Bandas como Xaumraxabu, Carlota Joaquina, Zabumbahia e o sanfoneiro Pescoço de Mola animarão o Forró dos Bancários em Itabuna e nas cidades que compõem a base territorial do Sindicato dos Bancários de Itabuna. Para os bancários das cidades de Itapé, Floresta e Itororó  a festa vai ser em Ibicarai, no Clube dos 40,no dia 27 de maio. Para os bancários de Buerarema e Pau Brasil, o forró acontece no Clube da Maçonaria, em Camacan no dia 10 de junho. Os bancários de Itajuípe, Itapitanga terão o arrastapé em Coaraci, no dia 17 de junho. Em Itabuna a festa será no dia 03de junho, no Clube da AABB.

Veja a programação do Forró dos Bancários, o Forró de Cabo a Rabo:

Dia  27 de maio – Ibicarai  –

Local: Clube dos 40

Atrações: Xaumraxabu, Carlota Joaquina e Pescoço de Mola

Dia 03 de junho – Itabuna

Local: AABB

Atrações: Carlota Joaquina, Zabumbahia e Pescoço de Mola

Dia 10 de junho – Camacan

Local: Clube da Maçonaria

Atração: Pescoço de Mola

Dia 17 de junho – Coaraci

Local: AABB

Atração: Pescoço de Mola


Em reunião de negociação com o Sindserv, ocorrida hoje pela manhã, a administração municipal acenou para um repasse nos salários de 6,5% para todos os servidores, retroativo ao mês de abril. O pagamento, que segundo os secretários será imediato, está condicionado a um projeto de lei que será enviado para a Câmara Municipal o mais rápido possível.

Participaram da reunião de negociação, os diretores do Sindserv, Jorge Teles e Wilmaci Oliveira. Representando a prefeitura estavam presentes, os secretários Maurício Athayde, Marcos Conrado, Fernando Vita e o vice-prefeito, Antônio Vieira.

“Vale lembrar que este repasse refere-se somente ao índice de inflação do período e que o Sindserv juntamente com o apoio maciço da categoria buscará em outras negociações o aumento real reivindicado pelos servidores equivalente a mais 4,3%. Mesmo assim, estaremos cobrando da administração e da Câmara dos Vereadores urgência urgentíssima na aprovação desse repasse” garante Jorge Teles, diretor do Sindserv.

Durante a reunião os representantes dos servidores pontuaram a necessidade da continuidade das negociações pautada no índice de reajuste salarial com aumento real. Diante disso, ficou agendada uma próxima rodada de negociação para o dia 08 de junho. Além disso, os sindicalistas insistiram na necessidade da implantação do tíquete refeição para todos os trabalhadores, além da urgência de uma política administrativa de valorização do servidor municipal que contemple o Plano de Cargos, Salários e Comissões (PCCS).

Os representantes da administração municipal afirmaram que será realizado estudo das possibilidades financeiras em atender ás demandas da categoria. As reuniões setoriais, por secretarias estão mantidas, onde são colocadas questões como condições de trabalho, salários entre outros assuntos de interesse dos trabalhadores.

O Sindserv vai continuar a luta em defesa dos salários, aumento real e de melhores condições de trabalho para todos. Nossa luta é permanente no sentido da efetivação, consolidação e ampliação de direitos, bem como a valorização da categoria. Precisamos mais do que nunca do apoio de todos os servidores, pois só a unidade dos trabalhadores, participando ativamente com o seu sindicato é que garante vitórias para todos”, pontua Wilmaci Oliveira, diretora do Sindserv.

SINDSERV – SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ITABUNA

FILIADO À CTB

23 maio 2011

Retrospectiva do Governo Lula

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Vídeo feito de material exibido no jornalismo da TV Globo entre 27 de outubro de 2002 e 1º de janeiro de 2010:

Fonte: http://carlos-geografia.blogspot.com

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=zJdYUdBTya0&feature=player_embedded]

23 maio 2011

PESQUISA DA COMUNICAÇÃO

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Associação latino-americana organiza seminário em São Paulo

A Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação (Alaic) convida professores, pesquisadores e estudantes a participar do VI Seminário Internacional Latino-Americano de Pesquisa da Comunicação. O evento acontece em 29 e 30 de julho de 2011 no Itaú Cultural (Avenida Paulista 149, São Paulo) e conta com a presença de pesquisadores da Comunicação do Brasil e da América Latina. Em consonância com o I Congresso Mundial de Comunicação Ibero-americana se constitui em importante momento de reflexão sobre a pesquisa, ensino e práticas comunicacionais da América Latina em 2011.

As inscrições para o VI Seminário são gratuitas e podem ser feitas até 15 de julho pelos emails contactoalaic@gmail.com e seminarioAlaic@gmail.com. Mais informaçõesaqui.

Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br


23 maio 2011

Livro didático: a gozação sobre a polêmica

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Os escritores Marcelino Freire e Cristovão Tezza participaram nesta semana do programa “Entre aspas”, apresentado por Mônica Waldvogel na GloboNews. Com bom humor, os dois escritores rechaçaram a tese da Globo (e da velha mídia), que, a partir de trechos retirados do contexto, ataca o livro “Por uma vida melhor”, adotado pelo Ministério da Educação para turmas de jovens e adultos.

Quando a apresentadora fala em “regra errada do português”, imediatamente Tezza, professor aposentado da UFPR, a interrompe e a corrige: “Variedades não padrão”.

Mônica responde: “Estamos tucanando aqui”. Ao que Tezza rebate: “É um conceito linguístico esse. Todas as línguas do mundo funcionam assim, são variedades. […] A diferença entre dialeto e uma língua é que uma tem exército, e a outra não. É a história das línguas.”

Marcelino Freire cita o poeta Sérgio Vaz: “Quando a gente diz nós vai, é porque nós vamos”.

Tezza explica:

“Quando você constrói uma gramática escrita, você escolhe formas, passa a escrever essa formas, passa a defendê-las. E elas passam a ser o certo. E aí se começa a estigmatizar o que não está daquela forma. Isso é construção histórica das línguas padrões […].

O conceito de variedade linguistica é fundamental, não há mal nenhum em mostrar aos alunos, mesmo dos primeiros anos, que a língua é um conjunto de variedades, inclusive para trabalhar com a diferença e a importância da norma culta. O que não precisa é humilhar ninguém para fazer isso.. é um processo esmagador, a escola tem muito poder, o aluno chega lá, só fala a variedade dele, o professor vai olha, você é burro, senta ali no milho… não. Vamos trabalhar de outra forma. É uma questão didática.”

“Que conselho vocês dão aos que estão tão preocupados?”, questiona a apresentadora, ao final do programa.

É a deixa para Freire arrematar:

“Vão de Adoniram Barbosa: “Arnesto nos convidou / prum samba ele mora no Brás / Nóis fumo, num encontremo ninguém…” [mais risos]

Leia mais no: BLOG DOLUIS NASSIF http://www.advivo.com.br

Fonte:
http://drrosinha.com.br/livrodidatico/

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Za8mPxQTIO8]

23 maio 2011

Cultura: mercadoria ou bem comum?

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Por Emir Sader*

Todo o programa neoliberal, assim como o diagnóstico que levou a ele, pode ser sintetizado em um ponto: desregulamentar. O diagnóstico de por que a economia tinha parado de crescer, depois do ciclo mais longo de expansão capitalista no segundo pos-guerra, se centrou no suposto excesso de regulamentação. O capital se sentiria inibido para investir, por estar cerceado por excesso de normas, leis, políticas, que bloqueariam a “livre circulação do capital”.

Chegado ao governo, o neoliberalismo se pôs a privatizar patrimônio público, a diminuir o tamanho do Estado, a abrir as economias nacionais ao mercado internacional, a “flexibilizar” as relações de trabalho, entre tantas outras medidas padrão codificadas no chamado Consenso de Washington e colocadas em prática por governos às vezes com origens ideológicas distintas, mas todos rendidos ao “pensamento único”. Todas elas são formas de desregulamentação, de retiradas de supostos obstáculos à circulação do capital.

Quando se privatizam empresas, se está levantando obstáculos para que o capital privado se aproprie delas, se está desregulamentando o mercado de propriedade de empresas. Quando se aceita a não obediência a normas básicas da legislação do trabalho para contratar trabalhadores, se está desregulamentando o mercado de trabalho. Assim para todas as medidas do receituário neoliberal.

Promoveu-se assim, rapidamente, o maior processo de concentração de riqueza que tínhamos conhecido, tanto a nível nacional, quanto mundial. Sem proteções dos Estados, os mais frágeis, os mais pobres – a grande maioria de cada sociedade, em especial as periféricas, – se viram indefesos diante das ofensivas do capital e dos Estados centrais do capitalismo.

Direitos, como aqueles à educação e à saúde, foram deixando de ser direitos para se transformar em mercadorias, compráveis no mercado. Quem tem mais recursos, compra mais e melhor, em detrimento de quem não tem. Riquezas naturais, como a água passaram a ser mercadoras, compradas e vendidas.

O Estado, principalmente nas suas funções reguladoras – de afirmação dos direitos contra a voracidade do capital – passou a ser vítima privilegiada dos ataques neoliberais, pregando-se o “Estado mínimo” e a primazia do mercado, isto é, da concorrência feroz, em que os mais fortes e mais ricos ganham sempre.

Até a cultura foi vítima de um grande embate, para definir se se trata de uma mercadoria mais ou de um bem comum. Do ponto de vista institucional o debate se deu para definir se a cultura deveria ser objeto da Organização Mundial do Comércio (OMC) e, portanto, uma mercadoria a mais, ou no âmbito da Unesco, considerada como patrimônio da humanidade, como bem comum, com as devidas proteções. Terminou triunfando esta segunda versão – apesar da brutal oposição e pressão dos EUA, que chegaram a se retirar da Unesco.

Foi um momento muito importante de resistência ao neoliberalismo, que queria reduzir também a capacidade de cada povo, de cada nação, de cada setor da sociedade, de afirmar suas identidades específicas, dissolvidas pela globalização. Queriam desregulamentar também a cultura, deixá-la ao sabor das relações de mercado, sem proteção de regulações estatais.

Mas o embate não terminou por aí, porque o poder avassalador dos capitais privados, nacionais e internacionais, é um fluxo permanente, cotidiano, buscando expandir seu poder de mercantilização. As TVs públicas, por exemplo, se debilitam no seu papel diferenciado dos mecanismos de mercado que regem as TVs privadas, enfraquecidas pela falta de financiamento, apelam ao mercado e induzem seus mecanismos – como aconteceu tristemente com a TV Cultura de São Paulo.

Programas como o de Pontos de Cultura, do MINC, surgiram na contramão dessa lógica homogeneizadora da globalização na esfera cultural, buscando incentivar e proteger todas as formas de diversidade de cultural, de afirmação da heterogeneidade das identidades de setores sociais, étnicos, regionais, diferenciados.

Muitos outros debates atuais hoje no Brasil – o dos Commons, da propriedade intelectual, dos direitos de autor – são também objeto de duas concepções diferenciadas, uma regulamentadora – anti-neoiberal – outra desregulamentadora, neoliberal, mercantilizadora. No marco mais geral do embate entre neoliberalismo e posneoliberalismo, é que a natureza das posições fica mais clara. Por um lado, as normas protetoras que consideram a cultura como um bem comum, de outro, a desregulamentação, que a consideram uma mercadoria como outra qualquer. Do seu desenlace depende a natureza da cultura no Brasil na segunda metade do século XXI.

Emir Sader é sociólogo e cientista político

Fonte: http://www.cartamaior.com.br

23 maio 2011

Polêmica ou ignorância?

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Por Marcos Bagno

Na semana passada, o site IG noticiou que o Ministério da Educação comprou e distribuiu, para 4.236 mil escolas públicas, um livro que “ensina o aluno a falar errado”. Os jornalistas Jorge Felix e Tales Faria –  do Blog Poder On Line, hospedado no portal – se basearam em exemplos de um capítulo do livro Por Uma Vida Melhor para afirmar que, segundo os autores da coleção organizada pela ONG Ação Educativa, não há nenhum problema em se falar “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”. Calçaram sua tese no seguinte trecho de um capítulo que diferencia o uso da língua culta e da falada:”Você pode estar se perguntando: “Mas eu posso falar os livro?”. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico”. O fato de haver outros capítulos, no mesmo livro, que propõem a leitura e discussão de obras de autores como Cervantes, Machado de Assis e Clarice Lispector e ensina modos de leitura, produção e revisão de textos não foi citado. Mas a discussão sobre como registrar as diferenças entre o discurso oral e o escrito esquentou, principalmente após o colunista da Folha de S. Paulo Clóvis Rossi vociferar, no último domingo, que tal livro é “criminoso”.

Veja abaixo a opinião do linguista Marcos Bagno, pesquisador dos temas relacionados às variações linguísticas e professor da Universidade de Brasília:

Para surpresa de ninguém, a coisa se repetiu. A grande imprensa brasileira mais uma vez exibiu sua ampla e larga ignorância a respeito do que se faz hoje no mundo acadêmico e no universo da educação no campo do ensino de língua.

Jornalistas desinformados abrem um livro didático, leem metade de meia página e saem falando coisas que depõem sempre muito mais contra eles mesmos do que eles mesmos pensam (se é que pensam nisso, prepotentemente convencidos que são, quase todos, de que detêm o absoluto poder da informação).

Polêmica? Por que polêmica, meus senhores e minhas senhoras? Já faz mais de quinze anos que os livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado e avaliados e aprovados pelo Ministério da Educação abordam o tema da variação linguística e do seu tratamento em sala de aula. Não é coisa de petista, fiquem tranquilas senhoras comentaristas políticas da televisão brasileira e seus colegas explanadores do óbvio.

Já no governo FHC, sob a gestão do ministro Paulo Renato, os livros didáticos de português avaliados pelo MEC começavam a abordar os fenômenos da variação linguística, o caráter inevitavelmente heterogêneo de qualquer língua viva falada no mundo, a mudança irreprimível que transformou, tem transformado, transforma e transformará qualquer idioma usado por uma comunidade humana. Somente com uma abordagem assim as alunas e os alunos provenientes das chamadas “classes populares” poderão se reconhecer no material didático e não se sentir alvo de zombaria e preconceito. E, é claro, com a chegada ao magistério de docentes provenientes cada vez mais dessas mesmas “classes populares”, esses mesmos profissionais entenderão que seu modo de falar, e o de seus aprendizes, não é feio, nem errado, nem tosco, é apenas uma língua diferente daquela — devidamente fossilizada e conservada em formol — que a tradição normativa tenta preservar a ferro e fogo, principalmente nos últimos tempos, com a chegada aos novos meios de comunicação de pseudoespecialistas que, amparados em tecnologias inovadoras, tentam vender um peixe gramatiqueiro para lá de podre.

Enquanto não se reconhecer a especificidade do português brasileiro dentro do conjunto de línguas derivadas do português quinhentista transplantadas para as colônias, enquanto não se reconhecer que o português brasileiro é uma língua em si, com gramática própria, diferente da do português europeu, teremos de conviver com essas situações no mínimo patéticas.

A principal característica dos discursos marcadamente ideologizados (sejam eles da direita ou da esquerda) é a impossibilidade de ver as coisas em perspectiva contínua, em redes complexas de elementos que se cruzam e entrecruzam, em ciclos constantes. Nesses discursos só existe o preto e o branco, o masculino e o feminino, o mocinho e o bandido, o certo e o errado e por aí vai.

Darwin nunca disse em nenhum lugar de seus escritos que “o homem vem do macaco”. Ele disse, sim, que humanos e demais primatas deviam ter se originado de um ancestral comum. Mas essa visão mais sofisticada não interessava ao fundamentalismo religioso que precisava de um lema distorcido como “o homem vem do macaco” para empreender sua campanha obscurantista, que permanece em voga até hoje (inclusive no discurso da candidata azul disfarçada de verde à presidência da República no ano passado).

Da mesma forma, nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionais vêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa não significa automaticamente combater a outra. Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento.

Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz parte da língua materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso é para eu tomar?”, porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de português brasileiro, mas por ainda servir de arame farpado entre os que falam “certo” e os que falam “errado”, é dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de modo que eles — se julgarem pertinente, adequado e necessário — possam vir a usá-la

TAMBÉM. O problema da ideologia purista é esse também. Seus defensores não conseguem admitir que tanto faz dizer assisti o filme quanto assisti ao filme, que a palavra óculos pode ser usada tanto no singular (o óculos, como dizem 101% dos brasileiros) quanto no plural (os óculos, como dizem dois ou três gatos pingados).

O mais divertido (para mim, pelo menos, talvez por um pouco de masoquismo) é ver os mesmos defensores da suposta “língua certa”, no exato momento em que a defendem, empregar regras linguísticas que a tradição normativa que eles acham que defendem rejeitaria imediatamente. Pois ontem, vendo o Jornal das Dez, da GloboNews, ouvi da boca do sr. Carlos Monforte essa deliciosa pergunta: “Como é que fica então as concordâncias?”. Ora, sr. Monforte, eu lhe devolvo a pergunta: “E as concordâncias, como é que ficam então?”

Fonte: http://www.cartacapital.com.br

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam nesta segunda-feira, 23, às 10h, e vão até o dia 10 de junho, às 23h59. Os estudantes podem se candidatar exclusivamente pela internet, no site do Enem. As provas serão aplicadas nos dias 22 e 23 de outubro, com início às 13h e abertura dos portões às 12h.

A taxa é de R$ 35, estudantes que estão concluindo o ensino médio em escola pública ou que declarem ser parte de família de baixa renda não pagam. No ato da inscrição um boleto de pagamento é emitido, com vencimento para o dia 10 de junho. A inscrição só será considerada válida após o pagamento da taxa. CPF e RG são requisitos obrigatórios para a efetivação da inscrição.

O Inep informa no edital que é de responsabilidade do estudante verificar se a inscrição foi concluída com sucesso. O cartão de confirmação da inscrição, contendo o número de inscrição, data, hora e local de prova, será enviado por Correio e poderá ser impresso na página de acompanhamento da inscrição do Exame.

Durante a inscrição, o aluno vai gerar um login e uma senha, que serão imprescindíveis durante todo o processo do exame, para consulta no site. É importante guardar esses dados.

Será proibido, como no ano passado, usar lápis, borracha e relógio durante a prova. Todas as salas de provam terão marcadores de tempo para que os alunos possam se orientar durante a elaboração da prova sem que façam uso do relógio pessoal. A novidade este ano é um controle maior em relação aos celulares. Este ano, ao entrar na sala de aplicação das provas, o candidato terá que desligar o celular e depositá-lo em um porta-objetos, que será colocado embaixo das carteiras, de onde só será retirado depois que ele terminar a prova.

O edital não prevê a possibilidade do estudante recorrer da nota obtida na prova de redação. Na edição do ano passado, candidatos entraram com ações no Ministério Público pedindo revisão das notas, mas os pedidos foram negados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

O exame, com duração de 4h30 no primeiro dia e 5h30 no segundo dia, será composto de quatro provas objetivas, contendo cada uma 45 questões de múltipla escolha, além de uma redação. Serão avaliadas as seguintes áreas do conhecimento:

– Ciências Humanas e suas Tecnologias

– Ciências da Natureza e suas Tecnologias

– Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação

– Matemática e suas Tecnologias

É obrigatória a apresentação de documento de identificação original com foto para a realização das provas.

A correção das provas de redação seguirá o mesmo esquema da edição anterior do Enem. Dois técnicos corrigem o texto e caso haja divergência maior do que 300 pontos – a nota varia de zero a 1.000 – um terceiro professor é chamado para avaliar e dar a nota final.

A partir do ano que vem, a prova terá pelo menos duas edições por ano, uma no primeiro semestre e outra no segundo. A primeira edição de 2012 já está confirmada para os dias 28 e 29 de abril.

Em 2009, o MEC deu início a um projeto de substituição dos vestibulares tradicionais pelo Enem. A partir do resultado da prova, os alunos se inscrevem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e podem pleitear vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o país. No ano passado, foram ofertadas 83 mil vagas em 83 instituições, entre elas, 39 universidades federais.

A participação no Enem também é pré-requisito para os estudantes interessados nas bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni). Os benefícios são distribuídos a partir do desempenho do candidato no exame do ensino médio e podem ser integrais ou parciais, dependendo da renda da família.

Fonte: http://estadao.br.msn.com

Por InfoMoney

SÃO PAULO – Cargos técnicos operacionais são os que têm mais escassez de talentos no mercado de trabalho brasileiro atualmente. A avaliação é da Pesquisa Anual de Escassez de Talentos, da empresa de soluções em mão de obra ManpowerGroup, que identificou que os as funções de  técnicos em produção, operações, engenharia e manutenção, seguidos por engenheiros e motoristas, são as que apresentam maior deficit de profissionais.

Na comparação com os resultados da pesquisa apresentados no ano passado, o técnico continua como a profissão com maior incompatibilidade entre qualificação disponível e perfil demandado. Trabalhadores de ofício manual e operadores de produção deixaram de ocupar o topo da lista e passaram, respectivamente, a oitava e a quinta posições do ranking de 2011.

A pesquisa identificou que 57% dos 876 empregadores brasileiros ouvidos pelo estudo encontram dificuldade em preencher funções e posições críticas dentro de suas organizações. Segundo a pesquisa, um em cada três empregadores do mundo se depara com diversos problemas na busca por talentos que ocupem postos em aberto.

“Embora nem todos os empregadores tenham sentido os efeitos da escassez de talentos enfrentada globalmente, os fatores do mercado de trabalho atual apontam que é provável que em breve todos comecem a sentir essa pressão. As empresas precisam adotar uma ampla abordagem para garantir que eles tenham o talento necessário para alcançar seus objetivos de negócios. Enquanto o talento não pode ser ‘fabricado’ em curto prazo, uma abrangente estratégia de capacitação de mão de obra deve assegurar os negócios da empresa, fazendo com que ela tenha os talentos necessários para viabilizar suas estratégias”, afirma o Country Manager da Manpower Brasil, Riccardo Barberis.

Ranking

Veja o ranking com as dez profissões com maior escassez de talentos no Brasil, segundo a Manpower:

No mundo, a configuração das profissões é um pouco distinta, mas os técnicos também lideram a demanda das organizações.

Fabricando talentos

A Manpower também divulgou um estudo intitulado “Fabricando Talentos para a Era do Potencial Humano”, onde aponta que 89% dos empresários ouvidos citaram a falta de experiências ou habilidades dos candidatos disponíveis como uma barreira para a contratação. A empresa pesquisou cerca de 40 mil empregadores em 39 países e territórios durante o primeiro trimestre de 2011.

Segundo o estudo, é recomendado que as empresas e organizações enfrentem o estigma da escassez de talentos, incluindo uma estratégia completa de força de trabalho, atualizando os modelos de trabalho e as práticas das pessoas para refletir a realidade do século 21, colaborando com todos os públicos.

“O fato de que as empresas estão citando a falta de capacitação ou experiência como razão para a escassez de talentos deve chamar a atenção das organizações, governos e indivíduos”, completa Barberis. “É imprescindível que todos trabalhem juntos para lidar com o desequilíbrio no mercado de trabalho entre oferta e demanda de uma forma sistemática, ágil e sustentável.”

Cargos demandados no Brasil
2011 2010
1. Técnicos 1. Técnicos
2. Engenheiros 2. Trabalhadores de Ofício Manual
3. Motoristas 3. Operadores de Produção
4. Operários 4. Secretárias e Assistentes Administrativos
5. Operadores de Produção 5. Operários
6. Representantes de vendas 6. Engenheiros
7. Secretárias e Assistentes Administrativos 7. Motoristas
8. Trabalhadores de Ofício Manual 8. Contadores e Profissionais de Finanças
9. Mecânicos 9. Profissionais de TI
10. Contadores e Profissionais de Finanças 10. Representantes de Vendas
Fonte: Manpower
Cargos demandados no mundo
2011 2010
1. Técnicos 1. Trabalhadores de Ofício Manual
2. Representantes de vendas 2. Representantes de vendas
3. Trabalhadores de Ofício Manual 3. Técnicos
4. Engenheiros 4. Engenheiros
5. Operários 5. Contadores e Profissionais de Finanças
6. Executivos de gestão 6. Operadores de Produção
7. Contadores e Profissionais de Finanças 7. Secretárias e Assistentes Administrativos
8. Equipe de TI 8. Executivos de gestão
9. Operadores de Produção
10. Secretárias e Assistentes Administrativos 10. Operários
Fonte: Manpower
Governistas costuram acordo e esperam fazer votação ainda no primeiro semestre
Enquanto os deputados continuam a bater cabeça entre as idas e vindas do novo Código Florestal, outro projeto de lei de grande repercussão aguarda há um ano na fila para ser votado na Câmara.

Recebido pelo Congresso exatamente no dia 20 de maio do ano passado, após ser encaminhado pelo Executivo, o PL 7376/2010 propõe criar a Comissão Nacional da Verdade, órgão ao qual caberá apurar crimes cometidos durante a ditadura militar (1964-1985).

Embora os integrantes do atual governo se esforcem para mostrar que estão afinados quanto à necessidade de criar a comissão, o projeto continua parado e fora da pauta da Câmara desde que chegou ao Congresso. Na prática, nada aconteceu desde então.

Para tentar destravar o debate, o deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) apresentou, recentemente, um requerimento de urgência na votação. O objetivo é apressar o trâmite do projeto, levando-o a plenário o mais rápido possível.

O parlamentar espera que a Comissão da Verdade seja o próximo tema a ser discutido por seus colegas após a aprovação do Código Florestal, tema que tem monopolizado as atenções dos deputados nas últimas semanas.

– Há um sentimento hoje de que é necessário fazer essa votação. Resolvida a questão do Código Florestal, a pauta das próximas sessões extraordinárias, destravada, vai ter o requerimento [de urgência].

Brizola Neto diz que já conseguiu o apoio de quase todas as lideranças partidárias, incluindo a oposição. Apenas o PP ainda não assinou o requerimento de urgência, segundo ele.

– O governo manifestou interesse em botar isso em votação, mas o que ficou claro é que não é só uma questão de governo e oposição. É uma questão de interesse do Estado. Há a construção de uma grande maioria para desvendar esse passado, tirar essa cortina que está sobre a nossa história.

Com a apresentação do requerimento, explica o deputado, a ideia é votar a urgência e na sequência aprovar o próprio projeto de lei. Quando tramita em regime de urgência, uma matéria pode ser levada diretamente ao plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

– O projeto é relativamente simples. Acho que o grande desdobramento é a instalação da comissão e o que ela vai trazer à tona.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), confirma que existem negociações em curso e diz que há a expectativa de votar o projeto ainda no primeiro semestre deste ano.

– Nós vamos votar a Comissão da Verdade quando chegar o momento oportuno. Estamos costurando acordo com toda a Casa, inclusive a oposição. O acordo está bem avançado.

A criação da Comissão da Verdade atende a uma das determinações do PNDH-3, a terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos, instituído em dezembro de 2009.

Conforme o texto do projeto de lei, o órgão será composto por sete integrantes, todos indicados pelo presidente da República, e terá dois anos para concluir seus trabalhos. A comissão ficará vinculada à Casa Civil e cada um de seus membros receberá salários de R$ 11.179,36.

Inspirado em modelos adotados em outros países que viveram ditaduras ou guerras civis, o órgão não terá poderes para processar ou punir. Sua tarefa é reconstruir a “verdade histórica” e promover a “reconciliação nacional”, conforme o projeto de lei.

Demora

Questionado sobre a longa espera para levar o projeto à votação, Brizola Neto lembra que o processo eleitoral do ano passado esvaziou naturalmente o calendário parlamentar.

A Comissão da Verdade, além disso, despertou – e ainda desperta – desconfiança e resistência entre alguns setores das Forças Armadas, como lembra o jurista Luiz Flávio Gomes, doutor em Direito Penal e autor do livro Crimes da Ditadura Militar.

– Há muita gente que não quer ter o nome divulgado. Se tudo for apurado, é claro que os nomes virão e serão perpetuados. Todas as futuras gerações saberão o que cada um fez. Quem torturou, quem deixou de torturar.

Comissões da Verdade no Mundo