15 out 2010

As duas caras de Serra

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

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Em plena campanha salarial, comerciários de Itabuna lutam para chegar a uma proposta que atenda aos interesses dos trabalhadores do setor, já que apresentada pelo sindicato patronal causou a insatisfação da categoria.

Para o Sindicato dos Comerciário de Itabuna (BA), a porposta está aquém do crescimento do comércio, que vem batendo recordes de vendas com os governos Lula e Wagner. “Vale ressaltar que os patrões não apresentaram proposta de funcionamento do comércio no período natalino”, afirmou o sindicato em nota publicada.

Valorização

Como acontecem todos os anos, a queda de braço entre as representações dos trabalhadores e patronal na defesa de seus interesses foi acirrada nesta primeira reunião.

De acordo com os sindicalistas, o debate travado pela Comissão de Negociação sobre a necessidade de valorização dos trabalhadores, irritou o gerente de uma grande loja de confecções situada na Avenida Cinquentenário que retirou-se da negociação de forma grotesca e mal educada.

Após ouvir a proposta do segmento patronal e por considerar que a mesma não atende às expectativas de valorização da categoria, o Sindicato dos Comerciários manteve a proposta aprovada em assembléia pela categoria.

Em relação aos direitos sociais, como auxílio-creche e redução da jornada para office boy,  por exemplo, o segmento patronal ainda vai avaliar e apresentar contra-proposta na próxima rodada de negociação, que ocorre nesta quinta-feira 14, às 19, na sede do Sindicom.

Veja na tabela abaixo a proposta de reajuste do sindicato patronal e compare com a pauta apresenta pelo Sindicato dos Comerciários.

 

Nível Função Proposta do Sindicato dos Comerciários Proposta Patronal
I Empregados que exercem as funções de Office Boy, faxineiro, carregador, copeiro(a), empacotador e entregador. R$ 565,00 R$ 535,00
II Caixa R$ 630,00 R$ 571,00
III Subgerentes, Gerentes, Encarregados e Assemelhados R$ 950,00 R$ 737,70
IV Empregados que exercem as funções: Balconista, Atendente, Vendedor e Demais Funções. R$ 610,00 R$ 558,00

Fonte: Sindicato dos Comerciários de Itabuna (BA)

 

Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), o presidenciável tucano José Serra ficou com média final de 3,75 durante a votação na Constituinte de 1988 em questões relativas aos trabalhadores. Num quadro comparativo publicado nesta quarta (13), ele está atrás de Fernando Henrique Cardoso com média final 5 e Lula que tirou nota máxima, 10.

Serra se absteve em questões como direito de greve, jornada de trabalho de 40 horas, aviso prévio proporcional e estabilidade do dirigente sindical.

Mai tarde, entre 1993 e 1994, quando os deputados faziam a revisão constitucional, Serra deixou ainda mais clara sua opção pelo lado patronal.

Segundo o diretor do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, ele apresentou uma proposta de modelo de organização sindical e negociação que prejudicava os trabalhadores.

“A proposta de José Serra, além de instituir a pluralidade, ou seja, autorizar a criação e funcionamento de vários sindicatos numa mesma categoria, ainda faculta ao empregador escolher com o qual deseja negociar, numa postura totalmente patronal”, disse Antônio Queiroz em artigo publicado no site do Diap.

O diretor do Diap ressaltou ainda que o candidato apoiou o projeto de flexibilização da CLT, “os direitos trabalhistas devem ser negociados entre patrões e empregados, cabendo àqueles escolherem com que entidade sindical de trabalhadores negociar.”

Lembrou a relação tumultuada do candidato quando foi governador de São Paulo com as entidades sindicais. “Os professores da rede pública e os policiais civis, fortemente reprimidos em seus movimentos, que o digam.”

Não esqueceu de pontuar que no Governo FHC, Serra foi ministro do Planejamento quando foram realizadas as reformas administrativas e previdenciária, que suprimiram mais de 50 direitos dos servidores.

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A bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo concedeu entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (13) para revelar novas suspeitas de casos de corrupção envolvendo o chamado “homem-bomba” do PSDB, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto. Integrande do grupo do agora senador eleito Aloysio Nunes Ferreira, Preto era homem de confiança dos tucanos paulistas até que foi acusado de sumir com quatro milhões de reais do “caixa 2″ da campanha de Serra.

As maracutais envolvendo o ex-presidente da Dersa, Paulo Preto, já eram bastante conhecidas nos bastidores do mundo político. Matérias da revista Veja (clique aqui para ler) e da revista IstoÉ (leia aqui) já tinham trazido à tona graves suspeitas sobre o engenheiro que ocupou cargos de grande importância no governo paulista na gestão do então governador José Serra (PSDB). Mas o nome de Paulo Preto foi jogado sob holofotes mais intensos depois que a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, durante o debate da Rede Bandeirantes, no último domingo (10), citou o desvio de R$ 4 milhões do caixa de campanha de José Serra. O dinheiro teria sido arrecadado por Paulo Preto junto a empreiteiras e depois sumido.

Durante o debate e no dia seguinte, o candidato José Serra disse que não conhecia Paulo Vieira de Souza, mas depois voltou atrás. Nesta terça-feira (12), durante evento em Aparecida do Norte, Serra saiu em defesa do ex-presidente da Dersa e disse que ele é inocente e também que já foi eleito o Engenheiro do Ano.

Denúncias sufocadas pelos tucanos

Com o nome de Paulo Preto ganhando espaço na mídia, a bancada do PT resolveu reapresentar algumas denúncias envolvendo não só Paulo Vieira de Souza mas também o ex-governador José Serra e o atual presidente da Dersa, José Max Reis Alves.

As denúncias de tráfico de influência, desvio de dinheiro público e improbidade administrativa endossam a representação que os deputados petistas devem encaminhar nesta quinta-feira à Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo. São denúncias que já circularam pela Assembléia Legislativa de São Paulo mas foram sufocadas pela maioria governista aliada aos tucanos.

Agora, com o assunto ocupando a pauta eleitoral, os deputados petistas têm esperança que as denúncias sejam finalmente investigadas.

Paulo Preto tem estreitas ligações políticas e pessoais com Aloysio Nunes Ferreira Filho (foto ao lado), ex-secretário da Casa Civil de São Paulo e senador eleito pelo PSDB em São Paulo. Vieira de Souza e Aloysio se conhecem há mais de 20 anos. Quando, no ano passado, o tucano sonhou em ser o candidato de seu partido ao governo de São Paulo, Vieira de Souza foi apresentado como seu “interlocutor” junto ao empresariado. A proximidade entre os dois é tão grande que a família dele contribuiu para que o ex-secretário comprasse seu apartamento.

Trajetória repleta de episódios nebulosos

“Trata-se de uma trajetória repleta de episódios nebulosos”, disse o líder da Bancada do PT, Antonio Mentor, em referência a Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto.

Segundo Mentor, antes de sair da Dersa, no final de 2009, Preto foi ainda acusado de favorecimento na indicação da própria filha, a advogada Priscila Arana de Souza Zahran, para o Escritório Edgard Leite Advogados Associados, que defende a Dersa e as mesmas construtoras que deveriam ser fiscalizadas pela estatal, no Tribunal de Contas da União e Tribunal de Contas do Estado.

Deputado eleito e presidente do PT Estadual, Edinho Silva, destacou o acesso a informações privilegiadas que a advogada tinha, ao atuar em um escritório que atendia empreiteiras fiscalizadas por se próprio pai. “É evidente o conflito de interesses”, explicou Edinho.

As empreiteiras atendidas pelo escritório onde trabalha a filha do ex-presidente da Dersa atuaram nas principais obras viárias do Estado, como o Rodoanel, a Nova Marginal e a extensão da Avenida Jacu-Pêssego. Paulo Vieira de Souza era o responsável, por exemplo, por autorizar o pagamento a estas empreiteiras.

“O contrato mais emblemático refere-se à extensão da Avenida Jacu-Pêssego. Nós, da Bancada do PT, fomos até a Dersa, por causa das desapropriações que a obra iria provocar. Paulo Preto foi acintoso, violento e ameaçador”, relatou o deputado Adriano Diogo.

Festa de R$ 1 milhão e ameaça a padre

O estilo do ‘tocador de obras’ do ex-governador José Serra também aparece nas festas que ele promove. “A festa de aniversário que ele realizou em março de 2009, na Casa das Caldeiras, custou R$ 1 milhão, e teve direito até a camelos e odaliscas”, denunciou o líder da Bancada do PT.

O deputado Adriano Diogo relatou ainda um episódio que mostra o estilo truculento do tucano Paulo Preto. Segundo Diogo, durante uma reunião para tratar dos interesses de centenas de famílias que estavam ameaçadas de despejo por causa das obras da avenida Jacú Pêssego, Paulo Preto lançou ameaças e grosserias contra o padre Franco Torresi, que estava na reunião como representante das comunidades ameaçadas de perder suas casas. “O Paulo Preto nos recebeu a contra-gosto e foi super grosseiro. Contou que durante o governo FHC ocupou cargos na área penitenciária e dirigindo-se ao padre Torresi fez um comentário em tom de ameaça. Disse que se tivesse conhecido o padre na época da ditadura, teria o colocado no pau (de arara, instrumento de tortura) e o padre não estaria ali enchendo o saco”, relatou Diogo.

A fama de arrogante e truculento de Paulo Preto é confirmada por um ilustre tucano. O atual governador de São Paulo, Alberto Goldman, chegou a escrever um e-mail a José Serra reclamando do estilo de Paulo Preto. Na mensagem, Goldman diz que o ex-diretor da Dersa é incontrolável, “vaidoso” e “arrogante”.

Vínculo com o esquema PC Farias

A representação da Bancada do PT pede a instauração de um inquérito civil público para apurar os indícios de irregularidades.
A representação dos deputados petistas também pede à Procuradoria investigação sobre o atual presidente da estatal, José Max Reis Alves, que já integrava a diretoria da DERSA na gestão de Paulo Vieira de Souza e foi acusado de participar do Esquema PC Farias, a máfia que atuou durante o Governo Collor, no início da década de 90.

Esta é a segunda representação que a Bancada do PT envia à Justiça sobre o ‘caso Paulo Preto’. O primeiro pedido de investigação, formulado em maio de 2009, está vinculado à Operação Castelo de Areia da Polícia Federal. “Estive reunido na semana passada com o Procurador (Fernando Grella Vieira) e o caso tramita em segredo de Justiça”, explicou o deputado Antonio Mentor.

Fonte: www.vermelho.org.br

 

14 out 2010

Termina a greve dos bancários

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Em assembléia, realizada na noite desta quarta-feira (13/10), no auditório do Sindicato dos Comerciários de Itabuna, os bancários avaliaram a nova proposta apresentada na segunda-feira (11/10) pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e decidiram pela volta ao trabalho, a partir de hoje, nos bancos da rede privada, no Banco do Brasil, Caixa Econômica e no Banco do Nordeste.

Durante a assembléia muitos bancários ressaltaram a unidade da categoria e o amadurecimento dos bancários na participação ativa durante o movimento grevista.

Também foi defendido pelos presentes a importância da continuação da luta pela garantia das conquistas e consolidação dos direitos dos trabalhadores, através do empenho dos bancários na campanha da candidata Dilma Roussef  para presidente do Brasil.

 

A candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, mantém a dianteira na preferência do eleitorado neste segundo turno, aponta nova pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta quarta-feira. O levantamento, primeiro realizado pelo instituto na segunda etapa da eleição presidencial, dá a Dilma 48% das intenções de voto, contra 40% registrados pelo adversário tucano José Serra.

Brancos e nulos totalizaram 6%, mesmo índice de indecisos. Se forem considerados somente os votos válidos, Dilma tem 54,5%, enquanto Serra ficaria com 45,4%. O número exclui da conta tanto os votos em branco ou nulos, quanto os indecisos. Esta última fatia do eleitorado, entretanto, ainda pode migrar para um ou outro candidato até a data da eleição.

A pesquisa Vox Populi/iG contou com 3.000 entrevistas, realizadas entre os dias 10 e 11 deste mês, em 214 municípios. A margem de erro da pesquisa é de 1,8.

A pouco menos de três semanas da eleição em segundo turno, a avaliação positiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva somou 78%. Na amostra, 17% consideraram o desempenho de Lula regular e 4% o avaliaram negativamente. Não souberam ou não responderam 1% dos entrevistados.

Debate

O levantamento mediu também o impacto do último debate entre presidenciáveis, realizado no último domingo pela Band. Entre os entrevistados, 22% disseram ter assistido ao debate, enquanto 77% disseram não ter visto o programa. Entre os que não assistiram, 39% disseram ter ouvido falar do debate e 60% não ouviram falar.

Entre os que assistiram ou tomaram conhecimento do debate, 37% disseram acreditar que Dilma saiu vitoriosa do confronto. Outros 32% deram a Serra a vitória no debate, enquanto 31% não souberam ou não responderam.

Os dados confirmam a tese dos especialistas que dizem que o eleitor tende sempre a achar que seu candidato foi melhor no debate. A proporção entre os que acham que Dilma venceu e os que acham que Serra foi o vencedor coincide com o volume de eleitores de cada um.

Ibope

O instituto Ibope também trouxe novos números sobre a disputa presidencial nesta quarta-feira (13). Segundo o Ibope, Dilma Rousseff tem 53% dos votos válidos contra 47% de José Serra. Quando considerados os votos totais, Dilma aparece com 49% e Serra com 43%. Nulos e brancos são 5% e indecisos 3%. A pesquisa Ibope foi encomendada pela Rede Globo e pelo jornal “O Estado de S.Paulo”e está registrada no TSE sob o número 35669/2010 . Foram entrevistadas 3010 pessoas entre 11 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Datafolha

O Datafolha divulgado no último sábado (9) foi a primeira pesquisa do segundo turno para a disputa presidencial. Nela, a candidata do PT tem vantagem de 7 pontos percentuais em relação a José Serra. Dilma aparece com 48% das intenções de voto e o tucano com 41%.

Considerando os votos válidos, que excluem votos em branco e nulos, a diferença entre os dois candidatos é de 8 pontos percentuais – Dilma te 54% e Serra 46%. A pesquisa, publicada pela Folha de S.Paulo, foi realizada na sexta-feira, dia 9 de outubro, com 3.265 entrevistados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Pesquisas

As pesquisas de intenção de voto não são um instrumento infalível de aferição do desempenho dos candidatos na corrida presidencial. Elas são ferramentas que ajudam a mostrar o que pode acontecer no cenário eleitoral. No primeiro turno, o último tracking Vox Populi/Band/iG dava a Dilma 53%, se considerada apenas a conta de votos válidos. Serra, de acordo com a pesquisa, tinha 30% dos votos válidos e Marina Silva (PV), 16%.

Levantamento Datafolha, que errou menos entre os institutos, divulgado logo antes do pleito dava à petista 50% dos votos válidos, contra 31% de Serra e 17% de Marina. Já a pesquisa de boca de urna do Ibope dava à petista 51% dos votos válidos, contra 30% de Serra e 17% de Marina. Dilma, no entanto, saiu da eleição com 46,9% dos votos válidos, Serra teve 32,6% e Marina 19,3%.

Saiba mais sobre segundo turno: www.vermelho.org.br

 

Já não bastasse o descumprimento do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado com a administração do Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (HBLEM) no mês de maio deste ano, a administração municipal descumpre também acordo feito no Ministério Público do Trabalho (MPT) com o Sindicato no mês passado quando se comprometeu a resolver as pendências relacionadas às vantagens dos salários dos servidores municipais.

Diante de uma grande mobilização os servidores passaram dois dias em uma greve que atingiu alguns setores como o Hospital de Base, Tributos, ADEI, Regulação e alguns postos de saúde, reivindicando o retorno de suas vantagens e até mesmo de seus salários. A mobilização teve fim com o acordo assinado no MPT.

Enquanto os servidores comemoravam a vitoria, a administração municipal se preparava para dar outro golpe na categoria e minimizar a ação do Ministério Público, quando deixou de pagar mais uma vez o que foi acordado, gerando uma onda de insatisfação e revolta entre os servidores.

Uma demonstração de falta de respeito com uma das prerrogativas do MPT que é a regularização dos contratos de trabalho, na sua atuação no controle das cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho.

Alguns servidores hoje trabalham sem água para beber, sem material necessário para sua segurança, o que coloca a vida em risco em locais sucateados sem condições de trabalho e agora sem seu salário também.

O Sindserv já tomou as providências jurídicas necessárias acionando mais uma vez o MPT para que a administração não fique impune e também exigirá posição da Câmara de Vereadores frente à gravidade do problema.

Em assembléia nesta quinta feira, 14 de outubro, às 17h30min, no auditório do Sindicato dos Comerciários, os servidores definirão quais os encaminhamentos a serem adotados.

 

SINDISERV – Sindicato dos Servidores Municipais de Itabuna

CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil / Sul da Bahia

 

Vamos avaliar as propostas da Fenaban, Caixa, Banco do Brasil e do BNB
Nesta quarta-feira, 13 de outubro, às 17 horas
Local: auditório do Sindicato dos Comerciários de Itabuna
Endereço: Av. Cinquentenário, 685 – 2º andar – no prédio da Casa do Estudante
Lembremos que a decisão da assembléia é soberana!
Vamos todos!
Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região
Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/Regional Sul da Bahia)

A Caixa Econômica Federal apresentou ao Comando Nacional dos Bancários na noite desta segunda-feira, 11, sua proposta específica para os empregados. Entre os pontos apresentados, está um reajuste de 7,5% em todas as verbas salariais sem o teto da proposta da Fenaban, elevação do piso de ingresso para R$ 1.600 indo para R$ 1.637 após 90 dias e um acréscimo linear de R$ 39,00 em todas as referências do PCS de 2008. O banco se compromete ainda a seguir a proposta de PLR acordada na mesa unificada e pagar ainda uma PLR Social, equivalente a 4% do lucro líquido, distribuídos de forma linear para todos os empregados.

“Chegamos a essa proposta com o esforço da mobilização dos trabalhadores. Ela contempla reajuste salarial de 7,5% para todos e uma PLR extraordinária de 4% do lucro líquido além da regra acordada com a Fenaban, fazendo o montante a ser distribuído pelo banco como PLR atingir 19% do lucro líquido. Além disso, há distribuição de um delta para todos os empregados promovíveis e garantia em acordo do pagamento da promoção de 2010 em janeiro de 2011, entre outros pontos”, afirma Jair Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE Caixa), que assessora o Comando nas negociações com o banco.

Veja abaixo as propostas apresentadas pela Caixa:

1) Reajuste salarial seguindo a regra da Fenaban, de 7,5% em todas as verbas, SEM o teto de R$ 5.250,00.

2) Elevação do piso da careira administrativa (PCS de 2008) para R$ 1.600,00, mediante aplicação de 10,19% sobre o valor da referência 201 de 31/08/2010.

3) Acréscimo linear de R$ 39,00 em todas as referências do PCS de 2008, resultando em reajustes variando de 8,4% a 10,19% nos valores da tabela.

3) Após conclusão do contrato de experiência de 90 dias, enquadramento automático dos empregados da carreira administrativa (PCS 2008) na referência 202 e dos empregados da carreira profissional na referência 802 de sua tabela.

4) Promoção por mérito: os empregados com no mínimo 180 dias trabalhados em 2009 e em condições de serem promovidos em 31/12/2009 serão promovidos em 1 referência a partir de 01/01/2010.

5) Concessão de 1 referência, em 01/09/2010, aos empregados da carreira administrativa que se encontrem na referência 201 na data de 01/09/2010, desde que não se enquadrem nos itens 3 e 4.

6) PLR – Caixa se compromete a seguir a regra da Fenaban, conforme definido na mesa unificada de negociação.

7) PLR Extraordinária Caixa equivalente a 4% do lucro líquido, distribuídos de forma linear para todos os empregados.
8) Elevação do valor do auxílio para escola especializada para filho deficiente, previsto no plano de saúde da Caixa, de R$ 150,00 para o mesmo valor do Auxílio Creche (R$ 261,33), mantendo-se as condições previstas no normativo vigente para seu recebimento.

9) Inclusão dos empregados, aposentados e pensionistas no programa de relacionamento para a redução dos juros do cheque especial, com a inclusão na faixa 6, na conta em que receba salário ou provento.

10) Isenção de anuidade dos cartões de crédito Mastercard e Visa nas modalidades existentes em 01/09/2010.

11) Ampliação da idade da criança adotada na licença adoção de 8 anos incompletos para 12 anos incompletos.

12) Ampliar para bimestral a frequência das reuniões dos comitês de acompanhamento do credenciamento e descredenciamento do Saúde Caixa.

13) Discutir o tema Plano de Funções Gratificadas (PFG) na mesa permanente.

14) Discutir o tema PSI na mesa permanente.

15) Formação de uma comissão paritária para discussão das pendências relativas ao SIPON, visando a adequação do sistema às exigências do Ministério do Trabalho e Emprego, em especial a Portaria 1510/09.

16) Incluir, para diagnóstico no PCMSO, os exames de mamografia e Papanicolau para as mulheres e, para os homens, de próstata, em caso de PSA alterado.

17) Desenvolver ação interna voltada para a saúde do homem.

18) Inclusão, como dependente direto do Saúde Caixa, do filho maior de 21 anos com deficiência permanente e incapaz.

19) Devolução dos valores descontados em decorrência dos dias parados pelas greves nos anos de 2007 e 2008, com a necessária extinção das ações judiciais sobre o tema.

20) Bolsa Graduação – ampliação de 4,6 mil para 5 mil bolsas.

21) Bolsa de idiomas – ampliação de 2,6 mil para 3 mil bolsas, priorizando as unidades localizadas em fronteira e unidades localizadas nas cidades-sede da Copa 2014.

22) Promoção por Mérito de 2010 – Caixa se compromete a definir os critérios para concessão dos deltas até dia 30/11/2010, com debate com os trabalhadores. A promoção será realizada até março de 2011 e será retroativa a janeiro de 2011.

Fonte: Contraf

 

Após a pressão da greve nacional da categoria, o Banco do Brasil apresentou ao Comando Nacional dos Bancários, na noite desta segunda-feira, 11, proposta específica que garante reajuste salarial de 7,5% para todas as verbas salariais, incluindo comissões e VR (valores de referencia), sem o teto da proposta da Fenaban. O piso salarial será elevado para R$ 1.600,00, o que representa aumento real de 8,71%. O BB irá implantar Carreira de Mérito como parte de um Plano de Carreiras e Remuneração (PCR) com efeitos retroativos ao ano de 2006. A reunião foi realizada em São Paulo, após a mesa unificada de negociação do Comando com a Fenaban.

“A forte participação dos funcionários do BB na greve deste ano garantiu a conquista do que foi aprovado no 21º Congresso Nacional dos Funcionários do BB: valorização do piso, implantação de itens referentes ao PCCS, revisão do modelo de descomissionamento e manutenção do modelo de PLR, considerado o melhor da categoria”, afirma Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), que assessora o Comando Nacional nas negociações com o banco.

Veja os principais pontos da proposta do BB:

1) Reajuste salarial de 7,5% sobre todas as verbas salariais (SEM o teto de R$ 5.250,00 da Fenaban).

2) Elevação do piso salarial para R$ 1.600,00, o que representa um aumento real de 8,71%, com correção de todo o PCS.

3) Implantação da Carreira de Mérito do Plano de Carreiras e Remuneração (PCR), retroagindo seus efeitos ao ano de 2006. Mais detalhes do funcionamento dessa nova carreira serão disponibilizados em breve a todos os funcionários.

4) Alteração da IN 369 em seu item 1.16.4.2, aumentando de um (01) para três (03) ciclos negativos a quantidade de avaliação necessária para efeito de descomissionamento por desempenho.

5) Considerar o tempo de exercício na função de Atendente B nas Centrais de Atendimento, quando da promoção para Atendente A, no que diz respeito ao cumprimento da trava de dois anos.

6) Aplicação de interstício de 3% nas promoções do PCS no VCPI dos funcionários incorporados.

7) Pagamento de compensação pelo fim do benefício da Gratificação Variável existente anteriormente no Banco Nossa Caixa. O montante a ser dividido entre esses funcionários será equivalente a aplicação do mesmo por 5 anos.
8) PLR que contempla 17 mil novos funcionários em relação ao ano anterior, com s seguintes parâmetros:

- NRF Especial – 3,0 salários
- NRF 01 e 02 – 3,0 salários
- NRF 3 – 2,3 salários
- Primeiros Gestores Rede – 1,85 salários
- Primeiros Gestores Demais – 1,85 salários
- Demais Gestores Rede – 1,57 salários
- Demais Gestores BB – 1,57 salários
- Analistas e Assessores NRF 04 – 1,57 salários
- Gerência Média Rede – 1,55 salários
- Demais Gerências Médias – 1,55 salários
- Analistas e Assessores NRF 05 e 06 – 1,50 salários
- Demais Comissionados – 1,47 salários
- Escriturários – R$ 3.118,08
- Caixas Executivos – R$ 3.434,99

Fonte: Contraf