A CTB e sindicatos filiados realizam hoje, daqui a pouco, mais uma manifestação pela estadualização do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM). O ato contará com presença de dirigentes sindicais dos sindicatos dos Bancários, Comerciários, Servidores Municipais (Sindserv), Têxteis e Calçadistas (Sintratec), Trabalhadores na Construção Civil (Sintracom), Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, União da Juventude Socialista (UJS) e associação de moradores de bairros de Itabuna.

“Há mais de trinta dias que os médicos que prestam assistência no Hospital de Base não estão atendendo pacientes dos municípios pactuados, o que consideramos inadmissível. Esta é a situação caótica em que se encontra aquela unidade hospitalar e por isso estamos aqui mais uma vez na luta pela estadualização”, denuncia Jorge Barbosa, presidente do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região e coordenador da campanha “Movimento pela Estadualização do Hospital de Base”.

A manifestação, que terá distribuição do adesivo da campanha (foto), está prevista para logo mais às 10 horas, na Praça Adami.

14 jul 2011

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Reza um velho ditado popular que quando dois meliantes brigam algo de bom acontece.

Por Umberto Martins

A desavença entre o empresário Abílio Diniz e seu sócio francês na Companhia Brasileira de Distribuição (CBD, que inclui o Pão de Açúcar), o grupo Casino, afastou o risco de participação do BNDES no polêmico projeto de fusão da empresa varejista com as filiais brasileiras do também francês Carrefour. O banco público, que inicialmente cogitava gastar mais de R$ 2 bilhões na transação privada, anunciou na tarde de terça-feira (12) que estava fora do negócio, acatando recomendação da presidente Dilma.

Pulo do gato

Os executivos do Casino se sentiram como cônjuges traídos pelos movimentos de Diniz, que procurou um acordo com a direção do Carrefour e o respaldo do governo sem consultar os sócios, informados da ocorrência pelo semanário francês Le Journal Du Dimanche. Jean-Charles Naouri, presidente do conselho de administração do grupo francês, classificou a manobra de atentado à “ética dos negócios” (SIC). É um comportamento típico de magnatas capitalistas.
Em 2005, o fundador do Pão de Açúcar assinou um acordo de acionistas com o Casino pelo qual este aumentaria gradualmente sua participação na CDS até adquirir, em 2012, o controle da companhia. Recentemente, próximo do prazo estabelecido para a transferência do comando, usando a notável influência que goza no governo, ele ensaiou um pulo do gato, negociando furtivamente a fusão com o Carrefour e o financiamento bilionário do BNDES. Mas a reação indignada do sócio francês e as críticas suscitadas ao banco público acabaram inviabilizando a obscura transação.

Leia matéria completa clicando no link abaixo:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=158733&id_secao=2

 

 

13 jul 2011

Estresse atinge 67% das mulheres do país

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado
As brasileiras estão mais estressadas. Pelo menos é o que diz estudo realizado pela consultoria Nielsen. O índice de mulheres com nervos a flor da pele chega a 67%, o quarto entre os paises emergentes pesquisados.
A maior proporção de estressadas está na Índia, com 87%. O México aparece em segundo lugar (74%), seguido pela Rússia (69%). Entre os desenvolvidos, as mais nervosas são as espanholas (66%) e francesas (65%).
As diversas atividades exercidas pelas mulheres são as principais causas do estresse. No entanto, segundo o levantamento, as estruturas sociais em torno delas variam muito entre países desenvolvidos e emergentes, variando, portanto, os níveis de exposição à pressão, principal causadora do estresse.
Fonte: http://www.bancariosbahia.org.br
13 jul 2011

Trabalho bancário é prejudicial à saúde

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado
A pressão diária para o cumprimento de metas nas agências bancárias e o prejuízo à saúde do trabalhador é tema do livro Adoecimento psíquico no trabalho bancário: da prestação de serviços à (de) pressão por vendas, que já está nas livrarias.
Do psicólogo Vitor Barros, a obra é baseada em mais de três mil horas de depoimentos dos funcionários atendidos por meio do trabalho que durou três anos. Segundo o autor, é comum aos bancários o sentimento de inconformidade e culpa diante dos transtornos psíquicos.
O psicólogo também critica as fusões dos bancos e a terceirização. Segundo ele, depois de um ano do processo de compra e venda, as empresas começam a se preocupar com o retorno do investimento. Para isso, dão início a cortes de pessoal e, consequentemente, aumentam a pressão sobre os que ficam.

Denúncias
Os bancários que estiveram passem por problemas em decorrência das metas e do assédio moral devem procurar o Sindicato e fazer a denúncia para que a entidade possa realizar ações para coibir a prática.
Fonte: http://www.bancariosbahia.org.br

Durante as manifestações, realizadas, na manhã desta terça-feira (12), na Usina de Asfalto da Prefeitura de Salvador , Pirajá, a Polícia Militar agrediu os servidores municipais que participavam do ato por melhores condições de trabalho e salários dignos.

Além das agressões, os políciais ameaçaram de prisão os trabalhadores, que por estarem em greve legal, se recusavam abrir os portões da Usina.

De acordo com um policial não identificado,a ação foi uma ordem do Coronel Roberto Fiuza, chefe da Assistência Militar da Prefeitura, que por sua vez recebeu a orientação do secretário João Leão e do prefeito João Henrique.
Em greve por tempo indeterminado, anunciada na semana passada, os servidores municipais   pedem a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos – PCCV, assistência médica  e que a Prefeitura cumpra com os acordos feitos em 2009 e 2010. Está marcada para sexta-feira, dia 15, uma negociação entre os servidores e a prefeitura, ate lá a paralisão continua.

Fonte: Sindseps

Estudantes e professores chilenos prometem organizar, nesta quinta-feira (14), as maiores manifestações desde a redemocratização do país, em 1989. Melhor não duvidar: nas duas últimas marchas, em 16 e em 30 de junho, os manifestantes quebraram os próprios recordes, reunindo em torno de 400 mil pessoas nas principais cidades.
São dias pouco agradáveis para o presidente do Chile, Sebastián Piñera. Além de ter sido obrigado a anunciar medidas para tentar frear os movimentos, ele enfrenta, nesta segunda-feira (11), protestos dos trabalhadores do setor mineral, principal atividade econômica nacional. Os operários querem garantias de que não haverá privatização da Codelco, a estatal do cobre.
O momento coloca em xeque a visão de um “Chile-maravilha”, comprada por parte da sociedade brasileira e dos países ricos. Os estudantes querem colocar a nu um sistema educacional que consideram desigual e excludente.
“O crescimento do mercado de educação superior fez com que aparecessem muitas diferenças entre os estudantes e entre as instituições”, afirma Germain Dantas, presidente da Federação de Estudantes da Universidade Federico Santa Maria, uma instituição privada de Valparaíso, e integrante da Confederação de Estudantes do Chile. “Há um uso massivo de recursos que não assegura a qualidade.”
Ele refere-se ao sistema adotado durante a ditadura de Augusto Pinochet (que governou de 1973 a 1990). No início da década de 1980, o governo decidiu promover a abertura ao modelo privado de educação. A visão era de que a criação de uma rede particular forte provocaria uma melhoria das escolas públicas. A lógica era simples: receberiam mais financiamento as unidades que conseguissem atrair mais estudantes, supondo-se que uma quantidade maior seria a consequência de um ensino de mais qualidade.
Os alunos passaram a escolher. Se quisessem seguir em uma escola pública, poderiam. Se quisessem migrar ao ensino privado, receberiam uma espécie de vale-educação, ou seja, a escola é subsidiada por cada estudante que recebe. “Em vez de funcionar como um instrumento para acabar com a desigualdade, a educação se transformou em um elemento para reproduzi-la”, lamenta Jaime Gajardo, presidente do Colégio de Professores do Chile, entidade que reúne 100 mil docentes de todos os níveis educacionais.
No sistema universitário a situação se complicou ainda mais. Tanto nas instituições públicas quanto privadas é preciso pagar matrículas e mensalidades. Os juros fazem com que as dívidas, que inicialmente vão do equivalente a R$ 10 mil a R$ 15 mil, atinjam valores quatro ou cinco vezes maiores. Até esta semana, mesmo quem perdia o emprego deveria seguir pagando o crédito educacional.

Herança

Esta é uma das questões centrais: a Concertação, aliança de partidos que governou o Chile da redemocratização até o ano passado, não fez esforços para reformar o sistema. Pelo contrário, criou medidas na tentativa de aperfeiçoá-lo, acreditando que juros um pouco mais baixos ou um número maior de bolsas resolveriam a questão. “Hoje em dia estamos vendo as consequências disso. Você reforma algumas coisas, mas não muda o substancial. Ao não mudar o substancial, os problemas remanescentes explodem, afloram inevitavelmente”, diz Gajardo.
A conta que hoje se cobra foi apresentada pela primeira vez em 2006, quando centenas de milhares de estudantes secundaristas foram às ruas, na chamada Revolta dos Pinguins. O que se queria era o fim da municipalização do ensino, o fim do lucro nos colégios privados, a gratuidade da prova de seleção universitária e a anulação da lei do período Pinochet, que criava as várias categorias de escolas. A presidenta Michelle Bachelet aceitou convocar uma comissão que, no fim das contas, não deu espaço às reivindicações centrais dos jovens.
O movimento volta agora e, segundo lideranças da mobilização, vê com total descrédito uma solução negociada entre Executivo e Legislativo. “Isso não terá solução na política tradicional. Estamos reivindicando uma série de saídas que não estão previstas na política tradicional, como o plebiscito, que são medidas mais democráticas e que incluem a sociedade”, avisa o estudante Dantas.

Pagando o pato

Piñera havia avisado que este seria o ano da educação. Os estudantes foram às ruas reforçar a mensagem. Cientes de que o caminho do presidente era o de incentivo ao atual modelo, acharam melhor deixar claro que acreditam na ruptura e na formulação de um novo sistema. Quis a soma de fatores que o cansaço se tornasse público e massivo durante o governo conservador.
Em uma demonstração de pouca habilidade política, o ministro da Educação, Joaquín Lavín, determinou, pouco antes da segunda jornada de protestos por todo o país, que as escolas tomadas por estudantes antecipassem as férias de meio de ano. Ele próprio admitia que eram 206 unidades apenas na região metropolitana de Santiago.
“O ano escolar significa um certo número de horas de classes que devem ser respeitadas. Está em jogo também o subsídio que têm de receber os colégios e seus mantenedores”, ameaçava, indicando também que os estudantes teriam aulas até janeiro para repor o atraso caso não respeitassem a medida.
A resposta foi simples. Dois dias depois, o Chile assistiu à sua maior manifestação em quase três décadas. Em um protesto bem humorado, os alunos sugeriram que Lavín tomasse “o caminho da praia”, uma alusão a um pedido de demissão.
Secundaristas e universitários consideram que o ministro não tem mais condições de negociar uma solução para a crise. “É uma jogada política extremamente maquiavélica. Não resolve. É má política. (Nós) nos opomos a isso, assim como os estudantes secundários, afetados por essa medida, recusaram cumpri-la e seguem mobilizados”, afirma Dantas.
Piñera assumiu a negociação em pronunciamento em cadeia de rádio e TV na última semana. Anunciou um pacote de medidas no valor de US$ 4 bilhões (R$ 6,3 bilhões) para tentar encontrar uma solução. Prometeu aumentar o número de bolsas aos mais pobres e reduzir os juros de financiamento das universidades.
Não se comprometeu, no entanto, com as causas centrais: o fim da municipalização, ou seja, dar um novo caminho ao ensino em 40% das escolas do país; acabar com o sistema que dá ao país uma formação desigual e voltada exclusivamente ao mercado, deixando de lado a formação cidadã; e a estatização do ensino universitário. Como Bachelet em 2006, Piñera corre o risco de ver o movimento crescer.
“Há diferentes visões de como deve ser a educação. Há que se abrir a todas essas visões, e que se realize um plebiscito para definir qual a visão que vai prevalecer. Não pode seguir o que se vê hoje em dia, que é um governo que quer impor sua visão a todo o resto da sociedade”, pondera Gajardo.

Fonte: Rede Brasil Atual

Leia mais: http://portalctb.org.br

13 jul 2011

Bradesco substitui a senha por biometria

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado
Em breve, os clientes do Bradesco não precisarão da senha de seis dígitos para ter acesso aos serviços nos caixas de autoatendimento. O método da biometria, que utiliza a impressão digital e as veias da palma da mão como reconhecimento de identidade, será incrementado de forma padrão nos equipamentos.
Os caixas que já possuem a biometria obrigavam, até então, o cliente digitar a senha de seis dígitos para autenticar a realização dos serviços. A partir desta terça-feira (12/07), a opção será a única que autentica o cliente. Atualmente, segundo o Bradesco, mais de cinco milhões de pessoas utilizam à tecnologia.
Ainda de acordo com a empresa, o sistema já está instalado em todas as 3.672 agências do país, além dos pontos externos de autoatendimento. O cliente interessado em utilizar o novo padrão de acesso bancário, deve selecionar a opção ao realizar um serviço nos caixas automáticos e habilitar o uso da biometria.
Fonte: http://www.bancariosbahia.org.br
  A jornalista Cristina Guimarães, vencedora do Prêmio Esso em 2001 junto com Tim Lopes pela série ‘Feira das drogas’, afirmou que a Rede Globo, empregadora de ambos na época das reportagens, não ofereceu proteção a ela e ao colega, e que o repórter poderia estar vivo se a emissora tivesse dado atenção às ameaças recebidas. “Se dependesse da TV Globo, eu estaria morta”, disse. Tim Lopes foi morto por traficantes em junho de 2002 durante uma reportagem sobre bailes funk no Rio de Janeiro.
De volta ao Brasil após passar oito anos se escondendo de traficantes da Rocinha, que ameaçavam matá-la depois de reportagem veiculada no Jornal Nacional, ela conta em livro como a TV Globo lhe virou as costas na hora de oferecer segurança. “Os traficantes da Rocinha ofereciam R$20 mil pela minha cabeça. Pedi ajuda à TV Globo e fui ignorada.”

Tim Lopes foi assassinado em 2002

De acordo com Cristina, sete meses antes de Tim ser morto por traficantes do Complexo do Alemão, ela entrou com uma ação judicial de rescisão indireta, na qual reclamava da falta de segurança para jornalistas da emissora. As denúncias integram um livro escrito por ela e que deve ser lançado nos Estados Unidos no início do próximo ano. A obra, segundo a jornalista e publicitária, também deve virar filme.
“Não dava para escrever meu livro no Brasil. Aqui a Globo ainda tem uma influência muito forte e a obra poderia ser abafada de alguma maneira. Com o apoio do governo americano, fica mais fácil lançar nos EUA”, disse.
As ameaças
Cristina conta que após o colega Tim Lopes levar à emissora o material da feira de drogas ao ar livre na favela da Grota, no Complexo do Alemão, a chefia pediu a ela para fazer mais imagens de outros lugares. Ela foi à Rocinha e à Mangueira repetidas vezes, mas os problemas, disse, começaram um mês depois da exibição da série. “Começaram a me telefonar de um orelhão que fica dentro da favela da Rocinha me chamando de ‘Dona Ferrada’ e dizendo que me pegariam. Diziam também que eu não escaparia, era questão de tempo. Diante das constantes ligações, conversei com a chefia do JN e pedi proteção. Fui ignorada.”
Segundo ela, os bandidos teriam sequestrado e espancado um produtor do programa Esporte Espetacular, na tentativa de chegar aos autores da série de reportagens. “O que me assustou foi que a TV Globo não me falou nada.” Cristina soube do caso por um jornal e concluiu que a emissora não faria nada para protegê-la. “A Globo não quis saber se eu corria risco de vida. Meus chefes diziam que as ameaças que eu recebia por telefone eram coisas da minha cabeça”, disse.
Ao cobrir o caso de um garoto preso na Rocinha suspeito de pagar propina a um coronel, ela ouviu do suspeito “É, tia! Eu tô ferrado, mas tu também tá. Tá todo mundo atrás de você lá na Rocinha. Tua cabeça tá valendo R$20 mil.” “Naquele momento, tomei a dimensão da situação em que eu me encontrava.”
Cristina entrou com uma ação judicial no Ministério do Trabalho e seu vínculo com a emissora acabou, mas ela não se importa. “Não me arrependo de ter largado a Globo para trás. Minha vida vale muito mais do que R$3.100,00, que era o meu salário em2001.” Ela acredita que se tivesse continuado a produzir matérias, estaria morta “há muito tempo”.
A jornalista afirmou ainda que, “sem dúvida nenhuma”, a morte de Tim Lopes poderia ter sido evitada pela emissora. “Eu falei sobre os riscos que estávamos correndo sete meses antes de os traficantes do Alemão matarem o Tim Lopes. Eu implorei por atenção a estas ameaças e o que fez a TV Globo? Ignorou tudo.”
Leia mais: http://limpinhocheiroso.blogspot.com/

Aos 93 anos, Antonio Candido explica a sua concepção de socialismo, fala sobre literatura e revela não se interessar por novas obras.

Crítico literário, professor, sociólogo, militante. Um adjetivo sozinho não consegue definir a importância de Antonio Candido para o Brasil. Considerado um dos principais intelectuais do país, ele mantém a postura socialista, a cordialidade, a elegância, o senso de humor, o otimismo.

Antes de começar nossa entrevista, ele diz que viveu praticamente todo o conturbado século 20. E participou ativamente dele, escrevendo, debatendo, indo a manifestações, ajudando a dar lucidez, clareza e humanidade a toda uma geração de alunos, militantes sociais, leitores e escritores.

Tão bom de prosa como de escrita, ele fala sobre seu método de análise literária, dos livros de que gosta, da sua infância, do começo da sua militância, da televisão, do MST, da sua crença profunda no socialismo como uma doutrina triunfante. “O que se pensa que é a face humana do capitalismo é o que o socialismo arrancou dele”, afirma.

Brasil de Fato: Nos seus textos, é perceptível a intenção de ser entendido. Apesar de muito erudito, sua escrita é simples. Por que esse esforço de ser sempre claro?
Antonio Candido: Acho que a clareza é um respeito pelo próximo, um respeito pelo leitor. Sempre achei, eu e alguns colegas, que, quando se trata de ciências humanas, apesar de serem chamadas de ciências, são ligadas à nossa humanidade, de maneira que não deve haver jargão científico.

Posso dizer o que tenho para dizer nas humanidades com a linguagem comum. Já no estudo das ciências humanas eu preconizava isso. Qualquer atividade que não seja estritamente técnica, acho que a clareza é necessária inclusive para pode divulgar a mensagem, a mensagem deixar de ser um privilégio e se tornar um bem comum.

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http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=11&id_noticia=158712

Texto em periódico inglês diz que faltam dados sobre benefícios

MARIANA VERSOLATO –  DE SÃO PAULO

Deixe de lado a obrigação de beber oito copos de água por dia e a culpa que aparecer quando essa “missão” não for cumprida.
Segundo texto publicado ontem no “British Medical Journal”, escrito pela médica Margaret McCartney, de Glasgow, na Escócia, o conselho de beber cerca de 2 litros de água por dia é “nonsense”.
“Não há evidências científicas dos benefícios de beber quantidades grandes de água, mas o mito de que não bebemos água o suficiente tem vários defensores”, diz.
Ela cita o site do National Health Institute (organização de saúde do Reino Unido), que recomenda ingerir de seis a oito copos de água por dia para evitar a desidratação, e organizações como a Hydration for Health, criada pela empresa Danone, fabricante de garrafas de água, que dão conselhos semelhantes.
Os únicos benefícios já provados da alta ingestão de água são dirigidos para pacientes que têm histórico de pedras nos rins, mas não há evidências suficientes de que o líquido possa impedir que elas apareçam em quem nunca teve o problema.
Fora isso, essa imposição corre o risco de ser até prejudicial porque pode causar deficiência de sódio no sangue e fazer as pessoas se sentirem culpadas por não beberem água o suficiente.
Daniel Rinaldi, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, afirma que a ingestão de água deve estar relacionada à sede, como um mecanismo de reposição de líquidos do corpo.
“Nosso organismo se autorregula. Não há mesmo evidências de que as pessoas precisam beber 2 litros de água diariamente.”
As exceções valem para crianças e idosos, que podem não sentir sede.
Regiões muito secas ou épocas com calor excessivo também pedem mais líquidos. Mas o nefrologista afirma que a água não é a única fonte de hidratação do corpo.
“Muitos alimentos têm água e podem suprir essa necessidade”, afirma.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd1307201102.htm