O desmonte do Banco do Brasil, comandado pelo governo neoliberal, atinge também a Cassi. Por isso, nesta quarta-feira (20/06), os funcionários de todo o país realizam manifestações em defesa do plano de saúde. Em Salvador, o Sindicato dos Bancários da Bahia faz protesto na Superintendência Regional, às 8h.

A mobilização é contra a implantação das orientações da Resolução 23 da CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União), que estabelece diretrizes e parâmetros para o custeio das empresas estatais sobre benefícios de assistência à saúde aos empregados.

Os trabalhadores também defendem a gestão paritária com representação de bancários eleitos e indicados do banco; custeio entre funcionários e BB na proporção de 1/1,5 (ou 40/60); fortalecimento da Estratégia de Saúde da Família e ampliação das CliniCassi.

As bandeiras de luta ainda reivindicam a inclusão dos novos empregados concursados no Plano Associados; rejeição da proposta da consultoria Accenture, contratada pelo BB, que apresenta relatório com modelos de governança que incluem no nível diretivo gestores externos ao corpo de associados.

Fonte: O Bancário

Foto: Município de Eunápolis - Por A Gazeta Bahia

Cinco das dez cidades mais violentas do Brasil estão na Bahia, segundo dados do Atlas da Violência 2018, divulgado nesta sexta-feira (16) pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Eunápolis e Simões Filho, na Bahia, estão no top 3 de cidades mais violentas do país, atrás de Queimados (RJ).

Ainda estão entre as dez mais violentas Porto Seguro, Lauro de Freitas e Camaçari. A pesquisa faz mapeamento das mortes violentas em municípios com mais de 100 mil habitantes. Os dados são referentes ao ano de 2016 e foram produzidos com base no Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde.

Foram analisados 309 municípios. Os três mais pacíficos são Brusque (SC), Atibaia (SP) e Jaraguá do Sul (SC) – nenhuma cidade baiana aparece entre as 10 com menor taxa. Enquanto os três mais pacíficos têm taxas de morte violenta de 4,8 a 5,4 a cada 100 mil habitantes, os três mais violentos têm taxas de 107,7 a 134,9.

Segundo o mapeamento, 50% das mortes violentas do Brasil se concentram em apenas 123 municípios do país, o equivalente a 2,2% das cidades brasileiras. Destes 123 municípios, 33 estão no Rio de Janeiro ou na Bahia.

Levando em conta somente capitais, as três com maiores taxas de morte violenta são Belém (PA), Aracaju (SE) e Natal (RN). Já as que têm menores taxas são São Paulo (SP), Florianópolis (SC) e Vitória (ES). Salvador é a quinta mais violenta, com taxa de 61,7 mortes para cada 100 mil habitantes. A média nacional é de 30.

O Atlas mostra que as dez cidades maios violentas do país têm nove vezes mais pessoas na extrema pobreza do que as cidades menos violentas. O estudo mostra essa correlação entre condições de educação, trabalho e vulnerabilidade econômica com a prevalência de mortes violentas. Os municípios com menor acesso à educação, com maior população em situação de pobreza e maiores taxas de desocupação apresentam maiores taxas de mortalidade violenta.

Dados da Bahia

Na semana passada, o Ipea divulgou a primeira parte do levantamento. Em dez anos, a taxa de homicídios na Bahia quase dobrou: cresceu 97,8% entre 2006 e 2016, de acordo com o Atlas da Violência 2018, divulgado nesta terça-feira (5) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Mais uma vez, a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP) contestou os números do levantamento e disse que a metodologia desfavorece os estados nordestinos ao não levar em consideração que eles “contam as ocorrências usando uma metodologia mais fiel à realidade” (leia mais abaixo).

Entre dados alarmantes divulgados pelo novo Atlas da Violência, um destaque: o número de jovens mortos. O estudo indica que, em dez anos, o Brasil sofreu aumento de 23,3% no número de homicídios de jovens (pessoas com idades entre 15 e 29 anos). Em 2016, foram 33.590 jovens foram assassinados – desses, 94,6% são homens. A Bahia está entre os cinco estados em que os jovens do sexo masculino mais morrem – houve um crescimento em torno de 20% entre 2015 e 2016.

Aqui, a taxa é de 218,4 jovens do sexo masculino mortos para cada 100 mil habitantes – no país, a taxa é de 122,6/100 mil. Quando são observadas as mortes de jovens em geral, sem distinção por gênero, a Bahia ainda tem números maiores do que a média nacional: 114,3 contra 65,5 para cada 100 mil habitantes.

Taxa de homicídios

Nada está tão ruim que não possa piorar. Segundo o levantamento do Ipea, a taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes na Bahia quase dobrou nos últimos dez anos. De acordo com o Atlas o crescimento foi de 97,8% na comparação entre 2006 e 2016.

A taxa na Bahia, em 2016, foi de 46,9 para cada 100 mil habitantes, 18,7% a mais que em 2015. Há dez anos o percentual era de 23,7 para cada 100 mil/h.

O número coloca o estado na sétima posição no ranking dos mais violentos ficando atrás apenas de Sergipe (64,7), Alagoas (54,2), Rio Grande do Norte (53,4), Pará (50,8), Amapá (48,7), e Pernambuco (47,3).

Dados diferentes

O Atlas da Violência é feito com base nos dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde em cada estado – esses dados são alimentados pelas secretarias estaduais de saúde, que, por sua vez, recebem as notificações das pastas municipais. Esses dados são diferentes, portanto, dos dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-BA).

Fonte: Feebbase

18 jun 2018

Corte de programas sociais chegam a 94,9%

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Em menos de dois anos, o governo Temer fez cortes de 94,9% em programas sociais. A agenda neoliberal compromete o futuro de milhões de brasileiros que viram nas políticas públicas desenvolvidas a partir de 2003 a chance de ter a vida transformada.

Os programas sociais responsáveis por levar comida para milhões de lares, por dar oportunidade ao jovem pobre a ingressar no ensino superior e realizar o sonho da casa própria estão acabando. E o pior. Sem que ninguém faça nada.

O orçamento do Minha Casa Minha Vida, por exemplo, saiu de R$ 23,55 bilhões em 2015 para R$ 1,2 bilhão neste ano. Queda de 94,9%. Implementado em 2009, o programa fechou contratos para a construção de 4 milhões de unidades habitacionais, com investimento total de R$ 270 bilhões. Mas, agora, não se sabe nem se vai atingir a meta. Por enquanto, foram entregues 2,3 milhões de imóveis.

As reduções vão além da moradia e atingem a educação. Assim que o golpe se concretizou, em 2016, o governo Temer cortou 80 mil bolsas integrais oferecidas pelo Prouni. A oferta para o Fies também caiu, em média 29%. Com a nova realidade milhares de estudantes foram obrigados a interromper a tão sonhada graduação. Dados comprovados pelo IBGE. A pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio mostra que mais de 170 mil jovens entre 19 e 25 anos abandonaram a graduação em 2017. Só atraso.

Fonte: O Bancário

18 jun 2018

Com golpe, a queda da renda dos mais pobres

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A população carente é a que mais sente na pele os efeitos do golpe de 2016. O governo segue com a política neoliberal que concentra renda. Assim, os ricos continuam ganhando cada vez mais. A renda média mensal dos 20% mais vulneráveis do país caiu de R$ 400,00 para R$ 380,00 no primeiro trimestre de 2018, se comparado ao mesmo período de 2017. Queda real de 5%.

Segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a perda de rendimento para os 40% mais pobres foi de 1,8% em igual intervalo. Passou de R$ 963,00 para R$ 945,00.

Na contramão, os que têm as contas mais robustas são beneficiados. Os 20% mais ricos viram os cofres engordarem 10,8% de janeiro a março deste ano. O ganho médio mensal desta parcela da sociedade passou de R$ 5.579,00 para R$ 6.131,00.

Outro fator que assusta é a mortalidade infantil. As políticas neoliberais de Temer, como o congelamento de gastos no Bolsa Família e Estratégia de Saúde da Família, contribuirão para a morte de quase 20 mil crianças de até 5 anos até 2030. A informação é da Fiocruz.

Fonte: O Bancário

18 jun 2018

Santander oprime os funcionários sem pena

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O Santander sempre dá um jeitinho de oprimir um pouco mais os funcionários. Dessa vez, a pressão se dá por meio de uma pesquisa onde os clientes avaliam o atendimento do caixa, intitulada “Seu Atendimento é Show”. Caso o bancário tenha avaliação negativa, recebe advertência.

A medida é extremamente absurda. Os caixas já são altamente pressionados no ambiente de trabalho, sobretudo para que cumpram a lei dos 15 minutos. Para se ter ideia, em 2015, eram 670 clientes para cada funcionário. No ano passado, subiu para 800 clientes por bancário, segundo dados do próprio banco.

Ao passo que a organização financeira aumenta os lucros e a cartela de correntistas, as contratações são inexistentes, de forma que atender rapidamente e de forma satisfatória fica cada vez mais difícil. Em vez do banco espanhol elevar o quadro de funcionários para evitar desgaste no atendimento, joga na conta do bancário as insatisfações.

Não é a toa que o Santander é o segundo banco com maior número de reclamações consideradas procedentes pelo Banco Central. Em contrapartida, o lucro da empresa segue alto. No primeiro trimestre de 2018 foi de R$ 2,8 bilhões.

Fonte: O Bancário

Os bancários, assim como todos os demais trabalhadores, precisam levar em conta que a realidade política brasileira aumenta, e muito, o grau de dificuldade da campanha salarial deste ano. Por isso mesmo, mais do que nunca se fazem necessárias unidade e mobilização máximas da categoria, para impedir retrocessos e, com luta ampliada, tentar alcançar avanços, o que já seria uma grande vitória.

A conjuntura, marcada pela hegemonia total do grande capital, especialmente o financeiro, é bastante desfavorável para os trabalhadores. Não é em vão que o objetivo principal na campanha salarial deste ano é justamente a manutenção de direitos históricos conquistados com muita luta. Inclusive, isso ficou evidente na pesquisa feita pelo Sindicato da Bahia com os bancários.

A consulta revelou ainda que a categoria também considera fundamentais a garantia do emprego e o aumento real de salário. Outro ponto tido como relevante é a defesa das estatais. A onda ultraliberal que tomou conta do Brasil quer privatizar valiosas empresas públicas nacionais. O Banco do Brasil e a Caixa estão entre as primeiras da lista.

A interrupção da democracia, com o golpe jurídico-parlamentar-midiático de 2016, ocorreu justamente para acabar com qualquer participação das representações dos trabalhadores na condução das políticas públicas e impor um governo antipopular, voltado única e exclusivamente para os interesses do mercado.

Sem dúvida, a situação é difícil, mas evidentemente pode ser superada com a vontade e a determinação do conjunto da categoria. É a única alternativa.

Fonte: O Bancário

18 jun 2018

Bancário da Caixa pode acumular cargo de professor

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A primeira Turma do TST considerou válida a acumulação dos cargos de técnico bancário da Caixa e de professor do ensino fundamental na administração pública. A decisão segue o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho, de que o caso se enquadra na exceção prevista na Constituição, que autoriza a acumulação.

Um bancário procurou a Justiça porque, três anos após ser admitido pela Caixa, foi convocado no concurso para professor de Ciências no Ensino Fundamental na rede pública do Município de Contagem (MG).

Depois de 19 anos exercendo de forma simultânea as funções, o empregado foi notificado pelo banco do impedimento de acúmulo. A opção dada ao trabalhador foi a exoneração do cargo de professor ou a rescisão do contrato de trabalho de técnico bancário.

Após o funcionário procurar a Justiça, o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) julgou improcedente o pedido, por considerar que o técnico bancário exerce função meramente burocrática e não técnica.

No entanto, o entendimento, conforme a Constituição, já foi uniformizado na jurisprudência do TST em diversos julgados que reconhecem que a atividade de técnico bancário não é meramente burocrática e demanda conhecimento especifico.

Fonte: O Bancário

18 jun 2018

Maioria das dívidas dos jovens é com os bancos

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Pesquisa divulgada pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) aponta que 45% das dívidas dos jovens brasileiros entre 18 e 24 anos são com bancos. Em seguida, pendências no comércio (29,9%) e também o setor de comunicação (14,7%).

Os mais endividados estão na região Centro-Oeste, com 7,8% dos jovens entre 18 e 24 anos com o nome negativado. Em seguida aparecem o Sul (7,6%) e o Norte (7,4%). Nordeste ficou na penúltima posição, com 5,7% da população jovem endividada. Mas, o menor índice ficou com o Sudeste, 5%.

A inadimplência, segundo especialistas, se deve ao fato da alta taxa de desempregados, inclusive entre os jovens. No Brasil, 51,2% das pessoas entre 18 e 24 anos estão fora do mercado de trabalho, aponta a pesquisa.

Fonte: O Bancário

18 jun 2018

Mulher é mais atingida pela reforma trabalhista

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A desigualdade de gênero no Brasil se agrava com a reforma trabalhista. A mulher trabalha mais, ganha menos e é a primeira a perder o emprego na hora da crise, principalmente a mais pobre, negra, de baixa escolaridade, que ocupa postos precarizados.

A constatação é da ADJ (Associação Juízes para a Democracia) que aponta a vulnerabilidade que as mães são expostas com a nova lei, especialmente com a menor proteção à saúde e ao emprego. Sem falar na permissão de grávidas trabalharem em locais insalubres, expondo as mulheres e o bebê.

A ADJ acredita que a trabalhadora também é prejudicada com os cortes nos investimentos na educação e saúde. A política de congelamento afeta a oferta de creches e pré-escolas.

Fonte: O Bancário

Mais do que nunca, o sucesso da campanha salarial dos bancários depende da capacidade de mobilização e unidade. O cenário nacional é desfavorável ao trabalhador. A agenda imposta pelo governo Temer coloca em risco muitos direitos e a categoria negocia com o setor mais lucrativo da economia, à frente da política neoliberal.

Não contentes com os lucros bilionários mesmo com a crise econômica – no ano passado colocaram nos cofres mais de R$ 70 bilhões – os bancos estiveram na linha de frente pela aprovação da reforma trabalhista. Também são defensores da reforma da Previdência. O presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, declarou, por diversas vezes, que o governo precisava aprofundar as reformas.

O dono do Itaú, Roberto Setúbal, chegou a escrever um artigo, sob o título A importância da Reforma Trabalhista, publicado na Folha de S.Paulo, deixando claro que as mudanças na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) só interessavam aos banqueiros, rentistas e grandes empresários. A denúncia foi feita por todo movimento sindical.

O presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto, reafirma. “Nossos direitos são ameaçados pela reforma trabalhista aprovada com total apoio dos bancos. Este é um momento difícil e temos de usar todos os mecanismos para envolver a categoria, pois o sucesso da campanha depende fundamentalmente da participação dos bancários”.

Fonte: O Bancário