25 fev 2011

VIOLÊNCIA EM ITABUNA SUPERA ÍNDICES DA CAPITAL

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

A cidade de Itabuna, quinta maior do estado em população, atingiu a impressionante marca de 73 mortes violentas para cada 100 mil moradores em 2010. A informação foi veiculada pelo site Pimenta na Moqueca após a repercussão da reportagem do Jornal Nacional sobre os altos índices de violência do estado no ano referente. A estatística de Itabuna ultrapassou de forma significativa a capital, que agora tem a marca de 61 mortes violentas se forem considerados dados da Polícia Civil. De acordo com informações de jornalistas que atuam como observadores dos índices de violência, na cidade do sudoeste baiano, até 15 de dezembro, o número de mortos na cidade chegaria a 165. O último censo 2010 do IBGE revelou que o município tem 204 mil habitantes, o que elevaria a média itabunense para 81 homicídios por 100 mil habitantes, em uma previsão não oficial. O número máximo considerado aceitável pela ONU é de 16 assassinatos. Em 2011, já foram registrados 28 homicídios no município. De acordo com a polícia, 75% das mortes estão relacionadas com o tráfico de drogas.

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http://www.bahianoticias.com.br

 

 


CONVITE

Todos e todas na assembléia geral no dia 25

O Sindserv convida todos os funcionários e servidores municipais para participar da assembléia geral na próxima sexta feira, dia 25 de fevereiro de 2011, às 17 horas, no auditório do Sindicato dos Comerciários, para debatermos a situação em que se encontra a categoria.

Indignação total!

Caros colegas,

Vivemos um momento muito crítico de abandono e falta de respeito por parte da administração municipal no que diz respeito às nossas justas reivindicações, principalmente sobre as condições de trabalho e salários, o que tem deixado muitos trabalhadores desanimados, sem perspectivas.
Precisamos reagir e dizer em alto e bom som para o executivo municipal que nós existimos e temos nossas necessidades que precisam ser atendidas.
A indignidade é a palavra de ordem do dia para todos e todas!
É com esse sentimento que estamos convidando você para participar de uma assembléia geral para deliberar ações concretas que buscam resgatar a dignidade e a auto estima do servidor.

Não se esqueça:

Assembléia geral dos servidores municipais
Dia: 25 de fevereiro de 2011
Local: auditório do Sindicato dos Comerciários
Endereço: av. Cinqüentenário, 685 – 3º andar – prédio da Casa do Estudante
Pauta:
> situação da categoria
> o que ocorrer.

SINDSERV – SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ITABUNA

FILIADO À CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL – CTB

O SINTRATEC conclama todos os operários e operárias da Penalty unidades de Itabuna e Itajuípe para intensificar nossa mobilização por melhores salários, condições dignas de trabalho e uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que contemplem a todos.
A participação de todos nas atividades convocadas pelo Sintratec nesta campanha salarial é de fundamental importância.
“Mesmo com os indicadores de crescimento da economia serem favoráveis, as empresas insistem em manter uma postura de arrocho salarial. A única forma que temos para mudar esta situação é mobilização da categoria” afirma Suely das Neves, diretora do SINTRATEC.

Participação nos Lucros e Resultados

Em reunião realizada nesta quinta-feira dia 24 de fevereiro entre o SINTRATEC e Cambuci S/A (Penalty), dando seqüência nas negociações da Campanha Salarial 2011, foi criada uma comissão composta com 01 (um) representante da empresa, 01 (um) representante do Sindicato Profissional, e 04 (quatro) trabalhadores com objetivo de discutir os critérios de participação na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
“A participação dos operários e operárias no lucro da empresa foi uma das conquistas da Campanha Salarial passada, por isso, é importante a participação dos operários nas discussões para que possamos encontrar uma proposta justa para todos os trabalhadores”, afirma Jéser Cardoso,presidente do SINTRATEC.

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A CTB vem a público para reafirmar sua discordância em relação ao reajuste do salário mínimo proposto pelo governo para 2011, referendado nesta quarta-feira (23) pelo Senado Federal.
A maioria dos senadores votou em consonância à decisão tomada pela Câmara dos Deputados na semana passada, na qual o mínimo ficou estabelecido em R$ 545,00 para 2011.
Mais uma vez, a CTB entende que o pequeno reajuste proposto pelo governo é um sinal de que a política de ajuste fiscal defendida pelo mercado financeira será cumprida à risca. “Assim como na semana passada, mais uma vez ficou comprovado que a política econômica do país é um grave obstáculo à valorização do trabalho. As centrais voltaram a Brasília e estiveram no Senado firmes em sua posição por entender que é hora de o país iniciar um novo rumo, em direção a um projeto de desenvolvimento duradouro, que privilegie a produção, a geração de empregos e não a especulação”, afirmou Wagner Gomes, presidente da CTB.
O projeto ratificado pelo Senado nesta quarta-feira também definiu qual será a política de reajustes no governo de Dilma Rousseff. Até 2015, o valor não será debatido – o aumento será automático pela fórmula do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, somado com a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do último ano. “Ao aprovar a valorização do mínimo até 2015, o governo mostra que estávamos com a razão. Mas queremos ainda que essa política se torne lei e que seja estendida até 2023”, destaca o dirigente.

Imposto de Renda

Apesar de as centrais não terem conquistado um valor maior para o mínimo em 2011, a CTB entende que o anúncio de que o governo federal reajustará a tabela do Imposto de Renda em 2011 é uma vitória para a classe trabalhadora, já que no começo do ano havia sinais de que não haveria qualquer alteração.
“Ao menos nesse ponto o governo percebeu que seria um grande retrocesso. Se a tabela fosse mantida, o grande perdedor seria o trabalhador, o assalariado”, afirmou Wagner Gomes.
De acordo com o governo, a tabela será reajustada em 4,5%, número que corresponde à meta de inflação definida pelo Banco Central.  As centrais sindicais defendiam que o percentual fosse o mesmo da inflação acumulada em 2010: 6,46%.

Portal CTB

O lucro do Itaú Unibanco cresceu 32,3% em 2010, para R$ 13,3 bilhões, de acordo com informações divulgadas pelo banco nesta terça-feira. O resultado ultrapassa os números do Banco do Brasil (R$ 11,7 bilhões) e se consolida como o maior lucro da história do setor bancário no país –de acordo com a consultoria Economatica. Em 2009, o lucro foi de R$ 10,1 bilhões.
O resultado recorrente somou R$ 13 bilhões no ano passado, aumento de 24,1 % na comparação com o ano anterior (R$ 10,5 bilhões). No quarto trimestre, o lucro líquido recorrente foi de de R$ 3,4 bilhões, alta de 20,9 % sobre o mesmo período de 2009.
O Bradesco foi o primeiro grande banco a divulgar os resultados, em 31 de janeiro. Em 2010, o banco apurou um lucro líquido contábil de R$ 10,02 bilhões, com um incremento de 25,1% na comparação com 2009 (de R$ 8,012 bilhões). O Santander anunciou no dia 3 de fevereiro que fechou 2010 com lucro líquido de R$ 7,382 bilhões, ante os R$ 5,508 bilhões de 2009. A Caixa Econômica Federal, apoiada no crédito habitacional fechou 2010 com lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, alta de 25,5% ante o ano anterior.
A carteira de crédito do Itaú Unibanco, maior banco privado do país, terminou o ano passado em R$ 335,5 bilhões em 31 de dezembro, alta de 20,5% em 12 meses e acréscimo de 7,1% em relação ao saldo do terceiro trimestre. O crédito à pessoa física cresceu 18,3% em 2010, para R$ 127,1 bilhões. Os segmentos que se destacaram na carteira foram: veículos (15,1%) e crédito imobiliário (53,7%).
Nos financiamentos para empresas, a carteira cresceu 21,8%, para R$ 193,95 bilhões. Os empréstimos para grandes empresas tiveram aumento de 15,6% no ano, e, os para as micro, pequenas e médias empresas subiram 31,2% no período.
Já o índice de inadimplência total, que considera as operações com atraso de mais de 90 dias, ficou em 4,2 % ao final do ano passado, comparado a 5,6 % em dezembro de 2009.
O Itaú Unibanco tinha em dezembro R$ 755,112 bilhões em ativos, avanço de 24,1 % sobre o final de 2009.

Condições de trabalho

“Esse lucro não pode ser dissociado das intensas pressões sofridas cotidianamente pelos funcionários do banco. A cobrança pelo cumprimento de metas absurdas estabelecidas pela empresa sem qualquer discussão com os bancários, que conhecem a realidade de cada agência, causa grande sofrimento psicológico aos trabalhadores. Não é à toa que as doenças psíquicas ultrapassaram as LER/Dort como principal causa de afastamento entre os bancários”, afirma Jair Alves, um dos coordenadores da COE Itaú Unibanco.
Para a diretora da Contraf, Márcia Basqueira, o maior problema do Agir está na elaboração das metas. “Essa é a maior reclamação dos funcionários. Você não vê lógica no estabelecimento de metas. A meta de uma determinada agência pode aumentar 300% de um mês para o outro em áreas que já estão saturadas, que não têm esse volume de recursos disponíveis. São metas infundadas, intangíveis e irreais”, explica.
Segundo ela, os funcionários não discutem o estabelecimento de metas em si, mas a falta de lógica nesse processo. “O mercado vive de metas em vários setores, mas elas precisam ser tangíveis, reais. O banco pressiona seus funcionários a estudarem economia, administração, e eles aprendem a fazer projeção de mercado, mas na prática isso não é aplicado”, sustenta.
Jair lembra que essa situação está ligada diretamente ao modo como o programa Agir está implementado dentro da empresa. “O Agir suga os funcionários. O trabalhador dorme pensando em vender. Precisamos rediscutir esse programa como banco, encontrando mecanismos para diminuir a pressão e para o estabelecimento de metas compatíveis com a realidade das agências”, defende.

Veja os maiores resultados do setor na história:

1º Itaú Unibanco – R$ 13,3 bilhões (2010)
2º Banco do Brasil – R$ 11,7 bilhões (2010)
3º Banco do Brasil – R$ 10,1 bilhões (2009)
4º Itaú Unibanco – R$ 10,06 bilhões (2009)
5º Bradesco – R$ 10,02 bilhões (2010)
6º Banco do Brasil – R$ 8,8 bilhões (2008)
7º Itaú – R$ 8,4 bilhões (2007)
8º Bradesco – R$ 8,01 bilhões (2009)
9º Bradesco – R$ 8,01 bilhões (2007)
10º Itaú – R$ 7,8 bilhões (2008) 

Fontes:  MVM<==>News – mvmeireles@uol.com.br e  Contraf

A primeira mulher na Presidência da República será também o primeiro chefe do governo brasileiro a transformar as políticas públicas voltadas para a população feminina em uma das prioridades máximas do seu mandato. Construção de creches, linhas especiais de crédito para mulheres e ações interministeriais de combate à violência e de formalização do trabalho doméstico estão entre as medidas que serão anunciadas no próximo mês por Dilma Roussef.

Conforme o figurino do novo governo, voltado prioritariamente para o combate à miséria, especial atenção será dada às parcelas mais pobres da população. Elas são o principal alvo do programa de creches, que nascerá sob o desafio de cumprir a ambiciosa meta anunciada por Dilma na campanha eleitoral, de entregar 6 mil unidades até o fim do mandato.
Parte desse contingente populacional é formado pelas empregadas domésticas, que representam no Brasil algo entre 6 e 8 milhões de pessoas. Estudo da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), com base na última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, mostrou que 94,7% delas não têm carteira de trabalho assinada.
Os ministérios do Trabalho, da Previdência, a SPM e outros órgãos federais ainda discutem os detalhes do que será feito, mas é certo que as ações no campo do trabalho doméstico envolverão duas frentes. Numa delas, haverá um esforço conjunto para fazer valer a legislação trabalhista. Na outra, o Executivo defenderá no Congresso regras que assegurem às empregadas condições mais dignas de vida. As possibilidades em análise incluem a ampliação dos direitos trabalhistas e a garantia de acesso à aposentadoria.
Em encontro com entidades feministas, na semana passada, a ministra de Políticas para Mulheres, Iriny Lopes, disse que a intenção do governo é “trabalhar a autonomia econômica, financeira e política das mulheres”. Iriny adiantou quais deverão ser os principais pontos da agenda legislativa no campo da defesa dos direitos da mulher.
Na reunião com representantes do movimento feminino, Iriny contou que a SPM deixará de ser secretaria para se transformar em ministério. E apontou a violência contra a mulher como outra preocupação prioritária do governo Dilma, que também será objeto de ações interministeriais. Nesse caso, mais uma vez, para fazer cumprir a lei, evitando abusos contra as mulheres.
Os direitos femininos motivarão ainda a primeira grande campanha de propaganda do governo. Iriny informou que todo o mês de março será dedicado pelo governo às mulheres. “Em vez de um dia, teremos um mês. A ideia é que a presidenta anuncie alguma coisa em pelo menos uma cidade de cada uma das cinco regiões do país”, disse Iriny.

Fonte: Congresso em Foco

 

Respeito à individualidade das pessoas é o que querem os homossexuais e para fortalecer essa luta, a senadora Marta Suplicy conseguiu, no inicio deste mês, desarquivar o projeto de Lei da Câmara (PLC) 122, que torna crime atos, opiniões homofóbicas ou qualquer tipo de discriminação contra homossexuais no Brasil.

Diante desse importante ato na luta anti-homofóbica, o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABLGBBT), Tony Reis concedeu uma entrevista ao Portal CTB em que ressaltou a importância que a imprensa teve nesse processo de desarquivamento e o quanto são fundamentais a aprovação do PLC122, juntamente com a construção de uma política educacional que trabalhe, desde os primeiros anos do ensino fundamental, a erradicação de todo e qualquer tipo de preconceito e discriminação.

Portal CTB: O que o desarquivamento do PLC 122 significa para a luta no combate ao preconceito a homossexuais?

Esperança! Primeiramente pela forma como a senadora Marta Suplicy tem se posicionado, pois no primeiro dia de trabalho ela conseguiu 27 assinaturas para desarquivamento de um projeto de lei da câmara que deu tanta polêmica já é um grande feito. E agora lutaremos pela aprovação, no senado, desta lei que representa um grande avanço para a luta contra atos de homofobia no país.

Portal CTB: O PLC já tramita há 10 anos. Qual o prejuízo que essa demora acarretou para o público homossexual brasileiro?

Todos os grupos sociais já tem algum tipo de lei que promove e protege os direitos humanos, a comunidade de lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais não tem nenhuma. Por conta disso atendemos um grande número de pessoas que são discriminadas nas escolas, no trabalho e que sofrem violência. Temos plena certeza que a lei em si não resolve o problema da violência, mas vai inibir como aconteceu com a lei antirracismo, que proíbe qualquer pessoa de praticar agressão física ou verbal contra a comunidade negra. dessa maneira, os casos passaram a ser mais raros, nao que tenham acabado, mas já é diferente do que acontecia antigamente, pois as pessoas aprenderam a respeitar e é isso que queremos, conquistar o respeito a diversidade.

Portal CTB: Em sua opinião essa onda de violência que tomou dimensões nacionais influenciou na decisão dos parlamentares em desarquivar o PLC 122?

Eu creio que este lamentável ato contribuiu sim por conta da notoriedade do fato, o local onde aconteceu e que abriga um dos maiores eventos do mundo no combate a homofobia. Porque esse tipo de violência vem acontecendo desde que iniciei no ativismo, há 27 anos, mas agora as câmeras na Avenida Paulista flagraram. Infelizmente, nas periferias do país isso ainda acontece muito. Então o papel que a imprensa foi muito importante no sentido de difundir esse ato e claro que colaborou para que sensibilizasse os parlamentares.

Portal CTB: Segundo a bancada evangélica, o PLC 122 fere a liberdade de expressão e impede a livre manifestação contra a homossexualidade. O que você acha desse posicionamento?

Acho que ninguém aqui fere a liberdade de expressão, pois é fundamental que falemos que pensamos desde que isso não incite a violência. As pessoas podem até não gostar de homossexuais, isso é um direito dela e ela pode falar isso, mas não podemos tolerar que sejamos chamados de abomináveis, doentes e assim por diante. É o mesmo que falar que um negro é inferior ao branco ou que o homem é superior a mulher. E hoje temos percebido que nos meios religiosos, apenas uma parte dos evangélicos ainda não entenderam o espírito do projeto que é combater a violência e o preconceito.

Portal CTB: Em sua opinião essa visão conservadora é o que promove atos homofóbicos?

Com certeza. Pois na idade média os homossexuais eram tratados como pecadores que tinham que ir para a fogueira, depois fomos vistos e caçados como criminosos, e ainda existem países onde é crime ser homossexual. Até a década de 90, nossa comunidade foi taxada como doente e esses preconceitos, infelizmente, ainda persistem para a maioria da população. Então a não aprovação do PLC 122 ainda é um resquício desse preconceito enraizado na sociedade e que é fruto de uma cultura homofóbica muito forte.

Portal CTB: O que o Brasil precisa para avançar em relação aos direitos dos homossexuais?

Educação! Educação! Educação! Precisamos investir pesado para que as crianças respeitem as diversidades, pois ninguém é igual e as pessoas têm o direito de ser o são desde que respeitem a individualidade de cada um. Claro que a lei pode ajudar, mas ela não vai resolver o problema da violência se não houver um investimento em educação.

Fábio Ramalho – Portal CTB

 

23 fev 2011

Lavagem do Beco do Fuxico 2011 Sucesso total

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

O povo de Itabuna mais uma vezdemonstra o seu amor a alegria do carnaval,mesmo sem a prefeitura promover a festa deMOMO, centenas de pessoascompareceram no último sábado à tarde àtradicional Lavagem doBeco do Fuxico, umapromoção dos blocos Mendigos de Gravata(bancários) e Hora Extra (comerciários), como apoio da CTB e sindicatos filiados.O tema abordado foi “Pule o carnavalcom saúde”, numa alusão a revitalização dasaúde pública em nosso município  e anecessidade da estadualização do Hospitalde Base. A celebração contou com aanimação de batucada, cortejo de baianasdo DILAZENZE, samba de roda e da BandaBIS. Veja as fotos no site do sindicato.

As diretorias dos blocos Mendigos deGravata e Hora Extra agradecem acolaboração e a participação de todos queabrilhantaram aquele momento mágico,ondea alegria, a irreverência e a paz tomaramconta dos nossos corações! Os  foliões  de  I ta bu n a   br a dam: Queremos carnaval!

Essa é a opinião de Elza Campos, coordenadora Nacional da União Brasileira de Mulheres (UBM), no que se refere à participação feminina no governo de Dilma Rousseff.

Para a assistente Social, professora e membro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, a nomeação das 09 ministras representa um avanço para a luta feminista, no entanto, ainda é pouco. “Além da política, a situação das mulheres brasileiras, em muitos campos, ainda é de uma absoluta desigualdade com relação aos homens”, destaca a dirigente feminista.

Em entrevista ao portal CTB, Elza fala sobre a eleição da primeira presidenta do Brasil, os preparativos para o 8º Congresso Nacional da Entidade e os desafios vindouros, na busca pela igualdade de direitos no poder e na sociedade.

Confira abaixo entrevista na íntegra:

O que representou a eleição da Dilma para luta feminista?

A UBM comemorou com muita alegria a vitória de Dilma para o cargo de presidenta da República.  Entendemos que a  eleição de Dilma Rousseff, a primeira mulher a ocupar a Presidência da República no Brasil, é um feito dos mais grandiosos para os trabalhadores e em especial para as mulheres que poderão sentir-se mais empoderadas e confiantes em suas lutas e conquistas. A história de Dilma que iniciou sua vida pública aos 16 anos defendendo a liberdade de seu povo é digno de nosso mais profundo respeito. Temos consciência que avançamos durante o Governo Lula, no que de refere à perspectiva para as mulheres, notadamente na conquista da Lei Maria da Penha e na instalação do Ministério das Mulheres, entre outros avanços nos campos das políticas públicas e da atuação do Brasil no cenário internacional. O papel das mulheres e dos movimentos feministas e sociais é de grande importância, para garantir que a plataforma elaborada pelos movimentos seja efetivamente realizada. Seremos protagonistas do esforço para construir um projeto de nação justa, com amplas oportunidades para toda a população.

Continuaremos lutando para que as mulheres façam suas escolhas, na vida pessoal e na vida política, ou seja, no espaço privado e no espaço público. Lutará para que a saúde, a educação, a cultura, a segurança pública, o meio ambiente, o trabalho convirjam para o atendimento integral às mulheres e a toda sociedade. Também podemos considerar que este momento é caudatário de uma “Revolução silenciosa” quanto à transformação operada pelo movimento social de libertação feminina. Na verdade, não tem sido tão silenciosa nem tão incruenta como possam alguns identificar.

Qual a participação da UBM para eleição da Dilma?

A UBM teve participação destacada nas atividades para a eleição da primeira presidenta do Brasil. Na luta para denunciar as formas mais acintosas de conservadorismo que vieram à tona nas eleições presidenciais que foram , estimuladas, em parte pela parcela golpista da grande mídia, que lançou diversos ataques e insinuações visando desqualificar a nova presidenta e a grande maioria popular que a elegeu. Um trabalho de “despersonalização” surpreendente e agressivo. Este processo vivenciado nas eleições tentou passar por cima de mais de 30 anos de luta e participação política constante da agora presidenta, reduzindo-se a política fundamentalmente à sua expressão eleitoral, esta, aliás, sempre criticada e associada  pela mídia com interesses pessoais e corrupção, além de tentar demonstrar preconceitos velados ou explícitos, sobre a participação da mulher na vida pública.

A UBM, lançou já no dia 21 de julho a campanha  com o Manifesto: “Mulher, seu voto não tem preço” UBM com Dilma para continuar mudando o Brasil. Realizamos atos e manifestações em diversas capitais do país, através de uma grande ação nacional. No segundo turno, nossa campanha foi ainda mais intensificada com várias atividades realizadas pelas seções estaduais da UBM em todo o país. Resumindo o contexto de nosso manifesto, podemos destacar que “Apoiamos Dilma porque de seu futuro governo depende a conquista de um Brasil com mais desenvolvimento e soberania com distribuição de renda, socialmente equilibrado e ambientalmente construído, onde nós mulheres continuaremos a luta contra a violência de gênero, exigindo o cumprimento da Lei Maria da Penha, batalhando por mais casas abrigo e centros de referência”.

E a participação feminina nos espaços de poder?

Na política regional brasileira se repete o panorama nacional e, entre os 27 governadores, há somente duas mulheres.  Esse quadro de desigualdade de gênero persiste no Brasil apesar de em 1996 ter se transformado em lei uma “cota rosa” que obriga os partidos políticos reservarem 20% das vagas de candidatos a qualquer cargo público para as mulheres.

Além da política, outros dados revelam que a situação das mulheres brasileiras, em muitos campos, ainda é de uma absoluta desigualdade com relação aos homens.

De toda forma, destacamos a eleição da deputada federal Rose de Freitas do PMDB, como a primeira vice-presidenta a ocupar um cargo na mesa Diretora da Câmara, representa mais um passo para o empoderamento das mulheres em nosso país em um momento em que destacamos o ineditismo da eleição da primeira presidenta do Brasil.

Além disso, em empregos iguais, as mulheres recebem remunerações menores do que os homens.  As brasileiras dedicam 56,6 horas semanais ao trabalho, enquanto eles ocupam apenas 52 horas, pelos dados da Cepal.

Qual o maior desafio a partir de agora?

Neste ano teremos a realização da III Conferência de Políticas para as Mulheres, reforçaremos as propostas do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Teremos de consolidar esse canal de participação e, efetivamente, transformar as políticas públicas para as mulheres em políticas de Estado, tratando a pauta das mulheres como um assunto estratégico para nosso país. Defendemos que a Lei Maria da Penha seja efetivamente cumprida, em sua integralidade e a inserção no novo Código Penal dos direitos nela conquistados,  para que a maternidade seja uma escolha das mulheres e para que as mulheres não sejam criminalizadas pela realização do aborto.

Um dos maiores problemas para avançar a democracia no Brasil, pauta-se na sub-representação feminina nas instâncias de poder. Estamos avançando, inclusive com o aumento dos ministérios ocupados por mulheres, mas ainda é muito pouco.

Teremos o 8ª Congresso Nacional da UBM, ocasião em que reafirmaremos nossas conquistas e discutiremos muitas questões que temos para avançar, particularmente o debate sobre o novo projeto nacional de desenvolvimento e a participação das mulheres em um momento em que temos a presença de uma presidenta.

E na América Latina, continuar fortalecendo o movimento para que seja aplicada em todos os países, a Convenção de Belém do Pará, para responder ao chamamento mundial das Nações Unidas (Unete) para dar um basta às violências e discriminações baseadas no gênero, na raça, na etnia, na orientação sexual e em todo o tipo de diferença.

Ampliar nossa atuação com a mulher trabalhadora, estreitando cada vez mais nossa relação com a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil é um grande e importante desafio, atuando na defesa e ampliação das conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras para que a riqueza que é socialmente produzida seja repartida socialmente.

Romper com os padrões e papéis estabelecidos historicamente, do ponto de vista cultural, superando a subalternidade. Convocar as mulheres para integrar-se nos quadros da Entidade, para que se somem a nós para que possamos construir um Brasil de igualdade e justiça social de mulheres e homens livres.

Falando em luta… Como está a organização para o Dia 08 de Março, que neste ano coincide com o Carnaval?

A UBM tirou em sua última reunião da coordenação nacional que participará do carnaval com faixas, cartazes, organizará blocos, se possível com marchinha tendo como eixo a participação política da mulher. Afinal, a eleição da primeira presidenta do país contou com a participação das ubemistas, mas ainda vivemos um grande hiato na representação das mulheres nos espaços de poder e vamos aproveitar este momento para continuar a levantar a bandeira da participação política da mulher com atuação nos blocos de carnaval, com faixas, cartazes, etc. Gostaria de destacar que este tema tem centralidade uma vez que no contexto da América Latina a maior participação de mulheres entre os Governos da região está na Argentina, Equador e Peru, onde a representação feminina nas estruturas de Governo alcança só 30%. No Brasil, essa pouca presença feminina no Poder Executivo piora no Parlamento, que iniciou sua nova legislatura uma pequena presença de mulheres: serão 45 entre 513 deputados e 22 em um Senado com 81 membros. Em outros países latino-americanos governados por mulheres, como a Argentina de Cristina Fernández de Kirchner e a Costa Rica de Laura Chinchila, a participação feminina no Congresso chega respectivamente a 40% e 37%.

Quais as perspectivas e os principais debates que serão travados?

O 8º Congresso Nacional da UBM ocorrerá de 27 a 29 de maio de 2011, na cidade do Rio de Janeiro. Este Congresso se realiza em um momento particular e fundamental da vida de nosso país, particularmente em função da eleição da primeira mulher presidenta do Brasil.

A temática central do Congresso (aprovada em reunião da Coordenação Nacional da Entidade realizada em São Paulo, nos dias 22 e 23 de janeiro), será a Participação Política da Mulher e o Novo Projeto de Desenvolvimento Econômico, além de debater o papel do feminismo emancipacionista, direitos sexuais e reprodutivos, a autonomia econômica e o direito ao trabalho, a luta contra a violência e o fortalecimento da Lei Maria da Penha, o papel da mídia na valorização da mulher – a luta contra os estereótipos, a questão da educação e da cultura. O Congresso pretende reunir cerca de 700 (setecentas) delegadas de todo o país, para tanto todos os Estados da Federação farão seus encontros, plenárias e congressos para discussão dos temas e eleição das delegadas para participação no 8º Congresso da Entidade.

Cinthia Ribas – Portal CTB

 

 

18 fev 2011

Movimento dos Sem Carnaval agita Itabuna

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

O Movimento dos Sem Carnaval agitou o centro de Itabuna na quinta feira, 17 de fevereiro. O desfile chamou atenção no centro da cidade entre as ruas do Calçadão, Beco do Fuxico e Cinquentenário.
A população apoiou o movimento e demonstrou indignação pelo fato de Itabuna perder essa injeção na economia local que representa o Carnaval antecipado de Itabuna. Este é o sentimento de muitos comerciantes e comerciários da av. do Cinquentenário.
Foi um protesto irreverente e criativo e mais uma vez a CTB, DCE – UESC e UJS deixaram sua marca como atuantes na sociedade de Itabuna.