Na quinta-feira passada, após uma fase de informações desencontradas, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, confirmou num pronunciamento na TV que sofre de câncer. Em Cuba, com reconhecido padrão de tratamento médico, ele sofreu uma cirurgia de mais de seis horas para retirar um tumor maligno.

Por Altamiro Borges

De volta de Cuba e da cirugia, Hugo Chávez discursa ao lado das filhas à multidão em Caracas Foto: AP

Em entrevista neste domingo (3), o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, garantiu que a cirurgia foi um sucesso e que o tumor, localizado na mesma área onde um abscesso pélvico havia sido drenado anteriormente, foi “retirado a tempo” e que não havia ocorrido metástase.

Torcida macabra dos golpistas

A notícia conteve as especulações sobre a saúde de Hugo Chávez e foi festejada no país. Mas os abutres de plantão não dão trégua, numa torcida macabra por sua morte. A oposição golpista da Venezuela, a mesma que tramou o assassinato do presidente no frustrado golpe de 2002, agora exige a sua renúncia.
Num primeiro momento, ela tratou a internação em Cuba como “uma manobra para distrair o eleitorado”, segundo declarou o principal líder da direita, Henrique Capriles Radonski. Na sequência, a oposição golpista passou a exigir que a Justiça declarasse a “ausência temporária” de Chávez, dando posse ao seu vice.

“Estamos muito otimistas”, diz Chávez

Numa entrevista à Rádio W, da Colômbia, Elías Jaua, vice-presidente da Venezuela, rechaçou os planos dos golpistas. “Estamos absolutamente seguros, para desagrado da oposição, que o presidente estará aqui antes dos 180 dias” previstos para o seu tratamento em Cuba.
De Havana, Chávez também mandou um recado para os golpistas. “Estamos muito otimistas”, afirmou o presidente de 56 anos. Ele também agradeceu as mensagens de apoio e contou que havia conversado com os presidentes Rafael Correa (Equador), Evo Morales (Bolívia) e Cristina Kirchner (Argentina).

A torcida do Estadão e da Folha

No episódio do câncer do presidente venezuelano novamente chama a atenção a postura colonizada, servil e macabra da velha mídia brasileira. Nas telinhas da TV, âncoras e comentaristas não disfarçam a torcida pela piora da saúde do “ditador populista” Hugo Chávez. O tratamento do câncer é politizado, ideologizado.
Nos jornalões, o ódio de classe também é descarado. Em editorial, oEstadão trata com desdém a “saúde do caudilho Chávez”. Sua preocupação é com a eleição presidencial de 2012. Para o jornal, o enfermo terá “pela frente uma oposição finalmente unida e provavelmente apta a capitalizar os desastres do chavismo”.
Já a Folha acionou um consultor empresarial, Christopher Garman, para falar sobre o futuro da Venezuela. Para ele, “a saúde do presidente se transformou em fator determinante para as eleições presidenciais do ano que vem”.
“Caso o presidente venha a se recuperar, ele facilmente transformará o episódio em mais uma evidência de seu espírito lutador, que atravessa adversidades com êxito. O script pode ser muito parecido ao que ocorreu no Brasil com o estado de saúde da presidente Dilma Rousseff no ano antes da eleição de 2010. Entretanto, caso o estado de saúde dele seja mais grave e ele não tenha plena capacidade de governar e conduzir uma campanha eleitoral, a eleição fica em aberto. Caso o eleitorado tenha dúvidas sobre sua capacidade de governar, a oposição terá chances concretas de vencer”. É muito nojento!

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Quantas vezes já nos disseram que os Estados Unidos são uma sociedade “aberta” e a mídia é “livre”? Geralmente tais frases são usadas para criticar outros países que não são “abertos”, principalmente quando esses países não seguem a cartilha de Washington.

Deirdre Griswold WW photo: John Catalinotto

Por Deirdre Griswold, no Workers World

Se você mora nos Estados Unidos e depende da mídia comercial supostamente “livre” e “aberta” para se informar, sem sombra de dúvidas você acreditará que o governo chinês massacrou “centenas, talvez milhares” de estudantes na Praça da Paz Celestial, em 4 de junho de 1989. Desde então, essa frase foi repetida milhares de vezes pela mídia dos Estados Unidos.
Mas isso é um mito. Ainda por cima, o governo dos Estados Unidos sabe que é um mito. E todas as grandes mídias também sabem disso. Mas elas se recusam a corrigir a informação, por causa da hostilidade exibida pela classe dirigente do imperialismo americano contra a China.
E baseado em que faço essa afirmação? Diversas fontes.
A mais recente é a transmissão de vários telegramas, vazada pelo site WikiLeaks, da embaixada dos Estados Unidos em Pequim para ao Departamento de Estado dos EuA em junho de 1989, poucos dias depois dos acontecimentos na China.
A segunda é uma afirmação, feita em novembro de 1989 pelo chefe da sucursal pequinesa do jornal americano The New York Times, uma afirmação que jamais foi repetida pelo jornal.
E a terceira é o relato feito pelo próprio governo chinês do que aconteceu, o que é corroborado pelas duas fontes anteriores.
Somente um grande jornal do ocidente publicou os telegramas vazados pelo WikiLeaks a respeito do assunto. Foi o britânico The Telegraph, de Londres, que publicou material sobre o assunto exatamente no dia 4 de junho, exatamente 22 anos depois que o governo chinês colocou as tropas nas ruas de Pequim.
Dois telegramas, datados de 7 de julho de 1989, mais de um mês depois dos acontecimentos, relata o seguinte:
“Um diplomata chileno foi testemunha viva dos soldados entrando na Praça da Paz Celestial. Ele viu os militares entrarem na praça e não observou nenhum disparo em massa sobre a multidão, embora tenha escutado disparos esporádicos. ele disse que a maioria das tropas que entrou na praça estava armada apenas com dispositivos anti-motim, como escudos e cassetetes; eles foram apoiados por soldados armados”.
Um outro telegrama dizia o seguinte: “Um diplomata chileno testemunhou no local os soldados ocupando a Praça da Paz Celestial: embora alguns disparos pudessem ser ouvidos, ele disse que não viu nenhum fogo contra a massa de estudantes, viu apenas alguns deles apanharem”.
Deve-se lembrar que o Chile ainda vivia sob a ditadura do general Augusto Pinochet, que chegou ao poder via um violento golpe de extrema-direita, anti-socialista, apoiado pela direita dos Estados Unidos, no qual milhares de esquerdistas, incluindo o presidente do país, Salvador Allende, foram mortos. O tal diplomata chileno presente nos eventos na China não poderia ser considerado, jamais, um simpatizante da China.
Nenhum jornal americano, rede de televisão aberta ou a cabo, reportou ou comentou esses telegramas revelados pelo WikiLeaks, nem sequer a matéria do Telegraph sobre eles. Como sempre agem nessas ocaisões, fizeram um silêncio profundo sobre o tema.
Será que foi porque eles não acreditaram que a matéria do Telegraph tivesse credibilidade? Dificilmente.

Eles sabiam a verdade em 1989

O The New York Times sabe que tinha credibilidade. Seu próprio chefe de sucursal em Pequim na época, Nicholas Kristof, confirmou isso em um longo artigo, intitulado “Atualização da China: Como os linha-duras venceram”, publicado na edição de domingo do caderno Sunday Times, em 12 de novembro de 1989, apenas cinco meses depois do suposto massacre na praça.
Bem no fim do artigo, cujo propósito era mostrar “por dentro” o debate entre a liderança do Partido Comunista Chinês, Kristof afirma categoricamente: “Baseado em minhas observações nas ruas, nenhuma versão está certa, nem a oficial nem as feitas por estrangeiros. Não houve massacre na Praça da Paz Celestial, embora tenha havido muitas mortes em outras partes”.
Mesmo considerando que o artigo de Kristof é excessivamente crítico em relação à China, sua declaração de que “não houve massacre na Praça da Paz Celestial” fez com que virasse alvo das críticas de vários detratores da China nos Estados Unidos, como se viu nos dias posteriores na coluna de cartas do jornal.
Houve conflitos em Pequim? Claro que sim. Mas não houve massacre de estudandes desarmados na praça. O que aconteceu foi uma invenção do Ocidente para demonizar o governo chinês e aumentar a simpatia pública por uma contra-revolução.
A viragem no rumo de uma economia de mercado sob o governo de Deng Xioping alienou muitos trabalhadores. Houve também um elemento contra-revolucionário, tentando obter vantagem com o descontentamento popular para restaurar completamente o capitalismo na China.
Os imperialistas torciam para que os conflitos em Pequim trouxessem a um colapso o Partido Comunista da China e destruísse a planificação da economia – semelhante ao que ocorreu dois anos depois à União Soviética. Eles queriam “abrir” a China, não de verdade, mas para permitir aos bancos e corporações imperialistas o saque dos bens públicos.
Após ter ficado de sobreaviso por algum tempo, o Exército Popular de Libertação foi chamado e a sublevação foi esmagada. A China não se extinguiu como a União Soviética. Sua economia não implodiu nem caíram os padrões de vida. Muito pelo contrário. Salários e condições sociais foram melhorados ao mesmo tempo que trabalhadores ao redor do mundo são obrigados a arcar com severas crises do capitalismo.
A despeito de profundas concessões ao capitalismo, estrangeiro e doméstico, a China continua a ter uma economia planejada, baseada em uma forte infraestrutura estatal.

Fonte: Workers Workd: E-mail: dgriswold@workers.org


6 jul 2011

Cai o ministro dos Transportes

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, encaminhou há pouco pedido de demissão, em caráter irrevogável, à presidente Dilma Rousseff. Nesta semana, a revista Veja publicou reportagem denunciando um esquema de cobrança de propina no ministério comandado por Nascimento.

De acordo com a denúncia da revista, a propina era paga para o PR – partido do ministro. A reportagem provocou o afastamento de quatro funcionários da cúpula do ministério. Nascimento é senador pelo Amazonas e deverá reassumir sua vaga.

Promessa de esclarecimento

De acordo com nota divulgada pelo Ministério dos Transportes, o ministro decidiu pedir demissão, em caráter irrevogável, para poder esclarecer as denúncias.
“O ministro de Estado dos Transportes, senador Alfredo Nascimento, decidiu deixar o governo. Há pouco, ele encaminhou à presidenta Dilma Rousseff seu pedido de demissão em caráter irrevogável”, diz a nota.
“Com a determinação de colaborar espontaneamente para o esclarecimento cabal das suspeitas levantadas em torno da atuação do Ministério dos Transportes, Alfredo Nascimento também decidiu encaminhar requerimento à Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de investigação e autorizando a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal. O senador está à disposição da PGR para prestar a colaboração que for necessária à elucidação dos fatos”, acrescenta o documento.
A nota informa ainda que Alfredo Nascimento reassumirá sua cadeira no Senado Federal e a presidência nacional do PR, além de colocar-se à disposição dos colegas “para participar ativa e pessoalmente de quaisquer procedimentos investigativos que venham a ser deflagrados naquela Casa para elucidar os fatos em tela”.

Quarta alteração
Em seis meses de governo, a presidenta Dilma Rousseff fez quatro alterações no primeiro escalão, sendo que dois ministros saíram em meio a suspeitas de corrupção. O primeiro cair foi Antonio Palocci, que chefiava a Casa Civil, e deixou o governo em meio a suspeitas de enriquecimento ilícito.
No rescaldo da queda de Palocci, homem que cuidava no Planalto, em grande parte, das conversas com deputados, senadores, governadores e prefeitos, Dilma Rousseff teve que fazer ajustes na articulação política e remanejou o ministro Luiz Sérgio, da Secretaria de Relações Institucionais para a pasta da Pesca.
Em troca, a ministra Ideli Salvatti, que ocupava a pasta da Pesca, assumiu a de Relações Institucionais.
Anteontem, o Planalto chegou a se pronunciar a favor da permanência de Alfredo Nascimento no cargo, mas a evolução dos acontecimentos evidenciou que isto já o preço disto seria um desgaste ainda maior do governo, uma vez que todos os assessores próximos do ministro foram afastados do cargo. “Cortaram o corpo todo, só restou a cabeça, que não poderia ficar de pé durante muito tempo”, conforme comentou um observador.

Com informações da Agência Brasil 


Os manifestantes destacaram a necessidade de votar a redução da jornada de trabalho que tramita na Casa há 15 anos.

A manifestação que marcou o Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Agenda dos Trabalhadores, promovido pelas cinco centrais sindicais – CTB, CGTB, Força Sindical, NCST e UGT, nesta quarta-feira (6), em Brasília, fugiu a tradição. Os manifestantes se concentraram na entrada do Anexo 3 da Câmara dos Deputados, principal acesso dos parlamentares à Casa, ao invés do gramado em frente ao Congresso Nacional, como ocorre normalmente. A intenção é, mais próximo, aumentar a pressão.

Com palavras de ordem – “Põe prá votar/40 horas Já” -, balões, faixas e cartazes, fogos de artifício e apitos, os manifestantes queriam quebrar a indiferença da Casa para a votação da matéria pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, que tramita na Casa há 15 anos.
O deputado Brizola Neto (PDT-RJ) destacou, em sua fala, que “somente a mobilização e a unidade das centrais sindicais vai fazer valer a força dos trabalhadores e sensibilizar essa Casa para votar os projetos de redução da jornada de trabalho”, destacando que o Congresso tem grande representação conservadora e que o caminho para garantir a votação é o da mobilização para pressão.
Os oradores se dividiram entre dirigentes sindicais e parlamentares comprometidos com a classe trabalhadora. Os discursos foram semelhantes: de parabéns a unidade das centrais sindicais, de incentivo as mobilizações e de importância nos avanços das conquistas da agenda trabalhista com redução da jornada de trabalho, fim do fator previdenciário, regulamentação da terceirização e aprovação das Convenções 151 e 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Alto e bom som

Wagner Gomes, presidente da CTB ouve Paulinho, presidente da Força Sindical discursar

O presidente da CTB, Wagner Gomes, disse que mais uma vez, as centrais sindicais e os movimentos sociais unidos vieram ao Congresso Nacional “para dizer em alto e bom som” que é preciso reduzir jornada de trabalho, que é inadmissível que o projeto de lei que está há 15 anos em tramitação não vá à votação. “É exigência do brasileiro por mais emprego”, afirmou.
O dirigente sindical também exigiu o fim do fator previdenciário, destacando, com ironia, que ao fim de uma longa carreira profissional, o trabalhador ganha “de presente” o fator previdenciário. E engrossou o coro dos que elogiaram a unidade das centrais, censurando, de forma velada, a ausência da CUT ao afirmar que “não podemos deixar que questões pontuais dividam as centrais sindicais”.
O presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores, José Calixto Ramos, explicitou o motivo da divergência entre a CUT e demais centrais, ao abordar, em sua fala, que na pauta dos trabalhadores está incluido a defesa do sistema sindical brasileiro baseado na unicidade sindical. “Estão ameaçando extinguir a contribuição sindical”, denunciou, destacando o instrumento como importante para a manutenção da estrutura do movimento sindical brasileiro.
A fala dos parlamentares foi de apoio a agenda trabalhista. A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) disse que “os trabalhadores são os que produzem a riqueza desse país e merecem os melhores salários e a redução da jornada de trabalho”. E fez uma saudação especial às mulheres trabalhadoras, destacando que elas, mais do que ninguém, sabem que o futuro dos filhos depende de redução da jornada de trabalho, que permitirá mais tempo para a vida familiar, além dos estudos e o lazer.

Mobilização e unidade

O deputado Assis Melo, que atuou como guarda de trânsito para permitir a realização do evento em local inadequado, disse que falaria como parlamentar e também membro da CTB. Ele destacou que “a luta depende da unidade das centrais sindicais. O avanço nas conquistas com a redução da jornada de trabalho, fim do fator previdenciário, regulamentação da terceirização e convenção 151 e 158 só vai ser possível com a mobilização e unidade dos trabalhadores do país”.
O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) anunciou que a programação de mobilização para o mês de julho nas regiões e as campanhas salariais vão funcionar como mecanismos de pressão para que o Congresso vote, no segundo semestre, a redução da jornada de trabalho.
E disse que, em almoço realizado ontem (5), em sua residência, os líderes partidários se comprometeram com a aprovação da matéria, citando nominalmente o PCdoB, o PT, o PDT, o PMDB e o PR. O deputado disse ainda que o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS) se comprometeu em colocar a matéria em votação no segundo semestre.
O Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Agenda dos Trabalhadores faz parte do calendário de mobilização da classe trabalhadora anunciada no último dia 13 de junho. A agenda de mobilização prevê ainda, para o mês de julho, no próximo dia 14, ato unitário na Região Norte do País; no dia 21, o ato unitário será na Região Nordeste: e no dia 28, ato unitário na Região Sul. No dia três de agosto, fechando o calendário, está prevista uma grande passeata na avenida Paulista, com cerca de 100 mil pessoas.

Sem confusão

Os manifestantes dividiram com os carros o estacionamento do Anexo 3 da Câmara na manifestação. Segundo os dirigentes sindicais, a proximidade com a passagem dos deputados aumentaria pressão. O espaço era pequeno para a grande manifestação e os policiais queriam impedir a aproximação do carro de som.
Do alto do carro do som, o presidente da CTB, Wagner Gomes orientava os manifestantes, explicando que o carro devia ficar afastado dos manifestantes por orientação da polícia. “Amanhã nós queremos que saiam nos jornais as nossas reivindicações e não confusão com a polícia”, tentando manter os manifestantes longe do carro de som e não ocupar a pista para não obstruir a passagem dos carros.
Com a chegada do deputado Assis Melo, que acompanhava a marcha, o problema foi solucionado. O parlamentar negociou com os policiais e conseguir aproximar o carro de som dos manifestantes.
A concessão dos policiais produziu manifestação de agradecimentos dos parlamentares e sindicalistas. E a reivindicação deles pela aprovação da PEC 300, que cria o piso salarial nacional da categoria, foi tema dos discursos. O deputado Paulo Pereira da Silva disse que “o deputado Assis Melo e eu garantimos que vamos aprovar a PEC 300”, agradecendo aos policiais por facilitarem a manifestação.

Leia mais: http://www.vermelho.org.br

Leia edital aqui:

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) vai realizar concurso público para o preenchimento de 537 vagas, mais formação de cadastro reserva, nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Manaus (AM), Brasília (DF) e São Luís (MA). As oportunidades são para profissionais com ensino médio e superior e oferecem salários que vão de R$ 1.698 a R$ 5.803.

As inscrições poderão ser feitas a partir das 10h do dia 15 de julho e seguem até 7 de agosto, somente via internet. O candidato deve acessar o site do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), emwww.cespe.unb.br/concursos/ebc2011, e preencher os itens solicitados.

A taxa é de R$ 62 para os cargos de nível superior e R$ 47 para os de nível médio.

Provas

As provas objetivas serão compostas de questões sobre conhecimentos básicos e conhecimentos específicos, e devem ser aplicadas no dia 25 de setembro, nas cinco cidades onde estão lotados os cargos. Os locais e horários estarão disponíveis para consulta a partir de 15 de setembro, no site do Cespe/UnB.

Para a área de advocacia (no cargo de analista) também haverá prova discursiva. E, em algumas das outras funções, prova prática.

Oportunidades

Os candidatos inscritos – que possuem o ensino médio – poderão concorrer a oportunidades para técnico de operações, nas especialidades apoio imagem, auxílio operacional, câmera, iluminação, operação de áudio, sistemas e transmissão; e técnico de produção e manutenção, em apoio operacional à produção, áudio descrição, cenotécnica, direção de imagem, edição e finalização de imagem, estilismo, manutenção e suporte de rádio, manutenção e suporte de televisão, programação e tradução e interpretação da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Todos estes, com jornada de trabalho de 36 horas semanais e salários de R$ 1.698.

Também há disponibilidade de vagas para técnico de administração, nas atividades de administração, enfermagem do trabalho e segurança do trabalho. A carga horária é de 40 horas semanais, com o mesmo vencimento de R$ 1.698.

Superior

Os profissionais com ensino superior podem se candidatar ao cargo de analista de empresa de comunicação pública, especificamente para as funções de administração; administração de sistemas; acervo e pesquisa; advocacia; animação; arquivologia; assistência social; ciências sociais; contabilidade; criação e desenvolvimento em web e plataformas digitais; economia; engenharia de software; engenharia em segurança do trabalho; engenharia em rádio e televisão; estatística; locução especializada; medicina do trabalho; pedagogia; produção de arte e cenografia; produção de estilo e figurino; produção executiva de rádio, televisão e mídias digitais; psicologia; publicidade; relações públicas; revisão de textos; sonoplastia; e tradução (inglês ou espanhol). Todos com salários de R$ 2.843 e jornada entre 36 e 40 horas semanais.

Um edital exclusivo para a área de jornalismo também foi lançado, com 119 oportunidades, mais cadastro reserva, para jornalistas, repórteres cinematográficos e repórteres fotográficos. A carga horária é de 30 horas semanais – sendo que também haverá turno de revezamento e plantão – com salários de R$ 2.843.

Por fim, mais 27 vagas – e cadastro – para gestor de atividade jornalística, setor jornalismo, com salário de R$ 5.803 e jornada de trabalho semanal de 40 horas.

Para todas as funções, o regime de contratação será o CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

George Corrêa

6 jul 2011

Corpo do menino Juan foi encontrado

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Reprodução "Juan estava desaparecido desde o dia 20 de junho"

RIO – A chefe da Polícia Civil do Rio, delegada Martha Rocha, informou que um exame de DNA revelou ser de Juan Moares, de 11 anos, o corpo encontrado na quinta-feira da semana passada, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A delegada corrigiu a informação divulgada ainda na quinta, pela própria polícia, de que ossada seria de uma menina.

Segundo Martha Rocha, uma sindicância foi aberta na Corregedoria da Polícia Civil para analisar o parecer inicial da perita do Posto Regional de Polícia Técnica e Científica da Baixada Fluminense. Ela também anunciou que o delegado titular da 56ª Delegacia de Polícia será afastado e um novo nome será anunciado nos próximos dias.

O chefe da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, Ricardo Barbosa, que comanda as investigações, disse que não pretende pedir de imediato as prisões dos quatro militares suspeitos de envolvimento na morte de Juan. Ele afirmou que pretende colher novas provas e anunciou que uma reconstituição está marcada para sexta-feira, às 10h.

Juan havia desaparecido no dia 20 de junho, após uma operação policial na Favela Danon, em Nova Iguaçu. Seu irmão, Wanderson dos Santos de Assis, de 19, foi baleado no mesmo episódio. Os PMs envolvidos no caso estão afastados das funções e fazem serviços internos.

Fonte: http://estadao.br.msn.com

Ocorreu hoje às 08 horas no Centro Administrativo reunião entre o secretário de Saúde  Geraldo  Magela e o SINDSERV representados pelos diretores da entidade Karla Lúcia e Levi Araujo, onde foram tratadas as seguintes questões:
> Reajuste de 6,5% nos salários dos funcionários do Hospital de Base:

Segundo Geraldo Magela o repasse de 6,5 % vai entrar no salário deste mês de julho já com a primeira parcela do retroativo. Além disso, Magela também informou que o projeto de lei já esta na mesa do prefeito e que o mesmo vai está dando andamento a esse processo.
> Benefícios para todos

Questionado pelo Sindserv acerca dos benefícios que os trabalhadores da administração direita têm direito, como celular da rede, acesso à USEMI dentre outras facilidades, o secretario afirmou que vai estender em primeiro lugar aos servidores do HBLEM o telefone celular da rede e o acesso a USEMI através de convênios. E que já esta sendo implantado o processo para que os servidores tenham acesso ao empréstimo consignado.
> Carga horária das enfermeiras

Segundo o secretário, a administração municipal também vai apreciar com afinco a questão da regulamentação das 10 horas das enfermeiras.
Diante desse compromisso do secretário Geraldo Magela, o Sindserv estará acompanhando de perto para que não se torne mais uma promessa frustrada.

“Exigimos que essas pendências com o funcionalismo sejam regularizadas na maior brevidade possível, caso contrário, nosso Sindicato tomará juntamente com os servidores municipais as medidas cabíveis”, assinalou Karla Lúcia, presidenta do Sindserv.

Estivemos no Histórico 2 de Julho, uma data importante do Brasil, exigindo dos poderes constituídos o pagamento da nossa URV.

E lembre-se que no dia 6 de julho teremos o lançamento da Jornada Nacional da CNTE, com paralisação nacional pela exigência do pagamento do Piso Salarial, e implantação do PNE e do Plano de Carreira em todo o país. E não se esqueça que essa data significa também mais uma etapa da nossa luta pelo pagamento da URV. Nesta quarta-feira, dia 6, nós da rede estadual faremos um ato público no Tribunal de Justiça da Bahia, o Sukitão, no CAB, a partir de 9 horas.

Professor Rui Oliveira - Coordenador geral da APLB-Sindicato - Secretário de Política Sindical da CNTE

A luta dos trabalhadores em educação, neste segundo semestre de 2011, tem início no próximo dia 6 de julho, por ocasião do Dia de Mobilização Nacional, quando a CNTE lançará a Jornada Nacional de Luta pelo Piso, Plano de Carreira e PNE em todo país.

Diante do descaso de muitos gestores públicos frente à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF,) que julgou a Lei do Piso integralmente constitucional, a CNTE, através de seus sindicatos filiados, reforçará a luta pela implementação da Lei 11.738 devendo-se observar o piso nacional como vencimento inicial mínimo para as carreiras de magistério (previsto para o profissional com formação Normal de nível médio) e 1/3 de hora-atividade aplicado às jornadas previamente definidas nos planos de carreira, conforme orienta a legislação federal.

Além de exigir a vinculação do Piso às Carreiras de magistério (com base no valor defendido pela Confederação – R$ 1.587,87 – e na composição da carga de trabalho prevista na Lei 11.738), a Jornada de Luta da CNTE também pautará a aprovação do Plano Nacional de Educação à luz dos encaminhamentos deliberados pela Conae 2010. Desta forma, compõem nossa pauta de reivindicação: a aplicação de 10% do PIB na educação, a constituição do sistema nacional de educação, a revisão dos parâmetros de avaliação da educação básica, a implementação do Custo Aluno Qualidade, a valorização de todos os profissionais da educação, a garantia de gestão democrática em todos os níveis e instâncias de organização educacional, dentre outras questões.

As inúmeras greves deflagradas pelos trabalhadores da educação básica pública no país, sobretudo após o dia 11 de maio (Dia de Paralisação Nacional organizado pela CNTE), têm mostrado, mais uma vez, a força e o nível de organização de nossa categoria, sobretudo em defesa dos planos de carreira – direito garantido pela Constituição Federal. Por isso, não temos dúvidas de que, se preciso for, “vamos encher o Brasil de marchas” na luta pela valorização profissional e pela educação de qualidade para todos/a os/as cidadãos/ãs.

Em seu papel de articuladora da luta nacional, neste momento, a CNTE também tem cobrado do MEC a imediata instalação da mesa de negociação para aplicação (imediata e correta) do PSPN em todos os estados e municípios.

Portal CTB

 Agenda dos Trabalhadores: todos em Brasília no dia 06 de Julho 

6 jul 2011

Assaltos às agências deixam 20 mortos

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado
O número de mortes em decorrência de assalto a agências bancárias em todo o país assusta. Somente no primeiro semestre foram 20 vítimas, alta de 81% em relação a 2010, quando foram registrados 11 casos. O balanço total do ano passado é de 23 mortes, quase o total dos seis primeiros meses de 2011.
Na Bahia, foi um vigilante foi morto, em março deste ano, durante um assalto ao Banco do Brasil do município de Lagoa Real. O Estado com maior número de vítimas é São Paulo, com 12 casos. Em seguida, aparece Rio de Janeiro, com 2 registros. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Pará e Piauí têm uma morte cada. Os dados fazem parte de pesquisa feita pelo movimento sindical.
A maior incidência está relacionada a saidinha bancária. No total foram 11 óbitos. O levantamento revela que nove clientes perderam a vida em todo o país em função da violência nos bancos. Também foram mortos seis policiais, um bancário, um vigilante e outras três pessoas não identificadas. Sem levar em conta as pessoas feitas reféns e os bancários levados e torturados pelos assaltantes.
A estatística comprova o descaso e a escassez de investimentos dos bancos em equipamentos eficientes. Sem contar com as falhas na segurança pública. O número de policiais e viaturas nas cidades do interior do país, onde o índice de assaltos é maior, é irreal. O Sindicato dos Bancários defende medidas preventivas para enfrentar os assaltos, principalmente a saidinha bancária, ação que começa dentro da agência e, portanto, de responsabilidade do banco.
Leia mais: http://www.bancariosbahia.org.br

A partir desta quinta-feira (07), os trabalhadores dos serviços municipais de Salvador vão parar as suas atividades por tempo indeterminado. A decisão foi tomada esta manhã durante a assembléia geral da categoria, realizada no Ginásio de Esportes dos Bancários.
De acordo com a direção do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador – Sindseps esta medida, a greve, é forma mais eficiente de cobrar da Prefeitura os direitos dos trabalhadores, que estão em campanha salarial desde abril e até o momento não tiveram os seus pleitos atendidos.
“Queremos apenas garantir que a legislação seja cumprida. Trabalhamos em situações precárias, não temos plano de saúde, nem assistência médica. Estamos solicitando a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos – PCCV, o que pode dirimir as perdas históricas dos servidores municipais e Prefeitura parece não se importar com a situação dos trabalhadores, os verdadeiros agentes que executam os serviços da cidade”, declara Jeiel Soares, coordenador geral do Sindseps.
Na quinta-feira, dia 07, inicio da greve, os servidores vão realizar um protesto em frente ao antigo prédio do IPS e de lá seguem em caminhada em direção a Prefeitura de Salvador. Com a paralisação, apenas os serviços essenciais vão funcionar na cidade.

Fonte: Sindseps

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