A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou ao Comando Nacional dos Bancários neste sábado 9 de outubro, 11° dia da greve da categoria, uma nova proposta que inclui reajuste de 9,82% para o piso salarial, 6,5% de reajuste para quem ganha até R$ 4.100 (e um valor fixo de R$ 266,50 para os salários superiores a esse valor). Propôs também 6,5% de reajuste para a PLR e todas as verbas salariais e auxílios. O Comando Nacional dos Bancários considerou a proposta insuficiente e as negociações continuam nesta segunda-feira 11, às 11h.

“A forte greve que a categoria está fazendo em todo o país forçou os bancos a retomarem as negociações e a apresentarem a nova proposta, mas consideramos o índice de reajuste insuficiente”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e coordenador do Comando Nacional. “Também é inaceitável esse teto de R$ 4.100. Isso significa que quem ganha acima de R$ 6.212 terá reajuste abaixo da inflação do período.”

Em relação ao piso da categoria, Carlos Cordeiro considera importante a sinalização por parte dos bancos de valorização, conforme reivindicação da categoria. “Mas esse índice de reajuste de 9,82% é também insuficiente diante da crescente lucratividade dos bancos”, reage o presidente da Contraf.

Da mesma forma, o Comando Nacional dos Bancários considera muito rebaixado índice de reajuste de 6,5% sobre a PLR. “Os bancos precisam aumentar a distribuição da PLR em relação ao ano passado, uma vez que os lucros cresceram”, rebate Carlos Cordeiro.

Negociação continua segunda

Diante do posicionamento do Comando Nacional, os negociadores da Fenaban pediram a suspensão temporária das negociações, para que tivessem tempo de consultar os banqueiros. A retomada ficou agendada para segunda-feira, dia 11, às 11h.

Os representantes dos bancos também sinalizaram que apresentarão na segunda-feira proposta sobre assédio moral e segurança bancária.
O Comando Nacional orienta todos os sindicatos a manterem e ampliarem a greve na segunda-feira, para forçar os bancos a melhorarem a proposta. “Os bancários estão de parabéns pela greve fantástica que estão fazendo, que é fortíssima também nos bancos privados e já é a maior das últimas duas décadas. É essa a força da categoria e é isso que pressiona os bancos a negociarem”, diz o presidente da Contraf.

Protesto contra pedido de prisão de dirigentes

No final da rodada de negociação deste sábado, o Comando Nacional fez um protesto veemente à Fenaban contra a postura do Itaú Unibanco de solicitar a prisão do presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília. Rodrigo Britto é membro do Comando Nacional. Outros bancos estão fazendo a mesma coisa contra dirigentes sindicais e trabalhadores em greve em vários Estados.
“Essa é uma prática antissindical inaceitável em uma sociedade democrática onde o direito de greve está assegurado na Constituição”, protestou Carlos Cordeiro.

A nova proposta da Fenaban

Novo piso salarial: R$ 1.180 (reajuste de 9,82%)

Reajuste de salários: 6,5% até R$ 4.100.

Reajuste para salários acima de R$ 4.100: R$ 266,50 fixos.

PLR: reajuste de 6,5%, tanto para a regra básica quanto para o adicional.

Reajuste dos benefícios e verbas salariais: 6,5%.
Negociações nos bancos públicos federais

Em razão da nova rodada de negociações com a Fenaban na segunda-feira, às 11h, as reuniões sobre as pautas específicas que estavam marcadas com as direções do Banco do Brasil e da Caixa não acontecerão mais às 10h. Serão realizadas ao final das negociações com a Fenaban.

Também foram marcadas para a segunda-feira, às 15h, a negociação sobre as reivindicações específicas com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Na quarta, às 10h, haverá negociação com o Banco da Amazônia.

Fonte: Contraf

 

O Comando Nacional dos Bancários retomará as negociações com a Fenaban neste sábado, 9, às 11h, em São Paulo. A reunião foi agendada pelos bancos no final da tarde desta sexta-feira, décimo dia da greve nacional dos bancários, em resposta ao ofício enviado pela Contraf nesta quinta-feira. Às 9h, os membros do Comando se reúnem na sede da Contraf.

“Os bancários estão mostrando a força de sua mobilização, fazendo a greve mais forte dos últimos vinte anos, que fechou 8.278 agências nesta sexta-feira. Esperamos que a Fenaban apresente uma proposta global decente, que atenda às reivindicações da categoria em relação a remuneração, emprego, saúde e condições de trabalho e segurança”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional.

Desde sua deflagração, nas assembleias do último dia 28 de setembro, a greve nacional dos bancários cresceu a cada dia, passando de 3.864 agências fechadas no primeiro dia para 8.278 no décimo dia de mobilização. “Isso demonstra a indignação dos bancários com a intransigência dos bancos, que apresentaram até agora uma proposta que se limita à reposição da inflação, enquanto outros setores empresariais menos lucrativos já fizeram acordos concedendo aumento real de salário e outros avanços a seus trabalhadores”, salienta Carlos Cordeiro.

Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, previdência complementar para todos, fim da precarização via correspondentes bancários e mais segurança.

BB e Caixa negociam na segunda

Na segunda-feira, dia 11, Comando Nacional retoma também as negociações específicas com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. As duas reuniões acontecem em São Paulo, às 10h.

Fonte: Contraf

A greve nacional dos bancários, que completa hoje dez dias, provocou um “racha” na representação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). De um lado, os bancos públicos, que são os mais afetados pela paralisação, têm pressa de chegar a um acordo que atenda os anseios dos trabalhadores, enquanto os bancos privados resistem.

Só que as negociações ocorrem em uma mesa única que define as mesmas cláusulas econômicas tanto para os bancos públicos quanto para os privados. O pior para os bancos públicos é que as greves no setor público costumam ser mais fortes e mais longas. Uma das explicações para o fenômeno é que, no setor privado, os dias parados são descontados dos salários e o medo do desemprego é mais presente. Já os servidores públicos têm estabilidade e os dias parados acabam sendo compensados.

Em São Paulo, onde existe a maior concentração de bancos privados do País, 54% das 667 agências bancárias fechadas ontem pela greve são de bancos públicos – basicamente Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Em outras regiões, a greve nos bancos públicos é ainda mais forte.

“É nos bancos públicos que se encontra a mola propulsora do movimento”, comentou um executivo de um banco privado, que preferiu não ser identificado.

A preocupação é tamanha que representantes desses bancos aproveitaram reunião da diretoria da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) esta semana para se queixarem que a greve está muito forte e pediram uma solução rápida para o problema.

Os bancários decidiram pela greve em assembléias que rejeitaram a oferta da Fenaban, braço sindical da Febraban, de reajuste de 4,29%, que somente repõe a inflação acumulada em 12 meses até agosto. Eles querem reajuste salarial de 11%, o que representa 5% de aumento real, além da reposição da inflação.

Os trabalhadores pedem ainda prêmio de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) equivalente a três salários mais R$ 4 mil e o fim das metas abusivas e do assédio moral, entre outras reivindicações.

Uma mostra desse quadro foi dada pelo Banco Nacional de Brasília (BRB). A diretoria da instituição fechou um acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) estabelecendo um índice de reajuste maior que o reivindicado pela categoria no resto do País. Os 3 mil funcionários do BRB terão 12% de reajuste e 35 dias de férias, entre outros benefícios.

Fonte: www.ctb.org.br

 

7 out 2010

Mulheres de todo o Brasil, uní-vos!

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Ricardo Carvalho*

Mesmo com a luta encampada pela bancada feminina da Câmara dos Deputados pelo empoderamento da mulher, o resultado das eleições do último 3 de outubro demonstrou que o espaço político ocupado pelas mulheres diminuiu. Neste ano, apenas 43 mulheres foram eleitas – 8,4% dos 513 deputados. Nas eleições de 2006, foram eleitas 47 deputadas, ou 9,16% do total. Atualmente, a bancada tem 45 deputadas. O número de candidatas pleiteando uma vaga como parlamentar cresceu em relação às eleições de 2006. Este ano, 1.340 dos 6.028 (22,2%) candidatos a deputado federal eram mulheres. Em 2006, foram apenas 737 mulheres num total de 5.797 candidatos (12,7%).

Para o cientista político Antônio Augusto de Queiroz, assessor parlamentar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a principal causa para a baixa representatividade feminina nos resultados desta eleição é o fato de que as deputadas ocuparam poucos cargos de destaque na Câmara até este ano. É bom lembrar que até hoje a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados não contou com mulheres na sua composição.

A Câmara analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 590/06, da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que estabelece a representação proporcional dos sexos nas Mesas Diretoras da Câmara, do Senado e de todas as comissões, permanentes ou temporárias. A proposta assegura ao menos uma vaga para mulheres nessas Mesas, quando essa proporção não for alcançada.

A bancada feminina coordenada pela deputada federal Alice Portugal (PCdoB) fez a sua parte. Mobilizou mulheres do país inteiro divulgando a Minireforma Eleitoral que prevê para os partidos políticos a exigência de 30% das cotas de mulheres nas candidaturas, o que não foi cumprido por muitas agremiações partidárias nestas eleições. A Lei também estabelece que 10% do tempo da propaganda partidária sejam destinados às mulheres, assim como 5% do Fundo Partidário seja alocado na formação de novas lideranças femininas.

Única mulher eleita deputada federal na Bahia com 101.588 votos, Alice Portugal afirmou que pretende continuar a luta iniciada na Bancada Feminina na última legislatura para que seja cumprido de fato o que foi aprovado em Lei; para que as mulheres tenham um novo espaço nos partidos afirmando-se no exercício da sua cidadania.

O que será que aconteceu nestas eleições?

As eleitoras mulheres não se sentem representadas pelas parlamentares mulheres?

E o que dizer da eleição presidencial em que pesquisas dos institutos deram conta de que a quantidade de homens que escolheram Dilma Roussef (PT) como candidata preferencial foi maior do que o número de mulheres?

Será que para as mulheres uma mulher não deve e não pode está no comando do País?

Será preconceito ou aceitação de um papel submisso em relação aos homens, o que ratifica a condição secular da mulher brasileira que sempre foi colocada na cozinha e nos cuidados da casa e dos filhos, resultado da formação da nossa sociedade de cunho patriarcal e machista?

Nas ondas dos boatos do submundo da política contra a candidata Dilma Roussef, muitas mulheres estão surfando e reproduzindo situações esdrúxulas. Vi e ouvi de algumas mulheres às gargalhadas, rindo satisfeitas, afirmando que a candidata é “sapatão”, é a favor do aborto, é “assassina” e muitas outras acusações próprias das manipulações e invencionices perigosas deste período eleitoral, divulgadas aos montes, principalmente através da internet, onde lixos eletrônicos se espalham como rastilho de pólvora.

O pior é que esses boatos são os únicos “debates” reproduzidos Brasil afora, pela boca de grande parte de mulheres brasileiras, que não vão votar na candidata mulher. Não importa o debate dos programas e dos projetos dos candidatos para o Brasil. O que importa é que um “virou santo”, portanto, é do “bem” e a outra é do “mal”, por que fulano disse, tem um vídeo no youtube, o pastor tal falou, o padre daquela igreja comentou, o pregador daquele centro espírita incorporou, o pai de santo profetizou, o irmão do primo daquele rapaz me disse e por aí vai…

Esse tipo de discurso mesquinho revela ser de uma baixeza sem precedentes. Revelam também preconceito contra o próprio gênero e em minha opinião, a reprodução dessas informações torna-se um tiro no próprio pé. Esse tipo de comportamento acaba alimentando e retroalimentando, afirmando e reafirmando o preconceito contra a própria luta das mulheres pela emancipação política, social e contra a violência sexista. Além de contribuir para ratificar e robustecer no imaginário social e no inconsciente coletivo o papel secundário da mulher brasileira construído há mais de 500 anos pela sociedade patriarcal que sempre tivemos. Comportamento desse tipo revigora e ratifica a triste estatística de que a cada minuto uma mulher no mundo sofre violências de todo o tipo.

Reitero aqui meu respeito a democracia e a escolha livre de voto de cada um. Porém, acredito que este é o momento para reafirmamos e consagrarmos a luta das mulheres por um mundo melhor de igualdade e paz!

Mulheres de todo o Brasil, uní-vos!

Dilma presidente.

*Ricardo Carvalho –diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe

7 out 2010

Greve nos bancos é maior do que no ano passado

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

A greve dos bancários deste ano já é mais forte do que em 2009. Os empregados estão aderindo em massa ao movimento e o número de agências fechadas chega a 7.437 em todo o país. No ano passado, as atividades foram paralisadas em 7.222 unidades bancárias.
Em comparação a quarta-feira passada, primeiro dia de greve, o crescimento é de 92,5%. Na Bahia, o índice de adesão também é grande. Cerca de 70% da categoria está de braços cruzados. Os bancos de 151 cidades do interior, inclusive Salvador, estão fechados, sem data para abrir.
O silêncio da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e a estratégia de pressionar para enfraquecer o movimento não têm dado certo. Ao contrário, a cada dia, os bancários dão mais força ao movimento.
A categoria decidiu paralisar as atividades depois de 30 dias de negociação e apenas uma proposta dos banqueiros: reajuste de 4,29%, referente à inflação do período. Os trabalhadores querem 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, medidas de proteção à saúde, fim das metas, do assédio moral, igualdade de oportunidades, entre outros.

Fonte: http://www.bancariosbahia.org.br

 

Extraído do Jornal do Brasil: Campanha de Dilma vai fortalecer central antiboatos na web

A campanha de Dilma Rousseff vai reforçar uma “central antiboatos” para frear correntes contra a candidata petista na internet. Na avaliação dos governadores eleitos e do comando político, houve lentidão na resposta aos boatos dirigidos aos evangélicos. A tarefa de reagir a e-mails com notícias falsas estava a cargo do grupo da Pepper Comunicação, em parceria com a empresa americana Blue State.

Segundo o Terra apurou, essa função deve ser transferida para a equipe de Marcelo Branco, responsável pela mobilização da campanha nas redes sociais e nos blogs, além da transmissão ao vivo dos comícios.

Entre os motivos para justificar a perda de votos de Dilma, aponta-se uma mensagem com uma falsa declaração da petista em Minas Gerais, de que “nem Cristo” tiraria dela a vitória no primeiro turno. Outras correntes atacavam as convicções da presidenciável sobre o aborto. Num nível abaixo da cintura, alguns e-mails traziam relatos inverídicos sobre a sua vida íntima.

O comando da campanha deve montar uma estrutura mais apropriada à velocidade da disseminação dos boatos. A equipe coordenada por Branco, que realiza diagnósticos diários da rede, estaria afiada para esse trabalho.

No esboço original, a Pepper responderia pelo disparo de e-mails e de sms. Os reveses da campanha sugeriram deficiência na comunicação com os internautas e na desmontagem de ataques a Dilma. Desde o início, o site oficial e o Twitter da candidata estão sob responsabilidade da equipe de jornalismo.

Procurado pelo Terra, Marcelo Branco prefere não comentar a estrutura da campanha na web nem falar sobre os erros anteriores ao primeiro turno. Ele expõe: “A estratégia é reforçar e estruturar a central anti-boatos, para mobilizar uma reação mais rápida”.

Fonte: http://www.conversaafiada.com.br

O portal Carta Maior iniciou nesta quarta-feira a publicação de uma série de artigos do economista José Prata Araújo, comparando os governos Lula e FHC. Apresenta números e resultados procurando diferenciar os dois projetos que vão às urnas em 31 de outubro, o de Dilma e Lula frente ao dos tucanos Serra e FHC. O Vermelho reproduz abaixo o primeiro artigo da série.

José Prata Araújo (*)

O indicador do mercado de trabalho formal mais amplo é a Relação Anual de Informações Sociais – Rais. Os dados da RAIS são divulgados anualmente, representam cerca de 97% do mercado de trabalho formal brasileiro e são aproximadamente 6,9 milhões de empresas declarantes. De forma diferente do Caged, que se restringe ao trabalho celetista, a Rais também recolhe dados dos estatutários, dos trabalhadores regidos por contratos temporários e dos empregados avulsos.

Os dados da Rais [sobre geração de empregos] indicam que sob Lula, até o final de 2010, serão criados 15 milhões de empregos formais em oito anos, uma média de 1.877.954 empregos por ano. Já sob FHC, os números foram bem mais baixos: 5.016.672 vagas em oito anos, com uma média de 627.084 contratações anuais.

Assim, a média anual de geração de empregos com Lula pela Rais foi cerca de três vezes maior que no governo FHC. Os tucanos sempre desacreditaram a meta de 10 milhões de empregos, fixada por Lula em 2002. O petista acabou alcançando 15 milhões de novos empregos de carteira assinada e os 10 milhões viraram a diferença para mais em relação ao governo FHC.

Como explicar tamanha disparidade na geração de empregos formais entre os governos Lula e FHC? As teorias dos tucanos e de seus aliados são risíveis. Veja o que disse o economista Edward Amadeo:

“O emprego com carteira assinada cresceu como não fazia desde a década de 1970. Quem imagina que isso se deva ao aumento da taxa de crescimento econômico pode estar enganado. Foi o aumento no crescimento econômico, ou a redução da incerteza com um Lula prudente, que fez as empresas sentirem-se à vontade para contratar mais trabalhadores com carteira? Um bom debate. (…) Enfim, a redução da inflação e o arquivamento da política econômica do PT fez muito bem ao país” (Valor Econômico, 26/12/2007).

Ora, se prudência e a confiança dos empresários gerasse empregos, FHC, e não Lula, seria o campeão na geração de empregos formais.

Há ainda aqueles, como o economista Naercio Menezes Filho, que creditam às reformas neoliberais a maior geração de empregos:

“Por que será que nas décadas de 1980 e 1990 o crescimento econômico não gerou empregos? Como este foi um período de inflação alta e crescente, economia fechada, mão de obra não qualificada e custos trabalhistas elevados, as firmas evitavam contratar formalmente a todo custo, adotando uma postura defensiva no mercado de trabalho. A partir de meados da década de 1990, com a inflação controlada e as reformas liberalizantes da economia, o mercado de trabalho passou a funcionar de forma mais fluída, não sem antes passar por um duro período de ajuste até 1999” (Valor Econômico, 15/5/2009).

O emprego formal no Brasil vem crescendo de forma consistente no governo Lula e não é por causa das reformas neoliberais, como afirmam os tucanos. Com Lula, a economia acelerou o seu crescimento, o que explica em parte a criação de milhões de empregos formais. O forte impulso da distribuição de renda e do mercado interno de massas, onde se sobressaem empresas fortemente geradoras de mão de obra sejam pequenas, micros, médias e até mesmo grandes empresas, também contribui. O governo Lula tem como diretriz o trabalho de carteira assinada, seguida pela fiscalização do Ministério do Trabalho, ao contrário de FHC que estimulava as empresas a adotarem novas formas de contratação, visando reduzir o que chamavam de “custo Brasil”. Com Lula, os sindicatos foram valorizados, ao contrário de FHC que tinha como objetivo impor-lhes uma dura derrota.

O Brasil [está] entre dois caminhos: continuar com Dilma e Lula, com mais desenvolvimento econômico, mercado interno de massas, mais distribuição de renda, mais e melhores empregos formais. O outro caminho, representado por Serra e FHC, já é conhecido dos brasileiros: baixo crescimento, privatizações, poucos empregos e flexibilização da CLT e da carteira assinada.

(*) Economista mineiro, autor dos livros “O Brasil de Lula e o de FHC” e “Guia dos direitos sociais”

 

A candidatura presidencial de José Serra (PSDB-DEM-PPS) tornou-se um porto seguro para os setores mais reacionários da sociedade. Líderes religiosos obtusos, direitistas que enaltecem a ditadura militar, elitistas que disseminam preconceito contra a população pobre, além de racistas e machistas de todos os matizes correm para manifestar apoio ao candidato tucano.

Esta gente, que costuma ser apontada como os “4%” de brasileiros que não toleram o governo Lula, está ganhando espaço cada vez maior nas hostes serristas e pode acabar afastando de Serra o eleitor progressista, sem vínculos pártidários, que optou por Marina no primeiro turno e agora está em dúvida sobre em quem votar.

Panfleto pró-TFP circula em reunião de cúpula tucana

Demonstração clara desta aproximação com a extrema-direita foi relatada pelo jornalista Fernando Rodrigues, em seu blog.

Segundo ele, um texto que incita militantes a divulgar na web que plano de Dilma inclui perseguir cristãos, legalizar aborto e prostituição circulou hoje na reunião de cúpula da campanha de José Serra, em Brasília,

Os tucanos distribuíram entre si um panfleto com instruções sobre como propagar uma campanha anti-Dilma na internet. Num dos trechos, recomenda aos militantes visitarem o site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, um dos fundadores da TFP ( Sociedade Brasileira de Defesa de Tradição, Família e Propriedade), uma das mais conservadores agremiações do país.

Esta organização prega, entre outras coisas, que seja proibido o uso de camisinha, que seja revogada a lei do divórcio, que só seja praticado sexo para fins reprodutivos, que as mulheres sejam submissas ao homem por lei, que cultos religiosos de origem africana sejam proibidos no Brasil. A TFP também dissemina preconceito contra as demais religiões não católicas, defende que o ensino religioso seja obrigatório no ensino público.

Em 1985, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou que em razão das “características esotéricas e fanáticas, e da idolatria ao seu fundador” a TFP não estava em comunhão com a Igreja Católica. Os bispos pediram aos católicos que não se juntem ou colaborem com essa organização.

No campo econômico-social a TFP defende abertamente a desigualdade de classes. Eles consideram as questões quilombola, indígena e ambiental como ataques ao direito de propriedade.

Calúnias x direitos humanos

O panfleto da TFP que foi distribuído na reunião tucana basicamente se refere ao PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos), lançado pelo governo Lula no final do ano passado. Eis um dos trechos do panfleto divulgado na reunião tucana: “O PNDH-3 é um projeto de lei que tem por objetivo implantar em nossas leis a legalização do aborto, acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, perseguir cristãos, legalizar a prostituição (e onde fica a dignidade dessas mulheres?), manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa, taxas sobre fortunas o que afastará investimentos, dentre outros. É um decreto preparatório para um regime ditatorial”.

O blog estava dentro da sala do centro de convenções Brasil 21 na qual se realizou o encontro tucano. Por volta das 16h10, antes de a imprensa ser admitida no recinto, uma mulher com adesivo de Serra colado no peito distribuiu o bilhete. “Pega e passa”, dizia.

Era do tamanho de um papel A4 dividido ao meio. Mais tarde, uma pequena pilha (cerca de 3 cm de altura) com esses panfletos foi deixada ao lado do local onde era servido café –e a imprensa teve livre acesso. Ao final, o texto recomenda: “Divulgue esta informação através das redes sociais da internet (blogs, Orkut…)”.

Segundo as assessorias do PSDB nacional e do candidato José Serra, a confecção do panfleto não tem relação com o partido nem com a campanha tucana. Ainda assim, o papel ficou à disposição de quem tivesse interesse em pegar. Os panfletos só foram retirados um pouco depois de o Blog ter perguntado à cúpula tucana a respeito do assunto.

Fonte: www.vermelho.org.br

 

 

6 out 2010

Silêncio no BB, Caixa e BNB

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Seis dias de greve e o silêncio impera nos bancos públicos. Até o momento, o Banco do Brasil, a Caixa e o Banco do Nordeste não chamaram os empregados para negociar ou manifestaram qualquer intenção de reabrir o diálogo sobre o reajuste salarial ou a pauta de reivindicações específicas em cada instituição. O argumento é de que estão esperando o pronunciamento da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).

O funcionalismo está insatisfeito com o posicionamento dos bancos públicos, que têm autonomia para negociar diretamente com os seus empregados, inclusive o índice de reajuste salarial. Então, não há porque esperar a Fenaban para negociar.

Para mudar a situação, os bancários da Caixa, BNB e BB estão ampliando a mobilização e pretendem fechar 100% das agências em todo o país, forçando assim a retomada das conversações. Na Bahia este processo já está em andamento, com o fechamento de 252 agências do BB, 83 da Caixa e 34 do BNB.

Além do reajuste de 11%, os empregados dos bancos públicos reivindicam isonomia, reposição das perdas do período FHC, plano de cargos e salários mais justos, além da retomada do papel social destas instituições.

Fonte: http://www.bancariosbahia.org.br

6 out 2010

Dilma: "O programa tucano é uma volta ao passado

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Durante entrevista coletiva em Brasília, ontem (5), a candidata à presidência da República, Dilma Rousseff (PT), afirmou que aproveitará este momento da campanha para mostrar as diferenças entre o seu programa e o do tucano José Serra. Nas palavras da petista, “o programa tucano é uma volta ao passado”, enquanto o dela, “representa a nova era da prosperidade”.

Dilma prometeu aprofundar as propostas de desenvolvimento e inclusão social, em especial no Nordeste. A afirmação foi feita após conversa com correligionários que, mais cedo, visitaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, e apontaram, como uma das falhas na campanha, o fato de ter dado pouca atenção às regiões Norte e Nordeste do país.

Animada, Dilma disse que fará uma carreata amanhã no Rio de Janeiro e, no domingo (10), participará do primeiro debate na televisão, na TV Bandeirantes. Ela lembrou que o segundo turno é um ótimo momento para apresentar, de forma detalhada, as propostas aos eleitores e permitir que elas a conheçam melhor.

“Nosso objetivo principal no segundo turno é deixar o eleitor me conhecer melhor e deixar cada vez mais claro que se trata de uma disputa de dois projetos. Um projeto que é volta ao passado, porque o exemplo do que foi o governo do PSDB no Brasil tem que ser lembrado. É a única carta de referência que o eleitor pode ter ao considerar o que significa concretamente os compromissos do meu adversário”, disse.

Ela acrescentou: “Meu projeto, que é de mudança e transformação do Brasil. Levamos nesses últimos oito anos o Brasila a uma nova era de prosperidade, mais emprego, crescimento a taxas elevadas e, sobretudo, incluindo toda a população brasileira”.

Vida

Dilma falou que não vê o menor problema em debater temas religiosos, já que o projeto que ela defende está baseado no humanismo e nos valores cristãos. Católica, a candidata ainda ressaltou a importância que dá à vida.

“É muito importante afirmar que meu projeto, que foca nas pessoas marginalizadas, é um projeto a favor da vida. E tenho certeza que entre a concepção da minha proposta tem tudo a ver com as religiões no Brasil”, afirmou.

Segundo ela, “o Brasil tem uma força muito grande na religião cristã e eu particularmente sou de família católica e sempre fui a favor da vida. Mas, sobretudo, eu tenho hoje muita felicidade de ter passado nessa campanha com uma experiência pessoal muito forte, que foi o nascimento do meu neto. Mais do que tudo eu sou a favor da vida”.

Fonte: http://www.vermelho.org.br