Levantamento realizado com 2.829 alunos dos ensinos fundamental e médio da cidade de São Paulo mostra que 10% deles fumam. Dentre os fumantes, 61% são mulheres e 39% homens. A pesquisa é de 2008, mas somente esse ano a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), responsável pelo levantamento, fez o recorte por gênero. Isso porque, no Dia Mundial sem Tabaco – comemorado no dia 31 de maio –, um dos temas abordados foi o crescimento do tabagismo entre as mulheres.

Entre as meninas fumantes, 11% declararam fumar a menos de um ano; 59% entre um e três anos; 28% entre quatro e seis anos e 2% fumam há mais de seis anos.

Outra pesquisa, divulgada no ano passado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), aponta que as mulheres começam a fumar mais cedo. A proporção de meninas fumantes com menos de 15 anos é 22% maior do que a dos homens, em todas as regiões do País. No entanto, elas também abandonam o cigarro numa proporção duas vezes maior do que a dos homens. A pesquisa foi realizada em 51.011 domicílios, e abordou fumantes, não fumantes e ex-fumantes.

 

Álcool

Pesquisa divulgada no ano passado revela que 33% dos alunos do ensino médio da rede particular da cidade de São Paulo já se embriagaram. O levantamento foi realizado pelo Centro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com 5.226 alunos.

Entre os estudantes do ensino fundamental – de 13 a 15 anos – o índice é de 14,2%. Os números são maiores entre os alunos que saem à noite. Os dados mostram também a facilidade que os menores de idade têm para conseguir bebidas alcoólicas: apenas 2% dizem não ter tido sucesso na tentativa de compra.

Fonte: http://www.viablog.org.br

DIA: HOJE – Sextafeira – 03.06.11

LOCAL: AABB/Itabuna

HORÁRIO: 20 HORAS

ATR AÇÕ E S: Carlota Juaquina, Zabumbahia e Pescoço de Mola

BANCÁRIO SINDICALIZADO NÃO PAGA.

BASTA SE IDENTIFICAR NA PORTARIA COM DOCUMENTAÇÃO.

VALOR: Para as demais pessoas, o ingresso que está superlimitado custa R$ 10,00. Adquira logo para seus amigos e parentes. BOA FESTA!

Uma semana depois do assassinato dos líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva em Nova Ipixuna, no sudeste do Pará, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou e fechou duas madeireiras da região

O Ibama aplicou R$ 752,3 mil em multas e fechou cinco madeireiras em Nova Ipixuna, no sudeste do Pará, em cinco dias de fiscalização. Na terça-feira da semana passada (24), o casal de ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva foi morto no município, que denunciavam a atuação ilegal de madeireiros na região.

Os fiscais do Ibama também destruíram dezenas de fornos ilegais de carvão e multaram assentados que se associaram a madeireiras para exploração irregular da floresta dentro do projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, onde o casal morava.

Uma das madeireiras fechadas é a Serraria Tico-Tico Ltda –18 vezes pelo Ibama, entre 1997 e 2010–, que já havia sido embargada em junho do ano passado. Na manhã de ontem, os fiscais voltaram à empresa e constataram indícios de que ela ainda funcionava. A madeireira acabou lacrada e multada novamente, em R$ 30 mil, por descumprimento de embargo, venda irregular de madeira e por incluir dados falsos no Sisflora, o sistema estadual que controla a compra e venda de produtos florestais no Pará, informou o Ibama.

Na S. C. Santos Madeira Ltda, o Ibama também flagrou evidências de que a empresa continuava serrando madeira ilegalmente apesar de multada duas vezes, em 2008 e 2009, e já ter sido fechada. Os fiscais aplicaram à empresa multas de R$ 100 mil pela quebra do embargo e R$ 17 mil por 55 m3 de madeira ilegal flagrada no pátio.

Segundo o Ibama, a madeireira Paulo Mendes Souza e Cia Ltda, multada por cinco vezes, entre 2008 e 2010, também foi autuada em R$ 10 mil e embargada por descumprir as exigências da licença ambiental. Nas ações de segunda e terça-feira (31), o Ibama multou e fechou a A M.P. Torres Ltda e a Bel Monte Ltda.

Onda de mortes

Fotos tiradas pelo casal de ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva, 52, e Maria do Espírito Santo da Silva, 50, mortos no último dia 24, mostram a ação ilegal de madeireiros em Nova Ipixuna, sudeste do Pará. A maioria das fotos foi tirada por Maria. O homem que aparece nas imagens é José Cláudio

Cinco camponeses foram na região norte em menos de dez dias, quatro deles no sudeste paraense. O última morte foi de Marcos Gomes da Silva, 33, natural do Maranhão, assassinado em Eldorado dos Carajás na noite de ontem (1º).

Na semana passada, três mortes ocorreram em Nova Ipixuna, também no sudeste paraense: o casal de castanheiros José Cláudio Ribeiro da Silva, 52, e Maria do Espírito Santo da Silva, 50, ativistas que denunciavam a ação ilegal de madeireiros, foi executado na terça-feira (24); no domingo (29), foi encontrado o corpo de Eremilton Pereira dos Santos, 25, que morava no mesmo assentamento do casal.

Na sexta-feira (27), a vítima foi Adelino Ramos, o Dinho, liderança do Movimento Camponês Corumbiara (MCC), assassinado enquanto vendia verduras em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho (RO). Dinho foi um dos sobreviventes do massacre de Corumbiara –ocorrido em agosto de 1995, no qual pelo menos 12 pessoas morreram nas mãos de pistoleiros e PMs– e também denunciava a atuação de madeireiros.

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No dia 1º de junho o DCE da UESC participou de uma audiência publica para tratar da Assistência Estudantil na câmara de vereadores de Itabuna. Na discussão estiveram presentes, a Reitora em exercício Prof.ª Adélia Pinheiro, o Vereador Wenceslau Junior, o Presidente da UEB (União dos Estudantes da Bahia) Vladimir Meira, a Assessora de Assistência Estudantil Márcia Rosely e o presidente do DCE da UESC Thiago Fernandes. As Secretarias de Educação e da Fazenda foram convidadas mas não deram resposta ao convite. Durante a discussão foi apresentada a real situação das ações de permanência dos estudantes na UESC, sobretudo aqueles das classes mais baixas “Hoje a única política de assistência estudantil que temos é uma medida da Reitoria, que são as bolsas de permanência no valor de R$ 215,00 somando um total de 840 bolsas”, afirma Thiago Fernandes. A Prof.ª Adélia fez uma apresentação das iniciativas da UESC para garantir a permanência dos estudantes, deixando claro que há uma ausência de investimentos específicos para a assistência estudantil por parte do governo do estado. Para o estudante da UFBA Vladimir Meira, esse é o verdadeiro gargalo das UEBA´s e o mesmo defende uma rubrica especifica orçamentária para a assistência estudantil, além de enfatizar a crise nas estaduais para as quais a UEB defende uma política de reestruturação. Fechando o debate o vereador Wenceslau Junior alertou que o governo do estado ainda não deixou claro a verdadeira política para as universidades estaduais baianas inclusive demonstra não ter capacidade de sustentar as quatro, tendo como conseqüência o cenário que está hoje de greves de estudantes e professores e ausência de projetos.

 

DCE/UESC – ThiagoFernandes

Um estudo divulgado no dia 31/5, mostrou que a população mais rica é a que considera a Justiça mais rápida, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Cidadãos que ganham mais de 20 salários mínimos deram a maior nota no quesito rapidez: 1,96, sendo a classificação feita em uma escala de 0 a 4, em que 4 representaria a melhor colocação.
Distante de um desempenho satisfatório, essa foi a melhor nota obtida em relação a todos os quesitos analisados pela pesquisa: rapidez, acesso, custo, decisões justas, honestidade e imparcialidade.
Em todos os recortes sociodemográficos, os itens tiveram classificação entre mal (1) e regular (2).”Esses achados confirmam a conclusão de que a população brasileira apresenta uma avaliação bastante crítica e generalizada sobre a Justiça”, destacou o estudo.
Entre todos os quesitos sociodemográficos, o tema rapidez foi o que obteve a pior classificação de todas as variáveis da pesquisa. Cidadãos com formação superior incompleta, completa ou com pós-graduação consideraram que a Justiça brasileira está “mal” (1,01) nesse quesito.
Entre os cidadãos com mais de 65 anos, as avaliações mais otimistas foram as de quesitos éticos, como honestidade e a imparcialidade, que receberam as notas mais altas: 1,39 e 1,41, respectivamente. A pior avaliação para o item honestidade (1,05) partiu dos cidadãos com renda de 5 a 10 salários mínimos. Já os com ensino médio completo ou incompleto foram os que se apresentaram mais pessimistas em relação à imparcialidade (1,08).
Entre os cidadãos que mais sentem com os custos da Justiça estão os negros, que deram a pior nota nesse quesito (1,32). Já os moradores da Região Sul foram os que menos se incomodaram com esse fator (1,55).No quesito decisões justas, a pior nota (1,53) foi dada por três segmentos: cidadãos do Sudeste, brasileiros que ganham de 5 a 10 salários mínimos; e os que ganham mais de 20 salários mínimos.

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A Contraf realizou no dia 31/5, a primeira reunião nacional para organização da Campanha Nacional dos Financiários 2011. Participaram do encontro representantes da Fetec Paraná, Fetraf Minas Gerais, Feeb Rio de Janeiro e Espírito Santo, Fetec Nordeste e Fetec Centro Norte.
A luta pelo emprego foi definida como a principal bandeira da campanha salarial deste ano, especialmente com foco nas terceirizações, a partir da edição das novas resoluções do Banco Central (3954 e 3959, de 24 de fevereiro e 31 de março de 2011, respectivamente) que, apesar de proibirem a forma de franquia, autorizaram os bancos e financeiras a constituírem seus próprios correspondentes para atuarem na concessão de crédito.
“Em nosso entendimento, essa terceirização é ilícita e vem sendo proibida sistematicamente pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST)”, afirma Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf. “Se existem cerca de 10 mil financiários neste segmento de crédito, estimamos que na prática sejam mais de 100 mil trabalhadores, indevidamente enquadrados como comerciários, promotores de vendas, entre outras nomenclaturas, da maneira mais informal possível”, completa.
O movimento sindical pretende dar publicidade para toda a sociedade do desvio cometido pelos bancos e financeiras que, de maneira irresponsável e ilegal, terceirizam sua principal atividade. “Essa forma de atuar encarece o crédito, propicia fraudes por conta da atuação dos ‘pastinhas’, pressiona os trabalhadores a induzir os clientes a tomarem empréstimos de forma irresponsável, comprometendo a renda das famílias, e acaba por expor a riscos o próprio sistema financeiro. Mas por outro lado, engorda e muito o lucro dos bancos e das financeiras”, acusa Miguel.

Outras reivindicações

Com database em 1º de junho na maioria dos estados, os financiários reivindicarão um reajuste salarial que contemple a reposição da inflação acumulada entre 1º de junho de 2010 e 31 de maio de 2011 (projetada em 7,27% segundo o ICV/Dieese) e um aumento real de 5%.
Em termos de remuneração, os financiários reivindicam ainda um modelo de PLR equivalente ao definido na Convenção Coletiva dos Bancários. Da mesma forma, cobram a criação de um acordo de combate ao assédio moral nos moldes do conquistado recentemente pelos bancários.
Também terão destaque na campanha os temas da abrangência e extensão da convenção coletiva. Os trabalhadores defendem que o acordo assinado pela Contaf com a Fenacrefi seja cumprido em todo o território nacional e válido para todos os trabalhadores que prestam serviços às financeiras.
A Contraf atualizará a minuta de reivindicações da categoria após os debates com os sindicatos e as federações. O texto será encaminhado a todas as entidades para discussão e aprovação em assembleias. O calendário para a realização das assembleias será divulgado posteriormente, incluindo a data para a entrega da minuta à Fenacrefi.

Fonte: Contraf e http://www.bancariosrio.org.br

A Contraf assinou o acordo coletivo de trabalho 2010-2011 com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) na última terça-feira, dia 24 de maio. O atraso de sete meses em relação à assinatura dos acordos dos demais bancos ocorreu em função da demora nos trâmites burocráticos junto ao Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST), em Brasília.
O acordo é resultado da greve nacional dos bancários de 2010. O documento conta com 55 cláusulas que abrangem temas econômicos, sociais e sindicais.
Entre outras conquistas, o acordo prevê reajuste de 7,5% sobre todas as verbas salariais, elevação do piso para R$ 1.600 e avanços no PCR (Plano de Cargos e Remuneração) e na PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
“Vamos procurar agilizar o processo negocial na campanha deste ano, procurando garantir o fechamento do acordo com o BNB logo após a aprovação nas assembleias dos funcionários, a exemplo dos demais bancos, acabando com essa novela dos últimos anos”, afirma o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf, Miguel Pereira.

Fonte: Contraf

São Paulo – O INSS pode ser obrigado a realizar nova perícia médica antes de suspender o pagamento do auxílio-doença concedido ao segurado. É o que prevê o Projeto de Lei 89/2010 aprovado nesta quarta-feira 1º, pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado. O PLS de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) tramitou em caráter terminativo, ou seja, não vai a plenário e será enviado diretamente à Câmara.

“O projeto é oportuno e adequado porque impede a prática da chamada alta programada que muitas vezes obriga o segurado a voltar ao trabalho antes mesmo de se recuperar”, avalia o secretário de Saúde do Sindicato, Walcir Previtale.

Hoje, quando concede o auxílio-doença ao trabalhador, o INSS fixa de antemão o prazo de término da licença médica e suspensão do benefício, levando em conta o tempo considerado suficiente para sua recuperação, a partir da avaliação do perito.
Se aprovado pela Câmara e sancionado pela Presidência da República, o INSS terá de realizar nova perícia médica antes de suspender o pagamento.

A prática do INSS, justificou o senador Paulo Paim, prejudica os segurados e principalmente os que se encontram em situação de maior risco social, ou seja, os mais pobres e com nível de instrução menor.

O senador Eduardo Amorim (PSC-SE), relator do projeto, afirmou que as normas do auxílio-doença são excessivamente rígidas. “O pressuposto é de que as perícias são infalíveis, capazes de fixar, com antecedência, qual o tempo que levará para o segurado estar completamente recuperado”, disse, em defesa do projeto.

Pelas regras atuais, se o segurado considerar que precisa de mais tempo para se recuperar, cabe a ele a iniciativa de solicitar nova perícia médica para sustentar a prorrogação, e essa solicitação deve ser feita até 15 dias antes do prazo predeterminado para o fim da licença.

Ainda segundo o relator, o rigor da legislação atual vem da necessidade do INSS de reduzir distorções na concessão do benefício, decorrentes da terceirização das perícias médicas, fraudes e aumento dos custos previdenciários. Mas isso, ressaltou Amorim, não diz respeito aos trabalhadores e não pode, portanto, prejudicá-los.

Bancários – “O Sindicato luta desde 2005 contra as altas programadas, tendo inclusive ingressado com ação na Justiça questionando o INSS em dezembro daquele ano. O que percebemos e vivenciamos na categoria bancária é o retorno do segurado mesmo antes da recuperação plena de sua saúde. Principalmente porque as doenças que mais afetam os bancários são as LER/Dort e doenças psíquicas como a depressão, que são crônicas e requerem longos períodos de afastamento para o tratamento. A alta programada agride exatamente o direito do segurado de permanecer afastado do ambiente que o adoeceu. O PLS 89/10 visa corrigir essa distorção”, defende Walcir.

O projeto, acrescenta o dirigente, também dialoga com a principal bandeira da CUT para a área de saúde do trabalhador: a humanização das perícias médicas.

Andréa Ponte Souza, com informações da Agência Senado

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RIO – Desde o início do processo de ocupação da Amazônia por povos não indígenas, pelo menos 2,6 bilhões de árvores foram eliminadas, estima o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no estudo Geoestatísticas de Recursos Naturais da Amazônia Legal, divulgado nesta quarta-feira, 1. Quase metade dessa perda (1,2 bilhão de árvores) ocorreu no Estado do Pará. A área desmatada representa 15,3% da vegetação original do bioma.

Estima-se que em 2002, ano de referência do estudo, havia aproximadamente 45 bilhões de toneladas de carbono na vegetação remanescente da região (87,3% do estoque original). A pesquisadora Rosângela Garrido destaca que os maiores estoques de carbono no solo estão em áreas de manguezal e campinarana, ameaçadas por mudanças de regras de preservação previstas no Código Florestal aprovado na Câmara.

De acordo com o levantamento, na Amazônia Legal, a concentração de áreas com estas especificações de carbono no solo a um metro da superfície se localizam mais em manguezais e em regiões de campinaranas, vegetação típica da Amazônia legal. ‘Isso foi uma surpresa, porque achávamos que a concentração de solos deste tipo ficariam mais sob uma densa vegetação, o que não foi o caso’, acrescentou a técnica. Na região da Amazônia Legal, a média é de 95 toneladas de carbono por hectare, mas há localidades que possuem registros de 250 toneladas por hectare, de acordo com a especialista do IBGE.

Segundo Rosangela, as áreas de concentração de carbono no solo no País são no norte da Amazônia; centro sul de Roraima, e nos litorais do Pará e do Maranhão. A técnica explica que o dado é importante, tendo em vista que a preocupação com o desmatamento de áreas deste tipo que conduz à liberação, na atmosfera, do carbono sob o solo. ‘É fundamental termos conhecimento de quais áreas estão sob esta classificação, ainda mais neste momento em que todos estão preocupados em reduzir a emissão de CO2 na atmosfera’, avaliou.

Rosangela comentou ainda que a presença de carbono no solo a um metro da superfície é vantajoso para a agricultura brasileira, pois a presença de material orgânico no solo estimula o cultivo de culturas agrícolas. Além disso, a presença de carbono também ajuda a diminuir a erosão dos solos, de acordo com a pesquisadora.

As perdas de árvores estão concentradas no Leste (Pará, Maranhão e Tocantins) e no sul (Mato Grosso e Rondônia) da chamada Amazônia Legal. A pecuária aparece na publicação do IBGE como principal responsável pela alteração da cobertura original da terra, representando 51,7% da área desmatada. A vegetação secundária (que surge naturalmente após o abandono de áreas usadas pelo homem) correspondia a 32,1%, e a agricultura, a 15,2%.

A floresta amazônica é dividida em quatro tipos de formação: Florestas Ombrófilas Densa e Aberta, e Florestas Estacionais Semidecidual e Decidual. A Semidecidual, concentrada nos Estados do Maranhão e de Mato Grosso, no chamado arco do desmatamento, foi a mais afetada proporcionalmente entre os quatro tipos de vegetação primária: teve 27,2% de sua área original modificada pelo homem, o que a coloca na situação de mais ameaçada.

As florestas estacionais, que fazem a transição entre as ombrófilas e o Cerrado, são as formações com menor superfície: ocorrem em 5,4% da região. O IBGE destaca que ‘qualquer programa de proteção da diversidade de florestas da Amazônia deve dedicar especial atenção às florestas estacionais, especialmente quando estão em áreas de expansão da atividade agrossilvipastoril’.

Em termos absolutos, a devastação está concentrada na Ombrófila Densa: 60% das árvores eliminadas ocorriam lá. A maior perda foi registrada no Pará (1,2 bilhão de árvores), seguido por Maranhão (584 milhões), Mato Grosso (281 milhões) e Rondônia (214 milhões). Das 17,6 bilhões de árvores remanescentes em 2002, a maior concentração estava no Amazonas (7,4 bilhões), seguido por Pará (5,2 bilhões) e Mato Grosso (1,7 bilhão).

Cerca de 45% de toda a água subterrânea potável do País está concentrada na Amazônia Legal, indica o IBGE. As maiores áreas de aquíferos porosos estão no Amazonas, em Mato Grosso e no Pará. De todo o território da Amazônia Legal, 12% está sujeito a inundações, inclusive áreas urbanas como Parintins, aponta o capítulo sobre relevo. O IBGE cita os campos de petróleo e gás de Urucu, no Amazonas, ao destacar o potencial para exploração de combustíveis fósseis do subsolo da região, formado predominantemente por rochas sedimentares.

A Amazônia Legal ocupa 5.016.136,3 km2, que correspondem a 59% do território nacional. Nela vivem em torno de 24 milhões de pessoas, segundo o Censo 2010, distribuídas em 775 municípios, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins (98% da área do estado), Maranhão (79%) e Goiás (0,8%). Além de conter 20% do bioma Cerrado, a região abriga todo o bioma Amazônia, o mais extenso dos biomas brasileiros, que corresponde a 1/3 das florestas tropicais úmidas do planeta, detém a mais elevada biodiversidade, o maior banco genético e 1/5 da disponibilidade mundial de água potável, informa o IBGE.

(Com Alessandra Saraiva, da Agência Estado)

Na última sexta-fera (27) foi assasinado, no município de Vista Alegre do Abunã, em Rondônia, o líder do Movimento Camponês Corumbiara e secretário de políticas agrárias da CTB-RO, Adelino Ramos, conhecido como Dinho.

Dinho, que era sobrevivente do massacre de Corumbiara, foi morto enquanto vendia as verduras produzidas no acampamento onde vivia. Ele foi morto por um motoqueiro, próximo ao carro da família onde estavam sua esposa e duas filhas.

O dirigente da CTB vinha denunciando a ação de madeireiros na região da fronteira entre os estados de Acre, Amazônia e Rondônia. Ele e um grupo de trabalhadores reivindicavam uma área nessa região para a criação de um assentamento. No início desse mês, o Ibama iniciou uma operação no local, onde apreendeu madeira e cabeças de gado que estavam em áreas de preservação.

Dinho vinha sendo ameaçado há anos e em reunião realizada em julho do ano passado em Manaus (AM), com o ouvidor agrário nacional, Gercino Silva, denunciou as ameaças contra sua vida e o risco que corria. Há seis dias, foram assassinados dois ambientalistas ligados ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em circunstâncias semelhantes, no Pará.

Não é de hoje que a CTB, em parceria com as demais centrais sindicais, denuncia esse cenário de total descaso com a vida de líderes sindicais no Estado. O assassinato do companheiro Dinho, mais uma vitima dos interesses de grandes latifundiários da região,  volta a chamar atenção da sociedade para os bárbaros assassinatos que vem acontecendo na região norte e  mostra a brutalidade de ações a que dirigentes sindicais que atuam em defesa dos trabalhadores estão expostos.

Nesse momento de dor, a CTB se solidariza com familiares e amigos desse tão combativo companheiro de luta e lembra que sua tragetória não foi em vão, pois a bandeira levantada pelo companheiro estará sempre presente em todas as ações.

A CTB mais uma vez reforça sua bandeira contra as práticas antissindicais e declara que irá se empenhar na apuração desse crime, para os responsável pelo ato sejam julgados e punidos.

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil