Por: Hildegard Angel*

Foram oito anos de bombardeio intenso, tiroteio de deboches, ofensas de todo jeito, ridicularia, referências mordazes, críticas cruéis, calúnias até. E sem o conforto das contrapartidas. Jamais foi chamada de “a Cara” por ninguém, nem
teve a imprensa internacional a lhe tecer elogios, muito menos admiradores políticos e partidários fizeram sua defesa. À “companheira” número 1 da República, muito osso, afagos poucos.
dirão os de sempre, e as mordomias? As facilidades? O vidão? E eu rebaterei: E o fim da privacidade? A imprensa sempre de olho, botando lente de aumento pra encontrar defeito? E as hostilidades públicas? E as desfeitas? E a  maneira desrespeitosa com que foi constantemente tratada, sem a menor cerimônia, por grande parte da mídia? Arremedando-a, desfeiteando-a, diminuindo-a? E as frequentes provas de desconfiança, daqui e dali? E – pior de tudo – os boatos infundados e maldosos, com o fim exclusivo e único de desagregar o casal, a família?
Ah, meus queridos, Marisa Letícia Lula da Silva precisou ter coragem e estômago para suportar esses oito anos de maledicências e ataques. E ela teve.
Começaram criticando-a por estar sempre ao lado do marido nas solenidades. Como se acompanhar o parceiro não fosse o papel tradicional da mulher mãe de família em nossa sociedade.
Depois, implicaram com o silêncio dela, a “mudez”, a maneira quieta de ser. Na verdade, uma prova mais do que evidente de sua sabedoria. Falar o quê, quando, todos sabem, primeira-dama não é cargo, não é emprego, não é profissão?
Ah, mas tudo que “eles” queriam era ver dona Marisa Letícia se atrapalhar com as palavras para, mais uma vez, com aquela crueldade venenosa que lhes é peculiar, compará-la à antecessora, Ruth Cardoso, com seu colar pomposo de
doutorados e mestrados.
Agora, me digam, quantas mulheres neste grande e pujante país podem se vangloriar de ter um doutorado? Assim como, por outro lado, não são tantas as mulheres no Brasil que conseguem manter em harmonia uma família discreta e
reservada, como tem Marisa Letícia.
E não são também em grande número aquelas que contam, durante e depois de tantos anos de casamento, com o respeito implícito e explícito do marido, as boas ausências sempre feitas por Luís Inácio Lula da Silva a ela, o carinho
frequentemente manifestado por ele. E isso não é um mérito? Não é um exemplo bom?
Passemos agora às desfeitas ao que, no entanto, eu considero o mérito mais relevante de nossa ex-primeira-dama: a brasilidade.
Foi um apedrejamento sem trégua, quando Marisa Letícia, ao lado do marido presidente, decidiu abrir a Granja do Torto para as festas juninas. A mais singela de nossas festas populares, aquela com Brasil nas veias, celebrando os
santos de nossas preferências, nossa culinária, os jogos e brincadeiras. Prestigiando o povo brasileiro no que tem de melhor: a simplicidade sábia dos Jecas Tatus, a convivência fraterna, o riso solto, a ingenuidade bonita da vida
rural. Fizeram chacota por Lula colar bandeirinhas com dona Marisa, como se a cumplicidade do casal lhes causasse desconforto.
Imprensa colonizada e tola, metida a chique. Fazem lembrar “emergentes” metidos a sebo que jamais poderiam entender a beleza de um pau de sebo “arrodeado” de fitinhas coloridas. Jornalistas mais criteriosos saberiam que a devoção de Marisa pelo Santo Antônio, levado pelo presidente em estandarte nas procissões, não é aprendida, nem inventada. É legitimidade pura. Filha de um Antônio (Antônio João Casa), de família de agricultores italianos imigrantes, lombardos lá de Bérgamo, Marisa até os cinco de idade viveu num sítio com os dez irmãos,
onde o avô paterno, Giovanni Casa, devotíssimo, construiu uma capela de Santo Antônio. Até hoje ela existe, está lá pra quem quiser conferir, no bairro que leva o nome da família de Marisa, Bairro dos Casa, onde antes foi o sítio de
suas raízes, na periferia de São Bernardo do Campo. Os Casa, de Marisa Letícia, meus amores, foram tão imigrantes quanto os Matarazzo e outros tantos, que ajudaram a construir o Brasil.
Outro traço brasileiro dela, que acho lindo, é o prestígio às cores nacionais, sempre reverenciadas em suas roupas no Dia da Pátria. Obras de costureiros nossos, nomes brasileiros, sem os abstracionismos fashion de quem gosta de
copiar a moda estrangeira. Eram os coletes de crochê, os bordados artesanais, as rendas nossas de cada dia. Isso sim é ser chique, o resto é conversa fiada.
No poder, ao lado do marido, ela claramente se empenhou em fazer bonito nas viagens, nas visitas oficiais, nas cerimônias protocolares. Qualquer olhar atento percebe que, a partir do momento em que se vestir bem passou a ser uma preocupação, Marisa Letícia evoluiu a cada dia, refinou-se, depurou o gosto, dando um olé geral em sua última aparição como primeira-dama do Brasil, na cerimônia de sábado passado, no Palácio do Planalto, quando, desculpem-me as demais, era seguramente a presença feminina mais elegante. Evoluiu no corte do cabelo, no penteado, na maquiagem e, até, nos tão criticados reparos estéticos, que a fizeram mais jovem e bonita.
Atire a primeira pedra a mulher que, em posição de grande visibilidade, não fez uma plástica, não deu uma puxadinha leve, não aplicou uma injeçãozinha básica de botox, mesmo que light, ou não recorreu aos cremes noturnos. Ora essa,
façam-me o favor! Cobraram de Marisa Letícia um “trabalho social nacional”, um projeto amplo nos moldes do Comunidade Solidária de Ruth Cardoso. Pura malícia de quem queria vê-la cair na armadilha e se enrascar numa das mais difíceis, delicadas e técnicas esferas de atuação: a área social.
Inteligente, Marisa Letícia dedicou-se ao que ela sempre melhor soube fazer: ser esteio do marido, ser seu regaço, seu sossego. Escutá-lo e, se necessário, opinar. Transmitir-lhe confiança e firmeza. E isso, segundo declarações dadas
por ele, ela sempre fez. Foi quem saiu às ruas em passeata, mobilizando centenas de mulheres, quando os maridos delas, sindicalistas, estavam na prisão. Foi quem costurou a primeira bandeira do PT. E, corajosa, arriscou a
pele, franqueando sua casa às reuniões dos metalúrgicos, quando a ditadura proibiu os sindicatos. Foi companheira, foi amiga e leal ao marido o tempo todo.
Foi amável e cordial com todos que dela se aproximaram. Não há um único relato de episódio de arrogância ou desfeita feita por ela a alguém, como primeira-dama do país. A dona de casa que cuida do jardim, planta horta, se
preocupa com a dieta do maridão e protege a família formou e forma, com Lula, um verdadeiro casal. Daqueles que, infelizmente, cada vez mais escasseiam.

Este é o meu reconhecimento ao papel muito bem desempenhado por Marisa Letícia Lula da Silva nesses oito anos.
Tivesse dito tudo isso antes, eu seria chamada de bajuladora. Esperei-a deixar o poder para lhe fazer a Justiça que merece.

*Hidegard Angel é colunista social no Rio de Janeiro, filha da estilista Zuzu Angel e irmã do ex-militante político Stuart Angel Jones; trabalhou como atriz no cinema e na televisão na década de 1970, dedicou-se ao colunismo social no
jornal O Globo e desde 2003 no Jornal do Brasil.

Enrique Leff não é um velho hippie ou um ecologista fanático. Mas para o economista mexicano, é impossível discutir economia hoje sem levar em conta a crise ambiental e as mudanças climáticas.

Um dos maiores expoentes da corrente “ecomarxista”, Leff é doutor em Desenvolvimento pela Universidade de Sorbonne, leciona Ecologia Política na Universidade Autônoma do México e coordena a Rede de Formação Ambiental para a América Latina e Caribe do programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUD). Ele conversou com o Opera Mundi em Manaus durante o TEDx Amazônia, conferência independente realizada em Manaus.

Opera Mundi: O senhor costuma dizer que a humanidade errou. Como esse erro gerou a atual situação, em sua opinião, uma “insustentabilidade da vida”?
Enrique Leff: A civilização ocidental gerou uma forma de compreensão que transforma o mundo em objeto, não respeitando a essência da natureza e do ser humano. As religiões judaico-cristãs pensavam o ser humano como criação divina, mas com direito de intervir sobre todos os seres vivos, com quase uma obrigação de subjugar a natureza. Depois houve muitos momentos de construção desse pensamento, como a fundação da metafisica, da filosofia grega. Ali se começa a pensar o mundo não como um ser complexo, mas como entes, coisas. É também o começo da fragmentação do mundo – não se via mais a vida em termos de processos complexos, interatuantes, interdependentes. E começava também uma obsessão de unidade do mundo, de ideias universais. Isso permanece ao longo de todo esse trajeto que vai desde a concepção originária da metafísica até a ciência moderna.

Opera Mundi: No fundamento da ciênca moderna essa lógica se perpetua?
Enrique Leff: Sim. A ciência não é o conhecimento universal. É um modo de produção de conhecimento. Mas foi idealizada pela modernidade como a forma suprema de criação de conhecimento. E pretende gerar um controle; é a ideia de controlar a natureza. A ciência pretendeu e pretende ainda chegar a um conhecimento objetivo da vida. Com isso, gerou também uma ideia de progresso, de que o destino dos seres humanos teria que ser um processo sempre crescente. Com todas essas ideias de fundo, vem o mito da ciência capaz de gerar conhecimentos sem a intervenção das paixões, dos interesses dos cientistas ou de grupos sociais.

Opera Mundi: Quando essa lógica passa da ciência para a economia?
Enrique Leff: No período da revolução industrial, dois fatos foram determinantes. O primeiro, a construção do novo modo de produção com a máquina de vapor, transformou a lógica do trabalho, surgindo o trabalhador desumanizado, destinado a produzir. Ao mesmo tempo, ciência econômica imaginada estava sendo estabelecida. Karl Marx fez uma crítica de uma lucidez maravilhosa e profunda para desentranhar onde que estava a relação social de dominação no modo de produção, que se pensava neutra…

Opera Mundi: Como uma lei natural.
Enrique Leff: Sim, como algo natural. Não se pensou que era uma relação de dominação, mas que o capital era mais forte que a força de trabalho, e assim se equilibravam as forças de produção para gerar uma produção de bem-estar. Uma falácia. A partir disso, a ciência e a tecnologia foram usadas para manter o capital produtivo, para salvar as crises cíclicas do capital. E finalmente a força de trabalho começou a ser substituída por uma aplicação direta da ciência convertida em tecnologia. Ou seja, não tem nem o humano. Hoje, o grande suporte do capital não é mais a força de trabalho. Isso gerou uma artificialidade, que é a economia completamente isolada da natureza. Não quer dizer que ela não utiliza a natureza, mas que utiliza a natureza já tratada como objeto, retirada dessa trama complexa que faz com que a biosfera continue a funcionar como um planeta vivo.

Opera Mundi: Onde Marx errou?
Enrique Leff: Marx foi o maior pensador crítico, mas nenhum pensamento é um pensamento final. Não conseguiu chegar nisso que agora chamamos de ecomarxismo, ou a segunda contradição: o capital estava se construindo sobre a destruição de suas bases ecológicas de sustentação. Estava objetivando, fragmentando a natureza, rompendo ciclos ecológicos necessários para manter a oferta de natureza de que a economia precisa. O que a economia fez foi explorar em demasia o trabalho, mas ao mesmo tempo, exauriu a natureza. Podemos dizer que Marx estava inserido no seu tempo. Em 1860 se acreditava que a natureza conseguiria se recuperar sempre. Não é o caso hoje. Mais de 100 anos depois, podemos fazer a crítica e avançar em uma conceitualização ainda mais complexa do que esse modo de produção gera. É por isso que precisamos de um socialismo ecológico, com foco na mudança dessa racionalidade econômica. Não é só uma questão do protelariado tomar os meios de produção, não é uma mudança de mãos do mesmo processo, é uma transformação profunda dessa racionalidade econômica.

Opera Mundi: Então, um marxista hoje tem que considerar a questão ambiental?
Enrique Leff: Sem dúvida. Hoje não se pode continuar a ser marxista sem pensar nessa contradição entre capital e natureza. O aquecimento global é gerado pela economia, não é uma coisa natural. É isso que ninguém compreende. Nem mesmo os cientistas, os políticos que discutem o aquecimento global. Precisamos entender que não é só uma questão da economia estar produzindo escassez da água, de recursos naturais, mas que está gerando a morte entrópica do mundo.

Opera Mundi: Como mudar essa racionalidade?
Enrique Leff: O primeiro passo é baixar a ciência do pedestal. A ciência construiu coisas maravilhosas, mas é só um modo de produção de conhecimentos. Não é o único, a vida humana gerou outros modos de compreensão do mundo. A academia não somente tem que ir para a interdisciplinaridade dentro da academia, mas debater os princípios científicos com outros princípios, como os saberes tradicionais. Hoje em dia há um grande debate se devemos seguir construindo pelas potencialidades da ciência e da tecnologia, ou se deve haver uma ética para normalizar essas potencialidades, porque a ciência gera grandes possibilidades, construiu a bomba atômica, o genoma humano que pode agora produzir seres vivos… É disso que estamos falando, é uma questão ética.

Opera Mundi: Outro conceito que você aponta nesse novo paradigma é o da alteridade…
Enrique Leff: A ciência gerou uma unificação do mundo através da dominação do sistema de mercado, a globalização econômica. Cria hábitos e formas de viver unificadas. A desconstrução desse modelo de produção deve pensar a produção a partir de potenciais ecológicos de cada território. A articulação entre a conformação de um território natural e uma cultura gera um mapa de modos diferenciados de produção que não podem ser unificados pela lei do mercado. Devemos conviver nessas diferenças. Mas a alteridade é um conceito ainda mais forte. A ciência diz que vamos construindo sobre as certezas que ela descobre, o que é errado. A verdade, se aceitarmos nossa condição de seres humanos, de seres simbólicos, é que nós não vamos nunca atingir um momento de totalidade, de sapiência absoluta. 

Fonte: Opera Mundi

Leff: a transição de uma lógica econômica e tecnológica para outra, com princípios ambientais

 


Em 2010 ficou claro que a crise do sistema capitalista mundial não chegou ao fim e promete novos capítulos. O processo de recuperação das economias, conforme reconheceu o FMI, é desigual, frágil e incerto. Os problemas econômicos convergem com o declínio da liderança dos Estados Unidos e reforçam a necessidade de uma nova ordem monetária internacional.

Por Umberto Martins*

Iniciada no final de 2007 com a recessão americana, a crise teve novos desdobramentos ao longo deste ano. Dois acontecimentos merecem destaque. A crise da dívida na Europa, que desperta dúvidas sobre o futuro do euro e da União Europeia, e a chamada guerra cambial, que coloca em xeque o papel do dólar no comércio internacional.

Na Europa e nos Estados Unidos, como em muitos outros países, os governos reagiram à crise injetando trilhões de dólares e euros nas economias, com o objetivo de resgatar o sistema financeiro e grandes empresas (como a GM), além de, teoricamente, contornar a recessão. Tais intervenções tiveram características e consequencias distintas nas diversas regiões e países.

Em geral, o efeito colateral do remédio é o agigantamento e a explosão dos déficits e dívidas públicas. O problema se manifesta com força e singularidade na zona do euro, onde ninguém goza de soberania sobre a política monetária e o equilíbrio fiscal dos países membros é considerado uma condição para a moeda comum.

Elos mais frágeis

A crise da dívida eclodiu nos países que constituem os elos mais frágeis do imperialismo europeu, os mais pobres. O alarme soou na Grécia, que se deparou com enormes dificuldades para financiar seu déficit fiscal, equivalente a 13,6% do PIB em 2009, e pagar a dívida pública (113% do PIB) e privada (78% do PIB).

Pressionado pelos credores (principalmente alemães e franceses), o governo grego, social-democrata, fechou um acordo indigesto com o FMI e a cúpula da União Europeia, anunciado no 1º de Maio, com medidas que descarregam nos ombros da classe trabalhadora os prejuízos da crise, com corte de salários e direitos, principalmente (mas não só) no setor público, mais desemprego, mais impostos e privatizações.

Ao mesmo tempo, o pacote evita a moratória e garante o pagamento dos juros aos bancos com o empréstimo de 110 bilhões de euros fornecido pelas duas instituições, dinheiro que vai direto para o bolso dos banqueiros. Um exemplo da socialização dos prejuízos do capital financeiro e uma demonstração descarada da subordinação do Estado aos interesses dos grandes capitalistas.

Efeito dominó

A crise não ficou circunscrita à Grécia. A Irlanda caiu nas garras do FMI em novembro, depois de anunciar um déficit público equivalente a 32% do PIB, um recorde para o velho continente desde o pós-guerra. O rombo foi provocado por um socorro de 45 bilhões de euros aos grandes bancos. Os banqueiros foram salvos, o déficit explodiu e a conta foi apresentada aos trabalhadores.

O país que recentemente foi designado de “tigre celta”, em função do forte crescimento, amargou uma queda de 7,1% do PIB em 2009 e um avanço espetacular do desemprego nos últimos cinco anos, de 3% para 13,5% da população economicamente ativa.

A crise da dívida, agora, ameaça migrar para Portugal e Espanha.

Guerra de classes

Na Europa, os Estados, a serviço dos grandes capitalistas, usam a crise como pretexto para deflagrar uma verdadeira guerra contra a classe trabalhadora e o chamado Estado do Bem Estar Social construído após a Segunda Guerra Mundial. Por todo o continente, a ordem é cortar salários e despesas públicas, aumentar jornada, reduzir direitos trabalhistas e previdenciários.

A revolta agita as ruas. França, Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e vários países do leste europeu foram palco de greves gerais e manifestações massivas dos assalariados em 2010. A Grécia termina o ano contando 15 greves gerais. Uma autêntica guerra de classes, que terá novas batalhas em 2011.

Desequilíbrios americanos

A crise, originalmente designada de “crise do subprime”, evidenciou os crescentes e insustentáveis desequilíbrios econômicos acumulados pelos Estados Unidos, sintetizados no excesso de endividamento público e privado e na necessidade de financiamento externo.

A intervenção do governo para resgatar o sistema financeiro agravou os problemas neste sentido e não reverteu a crise no mercado de trabalho. O déficit fiscal saltou de 2,8% do PIB em 2007 para 5,9% em 2008 e cerca de 12% em 2009 e 2010.
O Federal Reserve (banco central dos EUA) também agiu emitindo 1,8 trilhão de dólares para aquisição de títulos tóxicos dos bancos ao longo de 2008 e anunciando uma nova derrama, desta vez de US$ 600 bilhões neste ano.

Inflação do dólar

Em função da posição especial que o dólar ocupa na economia mundial, como referência para contratos, preços e reservas, a decisão do Federal Reserve resultou na depreciação do dinheiro estadunidense em todo o mundo. Muitos países responderam com medidas descoordenadas para proteção de suas indústrias contra a valorização excessiva da moeda, configurando o que o ministro brasileiro Guido Mantega qualificou de guerra cambial, que pode abrir caminho a conflitos comerciais e políticos mais sérios.

É importante notar que a crise reforçou o processo de desenvolvimento desigual das nações caracterizado pelo deslocamento do poder econômico global do Ocidente para o Oriente e dos Estados Unidos para a China, que continua crescendo a taxas próximas de 10% ao ano.

Brasil

O Brasil, como outros países considerados emergentes, também se recuperou rapidamente da crise e deve concluir o ano com um crescimento de quase 8%.

Cumpre assinalar alguns problemas que projetam sombras sobre o futuro da economia nacional, associados à política macroeconômica conservadora: a instabilidade cambial, decorrente da queda do dólar e da política de câmbio flutuante; as altas taxas de juros, que contribuem para a valorização do real; a política fiscal restritiva e a evolução preocupante do déficit em conta corrente, que pode chegar a 60 bilhões de dólares em 2011, segundo previsão do Banco Central.

Nova ordem

A consciência do declínio e crise da hegemonia dos EUA, objeto de acaloradas polêmicas em passado recente, foi incorporada ao senso comum ao longo deste ano. A revelação de verdades inconvenientes pelo WikiLeaks ajuda a deteriorar a imagem do império.

Conforme observou o presidente Lula, o WikiLeaks desnudou a diplomacia de Washington, fortalecendo a convicção de que as embaixadas estadunidenses são perigosos centros de espionagem em permanente conspiração, a serviço de um imperialismo acostumado a recorrer a golpes e guerras quando seus interesses são contrariados.

A inoperância do governo diante do aprofundamento da crise do emprego e do empobrecimento da população frustrou as esperanças que a classe trabalhadora havia depositado em Barack Obama e resultou numa contundente derrota deste nas eleições legislativas realizadas em novembro. Mas quem avançou, dentro do Partido Republicano, foi a extrema direita.

Os acontecimentos de 2010 confirmam a necessidade de lutar por uma nova ordem econômica e política internacional e reiterar, ao mesmo tempo, a luta da classe trabalhadora por uma solução mais avançada e definitiva para a crise: a derrocada do capitalismo e a construção de uma nova sociedade, socialista.

 


4 jan 2011

Brasil diz adeus ao “país de banguelas”

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Levantamento do Ministério da Saúde mostra que saúde bucal do brasileiro teve grande melhora como reflexo do Programa Brasil Sorridente. Desde 2003, cresceu 30% o número de crianças sem cárie. O anuncio foi feito pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, nesta terça-feira (28) na apresentação dos resultados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil 2010).

O levantamento, feito com base em entrevistas e exames bucais em 38 mil pessoas, revela que o Brasil passou a integrar o grupo de países com baixa prevalência de cáries, um reflexo direto da implantação do programa Brasil Sorridente, em 2003, que passou a oferecer prevenção, tratamento especializado e reabilitação em todo o país.

Para estar neste grupo, o indicador CPO (sigla para dentes cariados, perdidos e obturados) deve estar entre 1,2 e 2,6, segundo a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2003, o país tinha índice de 2,8, passando, atualmente, para 2,1 — melhor que a média dos países das Américas.

“É um resultado expressivo que expressa a prioridade dada à política. Esse é o grande diferencial do trabalho que foi feito: uma decisão política coloca uma prioridade. Essa prioridade é perseguida e isso se reverte em benefícios para a população”, disse o ministro.

Sem cáries e dentes perdidos

A pesquisa aponta uma queda de 26% no número de cáries dentárias nas crianças de 12 anos desde 2003 — idade usada como referência pela Organização OMS, pois é nela que a dentição permanente está praticamente completa.

Outro dado relevante da SB Brasil 2010 é o número de crianças que nunca tiveram cárie na vida. A proporção de crianças livres de cárie aos 12 anos cresceu de 31%¨para 44%. Isso significa que 1,4 milhão de crianças não têm nenhum dente cariado atualmente — 30% a mais que em 2003.

Na faixa etária dos 15 aos 19 anos, a queda do CPO foi ainda maior, passando de 6,1 em 2003, para 4,2 este ano – uma redução de 30%. São 18 milhões de dentes que deixaram de ser atacados pela cárie. Entre os adolescentes, 87% não tiveram perda dentária. A necessidade de prótese parcial (substituição de um ou alguns dentes) entre os adolescentes caiu 50%.

Na população adulta, com idade entre 35 e 44 anos, o CPO caiu 19%, passando de 20,1 para 16,3 em sete anos. Comparando os números de 2003 e 2010, houve redução de 30% no número de dentes cariados, queda de 45% no número de dentes perdidos por cárie, além do aumento de 70% no número de dentes tratados. Isso significa que a população adulta está tendo maior acesso ao tratamento da cárie e menos dentes estão sendo extraídos por conseqüência da doença.

Brasil Sorridente

O Brasil Sorridente, criado em 2003, funciona de maneira integrada à Estratégia Saúde da Família, levando atendimento odontológico às residências e escolas. As 20,3 mil equipes de Saúde Bucal – compostas por cirurgião-dentista, auxiliar e técnico em saúde bucal – já atendem em 85% dos municípios do país. Elas são as responsáveis pelo atendimento primário (educação e prevenção, distribuição de kits de higiene, tratamento de cáries, aplicação de flúor, extração e restaurações).

“Essa é uma das áreas em que podemos perceber a dinâmica diferenciada da saúde pública, o fato da saúde ser, ao mesmo tempo, política social, fundamental para a melhoria das condições de vida, mas também uma área dinâmica do ponto de vista da criação de emprego, desenvolvimento, inovação e riqueza. Com uma política criamos mais de 20 mil empregos diretos”, afirmou o ministro.

Atendimento especializado

São as equipes de Saúde Bucal que encaminham os pacientes que necessitam de procedimentos de média e alta complexidade para os Centros de Especialidades Odontológicas (CEO). Nesses locais, as pessoas contam com tratamentos de canal, gengiva, cirurgias orais menores, exames para detectar câncer bucal e intervenções estéticas.

O país tem 853 centros, sendo que mais de 60% deles estão nas cidades com até 100 mil habitantes. O procedimento especializado cresceu mais de 300% desde 2002, chegando a 25 milhões no ano passado.

As medidas de reabilitação são feitas através dos Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD), que fornecem os produtos para os CEO’s. Atualmente, 664 laboratórios recebem até R$12 mil por mês para a produção de próteses dentárias totais e parciais removíveis, com estrutura metálica.

Fonte: www.vermelho.org.br

 

4 jan 2011

Sensus: Popularidade de Lula é recorde mundial

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que encerra oito anos de governo com 87% de aprovação, é a maior do mundo, afirmou nesta quarta-feira (29) o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade.

Segundo Andrade, Lula está à frente da ex-presidente chilena Michelle Bachelet, que tinha 84% de aprovação quando deixou o governo, e do ex-mandatário uruguaio Tabaré Vázquez, que teve 80% ao final do mandato.

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O presidente da CNT também comparou o desempenho de Lula com líderes mundiais históricos, entre os quais o primeiro presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela (82% de aprovação), o ex-presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt (66%), e o general francês Charles De Gaulle (55%).

Fernando Henrique Cardoso (PSDB), antecessor de Lula, tinha 26% de aprovação após dois mandatos, segundo levantamento da CNT/Sensus de 2001.

A avaliação da popularidade de Lula é resultado da 110ª edição da pesquisa CNT/Sensus, para a qual foram entrevistadas duas mil pessoas, em 136 municípios de 24 estados, entre os dias 23 e 27 de dezembro de 2010. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Segundo o levantamento, a aprovação do desempenho pessoal do presidente está em 87%, contra 80,7% da pesquisa anterior. Cerca de 10,7% dos entrevistados desaprovam o presidente e 2,4% não responderam.

Ainda que a aprovação pessoal e do governo Lula sejam recordes, a saúde é apontada como a única variável que piorou nos últimos seis meses por 37% dos entrevistados.

Em sentido contrário, a geração de emprego é apontada como índice que melhorou por 63,7% dos entrevistados. As políticas voltadas à educação e à segurança pública nos últimos também foram apontadas como positivas por 43,3% e 38,1%, respectivamente.

Do ponto de vista econômico, o Brasil “desenvolveu muito” para 63,9% daqueles que responderam à pesquisa, “desenvolveu um pouco” para 30,4% e “não desenvolveu” para 3,7%. Quando considerados os programas e políticas sociais, o governo “desenvolveu muito” para 57,8%, “desenvolveu um pouco” para outros 35,6% e “não desenvolveu” para 4,1%.
“A popularidade (de Lula e do governo) é impulsionada muito pela situação econômica, geração de empregos”, afirmou Andrade.

Fonte: www.vermelho.org.br

 

Balanço da Secretaria de Inspeção de Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que entre 1995 e 2002 houve 5.893 resgates. Entre 2003 e 2010 houve seis vezes mais: 32.986. Só em 2010 foram 2.327 pessoas libertas da exploração extrema. O governo acaba de atualizar a “lista suja” dos empregadores que praticaram este crime.

Balanço da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostra que desde a criação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, em 1995, foram resgatados no Brasil 38.769 trabalhadores em situação análoga à de escravo. Entre 1995 e 2002 houve 5.893 resgates. Entre 2003 e 2010 houve 32.986.

Clique aqui para conferir os dados completos

O balanço mostra aumento significativo nos números a partir de 2003, quando foi lançado o I Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, que aumentou as políticas voltadas para o tema, criando estratégias de intervenção e possibilitando maior coordenação entre órgãos governamentais e organizações da sociedade civil no enfrentamento ao problema.

Em abril de 2008 o governo renovou o compromisso com a causa, lançando o II Plano Nacional. Diretrizes e linhas de ação do Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo repercutem no MTE. Das 66 linhas de ação que compõem o Plano, 22 estão diretamente relacionadas ao MTE. São estratégias associadas ao enfrentamento e à repressão, à reinserção e prevenção, à informação e capacitação e, por fim, ações específicas de repressão econômica. O MTE em todas as dimensões do Plano.

Dilma assumiu compromisso com o combate ao trabalho escravo

Durante a campanha eleitoral, a então candidata e agora presidente da República, Dilma Rousseff, e alguns candidatos a governos estaduais assinaram uma carta-compromisso firmada junto à Frente Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. Entre os pontos estabelecidos no acordo, está o de apoiar a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que prevê a expropriação de imóveis onde for encontrado trabalho análogo à escravidão (PEC 438/2001), que tramita no Congresso Nacional, além de exonerar qualquer pessoa que ocupe cargo público de confiança que se beneficie deste tipo de mão-de-obra.

Segundo a secretária de Inspeção do Trabalho, Ruth Beatriz Vilela, o Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo tem apresentando avanços importantes e constantes.

“Estamos executando o segundo Plano Nacional e pessoalmente entendo que avançamos muito. Nas questões centrais, como a definição da competência da Justiça Federal para julgamento do crime, as sentenças condenatórias de primeira instância, a formação de precedentes importantes no Judiciário Trabalhista sobre o tema, o fortalecimento da rede de parceiros governamentais e não governamentais, entre outras, indicam que há uma evolução constante em direção ao objeto do Plano, que é a erradicação dessa prática”, avalia a secretária.

Grupo de Fiscalização Móvel

Quando foi criado, três equipes formavam o Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), conhecido como ‘Grupo Móvel’. Esse número cresceu nos últimos anos: em 2008, o grupo contava com nove equipes. Hoje, em razão da diminuição do número de denúncias e da maior participação das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs) no combate ao trabalho escravo, o GEFM mantém cinco equipes, mas com a possibilidade de aumento desse número quando o número de denúncias exigir.

Juntamente à ação do Grupo Móvel se soma a atuação dos grupos especiais de fiscalização rural das SRTEs. O Grupo está presente nas Regionais que apresentam atividade rural com expressão econômica. No total, de 146 auditores fiscais do trabalho compõe os grupos das superintendências. A iniciativa reforçou a presença fiscal no campo. A maior presença da auditoria trabalhista no campo estimula o cumprimento voluntário da legislação trabalhista e contribui para inibir a prática de submeter trabalhadores à condição análoga à de escravo.

O Grupo Móvel vem atuando nos últimos 15 anos, em conjunto com a Polícia Federal (PF) e Ministério Público do Trabalho (MPT). Essas equipes têm a missão de apurar denúncias, ou seja, atuar de forma repressiva. Para a secretária Ruth Beatriz Vilela, a atuação do GEFM é fundamental para a erradicação do problema no país.

“Podemos dizer que o trabalho desenvolvido em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público do Trabalho é essencial para dar visibilidade ao problema e fundamentar as demais condutas dos diversos órgãos públicos envolvidos, principalmente junto ao Poder Judiciário. Nos últimos anos também os Grupos Estaduais de Fiscalização Rural das diversas Superintendências têm atuado de forma significativa na erradicação do trabalho escravo”, afirma Ruth Vilela.

Ainda conforme a secretária, a fiscalização do MTE para combater e erradicar o trabalho escravo no campo se dá por meio de ações planejadas. “Temos forte atuação no meio rural através de ações planejadas, em todo o território nacional. Podemos dizer que há um monitoramente constante das condições de trabalho no campo, que segue a sazonalidade das culturas”.

Seguro Desemprego Especial

A partir de dezembro de 2002, com a publicação da Lei nº. 10.608, o trabalhador resgatado da condição análoga à de escravo conquistou o direito de receber três parcelas do ‘Seguro Desemprego Especial para Resgatado’, no valor de um salário mínimo cada. Os auditores-fiscais do trabalho efetuam, no momento do resgate dos trabalhadores, os procedimentos formais requeridos para a concessão do seguro-desemprego. O benefício é posteriormente sacado pelo próprio trabalhador na rede bancária.

Desde o início da concessão, em 2003, o número de trabalhadores libertados beneficiados com o seguro-desemprego aumentou consideravelmente. De 2003 até outubro de 2010, mais de 23 mil trabalhadores resgatados receberam o benefício.

Lista Suja de empregadores é renovada

O MTE criou, com a edição da Portaria nº 540, de 15 de outubro de 2004, o Cadastro de Empregadores Infratores, que contém o nome de pessoas físicas e jurídicas flagradas pela fiscalização na prática do trabalho análogo à de escravo. Conhecido como ‘Lista Suja‘, o cadastro expõe os empregadores da prática, que, além de terem sua propriedade monitorada por dois anos pela auditoria trabalhista, sofrem restrições impostas por outros órgãos governamentais e por entidades do setor privado.

O Ministério da Integração Nacional, por exemplo, recomenda aos agentes financeiros oficiais que operam recursos dos fundos constitucionais de financiamento que não concedam financiamentos a pessoas físicas e jurídicas cadastradas na Lista. Em dezembro de 2005, a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) assinou declaração de intenções em que se compromete a orientar suas associadas no sentido de que adotem restrições cadastrais a empreendimentos onde o MTE constatou o uso de trabalho análogo a de escravo.

O Cadastro é utilizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para identificar imóveis rurais autuados por trabalho escravo para arrecadar terras em situação irregular para projetos de reforma agrária.

A lista também serve de referência para que as mais de 140 empresas nacionais e multinacionais que assinaram o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo evitem adquirir produtos de fornecedores flagrados nesse crime.

A inclusão do nome do infrator no cadastro acontece somente após a conclusão do processo administrativo originário dos autos de infração lavrados no decorrer das inspeções. A exclusão, por sua vez, depende da conduta do infrator, monitorada pela inspeção do trabalho, ao longo de dois anos. Não havendo, nesse período, reincidência do ilícito, se pagas todas as multas (resultantes da ação fiscal) e quitados os débitos trabalhistas e previdenciários, o nome é retirado do cadastro. Existem também as exclusões devido a liminares concedidas pelo Judiciário (em torno de 40 empregadores deixaram a lista em razão de liminares).

O cadastro, que é atualizado semestralmente, registrou a inclusão de mais de 400 empregadores infratores desde a sua criação. No segundo semestre de 2010, apresenta 148 nomes. O cadastro está publicado no site do MTE, para consulta pública. E pode ser consultado também aqui.

Bolsa Família ajuda libertados

Com o objetivo de facilitar a reinserção social do trabalhador libertado e favorecer o resgate de sua cidadania, o MTE e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) firmaram, em dezembro de 2005, acordo de cooperação que prevê o acesso prioritário desses trabalhadores ao programa federal de transferência de renda, o Bolsa Família.

Os dados de identificação dos trabalhadores libertados são transmitidos pelo MTE ao MDS que se encarrega de localizar os trabalhadores em seus municípios de domicílio. Caso atendam aos critérios de elegibilidade do programa, os resgatados recebem do governo federal uma renda mensal que lhes assegura condições de sobrevivência.

Desde o início da parceria, o MTE remeteu ao MDS seis listas de trabalhadores resgatados, com total de 19.599 indivíduos. Todos os libertados constantes das listas receberam o seguro-desemprego, constituindo o formulário de solicitação desse benefício a fonte das informações sobre os trabalhadores.

Na última consulta ao Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), realizada em dezembro de 2009, o MDS observou que, do total de trabalhadores, 68% (13.375) não estavam registrados no banco de dados e 32% (6.224) lá constavam. Do total de 6.224 libertados identificados no cadastro, em dezembro de 2009, 5.126 eram beneficiários do Bolsa Família.

Marco Zero de Intermediação Rural

O MTE começou a operar a intermediação pública de mão-de-obra no meio rural com o Projeto Marco Zero de Intermediação Rural. Lançado pelo Ministro Carlos Lupi em novembro de 2008, em Imperatriz do Maranhão, a iniciativa foi firmada em parceria com os seguintes estados: em Mato Grosso, Maranhão, Piauí e Pará. Em 2009, Minas Gerais passou a integrar a medida.

A seleção dos estados atendeu a diversos critérios. Foram observados, por um lado, aspectos relacionados à política de erradicação do trabalho escravo, tais como, existência de municípios identificados como territórios de uso ou aliciamento de mão-de-obra escrava, municípios de origem ou residência de trabalhadores resgatados, e a emissão de certidão liberatória. Por outro lado, os critérios de seleção relacionam-se a aspectos da política de intermediação, quais sejam, unidades do SINE em operação nos municípios do estado (unidades informatizadas foram um diferencial) e índices de desempenho das unidades do SINE.

O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT) autorizou o MTE a alocar recursos para financiar a execução da medida por meio da Resolução Nº.635, de 25 de março de 2010.

Com informações do Ministério do Trabalho e Emprego

Fonte: www.vermelho.org.br

Ação do Grupo Móvel em propriedade rural onde trabalhadores estavam submetidos a condições análogas à escravidão

 

O ano de 2010 se encerra tendo como grande marco da luta sindical a realização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat). Para Wagner Gomes, presidente da CTB, em 2011 as centrais terão que se mobilizar para que a Agenda da Conclat seja consolidada, em prol da construção de um novo projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil.

“Teremos que dar ampla divulgação ao longo de todo o ano de 2011 para o documento aprovado na Conclat. Ele é fruto de um grande processo de unidade entre as centrais e deve ser discutido em cada um dos estados brasileiros, em cada sindicato, em cada federação”, disse o presidente da CTB.

Em entrevista publicada no site da central sindical que preside, Wagner Gomes avalia 2010 como um ano de grandes conquistas para a CTB, que completou em dezembro seu terceiro aniversário. No entanto, o dirigente não se furtou de apontar os problemas que deverão ser enfrentados pela Central em 2011.

Leia abaixo a entrevista:

Que avaliação você faz do ano de 2010 para a CTB?
Temos que ser equilibrados e evitar ufanismos ao fazer esse tipo de avaliação. Entendo que foi um ano muito positivo para a CTB. Chegamos ao final de 2010 com a terceira posição consolidada entre as centrais sindicais com maior representatividade – isso é algo muito grandioso para uma entidade com apenas três anos de vida. Chegamos ao final do ano e constatamos que a CTB está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Iniciaremos 2011 com perspectivas de crescimento em nossa base e pretendemos continuar protagonizando algumas das principais lutas da classe trabalhadora.

Nesse contexto, pensando em uma espécie de balanço de 2010, que dimensão você dá para a realização da Conclat?
A Conclat sem sombra de dúvida foi o grande marco do movimento sindical brasileiro em 2010. A unidade demonstrada pelas cinco centrais que organizaram a Conferência foi fundamental para o seu sucesso. Passados alguns meses de sua realização, é possível perceber que muitos frutos ainda serão colhidos como resultado da Conclat. A Agenda da Classe Trabalhadora (documento aprovado durante a Conclat) deve ser a referência das centrais sindicais daqui por diante. A classe trabalhadora fez história no 1º de junho, ao se reunir no Pacaembu. Ela reafirmou a necessidade de ser protagonista das mudanças políticas necessárias para o desenvolvimento do Brasil. A eleição de Dilma Rousseff para a Presidência da Republica já foi uma mostra do que os trabalhadores podem fazer quando se unem por um objetivo bem definido.

A eleição de Dilma pode ser considerada também como uma vitória das centrais e do movimento sindical em geral?
Sem sombra de dúvida. Apesar de toda a popularidade do presidente Lula, não é exagero dizer que a eleição de Dilma esteve em risco na transição do primeiro para o segundo turno. Foi aí que colocamos definitivamente em prática uma resolução tomada desde antes da Conclat: participar ativamente do processo eleitoral, e não somente indicar o voto em determinado candidato. Com a Agenda da Classe Trabalhadora em mãos, desde o primeiro turno vimos que a opção por Dilma seria a mais adequada, seria a única capaz de dar continuidade e aprofundar as mudanças iniciadas no governo Lula. Não medimos esforços para conseguir votos, entramos em todos os debates para demonstrar o retrocesso que significaria a eleição de José Serra e demos nossa contribuição. Por tudo isso creio que foi, sim, também uma vitória das centrais e do movimento sindical brasileiro como um todo.

Ao completar seu terceiro aniversário, que aspectos de sua estrutura e organização a CTB ainda precisa aprimorar?
O balanço que fizemos de 2010 é positivo, mas é obvio que isso não nos impede de uma auto-avaliação critica, construtiva, que permita à CTB continuar crescendo e alcançar novos patamares no futuro. Um ponto que merece maior atenção é a estrutura da CTB em cada um dos estados. Precisamos de uma interação maior e vamos trabalhar por isso em 2011. Outro ponto que merece atenção é o fato de a CTB ainda ser uma entidade muito urbana. Temos que nos aproximar mais e dialogar mais com o sindicalismo rural, setor de extrema importância para o desenvolvimento do Brasil. Creio também que a relação da CTB com os movimentos sindicais é boa e próxima, mas pode se tornar mais rica. Por fim, entendo que a CTB precisa se tornar mais presente e mais conhecida junto aos sindicatos de todo o país, ser uma entidade mais presente à vida dos trabalhadores.

Que políticas serão priorizadas pela CTB durante 2011?
Certamente vamos seguir nossas lutas com base no conteúdo da Agenda da Conclat. Dessa forma, a questão da política de valorização do salário mínimo será uma batalha que enfrentaremos com vigor, assim como iremos retomar os esforços pela alteração na Constituição que reduza a jornada de trabalho no Brasil para 40 horas semanais, sem redução de salário. A extinção do fator previdenciário será uma pauta que certamente a CTB e as demais centrais levarão à nova presidente. Algo que também iremos valorizar muito em 2011 é a questão da formação sindical. Trata-se de um tipo de ação que se traduzirá, no futuro, em resultados muito positivos para a CTB. Como complemento aah pergunta anterior, também faremos esforços significativos para conquistarmos avanços na luta pela reforma agrária e na valorização da agricultura familiar.

Você mencionou a Agenda da Conclat como o grande marco de 2010. De que modo as centrais podem tornar seu conteúdo mais acessível aos trabalhadores?
Isso é algo que cada uma das centrais participantes da Conclat terá que se empenhar muito durante este ano que se inicia. Teremos que dar ampla divulgação ao longo de todo o ano de 2011 para o documento aprovado na Conclat. Ele é fruto de um grande processo de unidade entre as centrais e deve ser discutido em cada um dos estados brasileiros, em cada sindicato, em cada federação. Certamente o nosso esforço por um 1º de Maio unificado se traduzirá em uma grande demonstração da unidade que buscamos e conseguimos colocar em prática durante o governo Lula. Precisamos levar o conteúdo da Agenda da Conclat ao maior número de trabalhadores possível. Somente dessa forma conseguiremos que eles sejam os protagonistas das mudanças que o Brasil ainda precisa.

Wagner Gomes avalia 2010 como um ano de grandes conquistas para a CTB, que completou em dezembro seu terceiro aniversário.

 

31 dez 2010

Caixa inaugura agências na região

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

1995, um ano de triste memória para o Brasil, a Caixa e o Sul da Bahia. Seguindo determinação governamental, a direção da Caixa define pelo fechamento das agências de Gandu, Ubaitaba, Ubatã, Itajuípe e Coaraci. A agência de Camacan é transformada em posto em atendimento.

Prevendo que o objetivo final também era o fechamento da agência de Camacan, a diretoria do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região partiu para a mobilização, sensibilizando os segmentos organizados da sociedade camacaense. Num movimento inédito que em protesto fechou o comércio central da cidade por uma hora, com a participação de vereadores, bancários, comerciantes, sindicalistas e clientes da Caixa, a comunidade da cidade demonstrou o seu repúdio. Porém, a repercussão foi mínima, uma vez que não interessava à mídia a divulgação da luta contra o enfraquecimento e a privatização das empresas estatais.

Reparando um erro histórico, o governo Lula abriu novas agências da Caixa. Aqui na região foram reabertas as de Gandu, Ubaitaba, Camamu e Camacan, após longa mobilização de sindicalistas, vereadores, prefeitos e deputados.

Nosso reconhecimento ao ex-vereador pelo PCdoB de Itabuna, Luís Sena e deputada federal Alice Portugal (PCdoB/BA) que muito se engajaram nessa causa.

A intervenção do estado na economia é benéfica ao país e salutar a nação no sentido de combater as desigualdades regionais e promover o desenvolvimento com a valorização do trabalho e o respeito ao meio ambiente.

Camacan e as demais cidades estão de parabéns por contar a partir de agora com uma agência da Caixa Econômica Federal, o banco social do governo.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região, Jorge Barbosa, esteve presente nas inaugurações das agências de Gandu, Ubaitaba e Camacan.

 

30 dez 2010

E agora, qual será o Orixá que irá reger 2011?

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=H4Fey5iurac&feature=player_embedded] Nesse período em que esperamos o início do ano novo a pergunta mais ouvida é: qual  será o Orixá que irá reger 2011? Portanto, preparei esse texto para trazer para vocês a tão esperada resposta. Espero que gostem e que aproveitem muito esse ano e todo o Axé que será jogado sobre nossas coroas.

Para começar, quero relacionar esse ano com os planetas, mesmo porque a influência que eles exercem sobre nós e sobre toda natureza é grande, assim sendo, saibam que Mercúrio será o planeta regente deste ano.

E vejam que legal as particularidades e atributos desse planeta: Mercúrio faz referência à comunicação, à eloquência e à energia do movimento, move-se mais depressa do que qualquer outro planeta. Tanto é que seu nome foi atribuído pelos romanos baseado no deus Mercúrio, o deus que tem assas nos pés e que é o mensageiro dos deuses, inclusive do deus Júpiter.

Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol, está entre o Sol e Vênus, e pode ser visto a olho nu ao amanhecer e ao entardecer – abro um parêntese só para falar de um detalhe curioso: o Sol está ligado ao Orixá Xangô, uma das grandes paixões de Iansã, segundo os mitos africanos, e Vênus está ligado a Oxum, que também segunda a mitologia yoruba, é irmã próxima de Iansã e  vivem “disputando” entre si.

A temperatura na superfície do lado mais perto do Sol chega a 427° C, uma temperatura quente o suficiente para derreter estanho. No lado oposto, ou no lado da noite, a temperatura desce a -173° C.

Mercúrio está associado aos trabalhos do intelecto como escrever, ensinar e aprender, sendo a inteligência o melhor veículo para compreender o mundo e a si mesmo. Mercúrio representa nossa maneira de aprender e comunicar o que aprendemos, mas também representa nossa maneira de ouvir. Em seu polo negativo surge o mentiroso, o ladrão, o superficial, e no positivo encontraremos aquela pessoa alegre, brincalhona, estudiosa, inteligente.

Com esse astro como regente, não faltarão oportunidades para boas conversas, intercâmbio de experiências entre pessoas das mais diferentes idades e uma vontade incontrolável de mudar completamente tudo aquilo que nos cerca. Por ser agitado e muito versátil Mercúrio provocará uma movimentação intensa em todas as áreas da nossa vida, com mil ideias ao mesmo tempo, o desejo de partir em busca de novidades falará mais alto dentro de cada um de nós.

2011 também será o ano do Coelho no Horóscopo Chinês, e observem algumas características desse signo: O nativo de Coelho é impulsivo, embora não seja dotado de muita energia. Claramente demonstra seu desagrado com as coisas, mesmo não verbalizando isso. As mulheres deste signo, que aparentemente podem ser vistas como dependentes e indecisas, são muito mais hábeis que os homens para enfrentar e superar os problemas comuns da vida. São afetuosas e atraentes para o sexo oposto, talentosas e ambiciosas, com um instinto para reconhecer a sinceridade nos outros e uma habilidade quase paranormal em detectar falsidade.

Seu senso de justiça é muito exigente, pois costumam ser pessoas respeitadoras das leis, pacíficas e amantes da paz. Por ser detalhista e minucioso no trabalho, o Coelho se dá bem em qualquer profissão que exija essas habilidades se dedicando com responsabilidade e dedicação, jamais deixando uma tarefa inacabada e abominando os que assim procedem.

Segundo os chineses o ano do coelho é reconhecido por trazer a paz ou ao menos um respeito pelo conflito ou guerra. Simboliza a graciosidade, as boas maneiras, conselhos sadios, bondade e sensibilidade à beleza.

O Arcanjo Mickael, ou Miguel como é mais conhecido, regerá esse ano também, seu nome significa “Príncipe da Luz”. Preside os raios solares, que destroem as trevas e trazem a luz, é o Comandante do Exército Celeste que controla as chamas. Arcanjo da coragem que defende e protege. Seu elemento é o fogo sutil, seus símbolos são a espada e a balança e sua cor é dourado ou amarelo como os raios do Sol, obtém solução para tudo: abre caminhos, resolve problemas financeiros, cria novas opções de vida, atrai novos empregos, cura o corpo e a mente, afasta sensações de angústia e opressão. Simboliza as mudanças, a justiça e a sabedoria, tornando a vida mais alegre.

Com tudo isso exposto fica fácil identificar o Orixá que regerá esse ano, não é mesmo?

É, será Iansã o Orixá que governará 2011. É ela que fará nossa vida girar e transformar, afinal é nela que encontramos a eloquência, a potência do movimento e os extremos de temperatura como é característica do planeta mercúrio. É Ela que vemos e sentimos no amanhecer e no entardecer, assim como vemos o planeta mercúrio.

Iansã é alegre, inteligente, impulsiva, afetuosa e atraente, cheia de instinto e justa,  assim como algumas das característica do Coelho no horóscopo Chinês. Além disso é guerreira, domina o fogo, é mestre em criar novas opções de vida, em curar o corpo e a mente, em afastar sensações de angústia e de opressão como são as atribuições do Arcanjo Miguel, aliás, não há orixá que mais nos estimula a alegria do que Iansã.

Portanto, vamos nos preparar para viver fortes emoções, pois com Iansã na regência vamos ter um ano bastante agitado em todos os sentidos.

Detalhe importante: esse ano também estará relacionado com a orixá Oxum, e isso deve-se por levarmos em conta que o primeiro dia do ano cai em um sábado, dia dos Orixás d’água, ou seja, dia em que cultuamos Oxum, prometendo um ano dotado de intuição, de doçura e, acima de tudo, um ano de libertação. Alias, vale a pena ressaltar o quando Oxum e Iansã são próximas em suas características e o quanto se cruzam e entrecruzam  no sentido do amor, da alegria, do movimento, da leveza, da intuição e do poder de realização, afinal, quando há amor há alegria; quando há leveza há movimento; quando há intuição há poder realizador … quando há ação de Uma, pode ter certeza, há a ação da Outra complementando e potencializando, fazendo e acontecendo, girando e conduzindo tudo. Tudo no auge da paixão e do amor.

E para completar e melhorar a energia e o ano que vai se inciar, uma boa dica é usar na virada do ano roupas na tonalidade de amarelo, dourado ou vermelho, vale usar várias bijuterias e acessórios de cobre ou na cor de cobre além, é claro, de sorrir e dançar muuuuito, com todo o exagero que nos é permitido.

Sem dúvida será um ano encantador e inesquecível, só precisamos nos transformar nessa guerreira pela vida, pelo amor, pela justiça, pelo trabalho e pelo AXÉ, como é Iansã!

Só precisamos deixar a gira girar e nos apaixonar pela vida e pela nossa gira!

Feliz 2011 a todos e vamos aproveitaaaar !!!

E para já começar a inspirar vocês na energia de 2011 deixo este vídeo maravilhoso que precisa ser visto com atenção nos detalhes, expressões, palavras e movimentos. Se encantem e se preparem …..

Extraído do site: http://www.minhaumbanda.com.br



Enquanto os funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna e de outros hospitais da região ainda não receberam o 13º Salário, os servidores e funcionários do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM) garantiram, após três dias de greve e de luta organizada pelo Sindserv, o pagamento dos salários atrasados e do 13º Salário para toda a categoria. Após a confirmação do pagamento na conta corrente, os trabalhadores decidiram em assembléia ontem à tarde (29/12) pelo fim da greve.

“Foi uma grande vitória para nós trabalhadores do Hospital de Base que já não agüentamos mais este tipo de situação. A nossa greve demonstrou que não queremos mais a insegurança e os prejuízos causados pelo atraso no pagamento de nosso direito sagrado”, desabafa Levi Araújo, funcionário do HBLEM e diretor do Sindserv.

Mesmo com o acordo celebrado em março deste ano com mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), a Prefeitura intransigentemente agindo fora da lei, não garante o pagamento dos salários dos servidores no quinto dia útil de cada mês conforme determinação do MPT.

“Essa situação não pode continuar assim. Enquanto não houver uma punição para a administração municipal que não cumpre acordos, nem mesmo celebrado na sede de uma instituição federal, como foi no Ministério Público, os trabalhadores agirão lançando mão do direito constitucional de greve” garante Karla Lúcia, presidenta do Sindserv.

O Sindserv parabeniza a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Hospital de Base pela vitoriosa mobilização e pela firmeza em não recuar enquanto a administração municipal não realizasse os pagamentos. Foram várias reuniões com o executivo municipal que prometia solucionar as pendências com o funcionalismo e não cumpria, demonstrando um descaso e desrespeito com a categoria.

Agradecemos também os apoios dos sindicatos dos Bancários, Comerciários, Sindiacs e à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB/Regional Sul da Bahia.

O nosso Sindicato deseja a todos e todas, funcionários e servidores do Hospital de Base e da Prefeitura de Itabuna um ano novo de lutas inspiradoras.

Que venha 2011!

Sindicato é pra lutar!

SINDSERV – SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ITABUNA

FILIADO À CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL – CTB