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27 out 2010

Avanços nas negociações dos financiários

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Os financiários conseguiram uma proposta de reajuste de 7,5% para quem recebe até 4.600,00 e aumento do piso em 16,33%, semelhante a dos bancários. As demais reivindicações, como gratificação de caixa, anuênio, cesta alimentação, 13ª cesta alimentação e auxílio refeição também teriam reajustes de 7,5%.

Na rodada de negociação realizada na segunda-feira, a Fenacrefi (Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento) ainda propôs a manutenção da regra atual da PLR (Participação de Lucros e Resultados) com correção de 7,5% nos valores – 90% do salário mais a verba fixa de R$ 1.397,50. O adiantamento de 50% da parcela fixa deve ser pago logo após a assinatura do acordo.

Social
A categoria também garantiu melhorias nas cláusulas sociais, como a igualdade na utilização do plano de saúde para casais homoafetivos e a isonomia de tratamento, uma realidade para os bancários.

Os benefícios se estendem aos financiários das empresas de atuação nacional, como Aymoré, BV Financeira, entre outras. A categoria deve avaliar a proposta em assembléia a ser realizada até quarta-feira da próxima semana.

Leia mais O Bancário: www.bancariosbahia.org.br

 

27 out 2010

PLR de cinco bancos sai nesta semana

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Os funcionários de seis bancos recebem a antecipação da PLR e a primeira parcela do adicional nesta semana. O restante vem até 3 de março de 2011. Os empregados do HSBC recebem o beneficio nesta quarta-feira (27/10). Quem também credita a PLR hoje é o Itaú Unibanco. As diferenças de tickets e a cesta-alimentação saem em 12 de novembro.

Na quinta-feira (28/10), é a vez de os bancários do Bradesco e na sexta-feira (29/10) será paga a PLR dos empregados da Caixa, Santander Real e Safra. O Banco do Brasil e o BNB creditaram na semana passada.

Os bancários do Bradesco recebem também na quinta-feira (28/10), a 13ª cesta-alimentação e as diferenças salariais. No Santander, além da 13ª cesta-alimentação e das diferenças, serão creditados os vales, auxílios e R$ 540,00 referentes ao PPRS (Programa de Participação nos Resultados do Santander).

Para os funcionários dos privados, a antecipação da PLR corresponde a 60% da regra básica, ou seja, 54% do salário mais o valor fixo de R$ 660,48 com teto de R$ 4.308,60. A adicional é referente a 2% do lucro líquido do primeiro semestre com teto de R$ 1.200,00.

Caixa
Na Caixa, a antecipação da regra básica corresponde a 90% do salário mais R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181 ou limitado a 13% do lucro líquido projetado de 2010 (R$ 2,550 bilhões), o que prevalecer.

No entanto, pela projeção, o total de 13% do lucro será insuficiente para a aplicação integral da regra básica. Desta forma, nos moldes do ano passado, será usado um redutor de 35%, garantindo a distribuição de 13% do lucro.

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O feriado de Finados, em 2 de novembro, poderá alterar o cenário eleitoral brasileiro, especialmente no número de eleitores que devem comparecer às urnas. Isso porque o feriado ocorre na terça-feira (2), dois dias depois do segundo turno das eleições.

Outro fator que pode trazer surpresas no resultado das urnas é o dia do Funcionário Público, que será comemorado em 1º de novembro. “Emendar os feriados permite que vários funcionários públicos e suas famílias viajem, o que pode causar algum tipo de alteração no cenário eleitoral. Essas pessoas representam mais ou menos 10% do eleitorado. Esse é o maior receio dos candidatos”, disse o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Leonardo Barreto.

Na sua avaliação, tanto a candidata petista Dilma Rousseff, quanto o tucano José Serra devem perder votos. “Se apenas funcionários públicos viajarem, é bem possível que a Dilma perca alguma coisa, porque eles têm um medo danado da volta do PSDB ao governo em virtude dos oito anos de arrocho nos salários”, disse.

“Por outro lado, se considerarmos que boa parte dos eleitores é de classe média, que deve votar no Serra, poderá haver prejuízos para ele também”, completou.

O eleitor que não votou no primeiro turno poderá votar normalmente no segundo. Aqueles que viajarem e não tiverem feito a inscrição para votar em trânsito deverão justificar a ausência. A justificativa pode ser apresentada em qualquer cartório eleitoral no dia da eleição ou até 60 dias depois do pleito.

O eleitor que não votar nem justificar sua ausência será multado pela Justiça Eleitoral. Caso não vote e nem pague a multa, não poderá se inscrever em concurso público, tirar passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em estabelecimentos de ensino oficial, obter empréstimos em estabelecimentos de crédito mantidos pelo governo ou participar de concorrência. Caso não vote em três eleições consecutivas, terá o título cancelado.

Fonte: Agência Brasil

 

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, rebateu, no dia 19/10, a promessa do candidato à presidência pelo PSDB, José Serra, de aumentar o salário mínimo no ano que vem para R$ 600. Segundo Lupi, o salário mínimo para 2011 não pode ser mudado, senão por força de lei e por vontade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A lei que está agora no Congresso pode ser mudada, pode receber emendas, é claro, mas o decreto que determina o aumento do salário mínimo é do atual presidente, cujo mandato só termina em 31 de dezembro. É ele quem tem que decretar o aumento do salário mínimo para o ano que vem, e não um candidato”, declarou.

Segundo as previsões de Lupi, se for mantida a política atual de elevação do salário mínimo, ele chegará a R$ 606 em 2012. Isso porque o cálculo do salário para o ano seguinte leva em consideração a inflação do ano vigente e o crescimento da economia do ano anterior.

“Nossa previsão é que esse salário atingirá o valor de R$ 606 em 2012. Isso acontecerá se mantivermos o atual cálculo: se pegarmos a previsão de crescimento da economia de 8% para este ano e inflação de 5% que prevemos para o ano que vem”, disse.

Com informações do Portal Terra

 

Pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta terça (26) indica que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem 56% dos votos válidos, e o candidato do PSDB, José Serra, 44%. Nos votos totais, Dilma tem 49% (um a menos que na pesquisa anterior) e Serra caiu dois pontos e está com 38%.

O resultado em votos válidos é o mesmo da pesquisa anterior, realizada no dia 21. Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos.

Se considerados os votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), Dilma soma 49% das intenções de voto, e Serra, 38%, segundo o Datafolha. Os brancos e nulos são 5%, e os indecisos, 8%. Na pesquisa anterior, no dia 21, Dilma registrou 50%, e Serra, 40%. Brancos e nulos eram 4%, e os indecisos, 6%.

Estratégia tucana fracassou

A segmentação dos resultados do novo levantamento mostra que não foi eficiente a estratégia de Serra de reforçar sua presença no Sudeste e no Sul do país, o chamado “cinturão tucano”, onde teve votação expressiva no primeiro turno.

No Sudeste, o tucano perdeu três pontos percentuais e agora é derrotado pela petista por 44% a 40%. No Sul, ele perdeu dois pontos percentuais, mas ainda vence Dilma –que cresceu dois pontos– por 48% a 41%.

No Nordeste, ponto forte da petista, a distância entre os dois adversários, que oscilaram negativamente um ponto, ficou a mesma da pesquisa passada (37 pontos, ou 64% a 27%).

A pesquisa ainda não reflete dois fatos negativos na campanha de Serra: a denúncia publicada nesta terça-feira pela Folha de S. Paulo sobre suposta fraude na licitação para obras do metrô paulista (leia mais aqui) e o desempenho ruim do candidato tucano no debate da Rede Record (leia mais aqui).

Indecisos são 8%

Desta vez, foram entrevistados 4.066 eleitores em 246 municípios em todos os Estados do país. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Pretendem votar em branco ou anular o voto 5% dos eleitores entrevistados (eram 4% no último levantamento), enquanto 8% dizem estar indecisos (contra 6% da última pesquisa).

Contratada pela Folha e pela Rede Globo, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 37.404/2010.
Fonte: www.vermelho.org.brDilma em campanha na cidade de Fortaleza-Ceará

 

A crise a qual atravessa o Hospital de Base não só tem prejudicado os pacientes que ali chegam. Além das ameaças constantes de atraso nos salários, os servidores e funcionários daquela instituição de saúde estão sofrendo com a falta de condições mínimas de trabalho, a exemplo da falta de água potável para consumo.

Quando se tem sede o único jeito a ser tomado é a compra de água. E com essa onda de calor insuportável dos últimos dias, o dinheiro gasto pelos litros do líquido precioso  está fazendo falta no bolso dos trabalhadores.

“Essa situação degradante para os usuários, funcionários e para a sociedade em geral   só reforça o Movimento pela Estadualização do Hospital de Base. A administração municipal já se mostrou incompetente para gerir o HBLEM”, denuncia Wilmaci Oliveira, diretora do Sindserv.

Situação grave no HBLEM

Sessão Especial hoje na Câmara dos Vereadores – o Movimento pela Estadualização do Hospital de Base se reúne hoje no Plenário da Câmara dos Vereadores de Itabuna, às 18 horas, para discussão acerca da crise do HBLEM.

Participarão do evento representante das secretarias de saúde dos 120 municípios pactuados, além de representante do governo estadual e dos segmentos organizados da sociedade regional.

 

O debate entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) na rede Record, ocorrido na madrugada desta segunda para terça-feira (26) foi bem mais quente que o embate da semana passada na RedeTV! O candidato tucano, orientado a ser mais assertivo, exagerou na dose e mostrou-se grosseiro e indelicado durante todo o debate, ao ponto de tomar um pito de sua adversária Dilma Rousseff nos últimos blocos do programa.

A atitude arrogante de Serra, que em diversas ocasiões chamou Dilma de mentirosa e procurou o tempo todo desqualificar a adversária, contraria a regra número um dos marqueteiros, que sempre pedem para seus clientes controlarem a agressividade.

Já a candidata petista começou um pouco nervosa, mas foi ganhando confiança ao longo do debate e terminou mostrando-se bem mais segura que no debate anterior. Dilma manteve um tom assertivo, mas com moderação e não perdeu a oportunidade de dizer, em três ocasiões, que seu adversário estava sendo arrogante.  Dilma cobrou de Serra “um pouco mais de humildade e elegância” e disse ao tucano que “a auto-suficiência e a soberba não levam a um bom resultado, nem num debate e nem a frente de um governo!”.

Pré-sal foi o tema dominante

O debate foi repetitivo em muitos temas. Mais uma vez, assuntos religiosos e moralistas, como o aborto ficaram de fora. E o pré-sal e a ameaça de privatização deste recurso surgiu como tema dominante. Trata-se de assunto colocado na campanha pela candidatura de Dilma, portanto desfavorável a José Serra. Enquanto a petista reforça a proposta de transformar a riqueza do pré-sal para financiar o desenvolvimento social, Serra não deixa claro o que fará com esse recursos.

O tucano tentou jogar no colo da petista a alcunha de “privatista” mas os argumentos que trouxe não convenceram e Dilma teve a oportunidade de esclarecer as diferenças existentes entre o modelo de exploração do pré-sal defendido pelos tucanos e o modelo defendido pelo governo Lula. Dilma afirmou que, ao defender a privatização do pré-sal, Serra quer privatizar o “filé mignon” do Brasil.

O grande problema de Serra neste tema que envolve o pré-sal e a Petrobras é que ele tenta vender um discurso estatizante que não combina com as práticas e a história de seu partido e dele próprio. Assim, suas tentativas de carimbar Dilma como “privatista” não surtem efeito, e pior, podem até mesmo desagradar a base social do tucanato que defende as privatizações.

Outro tema que no começo do debate parecia que ia dominar a discussão – mas não prosperou– foi o dos “malfeitos” de pessoas ligadas a cada candidato. Serra citou o depoimento da ex-ministra Erenice Guerra à Polícia Federal e Dilma respondeu colocando Paulo Preto no meio da roda. Mais uma vez, a petista disse que a diferença entre o governo Lula e os tucanos é que no governo Lula as denúncias são apuradas e nas gestões tucanas os denunciados são protegidos.

O Nordeste também compareceu em várias ocasiões durante o debate. Notou-se um esforço de ambos os candidatos em tentar cativar o eleitor nordestino, que hoje vota majoritariamente em Dilma.

Negação da realidade

Para os eleitores mais informados chegou a ser chocante a sistemática negação que Serra fez dos avanços alcançados pelo atual governo em diversas áreas. Em muitos momentos, o tucano precisou apelar para a mentira deslavada para sustentar este discurso. Quando o assunto era o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Serra praticamente negou que existam obras no país. Quando o tema foi economia, o tucano atacou a política econômica do atual governo, que segundo ele é caracterizada por “juros siderais, a maior carga tributária do mundo desenvolvido e a menor taxa de investimento do mundo civilizado”, esquecendo que na gestão FHC os juros ultrapassaram os 20% e que em todos debates anteriores ele próprio disse que na economia Lula apenas “repetiu” os supostos acertos da gestão FHC. Além disso, minimizou a geração de 14 milhões de empregos da atual gestão. Em sua visão, o que mudou foi o “aumento da fiscalização”, o que colaborou para incrementar a formalização do trabalho.

Quando trataram de segurança, Serra novamente tentou desqualificar as ações do governo federal e chegou a chamar de “disco voador” uma tecnologia de vigilância aérea de fronteiras –os veículos não tripulados– reconhecida internacionalmente como uma das maneiras mais eficazes de vigiar grandes extensões territoriais.

Ao comentar uma pergunta de Dilma sobre o processo que o DEM move na Justiça contra o Prouni, Serra disse que não  havia ameaça nenhuma ao programa que beneficia estudantes universitários e não assumiu o compromisso de barrar a ação do DEM. Dilma cobrou esta posição do candidato em momento posterior.
Emprego: pior momento de Serra

O pior momento de Dilma no debate foi quando falou sobre segurança pública. Apesar de o tema ter sido amplamente debatido no debate da RedeTV!, a petista novamente não soube defender seu ponto de vista e se atrapalhou ao falar a palavra “política penitenciária”. Um erro banal, mas que costuma virar motivo de piada na plateia e entre a militância adversária.
Já o candidato José Serra teve seu pior momento ao fugir deliberadamente do tema emprego. Dilma perguntou ao tucano sobre sua política de criação de empregos e frisou que gostaria de ter esta resposta pois em três debates anteriores ele não a respondeu. E o que Serra fez? Para desespero de seus aliados e de seu marqueteiro, ele mais uma vez não respondeu. Ficou falando da Petrobras. Só foi responder no último bloco do debate, quando Dilma voltou a perguntar sobre o tema emprego.

Meio ambiente comparece no debate

Por iniciativa de Dilma, o tema ambiental compareceu ao debate depois de ter sido esquecido em eventos anteriores. A candidata questionou Serra sobre política de desmatamento e quis saber qual é a posição do tucano sobre o plano nacional de mudanças climáticas. Ao tratar do tema, Dilma exibiu conhecimento técnico aprofundado do assunto. Na resposta, Serra extrapolou e disse estar comprometido com o “desmatamento zero”. Com isso, pode ter ganho o aplauso de meia dúzia de ambientalistas mais radicais, mas certamente perdeu o apoio de setores agrícolas que enxergam na política de desmatamento zero uma ameaça à expansão da agricultura.

O tucano também não conseguiu expor sua visão nacional para o problema do meio ambiente e, mais uma vez, usou quase todo seu tempo para atacar a adversária.

MST: guerra x diálogo

No último bloco, Serra apostou no discurso direitista e tentou alvejar Dilma vinculando a candidata ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). A mídia demonizou o MST de tal modo que hoje o movimento é realmente mal visto pela maioria dos brasileiros. Mas Dilma conseguiu escapar da armadilha reafirmando sua política de diálogo com os movimentos sociais e estabelecendo uma distinção entre a política do governo e a política do MST.

Já Serra focou o debate deste assunto apenas na suposta contradição de Dilma em dizer que não vestiria o boné do MST e depois vestir. Também criticou os sem-terra dizendo que que o movimento usa a reforma agrária como pretexto para desrespeitar a Justiça e promover destruições. A fragilidade destes argumento deixou Dilma com a faca e o queijo na mão para colar em Serra o adesivo de político que não sabe dialogar. “Nós sempre deixamos claro para o MST que éramos a favor da legalidade”, disse Dilma. A petista acrescentou que o governo federal foi muito mais efetivo para resolver o problema dos sem-terra, e deu como exemplo o programa Luz Para Todos. “Compramos diretamente do agricultor. Demos assistência técnica. Criamos todas as condições para que o pequeno agricultor tivesse acesso ao crédito”, afirmou a petista. “Não está certo você achar que o MST é questão de polícia. MST é questão de política pública”, acrescentou.

Os sucessivos ataques a entidades como o MST são um grande problema para José Serra. O tucano sairá da campanha como inimigo número um dos movimentos sociais.

Considerações finais

Nas considerações finais, Dilma aproveitou para reforçar a mensagem de que Serra baixou o nível do debate. No restante do tempo, “passeou” pelas regiões do país relatando como cada região foi beneficiada pelo atual governo. Dilma ainda incorporou uma mensagem que costuma ser usada pelos tucanos ao afirmar que as pessoas são mais importantes do que os números da economia: “quero dizer que meu olhar não é para o PIB e para os juros, é para as pessoas”. E terminou, mais uma vez, dizendo que está preparada para ser a primeira mulher presidente do Brasil.

Serra por sua vez, concluiu o debate dizendo defender a união de todas as regiões do país, e não o antagonismo. “Sempre fui um político nacional, brasileiro”, afirma. Em seguida, promete oferecer ao país o seu “passado de lutas”. O tom emotivo que tentou imprimir `afala final soou falso e exagerado. A coroação da falsidade ocorreu no momento em que o tucano disse: “eu quero um Brasil onde a verdade prevaleça”, isso depois de apelar para mentiras em série durante todo o debate.

Repercussão

No Twitter, durante a madrugada, cinco hashtags ligadas ao debate alcançaram os Trending Topics (assuntos mais comentados): #serramente #debatenarecord Petrobrax PROUNI e
Desmatamento Zero
. A maioria das mensagens postadas era de apoiadores de Dilma comemorando o bom desempenho da candidata e criticando a postura agressiva de Serra.

A coluna Radar Político, do portal Estadão, reuniu dois cientistas políticos para comentarem o debate durante o evento. A síntese da discussão foi: “Dilma evolui e Serra não convence”

Vencer Dilma nos debates desta última semana de campanha era uma das apostas que o comando da campanha tucana fazia para tentar reverter a desvantagem de Serra nas pesquisas. Mas pelo que se viu no debate de ontem na Record, foi mais uma oportunidade perdida para a oposição.

Da redação, Cláudio Gonzalez

Leia mais, acesse o Vermelho: www.vermelho.org.br

Debate na Record

 

Dilma Rousseff ampliou sua vantagem no segundo turno da corrida presidencial. O crescimento da candidata, detectado durante a semana pelos institutos Vox Populi, Ibope e Sensus, foi confirmado nesta sexta-feira (22) pelo Datafolha, que aponta Dilma com 56% dos votos válidos. O tucano José Serra, em queda, tem 44%.

É a maior diferença entre os presidenciáveis já registrada pelo Datafolha em 19 dias de disputa após o primeiro turno. Em relação à semana passada, Dilma cresceu dois pontos percentuais, enquanto Serra perdeu dois.
Embora as oscilações de cada candidato tenham sido no limite da margem de erro, o cenário é claramente favorável a Dilma. Sua vantagem para Serra passou, em sete dias, de oito para 12 pontos percentuais. Além disso, 88% dos brasileiros declaram-se totalmente decididos sobre em quem votar no dia 31, e apenas 10% cogitam mudar de opinião.
A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela Rede Globo e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.536/2010. O Datafolha entrevistou 4.037 pessoas, na quinta-feira (21), em 243 cidades. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.
Nos votos totais, Dilma aparece com 50% (tinha 47% há uma semana). Serra tem 40% (contra 41% do levantamento anterior). Os que dizem votar em branco, nulo ou nenhum continuaram estáveis, com 4%. Os indecisos oscilaram de 8% para 6%.
Os votos da terceira colocada no primeiro turno, Marina Silva (PV), registraram um movimento favorável a Dilma nesta semana. A petista cresceu oito pontos nesse grupo, de 23% para 31%. Já Serra, em contrapartida, sofreu uma queda de cinco pontos entre os “marineiros” – de 51% para 46%.
O Datafolha registrou também um fenômeno comum nesta época em períodos eleitorais: aumentou a audiência do horário eleitoral dos candidatos na TV. Nesta semana, 63% afirmaram ter assistido pelo menos uma vez à propaganda. Na semana passada, o percentual era de 52%.
A força de Lula
O avanço de Dilma teve como alavanca principal o seu desempenho no Nordeste, combinado com um novo recorde de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No Nordeste (cerca de 27% dos eleitores do país), Dilma cresceu cinco pontos em uma semana, indo de 60% a 65% das intenções de voto.
Já Lula registrou nesta semana 82% de aprovação para o seu mandato (respostas “bom” e “ótimo”). É a maior taxa desde quando assumiu o Planalto, em janeiro de 2003 – e também a melhor marca já apurada pelo Datafolha para todos os presidentes civis desde 1985.
Ao mesmo tempo, Dilma oscilou positivamente entre os que acham o governo Lula bom ou ótimo. Ela tinha 56% na semana passada e foi a 58%. Esse movimento coincide com a presença mais frequente do presidente na propaganda de TV da coligação. Já Serra continua estável com 33% de intenção de votos entre os que aprovam o governo Lula.
Quando se consideram as regiões do país, o tucano só lidera no Sul, com 50% (tinha 48% semana passada) contra 39% da petista (cujo percentual era de 40%). No Nordeste, a vantagem de Dilma é de 37 pontos, pois Serra pontua 28% na região. No Norte e no Centro-Oeste combinados, Dilma tem 49% contra 42% do tucano.
No Sudeste, região com o maior eleitorado do país (cerca de 43% do total), Dilma continou sua trajetória ascendente e já ultrapassou Serra. Logo depois do primeiro turno, a candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando tinha 41% no Sudeste. Na semana passada, foi a 43%. Agora, está com 44% e numericamente à frente de Serra, cujo percentual é de 43% (o tucano começou o mês com 44%).
Dilma também reverteu sua perda de votos entre certos grupos religiosos. No estrato de eleitores que se declaram católicos (62% do total do país), tinha 51% na semana passada e foi a 54% agora. Serra manteve-se estável em 38%. No segmento de espiritistas kadercistas (3% do total), Dilma foi de 36% para 46% em uma semana. Serra despencou de 53% para 42%.
Já no segmento de eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos (46% da população), Dilma melhorou quatro pontos: foi de 51% para 55%. Serra oscilou de 36% para 34%.

Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo