27 dez 2010

Crise neoliberal e sofrimento humano

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Por Leonardo Boff

O balanço que faço de 2010 vai ser diferente. Enfatizo um dado pouco referido nas análises: o imenso sofrimento humano, a desestruturação subjetiva especialmente dos assalariados, devido à reorganização econômico-financeira mundial.
Há muito que se operou a “grande transformação”(Polaniy), colocando a economia como o eixo articulador de toda a vida social, subordinando a política e anulando a ética. Quando a economia entra em crise, como sucede atualmente, tudo é sacrificado para salvá-la. Penalisa-se toda a sociedade como na Grécia, na Irlanda, em Portugal, na Espanha e mesmo dos USA em nome do saneamento da economia. O que deveria ser meio, transforma-se num fim em si mesmo.
Colocado em situação de crise, o sistema neoliberal tende a radicalizar sua lógica e a explorar mais ainda a força de trabalho. Ao invés de mudar de rumo, faz mais do mesmo, colocando pesada cruz sobre as costas dos trabalhadores. Não se trata daquilo relativamente já estudado do “assédio moral”, vale dizer, das humilhações persistentes e prolongadas de trabalhadores e trabalhadoras para subordiná-los, amedrontá-los e, por fim, levá-los a deixar o trabalho. O sofrimento agora é mais generalizado e difuso afetando, ora mais ora menos, o conjunto dos países centrais. Trata-se de uma espécie de “mal-estar da globalização” em processo de erosão humanística.
Ele se expressa por grave depressão coletiva, destruição do horizonte da esperança, perda da alegria de viver, vontade de sumir do mapa e até, em muitos, de tirar a própria vida. Por causa da crise, as empresas e seus gestores levam a competitividade até a um limite extremo, estipulam metas quase inalcançáveis, infundindo nos trabalhadores, angústias, medo e, não raro, síndrome de pânico. Cobra-se tudo deles: entrega incondicional e plena disponibilidade, dilacerando sua subjetividade e destruindo as relações familiares. Estima-se que no Brasil cerca de 15 milhões de pessoas sofram este tipo de depressão, ligada às sobrecargas do trabalho.
A pesquisadora Margarida Barreto, médica especialista em saúde do trabalho, observou que no ano passado, numa pequisa ouvindo 400 pessoas, que cerca de um quarto delas teve idéias suicidas por causa da excessiva cobrança no trabalho. Continua ela: “é preciso ver a tentativa de tirar a própria vida como uma grande denúncia às condições de trabalho impostas pelo neoliberalismo nas últimas décadas”. Especialmente são afetados os bancários do setor financeiro, altamente especulativo e orientado para a maximalização dos lucros. Uma pesquisa de 2009 feita pelo professor Marcelo Augusto Finazzi Santos, da Universidade de Brasília, apurou que entre 1996 a 2005, a cada 20 dias, um bancário se suicidava, por causa das pressões por metas, excesso de tarefas e pavor do desemprego. Os gestores atuais mostram-se insensíveis ao sofrimento de seus funcionários, acrescentando-lhes ainda mais sofrimento.
A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de três mil pessoas se suicidam diariamente, muitas delas por causa da abusiva pressão do trabalho. O Le Monde Diplomatique de novembro do corrente ano, denunciou que entre os motivos das greves de outubro na França, se achava também o protesto contra o acelerado ritmo de trabalho imposto pelas fábricas causando nervosismo, irritabilidade e ansiedade. Relançou-se a frase de 1968 que rezava:”metrô, trabalho, cama”, atualizando-a agora como “metrô, trabalho, túmulo”. Quer dizer, doenças letais ou o suicídio como efeito da superexploração capitalista.
Nas análises que se fazem da atual crise, importa incorporar este dado perverso que é o oceano de sofrimento que está sendo imposto à população, sobretudo, aos pobres, no propósito de salvar o sistema econômico, controlado por poucas forças, extremamente fortes, mas desumanas e sem piedade. Uma razão a mais para superá-lo historicamente, além de condená-lo moralmente. Nessa direção caminha a consciência ética da humanidade, bem representada nas várias realizações do Forum Social Mundial entre outras.

Leonardo Boff é autor de Proteger a Terra-Cuidar da vida:como evitar o fim do mundo, Record 2010.

 

A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), fará um governo igual ou melhor que o do presidente Lula para 83% dos brasileiros, revela pesquisa Datafolha.

De acordo com o instituto, a expectativa de 53% dos entrevistados é que a gestão da petista seja similar à do antecessor. Outros 30% avaliam que ela se sairá melhor.

41% defendem cargo para Lula no novo governo

A estratificação do levantamento mostra que Dilma obtém seus melhores índices na fatia da população menos escolarizada, mais jovem e que declara renda mensal de até cinco salários mínimos.

Foram ouvidas em todo o país 11.281 pessoas, de 17 a 19 do mês passado. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Para 73%, o futuro governo de Dilma será ótimo ou bom. É o segundo percentual mais alto de expectativa sobre o mandato de um presidente eleito desde a redemocratização do país.

Em dezembro de 2002, a expectativa positiva sobre Lula era de 76%.

Os números de Dilma superam os do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) tanto no primeiro mandato (70%) como no segundo (41%). Fernando Collor (1990-92) obteve 71%. Não foi feita pesquisa em 2006.

Os picos positivos foram demonstrados no Nordeste do país, especialmente em Pernambuco (78%), no Ceará (79%) e em Minas Gerais (80%). No Sul, o índice de otimismo cai para 68%.

PROMESSAS

O instituto sondou o percentual de confiança dos eleitores sobre o cumprimento de promessas de campanha. Uma parcela de 31% disse acreditar que ela cumprirá a maioria das promessas, outros 59% esperam que cumpra parte delas, e 6% acham que não realizará nenhuma.

Os números são similares ao que o brasileiro esperava de Lula em 2002. À época, 31% acreditavam que ele fosse cumprir suas promessas.

A diferença entre a expectativa em relação a Dilma e a que se tinha sobre o Lula está nas áreas de atuação de governo. Para 18% dos entrevistados, a gestão dela se sairá melhor na saúde. Em seguida, aparecem economia (12%) e educação (12%).

Quando se trata da expectativa sobre a área em o novo governo terá o pior desempenho, destacam-se saúde (13%), combate à violência e segurança pública (13%).

Antes do primeiro mandato, 27% apostavam que a administração de Lula avançaria no combate ao desemprego, e 18%, na erradicação da fome e miséria. Para 10%, a economia declinaria.

Tanto Lula como Dilma marcam seus índices mais altos de “ruim ou péssimo” quando a expectativa é sobre o combate à corrupção (10% para ele, e 20% para ela).

A exemplo do que ocorreu em relação a Lula (43%), em 2002, agora os entrevistados acreditam que os “trabalhadores” serão os mais beneficiados pelo governo (33%).

Nos demais setores a serem beneficiados, no entanto, não há semelhanças. Em 2002, 14% citavam a agricultura, e 11%, a indústria, como áreas que seriam privilegiadas. Neste ano, aparecem políticos (13%) e bancos (10%).

22 dez 2010

USP cai 84 posições no ranking mundial

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

por Conceição Lemes

Há tempos se ouvem rumores de que a qualidade de ensino das universidades estaduais paulistas está em queda. A  Science, de 2 de dezembro, aumentou a suspeita. Na reportagem de seis páginas dedicada à ciência brasileira – foi a principal da edição —  a Universidade de São Paulo (USP), apesar de ter grande produção científica, não teve nenhuma pesquisa destacada.
A reportagem começou e terminou por Natal (RN). Mais precisamente no município Macaíba, que sedia o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lilly Safra, mais conhecido como Centro do Cérebro, implantado pelos neurocientistas Miguel Nicolelis e Sidarta Ribeiro.
A reportagem destacou também, entre outras,  as pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Petrobras e da Amazônia.
A mídia brasileira, exceto o Correio Brasiliense, ignorou solenemente a edição 331 da Science , que foi festejada no exterior por cientistas que torcem pelo sucesso do Brasil. Pudera. A  Science é a mais prestigiosa revista de ciência do mundo, ao lado da Nature , inglesa.
Por que essa conduta, afinal a reportagem da Science foi um gol de placa da ciência brasileira?
Como o feito merecia supercobertura da mídia nativa, só restam hipóteses para o descaso com que tratou a façanha. Mesquinhez? Incompetência? Miopia jornalística? O fato de um projeto inovador de ciência estar brotando no Nordeste e não no Sul do Brasil? Façam as suas apostas.
Pior fez a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo — Fapesp. Proibiu a sua agência de  divulgar a proeza brasileira na Science. Inveja pela USP não ter sido destacada? Bancar avestruz como se não houvesse ciência de ponta sendo feita no Brasil além de São Paulo?
Mas nada como um dia após o outro. A verdade aparece. Documento obtido com exclusividade pelo Viomundo (está abaixo) mostra que o processo de declínio na qualidade da USP é mais intenso do que até os próprios críticos da USP no mundo acadêmico imaginavam.
O documento em questão é um relatório de avaliação institucional feito pela equipe do reitor da USP, professor João Grandino Rodas, assinado pelo vice-reitor e pelos pró-reitores  e enviado por e-mail a todos os docentes e funcionários.
“A antiga reitora, Suely Vilela, instituiu um prêmio de excelência acadêmica, que, na prática, é um bônus em dinheiro para a comunidade da USP”, explica-nos um funcionário da universidade. “Só que este ano não foi concedido. A explicação está na insuspeita confissão da equipe do professor Rodas, demonstrando que, na atual gestão, a USP perdeu várias posições no ranking acadêmico. É o resultado da implantação dos métodos da gestão tucana na Universidade. ”
O e-mail enviado aos professores está abaixo. Atente. Nos diversos ranqueamentos acadêmicos de universidades importantes no mundo, a USP perdeu posições em todos. No WEBOMETRICS, a USP caiu da posição 38ª, no segundo semestre de 2009, para 122ª, no segundo semestre de 2010.  Ou seja, rodou 84 posições escada abaixo.
PÉSSIMA NOTÍCIA PARA O RODAS: UNIVERSIDADE DO MÉXICO SUPERA A USP
Webometrics, como já dissemos,  é um dos ranqueamentos acadêmicos de universidades no mundo. Se considerarmos apenas a América Latina,  a USP está em segundo lugar. A primeira em qualidade é a Universidade Nacional Autônoma  do México.
Inegavelmente, uma péssima notícia  para o reitor João Grandino Rodas, ex-diretor da Faculdade de Direito da USP,   o segundo colocado da lista tríplice apresentada pelo Conselho Universitário ao então governador José Serra  (PSBD). Mesmo sendo o segundo,  ele foi  escolhido como reitor.
O professor Rodas segue à risca a filosofia do PSDB.  Com avaliação institucional, a USP deixou de pagar o bônus aos professores e funcionários e ainda os chamou de incompetentes.
O professor Rodas adota também a cartilha tucana de administração,pautada pela ausência de diálogo com a comunidade acadêmica e os funcionários.
Um de seus últimos atos de 2010 foi processar 24 alunos por militância política, o que tem motivado protestos na USP, como o Ato contra a Criminalização da Política e o Manifesto em Defesa da Política na USP.
Será que a USP ainda tem jeito? Será que vai reverter esse quadro desalentador?

Fonte: http://www.viomundo.com.br/denuncias/usp-escada-abaixo-cai-84-posicoes-no-ranking-mundial.html

 

A Reluctant Power in a New World by ROGER COHEN
Uma das características da incerta recuperação econômica global é que ela tem acentuado a desigualdade dentro das nações, embora reduzindo a disparidade entre elas.

Wall Street tem se saído melhor do que a classe média americana. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos veem as potências emergentes correndo à sua frente.
Nada disso é um bom prenúncio para os EUA, mas o país saberia melhor como contornar os problemas se mostrasse maior receptividade a um mundo mudado.
Veja a América Latina. Todas as economias sob a sigla Bric -Brasil, Rússia, Índia e China- usaram a crise para demonstrar sua recém-adquirida solidez e também a redução da sua dependência em relação à economia americana. Mas o Brasil tem se destacado. Sua taxa anualizada de crescimento de 11% em março de 2010 pode não ser sustentável, mas é um sinal do milagre Lula.
Talvez qualquer potência que tenha desfrutado um período de quase hegemonia e que se encontre em guerra irá, como um avestruz, se recusar a aceitar o surgimento de outro colosso no seu hemisfério. Mesmo assim, os EUA fariam bem em procurar inspiração política e econômica ao sul. E isso não tem ocorrido.

Um pequeno exemplo: numa recente reunião do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em Washington, o Brasil e outros países sul-americanos enviaram ministros. A China, de olho na riqueza mineral da América Latina, mandou o presidente do seu Banco Central. Tudo o que os EUA apresentaram foi um secretário-assistente.

“Para dizer a verdade, não estamos tão descontentes com a distração dos EUA”, me disse recentemente um importante banqueiro sul-americano. “Estamos é olhando para a China e a Ásia, cujo interesse na região é enorme. Os EUA ainda têm a tendência a dizer: ‘É isso que vocês deveriam fazer’. Hoje em dia ninguém ouve.”

Na frente política, considerei que a desdenhosa rejeição americana ao acordo nuclear turco-brasileiro com o Irã foi outro erro. O acordo não era perfeito, mas tampouco era diferente daquilo que os EUA haviam proposto, embora os americanos tenham se queixado de que o Irã havia duplicado a quantidade de urânio já enriquecido e alterado os termos da proposta original.
Essa seria uma oportunidade histórica para os EUA dizerem que veem as mudanças no mundo e apreciam os esforços e o emergente senso de responsabilidade das potências em desenvolvimento. Ao invés disso, a mensagem curta e grossa do Grande Irmão foi: não pensem nem por um segundo que vocês conseguem lidar com grandes questões. E eis-nos aqui, presos a mais um ciclo estéril de sanções ao Irã.

Eu falei do “milagre Lula”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixa o cargo em 1° de janeiro após oito anos extraordinários, tem demonstrado o toque popular que o presidente Barack Obama não foi capaz de comunicar. Lula está correto ao declarar que os Bric “têm um papel fundamental na criação de uma nova ordem internacional”.

Os EUA e Obama fariam muito melhor se fomentassem esse processo e o moldassem, ao invés de se mostrarem cegos ou desinteressados. Isso envolveria uma reorientação fundamental da política externa dos EUA.
O contraste Lula-Obama é intrigante sob alguns aspectos. Ambos são “outsiders”. Ambos romperam paradigmas. Ambos foram vistos como agentes da mudança. Então por que Lula se provou tão mais eficaz?
Ele teve sorte, é claro. O líder brasileiro pegou carona na valorização das commodities na última década. Mas talvez seja acima de tudo porque um toque popular precisa ter raízes na experiência.

Lula, um dos oito filhos de uma família do miserável Nordeste brasileiro, ex-metalúrgico que abandonou a escola cedo, lutou para dar cada passo à frente. Já Obama encarnava a esperança num país dividido, mas, afinal de contas, ele é um homem formado pelas escolas e instituições de elite, tanto quanto por sua experiência como afro-americano ou ativista comunitário. Ele não conseguiu encontrar o tom correto para uma nação em busca de um caminho para superar as dificuldades.

O veredicto está aí. O Brasil, por tanto tempo a mais dividida das sociedades, avançou rumo à redução da desigualdade, enquanto os EUA foram na direção contrária. O Brasil também reduziu a distância em relação às nações ricas, e pode chegar a 2025 como a quinta maior economia mundial.
De: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/newyorktimes/ny0410201003.htm

http://thoughtsandpolitics.blogspot.com/2010/10/reluctant-power-in-new-world-by-roger.html

 

Os funcionários  e servidores da Prefeitura Municipal lotados no Hospital de Base Luis Eduardo Magalhães (HBLEM) e na Fundação Marimbeta estão revoltados com o não pagamento dos salários relativos ao mês de novembro, que deveria ser pago no quinto dia útil deste mês.  Além disso, o 13º Salário, que segundo a legislação tem data limite vencendo hoje, 20 de dezembro, não foi pago a nenhum servidor da Prefeitura.

A categoria decide amanhã, em assembléia, às 6:30h, em frente ao HBLEM pela paralisação das atividades do hospital.

“Os servidores não suportam mais tanta insegurança e instabilidade financeira por causa dos desmandos da administração municipal que tem causado essa crise na Prefeitura. Nós não podemos pagar a conta pela falta de competência do gestor municipal”, salienta Karla Lúcia, presidenta do Sindserv.

 SINDSERV – SINDICATO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE ITABUNA

FILIADO À CTB

18 dez 2010

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

18 dez 2010

Marina se despede do Senado

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

A senadora Marina Silva (PV-AC) fez no dia 16/12 seu discurso de despedida do Senado Federal. Ela foi eleita para dois mandatos consecutivos, em 1994 e em 2002. A parlamentar relembrou seu primeiro pronunciamento no Senado, há 16 anos. “Peço a Deus que nos dê sabedoria e humildade para que possamos desenvolver nosso trabalho. Nosso povo deposita esperança neste Senado, esperam vê-lo renovado, ativo, procurando respostas concretas para os problemas que vivenciam. Venho de uma região, posso até dizer, desconhecida e distante, venho de um Estado pequeno, onde conheci a pobreza, a fome, o desemprego, mas cujo povo tem coragem para lutar por seus sonhos”.

Sobre os sonhos atuais Marina disse que, a priori, não vai ficar no lugar de candidata para 2014. “Quero fazer parte de um processo como parte do processo. Quero lutar por um Brasil que seja economicamente próspero e socialmente justo, ambientalmente sustentável e culturalmente diverso. Quero voltar à sociedade como ativista, como professora, não só na questão partidária, mas como mantenedora de utopias”, afirmou.

Marina disse ser uma das responsáveis pelas metas de redução de desmatamento apresentadas pelo Brasil nas cúpulas de Copenhague e de Cancún. Ela afirmou também que “a questão da sustentabilidade ambiental é a utopia desse século e nenhum partido foi capaz de perceber isso, inclusive o PT”.

Em relação a sua candidatura à Presidência da República, a senadora lembrou que assumiu como um desafio, que o Brasil deve ser o País da economia de baixo carbono, da educação que gera oportunidade para todos, da igualdade de oportunidade para todos, livre das desigualdades sociais, que aposta na inclusão produtiva e um exemplo de prosperidade e sustentabilidade ambiental. “Foi com esse compromisso que fomos conversar com os eleitores brasileiros”. Victor Hugo disse uma vez: “Nada é mais potente do que uma ideia cujo tempo chegou”. Mas isso não foi uma pessoa, não fui eu, não foi Guilherme (Leal, seu candidato a vice), não foi o PV, mas é fruto da força da ideia cujo tempo chegou e falou alto para o Brasil”, explicou.

Segundo Marina, as 20 milhões de pessoas que acreditaram nessa ideia decidiram que a economia que se encontra com a ecologia pode produzir riquezas, pode aumentar a produção por ganho de produtividade, pode gerar energia, pode usar o alto carbono para produzir o baixo carbono. “Nós podemos usar os recursos do pré-sal para poder fazer a economia de baixo carbono. Para isso é preciso ter visão estratégica. Para isso é preciso a visão, criar o processo e as novas estruturas para esse mundo em crise, que pode ter na sua crise a grande oportunidade da transformação desse início de século”, acrescentou.

A senadora falou também sobre a opção de independência do seu partido no segundo turno das eleições presidenciais, o que não teve significado de neutralidade. Desejou novamente boa sorte à primeira Presidente eleita mulher, Dilma Rousseff, pedindo que o governo não olhe só para o excesso do que foi feito. “O que foi bem feito mantenha, o que foi errado corrija, mas olhe para o que está faltando e encare.”, finalizou.

 

Veja o discurso de Marina Silva na íntegra: http://migre.me/2ZCMq

Fonte: http://www.minhamarina.org.br/blog/2010/12/marina-se-despede-do-senado/

 

Traduzido pelo Coletivo da Vila Vudu

 

WikiLeaks é alvo de “investigação super agressiva” e secreta, conduzida por autoridades dos EUA, perturbadas por uma perda de prestígio,  depois da divulgação de ,ilhares de telegramas diplomáticos dos EUA, disse hoje o fundador da organização, Julian Assange.

Falando a jornalistas na calçada de Ellingham Hall, a casa de campo em Norfolk na qual está em liberdade condicional, sob fiança, depois de sair da prisão, Assange disse que WikiLeaks é objeto “do que parece ser uma investigação ilegal (…) pessoas supostamente ligada a nós estão sendo detidas, são seguidas, seus computadores são atacados etc.”.

Disse que há “80% de probabilidade” de que as autoridades norte-americanas estejam preparando o que parece ser uma tentativa para extraditá-lo para os EUA, onde contam com acusá-lo de crime de espionagem.

Disse que confia que a opinião pública se imporá contra “uma superpotência que não dá sinais de respeitar qualquer lei.”

“Eu diria que estamos sofrendo uma investigação muito agressiva. Muita gente perdeu prestígio e respeitabilidade, e muita gente sonha com ganhar notoriedade associando-se a casos judiciais rumorosos, mas, de qualquer modo, estão acontecendo coisas que têm de ser acompanhadas de perto” – disse ele.

Criticou o modo como as autoridades suecas tentaram obter sua extradição para a Suécia, para ser julgado por atentado sexual – causa de ter permanecido preso por dez dias.

“Aí está algo que tem de ser acompanhado de perto”, disse. “Já vimos como se comportou o procurador sueco, nas representações do governo britânico aqui em Londres, e as Cortes britânicas dizem que a Suécia não precisa exibir prova alguma – disseram isso três vezes – e, de fato, jamais apresentaram prova alguma nas audiências sobre o pedido de extradição, cujo único resultado foi eu ter sido metido numa cela solitária, por 10 dias.

“Nos EUA também está em andamento o que parecem ser investigações secretas ordenadas por tribunal secreto contra mim e contra nossa organização – não há uma notícia sobre o que de fato estão fazendo.”

Atualmente, todos os esforços de WikiLeaks estão concentrados em enfrentar inúmeros ataques, inclusive ataques técnicos contra a página na Internet, disse Assange.

“Estamos gastando mais de 85% de nossos recursos econômicos só no trabalho de enfrentar ataques – ataques técnicos, ataques políticos e ataques legais. Não estamos podendo fazer jornalismo, que é o nosso trabalho”, disse. “Se quiserem dizer de outro modo, o jornalismo investigativo está sendo violentamente atacado”.

Assange disse que está preocupado ante o risco de ser mandado para os EUA, e acrescentou: “Muitas figuras públicas importantes nos EUA, inclusive senadores eleitos, já pediram minha execução, que minha equipe fosse seqüestrada, que matassem o jovem soldado Bradley Manning … É situação extremamente grave.

“Os EUA mostraram recentemente que suas instituições não agem sempre conforme a lei manda. Enfrentar uma superpotência que se ponha acima da lei é negócio muito, muito sério”.

Os esforços dos EUA para conseguir processar Assange, parecem depender de conseguir conectá-lo a Manning, fonte pressuposta dos telegramas vazados.

Assange, australiano, dedicou-se empenhadamente em desvincular-se de Manning, referindo-se a ele como “um jovem que acabou envolvido no nosso trabalho de publicação” e dizendo que WikiLeaks não conhece suas fontes.

Assange disse também que paralisá-lo, pessoalmente, não deterá o trabalho de WikiLeaks. “As pessoas gostam de pensar que WikiLeaks seria eu e a minha mochila. Isso é falso. Somos uma grande organização.

“A organização é resistente, foi projetada para sobreviver a ataques de decapitação. De fato, o ritmo da divulgação de telegramas aumentou durante o tempo em que estive confinado numa cela solitária.”

Leia mais: http://redecastorphoto.blogspot.com

 

17 dez 2010

ATENTADO DA FOLHA CONTRA A INTERNET BRASILEIRA!

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado
Folha X Falha
Caros,
Hoje o Lino e o Mário Bocchini começaram a “campanha internacional” de publicização do processo que Folha de S.Paulo moveu contra eles. Vejam
no site www.desculpeanossafalha.com.br as bandeirinhas com textos em quatro línguas, mais o original em português (para países lusófonos).
Esse é um caso "exemplar" para mostrar quem defende liberdade de imprensa e de opinião.
No período de eleição, eles criaram o site Falha de S.Paulo e sistematizaram críticas à cobertura do jornal. Foram processados por
uso indevido da marca - e agora estão pagando caro (literal e simbolicamente) para se defenderem. Mas querem ir até o final. A
acusação de uso indevido da marca não leva em conta a sátira, o humor e/ou a liberdade de expressão?
No blog tem uma seção destinada a quem quer entender o caso.Visitem e divulguem.
Maior jornal do Brasil processa blog independente e inaugura um novo tipo de censura.
Ação inédita na Justiça está sendo boicotada pela mídia brasileira, que é dominada por poucas famílias, e abre um precedente terrível para
todos os blogueiros do país A exemplo do que aconteceu na eleição do Obama e em outros pleitos na Europa, na recente disputa presidencial brasileira, que terminou com a
eleição da candidata de Lula (Dilma Roussef), a internet teve peso inédito na campanha eleitoral. A atuação de centenas de blogs foi
especialmente importante porque, em sua maioria, eles apoiaram a candidata de esquerda (Dilma) e, por outro lado, praticamente toda a
mídia convencional (rádio, TVs, jornais e revistas) defendeu fortemente o candidato de oposição, José Serra, que formou uma
poderosa coalização política-midiática-religiosa conservadora — que acabou derrotada. A importância da Internet ficou óbvia no último dia
24 de novembro, quando Lula concedeu a primeira entrevista de um presidente brasileiro exclusiva para blogueiros. Foi um claro
reconhecimento à sua importância e ao contraponto que eles fizeram à mídia tradicional.
Em meio a esse cenário, surgiu em setembro um blog chamado Falha de S.Paulo, uma paródia ao maior jornal brasileiro, a Folha de S.Paulo.
Em português, “Folha” é uma das formas de referir-se a um jornal. E “Falha” significa falha. Era um blog recheado de fotomontagens,
brincadeiras e críticas ácidas ao noticiário da Folha. Eram críticas sempre bem-humoradas, porém duras. Para se ter uma ideia, uma das
montagens de maior sucesso (e mais irônica) punha o rosto do dono do jornal, Otavio Frias Filho, no corpo de Darth Vader. Pois bem: após um
mês no ar o jornal entrou na Justiça para censurar o blog. Pior: conseguiu. Ainda pior: além de conseguir cassar o endereço, a Folha
abriu um processo de 88 páginas contra os criadores do site, pedindo indenização em dinheiro por danos morais.
O jornal alega “uso indevido de marca”, por causa da semelhança entre os nomes Folha e Falha e porque o logotipo do site era inspirado no do
jornal. A paródia foi criada por dois irmãos (Lino e Mário Ito Bocchini) que não têm ligação com nenhum partido político ou qualquer
outra entidade. São duas pessoas “avulsas”, o primeiro jornalista e o segundo, designer. E agora os irmãos estão tendo uma dificuldade
brutal (e gastando bastante dinheiro) para se defender na Justiça de uma ação volumosa do maior jornal do país. E a previsão dos advogados
e professores de direito ouvidos pela dupla é a de que a Folha deve ganhar a ação, mais por ser uma companhia grande e poderosa e menos
pelo mérito da questão em si.
Aqui entra o motivo pelo qual os irmãos Bocchini resolveram levar a questão para além das fronteiras do país: no Brasil, menos de 10
famílias dominam os grandes meios de comunicação. E uma dessas famílias é justamente a Frias, que ficou incomodada com a Falha de
S.Paulo e suas brincadeiras como a do Darth Vader. Por corporativismo,nunca um órgão de uma família noticia algo relacionado à outra. É uma
espécie de tradição brasileira. A censura de um blog, ainda mais seguida de um pedido de indenização, é uma ação judicial inédita no
Brasil. Por conta disso, os irmãos Bocchini estão sendo chamados a diversos eventos de comunicação, convidados a dar palestras etc. Estão
recebendo muita solidariedade de blogueiros e ativistas por liberdade de expressão de todo país, e figuras públicas como o ex-ministro
Gilberto Gil gravaram depoimentos condenando a censura e o processo da Folha. Mesmo assim jornais rádios, TVs e revistas seguem ignorando
completamente o assunto.
A preocupação geral é que, se o jornal ganhar essa ação inédita (como tudo indica que vá acontecer), um recado claro estará dado às demais
grandes corporações brasileiras, sejam de comunicação ou não: se alguém incomodar você na Internet, invente uma desculpa como essa do
“uso indevido de marca”. A Justiça irá tirar o site do ar e ainda lhe conseguir uma indenização em dinheiro. Ou seja, está nascendo um novo
tipo de censura em nosso país, justamente pelas mãos de quem vive da liberdade de expressão. E não estamos conseguindo furar o bloqueio da
mídia convencional, dominada pelas tais poucas famílias que já dissemos. Por isso só nos resta agora apelar para o exterior.
 Leia mais: http://desculpeanossafalha.com.br/divulgue

 

A aprovação pessoal do presidente Lula também apresentou recorde histórico, com 87% de aprovação
62% dos brasileiros acham que Dilma fará um bom governo, diz CNI/Ibope 
http://noticias.uol.com.br/politica/2010/12/16/62-dos-brasileiros-acham-que-dilma-fara-um-bom-governo-diz-cniibope.jhtm 
Pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quinta-feira (16), em Brasília, mostra que o governo Lula encerra seu mandato com recorde de avaliação positiva: 80%. Na avaliação anterior, o percentual era de 77%.
A aprovação pessoal do presidente também apresentou recorde histórico, com 87% de aprovação – o maior desde 2003. Na pesquisa anterior, a avaliação pessoal positiva de Lula chegou a 85%.
Segundo a CNI/ Ibope, a avaliação positiva do presidente cresceu em todas as regiões do país: no Nordeste (de 92% para 95%), no Norte e Centro-Oeste (de 88% para 90%), Sudeste (de 81% para 85%) e Sul (de 78% para 80%).
Com relação à aprovação do governo, o Nordeste continua sendo a região com melhor avaliação: 86% da população considera o governo do petista como “bom” ou “ótimo”; seguido das regiões Norte e Centro-Oeste (81%); Sudeste (78%) e Sul (75%).
O índice de confiança na figura do presidente também teve elevação: de 81% contra 76% na pesquisa anterior de setembro, quando houve queda com relação a de junho, quando estava em 81%.
Das nove áreas de atuação do governo avaliadas, sete obtiveram avaliação positiva, com destaque para o setor de combate à pobreza, setor mais bem avaliado com 71% de aprovação (o índice anterior era de anterior 66%) e combate ao desemprego, com 66% (o índice anterior era de 64%).
O destaque negativo ficou para as áreas de saúde, com 54% de desaprovação (o percentual anterior era de 57%) e impostos, com 51% de avaliação negativa (manteve o mesmo índice da pesquisa anterior).
A pesquisa de opinião foi realizada com 2002 eleitores de 140 municípios brasileiros, entre os dias 4 e 7 de dezembro. Tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%.
De: http://noticias.uol.com.br/politica/2010/12/16/aprovacao-a-governo-lula-e-de-80-e-bate-novo-recorde-diz-cniibope.jhtm