9 mai 2011

SUS pagará implantes e aparelhos dentários

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Duas novas opções de tratamento odontológico, ortodontia e implante dentário, serão oferecidas pela rede do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme a adesão dos estados e municípios. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a inclusão dos procedimentos na tabela do SUS, durante a 3ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite, realizada em Brasília, nesta última semana.
A responsabilidade por oferecer os serviços, no entanto, ficará por conta das secretarias e estaduais e municipais, que deverão expandir a iniciativa na região.
Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal, 35% da população brasileira possui alguma disfunção que necessita de tratamento ortodôntico. “Esses novos tratamentos serão ofertados, na medida em que os serviços forem sendo implantados nos Centros de Especialidades Odontológicas. As Equipes de Saúde Bucal farão a busca e a identificação dos casos prioritários, que serão encaminhados aos centros para realizarem os tratamentos indicados”, explica o coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Gilberto Pucca.
A medida faz parte do Programa Brasil Sorridente, que deve investir mais R$134 milhões nos novos procedimentos, em 2011.
Depois de avaliados, os pacientes que tiverem necessidade de implante ou aparelho ortodôntico são encaminhados para algum dos 853 Centros de Especialidades Odontológicas em funcionamento em todos os 26 estados e no Distrito Federal.
A meta é ampliar a assistência em saúde bucal para mais 1,15 milhão de brasileiros em 2011 (um milhão de atendimentos de ortodontia e 150 mil atendimentos de implantes). Em 2010, foram realizados 25 milhões de atendimentos nos centros. Esses centros já realizam procedimentos como canal, tratamento de gengiva, cirurgias orais menores, exames para detectar câncer bucal e intervenções estéticas.


Fonte: Correio do Estado

Desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça gaúcho, Maria Berenice Dias é pioneira em decisões a favor de uniões gays

Daniel Cassol, iG Rio Grande do Sul

Confesso que estou até impactada, surpresa, pelo resultado da votação. É um julgamento histórico, porque produz mais ou menos um efeito dominó, e acaba derrubando não só preconceitos da sociedade. Tem um caráter educacional”

Desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Maria Berenice Dias é uma pioneira em decisões favoráveis às uniões homoafetivas e hoje atua como defensora da causa no Brasil. Representando o Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDF), ela foi uma das representantes da sociedade civil a fazer a defesa do reconhecimento, como entidade familiar, da união entre pessoas do mesmo sexo.

Em entrevista ao iG, Maria Berenice comemora a decisão do STF, que considera “histórica”. “Nunca mais a Justiça poderá negar esse reconhecimento”, avalia. Confira abaixo trechos da entrevista.

iG – Qual é a importância e a repercussão da decisão do Supremo?

Confesso que estou até impactada, surpresa, pelo resultado da votação. É um julgamento histórico, porque produz mais ou menos um efeito dominó, e acaba derrubando não só preconceitos da sociedade, mas tem um caráter educacional. É uma manifestação da Corte maior dizendo que a união homoafetiva é uma entidade familiar e merece ser reconhecida como tal. Isso tem um efeito social importante.

Para os homossexuais, significa que nenhum juiz poderá dizer que não é uma união estável ou negar esse reconhecimento. Nunca mais, até eventualmente surgir uma lei contrária, a Justiça poderá negar esse reconhecimento.

E quanto às outras decisões favoráveis, tomadas por outros tribunais superiores?

Nenhuma delas dizia que a união homoafetiva é uma união estável. No momento em que o Tribunal Superior Militar defere uma pensão por morte ao companheiro, é claro que no fundo está reconhecendo a união, mas o foco do julgamento era a pensão.

A mesma coisa o Superior Tribunal de Justiça quando autoriza adoção por casal homossexual. Essas decisões tinham como pressuposto a existência da união, mas não a declaravam no final do julgamento. Agora, o objeto da ação era reconhecer uma entidade familiar, com os mesmos direitos da união estável. Ainda não é o casamento, que depende da intervenção do Estado.

A decisão do STF não incide sobre o casamento gay?

Não foi objeto da ação, não pediram o reconhecimento de que era casamento. A união estável é um relacionamento que surge sem intervenção do Estado. O casamento gay ainda não se admite, mas esse é o próximo passo.

A senhora acha que o Congresso Nacional não deve se posicionar e legislar sobre as relações homoafetivas?

Com esse perfil do nosso Congresso… Não sei se ele é só preconceituoso ou é medroso. Vem com uma bandeira fundamentalista e religiosa, mas no fundo tem medo de ser rotulado de homossexual e comprometer a reeleição. Esconde-se atrás do manto de uma religiosidade para se firmar no poder. Acho uma via complicada.

Hoje, temos 16 projetos de lei lá. Na minha manifestação no Supremo nesta quarta, fiz questão de fazer referência à senadora Marta Suplicy (PT), que desarquivou o projeto que criminaliza a homofobia. Esse direito precisa ser legislado. O judiciário pode reconhecer a possibilidade do casamento gay, mas a Justiça não consegue condenar alguém por crime de homofobia. Isso precisa de lei.

Maurício Savarese - Do UOL Notícias - Em Brasília

Em um julgamento histórico e por unanimidade, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira (5) reconhecer as uniões estáveis de homossexuais no país. Os dez ministros presentes entenderam que casais gays devem desfrutar de direitos semelhantes aos de pares heterossexuais, como pensões, aposentadorias e inclusão em planos de saúde. A decisão pode ainda facilitar a adoção, por exemplo.

Foram analisados dois pedidos no julgamento: um deles do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), para que funcionários públicos homossexuais estendam benefícios a seus parceiros, e o outro da Procuradoria-Geral da República (PGR), para admitir casais gays como “entidade familiar”. A decisão do Supremo terá efeito vinculante, ou seja, será aplicada em outros tribunais para casos semelhantes.

Na sessão de hoje não votou apenas o ministro José Antônio Dias Tóffoli, que se declarou impedido de participar, já que atuou no processo quando era da Advocacia-Geral da União. O ministro Carlos Ayres Britto foi o relator, acompanhado pelos demais colegas para definir a vitória dos movimentos homossexuais.

O julgamento começou na quarta-feira (4), quando falaram o relator e cinco defensores da iniciativa, além de dois adversários –um deles representante da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Os ministros, no entanto, evitaram listar todos os benefícios que os casais gays passariam a receber.

Em sua decisão, o ministro Ricardo Lewandowski aprovou a união, mas ponderou que o Congresso deve legislar em temas ainda não previstos pela Constituição ou reservados a pares formados por um homem e uma mulher. O presidente da Corte, Cezar Peluso, afirmou que existem similitudes entre casais heterossexuais e uniões homossexuais, não igualdade.

Diante de um plenário menos disputado do que na quarta-feira (4), quando o julgamento começou, os ministros evocaram o combate ao preconceito para votarem a favor da união estável gay. “A homossexualidade caracteriza a humanidade de uma pessoa. Não é crime. Então por que o homossexual não pode constituir uma família? Por força de duas questões que são abominadas por nossa Constituição: a intolerância e o preconceito”, disse o ministro Luiz Fux.

“O reconhecimento de uniões homoafetivas encontra seu fundamento em todos os dispositivos constitucionais que tratam da dignidade humana”, afirmou o ministro Joaquim Barbosa, em uma decisão que durou menos de dez minutos.

O Congresso foi criticado pelos ministros da mais alta corte do país. Peluso ergueu o tom da voz para fazer uma “convocação que a decisão da Corte implica, para que o Poder Legislativo assuma essa tarefa [de discutir direitos dos homossexuais], a qual ele não parece ter se sentido propenso a exercer”. “O Poder Legislativo tem que se dispor e regulamentar”, completou o presidente do STF.

O ministro Gilmar Mendes afirmou que os políticos vivem “um quadro de inércia” para legislar sobre o assunto. Lewandowski também fez críticas ao Poder Legislativo e admitiu que o Supremo assumiu uma função que caberia à classe política.

Entenda o julgamento
Entre as novas garantias que podem ser dadas após a decisão do Supremo estão pedidos de aposentadoria, pensão no caso de separação e uso de plano de saúde. Algumas decisões para estender direitos aos parceiros do mesmo sexo já foram tomadas por tribunais, mas o STF nunca tinha se pronunciado sobre o assunto.

Em seu voto proferido ontem, quando a questão começou a ser discutida, Ayres Britto também cogitou, sem se aprofundar, a possibilidade de adoção de crianças por casais homossexuais.

Antes de relatar os casos, Ayres Britto pediu um levantamento nos Estados para saber se a união civil de homossexuais já era reconhecida. O ministro detectou que isso aconteceu em tribunais de dez unidades federativas: Acre, Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Essas decisões, de primeira ou segunda instâncias, podem pesar a favor do movimento gay no julgamento no STF. As decisões judiciais autorizaram não apenas as uniões civis homossexuais, mas também pleitos de pensão e herança.

Mais de 20 países de todo o mundo reconheceram a união civil de homossexuais antes do Brasil, incluindo o Uruguai. Outros, como a Argentina e várias partes dos Estados Unidos, permitem casamentos gays –uma decisão ainda mais condenada pela Igreja Católica.

Leia mais: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/05/05/por-unanimidade-supremo-reconhece-uniao-estavel-de-homossexuais.jhtm

A greve dos médicos e trabalhadores da saúde da Bahia, que teve início no dia 3 de maio, vem crescendo e se fortalecendo a cada dia que passa. Durante toda a manhã da última  quarta-feira (dia 4), os médicos e demais servidores  fizeram uma grande manifestação em frente à Secretaria da Saúde (Sesab), no Centro Administrativo, quando voltaram a cobrar a responsabilidade do governo Wagner e do secretário Jorge Solla pela dificuldades enfrentadas na saúde da Bahia.

Durante a manifestação os trabalhadores lotaram a área externa da Sesab e rebateram os dados oficiais divulgados pelo governo, promovendo um apitaço e cantando músicas acusando a gestão de humilhar os trabalhadores, ignorando as reivindicações das diversas categorias, sobretudo os profissionais das áreas técnica e administrativa.

Os sindicalistas acusam o governo de ignorar o movimento e suspender  as negociações sobre a revisão do PCCV e sobre a correção da GID e do não pagamento da URV (já conquistada na Justiça).

Pelo não cumprimento do acordo

A greve dos servidores da saúde teve início na manhã desta terça-feira (3), com manifestações em frente a dois dos principais hospitais da Bahia: o Hospital Geral do Estado (HGE), na Avenida Vasco da Gama, e o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), no bairro do Cabula. Com faixas, cartazes, carro de som e apitos, os trabalhadores fizeram protestos contra a forma como vem sendo conduzida a área da saúde pelo governador do Estado.

Os trabalhadores exigem respostas sobre as pendências nas relações de trabalho. Dentre as exigências, o movimento salientou a urgência da melhoria das condições de trabalho no que se refere à precarização dos contratos de trabalho, aos baixos salários e ao cumprimento do artigo 32 da lei 11.373/09, que instituiu o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimento – PCCV.

Foi expressiva a presença de médicos e funcionários, tanto do HGE quanto do HGRS. Aos protestos se somaram servidores do Hospital Couto Maia, do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e do Samu, que fortaleceram o movimento. As manifestações foram coordenadas pelo Sindimed-BA e pelo Sindsaúde-BA, ambos filiados à CTB. Estavam presentes também  o presidente da CTB Bahia, Adilson Araújo e a vereadora Aladilce Sousa.

Arrocho salarial

José Caíres, presidente do Sindimed-BA, esclarece que a situação a precarização das condições de trabalho vivida pelos trabalhadores do setor (médicos e funcionários do serviço público), têm inclusive prejudicado o atendimento a população. “As duas categorias  juntas somam em torno de 30 mil trabalhadores. São 27 mil trabalhadores da saúde e 3,5 médicos, que estão reivindicando acima de tudo a melhora das condições de trabalho. Faltam médicos nas emergências, faltam leitos hospitalares, as unidades de saúde estão desestruturadas,: faltam medicamentos, faltam equipamentos. Isso se reflete no atendimento à população e na saúde física e emocional dos profissionais, que sentem a pressão”, revela o sindicalista. “Mobilizamos um contingente de quase 80%, mas vamos manter os atendimentos de urgência e emergência, para não penalizar a população”, completou.

Outro ponto de discórdia entre governo e as categorias diz respeito à defasagem salarial e à gratificação oferecida pelo governo, que não é reajustada desde 2009. Atualmente o salário base de um médico no Estado é de R$ 683,42 e a gratificação de desempenho  (GIP), 2009 R$ 2300. “A gratificação teria que ser reajustada, em fevereiro de 2010, para R$ 3.300, segundo acordo fechado. Mas o governo ignorou isso ao sancionou o  plano de carreira de servidores”, afirmou Caíres.

Descompasso

Quanto aos salários, o valor devia estar em R$ 1.300,00, mas ainda segundo o presidente do Sindimed, o governo não fez o enquadramento. “O governo não cumpriu e, portanto, estamos com os salários defasados. Entramos com uma ação na justiça no dia 04 de abril para obrigar o governo a cumprir o acordado: a implantação da gratificação, o enquadramento salarial, e o pagamento retroativo da GIP. Para se ter uma ideia, no Ceará um médico tem um salário base de R$ 4.300, que somado à gratificação totaliza R$ 6 mil. Em Pernambuco, esse valor total é de R$ 5.550. Na Bahia estamos fora do compasso. Entramos em greve para corrigir essas distorções”, destaca o dirigente, ao completar que o governo nega a mobilização e o contingente de paralisação das categorias, que está em torno de 75%. “O governo não apresentou uma proposta que possa ser defendida na assembleia”.

Informação confirmada por Inalba Fontenelle , secretária-geral Sindsaúde. “O secretário está ignorando totalmente nossa mobilização e chegou até declarar que não havia greve. Fato que foi desmentido pela própria imprensa. Com isso ele (governo) mostra um desrespeito com os trabalhadores e suas reivindicações”.

Fortalecimento do salário base

Apesar de vivenciarem a mesma realidade, agravada pela precarização das condições de trabalho e o arrocho salarial, médicos e trabalhadores da saúde, que incluí técnicos e auxiliares administrativos, têm, cada qual, suas especificidades. É o que revela a dirigente do Sindsaúde. “Apesar das duas categorias enfrentarem a mesma realidade, temos alguns pontos diferenciados. Reivindicamos o fortalecimento do salário base e uma política de valorização. No último ano não obtivemos a reposição da inflação e nem ganho real. Outro item diz respeito ao nosso  plano de cargos, carreiras e salários que foi sancionado em 2009. O prazo era de um ano para uma regulamentação. Já transcorreram dois anos e não foi efetivada a regulamentação do plano de carreira com enquadramento, que vai possibilitar aos trabalhadores com maior qualificação e tempo de serviço uma remuneração justa”, salienta Inalba.

A dirigente revela que atualmente o salário base de um trabalhador do setor está muito aquém da necessidade. “Quase 90% da categoria ganha um salário mínimo ou está próxima. O salário base de um profissional de nível superior está em torno de   R$ 680,00. Dos profissionais nível médio, de 500 a 645 reais. É uma vergonha”. Quantos às gratificações, Inalba ressalta que os trabalhadores recebem valores diferenciados, mesmo desempenhando as mesmas funções e atividades.

Nesta quinta-feira (5), as duas categorias participam de assembleias para decidir os rumos do movimento. A assembleia dos trabalhadores da Saúde acontece a partir das 17h,  no auditório da Fundação Visconde de Cairu, nos Barris. Já os médicos se reúnem na sede do Sindmed, a partir das 19h.

Portal CTB (fotos Sindsaúde e Sindimed)

Aqueles que se ocupam desses temas sabem que, em 11 de setembro de 2001, nosso povo se solidarizou com o dos Estados Unidos e deu a modesta cooperação que podíamos oferecer no campo da saúde às vítimas do brutal atentado às Torres Gêmeas de Nova York.

Por Fidel Castro

Oferecemos também de imediato as pistas aéreas de nosso país para os aviões norte-americanos que não tiveram onde aterrissar, dado o caos reinante nas primeiras horas depois daquele golpe.

É conhecida a posição histórica da Revolução Cubana que se opôs sempre às ações que puseram em perigo a vida de civis.

Partidários decididos da luta armada contra a tirania batistiana, éramos, por outro lado, opostos por princípio a todo ato terrorista que conduzisse à morte de pessoas inocentes. Tal conduta, mantida ao longo de mais de meio século, nos dá o direito de expressar um ponto de vista sobre o delicado tema.

No ato público de massas efetuado na Cidade do Esporte expressei naquele dia a convicção de que o terrorismo internacional jamais se resolveria mediante a violência e a guerra.

Bin Laden foi, certamente, durante anos, amigo dos Estados Unidos, que o treinou militarmente, e adversário da URSS e do socialismo, mas qualquer que fossem os atos atribuídos a ele, o assassinato de um ser humano desarmado e acompanhado de familiares constitui um fato repugnante. Aparentemente foi isso que fez o governo da nação mais poderosa de todos os tempos.

O discurso elaborado com esmero por Obama para anunciar a morte de Bin Laden afirma: “…sabemos que as piores imagens são aquelas que foram invisíveis para o mundo. O lugar vazio na mesa. As crianças que se viram forçadas a crescer sem sua mãe ou seu pai. Os pais que nunca voltarão a sentir o abraço de um filho. Cerca de 3 mil cidadãos se foram para longe de nós, deixando um enorme buraco em nossos corações”.

Esse parágrafo encerra uma dramática verdade, mas não pode impedir que as pessoas honestas recordem as guerras injustas desencadeadas pelos Estados Unidos no Iraque e Afeganistão, as centenas de milhares de crianças que se viram forçadas a crescer sem sua mãe ou seu pai e os pais que nunca voltariam a sentir o abraço de um filho.

Milhões de cidadãos se foram para longe de seus povos no Iraque, Afeganistão, Vietnã, Laos, Cambodja, Cuba e outros muitos países do mundo.

Da mente de centenas de milhões de pessoas não se apagaram tampouco as horríveis imagens de seres humanos que em Guantânamo, território ocupado de Cuba, desfilam silenciosamente submetidos durante meses e inclusive anos a insuportáveis e enlouquecedoras torturas; são pessoas sequestradas e transportadas a prisões secretas com a cumplicidade hipócrita de sociedades supostamente civilizadas.

Obama não tem como ocultar que Osama foi executado na presença de seus filhos e esposas, agora em poder das autoridades do Paquistão, um país muçulmano de quase 200 milhões de habitantes, cujas leis foram violadas, sua dignidade nacional ofendida, e suas tradições religiosas ultrajadas.

Como impedirá agora que as mulheres e os filhos da pessoa executada sem lei nem julgamento expliquem o ocorrido, e as imagens sejam transmitidas ao mundo?

Em 28 de janeiro de 2002, o jornalista da CBS Dan Rather difundiu por meio dessa emissora de televisão que em 10 de setembro de 2001, um dia antes dos atentados ao World Trade Center e ao Pentágono, Osama Bin Laden foi submetido a uma hemodiálise do rim em um hospital militar do Paquistão. Não estava em condições de esconder-se nem de proteger-se em cavernas profundas.

Assassiná-lo e enviá-lo às profundezas do mar demonstram medo e insegurança, convertem-no em um personagem muito mais perigoso.

A própria opinião pública dos Estados Unidos, depois da euforia inicial, terminará criticando os métodos que, longe de proteger os cidadãos, terminam multiplicando os sentimentos de ódio e vingança contra eles.

Fidel Castro Ruz
4 de maio de 2011
20 h 34

Fonte: Cubadebate
Tradução da Redação do Vermelho

Trabalhadores que têm data-base no segundo semestre deste ano, como bancários, metalúrgicos e petroleiros, deverão repetir as conquistas dos últimos anos com ganhos salariais acima da inflação. Essa é a expectativa do coordenador de Relações Sindicais do Departamento de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), José Silvestre Prado.

Ele acredita, no entanto, que as negociações serão mais difíceis. “Creio que a trajetória vai ser de ganhos reais, mas temos um cenário mais difícil para as negociações do que em 2010, porque, além das discussões sobre os rumos da inflação, o crescimento da economia será menor”.

Dados do Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS) do Dieese divulgados em março deste ano indicam que, em 2010, a proporção de trabalhadores que conseguiram aumento real é a maior de toda a série histórica do estudo, iniciado em 1996. Segundo o levantamento, 89% das 700 unidades de negociações analisadas (indústria, comércio e serviços) obtiveram ganhos reais. Em 15% dos casos, relativos a 106 negociações, a taxa superou os 3%.

Para Silvestre, reajustes em índices acima da inflação não representam uma ameaça de o país viver um ciclo de repasses contínuos de preços, o que poderia provocar um descontrole inflacionário. “O aumento da renda e da oferta de trabalho impulsionou o mercado interno, inclusive, no período da crise financeira internacional entre 2008 e 2009.”

O coordenador afirmou que os ganhos obtidos esta semana pelos trabalhadores da construção civil com reajuste de 9,5% (em torno de 3,5% de aumento real) refletem o dinamismo do setor, que vem sendo estimulado pelos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e por obras de preparação do país para sediar a Copa do Mundo de 2014, entre outros empreendimentos. Ele lembrou que, neste mês, além dos trabalhadores da construção civil, têm data-base os que atuam no segmento dos transportes.

Leia mais: www.ctb.org.br

4 mai 2011

Índice de pobreza no Brasil cai 50% em oito anos

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

RIO – A pobreza no Brasil caiu 50,64% entre dezembro de 2002 e dezembro de 2010, período em que Luiz Inácio Lula da Silva esteve à frente da presidência da República. O dado consta da pesquisa divulgada nesta terça-feira, 3, pelo professor do Centro de Politica Social da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Marcelo Neri. O critério da FGV para definir pobreza é uma renda per capita abaixo de R$ 151. A desigualdade dos brasileiros, segundo ele, atingiu o ‘piso histórico’ desde que começou a ser calculada na década de 60.

O estudo toma como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad) e Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Pela pesquisa, a renda dos 50% mais pobres cresceu 67,93% entre dezembro de 2000 e dezembro de 2010. No mesmo período, a renda dos 10% mais ricos cresceu 10%.

Desigualdade. A desigualdade de renda dos brasileiros caiu nos anos 2000 para o menor patamar desde que começou a ser calculada, mas ainda está abaixo do padrão dos países desenvolvidos, segundo Neri. Ele tomou como base para o estudo o índice de Gini, que começou a ser calculado nos anos 60. Com esse resultado, o País recuperou todo o crescimento da desigualdade registrado nas décadas de 60 a 80.

O índice Gini brasileiro está em 0,5304, acima do taxa de 0,42 dos Estados Unidos. Quanto mais próximo do número 1, maior a desigualdade. ‘Acredito que ainda vai demorar mais uns 30 anos para que possamos chegar aos níveis dos EUA’, estimou Neri.

Para o professor da FGV, o aumento da escolaridade e o crescimento dos programas sociais do governo foram os principais responsáveis pela queda da diferença de renda dos brasileiros mais ricos e mais pobres entre 2001 e 2009. ‘Isso mostra que a China não é aqui’, afirmou. E completou: ‘O grande personagem dessa revolução é o aumento da escolaridade. Mas, ainda temos a mesma escolaridade do Zimbábue’, mostrando que há um longo caminho a ser percorrido.

Entre os 20% mais pobres, a escolaridade avançou 55,6%, enquanto entre os 20% mais ricos, aumentou 8,12%. Outro fato que, para Neri, ajuda a entender a redução da desigualdade é o fato de pessoas de cor preta terem ganho aumentos de 43% no período, enquanto os brancos tiveram 21%.

Fonte: http://estadao.br.msn.com/

Por conta do desrespeito da administração municipal em não participar das reuniões marcadas com o Sindserv para o início das negociações da Campanha Salarial 2011 dos Servidores Municipais, a diretoria do Sindicato está convocando assembléia para esta quarta-feira, 04/5, onde será avaliada essa postura de descaso do prefeito José Nilton Azevedo (DEM) para com as reivindicações da categoria. A assembléia está marcada para as 16h30m, no auditório Luís Sena, no Sindicato dos Bancários.

“Já é a quinta rodada que marcamos com a Prefeitura sem que haja reunião por conta do não comparecimento da administração e nesta assembléia os trabalhadores tomarão decisão sobre a realização de atividades de mobilização visando pressionar o executivo a efetivamente receber o Sindserv e iniciar as negociações da nossa campanha” garante Karla Lúcia, presidente do Sindicato.

Na última sexta-feira, dia 29 de abril, os secretários de Planejamento e de Educação, Gustavo Lisboa e Maurício Athayde, respectivamente, que estavam escalados para participarem da quarta reunião com o Sindserv, não compareceram.

SINDSERV – SINDICATO   DOS SERVIDORES  MUNICIPAIS DE ITABUNA

FILIADO À CTB

Quase dez anos depois dos atentados de 11 de setembro, o presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou na madrugada desta segunda-feira (2) que forças dos Estados Unidos mataram o fundador e líder da rede Al Qaeda, Osama Bin Laden.

Osama Bin Laden (Foto: AP)

Em pronunciamento ao vivo pela televisão, às 23h35 deste domingo (1º) em Washington (0h35 de segunda-feira no Brasil), Obama afirmou que Bin Laden foi morto em uma operação no interior do Paquistão.

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“Nesta noite, posso relatar ao povo americano e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama Bin Laden, o líder da Al Qaeda, um terrorista que é responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças inocentes”, disse o presidente americano.

O líder da Al Qaeda era acusado de comandar dezenas de atentados, incluindo as explosões em duas embaixadas americanas no Leste da África em 1998 e os ataques de 11 de setembro de 2001, que mataram cerca de 3 mil pessoas no World Trade Center, em Nova York, e no Pentágono, em Washington.

Bin Laden ocupava o primeiro lugar na lista de criminosos mais procurados pelos Estados Unidos, e as forças americanas tentavam capturá-lo desde antes de 2001.

Segundo Obama, a operação que levou à morte de Bin Laden foi autorizada por ele na semana passada, após vários meses de coleta de informações de inteligência.

O presidente disse que, em agosto do ano passado, “depois de anos de trabalho meticuloso” da inteligência americana, foi informado sobre pistas que poderiam levar a Bin Laden. Ele informou que manteve diversos encontros com sua equipe de segurança e que novas informações indicaram que Bin Laden estaria escondido em um complexo no interior do Paquistão.

Segundo Obama, a operação foi conduzida por uma “pequena equipe de americanos” e não houve civis feridos. “Depois de uma troca de tiros, eles mataram Bin Laden e assumiram a custódia de seu corpo”, acrescentou.

A operação policial-militar que levou à morte de Osama Bin Laden é reveladora de que além do Iraque e Afeganistão, os Estados Unidos estão militarmente presentes no Paquistão, país constantemente atacado pelos aviões não tripulados “Drone”.

Segundo as agências estadunidenses, o corpo de Bin Laden foi atirado ao mar, depois de uma cerimônia que seguiu os preceitos muçulmanos.

As autoridades norte-americanas justificaram o enterro no mar informando que seria difícil encontrar um país que aceitasse receber o corpo de um dos mais procurados líderes extremistas do mundo.

Ex-presidentes

Em curta nota oficial, o ex-presidente norte-americano George W. Bush afirmou nesta segunda-feira (2) que a morte do líder e fundador da Al Qaeda, Osama Bin Laden, é uma vitória, mas lembrou que “a luta contra o terrorismo não deve acabar”. Os atentados de 11 de setembro de 2001 ocorreram durante o governo Bush.

Antecessor de Bush na Presidência dos Estados Unidos, o ex-presidente Bill Clinton destacou que a morte de Bin Laden representa para o mundo “um futuro comum de paz e de liberdade”.

Ambos os ex-presidentes tiveram seus mandatos marcados pelas guerras de agressão ao Iraque. George W. Bush, além de ter invadido o país árabe pela segunda vez, ocupou o Afeganistão em outubro de 2001, onde até hoje permanecem tropas invasoras dos Estados Unidos e da Otan, em nome da “luta contra o terrorismo”.

Governo paquistanês

O governo do Paquistão confirmou na manhã desta segunda a morte de Bin Laden. De acordo com a Chancelaria, o fato reafirma o desejo do Paquistão, cujos serviços vêm sendo acusados de estar em contato com rebeldes afegãos, de lutar contra o terrorismo.

“Temos estabelecido sistemas extremamente efetivos para compartilhar informações de inteligência com outras agências do mundo, inclusive com as dos Estados Unidos. Continuaremos apoiando os esforços internacionais contra o terrorismo”, informou a Chancelaria.

Pelo conteúdo do comunicado, descarta-se que os militares paquistaneses tenham tido participação na operação que matou Osama Bin Laden.

Pouco depois da morte de Bin Laden ser anunciada publicamente, o presidente Zardari se reuniu com o primeiro ministro, Yousuf Raza Gilani, e com o alto comando do exército, mas até o momento, não foram divulgadas mais informações sobre o encontro.

Repercussão internacional

Diversos líderes políticos internacionais, entre eles o presidente francês Nicolás Sarkozy, o primeiro-ministro britânico, David Cameron e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, comemoraram a morte de Bin Laden. Todfos de uma ou outra forma também disserram que a morte de Bin Laden não pode ser compreendida como o fim do combate ao terrorismo no mundo.

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Cerca de 10 milhões de pessoas participaram neste domingo (1º) das manifestações organizadas pelas centrais sindicais em 200 cidades do país (Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central e CGTB), de acordo com informações de dirigentes dessas entidades. Em São Paulo, o ato reuniu 1,5 milhão segundo os organizadores ou mais de 1 milhão de acordo com estimativas da polícia.

CTB, Força Sindical, CGTB, UGT e Nova Central construíram o ato unificado.

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Temperado por sorteios de automóveis e pela apresentação de artistas populares, o evento na capital paulista, realizado na Avenida Marques de São Vicente, acabou mais cedo (por volta das 15 horas) em função da forte chuva que caiu sobre a cidade. Mas isto não prejudicou o ato político, que aconteceu antes.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, lembrou que o 1º de Maio nasceu da luta pela redução da jornada de trabalho e defendeu a redução da jornada no Brasil para 36 horas, sem redução de salários.

Elogio à unidade

O presidente nacional do Partido Comunista do Brasil, Renato Rabelo, afirmou que a unidade das centrais é um exemplo de maturidade política e enfatizou a importância do 1º de Maio. “É um dia de grande significado para a classe trabalhadora apresentar suas demandas e homenagear os mártires de Chicago”. As centrais sindicais “são aliadas das forças progressistas na luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento”, disse.

O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, leu uma mensagem da presidente Dilma Rousseff, que sofreu um princípio de pneumonia e não pode comparecer. O texto ressaltou a política de reajuste do salário mínimo e o compromisso da presidente no combate à inflação.

O ministro também elogiou o caráter pluripartidário do evento e comentou a presença do governador Geraldo Alckmin e do senador Aécio Neves, ambos tucanos, para e dizer, não sem um leve toque de ironia, que é bom que tenham comparecido para “sentir o cheiro do povo”. Quem não gostou muito da presença dos cardeais do PSDB foi o povo. Alckmin recebeu vaias.

Força e garra 

A manifestação foi uma demonstração da força, garra e determinação das centrais, na opinião do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia. Ele caracterizou o acontecimento como histórico e enfatizou que a Câmara Federal deve refletir e contemplar as reivindicações da classe trabalhadora. “Não há razão para a existência do Parlamento se ele não estiver ao lado da classe trabalhadora”, salientou.

O sindicalista José Ortiz, representante da Federação Sindical Mundial (FSM) para a América Latina, assegurou que a classe trabalhadora tem os mesmos interesses e anseios no Brasil e nos demais países da América Latina, comungando da luta contra o imperialismo e as consequências adversas da crise do capitalismo, que prejudica muito mais o trabalho do que o capital. “Não existe solução fora da luta de classes”, acentuou.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que o 1º de Maio é uma boa oportunidade para conscientizar empresas e trabalhadores sobre a necessidade de equipamentos de segurança no trabalho. “Perto de 4% do total de trabalhadores ativos têm problemas de acidentes no trabalho, alguns até mais graves, como casos de mutilação”.

Principais reivindicações

O ato, entrecortado por shows e falas políticas, chamou a atenção do público para as principais reivindicações da classe trabalhadora: Redução da jornada sem redução de salários; fim do fator previdenciário e valorização das aposentadorias; Igualdade entre homens e mulheres; valorização do serviço público e do servidor público; trabalho decente; reforma agrária; educação; qualificação profissional e redução da taxa de juros.

Em suas intervenções, mais uma vez, os sindicalistas reforçaram a importância da participação e mobilização da população para o país continuar avançando através da implantação de um projeto de desenvolvimento com valorização do trabalho.

Hora de dividir o “bolo”

Wagner Gomes, presidente da CTB

Abrindo as falas dos presidentes das centrais, Wagner Gomes, presidente da CTB, defendeu as bandeiras escolhidas para o 1º de Maio deste ano e sua importância para a melhora das condições de vida dos trabalhadores.

“Preparamos esse eventos para prestar uma grande homenagem ao trabalhador. Hoje é dia de comemorar, mas também é dia de reivindicar. De fazermos uma reflexão. Estamos aqui para fazer uma reflexão. A luta dos trabalhadores não é só pelas 40 horas semanais — mas também pela concretização de um novo projeto nacional de desenvolvimento, com soberania, fortalecimento da nação e valorização do trabalho. Esperamos o bolo crescer. Agora que ele cresceu está na hora de repartir. Não podemos ter um país rico e um povo pobre”, destacou o Gomes.

Emprego e renda

Para ele esse será um ano decisivo para a classe trabalhadora, quando, mais uma vez, entram na pauta as discussões sobre a redução da jornada, o fim do fator previdenciário, a valorização do trabalho, a criação de novos empregos, entre outras. “A cada ano entram no 1,5 milhões de novos trabalhadores no mercado. Portanto precisamos de mais empregos. O país pede a criação de novos empregos. E uma das medidas capaz de promover esse aumento da oferta é a redução da jornada de trabalho”, refletiu o presidente da CTB.

Opinião compartilhada pelos demais presidentes das centrais. “Precisamos da redução da jornada para gerar mais empregos e implantar o trabalho decente, com o combate à precarização das condições de trabalho”, destacou José Calixto, presidente da Nova Central, que lembrou também dos problemas enfrentados pelos trabalhadores rurais, que esperam há anos pela Reforma Agrária.

“Hoje é dia de protesto. Viemos aqui para dizermos que queremos mais e para mostrar que unidos somos fortes e que podemos conquistar mais emprego, salário. Aqui estão as centrais que lutam pelos trabalhadores. Por mais emprego, saúde, educação. Vamos combater essa política equivocada de juros altos que só prejudica e corrói o salário do trabalhador, privilegiando os grandes banqueiros”, destacou Antonio Neto, presidente da CGTB.

Ricardo Patah, presidente da UGT, elogiou a presidente Dilma, mas criticou a distribuição de renda.

Após as falas dos presidentes das centrais, o presidente da Força Paulo Pereira, o Paulinho, enalteceu a unidade das centrais e ressaltou a importância da Agenda da Classe Trabalhadores, documento unitário das centrais aprovado por aclamação durante a 2ª Conclat.

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