12 dez 2018

Crise eleva número de afastamento do trabalho

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

As doenças psicossociais têm aumentado no país. Como consequência, sobe também o número de afastamentos do mercado de trabalho. Segundo o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), nos primeiros noves meses deste ano, foram concedidas 8.015 licenças para tratamento de transtorno mentais e comportamentais adquiridos no ambiente laboral, alta de 12% em relação a 2017.

O diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Clemente Ganz Lúcio, faz a relação da elevação da ocorrência de doenças mentais como resultado da crise econômica que aflige o país, do desemprego, além dos impactos do uso intensivo de tecnologia no trabalho.

No ambiente laboral, a saúde dos trabalhadores têm sido afetada por conta do medo, do estresse e da ansiedade. Prova disso é que o número de consultas psiquiátricas cobertas pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), subiu de 2,9 milhões para 4,5 milhões anuais entre 2012 e 2017.

Fonte: O Bancário

12 dez 2018

Direitos Humanos são deixados de lado o país

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Os casos de violência e discriminação preocupam, principalmente no atual momento de retrocessos vivido no Brasil, onde muitas vezes os direitos humanos são deixados de lado. O país registra em torno de 153 assassinatos por dia e 71,5% dos crimes são motivados pelo racismo, segundo Atlas da Violência de 2018.

Ao ignorar leis que tornam a liberdade, educação, segurança e igualdade social direitos obrigatórios a todos, diversos aspectos desandam e são alarmantes, como as ocorrências de preconceito e discriminação. Levantamento do Grupo Gay da Bahia aponta que a cada 19 horas, uma pessoa é morta vítima de lgbtfobia. O Brasil ainda possui a 5ª maior taxa de feminicídio no mundo.

Além da violência, outro fator que preocupa é que 55 milhões de brasileiros vivem na pobreza, segundo dados do IBGE em 2018, e 2,5 milhões de crianças e adolescentes não estão matriculadas em escolas. Absurdo.

Os dados confirmam a necessidade de lembrar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, comemorado nesta segunda-feira, 10 de dezembro. A data alerta a importância de o governo adotar políticas públicas e leis para punir efetivamente o descumprimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completa 70 anos este mês.

Fonte: O Bancário

12 dez 2018

Atenção ao expediente bancário no final de ano

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

As festas de fim de ano se aproximam e, com isso, o funcionamento das agências bancárias muda em alguns dias. Comunicado da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) esclarece o funcionamento das unidades no período.

No próximo dia 24, véspera de Natal, as agências abrem para atendimento ao público em horário especial, das 8h às 10h. Para quem tem contas a pagar é bom se ligar no último dia útil do ano para atendimento ao público. Será em 28 de dezembro, uma sexta-feira.

No dia 31 de dezembro, os bancos não abrem para atendimento. Mas, a população pode utilizar os canais alternativos. Vale lembrar que os carnês e contas de consumo, a exemplo de água, energia e telefone, vencidos no feriado podem ser pagos sem multa no dia útil seguinte. Uma dica para quem não quiser cair no esquecimento é agendar os pagamentos.

Fonte: O Bancário

12 dez 2018

Bancada sindical reduz. Desafios são maiores

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Os desafios são enormes para o próximo ano. Na legislatura, que tem início em 1º de fevereiro de 2019, os trabalhadores terão menos representantes e defensores do que na que termina em 2018. Segundo o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), a bancada sindical terá somente 33 representantes na Câmara Federal. São 18 a menos.

Dos 33 representantes, 27 são reeleitos e somente seis são novos. O PT é o partido com mais membros na bancada (18). Depois, aparecem o PCdoB (4); PSB (3) e PDT, Pode, PR, PSL, PSol e SDD, com um integrante cada.

Em 2014, a bancada sindical já havia sofrido um desfalque. O número de parlamentares caiu de 83 para 51 membros. Um enfraquecimento na luta em defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores, aposentados e servidores públicos no Congresso Nacional.

A bancada também é responsável por intermediar demandas e mediar conflitos com o governo e/ou patrões. Por isso, a redução no quantitativo preocupa, sobretudo, diante do quadro que se desenha para 2019.

Fonte: O Bancário

12 dez 2018

Bancos se aproximam do governo Bolsonaro

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

As organizações financeiras já sinalizam a aproximação ainda maior com o novo governo assim que o presidente eleito tomar posse em janeiro. A Federação Brasileira de Bancos pretende apresentar propostas para reduzir as taxas de juros de empréstimos.

A intenção é incluir a reformulação da lei de falências e a redução dos serviços obrigatórios de cartórios que elevam os custos de crédito. Foi o que afirmou o presidente-executivo do Bradesco, Octavio de Lazari, em um momento que o Banco Central procura formas de cortar as taxas de juros ao consumidor. Em média, são 260% ao ano para linhas de crédito rotativo, que é comparado a 6,5% da taxa Selic de referência do país.

Mas, a preocupação dos bancos não é com os clientes. O lucro em primeiro lugar. A expectativa de Lazari é que a carteira de empréstimos cresça em um ritmo mais rápido em 2019 do que este ano. A modalidade no caso dos corporativos deve crescer perto de 10% no próximo ano e as taxas no crédito para pessoas físicas devem ficar ainda mais altas.

E só priora. Mesmo com lucro de R$ 15,734 bilhões de janeiro a setembro, o Bradesco quer fechar 150 agências neste ano e outras 150 agências em 2019. Dos 24 milhões de correntistas da empresa, o banco apenas digital tem 500 mil clientes.

Fonte: O Bancário

12 dez 2018

Mulheres com filhos recebem até 40% a menos

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O mercado de trabalho brasileiro é muito injusto. A mulher bem sabe. Além de lidar com o preconceito para ascender profissionalmente e as distorções salariais em relação ao homem, a trabalhadora enfrenta um outro desafio que muita gente desconhece. Quanto mais filhos tem, menor é o salário que ganha.

A diferença pode chegar a 40%, revela pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os números mostram que o salário médio de uma mulher sem filho é de R$ 2.115,00. Mas, após o nascimento do primeiro herdeiro o valor cai em 24%.

A queda é mais acentuada à medida que tem mais filhos e uma trabalhadora com três ou mais crianças vê o rendimento ser cortado em quase 40%. A pesquisa considerou apenas as mulheres entre 25 e 35 anos e casadas. No grupo, a maioria que está na mercado de trabalho tem filhos. No primeiro semestre, somavam 2,92 milhões de trabalhadoras contra 1,36 milhão das que não são mães.

Além do preconceito, um problema secular do país, parte das dificuldades se devem a falta de políticas públicas pensadas para manter a mulher no mercado de trabalho, como a oferta de creches. O IBGE mostra que apenas 32,7% das crianças de zero a três anos estão matriculadas em algum centro educacional infantil.

 Fonte: O Bancário
12 dez 2018

Salário mínimo no país deveria ser de R$ 3.959,98

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Viver no Brasil está cada dia mais difícil e o cidadão que recebe um salário mínimo sabe. É preciso se rebolar para conseguir pagar as contas do mês com apenas R$ 954,00. E é verdade. O salário mínimo ideal para uma pessoa sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.959,98 em novembro.

O valor é 4,15 vezes maior do que o praticado atualmente. Também está muito longe da previsão para o próximo ano. A estimativa do governo é de que o mínimo suba para R$ 1.006,00 a partir de 1º de  janeiro. Aumento de apenas R$ 52,00.

O cálculo do salário mínimo ideal é realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) e leva em conta as necessidades básicas de uma família para viver com dignidade, pagando as necessidades básicas, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência Social.

Para chegar ao valor do salário ideal são considerados os preços da cesta básica mais cara entre as capitais pesquisadas. Em novembro, o maior valor foi verificado em São Paulo, R$ 471,37.

Fonte: O Bancário

Não é raro um cliente ir ao banco e tomar chá de cadeiras nas filas. Com o número de funcionários reduzido, já que as empresas demitem e não contratam, é quase impossível evitar a espera. Por conta do descumprimento da Lei dos 15 minutos, oito agências foram autuadas em Salvador.

O Procon (Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor) autuou unidades do Bradesco, Itaú e Santander pelo desrespeito à Lei nº 5.978/2001, que estabelece o prazo máximo de 15 minutos para espera por atendimento nos bancos em dias normais, e até 25 minutos em véspera ou após feriados prolongados.

A autuação das agências aconteceu durante os 10 primeiros dias de dezembro, com base em denúncias feitas por consumidores e enviadas ao Procon, por meio do aplicativo de celular “Procon BA Mobile”.

Quem quiser denunciar também pode enviar e-mail para denuncia.procon@sjdhds.ba.gov.br ou ir à sede do Procon-BA, localizada no centro de Salvador. O consumidor deve apresentar a sua senha de atendimento da agência, carimbada pelo caixa, como forma de comprovação do tempo em que permaneceu na fila.

Fonte: O Bancário

Trabalhadores de diversos segmentos se juntaram à CTB e às centrais sindicais para protestar contra a extinção do Ministério do Trabalho, anunciado por Bolsonaro. O ato, que aconteceu na terça-feira (11/12), contou ainda com a participação de representantes do MTE.

Além da defesa do ministério, essencial para o atendimento ao trabalhador e importante para atividades de economia solidária e fiscalização, as centrais protestaram com irreverência contra as declarações de Bolsonaro de que “é horrível ser patrão no Brasil”.

O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, alerta que a extinção do Ministério do Trabalho é só o começo da agenda de retrocessos. “A unidade será fundamental na etapa que atravessamos. Dia a dia a máscara desse governo cai e revela a perversidade de um projeto ainda pior do que o de Michel Temer”, declarou.

Fonte: O Bancário

10 dez 2018

Privatização da Caixa devastaria políticas sociais

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Mesmo antes de chegar à Presidência, a equipe de transição de Jair Bolsonaro (PSL) sinaliza que irá expandir a entrega de bens e empresas nacionais estratégicas ao setor privado. A política foi executada ao longo do governo Temer (MDB), que desestatizou partes significativas da Petrobrás e da Eletrobrás desde 2016.

O “raio privatizador” de Temer também mira os bancos públicos do país, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal (CEF). Embora Bolsonaro afirme que não pretende privatizar as instituições financeiras, declarações de sua equipe ministerial apontam para o sentido oposto e mostram que seu governo deve radicalizar a linha adotada pela última gestão. Paulo Guedes, que está à frente da pasta de economia do novo governo, já disse ser favorável a privatização de todas as estatais.

Adeus aos programas sociais

Se as intenções de Guedes se realizarem, milhares de brasileiros serão prejudicados. Na avaliação do economista Roberto Piscitelli, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Brasília (UnB), a venda da Caixa deve provocar um efeito devastador em diferentes áreas.

“Privatizar a Caixa significa que o governo vai ser um mero regulador das ações realizadas pelo mercado dentro de uma ótica privatista. Portanto, adeus aos programas sociais”, alerta Piscitelli.

A instituição financia, por exemplo, programas de fomento às atividades rurais que visam o desenvolvimento no campo como o Garantia Safra, que assegura renda mínima para a sobrevivência de agricultores em áreas atingidas por secas ou enchentes.

O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), que ajuda pessoas de baixa renda a concluir o ensino superior, também corre riscos. Segundo a instituição, mais de 7 milhões de alunos foram contemplados pelo programa.

Como principal agente operador dos programas sociais do governo federal, a Caixa também subsidia o Bolsa Família, que ao longo de 15 anos contribuiu para a erradicação da pobreza. O programa atende mais de 13,9 milhões de famílias, que recebem, em média, R$ 178 mensais. O Bolsa Família é reconhecido internacionalmente como instrumento efetivo de redução das taxas de mortalidade infantil e evasão escolar.

Políticas sociais de habitação e o programa Minha Casa, Minha Vida também seriam afetadas, assim como a gestão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do seguro-desemprego – cuja gestão é atrelada à Caixa.

No dia 22 de novembro, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, indicou o nome de Pedro Duarte Guimarães para a instituição. Guimarães foi um dos responsáveis para levantar o nome das estatais que poderiam ser privatizadas na gestão Bolsonaro.

Resistência

Jair Ferreira, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), alerta que a mobilização dos trabalhadores e da sociedade é fundamental. “Os planos do atual e do novo governo são para enfraquecer e fatiar a Caixa. Provas disso são o leilão da Lotex, o projeto para pulverizar a gestão do FGTS, Diretorias e Vice-Presidentes ocupadas por pessoas do mercado. Com a falácia de que o banco é um ‘cabide de empregos’, existe a previsão de um novo plano de demissão e aposentadoria ainda este ano. Mas, assim como fizemos diante de todas as ameaças ao longo dos anos, faremos novamente. Não vamos aceitar a diminuição da Caixa”, promete.

Nos espaços legislativos, também há resistência. “A lógica de uma empresa privada é diferente de uma pública, como a Caixa, que cuida de projetos que são fundamentais para o desenvolvimento do país”, ressalta o senador Lindbergh Farias (PT), crítico às propostas de privatização.

Ao final do primeiro semestre de 2017, a Caixa pagou cerca de 78,5 milhões em benefícios sociais.

Fonte: Brasil de Fato via Feebbase