23 fev 2011

Lavagem do Beco do Fuxico 2011 Sucesso total

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

O povo de Itabuna mais uma vezdemonstra o seu amor a alegria do carnaval,mesmo sem a prefeitura promover a festa deMOMO, centenas de pessoascompareceram no último sábado à tarde àtradicional Lavagem doBeco do Fuxico, umapromoção dos blocos Mendigos de Gravata(bancários) e Hora Extra (comerciários), como apoio da CTB e sindicatos filiados.O tema abordado foi “Pule o carnavalcom saúde”, numa alusão a revitalização dasaúde pública em nosso município  e anecessidade da estadualização do Hospitalde Base. A celebração contou com aanimação de batucada, cortejo de baianasdo DILAZENZE, samba de roda e da BandaBIS. Veja as fotos no site do sindicato.

As diretorias dos blocos Mendigos deGravata e Hora Extra agradecem acolaboração e a participação de todos queabrilhantaram aquele momento mágico,ondea alegria, a irreverência e a paz tomaramconta dos nossos corações! Os  foliões  de  I ta bu n a   br a dam: Queremos carnaval!

Essa é a opinião de Elza Campos, coordenadora Nacional da União Brasileira de Mulheres (UBM), no que se refere à participação feminina no governo de Dilma Rousseff.

Para a assistente Social, professora e membro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, a nomeação das 09 ministras representa um avanço para a luta feminista, no entanto, ainda é pouco. “Além da política, a situação das mulheres brasileiras, em muitos campos, ainda é de uma absoluta desigualdade com relação aos homens”, destaca a dirigente feminista.

Em entrevista ao portal CTB, Elza fala sobre a eleição da primeira presidenta do Brasil, os preparativos para o 8º Congresso Nacional da Entidade e os desafios vindouros, na busca pela igualdade de direitos no poder e na sociedade.

Confira abaixo entrevista na íntegra:

O que representou a eleição da Dilma para luta feminista?

A UBM comemorou com muita alegria a vitória de Dilma para o cargo de presidenta da República.  Entendemos que a  eleição de Dilma Rousseff, a primeira mulher a ocupar a Presidência da República no Brasil, é um feito dos mais grandiosos para os trabalhadores e em especial para as mulheres que poderão sentir-se mais empoderadas e confiantes em suas lutas e conquistas. A história de Dilma que iniciou sua vida pública aos 16 anos defendendo a liberdade de seu povo é digno de nosso mais profundo respeito. Temos consciência que avançamos durante o Governo Lula, no que de refere à perspectiva para as mulheres, notadamente na conquista da Lei Maria da Penha e na instalação do Ministério das Mulheres, entre outros avanços nos campos das políticas públicas e da atuação do Brasil no cenário internacional. O papel das mulheres e dos movimentos feministas e sociais é de grande importância, para garantir que a plataforma elaborada pelos movimentos seja efetivamente realizada. Seremos protagonistas do esforço para construir um projeto de nação justa, com amplas oportunidades para toda a população.

Continuaremos lutando para que as mulheres façam suas escolhas, na vida pessoal e na vida política, ou seja, no espaço privado e no espaço público. Lutará para que a saúde, a educação, a cultura, a segurança pública, o meio ambiente, o trabalho convirjam para o atendimento integral às mulheres e a toda sociedade. Também podemos considerar que este momento é caudatário de uma “Revolução silenciosa” quanto à transformação operada pelo movimento social de libertação feminina. Na verdade, não tem sido tão silenciosa nem tão incruenta como possam alguns identificar.

Qual a participação da UBM para eleição da Dilma?

A UBM teve participação destacada nas atividades para a eleição da primeira presidenta do Brasil. Na luta para denunciar as formas mais acintosas de conservadorismo que vieram à tona nas eleições presidenciais que foram , estimuladas, em parte pela parcela golpista da grande mídia, que lançou diversos ataques e insinuações visando desqualificar a nova presidenta e a grande maioria popular que a elegeu. Um trabalho de “despersonalização” surpreendente e agressivo. Este processo vivenciado nas eleições tentou passar por cima de mais de 30 anos de luta e participação política constante da agora presidenta, reduzindo-se a política fundamentalmente à sua expressão eleitoral, esta, aliás, sempre criticada e associada  pela mídia com interesses pessoais e corrupção, além de tentar demonstrar preconceitos velados ou explícitos, sobre a participação da mulher na vida pública.

A UBM, lançou já no dia 21 de julho a campanha  com o Manifesto: “Mulher, seu voto não tem preço” UBM com Dilma para continuar mudando o Brasil. Realizamos atos e manifestações em diversas capitais do país, através de uma grande ação nacional. No segundo turno, nossa campanha foi ainda mais intensificada com várias atividades realizadas pelas seções estaduais da UBM em todo o país. Resumindo o contexto de nosso manifesto, podemos destacar que “Apoiamos Dilma porque de seu futuro governo depende a conquista de um Brasil com mais desenvolvimento e soberania com distribuição de renda, socialmente equilibrado e ambientalmente construído, onde nós mulheres continuaremos a luta contra a violência de gênero, exigindo o cumprimento da Lei Maria da Penha, batalhando por mais casas abrigo e centros de referência”.

E a participação feminina nos espaços de poder?

Na política regional brasileira se repete o panorama nacional e, entre os 27 governadores, há somente duas mulheres.  Esse quadro de desigualdade de gênero persiste no Brasil apesar de em 1996 ter se transformado em lei uma “cota rosa” que obriga os partidos políticos reservarem 20% das vagas de candidatos a qualquer cargo público para as mulheres.

Além da política, outros dados revelam que a situação das mulheres brasileiras, em muitos campos, ainda é de uma absoluta desigualdade com relação aos homens.

De toda forma, destacamos a eleição da deputada federal Rose de Freitas do PMDB, como a primeira vice-presidenta a ocupar um cargo na mesa Diretora da Câmara, representa mais um passo para o empoderamento das mulheres em nosso país em um momento em que destacamos o ineditismo da eleição da primeira presidenta do Brasil.

Além disso, em empregos iguais, as mulheres recebem remunerações menores do que os homens.  As brasileiras dedicam 56,6 horas semanais ao trabalho, enquanto eles ocupam apenas 52 horas, pelos dados da Cepal.

Qual o maior desafio a partir de agora?

Neste ano teremos a realização da III Conferência de Políticas para as Mulheres, reforçaremos as propostas do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Teremos de consolidar esse canal de participação e, efetivamente, transformar as políticas públicas para as mulheres em políticas de Estado, tratando a pauta das mulheres como um assunto estratégico para nosso país. Defendemos que a Lei Maria da Penha seja efetivamente cumprida, em sua integralidade e a inserção no novo Código Penal dos direitos nela conquistados,  para que a maternidade seja uma escolha das mulheres e para que as mulheres não sejam criminalizadas pela realização do aborto.

Um dos maiores problemas para avançar a democracia no Brasil, pauta-se na sub-representação feminina nas instâncias de poder. Estamos avançando, inclusive com o aumento dos ministérios ocupados por mulheres, mas ainda é muito pouco.

Teremos o 8ª Congresso Nacional da UBM, ocasião em que reafirmaremos nossas conquistas e discutiremos muitas questões que temos para avançar, particularmente o debate sobre o novo projeto nacional de desenvolvimento e a participação das mulheres em um momento em que temos a presença de uma presidenta.

E na América Latina, continuar fortalecendo o movimento para que seja aplicada em todos os países, a Convenção de Belém do Pará, para responder ao chamamento mundial das Nações Unidas (Unete) para dar um basta às violências e discriminações baseadas no gênero, na raça, na etnia, na orientação sexual e em todo o tipo de diferença.

Ampliar nossa atuação com a mulher trabalhadora, estreitando cada vez mais nossa relação com a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil é um grande e importante desafio, atuando na defesa e ampliação das conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras para que a riqueza que é socialmente produzida seja repartida socialmente.

Romper com os padrões e papéis estabelecidos historicamente, do ponto de vista cultural, superando a subalternidade. Convocar as mulheres para integrar-se nos quadros da Entidade, para que se somem a nós para que possamos construir um Brasil de igualdade e justiça social de mulheres e homens livres.

Falando em luta… Como está a organização para o Dia 08 de Março, que neste ano coincide com o Carnaval?

A UBM tirou em sua última reunião da coordenação nacional que participará do carnaval com faixas, cartazes, organizará blocos, se possível com marchinha tendo como eixo a participação política da mulher. Afinal, a eleição da primeira presidenta do país contou com a participação das ubemistas, mas ainda vivemos um grande hiato na representação das mulheres nos espaços de poder e vamos aproveitar este momento para continuar a levantar a bandeira da participação política da mulher com atuação nos blocos de carnaval, com faixas, cartazes, etc. Gostaria de destacar que este tema tem centralidade uma vez que no contexto da América Latina a maior participação de mulheres entre os Governos da região está na Argentina, Equador e Peru, onde a representação feminina nas estruturas de Governo alcança só 30%. No Brasil, essa pouca presença feminina no Poder Executivo piora no Parlamento, que iniciou sua nova legislatura uma pequena presença de mulheres: serão 45 entre 513 deputados e 22 em um Senado com 81 membros. Em outros países latino-americanos governados por mulheres, como a Argentina de Cristina Fernández de Kirchner e a Costa Rica de Laura Chinchila, a participação feminina no Congresso chega respectivamente a 40% e 37%.

Quais as perspectivas e os principais debates que serão travados?

O 8º Congresso Nacional da UBM ocorrerá de 27 a 29 de maio de 2011, na cidade do Rio de Janeiro. Este Congresso se realiza em um momento particular e fundamental da vida de nosso país, particularmente em função da eleição da primeira mulher presidenta do Brasil.

A temática central do Congresso (aprovada em reunião da Coordenação Nacional da Entidade realizada em São Paulo, nos dias 22 e 23 de janeiro), será a Participação Política da Mulher e o Novo Projeto de Desenvolvimento Econômico, além de debater o papel do feminismo emancipacionista, direitos sexuais e reprodutivos, a autonomia econômica e o direito ao trabalho, a luta contra a violência e o fortalecimento da Lei Maria da Penha, o papel da mídia na valorização da mulher – a luta contra os estereótipos, a questão da educação e da cultura. O Congresso pretende reunir cerca de 700 (setecentas) delegadas de todo o país, para tanto todos os Estados da Federação farão seus encontros, plenárias e congressos para discussão dos temas e eleição das delegadas para participação no 8º Congresso da Entidade.

Cinthia Ribas – Portal CTB

 

 

18 fev 2011

Movimento dos Sem Carnaval agita Itabuna

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

O Movimento dos Sem Carnaval agitou o centro de Itabuna na quinta feira, 17 de fevereiro. O desfile chamou atenção no centro da cidade entre as ruas do Calçadão, Beco do Fuxico e Cinquentenário.
A população apoiou o movimento e demonstrou indignação pelo fato de Itabuna perder essa injeção na economia local que representa o Carnaval antecipado de Itabuna. Este é o sentimento de muitos comerciantes e comerciários da av. do Cinquentenário.
Foi um protesto irreverente e criativo e mais uma vez a CTB, DCE – UESC e UJS deixaram sua marca como atuantes na sociedade de Itabuna.

O governador Jaques Wagner participa da abertura dos trabalhos da nova legislatura da Assembleia Legislativa baiana. Ele encerrou há pouco a leitura da mensagem em que pediu apoio a projetos como o Complexo Intermodal Porto Sul e, ao mesmo tempo, disse que promoverá um corte de R$ 1,1 bilhão no orçamento de 2011.

Wagner critica, indiretamente, a Rede Globo e forças políticas “de outros estados” por promoverem campanha contra o Porto Sul:

- É preciso que, como em outros momentos, a imprensa baiana e o Legislativo, que combateram a divisão da Bahia, levantem a bandeira do Porto Sul.

O petista foi sincero ao vaticinar que 2011 será, “provavelmente, o mais duro dos próximos quatro anos”. E espera não precisar fazer novos cortes neste ano. O anúncio de corte acontece dias depois do governo Dilma Rousseff anunciar uma lipoaspiração de R$ 50 bilhões no orçamento da União neste ano.

Leia mais no:

http://www.pimenta.blog.br

Governador Wagner preocupado com o Porto Sul

 

Os blocos Mendigos de Gravata e Hora Extra, estarão concentrados amanhã, em frente ao Sindicato dos Bancários, a partir das 12 horas, para realizar a tradicional Lavagem do Beco do Fuxico. Mais um ano se passou e o itabunense ficou sem a festa tradicional que arrasta multidões, o Carnaval.

TRADIÇÃO – A Lavagem do Beco do Fuxico é uma tradição antiga, acontece desde os velhos carnavais de rua, quando a festa ainda acontecia na Avenida do Cinquentenário e na Rua Rui Barbosa. O tempo mudou, porém a festa continuou acontecendo no Carnaval Antecipado de Itabuna.

O ABANDONO – Desde 2005, que coincide com a entrada do DEM na prefeitura, nem carnaval antecipado existe mais, chegaram até a esquecer da Lavagem do Beco, porém, os blocos alternativos e o movimento social, abraçaram a causa e realizam a festa na cara e na coragem.

CAMISAS – Ambos os blocos estão vendendo camisas a R$ 10,00, se você ainda não comprou a sua, não perca tempo, pois a quantidade foi limitada.

CONVITE – Convidamos todos os bancários e seus familiares a participarem. Toda a estrutura está organizada com segurança, pontos de venda de comidas e bebidas para garantir uma grande festa para os bancários e amigos. Uma Charanga e a Banda BIS foram contratadas para animarem os foliões.

Não esqueça, amanhã, a partir das 12 horas, estamos esperando você na avenida!

 

A Valec Engenharia Construções e Ferrovias SA emitiu nota oficial comunicando a suspensão das concorrências destinadas à contratação das empresas interessadas em construir a Ferrovia de Integração Oeste-Leste nos trechos Ilhéus-Barreiras e a Ferrovia Norte-Sul (extensão Sul) – trecho Ouro Verde (GO) – Estrela do Oeste (SP).
A Valec informou que cumpriu uma decisão judicial e ainda não tem data para a nova concorrência. “A Valec informa que, tão logo sejam providenciadas as adequações determinadas pela Justiça, será dada continuidade aos processos licitatórios em referência, com a republicação dos editais e a designação de nova data para a entrega das propostas por parte dos interessados.
A estatal tinha programado para o último dia 9 a entrega das propostas das empresas interessadas em construir um ou mais lotes do trecho Ilhéus Barreiras da Ferrovia.
Mesmo sem nova data, a Valec informa que tem até o dia 30 deste mês prazo para formalizar junto ao Ibama as alternativas ou compensações de ordem ambiental com respeito às exigências formalizadas pelo órgão ambiental. “Cumpre-nos esclarecer que todas as exigências estão sendo cumpridas e negociadas com o Ibama, mas cabe a ele, após o dia 30, decidir quando nos concederá a Licença de Instalação.

Leia mais no blog:

www.amigao10.blogspot.com

18 fev 2011

O homem, o luxo e o lixo

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Valter Moraes

Estamos enfrentando um descaso que chama atenção no dia a dia e que é vergonhoso porque já deveria ser tratado com bastante antecedência e com o valor que lhe é devido. É o problema do homem, o luxo e o lixo, que da educação a civilização estão muito aquém, longe da realidade necessária para a condição humana no sentido mais racional possível.

O comportamento humano está sendo tratado como inexorável diante de uma situação preocupante, e o homem está se tornando lixo diante dos seus resíduos. O nosso lixo esta sendo um problema de saúde pública, de falta de educação, de falta de consciência, de respeito pelo próprio lixo produzido por nós, seres deformados em sua personalidade e sobrecarregado de lixo midiático e outros lixos. Esse é o lixo mais preocupante, ele desenvolve todos os tipos de lixo: do comportamental que envolve a questão ética e moral do individuo ao psíquico, afetando diretamente o cognoscível, sem aperfeiçoar os valores para vislumbrarmos uma sociedade civilizada, superior, de seres humanos ricos em produzir um conjunto de qualidades benéficas e de utilidade para a sobrevivência salutar de um povo.

Os resíduos psíquicos produzidos por paradigmas perversos, inescrupulosos, pervertem o ser e os coloca nas cavernas, destruindo todas as possibilidades de uma vida salutar, saudável, desconstrói toda civilização e a adoece pela exigência da manutenção da aparência do sistema escravizante sem a responsabilidade de tratar o todo para construirmos uma civilização qualitativa, humanizada. Essa é a condição humana oferecida pelo capital produtivo na ponta e destrutivo na condução dado a essa produção, constituindo sistematicamente uma civilização individualista e consumista, perdulária, sem a preocupação e a responsabilidade do cuidar da nossa maior riqueza: a vida.

Os resíduos orgânicos e inorgânicos que deveríamos ter o devido zelo da limpeza, a começar pelas nossas mentes para proporcionar a condição necessária para vermos como está sendo tratados nossos resíduos com a devida preocupação de embalar o lixo como se fosse um presente devolvido a natureza, seria uma contribuição de respeito a nós mesmos pobres produtores de resíduos jogados de qualquer jeito e em qualquer lugar. Isso é determinantemente o reflexo da nossa psique doentia.

Seus resíduos já chamaram sua atenção, já gritaram todas as vezes que você o jogou desnudo, já soltou seu odor como forma de reivindicar melhor tratamento e acomodação, mas você não está nem ai para sua própria pobreza diante da riqueza do pobre lixo destratado, humilhado, desmoralizado, vilipendiado, “que na sua essência é um resíduo revolucionário, fertilizante, adubante, o lixo politizado”. Esse deveria ser o tratamento que deveríamos dar aos nossos resíduos tratados como lixo para nos qualificarmos como ser humano com diploma e homenagens, com uma grande festa para comemorarmos essa façanha histórica da humanidade.

Você já observou que o resíduo não quer concorrência, ele quer ser tratado simplesmente como lixo e que ser humano nenhum, mas nenhum mesmo venha tomar seu lugar ou querer igualar-se a ele, de hipótese alguma?

Jamais o lixo quererá se igualar a nós, porque ele tem seu lugar ou deveria ter, tem seu caráter e sua personalidade, e nós pobres humanos deseducados, desassistidos, alienados, sim, alienados, não fazemos diferente do outro e nos igualamos aos outros de qualquer forma e queremos de todos os jeitinhos possíveis tomar o espaço do rico lixo. Pra que fazer diferente se é mais fácil ser igual, é mais fácil fechar os olhos e as narinas e está tudo bem, vamos reclamar do poder público, vamos botar a culpa em alguém, menos em mim, eu não tenho nada com isso, quem quiser que venha vestir meu lixo porque eu lixo já estou vestido, perfumado para que eu mesmo não sinta meu cheiro de lixo ambulante, da minha podridão.

E nossas ruas, há nossas ruas! Como são maltratadas, enfeiadas por atitudes mesquinhas, grosseiras. Como elas são menosprezadas pela cegueira humana, invadida na sua estética e na sua alma transformada em uma passarela do lixo, onde meu sapato de luxo desfila imponente, eu dono de si, vivenciando sua aparência, eu vivendo sobre o luxo e sob o lixo, forçado a calcar meus pés, presos na minha ignorância anti-assepsia, nas minhas preocupações consumistas, nos meus gestos automáticos de jogar todo tipo de lixo em suas calçadas, com meu instinto animal no auge da vaidade.

Quantas veias arteriais entupiram pela nossa negligência provocando enchentes e destruições, acelerando as batidas cardíacas no caos que possibilitamos em nossas cidades, em nossas ruas estressadas, acometidas forçadamente de AVC, DERRAME e não nos importamos, e pior de tudo, tratando nossos resíduos como câncer e lutando pela sua morte tamanha nossa raiva aos nossos resíduos tratados tão pobremente e impreterivelmente rejeitados, marginalizados, julgados e condenados aos desterros.

Urge construirmos uma grande sala de aula para ensinar o que seria e o que será a flora e fauna, para mostrar quantos quilos de produtos químicos jogamos nos nossos “esgotos” (rio, mar) através de xampus, sabonetes, produtos de cabelo e etc. Quantas toneladas de lixo orgânico produzidos por “seres inorgânicos” deveriam ser embalados e separados do lixo inorgânico para ajudarmos o estômago da natureza a digerir, para preservarmos o que há de belo, limpo, cheiroso, enquanto temos a possibilidade de salvar a natureza agredida sistematicamente pela nossa insensatez, nosso lado irracional predador, da nossa insensibilidade que emporcalha tudo que nos diz respeito.

E quanto a nossa poluição mental, precisamos despertar para o bom senso, despertar nosso lado critico para não servimos de fantoches do mercado gestado por mentes medíocres, produtores de lixo que desqualifica e mumifica o ser humano tornando-o adestrado como um simples macaquinho da sociedade, desvalorizando a grande obra de Fredrich Engels: “Sobre o Papel do Trabalho na Transformação do Macaco em Homem”.

Itabuna, 11 de janeiro de 2011.

 

18 fev 2011

Minha vida

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Por Valter Moares*

 

Onde foi que errei?

Errei por ser egoísta, mesquinho,

Por não equilibrar a razão com a emoção?

Errei por não ter ajudado a fortalecer meu sindicato,

Não ter participado dos debates, das manifestações, das greves, na luta pela dignidade?

Errei quando não fui às passeatas em pró de melhores condições de trabalho,

Quando não segurei faixas, bandeiras e não as fiz tremular

Para sentir o orgulho de ser proletário,

E de cabeça erguida gritar o grito da liberdade,

E com nossa força construir uma humanidade,

Uma humanidade socialista, aguerrida, consciente?

Errei quando vesti a máscara do capitalismo,

Do consumismo, do individualismo,

Preso nos grilhões da sociedade hipócrita?

Errei, e errei feio,

Quando não tive coragem de me libertar das amarras das aparências,

Do meu ego inflado pela vaidade de querer viver o que não sou.

Errei quando fiquei olhando sempre para o outro,

Sem jamais enxergar o meu eu abandonado,

Sem me permitir um abraço, um afago nesse corpo que se esvai.

Errei quando não lutei pela essência da vida,

Do seu esplendor, da sua beleza comum, das suas cores brilhantes,

Na natureza viva oferecida aos meus olhos que não vêem.

Errei quando me tranquei no meu mundinho enxergando-o com os olhos da usura,

Na minha pequenez querendo ser gigante, escravizado pelo ter,

Na minha moral enrustida vaticinando sentenças.

E agora que o tempo passou, por não ter participado de nada,

Percebo que não ajudei a construir a história,

Percebo que sou um serviçal do sistema explorador,

Um fantoche extorquido até o último suor,

Cooptado pelo sistema perverso,

Deixando meus camaradas pagarem e lutarem por mim,

E sem refletir sobre a construção de um mundo equitativo,

Solidário, fortalecido por nossas idéias, um mundo dos trabalhadores, errei.

Errei?

Aliás, quem eu sou?

* Valter Moraes é diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e funcionário do Bradesco

25.10.2010

 

O presidente da CTB, Wagner Gomes, entende que o governo federal foi intransigente em toda a negociação sobre o reajuste do salário mínimo, cujo desfecho se deu na madrugada desta quinta-feira (17), em Brasília. Conforme o desejo de sua equipe econômica, a base aliada votou pelos R$ 545,00 e serviu como emissária da nova “Carta ao Povo Brasileiro”, agora assinada pela presidenta Dilma Rousseff.

“Em 2002, durante a campanha eleitoral, o então candidato Lula elaborou um documento (A “Carta ao Povo Brasileiro”) no qual se comprometia a não alterar a política macroeconômica do país. Ao impedir um reajuste real para o salário mínimo, o governo Dilma agiu da mesma forma”, diz o presidente da CTB.
De fato, apesar de todos os avanços conquistados ao longo dos últimos oito anos, o governo Lula manteve o compromisso da “Carta” e não alterou o tripé na qual a macroeconomia brasileira vem se mantendo desde o segundo mandato de FHC, composto por câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário.
Para Wagner Gomes, o recado atual transmitido pelo novo governo é o do cumprimento à risca do ajuste fiscal “exigido” pelo mercado financeiro. “Mais uma vez, ficou comprovado que a política econômica do país é um grave obstáculo à valorização do trabalho. As centrais se mantiveram até o fim em sua posição por entender que é hora de o país iniciar um novo rumo, em direção a um projeto de desenvolvimento duradouro, que privilegie a produção, a geração de empregos e não a especulação”, enfatizou.
O dirigente acredita que a vitória de Dilma deveria representar um aprofundamento dos avanços conquistados pelo governo anterior. “Mas para isso é preciso que a equipe econômica comece a deixar de lado esse tripé. Os bancos já ganharam demais no Brasil. Para avançarmos, é preciso que os trabalhadores obtenham avanços reais daqui por diante. Infelizmente o governo deu um sinal explícito de que a minoria de sempre continuará se privilegiando”, afirmou.
De acordo com dados do governo, 47,7 milhões de pessoas recebem o salário mínimo, entre trabalhadores formais e informais (29,1 milhões) e beneficiários da Previdência (18,6 milhões). No total, apenas 29% da Câmara Federal votaram contra os R$ 545,00.
O projeto aprovado também definiu qual será a política de reajustes no governo de Dilma Rousseff. Até 2015, o valor não será debatido – o aumento será automático pela fórmula do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, somado com a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do último ano. “Ao aprovar a valorização do mínimo até 2015, o governo mostra que estávamos com a razão. Mas queremos ainda que essa política se torne lei e que seja estendida até 2023”, destaca o presidente da CTB.

Wagner Gomes discursou na Câmara Federal um dia antes da votação do mínimo

Apesar da decisão intransigente do governo, as centrais não pretendem se desmobilizar. “A questão do mínimo era de grande importância, mas continuaremos lutando contra a atual política econômica do país. É preciso que os juros caiam, que o superávit primário seja extinto e que o trabalhador volte a ser valorizado. Essas serão políticas permanentes não só da classe trabalhadora, mas dos movimentos sociais como um todo”, finaliza Wagner Gomes.

Fernando Damasceno – Portal CTB

17 fev 2011

MOVIMENTO DO SEM CARNAVAL

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

PARTICIPE HOJE, A PARTIR DAS 17 HORAS, DA LAVAGEM DO MOVIMENTO DOS SEM CARNAVAL, NA RUA DUQUE DE CAXIAS – EM FRENTE AO SINDICATO DOS BANCÁRIOS – COM DESFILE PELO BECO DO FUXICO