16 dez 2010

É preciso avançar na regulação

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

José Dirceu

A realização do Seminário Internacional Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias, nos dias 9 e 10 de novembro, em Brasília, teve uma importância que vai muito além das exposições apresentadas por reguladores e especialistas de países como França, Inglaterra,
Portugal, Espanha, Estados Unidos e Argentina, de organismos como Unesco e União Europeia e dos debates ocorridos. O encontro serviu para jogar uma pá de cal na confusão – real para alguns poucos, conveniente para muitos – que a mídia brasileira pretende impor à sociedade entre o estabelecimento de um marco regulatório moderno para os meios de comunicação e a ameaça à democracia e à liberdade de imprensa.
O seminário revelou o que estudiosos, especialistas e aqueles que acompanham o que ocorre no mundo na área da mídia já sabiam. Todos os países desenvolvidos têm seu marco regulatório da mídia, com regras para a promoção da pluralidade, diversidade cultural nacional e regional e imparcialidade jornalística; para a proteção da privacidade e das crianças e adolescentes (contra a violência e as drogas); para a garantia do direito de resposta dos cidadãos em casos de injúria,
calúnia ou simplesmente informações erradas; para o combate à discriminação.
Em 2008, o Parlamento Europeu aprovou uma diretiva, longamente debatida, com o objetivo de atualizar o marco regulatório de seus países-membros frente ao fenômeno da convergência das mídias. Seu objetivo, como destacou Harald Trettenbein, diretor adjunto de Políticas de Audiovisual e Mídias da Comissão Europeia, é “promover a diversidade cultural europeia, garantir a circulação de conteúdo plural e estimular a competitividade da indústria audiovisual”. Assim,rádios e TVs dos países-membros estão obrigados a veicular produção independente e conteúdo europeu, e o tempo máximo de publicidade que podem veicular é de 20% da grade.
Também para garantir a pluralidade de opiniões, há regulamentações, como a dos Estados Unidos, para ficar num exemplo, que limitam a propriedade cruzada e a concentração do controle dos meios de comunicação nas mãos de alguns poucos grupos econômicos.
Tenho defendido o fomento à livre concorrência nos meios de comunicação, muito especialmente na rádio e na televisão, que são concessões públicas, pois a livre concorrência é fundamental para que os cidadãos tenham acesso a diferentes fontes de informação e possam,
assim, formar o seu juízo a respeito dos fatos, debates, propostas e polêmicas.
Como bem disse o professor e jornalista Venício A. de Lima, no artigo “Marco regulatório vs. Liberdade de imprensa”, “regular a mídia é ampliar a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, a pluralidade e a diversidade. Regular a mídia é garantir mais – e não menos – democracia. É caminhar no sentido do pleno reconhecimento do direito à comunicação como direito fundamental da cidadania”.
Temos uma legislação atrasada na radiodifusão, dos anos 1960, e até hoje não regulamentamos dispositivos fundamentais da Constituição de 1988, estabelecidos em seus artigos 221 e 222, para garantir a efetiva democracia na comunicação social. Não resolvemos ainda esses desafios
e já temos outros pela frente decorrentes da convergência das mídias.
É preciso se preparar para o futuro, como alertou o ministro Franklin Martins, na abertura do seminário: “Cada vez mais as fronteiras entre radiodifusão e telecomunicação vão se diluindo. Em pouco tempo, para o cidadão, será indiferente se o sinal que recebe no celular ou no
computador vem da radiodifusão ou das teles. A convergência de mídia é um processo que está em curso e ninguém vai detê-lo. Por isso, é bom olhar pra frente, este é o futuro. E regular esta questão será um desafio, porque sem isso não há segurança jurídica nem como a sociedade produzir um ambiente onde o interesse público prevaleça  sobre os demais.”
A importância do seminário foi qualificar o debate público, afastando o fantasma, criado pelos que querem defender seus privilégios, de que regular a mídia é atentar contra a liberdade de imprensa. O legado do governo Lula nessa área foi abrir a discussão, enfrentar as resistências e preparar um anteprojeto de regulação da mídia que terá que ser levado em frente pelo governo da presidente Dilma Rousseff e pelo Congresso Nacional.
O debate da democratização da comunicação social, iniciado com a 1ª Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro de 2009, está colocado. É preciso avançar e construir um marco regulatório que existe, como lembrou Wijayananda Jayaweera, diretor da Divisão de
Desenvolvimento da Comunicação da Unesco e um dos palestrantes do seminário, “para servir ao interesse público, e não necessariamente ao interesse dos radiodifusores. (Ele) Deve garantir a pluralidade e promover a diversidade de ideais, de opiniões, de vozes numa sociedade”.

José Dirceu é advogado, foi deputado federal e ministro da Casa Civil.

16 dez 2010

Legados da era Lula

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Tereza Cruvinel

Neste último artigo do ano aqui no Correio, não tenho como não falar dos oito anos trepidantes, em todos os sentidos, que estão chegando ao fim. Os anos Lula não apenas mudaram para sempre o Brasil. Mudaram também nossa forma de sentir e pensar nosso país. Sob Lula, aprendemos a enxergar a pobreza, a importância de combatê-la e, mais recentemente, a celebrar sua redução. Vimos um presidente chegar ao poder contrariando tudo o que sempre nos pareceu natural: sem berço, sem diplomas, sem o apoio das elites econômicas e pensantes. Vimo-lo depois quebrar todas as convenções ao exercer o poder: falando a linguagem desabrida do povo, cometendo metáforas rasas e gafes frequentes, quebrando a liturgia do cargo, trocando o serviço  à francesa do Itamaraty por um buffet self-service, tomando café com os catadores de papel e exercitando uma aguerrida diplomacia presidencial sem falar outra língua. Não haverá outro Lula, pois o Brasil que o gerou não haverá mais. E isso é bom.
Neste período, 28 milhões de brasileiros cruzaram a linha da pobreza e outros 20 milhões ascenderam à classe C. Mais extraordinário é que esse feito tenha acontecido sem a quebra de um só cristal. Ou seja, Lula não tomou uma só agulha dos mais ricos para dar aos mais pobres. Não privou os banqueiros de seus lucros para estender o crédito ao andar de baixo. Não
reduziu as exportações do agrobusiness para dar mais comida ao povo. Não garfou a poupança da classe média para criar o Bolsa Família. Tudo fez harmonizando interesses e moderando conflitos. Todos ganharam, embora os mais pobres tenham começado a tirar a diferença. Em 2009, apesar da crise, a renda média dos 40% mais pobres cresceu 3,15% e dos 10% mais ricos apenas 1,09%. E isso é bom para todos, inclusive para os ricos. Este ano, os números serão mais eloquentes.
O crescimento da economia, que pode chegar aos 8% em 2010, será o maior em 24 anos. Desta vez foi crescimento sem inflação e com distribuição de renda. No final do período Lula, terão sido gerados 15 milhões de empregos. Este ano, a nova classe C vai gastar R$ 500 bilhões em 2010, superando o consumo das classes A e B. Isso é mudança.
Sob Lula, a percepção do Brasil mudou também lá fora. Agora o país é player, é líder no G-20, é um dos Brics, vai sediar a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Vamos perdendo o velho complexo de vira-latas.
Nem tudo foi resolvido, nem tudo foi feito e não faltaram as decepções. Sobretudo as políticas, com os casos de corrupção intermitentes. Mas o saldo a favor de Lula foi bem maior e levou-o ao píncaro da popularidade. Mesmo assim, ele continua sendo um presidente intragável para uma minoria. Talvez para aqueles 4% ou 5% que, nas pesquisas frequentes, consideram seu governo
péssimo, contra os 80% que o consideram ótimo ou bom.
As relações com a mídia serão um capítulo na história a ser escrita. Vivi a minha pequena parte. Colunista política de O Globo, nunca apontei, nos seis governos e sete legislaturas que cobri, apenas o bem ou o mal. Assim erigi minha credibilidade de analista político. A partir de 2003, divergi do pensamento único que passou a vigir na mídia, não engrossando a cruzada
anti-Lula. Na elite do jornalismo político, muito poucos, além de mim e de Franklin Martins, fugiram ao padrão monopólico e demonizador.
Houve preço. Em 2005, veio o maccarthismo e com ele os cães raivosos e o espírito de delação. Um deles espumou, em 2005, que Lula só não caíra ainda porque uma lista de jornalistas lulistas, aberta com meu nome, havia aparelhado a imprensa! Por algum tempo sustentei o apedrejamento, mas, já tendo sofrido uma ditadura, rejeitei a escolha entre autoimolação e
sujeição. No final de 2007, aceitei o convite para dirigir a TV Pública que seria criada, cumprindo a Constituição Federal. Pouco vi o presidente depois disso. Tenho trabalhado com absoluta liberdade e os resultados estão aí. Nunca recebi queixas ou bilhetinhos de ministros.
Não tenho a menor importância na história maior que se encerra agora. Conto isso aqui porque esses detalhes fazem parte do ambiente venenoso, eivado de intolerância, elitismo e ódio de classe em que Lula governou e construiu o legado que deixa ao país.

 

Caros amigos,

acabamos de saber que foi protocolada e registrada, no Supremo Tribunal Federal, a Ação de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO 11) proposta pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comunicação e Publicidade – CONTCOP.
O Objetivo dessa ADO é chamar a atenção da sociedade civil e dos órgãos do Estado para o fato de que, 22 anos após a promulgação da Constituição vigente, alguns dispositivos constitucionais  – no caso, referentes aos meios de comunicação de massa (mcm), imprensa, rádio e televisão –  ainda carecem de regulação por lei.Três pontos são
especialmente relevantes :
1- a garantia do direito de resposta a qualquer pessoa ofendida através dos mcm;

2- a proibição do monopólio e do oligopólio no setor;

3- o cumprimento, pelas emissoras de rádio e tv, da obrigação constitucional de dar preferência a programação de conteúdo informativo, educativo e artístico, além de priorizar finalidades culturais nacionais e regionais.

Como é evidente que tais propostas não interessam aos proprietários dos mcm, a divulgação dessa notícia e o consequente acompanhamento do processo ficam na dependência das campanhas das centrais sindicais, de
grupos de pressão sobre o Congresso Nacional e, sobretudo, da divulgação nos sites e nos blogs comprometidos com as práticas democráticas.

grande abraço,

Fabio Konder Comparato

15 dez 2010

"BABY BEEF" OU VITELA, VOCÊ SABE O QUE É ISTO?

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Gente, isso é sério!!!

A carne de vitela, é muito apreciada por ser tenra, clara e macia. O que pouca gente sabe é que o alimento vem de muito sofrimento do bezerro macho, que desde o primeiro dia de vida é afastado da mãe e trancado num compartimento sem espaço para se movimentar. Esse procedimento é para que o filhote não crie músculos e a carne se mantenha macia. “Baby beef”, é o termo que designa a carne de filhotes ainda não desmamados.
O mercado de vitelas nasceu como subproduto da indústria de laticínios que não aproveitava grande parte dos bezerros nascidos das vacas leiteiras.

Veja como é obtido esse “produto”:

Assim que os filhotes nascem, são separados de suas mães, que permanecem por semanas mugindo por suas crias. Após serem removidos, os filhotes são confinados em estábulos com dimensões reduzidíssimas onde permanecerão por meses em sistema de ganho de peso – alimentação que consiste de substituto do leite materno.
Um dos principais métodos de obtenção de carne branca e macia, além da
imobilização total do animal para que não crie músculos, é a retirada do mineral ferro da sua alimentação tornando-o anêmico e fornecendo o mineral somente na quantidade necessária para que não morra até o abate.
A falta de ferro é tão sentida pelos animais, que nada no estábulo pode ser feito de metal ferruginoso, pois eles entram em desespero para lamber esse tipo de material. Embora sejam animais com aversão natural à sujeira, a falta do mineral faz com que muitos comam seus próprios excrementos em busca de resíduos desse mineral. Alguns produtores contornam esse problema colocando os filhotes sobre um ripado de madeira, onde os excrementos possam cair num um piso de concreto ao qual os animais não tenham acesso.
A alimentação fornecida é líquida e altamente calórica, para que a maciez da carne seja mantida e os animais engordem rapidamente. Para que sejam forçados a comer o máximo possível, nenhuma outra fonte de líquido é fornecida, fazendo com que comam mesmo quando têm apenas sede.
Com o uso dessas técnicas, verificou-se que muitos filhotes entravam em desespero, criando úlceras pela sua agitação e descontrole no espaço reduzido. Uma solução foi encontrada pelos produtores: a ausência de luz; a manutenção dos animais em completa escuridão durante 22 horas do dia, acendendo-se a luz somente nos momentos de manutenção do estábulo.
No processo de confinamento, os filhotes ficam completamente imobilizados, podendo apenas mexer a cabeça para comer e agachar, sem poderem sequer se deitar. Os bezerros são abatidos com mais ou menos 4 meses de vida – de uma vida de reclusão e sofrimento, sem nunca terem conhecido a luz do sol.
E as pessoas comem e apreciam esse tipo de carne sem terem idéia de como é produzida. A criação de vitelas é conhecida como um dos mais imorais e repulsivos mercados de animais no mundo todo. Como não há no Brasil lei específica que proíba essa prática – como na Europa – o jeito conscientizar as pessoas sobre a questão.
Nossa arma é a informação. Se souber o que está comendo, a sociedade que já não mais tolera violências, vai mudar seus hábitos. Podemos evitar todo esse sofrimento não comendo carne de vitela ou “baby beef” e repudiando os restaurantes que a servem.
O consumidor tem força e deve usar esse poder escolhendo produtos, serviços e empresas que não tragam embutido o sofrimento de animais inocentes.

(Fonte: Instituto Nina Rosa – Projetos por Amor à Vida)

 

Marici Capitelli – O Estado de S.Paulo

Para pressionar o Poder Judiciário a rever liminar que desobriga as grandes empresas alimentícias a cumprir, a partir do dia 29, a resolução da Anvisa que regulamenta a propaganda, 30 entidades se uniram para lançar nesta sexta-feira a Frente de Regulação pela Publicidade de Alimentos, na Faculdade de Saúde Pública da USP. A Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu a resolução 24, que  determina que a publicidade de alimentos industrializados informe que, se ingeridos em excesso, eles podem causar doenças. Um sorvete cremoso, por exemplo, precisará ter a informação que o açúcar e a gordura poderão provocar diabete, obesidade e cárie dentária. Os salames, com aquela capa de gordura aparente, terão de informar que poderão levar à hipertensão por causa do excesso de sal.
No final de setembro, no entanto, Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia) conseguiu uma liminar na Justiça, argumentando que a regulamentação extrapolava a competência da Anvisa. Com isso, as 135 empresas associadas – as maiores do setor, que representam 73% da produção de alimentos no País – não precisam cumprir a resolução.
Transformação - Segundo especialistas que integram a Frente, o País
passa por um período de transformação alimentar em que há a redução do
consumo de produtos saudáveis e o aumento dos industrializados, cujos preços estão abaixando. Por isso, afirmam, este é o momento de pressionar para que a resolução da Anvisa tenha validade.
“Nós defendemos que as pessoas tenham o direito à informação. As pessoas comem salame, salsicha e presunto achando que estão comendo carne e proteína. Mas esses alimentos têm grande quantidade de sal e gordura”, afirma a nutricionista Marcia Fidelix, presidente da Associação Brasileira de Nutrição, uma das entidades que integram a frente. “Para um hipertenso e um diabético, essa informação faz toda a diferença”, afirma.
Carlos Monteiro, professor do departamento de Nutrição da Faculdade de
Saúde Pública da USP, a informação dos riscos à saúde é eficaz. Ele diz que os produtos básicos da nossa dieta são relativamente saudáveis, como o arroz, feijão, carne e leite. “Nos Estados Unidos, dez dos itens básicos da dieta são industrializados. Nós estamos indo para esse caminho.” Segundo Mariana Ferraz, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor  (Idec), é preciso mostrar que a Anvisa tem competência para regular o assunto.
O advogado Luis Roberto Barroso, que representa a Abia nesta causa, diz que a entidade entende que a resolução cerceia a liberdade de expressão das indústrias. “Por que as propagandas de carro não informam quantos acidentes automobilísticos ocorrem no Brasil, por ano?”

15 dez 2010

Artigo contra bancários sai da CLT

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado
O presidente Lula sancionou lei suprime o artigo 508 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que previa que o bancário com dívidas poderia ser demitido por justa causa.
Para o autor da proposta, o deputado federal Geraldo Magela (PT-DF), o artigo vai de encontro com a Constituição Federal, pois fere o princípio da isonomia – tratamento igual para todos – e contraria o direito da privacidade.
Mais uma vitória para a categoria, pois a atitude se caracteriza também como assédio moral, um dos principais problemas enfrentados dentro das agências bancárias. (O Bancário)
14 dez 2010

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Adaptação de imagens as quais traçam um paralelo entro o regime Nazista e o regime Sionista. Criado na ocasião do Dia Internacional em Solidariedade ao Povo Palestino

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=wz5kATAYIRQ&feature=player_embedded]

A nudez explícita da diplomacia(?) americana via Wikileaks, o reconhecimento do Estado Palestino pelo Brasil, Argentino e Uruguai e a sinalização de alguns países europeus, Espanha, Portugal e França, da necessidade da nação palestina livre e soberana para 2012, são alguns fatos animadores e impressionantes neste final de ano para considerar.

As peças se movem em um cenário de nova ordem emergente e da queda , política, econômica e moral dos Estados Unidos, lenta e gradual, mas contínua.

O Estado Palestino terá, a meu ver, chances promissoras de se consolidar com a superação das premissas ideológicas e culturais do império americano, com seu desprestígio internacional e o recrudescimento das posições em blocos contrários aos  interesses norte americanos no oriente médio e nas demais fronteiras de conflito mundiais.

O mundo dá provas, segundo a opinião pública mundial, de querer desembarcar nesta nova ordem, tendo o Estado Palestino, como pano de fundo dessa conjuntura que se anuncia.  A emergência do protagonismo do sul também configura uma mudança significativa no movimento das peças deste jogo.  Quando Brasil, Índia, África do Sul e China, somado a Rússia, começaram a tratar em bloco seus interesses comuns, nos campos políticos, comericiais e diplomáticos, outras vozes puderam ser ouvidas nas negociações multilaterais.  Lula acertou ao privilegiar as relações comerciais e diplomáticas do Brasil pelo viés sul-sul, tanto por isso outro tanto por sua liderança no continente americano, pode ser considerado um dos grandes artifíces dessa nova construção global.  Salvo reviravoltas e o velho jeito americano de resolver suas crises, este caminho pode-se consolidar o mais breve possível.

O que o Wikileaks revela e todo dia há uma avalanche de “novidades” sobre os bastidores da atuação política dos Estados Unidos em todos os continentes do mundo, reforça o quanto o mundo ainda corre sério risco de, a pretexto de preservar a “democracia e a liberdade”, presenciar atos golpistas mundo afora, patrocinados pelo governo americano e seus propósitos de “ocupação cultural” pela força.
A ruína do império é requisito para a consolidação da nova ordem mundial, os aliados europeus estão abalados por crises econômicas profundas e de difícil solução.  O patrocínio da política belicista pode se esgotar se o cenário de crise e mal estar social, que se abatem sobre Portugal, Espanha, Itália, Grécia e Irlanda, por exemplo, continuarem.  O contágio pode atingir as robustas economias francesa, inglesa e alemã, desta maneira, o provisionamento financeiro pode escassear, redirecionando tais recursos para aplacar as crises do sistema econômico, para, enfim, conter a desaprovação da opinião pública destes países.
O custo econômico e político da manutenção das ações subterrâneas é muito alto, como o preço que Tony Blair e os trabalhistas ingleses tiveram que pagar no episódio da invasão ao Iraque.

A América Latina, salvo algumas exceções, se unifica politicamente e afina o discurso continental nos ambientes de negociação internacional.  Brasil, Argentina, Venezuela, Equador, Bolívia, Uruguai, Paraguai, Nicarágua, Cuba formam um bloco consistente.
Que contexto promissor pode ser este?
De certo o planeta passa por radicais mudanças, caminha para reformas multilaterais importantes, mas de qualquer forma, o momento, os movimentos dissonantes e os novos protagonistas, já evidenciam esta ordem emergente, seja qual for, de fato, sua intensidade e alcance.  A prosperidade desta nova cena necessitará da permanência de médio-longo prazo, em destaque e na liderança de governos emergentes, das atuais políticas dissonantes e altenativas acerca dos interesses comuns dos que não eram ouvidos por aqueles que não se interessavam em ouvir.
Se esta nova ordem significará a salvação do planeta ou apenas, e tão somente, a superação (ou substituição) desta velha ordem que impera atualmente e rui por fadiga de suas estruturas de sustenção, são outros 500 (anos?)…

Leia mais: http://palavras-diversas.blogspot.com

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Após percorrer os primeiros 16 quilômetros da Ferrovia Transnordestina e participar da assinatura de contratos de outros trechos da obra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (13) que a Região Nordeste não pode mais ser vista como a “escória” do país.

Em discurso em Missão Velha, no Ceará, Lula citou as obras de transposição do Rio São Francisco como exemplo de sucesso do seu governo. “A transposição era um desejo de dom Pedro [Primeiro]. E nem dom Pedro conseguiu fazer, nem ele, que era imperador, filho do rei. Foi preciso vir o Lula, filho da dona Lindu, para fazer”.

Lula disse que parte do atraso dos indicadores sociais e econômicos do Nordeste em relação ao restante do país se deve à classe política da região. “Uma parte da elite do Nordeste era colonizada, tinha a cabeça que pensava pelo Rio de Janeiro e São Paulo, não pensava nos nordestinos”.

O presidente disse que os investimentos feitos no Nordeste nos últimos anos não tiraram recursos de outros estados do país e que era preciso trabalhar para reduzir as diferenças regionais, com fortalecimento da infraestrutura e das condições de crescimento da economia local.

“Não era justo que o Nordeste continuasse a ser tratado como se fosse a escória deste país. Não queremos mais ser exportadores de servente de pedreiro para São Paulo. A gente não quer ser só pedreiro, a gente quer ser engenheiro, a gente quer ser médico”.

Edição: Vinicius Doria

 

14 dez 2010

Las cartas de los diplomáticos del imperio

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Por Manuel Zelaya – ex-presidente deposto de Honduras por forças dos EUA

Se ha revelado un nuevo bochorno de la política exterior norteamericana. Esta vez sobre mi persona como Presidente Constitucional de Honduras, en las que no reflejan mi personalidad, sino más bien se dedican a hacer acusaciones criminales y temerarias que constituyen delito de difamación y calumnia, y constituyen uma afrenta a la dignidad del pueblo de Honduras.
Há pasado más de un año;  largos 18 meses desde el golpe de estado en que los grupos de extrema derecha en Honduras, supuestos amigos y socios de “USA”,  tomaron  el poder en el país. Es curioso que hasta ahora no hayan sido capaces de demostrar ni un solo vínculo con el crimen organizado, ni de la conexión de este con  Cuba, Nicaragua y Venezuela, en los supuestos
actos de corrupción que cometí durante mi mandato.
El autor de la aberración es Charles Ford, supuesto diplomático, que aquí se rebela como embustero  e instigador, y pone al descubierto la naturaleza oculta  de la diplomacia norteamericana para los países del mundo, ya que fungía como embajador norteamericano en Honduras cuando asumí la primera magistratura del país.
Este es el mismo embajador que me exigía  uma visa de asilo diplomático para el terrorista Luis Posada Carriles; el mismo  que decía en los médios públicamente que el presidente Chávez tenia negocios sucios y corruptos com este servidor; el mismo que, cuando gané la Presidencia, me entregó una lista con las personas que debía nombrar en mi gabinete, y que, desde luego, se
enfurecía con mis negativas.
Es el mismo que me acompañó a la Casa Blanca para atender una cita con el Presidente Bush, con parte de mi  gabinete, donde Bush despotricaba contra el presidente de Venezuela Hugo
Chávez y atacaba  mi   amistad con este. El mismo que durante toda mi gestión, se dedicó a defender los fraudes de las trasnacionales norteamericanas del petróleo en Honduras, algo que extrañamente omite en este cable, así como se abstiene de mencionar  las cosas por lãs que teníamos altercados y problemas.
Em estas acusaciones graves y sin fundamento del embajador FORD,  llenas de escarnio contra mi personalidad  como jefe de estado,  se dejan al trasluz los métodos antojadizos que usan los diplomáticos, de la auto proclamada democracia más antigua del mundo,  como la mentira, la manipulación, que se usan en  forma malintencionada, para justificar  los crímenes y asaltos
al poder  que impulsan a lo largo y ancho del mundo. El cable del señor Ford, hecho público por Wikileaks, y comentado por todos los medios del mundo, además de ofensivo, muestra la forma en que los Estados Unidos, en su condición  imperial,  fabrica sus enemigos.
Mediante la descalificación personal, buscan estigmatizar a quienes luchamos con dignidad e independencia, contra  lãs prácticas de sometimiento a que está acostumbrada la diplomacia de Estados Unidos de Norte América.
Esta desfachatez en sus acciones,  que los pone en evidencia, a ellos más que a quienes ofenden y acusan, no les faculta, como presuntos  “salvadores” del mundo acusando a los presidente de los países,  de locos, megalómanos, mitómanos, erráticos, corruptos,  y siniestros, especialmente a los que no les obedecen   En esto podemos identificar un patrón, y no debería extrañarnos que sigan saliendo este tipo de perfiles.
Debe llamarnos poderosamente la atención, que las palabras de Ford, hayan sido las mismas que  publicaron por tres años y medio, quienes me atacaron permanentemente desde Washington, desde la FUNDACION Arcadia,  dirigida por   Otto Reich y Robert  Carmona y que
siguen usando  quienes conspiraron y ejecutaron el Golpe de Estado en Honduras.
Este documento hace gala de cinismo cuando, sin empacho alguno, afirma que ellos
intervienen sobre las personas designadas en los  gabinetes de gobierno, hablan con cardenales,
y encuentran cosas sospechosas hasta en actos públicos, como cuando  manifiesta este señor embajador,  que en mi discurso sobre la plataforma del Navío USS o algo así,  “a pesar”  de que resalté las buenas relaciones comerciales con el imperio, no escatime esfuerzo para enaltecer la gesta contra el invasor Norte Americano   William Walker” ; filibustero que invadió tierra nicaragüenses y hondureños, y que fue fusilado y enterrado en el puerto de Trujillo, en Honduras.;  entonces el que para ellos es un héroe, para nosotros es un bandolero que refleja la injerencia y la intromisión de grupos de Estados Unidos  en nuestras naciones desde el siglo XIX.
En su nota, Ford tiene un lapsus mental y omite mencionar mi intención de aprovechar comercialmente el aeropuerto de Palmerola, base militar norteamericana desde la que se han fraguado miles de conspiraciones, muchas de ellas fatales, que se halla clavada en el corazón mismo de nuestro territorio, y cuya última obra siniestra fue el Golpe de estado del 28 de Junio de 2009. Su perfidia lo lleva a omitir su participación de boicot contra mi iniciativa, y
su apoyo a las fuerzas más reaccionarias del país que argumentaban a favor de Tocotín,
uno de los diez aeropuertos más peligrosos del mundo; y es que a Charles Ford,
al imperio, no les interesa la seguridad ni el progreso de nadie, solo sus bases militares para salvaguardar sus dominios.
Me conoce y respalda todo el pueblo hondureño; no me arrepiento de ninguna de mis
acciones,  de lo que impulse e hice  como presidente. Pienso que ellos estaban  muy preocupados por mis niveles de aceptación, y porque alcanzaba los mejores resultados de la historia de Honduras, en materia de crecimiento económico, entre 6 y 7 % anual sostenido, ambiental y social; por primera vez se reducía la pobreza,  en mucho gracias a Petrocaribe y la ALBA
datos que se  pueden verificar  en las estadísticas de la CEPAL y el Banco Mundial.
Les preocupaba que en un año de trabajo con Chávez y Lula obteníamos apoyo para proyectos, que nos costaría unos diez años conseguir con los Estados Unidos. Les afectaba que fuera el único presidente que aprobaba una ley de trasparencia, para eliminar los documentos confidenciales en el gobierno, lo que afectaba directamente la estructura de sometimiento lacayo que el imperio mantiene en el país,  y el único en la historia reciente que dejó  todos el respaldo para justificar el gasto hasta el último centavo, en manos públicas y de los organismos contralores.
No sabíamos que el cardenal le susurraba al oído mis asuntos ancestrales;  se le olvidó decirle a Ford que mi família prevaleció por más de 400 años (como lo deja claro el mismo embajador) gracias a sus extraordinarias relaciones con el pueblo, y que al llegar a la presidencia de la república yo disponía de un legado de muchas generaciones y un patrimonio rural producido por el trabajo de centurias del que conocen todos los hondureños, así como un enorme acervo intelectual y político heredado de los más ilustres hijos de la patria.
Manifiesta el pro cónsul su desprecio a nuestra cultura y nuestras costumbres, diciendo
que nos comportábamos como animales para  “mezclarnos” con la clase árabe. Algunas cosas no las puede entender un bárbaro, sin ninguna cultura,  este es el caso; somos generaciones que se remontan a la colonia española, hoy convertidos  en una orgullosa identidad latino americana,
mixta, indígena y negra.   ¿Por qué degradar la relación afectiva de mis hijos a simples componendas? Así se comporta el imperio; nosotros somos humanos y respondemos a valores y princípios que ellos no entenderían ni en dos siglos más.
Dice Ford que hay que “salvar” lo que se pueda del sistema hondureño; dice que yo estoy dispuesto a hacerme el mártir, pretendiendo dejar un legado inconcluso, bajo el argumento de que me lo impidieron fuerzas poderosas, que no se pueden nombrar. El pueblo conoce que hemos desenmascarado una y otra vez dichas fuerzas, en mis propios discursos en la Naciones Unidas, y en todos los foros, a través de nuestra lucha continua. No es el martirologio al que ellos me han sometido, al derrocarme y ahora  por medio del destierro; es la lucha del pueblo en resistencia,  es un legado, es la fuerza moral y libertaria de nuestros hombres y mujeres por construir una nueva historia;  que estrechez de mente la que denota este embajador para justificarse ante sus superiores después de su fracaso en Honduras, al no podernos someter. Por su papel desestabilizador fue enviado al comando sur donde aún permanece y desde donde fraguó y ejecutó el GOLPE DE ESTADO.
Es imposible dejar de lado que textualmente me considera enemigo de los intereses
de Estados Unidos y  reprocha mis actos soberanos y dignos. Actos que ratifico totalmente al tiempo que expreso mi amistad y admiración por el pueblo americano ni de su país,  al tiempo que me proclamo anti imperialista, lucha en la que preferiría morir que doblegarme.  Reprocha mis nombramientos en la ONU y expresa enfado porque no renunciamos a tomar las decisiones de estado, a pesar de  sus maquiavélicas manipulaciones, asociado con  toda una oligarquía, banda de mercenarios que no dejaron nunca de conspirar para evitar que me acercara al
pueblo y aportara un sentido de patria y de lucha que ha de dar al traste con sus acciones entreguistas.
Cuando el subsecretario de estado John Dimitri Negroponte, junto al embajador Ford, en Washington, me reprochaban que estaba nombrando a un comunista ante las Naciones Unidas, el ex rector de la Universidad Nacional Autónoma de Honduras, y señalaban que él no tenía visa
americana por terrorista, les reclamé enérgicamente la violación al estatuto de ese organismo internacional,  y  me vi obligado a elevar una firme protesta  ante la Casa Blanca para
conseguir que estos señores estancados en la guerra fría, sectarios, fundamentalistas, entendieran que el mundo ha cambiado y que Estados Unidos también tiene que cambiar .
Cable de falsedades, igual a muchos que antes sirvieron para justificar guerras y  la masacre de niños, mujeres y ancianos en varias partes del planeta; calumnias, degradación y grosería
utilizados para allanar el camino hacia la barbarie y la explotación de un sistema que no tiene  límites, más que los que dictan  desde siempre  las trasnacionales, antes  bananeras y hoy financieras y petroleras, contra mi pueblo.  Esta notas del embajador solo sirven para dejar el destino de mi patria en las manos de quienes han perdido el honor y la dignidad, para humillarse ante los intereses subalternos,  No cabe duda, el problema es el mismo, el método el mismo, el motivo el mismo, las prácticas  pérfidas  y cobardes que sacrifican generaciones por
sus pingues negocios.
Podría seguir abordando una por una las opiniones del señor Ford, y resaltando mi
imagen al desmentir sus embustes, pero pienso que el problema de fondo es otro; este documento pone de relieve a los gestores del golpe de Estado; nos indica que estaba pensando el imperio en mayo de 2008; nos deja claro que el Golpe de Estado no es casual, que fue preparado, y que ellos también conspiraron, y desde cuando se aprestaban a derrocarme y
destruir la democracia en Honduras.
Em este cable de Ford, está la historia del Golpe de Estado; para ellos es imperdonable que en la década de los ochenta, levantara mi voz contra los ejércitos irregulares de contra revolucionarios  centro americanos, siendo diputado   ante la asamblea nacional,   exigiendo explicaciones porque  agredían  desde nuestro territorio a países hermanos, como Nicaragua y el
Salvador, donde cometían un brutal genocidio,  mientras nuestra querida patria Honduras era utilizada como un portaaviones por los norteamericanos.   Al imperio no le interesa mi vida personal, pero la destruye con tal de evitar que mi accionar político coadyuve a la liberación de mi pueblo.
Al final que lo diga Charles  Ford; que lo diga el imperio, norte americano solo me engrandece como ser humano, como político y como actor del siglo XXI, y hace más grande e invencible la lucha del pueblo hondureño, que sigue resistiendo el retorno de las castas militares a la vida cívica de nuestra Nación, así como el fuego asesino e intenso de criminales de aquí y de allá,
movidos por el mismo titiritero de siempre, ese que un día debe detenerse a pensar que es mejor convivir con nosotros, que intentar robarnos lo que nos pertenece.
Uma vez más, vemos las acciones de Estados Unidos como policía del mundo; tribunales
de la santa inquisición del siglo XXI,  más descarada y sanguinaria  que ninguna otra en la historia de la humanidad; hoy vemos que ni el imperio ni los golpistas, que violan  todos los derechos humanos, no tienen doble moral, ni moral alguna, solo funcionan en base a
estándares, a parámetros, a números, a intereses.
Seguiré luchando  contra esta brutal y siniestra fuerza que niega la revolución del pensamiento y la solidaridad para imponernos la barbarie, y la infamia   que no ceja ni un instante en su empeño por sojuzgarnos y esclavizarnos.

José Manuel Zelaya Rosales
Presidente Constitucional   2006 – 2010