Um portal de Foz do Iguaçu, o Clickfoz, confirmou junto ao Hotel das Cataratas que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso esteve presente em um evento fechado ontem à noite no hotel com a presença de vários estrangeiros.

por Brizola Neto, em seu blog Tijolaço

 

Segundo o jornalista mineiro Laerte Braga, em seu blog, Brasil Mobilizado, o propósito do encontro seria apresentar a investidores estrangeiros oportunidades de negócios no Brasil, com a privatização de estatais brasileiras no caso de vitória de José Serra.

Ainda segundo Braga, FHC estaria assumindo com os empresários o compromisso de venda de empresas como a Petrobras, Banco do Brasil e Itaipu, em nome de José Serra.

“Cada um dos investidores recebeu uma pasta com dados sobre o Brasil, artigos de jornais nacionais e internacionais e descrição detalhada do que José FHC Serra vai vender se for eleito”, escreveu Laerte Braga. “E além disso os investidores estão sendo concitados a contribuir para a campanha de José FHC Serra, além de instados a pressionar seus parceiros brasileiros e a mídia privada a aumentar o tom da campanha contra Dilma Roussef.”

Ainda segundo o blog, FHC teria dito, logo após ser apresentado pelo organizador do evento Raphael Ekmann, que “se deixarmos passar a oportunidade agora jamais conseguiremos vender essas empresas.”

Raphael Ekmann, ex-gerente comercial da Globosat, é responsável por relações com investidores do Grupo de Investimentos Tarpon. Em 2006, este grupo fez uma oferta hostil para tentar comprar a Acesita, e em 2009, vendeu sua participação na siderúrgica para a Arcelor Mittal.

Braga cita a presença de outras pessoas, como Alice Handy, que vem a ser fundadora e presidente de um grupo privado de investimentos em Charlottesville, nos Estados Unidos, e de Anjum Hussain, diretor de gerenciamento de risco de outro fundo de investimentos que administra US$ 1,6 bilhão.

A jornalista Hildegard Angel afirmou em seu blog no R7, que “o fato é realmente grave e pode ser visto como um ato contra a soberania brasileira e seria importante tanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como o candidato José Serra virem a público esclarecer essa denúncia.”

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A vantagem de Dilma Rousseff sobre José Serra no segundo turno da corrida presidencial cresceu quatro pontos percentuais em apenas seis dias – o que deixa a candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando mais próxima da vitória na eleição de 31 de outubro. É o que aponta pesquisa Vox Populi/iGdivulgada na manhã desta terça-feira (19).

Por André Cintra

Segundo o instituto, Dilma tem 51% das intenções de votos para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – seu principal apoiador. Já Serra, à frente de uma das campanhas mais sujas no Brasil desde as últimas décadas, caiu para 39%. Em relação ao Vox Populi de 13 de outubro, a petista cresceu três pontos percentuais, enquanto o tucano caiu um – ela tinha 48%, contra 40% de Serra.
Pretendem anular ou votar em branco 6% dos entrevistados – mesmo patamar da última pesquisa. O índice de eleitores indecisos, no entanto, caiu de 6% para 4%. A margem de erro estimada pelo instituto é baixíssima – apenas 1,8 ponto percentual para mais ou para menos.

Nos chamados votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos), a dianteira de Dilma fica mais evidente. A presidenciável – que tinha oito pontos à frente Serra (54% a 46%) na semana passada – agora lidera mais folgadamente: 57% a 43%.

Segundo o Vox Populi, é no Nordeste e no Sudeste que o desempenho de Dilma justifica a diferença cada vez mais sólida sobre Serra. Entre os nordestinos, a candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando é a preferida de impressionantes 65%, ao passo que Serra amarga 25%.

Esse trunfo exigiria que a candidatura demo-tucana compensasse a votação nos maiores colégios eleitorais do Brasil, concentrados no Sudeste. Nessa região, porém, Dilma também ampliou a vantagem e lidera a disputa – por 47% contra 40%. O consolo de Serra está no Sul, onde ele segue à frente de Dilma, com 50% – ela aparece com 41%.

Aborto e renda

A pesquisa Vox Populi mostra que boa parte do eleitorado reagiu negativamente à baixaria da campanha Serra. Com a imposição de temas como o aborto na pauta eleitoral, quem mais se beneficiou foi Dilma – que reduziu sua desvantagem no eleitorado evangélico (42% a 44%) e consolidou sua vantagem entre os católicos praticantes (54% a 37%) e não praticantes (55% a 37%). O eleitorado declaradamente ateu também prefere a petista – 49% a 36%.

Candidato das elites, Serra só lidera o pleito – e, ainda assim, na margem de erro (44% a 42%) – na faixa do eleitorado que ganha mais de cinco salários mínimos e nos entrevistados com nível superior (47% a 40%). Dilma, em contrapartida, massacra o tucano por 61% a 31% entre os eleitores que recebem não mais que um mínimo. Vence também (55% a 38%) no segmento do eleitorado com até a 4ª série do ensino fundamental.

Dilma tem voto mais convicto

O levantamento do Vox Populi ouviu 3 mil eleitores de 15 a 17 de outubro e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.193/10. Devido ao período de sondagem, a pesquisa não capta os efeitos do debate monótono entre Dilma e Serra promovido no domingo pela Rede TV! e da excelente entrevista de Dilma na segunda-feira ao Jornal Nacional.

De qualquer maneira, há um dado na pesquisa que aponta a cristalização da preferência do eleitorado. É que, segundo o Vox Populi, 89% dos que eleitores que declararam voto em algum candidato já se definiram de maneira irreversível. Apenas 9% admitem mudar de preferência. A boa notícia é que os eleitores de Dilma são os mais convictos – 93% dos dilmistas declaram que seu voto está consolidado. Já no eleitorado de Serra, esse índice é de 89%.

 

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O discurso do candidato à Presidência José Serra (PSDB) de que é contra o aborto por “valores cristãos”, que impedem a interrupção da gravidez em quaisquer circunstâncias, é questionado por ex-alunas de sua mulher, Monica Serra.

Por Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo

Num evento no Rio, há um mês, a psicóloga teria dito a um evangélico, segundo a Agência Estado, que a candidata Dilma Rousseff (PT), que já defendeu a descriminalização do aborto, é a favor de “matar criancinhas”.
Segundo relato feito à Folha por ex-alunas de Monica no curso de dança da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a então professora lhes contou em uma aula, em 1992, que fez um aborto quando estava no exílio com o marido.

Depois do golpe militar no Brasil, Serra se mudou para o Chile, onde conheceu a mulher. Em 1973, com o golpe que levou Augusto Pinochet ao poder, o casal se mudou para os Estados Unidos.

Outro lado

A Folha tentou falar com Monica Serra durante dois dias para comentar o relato das ex-alunas, sem sucesso. Um dia depois do debate da TV Bandeirantes, no domingo, 10, a bailarina Sheila Canevacci Ribeiro, 37, postou uma mensagem em seu Facebook para “deixar a minha indignação pelo posicionamento escorregadio de José Serra” em relação ao tema.

Ela escreveu que Serra não respeitava “tantas mulheres, começando pela sua própria mulher. Sim, Monica Serra já fez um aborto”. A mensagem foi replicada em outras páginas do site e em blogs.

“Com todo respeito que devo a essa minha professora, gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o seu aborto traumático”, escreveu Sheila no Facebook. “Devemos prender Monica Serra caso seu marido fosse [sic] eleito presidente?”

À Folha a bailarina diz que “confirma cem por cento” tudo o que escreveu. Sheila afirma que não é filiada a partido político. Diz ter votado em Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) no primeiro turno. No segundo, estará no Líbano, onde participará de performance de arte.

Se estivesse no Brasil, optaria por Dilma Rousseff (PT). Sheila é filha da socióloga Majô Ribeiro, que foi aluna de mestrado na USP de Eva Blay, suplente de Fernando Henrique Cardoso no Senado em 1993. Majô foi pesquisadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero da USP, fundado pela primeira-dama Ruth Cardoso (1930-2008).

Militante feminista, Majô foi candidata derrotada a vereadora e a vice-prefeita em Osasco pelo PSDB. A socióloga disse à Folha estar “preocupada” com a filha, mas afirma que a criou para “ser uma mulher livre” e que ela “agiu como cidadã”.

Sheila é casada com o antropólogo italiano Massimo Canevacci, que foi professor de antropologia cultural na Universidade La Sapienza, em Roma, e hoje dirige pesquisas no Brasil.

A Folha localizou uma colega de classe de Sheila pelo Facebook. Professora de dança em Brasília, ela concordou em falar sob a condição de anonimato. Contou que, nas aulas, as alunas se sentavam em círculos, criando uma situação de intimidade. Enquanto fazia gestos de dança, Monica explicava como marcas e traumas da vida alteram movimentos do corpo e se refletem na vida cotidiana.

Segundo a ex-estudante, as pessoas compartilhavam suas histórias, algo comum em uma aula de psicologia. Nesse contexto, afirmou, Monica compartilhou sua história com o grupo de alunas. Disse ter feito o aborto por causa da ditadura.

Ainda de acordo com a ex-aluna, Monica disse que o futuro dela e do marido, José Serra, era muito incerto. Quando engravidou, teria relatado Monica à então aluna, o casal se viu numa situação muito vulnerável.

“Ela não confessou. Ela contou”, diz Sheila Canevacci. “Não sou uma pessoa denunciando coisas. Mas [ela é] uma pessoa pública, que fala em público que é contra o aborto, é errado. Ela tem uma responsabilidade ética.”

A assessoria da psicóloga Monica Serra, mulher de José Serra, não respondeu aos questionamentos feitos pela Folha a respeito do relato de suas ex-alunas. A Folha procurou Monica Serra pela primeira vez na manhã de anteontem. Segundo sua assessoria, ela havia viajado para o Chile e não seria possível localizá-la naquele momento.

Entre quinta-feira e ontem, a reportagem telefonou seis vezes e enviou cinco e-mails para a assessoria. Recebeu uma mensagem com a seguinte afirmação: “Não há como responder”.

Fonte: Folha de S.Paulo


 

18 out 2010

Gráfica de tucana fez panfletos anti-Dilma

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

BRENO COSTA -DE SÃO PAULO

A Polícia Federal apreendeu ontem, por determinação da Justiça Eleitoral, cerca de 1 milhão de panfletos que pregam voto contra o PT devido à posição favorável à descriminalização do aborto.

A gráfica que imprimia os jornais pertence à irmã do coordenador de infraestrutura da campanha de José Serra (PSDB), Sérgio Kobayashi.

Arlety Satiko Kobayashi é dona de 50% da Editora Gráfica Pana Ltda, localizada no Cambuci, na capital paulista.

A empresária é filiada ao PSDB desde março de 1991, segundo registro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O ministro do TSE Henrique Neves concedeu liminar para a apreensão dos panfletos atendendo a representação do PT para apuração de crime de difamação. O partido também pede investigação sobre quem pagou a impressão do material.

Sérgio Kobayashi atribuiu ontem a uma coincidência o fato de a gráfica Pana ter sua irmã como sócia. A assessoria da campanha de Serra negou qualquer relação entre o candidato e a produção dos panfletos, nem por meio de encomenda, financiamento ou indicação de gráfica.

“A campanha de José Serra não aceita a insinuação de conluio de qualquer tipo entre a atividade eleitoral e a Igreja Católica. É um desrespeito à Diocese de Guarulhos e à própria Igreja imaginar que possam ser correia de transmissão de qualquer candidatura. A Igreja Católica não é a CUT”, diz a nota.

Responsável pelo contato com a gráfica, Kelmon Luís de Souza afirmou que encomendou 20 milhões de panfletos em nome da diocese e que o dinheiro para a impressão veio de “doações pesadas de quatro ou cinco fiéis”.

NOTA DA CNBB

Bispos do braço paulista da CNBB divulgaram nota ontem na qual dizem que “não patrocinam a impressão e a difusão de folhetos”. Contudo, o bispo que assina a nota de ontem, dom Nelson Westrupp (de Santo André), presidente a Regional Sul 1 da CNBB, é um dos que assina o texto reproduzido nos panfletos apreendidos.

“O Regional Sul 1 da CNBB desaprova a instrumentalização de suas declarações e notas e enfatiza que não patrocina a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra candidatos”, diz a nota divulgada ontem em Indaiatuba (SP). Os bispos que comandam a regional não quiseram falar após a apreensão dos panfletos.

Cerca de 50 bispos paulistas se reuniram durante duas horas anteontem para redigir a nota que demonstra o recuo da regional. Eles avaliaram que o erro do texto de agosto, já retirado do site da regional, foi ter citado o PT e ter feito referência a Dilma.

“O erro que foi a apresentação de siglas partidárias. Isso não poderia ter acontecido”, disse o bispo de Limeira, d. Vilson Dias de Oliveira.

Fonte: Folha Online

 

18 out 2010

Exclusivo: dona da gráfica é do PSDB!

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Já passava das 2 da manhã desse domingo. Na porta da gráfica Pana, no Cambuci, um grupo de 50 a 60 pessoas seguia de plantão – para evitar a distribuição dos panfletos (supostamente encomendados pelo bispo católico de Guarulhos) recheados de mistificação religiosa e de ataques contra a candidata Dilma Rousseff. Mais um capítulo da guerra suja travada nessa que já é a mais imunda eleição presidencial, desde a redemocratização do Brasil.

Na internet, durante a madrugada, outro plantão rolava: tuiteiros, blogueiros e leitores de todo o Brasil buscavam informações sobre os donos da gráfica, e sobre as possíveis conexões deles com o mundo político.

Stanley Burburinho (ele mesmo!) e Carlos Teixeira fizeram o trabalho. Troquei com eles algumas dezenas de mensagens. E essa apuração colaborativa levou à descoberta: uma das sócias da gráfica Pana é filiada ao PSDB, desde 1991!

Trata-se de Arlety Satiko Kobayashi, vinculada ao diretório da Bela Vista – região central de São Paulo. Nenhum problema com a filiação de Arlety ao partido que bem entender. O problema é que a gráfica dela foi usada para imprimir panfletos aparentemente encomendados por um bispo, mas que “coincidentemente”, favorecem ao candidato do partido dela.

Mais um detalhe: Arlety é também funcionária pública, tem cargo na Assembléia Legislativa de São Paulo. E tem um sobrenome com história entre os tucanos: Kobayashi. Paulo Kobayashi ajudou a fundar o partido, ao lado de Covas, foi vereador e deputado por São Paulo.

Arlety aparece como doadora da campanha de Victor Kobayashi ao cargo de vereador, em 2008. Victor concorreu pelo PSDB.

A conexão está clara. Os tucanos precisam explicar:

- por que o panfleto com calúnias contra Dilma foi impresso na gráfica de uma militante do PSDB?

- quem pagou: o bispo de Guarulhos, algum partido, ou a Igreja?

- onde seriam distribuídos os panfletos?

- onde estão os outros milhares de panfletos?

Os panfletos do Cambuci são mais uma prova da conexão nefasta que, nessa eleição, aproximou os tucanos da direita religiosa – jogando no lixo a história de Covas, Montoro e tantos outros que lutaram para criar um partido “moderno”, que renovasse os costumes políticos do país. Serra lançou esse passado no esgoto – e promoveu uma campanha movida a furor religioso.

Mas não é só isso!

Se Arlety Kobayashi (uma tucana) é a responsável pela impressão dos panfletos, na outra ponta quem é o sujeito que encomendou tudo?

O Blog “NaMaria” traz a investigação completa, que aponta Kelmon Luis da S. Souza como o autor da “encomenda”. Ele teria ligações com movimentos integralistas e monarquistas!

O Blog do Nassif , por sua vez, mostra que as conexões poderiam chegar até bem perto de Índio da Costa (DEM), o vice de Serra. Ele, em algum momento, também teve proximidade com monarquistas. Mas esse detalhe ainda não está bem esclarecido.

De toda forma, o círculo se fecha: tucanos, demos e a extrema-direita (católica, integralista ou monarquista). Todos unificados numa barafunda eleitoral que arrastou nomes de bispos para a delegacia, e nomes de políticos para o rol daqueles que apostam na guerra de religiões como arma eleitoral.

Há mais mistérios entre o céu e o Serra do que supõe nossa vã filosofia. Paulo Preto é um deles. A gráfica do Cambuci parece ser outro. Mistérios que não serão decifrados por teólogos, mas por delegados e agentes federais.

É caso de polícia. E não de religião.

 

Publicado no blog Escrevinhador or Rodrigo Vianna

 

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“Se em 2002 a esperança derrotou o medo, em 2010 o amor pelo Brasil derrotará o ódio”, com essas palavras Dilma Rousseff, candidata à Presidência da República, comentou os ataques e os boatos criados pelo candidato José Serra e seus apoiadores, em um grande comício com a participação das centrais sindicais e entidades dos movimentos populares, na noite nesta sexta-feira (15), no bairro de São Miguel Paulista, zona leste da cidade.

Durante o evento, que reuniu milhares de pessoas, os presidentes e representantes das centrais sindicais CTB, CUT, CGTB, Força Sindical, Nova Central e UGT passaram às mãos de Dilma, a Agenda da Classe Trabalhadora, documento aprovado na 2ª Conclat, com as reivindicações de trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.

“Olhem a nossa volta… Temos aqui diversos representantes dos movimentos populares. E ao lado do Serra, quem está? Os empresários! Agora, ele diz que é do povo. Mas qual representante do povo está ao lado dele? Nenhum. Apenas a mídia, que alimenta suas mentiras”, enfatizou Wagner Gomes, presidente da CTB, ao fazer uso da palavra.

Para Gomes, o principal canal de disseminação das calúnias criadas pela oposição é a mídia golpista, que no objetivo de tirar um governo popular do poder faz campanha dia e noite para Serra. “É a mídia que está tentando transformá-lo num candidato popular, ela o construiu”.

Estiveram presentes ao lado de Dilma, além do presidente Lula, os senadores Aloysio Mercadante e Eduardo Suplicy, a recém-eleita senadora Martha Suplicy, a deputada Luiza Erundina e o vereador Netinho de Paula, entre outros parlamentares.

Liberdade religiosa

Contrariando a onda de boatos de caráter religioso, no palco ao lado de Dilma, marcaram presença pastores evangélicos e padres, que abriram o comício com um louvor fazendo questão de prestar seu apoio à candidata e demonstrar que também estão ao seu lado.

“Estamos aqui para provar que não fazemos acordo com a mentira. Fazemos pacto de fé. E não somos poucos, somos muitos”, revelou o padre Julio Lancelot, ao comentar que ali estavam também pastores de outros países como México e Bolívia.

Todos os presentes criticaram em suas falas a campanha adversária por estimular o ódio. Opinião reforçada por Dilma. “Não nos interessa a discussão sobre crenças, religiões, convicções pessoais, porque o Estado é laico”.

Em seu discurso Dilma frisou o que estará em jogo no próximo dia 31 de outubro. “Nesse dia decidiremos o futuro do país, de cada mulher, criança ou idoso. O futuro da população. Vamos ter que escolher entre dois caminhos. O primeiro é aquele que pôs comida da mesa dos mais pobres, deu à população carente a oportunidade de comprar um fogão, uma geladeira. Gerou mais de 14 milhões de empregos. O outro, é aquele que governa para poucos, para as elites. O governo privatista, que quer entregar o Pré-sal às mãos do capital internacional”, revelou a candidata que destacou os principais programas sociais criados nos anos do governo Lula, que propiciaram a melhora das condições de diversas famílias do campo e da cidade.

“Quando criamos o luz para todos pensamos na mãe e seus filhos que moram em comunidades afastadas ou no campo. No pescador que precisa de um geladeira para conservar sua pesca. Quando criamos o Minha casa, minha vida pensamos em lares, nas famílias que precisam de um teto para se fortalecerem. É para esses que governamos, pois um governo só vale quando é capaz de zelar por todos e, em especial, pelos mais necessitados. E não para apenas um terço da população, mas sim para 190 milhões”.

Em sua fala, Dilma mais uma vez reforçou a força que uma mulher tem para conduzir um país. “Vou provar que uma mulher sabe governar. Quero honrar todas as mulheres!”, concluiu.

 

Muito mais em menos tempo

Último a falar e ovacionado pela população presente, o presidente Lula fez duras criticas à postura dos adversários. “É uma vergonha a campanha do nosso adversário em ataque à companheira Dilma Rousseff. É uma vergonha o preconceito contra mulher”, afirmou o presidente.

Lula lembrou que não é de hoje que enfrentam a ferocidade da oposição. O presidente relembrou os ataques que sofreu, desde 1982, quando foi candidato em São Paulo. “Nós já conhecemos essa história, não é a primeira vez que nós somos atacados”, disse.

“Até que, de tanto eles mentirem, o povo resolveu dizer ‘chega’. E era contra o [José] Serra. Foi exatamente contra ele que o povo gritou ‘chega de mentira’”, afirmou o presidente acrescentando: “Eles estão fazendo numa campanha, mentindo e difamando, na perspectiva de que o povo ainda acredite e eles possam ganhar eleições”, disse.

Lula lembrou que nunca foi feito tanto, como nos últimos 8 anos para a população carente. “Nunca um governo criou tantas universidades federais, tanto emprego com carteira assinada. Nunca houve esse índice de aumento salarial em acordo com o movimento sindical. Antes eles falavam mal do bolsa-família. Agora dizem que vão dar até 13º do benefício”, afirmou indignado.

Para o presidente os opositores falam muito e fazem muito pouco. “Falar, eles falam. Mas não fazem. Para eles, os pobres que se lasquem!”, alertou ao afirmar: “Nós que lutamos para o Brasil subir ladeira acima, não vamos permitir que o país desça “serra” abaixo. O Brasil teve a coragem de dar uma oportunidade a um torneiro mecânico. Agora, elegerá a primeira mulher presidente deste país: Dilma Roussef para o Brasil continuar crescendo!”, concluiu que foi aclamado pelos milhares de homens, mulheres e crianças presentes.

Cinthia Ribas – Portal CTB

Lula e Dilma em ato das centrais sindicais em São Paulo

 

Carta enviada a Lula, pela isonomia

 

Salvador, 07 de outubro de 2010.

 

Ao Exmo. Sr. Luis Inácio Lula da Silva

 

M.D. Presidente da República

 

Há alguns anos os empregados dos bancos públicos lutam pela isonomia de direitos e salários entre novos e antigos funcionários. O marco das perdas tem origem na política de desmonte das instituições públicas implementada pelo governo FHC, e situa-se nos anos de 1995 e 1996, respectivamente através das resoluções 9 e 10 do Departamento das Estatais do Ministério do Planejamento, que determinaram reduções salariais e supressão de direitos como a licença prêmio e o anuênio.

 

Até hoje as diretorias dos bancos públicos – Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste do Brasil -, alegam que o Departamento das Estatais não autoriza a isonomia, mantendo assim a injustificável distorção entre os bancários. Alguns avanços foram conquistados, mas ainda insuficientes, especialmente diante da alta rentabilidade e lucratividade que os bancos vem apresentando.

 

O problema apresenta contornos ainda mais graves na medida em que a diferenciação de direitos atua como um desestímulo aos novos empregados, altamente qualificados, em sua maioria, com graduação superior, mestrado e até doutorado, cujo potencial fica evidentemente comprometido.

 

Vale ressaltar que são esses bancários que atuam como operadores das políticas públicas do Governo Federal, na linha de frente de programas da mais alta importância para as transformações sociais em curso no Brasil, a exemplo do Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, FGTS, Agricultura Familiar, Micro Crédito etc.

 

Os novos empregados precisam ser valorizados, através do restabelecimento completo da isonomia, que vai atuar como o devido reconhecimento ao trabalho desses bancários que contribuem cotidianamente para o cumprimento de todas as metas do governo.

 

Neste momento, em que estão em curso as negociações da campanha salarial, a categoria bancária vem reivindicar de V.Exa. um posicionamento que revogue as duas resoluções supra-citadas, restabelecendo a isonomia, questão que interessa não apenas aos bancários mas a toda a sociedade.

 

 

Euclides Fagundes

Presidente do Sindicato da Bahia

 

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia

 

15 out 2010

Trabalhador emociona Lula

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

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15 out 2010

As duas caras de Serra

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

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