4 jan 2011

Sensus: Popularidade de Lula é recorde mundial

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que encerra oito anos de governo com 87% de aprovação, é a maior do mundo, afirmou nesta quarta-feira (29) o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade.

Segundo Andrade, Lula está à frente da ex-presidente chilena Michelle Bachelet, que tinha 84% de aprovação quando deixou o governo, e do ex-mandatário uruguaio Tabaré Vázquez, que teve 80% ao final do mandato.

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O presidente da CNT também comparou o desempenho de Lula com líderes mundiais históricos, entre os quais o primeiro presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela (82% de aprovação), o ex-presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt (66%), e o general francês Charles De Gaulle (55%).

Fernando Henrique Cardoso (PSDB), antecessor de Lula, tinha 26% de aprovação após dois mandatos, segundo levantamento da CNT/Sensus de 2001.

A avaliação da popularidade de Lula é resultado da 110ª edição da pesquisa CNT/Sensus, para a qual foram entrevistadas duas mil pessoas, em 136 municípios de 24 estados, entre os dias 23 e 27 de dezembro de 2010. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Segundo o levantamento, a aprovação do desempenho pessoal do presidente está em 87%, contra 80,7% da pesquisa anterior. Cerca de 10,7% dos entrevistados desaprovam o presidente e 2,4% não responderam.

Ainda que a aprovação pessoal e do governo Lula sejam recordes, a saúde é apontada como a única variável que piorou nos últimos seis meses por 37% dos entrevistados.

Em sentido contrário, a geração de emprego é apontada como índice que melhorou por 63,7% dos entrevistados. As políticas voltadas à educação e à segurança pública nos últimos também foram apontadas como positivas por 43,3% e 38,1%, respectivamente.

Do ponto de vista econômico, o Brasil “desenvolveu muito” para 63,9% daqueles que responderam à pesquisa, “desenvolveu um pouco” para 30,4% e “não desenvolveu” para 3,7%. Quando considerados os programas e políticas sociais, o governo “desenvolveu muito” para 57,8%, “desenvolveu um pouco” para outros 35,6% e “não desenvolveu” para 4,1%.
“A popularidade (de Lula e do governo) é impulsionada muito pela situação econômica, geração de empregos”, afirmou Andrade.

Fonte: www.vermelho.org.br

 

Balanço da Secretaria de Inspeção de Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que entre 1995 e 2002 houve 5.893 resgates. Entre 2003 e 2010 houve seis vezes mais: 32.986. Só em 2010 foram 2.327 pessoas libertas da exploração extrema. O governo acaba de atualizar a “lista suja” dos empregadores que praticaram este crime.

Balanço da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostra que desde a criação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, em 1995, foram resgatados no Brasil 38.769 trabalhadores em situação análoga à de escravo. Entre 1995 e 2002 houve 5.893 resgates. Entre 2003 e 2010 houve 32.986.

Clique aqui para conferir os dados completos

O balanço mostra aumento significativo nos números a partir de 2003, quando foi lançado o I Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, que aumentou as políticas voltadas para o tema, criando estratégias de intervenção e possibilitando maior coordenação entre órgãos governamentais e organizações da sociedade civil no enfrentamento ao problema.

Em abril de 2008 o governo renovou o compromisso com a causa, lançando o II Plano Nacional. Diretrizes e linhas de ação do Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo repercutem no MTE. Das 66 linhas de ação que compõem o Plano, 22 estão diretamente relacionadas ao MTE. São estratégias associadas ao enfrentamento e à repressão, à reinserção e prevenção, à informação e capacitação e, por fim, ações específicas de repressão econômica. O MTE em todas as dimensões do Plano.

Dilma assumiu compromisso com o combate ao trabalho escravo

Durante a campanha eleitoral, a então candidata e agora presidente da República, Dilma Rousseff, e alguns candidatos a governos estaduais assinaram uma carta-compromisso firmada junto à Frente Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. Entre os pontos estabelecidos no acordo, está o de apoiar a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que prevê a expropriação de imóveis onde for encontrado trabalho análogo à escravidão (PEC 438/2001), que tramita no Congresso Nacional, além de exonerar qualquer pessoa que ocupe cargo público de confiança que se beneficie deste tipo de mão-de-obra.

Segundo a secretária de Inspeção do Trabalho, Ruth Beatriz Vilela, o Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo tem apresentando avanços importantes e constantes.

“Estamos executando o segundo Plano Nacional e pessoalmente entendo que avançamos muito. Nas questões centrais, como a definição da competência da Justiça Federal para julgamento do crime, as sentenças condenatórias de primeira instância, a formação de precedentes importantes no Judiciário Trabalhista sobre o tema, o fortalecimento da rede de parceiros governamentais e não governamentais, entre outras, indicam que há uma evolução constante em direção ao objeto do Plano, que é a erradicação dessa prática”, avalia a secretária.

Grupo de Fiscalização Móvel

Quando foi criado, três equipes formavam o Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), conhecido como ‘Grupo Móvel’. Esse número cresceu nos últimos anos: em 2008, o grupo contava com nove equipes. Hoje, em razão da diminuição do número de denúncias e da maior participação das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs) no combate ao trabalho escravo, o GEFM mantém cinco equipes, mas com a possibilidade de aumento desse número quando o número de denúncias exigir.

Juntamente à ação do Grupo Móvel se soma a atuação dos grupos especiais de fiscalização rural das SRTEs. O Grupo está presente nas Regionais que apresentam atividade rural com expressão econômica. No total, de 146 auditores fiscais do trabalho compõe os grupos das superintendências. A iniciativa reforçou a presença fiscal no campo. A maior presença da auditoria trabalhista no campo estimula o cumprimento voluntário da legislação trabalhista e contribui para inibir a prática de submeter trabalhadores à condição análoga à de escravo.

O Grupo Móvel vem atuando nos últimos 15 anos, em conjunto com a Polícia Federal (PF) e Ministério Público do Trabalho (MPT). Essas equipes têm a missão de apurar denúncias, ou seja, atuar de forma repressiva. Para a secretária Ruth Beatriz Vilela, a atuação do GEFM é fundamental para a erradicação do problema no país.

“Podemos dizer que o trabalho desenvolvido em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público do Trabalho é essencial para dar visibilidade ao problema e fundamentar as demais condutas dos diversos órgãos públicos envolvidos, principalmente junto ao Poder Judiciário. Nos últimos anos também os Grupos Estaduais de Fiscalização Rural das diversas Superintendências têm atuado de forma significativa na erradicação do trabalho escravo”, afirma Ruth Vilela.

Ainda conforme a secretária, a fiscalização do MTE para combater e erradicar o trabalho escravo no campo se dá por meio de ações planejadas. “Temos forte atuação no meio rural através de ações planejadas, em todo o território nacional. Podemos dizer que há um monitoramente constante das condições de trabalho no campo, que segue a sazonalidade das culturas”.

Seguro Desemprego Especial

A partir de dezembro de 2002, com a publicação da Lei nº. 10.608, o trabalhador resgatado da condição análoga à de escravo conquistou o direito de receber três parcelas do ‘Seguro Desemprego Especial para Resgatado’, no valor de um salário mínimo cada. Os auditores-fiscais do trabalho efetuam, no momento do resgate dos trabalhadores, os procedimentos formais requeridos para a concessão do seguro-desemprego. O benefício é posteriormente sacado pelo próprio trabalhador na rede bancária.

Desde o início da concessão, em 2003, o número de trabalhadores libertados beneficiados com o seguro-desemprego aumentou consideravelmente. De 2003 até outubro de 2010, mais de 23 mil trabalhadores resgatados receberam o benefício.

Lista Suja de empregadores é renovada

O MTE criou, com a edição da Portaria nº 540, de 15 de outubro de 2004, o Cadastro de Empregadores Infratores, que contém o nome de pessoas físicas e jurídicas flagradas pela fiscalização na prática do trabalho análogo à de escravo. Conhecido como ‘Lista Suja‘, o cadastro expõe os empregadores da prática, que, além de terem sua propriedade monitorada por dois anos pela auditoria trabalhista, sofrem restrições impostas por outros órgãos governamentais e por entidades do setor privado.

O Ministério da Integração Nacional, por exemplo, recomenda aos agentes financeiros oficiais que operam recursos dos fundos constitucionais de financiamento que não concedam financiamentos a pessoas físicas e jurídicas cadastradas na Lista. Em dezembro de 2005, a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) assinou declaração de intenções em que se compromete a orientar suas associadas no sentido de que adotem restrições cadastrais a empreendimentos onde o MTE constatou o uso de trabalho análogo a de escravo.

O Cadastro é utilizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para identificar imóveis rurais autuados por trabalho escravo para arrecadar terras em situação irregular para projetos de reforma agrária.

A lista também serve de referência para que as mais de 140 empresas nacionais e multinacionais que assinaram o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo evitem adquirir produtos de fornecedores flagrados nesse crime.

A inclusão do nome do infrator no cadastro acontece somente após a conclusão do processo administrativo originário dos autos de infração lavrados no decorrer das inspeções. A exclusão, por sua vez, depende da conduta do infrator, monitorada pela inspeção do trabalho, ao longo de dois anos. Não havendo, nesse período, reincidência do ilícito, se pagas todas as multas (resultantes da ação fiscal) e quitados os débitos trabalhistas e previdenciários, o nome é retirado do cadastro. Existem também as exclusões devido a liminares concedidas pelo Judiciário (em torno de 40 empregadores deixaram a lista em razão de liminares).

O cadastro, que é atualizado semestralmente, registrou a inclusão de mais de 400 empregadores infratores desde a sua criação. No segundo semestre de 2010, apresenta 148 nomes. O cadastro está publicado no site do MTE, para consulta pública. E pode ser consultado também aqui.

Bolsa Família ajuda libertados

Com o objetivo de facilitar a reinserção social do trabalhador libertado e favorecer o resgate de sua cidadania, o MTE e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) firmaram, em dezembro de 2005, acordo de cooperação que prevê o acesso prioritário desses trabalhadores ao programa federal de transferência de renda, o Bolsa Família.

Os dados de identificação dos trabalhadores libertados são transmitidos pelo MTE ao MDS que se encarrega de localizar os trabalhadores em seus municípios de domicílio. Caso atendam aos critérios de elegibilidade do programa, os resgatados recebem do governo federal uma renda mensal que lhes assegura condições de sobrevivência.

Desde o início da parceria, o MTE remeteu ao MDS seis listas de trabalhadores resgatados, com total de 19.599 indivíduos. Todos os libertados constantes das listas receberam o seguro-desemprego, constituindo o formulário de solicitação desse benefício a fonte das informações sobre os trabalhadores.

Na última consulta ao Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), realizada em dezembro de 2009, o MDS observou que, do total de trabalhadores, 68% (13.375) não estavam registrados no banco de dados e 32% (6.224) lá constavam. Do total de 6.224 libertados identificados no cadastro, em dezembro de 2009, 5.126 eram beneficiários do Bolsa Família.

Marco Zero de Intermediação Rural

O MTE começou a operar a intermediação pública de mão-de-obra no meio rural com o Projeto Marco Zero de Intermediação Rural. Lançado pelo Ministro Carlos Lupi em novembro de 2008, em Imperatriz do Maranhão, a iniciativa foi firmada em parceria com os seguintes estados: em Mato Grosso, Maranhão, Piauí e Pará. Em 2009, Minas Gerais passou a integrar a medida.

A seleção dos estados atendeu a diversos critérios. Foram observados, por um lado, aspectos relacionados à política de erradicação do trabalho escravo, tais como, existência de municípios identificados como territórios de uso ou aliciamento de mão-de-obra escrava, municípios de origem ou residência de trabalhadores resgatados, e a emissão de certidão liberatória. Por outro lado, os critérios de seleção relacionam-se a aspectos da política de intermediação, quais sejam, unidades do SINE em operação nos municípios do estado (unidades informatizadas foram um diferencial) e índices de desempenho das unidades do SINE.

O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT) autorizou o MTE a alocar recursos para financiar a execução da medida por meio da Resolução Nº.635, de 25 de março de 2010.

Com informações do Ministério do Trabalho e Emprego

Fonte: www.vermelho.org.br

Ação do Grupo Móvel em propriedade rural onde trabalhadores estavam submetidos a condições análogas à escravidão

 

O ano de 2010 se encerra tendo como grande marco da luta sindical a realização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat). Para Wagner Gomes, presidente da CTB, em 2011 as centrais terão que se mobilizar para que a Agenda da Conclat seja consolidada, em prol da construção de um novo projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil.

“Teremos que dar ampla divulgação ao longo de todo o ano de 2011 para o documento aprovado na Conclat. Ele é fruto de um grande processo de unidade entre as centrais e deve ser discutido em cada um dos estados brasileiros, em cada sindicato, em cada federação”, disse o presidente da CTB.

Em entrevista publicada no site da central sindical que preside, Wagner Gomes avalia 2010 como um ano de grandes conquistas para a CTB, que completou em dezembro seu terceiro aniversário. No entanto, o dirigente não se furtou de apontar os problemas que deverão ser enfrentados pela Central em 2011.

Leia abaixo a entrevista:

Que avaliação você faz do ano de 2010 para a CTB?
Temos que ser equilibrados e evitar ufanismos ao fazer esse tipo de avaliação. Entendo que foi um ano muito positivo para a CTB. Chegamos ao final de 2010 com a terceira posição consolidada entre as centrais sindicais com maior representatividade – isso é algo muito grandioso para uma entidade com apenas três anos de vida. Chegamos ao final do ano e constatamos que a CTB está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Iniciaremos 2011 com perspectivas de crescimento em nossa base e pretendemos continuar protagonizando algumas das principais lutas da classe trabalhadora.

Nesse contexto, pensando em uma espécie de balanço de 2010, que dimensão você dá para a realização da Conclat?
A Conclat sem sombra de dúvida foi o grande marco do movimento sindical brasileiro em 2010. A unidade demonstrada pelas cinco centrais que organizaram a Conferência foi fundamental para o seu sucesso. Passados alguns meses de sua realização, é possível perceber que muitos frutos ainda serão colhidos como resultado da Conclat. A Agenda da Classe Trabalhadora (documento aprovado durante a Conclat) deve ser a referência das centrais sindicais daqui por diante. A classe trabalhadora fez história no 1º de junho, ao se reunir no Pacaembu. Ela reafirmou a necessidade de ser protagonista das mudanças políticas necessárias para o desenvolvimento do Brasil. A eleição de Dilma Rousseff para a Presidência da Republica já foi uma mostra do que os trabalhadores podem fazer quando se unem por um objetivo bem definido.

A eleição de Dilma pode ser considerada também como uma vitória das centrais e do movimento sindical em geral?
Sem sombra de dúvida. Apesar de toda a popularidade do presidente Lula, não é exagero dizer que a eleição de Dilma esteve em risco na transição do primeiro para o segundo turno. Foi aí que colocamos definitivamente em prática uma resolução tomada desde antes da Conclat: participar ativamente do processo eleitoral, e não somente indicar o voto em determinado candidato. Com a Agenda da Classe Trabalhadora em mãos, desde o primeiro turno vimos que a opção por Dilma seria a mais adequada, seria a única capaz de dar continuidade e aprofundar as mudanças iniciadas no governo Lula. Não medimos esforços para conseguir votos, entramos em todos os debates para demonstrar o retrocesso que significaria a eleição de José Serra e demos nossa contribuição. Por tudo isso creio que foi, sim, também uma vitória das centrais e do movimento sindical brasileiro como um todo.

Ao completar seu terceiro aniversário, que aspectos de sua estrutura e organização a CTB ainda precisa aprimorar?
O balanço que fizemos de 2010 é positivo, mas é obvio que isso não nos impede de uma auto-avaliação critica, construtiva, que permita à CTB continuar crescendo e alcançar novos patamares no futuro. Um ponto que merece maior atenção é a estrutura da CTB em cada um dos estados. Precisamos de uma interação maior e vamos trabalhar por isso em 2011. Outro ponto que merece atenção é o fato de a CTB ainda ser uma entidade muito urbana. Temos que nos aproximar mais e dialogar mais com o sindicalismo rural, setor de extrema importância para o desenvolvimento do Brasil. Creio também que a relação da CTB com os movimentos sindicais é boa e próxima, mas pode se tornar mais rica. Por fim, entendo que a CTB precisa se tornar mais presente e mais conhecida junto aos sindicatos de todo o país, ser uma entidade mais presente à vida dos trabalhadores.

Que políticas serão priorizadas pela CTB durante 2011?
Certamente vamos seguir nossas lutas com base no conteúdo da Agenda da Conclat. Dessa forma, a questão da política de valorização do salário mínimo será uma batalha que enfrentaremos com vigor, assim como iremos retomar os esforços pela alteração na Constituição que reduza a jornada de trabalho no Brasil para 40 horas semanais, sem redução de salário. A extinção do fator previdenciário será uma pauta que certamente a CTB e as demais centrais levarão à nova presidente. Algo que também iremos valorizar muito em 2011 é a questão da formação sindical. Trata-se de um tipo de ação que se traduzirá, no futuro, em resultados muito positivos para a CTB. Como complemento aah pergunta anterior, também faremos esforços significativos para conquistarmos avanços na luta pela reforma agrária e na valorização da agricultura familiar.

Você mencionou a Agenda da Conclat como o grande marco de 2010. De que modo as centrais podem tornar seu conteúdo mais acessível aos trabalhadores?
Isso é algo que cada uma das centrais participantes da Conclat terá que se empenhar muito durante este ano que se inicia. Teremos que dar ampla divulgação ao longo de todo o ano de 2011 para o documento aprovado na Conclat. Ele é fruto de um grande processo de unidade entre as centrais e deve ser discutido em cada um dos estados brasileiros, em cada sindicato, em cada federação. Certamente o nosso esforço por um 1º de Maio unificado se traduzirá em uma grande demonstração da unidade que buscamos e conseguimos colocar em prática durante o governo Lula. Precisamos levar o conteúdo da Agenda da Conclat ao maior número de trabalhadores possível. Somente dessa forma conseguiremos que eles sejam os protagonistas das mudanças que o Brasil ainda precisa.

Wagner Gomes avalia 2010 como um ano de grandes conquistas para a CTB, que completou em dezembro seu terceiro aniversário.

 

31 dez 2010

Caixa inaugura agências na região

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

1995, um ano de triste memória para o Brasil, a Caixa e o Sul da Bahia. Seguindo determinação governamental, a direção da Caixa define pelo fechamento das agências de Gandu, Ubaitaba, Ubatã, Itajuípe e Coaraci. A agência de Camacan é transformada em posto em atendimento.

Prevendo que o objetivo final também era o fechamento da agência de Camacan, a diretoria do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região partiu para a mobilização, sensibilizando os segmentos organizados da sociedade camacaense. Num movimento inédito que em protesto fechou o comércio central da cidade por uma hora, com a participação de vereadores, bancários, comerciantes, sindicalistas e clientes da Caixa, a comunidade da cidade demonstrou o seu repúdio. Porém, a repercussão foi mínima, uma vez que não interessava à mídia a divulgação da luta contra o enfraquecimento e a privatização das empresas estatais.

Reparando um erro histórico, o governo Lula abriu novas agências da Caixa. Aqui na região foram reabertas as de Gandu, Ubaitaba, Camamu e Camacan, após longa mobilização de sindicalistas, vereadores, prefeitos e deputados.

Nosso reconhecimento ao ex-vereador pelo PCdoB de Itabuna, Luís Sena e deputada federal Alice Portugal (PCdoB/BA) que muito se engajaram nessa causa.

A intervenção do estado na economia é benéfica ao país e salutar a nação no sentido de combater as desigualdades regionais e promover o desenvolvimento com a valorização do trabalho e o respeito ao meio ambiente.

Camacan e as demais cidades estão de parabéns por contar a partir de agora com uma agência da Caixa Econômica Federal, o banco social do governo.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região, Jorge Barbosa, esteve presente nas inaugurações das agências de Gandu, Ubaitaba e Camacan.

 

30 dez 2010

E agora, qual será o Orixá que irá reger 2011?

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=H4Fey5iurac&feature=player_embedded] Nesse período em que esperamos o início do ano novo a pergunta mais ouvida é: qual  será o Orixá que irá reger 2011? Portanto, preparei esse texto para trazer para vocês a tão esperada resposta. Espero que gostem e que aproveitem muito esse ano e todo o Axé que será jogado sobre nossas coroas.

Para começar, quero relacionar esse ano com os planetas, mesmo porque a influência que eles exercem sobre nós e sobre toda natureza é grande, assim sendo, saibam que Mercúrio será o planeta regente deste ano.

E vejam que legal as particularidades e atributos desse planeta: Mercúrio faz referência à comunicação, à eloquência e à energia do movimento, move-se mais depressa do que qualquer outro planeta. Tanto é que seu nome foi atribuído pelos romanos baseado no deus Mercúrio, o deus que tem assas nos pés e que é o mensageiro dos deuses, inclusive do deus Júpiter.

Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol, está entre o Sol e Vênus, e pode ser visto a olho nu ao amanhecer e ao entardecer – abro um parêntese só para falar de um detalhe curioso: o Sol está ligado ao Orixá Xangô, uma das grandes paixões de Iansã, segundo os mitos africanos, e Vênus está ligado a Oxum, que também segunda a mitologia yoruba, é irmã próxima de Iansã e  vivem “disputando” entre si.

A temperatura na superfície do lado mais perto do Sol chega a 427° C, uma temperatura quente o suficiente para derreter estanho. No lado oposto, ou no lado da noite, a temperatura desce a -173° C.

Mercúrio está associado aos trabalhos do intelecto como escrever, ensinar e aprender, sendo a inteligência o melhor veículo para compreender o mundo e a si mesmo. Mercúrio representa nossa maneira de aprender e comunicar o que aprendemos, mas também representa nossa maneira de ouvir. Em seu polo negativo surge o mentiroso, o ladrão, o superficial, e no positivo encontraremos aquela pessoa alegre, brincalhona, estudiosa, inteligente.

Com esse astro como regente, não faltarão oportunidades para boas conversas, intercâmbio de experiências entre pessoas das mais diferentes idades e uma vontade incontrolável de mudar completamente tudo aquilo que nos cerca. Por ser agitado e muito versátil Mercúrio provocará uma movimentação intensa em todas as áreas da nossa vida, com mil ideias ao mesmo tempo, o desejo de partir em busca de novidades falará mais alto dentro de cada um de nós.

2011 também será o ano do Coelho no Horóscopo Chinês, e observem algumas características desse signo: O nativo de Coelho é impulsivo, embora não seja dotado de muita energia. Claramente demonstra seu desagrado com as coisas, mesmo não verbalizando isso. As mulheres deste signo, que aparentemente podem ser vistas como dependentes e indecisas, são muito mais hábeis que os homens para enfrentar e superar os problemas comuns da vida. São afetuosas e atraentes para o sexo oposto, talentosas e ambiciosas, com um instinto para reconhecer a sinceridade nos outros e uma habilidade quase paranormal em detectar falsidade.

Seu senso de justiça é muito exigente, pois costumam ser pessoas respeitadoras das leis, pacíficas e amantes da paz. Por ser detalhista e minucioso no trabalho, o Coelho se dá bem em qualquer profissão que exija essas habilidades se dedicando com responsabilidade e dedicação, jamais deixando uma tarefa inacabada e abominando os que assim procedem.

Segundo os chineses o ano do coelho é reconhecido por trazer a paz ou ao menos um respeito pelo conflito ou guerra. Simboliza a graciosidade, as boas maneiras, conselhos sadios, bondade e sensibilidade à beleza.

O Arcanjo Mickael, ou Miguel como é mais conhecido, regerá esse ano também, seu nome significa “Príncipe da Luz”. Preside os raios solares, que destroem as trevas e trazem a luz, é o Comandante do Exército Celeste que controla as chamas. Arcanjo da coragem que defende e protege. Seu elemento é o fogo sutil, seus símbolos são a espada e a balança e sua cor é dourado ou amarelo como os raios do Sol, obtém solução para tudo: abre caminhos, resolve problemas financeiros, cria novas opções de vida, atrai novos empregos, cura o corpo e a mente, afasta sensações de angústia e opressão. Simboliza as mudanças, a justiça e a sabedoria, tornando a vida mais alegre.

Com tudo isso exposto fica fácil identificar o Orixá que regerá esse ano, não é mesmo?

É, será Iansã o Orixá que governará 2011. É ela que fará nossa vida girar e transformar, afinal é nela que encontramos a eloquência, a potência do movimento e os extremos de temperatura como é característica do planeta mercúrio. É Ela que vemos e sentimos no amanhecer e no entardecer, assim como vemos o planeta mercúrio.

Iansã é alegre, inteligente, impulsiva, afetuosa e atraente, cheia de instinto e justa,  assim como algumas das característica do Coelho no horóscopo Chinês. Além disso é guerreira, domina o fogo, é mestre em criar novas opções de vida, em curar o corpo e a mente, em afastar sensações de angústia e de opressão como são as atribuições do Arcanjo Miguel, aliás, não há orixá que mais nos estimula a alegria do que Iansã.

Portanto, vamos nos preparar para viver fortes emoções, pois com Iansã na regência vamos ter um ano bastante agitado em todos os sentidos.

Detalhe importante: esse ano também estará relacionado com a orixá Oxum, e isso deve-se por levarmos em conta que o primeiro dia do ano cai em um sábado, dia dos Orixás d’água, ou seja, dia em que cultuamos Oxum, prometendo um ano dotado de intuição, de doçura e, acima de tudo, um ano de libertação. Alias, vale a pena ressaltar o quando Oxum e Iansã são próximas em suas características e o quanto se cruzam e entrecruzam  no sentido do amor, da alegria, do movimento, da leveza, da intuição e do poder de realização, afinal, quando há amor há alegria; quando há leveza há movimento; quando há intuição há poder realizador … quando há ação de Uma, pode ter certeza, há a ação da Outra complementando e potencializando, fazendo e acontecendo, girando e conduzindo tudo. Tudo no auge da paixão e do amor.

E para completar e melhorar a energia e o ano que vai se inciar, uma boa dica é usar na virada do ano roupas na tonalidade de amarelo, dourado ou vermelho, vale usar várias bijuterias e acessórios de cobre ou na cor de cobre além, é claro, de sorrir e dançar muuuuito, com todo o exagero que nos é permitido.

Sem dúvida será um ano encantador e inesquecível, só precisamos nos transformar nessa guerreira pela vida, pelo amor, pela justiça, pelo trabalho e pelo AXÉ, como é Iansã!

Só precisamos deixar a gira girar e nos apaixonar pela vida e pela nossa gira!

Feliz 2011 a todos e vamos aproveitaaaar !!!

E para já começar a inspirar vocês na energia de 2011 deixo este vídeo maravilhoso que precisa ser visto com atenção nos detalhes, expressões, palavras e movimentos. Se encantem e se preparem …..

Extraído do site: http://www.minhaumbanda.com.br



Enquanto os funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna e de outros hospitais da região ainda não receberam o 13º Salário, os servidores e funcionários do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM) garantiram, após três dias de greve e de luta organizada pelo Sindserv, o pagamento dos salários atrasados e do 13º Salário para toda a categoria. Após a confirmação do pagamento na conta corrente, os trabalhadores decidiram em assembléia ontem à tarde (29/12) pelo fim da greve.

“Foi uma grande vitória para nós trabalhadores do Hospital de Base que já não agüentamos mais este tipo de situação. A nossa greve demonstrou que não queremos mais a insegurança e os prejuízos causados pelo atraso no pagamento de nosso direito sagrado”, desabafa Levi Araújo, funcionário do HBLEM e diretor do Sindserv.

Mesmo com o acordo celebrado em março deste ano com mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), a Prefeitura intransigentemente agindo fora da lei, não garante o pagamento dos salários dos servidores no quinto dia útil de cada mês conforme determinação do MPT.

“Essa situação não pode continuar assim. Enquanto não houver uma punição para a administração municipal que não cumpre acordos, nem mesmo celebrado na sede de uma instituição federal, como foi no Ministério Público, os trabalhadores agirão lançando mão do direito constitucional de greve” garante Karla Lúcia, presidenta do Sindserv.

O Sindserv parabeniza a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Hospital de Base pela vitoriosa mobilização e pela firmeza em não recuar enquanto a administração municipal não realizasse os pagamentos. Foram várias reuniões com o executivo municipal que prometia solucionar as pendências com o funcionalismo e não cumpria, demonstrando um descaso e desrespeito com a categoria.

Agradecemos também os apoios dos sindicatos dos Bancários, Comerciários, Sindiacs e à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB/Regional Sul da Bahia.

O nosso Sindicato deseja a todos e todas, funcionários e servidores do Hospital de Base e da Prefeitura de Itabuna um ano novo de lutas inspiradoras.

Que venha 2011!

Sindicato é pra lutar!

SINDSERV – SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ITABUNA

FILIADO À CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL – CTB

 

28 dez 2010

Greve no Hospital de Base continua

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Apesar da promessa de pagamento do 13º Salário para os servidores que ganham até R$ 790,00 (setecentos e noventa reais) até o final desta tarde e dos salários mais o décimo terceiro para o restante da categoria até amanhã, os servidores municipais decidiram em assembléia permanecer em greve até quarta-feira, 29 de dezembro. A promessa da administração municipal se deu após a confirmação do repasse da verba estadual realizada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab).

“Permaneceremos em greve até que a Prefeitura pague o que deve a todos os servidores”, garante Wilmaci Oliveira, diretora do Sindserv.

Os servidores lotados no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM) convivem com atrasos de salários há muito tempo e sem data certa para o recebimento. Em março deste ano, através da mediação do Ministério Público do Trabalho foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no qual a Prefeitura se comprometia a realizar os pagamentos até o quinto dia útil de cada mês, o que não foi cumprido.

Sem o cumprimento do TAC, a administração municipal também deixou o HBLEM à própria sorte. O sucateamento do hospital foi aprofundado a ponto de faltar todo tipo de material, até mesmo água mineral. Isso sem falar na desativação da lavanderia e comprometimento do funcionamento da cozinha.

Esta situação fez com que os movimentos sociais deflagrassem o Movimento pela Estadualização do Hospital de Base, por entender que essa é a melhor solução para a grave crise na saúde de Itabuna, já que o governo do Estado já sinalizou pela estadualização. Mesmo nessa situação caótica, o prefeito José Nilton Azevedo (DEM) não quer a estadualização.

 

SINDSERV – SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ITABUNA

FILIADO À CTB

 

Expectativas sobre o poder de compra e o desemprego são as mais altas do governo Lula

GUILHERME CHAMMAS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Ao final dos oito anos de governo Lula, o brasileiro está mais otimista em relação à melhora da economia, de acordo com pesquisa feita pelo Datafolha. Expectativas em relação ao poder de compra e ao desemprego atingiram os melhores índices desde o início da gestão de Lula e superam os observados ao final do governo de FHC.
Dos brasileiros, 46% acreditam que seu poder de compra vai aumentar. Há oito anos, eram 36%.
Em relação ao desemprego, 41% acham que a taxa, que está no menor nível em oito anos, vai diminuir mais.
“O otimismo tem uma correlação com os indicadores do país, mas existe um reflexo da propaganda eleitoral, que enfatizou os pontos positivos do governo Lula”, diz Alessandro Janoni, diretor de pesquisas do Datafolha.
Outros indicadores também demonstram a confiança dos brasileiros. Um deles é a expectativa sobre a inflação, a qual a maior parte dos entrevistados (39%) acredita que se manterá estável.
Esse otimismo pode aumentar a demanda por bens e serviços no país, conforme explica o economista Bernardo Wjuniski, da Tendências Consultoria. “Há quatro condicionantes de demanda: emprego, renda, crédito e confiança do consumidor.”

PODER AQUISITIVO
O Datafolha também questionou a opinião dos entrevistados sobre sua situação econômica atual.
O poder aquisitivo dos brasileiros alcançou o melhor resultado da série histórica, iniciada em 1994. Hoje, 19% dos entrevistados disseram que ganham muito pouco, e têm dificuldades financeiras. No final do governo FHC, esse índice alcançava 45%.
“Os números explicam muito sobre o fato de Lula ter conseguido eleger sua sucessora e sobre sua popularidade”, diz Janoni.
A pesquisa foi feita entre 17 e 19 de novembro, com 11.281 brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me2712201005.htm

27 dez 2010

Crise neoliberal e sofrimento humano

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Por Leonardo Boff

O balanço que faço de 2010 vai ser diferente. Enfatizo um dado pouco referido nas análises: o imenso sofrimento humano, a desestruturação subjetiva especialmente dos assalariados, devido à reorganização econômico-financeira mundial.
Há muito que se operou a “grande transformação”(Polaniy), colocando a economia como o eixo articulador de toda a vida social, subordinando a política e anulando a ética. Quando a economia entra em crise, como sucede atualmente, tudo é sacrificado para salvá-la. Penalisa-se toda a sociedade como na Grécia, na Irlanda, em Portugal, na Espanha e mesmo dos USA em nome do saneamento da economia. O que deveria ser meio, transforma-se num fim em si mesmo.
Colocado em situação de crise, o sistema neoliberal tende a radicalizar sua lógica e a explorar mais ainda a força de trabalho. Ao invés de mudar de rumo, faz mais do mesmo, colocando pesada cruz sobre as costas dos trabalhadores. Não se trata daquilo relativamente já estudado do “assédio moral”, vale dizer, das humilhações persistentes e prolongadas de trabalhadores e trabalhadoras para subordiná-los, amedrontá-los e, por fim, levá-los a deixar o trabalho. O sofrimento agora é mais generalizado e difuso afetando, ora mais ora menos, o conjunto dos países centrais. Trata-se de uma espécie de “mal-estar da globalização” em processo de erosão humanística.
Ele se expressa por grave depressão coletiva, destruição do horizonte da esperança, perda da alegria de viver, vontade de sumir do mapa e até, em muitos, de tirar a própria vida. Por causa da crise, as empresas e seus gestores levam a competitividade até a um limite extremo, estipulam metas quase inalcançáveis, infundindo nos trabalhadores, angústias, medo e, não raro, síndrome de pânico. Cobra-se tudo deles: entrega incondicional e plena disponibilidade, dilacerando sua subjetividade e destruindo as relações familiares. Estima-se que no Brasil cerca de 15 milhões de pessoas sofram este tipo de depressão, ligada às sobrecargas do trabalho.
A pesquisadora Margarida Barreto, médica especialista em saúde do trabalho, observou que no ano passado, numa pequisa ouvindo 400 pessoas, que cerca de um quarto delas teve idéias suicidas por causa da excessiva cobrança no trabalho. Continua ela: “é preciso ver a tentativa de tirar a própria vida como uma grande denúncia às condições de trabalho impostas pelo neoliberalismo nas últimas décadas”. Especialmente são afetados os bancários do setor financeiro, altamente especulativo e orientado para a maximalização dos lucros. Uma pesquisa de 2009 feita pelo professor Marcelo Augusto Finazzi Santos, da Universidade de Brasília, apurou que entre 1996 a 2005, a cada 20 dias, um bancário se suicidava, por causa das pressões por metas, excesso de tarefas e pavor do desemprego. Os gestores atuais mostram-se insensíveis ao sofrimento de seus funcionários, acrescentando-lhes ainda mais sofrimento.
A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de três mil pessoas se suicidam diariamente, muitas delas por causa da abusiva pressão do trabalho. O Le Monde Diplomatique de novembro do corrente ano, denunciou que entre os motivos das greves de outubro na França, se achava também o protesto contra o acelerado ritmo de trabalho imposto pelas fábricas causando nervosismo, irritabilidade e ansiedade. Relançou-se a frase de 1968 que rezava:”metrô, trabalho, cama”, atualizando-a agora como “metrô, trabalho, túmulo”. Quer dizer, doenças letais ou o suicídio como efeito da superexploração capitalista.
Nas análises que se fazem da atual crise, importa incorporar este dado perverso que é o oceano de sofrimento que está sendo imposto à população, sobretudo, aos pobres, no propósito de salvar o sistema econômico, controlado por poucas forças, extremamente fortes, mas desumanas e sem piedade. Uma razão a mais para superá-lo historicamente, além de condená-lo moralmente. Nessa direção caminha a consciência ética da humanidade, bem representada nas várias realizações do Forum Social Mundial entre outras.

Leonardo Boff é autor de Proteger a Terra-Cuidar da vida:como evitar o fim do mundo, Record 2010.

 

A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), fará um governo igual ou melhor que o do presidente Lula para 83% dos brasileiros, revela pesquisa Datafolha.

De acordo com o instituto, a expectativa de 53% dos entrevistados é que a gestão da petista seja similar à do antecessor. Outros 30% avaliam que ela se sairá melhor.

41% defendem cargo para Lula no novo governo

A estratificação do levantamento mostra que Dilma obtém seus melhores índices na fatia da população menos escolarizada, mais jovem e que declara renda mensal de até cinco salários mínimos.

Foram ouvidas em todo o país 11.281 pessoas, de 17 a 19 do mês passado. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Para 73%, o futuro governo de Dilma será ótimo ou bom. É o segundo percentual mais alto de expectativa sobre o mandato de um presidente eleito desde a redemocratização do país.

Em dezembro de 2002, a expectativa positiva sobre Lula era de 76%.

Os números de Dilma superam os do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) tanto no primeiro mandato (70%) como no segundo (41%). Fernando Collor (1990-92) obteve 71%. Não foi feita pesquisa em 2006.

Os picos positivos foram demonstrados no Nordeste do país, especialmente em Pernambuco (78%), no Ceará (79%) e em Minas Gerais (80%). No Sul, o índice de otimismo cai para 68%.

PROMESSAS

O instituto sondou o percentual de confiança dos eleitores sobre o cumprimento de promessas de campanha. Uma parcela de 31% disse acreditar que ela cumprirá a maioria das promessas, outros 59% esperam que cumpra parte delas, e 6% acham que não realizará nenhuma.

Os números são similares ao que o brasileiro esperava de Lula em 2002. À época, 31% acreditavam que ele fosse cumprir suas promessas.

A diferença entre a expectativa em relação a Dilma e a que se tinha sobre o Lula está nas áreas de atuação de governo. Para 18% dos entrevistados, a gestão dela se sairá melhor na saúde. Em seguida, aparecem economia (12%) e educação (12%).

Quando se trata da expectativa sobre a área em o novo governo terá o pior desempenho, destacam-se saúde (13%), combate à violência e segurança pública (13%).

Antes do primeiro mandato, 27% apostavam que a administração de Lula avançaria no combate ao desemprego, e 18%, na erradicação da fome e miséria. Para 10%, a economia declinaria.

Tanto Lula como Dilma marcam seus índices mais altos de “ruim ou péssimo” quando a expectativa é sobre o combate à corrupção (10% para ele, e 20% para ela).

A exemplo do que ocorreu em relação a Lula (43%), em 2002, agora os entrevistados acreditam que os “trabalhadores” serão os mais beneficiados pelo governo (33%).

Nos demais setores a serem beneficiados, no entanto, não há semelhanças. Em 2002, 14% citavam a agricultura, e 11%, a indústria, como áreas que seriam privilegiadas. Neste ano, aparecem políticos (13%) e bancos (10%).