A consulta sobre o acordo para a utilização do superávit do Plano 1 da Previ começa nesta quinta-feira, dia 9, e vai até o dia 15. O acordo foi negociado com o Banco do Brasil pelos diretores eleitos da Caixa de Previdência e pelas entidades do funcionalismo do BB. Os associados da ativa votam pelo Sisbb e os aposentados e pensionistas pelo 0800-729-0808. A Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e os seus sindicatos filiados indicam o voto Sim pela aprovação do acordo.

O acordo do superávit beneficia 33.732 funcionários da ativa e 67.722 aposentados/pensionistas pertencentes ao plano 1 da Previ. Conforme o instrumento, está prevista destinação de aproximadamente R$ 7,5 bilhões da reserva especial aos associados, sendo que cada um deverá receber de imediato 2,4 benefícios. No caso dos benefícios temporários, o pagamento deverá ser feito enquanto durar a reserva, prevista para durar até seis anos.

Veja abaixo as conquistas do acordo:

1. Criação de um benefício temporário correspondente ao percentual de 20% sobre o complemento de aposentadoria ou pensão ou de 20% sobre o benefício projetado, para os funcionários da ativa.

2. Criação de um benefício mínimo temporário no valor correspondente à diferença entre 70% e 40% da Parcela Previ (PP).

3. Contabilização de dois fundos previdenciários de igual valor – um a favor dos associados e outro a favor do Banco do Brasil – constituídos pela reserva especial do Plano 1 apurada em dezembro de 2009, para posterior utilização.

4. Incorporação dos benefícios especiais criados em 2007, na destinação anterior da reserva especial – benefício especial de remuneração (aumento do teto de contribuição e benefício de 75% para 90%) e benefício especial de proporcionalidade.

5. Continuidade da suspensão de contribuições por mais três anos.

A partir de janeiro de 2011 será iniciado processo de negociação com o BB para debater a revisão do Plano 1, quando também estará em pauta o fim do voto de Minerva no Conselho Deliberativo.

Somente depois da consulta os benefícios temporários serão aprovados pelos órgãos competentes (Previ, BB, Ministérios do Planejamento e Fazenda e Superintendência Nacional da Previdência Complementar, a Previc) e implantados.

Acesse aqui O Espelho Nacional em pdf com todas as informações sobre o acordo e veja por que ele é vantajoso para 100% dos associados do Plano 1 – da ativa, aposentados e pensionistas.

Leia mais: www.feebbase.com.br

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, assegurou neste domingo (12) que o modelo socialista de desenvolvimento é a única solução para os problemas sociais e ambientais existentes no planeta. Para o presidente, o drama humano vivido em seu país nas últimas semanas, devido aos estragos das fortes chuvas em 14 estados, demonstra a necessidade da implantação desse sistema.

“Agora mais do que nunca estamos obrigados à redistribuição da questão humana no econômico e no social, o que implica no aprofundamento da revolução democrática: a aceleração da marcha para o socialismo, que é a solução para estes dramas”, advertiu, nas Líneas de Chávez.

Em sua publicação dominical, o estadista considerou que os danos sofridos por milhares de venezuelanos é o resultado da desigualdade ainda presente. “Reitero: o que sofremos não é conseqüência de uma má jogada por parte da natureza. É conseqüência direta da injustiça que reina sobre a Terra, e que afeta, em especial, aqueles que menos têm a ver ou menos têm provocado esta corrente de calamidades: aos mais pobres, aos nossos povos”, apontou.

As chuvas deixaram dezenas de milhares de prejudicados e estragos severos na infra-estrutura viária e habitacional de estados como Falcón, Zulia, Miranda e o Distrito Capital. Chávez qualificou como uma tragédia o impacto causado pelas inclemências do tempo e reiterou as medidas tomadas para superá-lo.

Ao falar sobre a situação do país, pediu que se atue com rapidez e eficácia, superando o burocratismo. “Tenho empunhado o chicote e a espada para travar uma batalha contra velhos vícios e as nefastas práticas burocráticas”, disse o dirigente, que convocou a população a se somar a esses esforços.

Fonte: Prensa Latina

 

Nunca antes na história deste país um metalúrgico havia ocupado a presidência da República. Quantos temores e terrores a cada vez que você se apresentava como candidato! Diziam que o PT, a ferro e fogo, implantaria o socialismo no Brasil.

Por Frei Betto*, em Adital

Quanta esperança refletida na euforia que contaminou a Esplanada dos Ministérios no dia de sua posse! Decorridos oito anos, eis que a aprovação de seu governo alcança o admirável índice de 84% que o consideram ótimo e bom. Apenas 3% o reprovam.

O Brasil mudou para melhor. Cerca de 20 milhões de pessoas, graças ao Bolsa Família e outros programas sociais, saíram da miséria, e 30 milhões ingressaram na classe média. Ainda temos outros 30 milhões sobrevivendo sob o espectro da fome e quem sabe o Fome Zero, com seu caráter emancipatório, a tivesse erradicado se o seu governo não o trocasse pelo Bolsa Família, de caráter compensatório, e que até hoje não encontrou a porta de saída para as famílias beneficiárias.

Você resgatou o papel do Estado como indutor do desenvolvimento e, através dos programas sociais e da Previdência, promoveu a distribuição de renda que aqueceu o mercado interno de consumo. O BNDES tornou as grandes empresas brasileiras competitivas no mercado internacional. Tomara que no governo Dilma seja possível destinar recursos também a empreendimentos de pequeno e médio porte e favorecer nossas pesquisas em ciência e tecnologia.

Enquanto os países metropolitanos, afetados pela crise financeira, enxugam a liquidez do mercado e travam o aumento de salários, você ampliou o acesso ao crédito (R$ 1 trilhão disponíveis), aumentou o salário mínimo acima da inflação, manteve sob controle os preços da cesta básica e desonerou eletrodomésticos e carros. Hoje, 72% dos domicílios brasileiros possuem geladeira, televisor, fogão, máquina de lavar, embora 52% ainda careçam de saneamento básico.

Seu governo multiplicou o emprego formal, sobretudo no Nordeste, cuja perfil social sofre substancial mudança para melhor. Hoje, numa população de 190 milhões, 105 milhões são trabalhadores, dos quais 59,6% possuem carteira assinada. É verdade que, a muitos, falta melhor qualificação profissional. Contudo, avançou-se: 43,1% completaram o ensino médio e 11,1% o ensino superior.

Na política externa o Brasil afirmou-se como soberano e independente, livrando-se da órbita usamericana, rechaçando a ALCA proposta pela Casa Branca, apoiando a UNASUL e empenhando-se na unidade latino-americana e caribenha. Graças à sua vontade política, nosso país mira com simpatia a ascensão de novos governantes democrático-populares na América Latina; condena o bloqueio dos EUA a Cuba e defende a autodeterminação deste país; investe em países da África; estreita relações com o mundo árabe; e denuncia a hipocrisia de se querer impedir o acesso do Irã ao urânio enriquecido, enquanto países vizinhos a ele, como Israel, dispõem de artefatos nucleares.

Seu governo, Lula, incutiu autoestima no povo brasileiro e, hoje, é admirado em todo o mundo. Poderia ter sido melhor se houvesse realizado reformas estruturais, como a agrária, a política e a tributária; determinado a abertura dos arquivos da ditadura em poder das Forças Armadas; duplicado o investimento em educação, saúde e cultura.

Nunca antes na história deste país um governo respaldou sua Polícia Federal para levar à cadeia dois governadores; prender políticos e empresários corruptos; combater com rigor o narcotráfico. Pena que o Plano Nacional dos Direitos Humanos 3 -quase um plágio dos 1 e 2 do governo FHC- tenha sido escanteado por preconceitos e covardia de ministros que o aprovaram previamente e não tiveram a honradez de defendê-lo quando escutaram protestos de vozes conservadoras.

Espero que o governo Dilma complemente o que faltou ao seu: a federalização dos crimes contra os direitos humanos; uma agenda mais agressiva em defesa da preservação ambiental, em especial da Amazônia; a melhoria do nosso sistema de saúde, tão deficiente que obriga 40 milhões de brasileiros a dependerem de planos de empresas privadas; a reforma das redes de ensino público municipais e estaduais.

Seu governo ousou criar, no ensino superior, o sistema de cotas; o ProUni e o ENEM; a ampliação do número de escolas técnicas; maior atenção às universidades federais. Mas é preciso que o governo Dilma cumpra o preceito constitucional de investir 8% do PIB em educação.

Obrigado, Lula, por jamais criminalizar movimentos sociais; preservar áreas indígenas como Raposa Serra do Sol; trazer Luz para Todos. Sim, sei que você não fez mais do que a obrigação. Para isso foi eleito. Mas considerando os demais governantes de nossa história republicana, tão reféns da elite e com nojo do “cheiro de povo”, como um deles confessou, há que reconhecer os avanços e méritos de sua administração.

Deus permita que, o quanto antes, você consiga desencarnar-se da presidência e voltar a ser um cidadão militante em prol do Brasil e de um mundo melhor.

* Escritor e assessor de movimentos sociais

 

O presidente Lula e o primeiro-ministro Putin tiveram o mesmo discurso, (ante)ontem (9/12), em defesa de Julian Assange, embora com argumentos diferentes. Lula foi ao ponto: Assange está apenas usando do velho direito da liberdade de imprensa, de informação. Não cabe acusá-lo de causar danos à maior potência da História, uma vez que divulga documentos cuja autenticidade não está sendo contestada.

Por Mauro Santayana, no JB

Todos sabem que as acusações de má conduta em relacionamento consentido com duas mulheres de origem cubana, na Suécia, são apenas um pretexto para imobilizá-lo, a fim de que outras acusações venham a ser montadas, e ele possa ser extraditado para os Estados Unidos.

O que cabe analisar são as consequências políticas da divulgação dos segredos da diplomacia ianque, alguns deles risíveis, outros extremamente graves. (Ante)ontem [9/12], em Bruxelas, o chanceler russo Sergei Lavrov comentava revelações do WikiLeaks sobre as atitudes da Otan com relação a seu país: enquanto a organização, sob o domínio de Washington, convidava a Rússia a participar da aliança, atualizava seus planos de ação militar contra o Kremlin, na presumida defesa da Polônia e dos países bálticos. Lavrov indagou da Otan qual é a sua posição real, já que o que ela publicamente assume é o contrário do que dizem seus documentos secretos. Moscou foi além, ao propor o nome de Assange como candidato ao próximo Prêmio Nobel da Paz.

O exame da história mostra que todas as vezes que os suportes da palavra escrita mudaram, houve correspondente revolução social e política. Sem Guttenberg não teria havido o Renascimento; sem a multiplicação dos prelos, na França dos Luíses, seria impensável o Iluminismo e sua consequência política imediata, a Revolução Francesa.

A constatação do imenso poder dos papéis impressos levou a Assembleia Constituinte aprovar o artigo XI da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, logo no início da Revolução, em agosto de 1789. O dispositivo do núcleo pétreo da Constituição determina que todo cidadão tem o direito de falar, escrever e imprimir com toda liberdade. As leis punem os que, mentindo, atingem a honra alheia. A liberdade de imprensa, sendo dos cidadãos, é da sociedade. Das sociedades nacionais e, em nossa época de comunicações eletrônicas e livres, da sociedade planetária dos homens.

É surpreendente que, diante dessa realidade irrefutável, jornalistas de ofício queiram reivindicar a liberdade de imprensa (vocábulo que abarca, do ponto de vista político, todos os meios de comunicação) como monopólio corporativo. A internet confirma a intenção dos legisladores franceses de há 221 anos: a liberdade de expressão é de todos, e todos nós somos jornalistas. Basta ter um endereço eletrônico. As pesadas e, relativamente caras, máquinas gráficas do passado são hoje leves e baratíssimos notebooks, e de alcance universal.

É sempre citável a observação de Isidoro de Sevilha, sábio que marcou o sétimo século, a de que “Roma não era tão forte assim”. Bradley Manning e Julian Assange estão mostrando que Washington – cujo medo é transparente em seus papéis diplomáticos – não é tão poderosa assim. É interessante registrar que o nome de Santo Isidoro de Sevilha está sendo sugerido, por blogueiros católicos, como o padroeiro da internet.

Os jornalistas devem acostumar-se à ideia de renunciar a seus presumidos privilégios. Todos os que sabem escrever e manipular um computador são cidadãos, e ser cidadão é muito mais do que ser jornalista. São esses cidadãos que, na mesma linha de Putin e Lula, se mobilizam, na ágora virtual, para defender Assange, da mesma forma que se mobilizaram em defesa da mulher condenada à morte por adultério. O mundo mudou, mas nem todos perceberam essa mudança.

 

11 dez 2010

Marcos Coimbra: A torcida brasileira por Dilma

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Para a maioria das pessoas, as eleições vêm e vão. Durante certo período, normalmente nos dois ou três meses que as antecedem, elas se interessam, se motivam, acompanham o noticiário. Discutem com os amigos, põem adesivos nos carros, assistem aos programas eleitorais (na maior parte das vezes, para se divertir um pouco). Por Marcos Coimbra À medida que o tempo passa e a data se aproxima, consolidam tendências a votar em determinado candidato, se decidem e, quando chega a hora, votam. Ficam curiosas enquanto a apuração avança e contentes ou tristes quando sai o resultado. No dia seguinte, tudo começa a voltar ao normal. As conversas escasseiam, os plásticos são retirados dos automóveis. A política reocupa seu lugar na vida cotidiana, raramente grande, salvo para a pequena parcela muito politizada. Essa é diferente, e os eleitores que a integram nunca descansam. Estão sempre preocupados com a política e conhecem os detalhes do seu dia a dia. Para eles, é como se a eleição não terminasse. Meses depois, continuam a defender seu candidato e a atacar os adversários, quando o resto do País nem se lembra mais dela. A eleição presidencial aconteceu há apenas 40 dias, mas ela já é passado para a maior parte da opinião pública. Salvo para os petistas mais entusiasmados ou os tucanos mais aguerridos, o confronto entre Dilma Rousseff e José Serra acabou. A grande maioria dos que votaram na vencedora e dos que acreditaram no perdedor não está mais em campos opostos. É isso que se vê nos dados de uma recente pesquisa nacional da Vox Populi, feita nos últimos dias de novembro. De seus resultados, alguns dos mais relevantes dizem respeito à imagem de Dilma, avaliada em cinco dimensões: Sinceridade, Preocupação com os mais pobres, Ter boas propostas para o País, Liderança e Preparo. O pior resultado da presidente eleita foi obtido no item Sinceridade, com 59% dos entrevistados dizendo que achavam que ela era sincera, e 22% que não. Nos demais atributos, seus números positivos sempre foram iguais ou superiores a 65%: os que acham que ela é Preocupada com os pobres e os que a consideram Preparada para administrar o País estão nesse patamar e os que a avaliam como tendo Melhores propostas e Com liderança chegam a 67%. As avaliações negativas vão de 20% (no item Preocupação com os mais pobres) a 25% (no quesito Preparo para administrar). Ou seja, nunca passa de um quarto a proporção de pessoas que desconfiam da presidente, seja em atributos individuais ou administrativos. Pelo visto, a campanha das oposições não conseguiu convencer mais que uma em cada quatro pessoas de que Dilma não estava habilitada para exercer a Presidência. Na verdade, em todos os atributos, as respostas negativas são inferiores à proporção de votos obtidos por Serra. Lembrando que ele alcançou perto de 41% do voto total, seria possível dizer que cerca de metade das pessoas que votaram no tucano não avalia Dilma de maneira desfavorável um mês e pouco depois da eleição. Inversamente, a proporção dos que a avaliam positivamente, em qualquer um dos cinco itens pesquisados, ultrapassa a votação que obteve. Não é surpresa, portanto, que os próximos anos e o governo Dilma sejam aguardados com otimismo por uma larga maioria dos brasileiros. Quanto à economia, por exemplo, apenas 6% dos entrevistados acham que ficará pior até o final de sua administração, enquanto 65% dizem que melhor (entre eleitores de Serra, 45% têm essa opinião, contra 13% de pessimistas). Comparando o governo que termina com o que começa em janeiro, as expectativas são muito favoráveis, considerando a quase unanimidade que Lula alcançou: 22% acreditam que o governo Dilma será melhor que o de Lula, ou seja, que vai superar algo bom. Os que acham que ela será pior que o atual presidente são 10%, ficando 62% com a impressão de que será igual (6% não sabem). Pensando na posição internacional do Brasil, os sentimentos em relação ao futuro imediato também são de confiança. Quase dois terços dos entrevistados (61%) imaginam que o País continuará a aumentar sua importância no cenário mundial, mesmo sem o carisma pessoal de Lula, e apenas 28% de que isso não vai acontecer. O que números como esses mostram é quão equivocada é a tese de algumas lideranças da oposição, a respeito do tamanho que ela teria alcançado nas eleições que fizemos em outubro. No calor da hora, turbinada por uma campanha fortemente negativa movida contra Dilma pela quase totalidade da “grande imprensa”, a oposição chegou aos 41% que Serra obteve. Mas nem se passaram seis semanas e as coisas voltaram a ficar diferentes. Hoje, por qualquer lado que se olhe (má avaliação da presidente eleita, baixas expectativas em relação ao País e a seu governo), o sentimento oposicionista está mais perto de 20% que de 40%.

* Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. É colunista de CartaCapital e do do Correio Braziliense.

Em um cemitério da zona leste de São Paulo, o maior da América Latina, está enterrada viva a memória de um período morto da história recente do Brasil. Instaurada no País em 1964 com um golpe de Estado, a ditadura militar sepultou clandestinamente no cemitério de Vila Formosa corpos de opositores políticos que a ela resistiram com armas.

Por Antonio Carlos Prado e Juliana Dal Piva, em IstoÉ

A ditadura morreu em 1985 quando José Sarney foi empossado na Presidência da República após a morte do candidato eleito pelo colégio eleitoral, Tancredo Neves. A memória, que os militares tentaram varrer para debaixo da terra mas sobrevive nos dias atuais de plena democracia, é justamente a desses militantes que foram torturados e assassinados pelo então regime de exceção.

A eles foi dada a esdrúxula situação jurídica de “desaparecidos políticos”, ou seja, não estão nem vivos nem mortos – mas suas “vozes” insistem em não se calar para denunciar a circunstância em que foram enterrados.

Na semana passada, o Ministério Público Federal (MPF) promoveu por cinco dias escavações no local (120 horas de procura contra cerca de 185 mil horas que durou a ditadura), mas já as suspendeu para que o caso seja mais bem analisado. A suspensão dos trabalhos é precoce.

Pelo menos nove corpos de militantes estão ali enterrados, e documentos obtidos por IstoÉ comprovam isso. São laudos necroscópicos do IML (documentos oficiais, portanto) nos quais se lê que, com nomes verdadeiros ou trocados, militantes mortos foram enterrados em Vila Formosa.

O cemitério serviu, na linguagem dos porões do regime, de local de “desova” de corpos a partir de 1969 e 1970 – primeiro período de repressão desenfreada após a promulgação do AI-5, que suspendeu as garantias individuais no País.

IstoÉ descobriu que o primeiro opositor que chegou morto a Vila Formosa foi Carlos Roberto Zanirato. A causa de sua morte, assim como a de dezenas de militantes ao longo de 21 anos de obscurantismo, foi dada pelo IML como “suicídio”. A requisição de exame de Zanirato é a de número 2.777/69. No campo para preenchimento de seu nome, o IML cravou: “desconhecido”.

O Departamento Estadual de Ordem Política e Social chegou ao paroxismo de escrever que ele se suicidara, embora seu corpo tenha chegado à mesa de necropsia com as mãos algemadas. Zanirato desertara do Exército com o capitão Carlos Lamarca e com ele integrou a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), responsável pela guerrilha do Araguaia.

Os restos mortais de pelo menos outros seis militantes da VPR também estão em Vila Formosa: Alceri Maria Gomes da Silva, Edson Neves Quaresma, Joelson Crispim, José Maria Ferreira Araújo, Yoshitane Fujimori e Antonio Raimundo Lucena. “Eu nem sequer fui informada pelas autoridades de que estavam procurando o corpo de meu marido”, diz Damaris Lucena, viúva de Raimundo Lucena.

Aos 85 anos e vitoriosa na luta contra um câncer de estômago, Damaris foi, na época, torturada por 23 dias. Entre seus algozes, segundo ela, estava o tenente-coronel Maurício Lopes Lima – o mesmo que a presidente eleita Dilma Rousseff reconhece como sendo um de seus torturadores. Damaris só não morreu porque foi banida do Brasil em troca da libertação do ex-cônsul japonês em São Paulo Nobuo Okuchi.

O documento do IML obtido por IstoÉ, que comprova que os restos mortais de Lucena estão em Vila Formosa, é o de número 865/70. A requisição de seu exame foi encaminhada com a palavra “Terrorista” escrita ao alto, em letras grandes, grifada, circulada e cercada por quatro traços. Quem caprichou foi o delegado Jair Ferreira da Silva. Ele escreveu que Lucena morreu em tiroteio. O IML atestou que a causa mortis foi “anemia aguda”. No campo sepultamento está anotado “cemitério de Vila Formosa”.

O laudo 4.480/70, encabeçado com um “T” de terrorista, indica que também nesse cemitério está o corpo de José Maria Ferreira de Araújo, enterrado como Edson Cabral Sardinha. Segundo a polícia, morreu de “mal súbito assim que adentrou o distrito”. O IML dá a causa da morte: “indeterminada”. No item sepultamento consta, igualmente, “Vila Formosa”.

Também estão nesse cemitério corpos de militantes de outra organização, a Ação Libertadora Nacional (ALN), uma dissidência do Partido Comunista Brasileiro, que optou pela luta armada e era comandada por Carlos Marighella. Em setembro de 1969, Sérgio Roberto Corrêa e Virgílio Gomes da Silva foram enterrados como indigentes em Vila Formosa.

Sob o codinome de Jonas, Virgílio foi um dos chefes do sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick em setembro de 1969 – foi libertado em troca de 15 presos políticos, então banidos do País. Jonas foi preso e faleceu após 12 horas de tortura na Operação Bandeirante (Oban) – gene do que viria a ser o DOI-Codi, um dos maiores aparatos de tortura do Estado já montado na América Latina.

Tendo o Brasil a partir de 1º de janeiro Dilma Rousseff na Presidência da República, um novo alento vem aos familiares que já esperam uma eternidade para dar sepultura digna a seus parentes. “Qualquer coisa que faça nesse sentido será bem-vinda”, diz Maria Amélia Teles, ex-presa e integrante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos. “Se nos ajudar, a presidente Dilma fará justiça com a sua própria história.”

Leia mais no www.vermelho.org.br

 

Mais uma vez o prefeito José Nilton Azevedo e equipe descumprem o acordo celebrado em reunião no mês passado com o Sindserv. Numa atitude que pode ser chamada de criminosa, a administração municipal não pagou os salários dos servidores que trabalham na área de saúde da Prefeitura.

Pelo acordo assinado com o prefeito e sua equipe a Prefeitura iria pagar os salários sempre no quinto dia útil de cada mês. O quinto dia útil deste mês de dezembro foi no dia 07, na última terça-feira. Os servidores esperavam os salários e quando acessaram as suas contas correntes no banco nada de salários… UM ABSURDO!

O Sindserv repudia mais uma vez a falta de responsabilidade do prefeito e de sua equipe e exige a imediata regularização dos pagamentos.

O Sindserv espera que a continuar esta situação de mentiras por parte da Prefeitura, que assina acordos e não cumpre, o Ministério Público do Trabalho tome medidas drásticas contra a administração municipal. Para a entidade, os descumprimentos de acordos assinados naquela instituição federal demonstram improbidade administrativa que precisa ser verificada com mais atenção dos órgãos federais competentes.

SINDSERV – SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPÁIS DE ITABUNA

FILIADO À CTB

 

A Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol), obra prioritária do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ligará Ilhéus, a importante região produtora de grãos, ao Porto Sul. Além dos quatro trechos que terão as obras iniciadas com a assinatura da ordem de serviço pelo presidente, o primeiro lote da estrada de ferro, situado entre os municípios de Caetité e Ilhéus, já se encontra com sua licença de instalação. Para o governador da Bahia, Jaques Wagner, a construção da ferrovia é “um momento de glória”, a concretização de um “projeto que estava nas gavetas havia mais de cinqüenta anos. Uma obra importante, porque vai trazer muito desenvolvimento para o oeste e por todo o percurso até Ilhéus, no novo porto”.

Formatura em Salvador

No mesmo dia às 18h, o presidente Lula participa da formatura de mil alunos – representando 281 mil – que foram alfabetizados pelo Topa. O evento será em frente à Assembléia Legislativa, no Centro Administrativo da Bahia. “Eu sei que o presidente gosta muito do programa porque para ele a educação é fundamental. Nós vamos fazer uma festa de agradecimento por tudo o que ele fez nesses oito anos pela Bahia, e não teria melhor forma de festejá-lo, senão por nosso programa”, declarou Wagner, no programa Conversa com o Governador.

Para Wagner, com os novos formandos, o governo atingiu o número de 953 mil alfabetizados, incluindo os que estão em sala de aula. Ele afirma que, no segundo mandato, o foco será “muito no ensino fundamental”, e enfatiza que a idéia é fazer parcerias entre as prefeituras e a Secretaria da Educação do Estado para que a Bahia possa superar os níveis em que ainda se encontra.

“Nós tivemos uma evolução na última avaliação – até ultrapassamos os objetivos colocados, mas isso não me satisfaz. Quero que a gente tenha um ensino fundamental igualado aos melhores do País. Esse é um desafio”, enfatiza o governador. Ele diz ainda que o outro desafio é continuar ampliando o número de vagas e universidades públicas federais – a intenção é implantar a Universidade Federal do Oeste.

FONTE:  www.vermelho.org.br

 

“É engraçado: prenderam o rapaz que denunciava a diplomacia americana e não vejo nenhum jornal defendê-lo”[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=_No3PuIiJ4Q]

Nesta segunda-feira,06/12, metade dos alunos do primeiro período do curso de Serviço Social da Faculdade Adelmar Rosado, em Teresina, abandonaram a prova da Metodologia Científica, de um professor substituto, ao contatarem o conteúdo preconceituoso em uma das questões do exame.
Um dos trechos da prova afirmava: “Deve se considerar também que a própria relação sexual entre homossexuais contraria a ordem das coisas relativa à sexualidade e genitalidade humana”. Uma alunas da sala, que é homossexual, questionou o conteúdo da prova e afirmou estar ofendida com o que leu. O professor, então perguntou se ela gostaria de abandonar a prova. A moça saiu aos prantos da sala e foi acompanhada de outras alunas que procuraram a coordenação pedagógica da instituição que ficou do lado das meninas.
O professor terá que refazer o exame e a instituição prometeu demitir o docente após a nova prova. “A prova será anulada. O texto fere a proposta pedagógica do curso, as diretrizes curriculares e o código de ética da Abepess (Associação Brasileira de Pesquisa de Ensino em Serviço Social). Não é o posicionamento da nossa instituição e do curso”, relatou a coordenadora do curso de Serviço Social da faculdade, Iris Neiva, ao jornalista Carlos Lustosa Filho do site cidadeverde.com.


Leia o texto polêmico da prova:


UNIÃO CIVIL ENTRE HOMOSSEXUAIS


Assistimos à (SIC) pouco tempo na novela da Rede Globo (Páginas da Vida) uma história na qual se mostra a "vida conjugal´ entre homossexuais, inclusive havendo a pretensão dos mesmos adotarem filhos. Ao mesmo tempo, existe projeto na Câmara dos Deputados em tramitação já há algum tempo para ser votado, visando legitimar juridicamente o "vinculo conjugal”, que garantiria para os homossexuais os mesmos direitos dos casais heterossexuais.
Diante desta possibilidade de institucionalização do casamento para casais homossexuais, é importante colocarmos a grande responsabilidade dos deputados federais na tomada de decisão em relação ao objetivo de tal projeto. Em razão disto, é que nossos representantes, devem nesta decisão fundamentar-se na ética — que é a fonte do direito — e não simplesmente deixar-se conduzir pelos sentimentos em relação a essa causa, :ou a situação de discriminação, do qual são vitimas esse grupo social, que merece respeito: Em razão disso se faz necessário uma reflexão.
Sendo a vida conjugal uma forma de vivenciar a sexualidade a um nível de maior intimidade afetiva e física, incluindo uma de suas dimensões, que é a genitalidade - capacidade de utilização dos órgãos sexuais - não se pode deixar de reconhecer que no casamento, o aspecto unitivo, que é a manifestação de amor entre um homem e uma mulher, é o que possibilita a concretização de outro aspecto — não menos importante - que é a procriação: a geração de filhos para educá-los.
Contudo, em se tratando da "vida conjugar” entre os homossexuais, constata-se, que, embora o aspecto o unitivo se faça presente entre eles, não se realiza o aspecto procriativo já que este, decorre da união entre um homem e uma mulher e não entre duas pessoas do mesmo sexo. Por isso, essa pretensão entre os homossexuais não tem sentido, não devendo, portanto ser reconhecido juridicamente.
Deve-se considerar também, que a própria "relação sexual" que se estabelece entre os homossexuais contraria a ordem das coisas relativas à sexualidade e genitalidade humana. Sendo o ânus um órgão não receptor, como a vagina, mas expelidor de excrementos, não existem mecanismos facilitadores deste tipo de relação, pois não há nenhuma substância líquida, como no órgão feminino, que possibilite uma relação satisfatória.
Também, por ser uma relação cuja posição não é face a face, mas ao contrário, no mais puro estilo animal, não tem como se expressar o amor de uma pessoa pela outra, já que esta posição revela mais uma instrumentalização do outro, a mera busca do prazer.

Fabiana Almeida
 
Enviado por Karen Bradão Bruce – 3º setor