Reprodução da foto do suposto atirador de ataque na Noruega em sua página no Facebook

O suspeito dos ataques de sexta-feira, Anders Behring Breivik, de 32 anos de idade, tem opiniões políticas de direita, segundo a polícia. O chefe de polícia Sveinung Sponheim disse que mensagens suas publicadas na internet “sugerem que ele tem opiniões políticas voltadas para a direita, anti-islâmicas”.

Berlim, 23 jul (EFE).- A Polícia norueguesa está atrás de um possível cúmplice do suspeito de cometer o atentado desta sexta-feira contra um prédio público no centro de Oslo e o massacre em uma ilha próxima à capital, incidentes que deixaram pelo menos 91 mortos.

Segundo informações da emissora pública ‘NRL’ e da agência de notícias ‘NTB’, a Polícia baseia essa hipótese em declarações de testemunhas.

O suspeito do massacre da ilha já foi identificado como um norueguês de 32 anos, ligado à militância política de extrema-direita e aparentemente um cristão radical. Ele entrou no recinto com uniforme da Polícia e foi preso após o incidente.

Até agora, a hipótese era de que ele havia agido sozinho tanto no ataque ao prédio público – que deixou pelo menos sete mortos – quanto no massacre da ilha – que matou pelo menos 84 pessoas.

Não se descartava, no entanto, que ele tivesse cúmplices, sobretudo no atentado ao complexo governamental de Oslo.

Os dois ataques foram cometidos com apenas duas horas de diferença. A hipótese mais sólida era de que o suspeito tinha ativado o carro-bomba que explodiu na capital para depois seguir em direção à ilha, situada a cerca de 40 quilômetros da capital.

O duplo atentado foi classificado de ‘tragédia nacional’ pelo primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, do Partido Trabalhista. Ele planejava visitar justamente neste sábado a colônia de férias de jovens seguidores de sua legenda, acampada na ilha de Utoeya, onde estavam concentradas cerca de 560 pessoas.

Fonte: http://www.cafedasquatro.com.br e http://noticias.br.msn.com

Amy Winehouse durante show no Summer Soul Festival, na Arenha Anhembi, em São Paulo (15/01/2011)

A imprensa britânica noticiou que cantora Amy Winehouse morreu na tarde deste sábado (23),  por volta das 16h (horário local), aos 27 anos. Segundo informações dos jornais “Daily Mirror”, The Sun” e “Sky News”, a cantora teria sido encontrada morta em sua casa em Camden, na Inglaterra. Há suspeitas de que Winehouse tenha sofrido overdose de drogas.

A notícia ainda não foi confirmada pelos assessores de Winehouse, mas, de acordo com a agência de notícias Reuters, a polícia informou que “o corpo de um a mulher de cerca de 27 anos” foi encontrado no mesmo local descrito e que o caso esta sendo tratado com uma morte “inexplicada”.

No mês passado, a cantora cancelou sua turnê europeia após ser vaiada em Belgrado.

Leia mais: http://musica.uol.com.br/ultnot/2011/07/23/amy-winehouse-morre-aos-27-anos-diz-imprensa-britanica.jhtm

Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira, 22, revela que mais da metade da população brasileira (63,7%) reconhece que a cor ou a raça exerce efeitos diferentes nas relações cotidianas. É no ambiente de trabalho que se verifica o sentido da discriminação: o capital usa o preconceito para aumentar a taxa de exploração da força de trabalho e maximizar lucros.

De acordo com o estudo, o trabalho, citado por 71% dos entrevistados, é a situação cotidiana que mais sofre influência da cor e da raça. Em seguida, aparecem as relações com a polícia/Justiça (68,3%) e no convívio social (65%). O levantamento foi feito em 15 mil domicílios de cinco estados e no Distrito Federal, em 2008.

Pesquisa

A Pesquisa das Características Etnorraciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça foi feita no Amazonas, na Paraíba, em São Paulo, no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso e no Distrito Federal. Do total dos entrevistados, 96% souberam se autoclassificar e muitos preferem mascarar a realidade para evitar discriminação.
Quem não cita as categorias branca, preta, parda, amarela e indígena, usadas tradicionalmente pelo IBGE em suas pesquisas, afirma que é moreno (21,7%) ou negro (7,8%). Para o órgão, o fato de as pessoas se identificaram com base apenas nessas sete categorias encerra um mito.

Moreno

“Existia um folclore no sentido de que teríamos mais de 100 categorias diferentes para se autoclassificar, uma salada de cores. A pesquisa mostra que não, que as pessoas escolhem uma das sete categorias”, diz um dos responsáveis pelo estudo inédito, José Luís Petruccelli.
Embora a população tenha consciência da cor ou raça, muitos usam o termo “moreno” para evitar se declarar como preto ou pardo (negro), acrescenta o pesquisador. “Moreno é um termo para fugir da questão. Pode ser quase qualquer um, pode ser bronzeado de sol ou afrodescendente.”

Ascendência europeia

De acordo com a pesquisa, para se autoclassificar, os brasileiros levam em conta a cor da pele (74%) e a origem familiar (62%), além dos traços físicos (cabelo, boca, nariz), citados por 54%.
Em relação à ancestralidade, a maioria dos entrevistados reconheceu ascendência europeia (43,5%), entre as noves possibilidades dadas no questionário. Quanto à origem familiar, 21,4% citaram a ancestralidade indígena e 11,8%, a africana.
A pesquisa do IBGE sobre características etnorraciais da população brasileira foi feita em 15 mil domicílios no Amazonas, na Paraíba, em São Paulo, no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso e no Distrito Federal, no ano de 2008.

Capitalismo

Os preconceitos não nasceram com o capitalismo, mas é inegável que a discriminação, no Brasil como em outros países, tem sido estimulada e usada pelo patronato para aumentar a taxa de exploração da classe trabalhadora, reduzindo salários e, com isto, maximizando os lucros. Vale até mesmo, no capitalismo tupiniquim, a exploração do trabalho escravo em pleno século 21.


É por isto que mulheres, negros e jovens constituem o contingente da população trabalhadora mais sujeito ao desemprego, aos baixos salários, à precarização e à violência. O salário de um trabalhador negro equivale em muitos casos à metade do valor pago a um branco, apesar de realizar as mesmas funções. Mulheres e jovens também recebem menos. A diferença é embolsada pelo patronato. Isto confere à luta contra os preconceitos e a discriminação um sentido classista que já foi percebido pelo movimento sindical.
No documento intitulado “Desenvolvimento com soberania e valorização da classe trabalhadora”, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) sustenta que “para avançar no sentido de um projeto de desenvolvimento com soberania e valorização do trabalho é imprescindível combater com energia e intransigência todas as formas de discriminação e preconceito, cabendo em particular ao movimento sindical conferir maior ênfase à luta pela igualdade no mercado de trabalho brasiliero, profundamente marcado pela discriminação contra negros, mulheres e jovens”.

Leia mais: http://www.vermelho.org.br

O Diário Oficial da União publica nesta sexta-feira, 22, decreto que autoriza a antecipação de metade do décimo terceiro salário em agosto, segundo a Agência Brasil. O crédito para cerca de 24,6 milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será depositado entre os cinco últimos dias úteis de agosto e os cinco primeiros dias úteis de setembro.

A agência informa que no ano passado, 23,6 milhões de beneficiados receberam a primeira parcela antecipada do décimo terceiro, o que representou uma injeção de recursos de R$ 9 bilhões na economia dos municípios, de acordo com dados do Ministério da Previdência.

É a sexta vez que a Previdência paga antecipadamente uma parcela dessa gratificação, de acordo com a agência. A primeira foi em 2006, resultado de acordo firmado entre governo e entidades representativas de aposentados e pensionistas.

Os segurados do INSS podem acompanhar o calendário de pagamentos de 2011 pelo site da Previdência Social. Cartazes com o cronograma também foram distribuídos à rede bancária e às agências de Previdência Social.

Dúvidas sobre as datas do pagamento também podem ser esclarecidas por meio da central 135. A ligação é gratuita a partir de telefones fixos ou públicos e tem custo de chamada local, quando feita de celular.

Fonte: http://estadao.br.msn.com

22 jul 2011

Petista do Dnit entrega o cargo nesta sexta

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

João Domingos, de O Estado de S.Paulo

Permanência de Hideraldo Caron no cargo incomodava PR (Critina Gallo/Bg Press)

O diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, Hideraldo Caron vai formalizar a sua demissão na tarde desta sexta-feira, 22. Pressionado pelo Palácio do Planalto, Caron vai pedir demissão. Desde a última segunda-feira ele tentava permanecer na diretoria, após denúncia de irregularidades no departamento. Mas apesar de filiado ao PT gaúcho, não teve êxito.

Após a reportagem desta sexta do jornal O Estado de S.Paulo, de que teria aprovado contrato de R$ 30 milhões com a prefeitura de Canoas (RS), para a construção de casas a sem-terra que ocupavam terreno próximo à construção da BR-448, a presidente Dilma Rousseff decidiu que não tinha mais condições de mantê-lo no cargo.

Fonte: http://estadao.br.msn.com

RIO – O IBGE divulgou na manhã desta sexta-feira, 22, os resultados do estudo “Pesquisa das Características Étnico-Raciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça”, realizado em seis Estados. Segundo a pesquisa, mais da metade dos entrevistados (63,7%) disseram que a cor ou raça influencia a vida das pessoas.

A principal situação em que isso acontece, segundo os entrevistados, é no trabalho, citado por 71%, seguida por “relação com justiça/polícia” (68,3%), “convívio social” (65%), “escola” (59,3%) e “repartições públicas” (51,3%). No Distrito Federal, que teve os maiores porcentuais e percepção de influência de cor ou raça, 86,2% dos entrevistados citaram trabalho, e 74,1%, a “relação com justiça/polícia”. Na Paraíba, 49,5% acreditam que a questão influencia no “casamento”.

As informações foram coletadas em 2008, em uma amostra de cerca de 15 mil domicílios, no Amazonas, Paraíba, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal. Dos entrevistados, 96% afirmaram que saberiam se autoclassificar de acordo com a cor ou raça.

Ao fazê-lo, 29,5% dos entrevistados usaram dois termos que não constam nas categorias de classificação do IBGE: “morena” (21,7%, com as variações “morena clara” e “morena escura”) e “negra” (7,8%). Entre as classificações do IBGE, os resultados foram: branca (49,0%), preta (1,4%), parda (13,6%), amarela (1,5%) e indígena (0,4%).

Alguns entrevistados também autoclassificaram sua cor ou raça pelos termos “brasileira”, “mulata”, “mestiça”, “alemã”, “clara” e “italiana”, todos com menos de 1%. O termo “morena” foi mais utilizado no Amazonas (49,2%), Estado com o menor porcentual para a cor “branca” (16,2%). O maior porcentual da resposta “negra” foi no Distrito Federal (10,9%), onde as respostas “branca” e “parda” tiveram proporções iguais (29,5%).

O critério mais usado para a autoidentificação de cor ou raça foi “cor da pele”, citado por 74% dos entrevistados, seguido por “origem familiar” (62%) e “traços físicos” (54%).


A certidão de nascimento do documentário de Henrique Dantas está no título: Filhos de João. E completa-se no subtítulo: O Admirável Mundo Novo Baiano. Sim, é um filme sobre o grupo musical Novos Baianos, de Moraes Moreira, Galvão, Pepeu Gomes, Baby Consuelo e outros.

Mas é, acima de tudo, uma reflexão (muito bem-humorada) a respeito da influência exercida por João Gilberto sobre o grupo e, por extensão, sobre todo o novo caminho da música popular brasileira, redefinido a partir do seu surgimento em cena.
Inútil dizer que João não aparece no filme em pessoa, ele que vive recluso e não é chegado a essas intimidades. Surge, sem cessar, na fala das outras pessoas. E são elas que mostram quanto devem e todos devemos a João.
Ele compareceu, em pessoa, de improviso, num apartamento ocupado pelo grupo (já com vocação comunitária), no Rio de Janeiro. Veio de terno, às 3 h da manhã, e bateu na porta de um apartamento onde rolava de tudo, inclusive música. Essa música era rock. Com ingredientes brasileiros, mas rock.
Ao verem a figura pelo olho mágico, pensaram que fosse a polícia. Depois de devidamente reconhecido, João adentrou o recinto e sacou o violão. Começou a tocar sambas, choros e sucessos brasileiros do passado, para deslumbramento dos pirados. Foi assim madrugada adentro. E, de acordo com Moraes Moreira, aquilo contaminou para sempre o grupo com o vírus da música popular brasileira. “Tomamos outro rumo”, diz.
O filme não relembra apenas a régua e o compasso emprestados por João ao grupo, mas fala de outras aventuras. Por exemplo, da fundação da comunidade num sítio de Jacarepaguá, o Cantinho do Vovô, que eles alugaram e para onde se mudaram. Lá, jogavam futebol todas as manhãs, à tarde faziam música. E o mais que se puder imaginar.
Como, entre outras coisas, também faziam filhos, as obrigações foram aparecendo. E, depois de alguns anos, houve também o desgaste natural. Moraes já era pai de dois filhos e quis sair da comunidade. Com ele, as coisas já não eram as mesmas e o grupo começou a se dissolver. Foi um processo lento, de anos.
Mesmo assim, quando a comunidade, no início dos anos 70, vivia o seu auge, provocou um comentário talvez nostálgico de João Gilberto, que queria ter vivido experiência semelhante. Ter um grupo de amigos músicos e morarem todos juntos, com suas mulheres e agregados – eis aí uma das facetas utópicas da contracultura brasileira.
Sim, porque vale a pena deixar bem claro, Filhos de João fala de um grupo musical, um dos mais queridos do País, mas vai além: fala, acima de tudo, de uma época e de uma mentalidade. A alegria como prova dos noves, drogas, música, criatividade, a liberdade sob todas as suas formas. Era o que se buscava, no retiro de um sítio fluminense, em meio a uma feroz ditadura militar. “Achávamos que íamos mudar o sistema”, diz Galvão, com um sorriso. “O que não sabíamos é que o sistema era tão forte.”
Um sonho não precisa ser eterno, e nem mesmo se concretizar, para valer a pena. Filhos de João é testemunho dessa utopia feliz.

Fonte: O Estado de S. Paulo

22 jul 2011

Estudantes começam greve de fome no Chile

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Jornadas de teatro, de música, maratona, intervenções artísticas, marchas. São diversas as tentativas dos estudantes para chamar a atenção do governo sobre a situação da educação no Chile. A paralisação já leva 45 dias e na última segunda-feira (18), implicou a saída do ministro da educação, Joaquim Lavín. No entanto, as reivindicações estudantis continuam sem respostas. Nessa quarta-feira (20), oito estudantes secundários, do município de Buin, região sul de Santiago, iniciaram greve de fome.

Os estudantes do secundário afirmaram que a greve de fome é necessária pela omissão do Estado diante da situação da educação no Chile. Segundo representantes do movimento, os grevistas só ingerem líquidos, mas permanecem tranquilos, conservam a consciência e estão bem de saúde.

As reivindicações do secundário pedem que a educação seja responsabilidade do Estado, tendo em conta que hoje está nas mãos do município. Também reivindicam a revisão da infra-estrutura dos colégios e acesso ao transporte público a um preço reduzido.

Ao mesmo tempo, em Santiago, a Coordenadoria de Estudantes Secundários realiza assembléia nacional de dirigentes regionais para analisar os próximos passos das mobilizações a âmbito do nível secundário. Sobre a saída de Lavín, os estudantes avaliam que a mudança só será verdadeira se a forma de fazer política do Ministério da Educação e do governo mudar junto. Estudantes reclamam da falta de diálogo com a administração.

Na TV

Nessa quinta-feira (21), universitários e estudantes do secundário se unem para realizar a próxima intervenção do movimento: 24 horas de TV pela Educação. Com conteúdos de apoio as mobilizações estudantis, a programação incluirá documentários, filmes e diversos conteúdos criados por alunos da Universidade do Chile, em especial de jornalismo e de cinema e televisão. A transmissão será gratuita pela internet, através de streaming y um link que será lançado em breve.

O movimento estudantil pretende chegar a 1.800 horas de protesto até o dia 27 de agosto. O número faz referência à cifra que, de acordo como os estudantes, é necessária para custear a educação pública e para uma mudança no sistema de bolsas.

Os estudantes reivindicam a estatização da educação para todos os níveis. No país, 10% dos estudantes frequentam colégios privados, e 40% a municipais e o resto a colégios mistos, em que os pais e o estado pagam em conjunto. No Chile, inclusive as universidades públicas são pagas.

Mudança de Gabinete

Com a saída de Joaquim Lavín, assume a Ministério da Educação, o ex-ministro da Justiça, Felipe Bulnes. Para a Confederação Estudantil de Chile (Confech), a mudança não poderá ser só administrativa, mas deve dar respostas as demandas levantadas pelo movimento. Em declaração a imprensa local, Bulnes manifestou tentativa de abrir diálogo com os estudantes para acabar com a paralisação.

Fonte: Adital

Leia mais: http://www.vermelho.org.br


É uma bordoada a recente regulamentação da lei paulista que permite a venda para planos de saúde de até 25% da capacidade dos hospitais públicos gerenciados por organizações sociais.

Por Ligia Bahia e Mário Scheffer *

Desde o famigerado Plano de Atendimento à Saúde (PAS), criado por Maluf, uma política de governo não atingia assim, de chofre, o Sistema Único de Saúde (SUS).
Reprise do mesmo drama, abrem-se as torneiras que irrigam empresas privadas com dinheiro público. O PAS ensinou que a gambiarra de governantes, baseada em legislação questionável e financiamento improvisado, não resiste à próxima eleição, mas enriquece alguns à custa do calote no SUS.
Para justificar o ardil, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo identificou que 18% dos pacientes atendidos em hospitais públicos têm plano privado. Por que até hoje não viabilizou essa cobrança por meio da Agência Nacional de Saúde Suplementar?
A falsa alegação de que a lei federal do ressarcimento não é extensiva às organizações sociais e o suposto efeito Robin Hood (tirar dos planos para melhorar o SUS) escondem interesses cruzados.
Uma mão lava a outra: as organizações sociais precisam de dinheiro novo para manter sua vitrine assistencial, e os planos e seguros de saúde querem ostentar hospitais públicos de alta complexidade em suas redes credenciadas.
Há um negócio bilionário em ascensão, de planos populares a menos de R$ 100 por mês, que só é viável com o uso da capacidade instalada do SUS. Os planos de saúde já vivem de subsídios públicos.
Eles ajudam a eleger políticos, lucram com a renúncia fiscal, com a isenção de impostos e com repasses do erário para convênios médicos do funcionalismo.
Ao mesmo tempo, empurram para as contas do SUS idosos e doentes -que não têm condição de arcar com o aumento das mensalidades decorrentes do passar da idade ou cujo acesso é vetado a tratamentos mais caros.
Uma em cada cinco pessoas com câncer vinculadas a planos de saúde são jogadas ao mar e buscam socorro no SUS.
Ajudar empresas altamente lucrativas que não cumprem seu papel já é uma inversão perversa. Celebrar contratos para o atendimento aos clientes de planos, que pensam ter escapado das alegadas agruras da rede pública, constitui requinte de iniquidade.
A aventura em curso nada tem a ver com o ressarcimento, que prevê critérios de justiça contábil para atendimentos eventuais e limitados. O que está em jogo, já testado em hospitais universitários do Estado, é a expansão da fila dupla, verdadeiro apartheid que dá acesso privilegiado a quem tem plano e reserva a porta dos fundos para a “gente diferenciada” do SUS. Não dá para transigir com essa distorção escandalosa.

* Ligia Bahia é doutora em saúde pública, é professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Por Walter Gibbs e Alister Doyle

Oslo, capital da Noruega (Reuters)

OSLO (Reuters) – Uma bomba potente devastou o principal prédio do governo norueguês em Oslo nesta sexta-feira, matando sete pessoas, e um atirador fez várias vítimas horas depois em um acampamento de jovens do partido do primeiro-ministro, informaram a imprensa local e a polícia.

A polícia disse que acredita numa ligação entre a explosão e o tiroteio, mas não confirmou os relatos da imprensa dizendo que várias pessoas morreram no acampamento juvenil do Partido Trabalhista nos subúrbios de Oslo.

Uma pessoa foi detida no acampamento, segundo a emissora estatal norueguesa.

Apesar de a explosão desta sexta-feira ter ocorrido no centro político do pequeno país nórdico, o premiê Jens Stoltenberg está seguro. Ninguém assumiu a responsabilidade pelo incidente.

‘Isso é muito grave’, disse Stoltenberg à emissora norueguesa TV2 por telefone. Ele acrescentou que ainda era cedo para saber se a explosão foi um ataque terrorista, e afirmou que a polícia havia o aconselhado a permanecer no local de onde estava falando.

‘Apesar de estarmos preparados para esse tipo de situação, é relativamente dramático quando isso acontece’, acrescentou.

Enquanto o premiê estava falando, informações da mídia local anunciaram outro incidente, um tiroteio em Utoeya, uma ilha ao sul de Oslo onde o setor jovem do Partido Trabalhista, de Stoltenberg, estava se reunindo para um evento anual.

O jornal VG disse em seu site que um homem vestido de policial abriu fogo aleatoriamente e atingiu diversas pessoas.

AMEAÇAS

A Noruega, país-membro da Otan, já foi alvo de ameaças no passado, particularmente por seu envolvimento nos conflitos no Afeganistão e na Líbia.

O ataque desta sexta ocorreu pouco mais de um ano depois que três homens foram detidos sob suspeita de ter ligações com a Al Qaeda e de planejarem ataques na Noruega.

‘Explodiu. Deve ter sido uma bomba. Pessoas em pânico saíram correndo. Eu contei ao menos 10 pessoas feridas’, disse Kjersti Vedun, que estava deixando o prédio alvo da explosão em Oslo.

Um jornalista da Reuters disse que a explosão deixou destroços pelas ruas e abalou o centro da cidade aproximadamente às 15h30 (10h30, horário de Brasília). Segundo o correspondente da Reuters, as ruas estavam relativamente silenciosas na tarde de verão desta sexta, quando muitos moradores de Oslo tiram férias ou viajam durante o final de semana.

‘Isso foi um ataque terrorista. É o ataque mais violento a atingir a Noruega desde a Segunda Guerra Mundial’, disse Geir Bekkevold, um parlamentar da oposição, do Partido do Povo Cristão.

Ameaças de violência têm chegado aos países nórdicos. Ataques a bomba ocorreram na capital sueca de Estocolmo em dezembro passado e o agressor foi morto.

A Dinamarca recebeu diversas ameaças depois que um jornal publicou charges do profeta Maomé no final de 2005, enfurecendo muçulmanos pelo mundo.

A Noruega já foi ameaçada por líderes da Al Qaeda no passado por seu envolvimento no Afeganistão. Mas a violência política é rara no país, conhecido por patrocinar o Prêmio Nobel da Paz e mediar conflitos internacionais, como no Oriente Médio e no Sri Lanka.

A Noruega também tem participado dos bombardeios da Otan contra a Líbia, onde Muammar Gaddafi já ameaçou retaliar os ataques contra a Europa.

Fonte: http://noticias.br.msn.com