 53,6% dos empregados disseram ter passado por ao menos uma destas situações. Para 81,3% dos entrevistados, os casos também acontecem com outros colegas.

O assédio moral assusta, mas a negligência da Caixa é ainda mais evidente. Apesar de 86,5% avaliarem como boa a relação com os chefes imediatos, 27,2% reclamam de pressão excessiva por metas.  Apenas em 3,1% dos casos, os episódios foram registrados junto ao departamento de Recursos Humanos.

O estudo apontou que cerca de 6% dos empregados tiveram conhecimento de situações de assédio sexual. Na região Centro-Oeste, 10,7% dos empregados tiveram conhecimento desse tipo de violência no banco, no Nordeste (6,8%), Sudeste (5,4%), Norte (3,5%) e Sul (3,2%).

Dos empregados analisados, 46,9% tiveram conhecimento de algum episódio de suicídio na Caixa e mais da metade (51,7%) conhece algum funcionário que passou por sofrimento contínuo em virtude do trabalho.

Fonte: O Bancário

4 out 2018

Brasil levará 10 anos para recuperar os empregos

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Um governo marcado por reformas neoliberais, extinção de recursos sociais e anulação de políticas públicas. O Brasil levará 10 anos para repor os postos de trabalho que foram fechados nos últimos três anos, afirma o Dieese. A quantidade de postos de trabalhos criados em 2018 é bem inferior aos perdidos.

Pouco mais de 47 mil vagas no mercado formal, ante 13 milhões de desempregados. Além disso, o mercado tem apresentado nova dinâmica, alto volume de pessoas demitidas e depois contratadas com salários menores. Reflexo da reforma trabalhista, que trouxe novas modalidades de contratação, ditas flexíveis e informais. Um engodo que só prejudica o trabalhador.

Fonte: O Bancário

4 out 2018

Idosos adiam a saída do mercado de trabalho

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Além do aumento da expectativa de vida e envelhecimento da população, a recessão pós-golpe faz que com os idosos brasileiros adiem a saída do mercado de trabalho.

Segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), embora os idosos pertençam ao grupo com menor participação do mercado – são 7,5 milhões –, o índice tem crescido. Passou de 5,9% em 2012 para 7,2% este ano.

Um dos principais motivos para os idosos continuarem no mercado ou até mesmo retornarem ao trabalho é a dificuldade financeira. Em 2003, o país empregava 3,2 milhões de pessoas entre 50 e 64 anos e outras 216 mil com mais de 65 anos. Em 2016, o número saltou para 7,5 milhões de trabalhadores entre 50 e 64 anos, além de mais de 598 mil acima dos 60 anos.

Enquanto a presença dos idosos no mercado de trabalho sobe, cai a da população mais jovem. Nos últimos cinco anos, o número de trabalhadores ocupados com idade entre 18 a 24 anos teve queda de 14,9% para 12,5%, já para as pessoas com mais de 60 anos passou de 6,3% para 7,9%.

Estatuto 
O Estatuto do Idoso, que completou 15 anos no dia 1º de outubro, garante o exercício da atividade profissional, desde que sejam respeitadas as condições físicas, intelectuais e psíquicas. É proibida a discriminação e a fixação de limite máximo de idade, exceto quando o cargo exigir.

O Bancário

4 out 2018

Brasil é um dos piores em equidade de gênero

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

De acordo com a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho, a remuneração média dos trabalhadores brasileiros do setor público e privado foi de R$ 2.983,00 no ano passado. No entanto, quando o assunto é diferença salarial entre gêneros, a mulher continua com a média abaixo dos homens.

O salário médio deles fechou o ano em R$ 3.181,00 enquanto o das mulheres ficou em R$ 2.708,00. O valor representa 85,1% da remuneração masculina. Em outras palavras, os homens fecharam o ano recebendo R$ 473,00 a mais. Em 2016, o salário recebido pelas mulheres correspondia a 84,3% do salário dos homens. Em 2015, o valor era de 83,4%. Em três anos, a variação foi de apenas 2,7%, passos de tartaruga.

O número coloca o Brasil na 79ª posição entre os 144 países quanto a igualdade de gênero, segundo o Fórum Econômico Mundial. A Islândia, primeiro lugar no ranking, existe lei que obriga a paridade salarial nas empresas. O Brasil deveria aprender com os melhores. Porém, por discriminação, mulheres ainda ocupam a mesma função, mas com salário bem menor.

Fonte: O Bancário

4 out 2018

Nota das centrais em defesa da aposentadoria

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Depois de Temer declarar que quer votar a reforma da Previdência logo após o segundo turno das eleições, que acontecem em outubro próximo, as centrais sindicais, inclusive a CTB, divulgaram nota unitária em defesa da aposentadoria pública e contra a retirada de direitos.

Reunidas nesta terça-feira (02/10), as lideranças discutiram estratégias para enfrentar a nova ameaça à aposentadoria e fizeram avaliação da mobilização nesta reta final do processo eleitoral, fundamental para definir os rumos do país.

As centrais reafirmam o posicionamento contrário a qualquer proposta de reforma que desmonte, fragilize ou reduza o papel da Previdência Social. No ano passado, os trabalhadores fizeram uma greve geral que mobilizou mais de 40 milhões de pessoas.

A CTB e os trabalhadores não vão aceitar a entrega da Previdência para o sistema financeiro e querem um Brasil com garantia de emprego, direitos, salário digno e aposentadoria.

Fonte: O Bancário

O desmonte dos bancos públicos prejudica empregados e clientes. Nos últimos dois anos, BB e Caixa cortaram 21,2 mil postos de trabalho por meio dos sucessivos planos de aposentadoria incentivada.

Com o corte, o atendimento fica ainda mais precário, resultando em insatisfação generalizada. Desta forma, a imagem das empresas ficam desgastadas perante a população. Tudo o que o grande capital quer.

O BB sozinho reduziu o quadro em 10,6% entre 2016 e 2018. Em apenas dois anos, mais de 16 mil funcionários deixaram a instituição financeira. A Caixa teve uma queda menos acentuada. O banco perdeu 9,2 mil empregados desde 2016, queda de 9,7% no número de bancários.

O índice de estagiários também caiu, 60% no Banco do Brasil e de 30% na Caixa. Além dos transtornos aos clientes, a diminuição traz ainda muitos prejuízos aos trabalhadores. A sobrecarga aumenta consideravelmente, a extrapolação da jornada vira rotina e os funcionários ficam mais expostos a doenças ocupacionais.

Estudo divulgado recentemente sobre a Caixa revela que um em cada três empregados tiveram problemas de saúde no último ano. As doenças psicológicas e causadas por estresse representam 60,5% dos casos.

Fonte: O Bancário

Maior intelectual da atualidade, o linguista Noam Chomksy acaba de publicar artigo em que aponta o ex-presidente Lula como o prisioneiro político mais importante da atualidade e em que denuncia a participação do Supremo Tribunal Federal no golpe e na censura. “Lula foi sentenciado à prisão perpétua virtual”, disse ele. “No dia seguinte à nossa visita, um juiz, citando liberdades de imprensa, atendeu ao pedido do maior jornal do país, a Folha de S.Paulo, para entrevistar Lula, mas outro juiz interveio rapidamente e reverteu essa decisão. Para a estrutura de poder do Brasil, aprisionar Lula não é suficiente: eles querem garantir que a população, enquanto se prepara para votar, não possa ouvi-lo”

Do Brasil 247 - 

Maior intelectual da atualidade, o linguista Noam Chomksy acaba de publicar artigo em que aponta o ex-presidente Lula como o prisioneiro político mais importante da atualidade e em que denuncia a participação do Supremo Tribunal Federal no golpe e na censura. “O prisioneiro que visitamos, Luiz Inácio Lula da Silva – ‘Lula’, como é universalmente conhecido – foi sentenciado à prisão perpétua virtual, em confinamento solitário, sem acesso a imprensa ou periódicos e com visitas limitadas um dia por semana”, escreveu Chomsky.

“No dia seguinte à nossa visita, um juiz, citando liberdades de imprensa, atendeu ao pedido do maior jornal do país, a Folha de S.Paulo, para entrevistar Lula, mas outro juiz interveio rapidamente e reverteu essa decisão, apesar dos criminosos mais violentos do país – seus líderes de milícia e traficantes de drogas – serem rotineiramente entrevistados na prisão”, apontou, referindo-se à censura imposta à imprensa brasileira por Luiz Fux e Dias Toffoli (saiba mais aqui).

“Para a estrutura de poder do Brasil, aprisionar Lula não é suficiente: eles querem garantir que a população, enquanto se prepara para votar, não possa ouvi-lo”, aponta o intelectual.

Segundo Chomsky, o poder imperial sempre viu com ressalvas a ascensão geopolítica do Brasil, como ator global, durante a era Lula. “No cargo, Lula foi tolerado pelo poder ocidental, mas com reservas. Havia pouco entusiasmo pelo seu sucesso, com seu ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, em levar o Brasil ao centro do cenário mundial, começando a cumprir as previsões de um século atrás de que o Brasil se tornaria ‘o colosso do sul’. As iniciativas foram duramente condenadas, notadamente os passos para resolver o conflito sobre os programas nucleares do Irã em coordenação com a Turquia em 2010, prejudicando a insistência dos EUA em administrar o programa. De maneira mais geral, o papel de liderança do Brasil na promoção de forças independentes do poder ocidental, na América Latina e além dificilmente seria bem-vindo para aqueles acostumados a dominar o mundo”, pontuou.

Chomsky também afirma que a prisão política de Lula atende ao projeto de extrema-direita, representado por Jair Bolsonaro. “Com Lula impedido de concorrer, há uma boa chance de que o favorito direitista, Jair Bolsonaro, consiga a presidência e aumente seriamente as políticas duramente regressivas do presidente Michel Temer, que substituiu Dilma Rousseff depois que ela sofreu impeachment em um processo ridículo – estágio inicial do ‘golpe suave’ agora em curso no país mais importante da América Latina”, diz ele.

O intelectual afirma que a prisão de Lula atende ao projeto de levar adiante o golpe. “Tudo isso nos leva de volta à prisão, na qual um dos presos políticos mais significativos do atual período é mantido em isolamento para que o ‘golpe suave’ no Brasil possa prosseguir no curso, com consequências prováveis que serão severas para os brasileiro, sua sociedade e grande parte do mundo, dado o potencial papel do Brasil”.

 

2 out 2018

O fascismo é inimigo do trabalhador!

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

*Por Jorge Barbosa de Jesus

Objetivamente o que tem pregado a candidatura neofascista à presidência da república é: o fim do 13º salário, do adicional de férias, da estabilidade do servidor público, além da alíquota única de 20% sobre o imposto de renda (aprofunda a injustiça fiscal), do ataque aos direitos trabalhistas através da consigna “trabalho ou direitos” e a privatização das estatais.

Fica mais que evidente a natureza de classe de um eventual governo Bolsonaro, a defesa dos interesses do capital em detrimento das necessidades do trabalhador. O paraíso para os empresários que poderão explorar indiscriminadamente aqueles que vivem da venda do seu labor.

Quanto a concursos públicos, a terceirização aprovada no atual governo com o apoio dos partidos de direita, certamente será ampliada de acordo com a última medida do governo Temer.

Não podemos nos esquecer que a reforma trabalhista veio para aniquilar os direitos, a exemplo do fim da ultratividade das convenções e acordos coletivos, realidade vivida por muitas categorias, inclusive bancários, que deixou os trabalhadores em franca desvantagem e a mercê da chantagem patronal.

O ataque aos Sindicatos será inevitável uma vez que é a organização dos trabalhadores através das suas entidades que garante os direitos coletivos. É bom lembrar que a reforma trabalhista também trouxe o preceito do negociado sobre o legislado, ou seja, as leis trabalhistas poderão ser flexibilizadas no sentido de liquidar direitos.

O capitalismo não admite mais nenhum freio a superexploração dos trabalhadores e passa a utilizar de medidas fascistas e extremamente autoritárias para implantar as reformas neoliberais de total desregulamentação da proteção ao trabalho e plena liberdade ao capital para espoliação das riquezas naturais, em especial, o petróleo.

Não é à toa que as elites latino-americanas sempre defenderam a manutenção do modelo agro-mineral-exportador implantado pelas metrópoles colonizadoras europeias. O neofascismo está a serviço desse projeto. Só não vê quem não quer!

Estamos vivendo o risco do completo saque do Brasil, da escravização dos trabalhadores, do cerceamento à liberdade e do assassinato da democracia!

#EleNão 

*Presidente do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região e Bacharel em Direito

O presidente em exercício, Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, sanciona a Lei 13.718, que classifica a importunação sexual como crime e uma pena determinada de um a cinco anos de prisão. A lei está em vigor desde a sua publicação no Diário Oficial da Uniãonesta terça-feira (25).

“Na esteira das lutas das mulheres contra a cultura do estupro, essa é uma importante vitória para acabar com o abuso sexual no transporte coletivo e em todos os lugares”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

Confira o texto da Lei 13.718/2018 na íntegra aqui.

A nova lei se originou em Projeto de Lei da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) somado ao substitutivo da deputada federal Laura Carneiro (DEM-RJ), além da incorporação de trechos de projetos do senador Humberto Costa (PT-PE) e da senadora Marta Suplicy (MDB-SP).

A argumentação para punir com maior rigor a importunação sexual se baseia no aumento significativo dessa modalidade de crime, principalmente no transporte público. As denúncias aumentam dia a dia como mostra estudo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Leia mais sobre o estudo do Dieese aqui.

“Deixar de considerar a importunação sexual como apenas uma contravenção é um importante avanço para coibir essa prática muito comum em transporte coletivo superlotado”, define Celina. “O transporte público precário e sem segurança para as mulheres acaba facilitando a ação desses criminosos sexuais”.

O estupro coletivo, a partir de agora, também conta com punição mais rigorosa. Tem um acréscimo de dois terços da pena determinada pela justiça. Isso significa que se o algoz for condenado a doze anos, ficará vinte anos na prisão, por exemplo.

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Além disso, a transmissão consciente de doenças sexualmente transmissíveis, a divulgação de vídeos ou fotos de sexo ou nudez sem consentimento da vítima e o estupro de vulnerável (meninas com menos de 14 anos) têm a pena de prisão aumentadas.

Para Celina, a criação de leis que punem com maior rigor o abuso sexual e a violência ajudam a difundir a necessidade de discussão das questões de gênero e do respeito aos direitos humanos, principalmente porque o Brasil é um dos países mais violentos com as mulheres e com as chamadas minorias.

Por isso, “a mobilização das mulheres contra um candidato à Presidência que difunde a misoginia e o desrespeito aos direitos humanos é essencial para fortalecer o debate sobre a democracia e o combate às desigualdades, para consturirmos o Brasil dos nossos sonhos, onde prevaleça a dignidade, o respeito e a felicidade”, finaliza.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: P. Pinto/Fotos Públicas