19 set 2018

Suicídio: uma consequência do assédio moral

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Ao tratar do tema suicídio muitas pessoas se chocam. Mas, se espantar com o tema ou não discuti-lo torna cada vez mais difícil o debate para entender quais os fatores que podem levar a pessoa a optar pelo fim da vida. O assédio moral é um desses motivos bem presente no dia a dia dos trabalhadores.

Na palestra Assédio e Adoecimento Psicológico na categoria bancária, promovida pelo Sindicato dos Bancários da Bahia, alguns profissionais discutiram o tema, abordando as etapas do adoecimento psicológico, e em alguns casos, chegando ao fim com suicídio.

Tudo começa com demandas que não competem ao profissional. Metas a serem batidas e pressão exacerbada. A médica Cristiane Maria Galvão, da Fundacentro, argumenta que a política de produção dos bancos só beneficia os grandes empresários. Para o trabalhador fica somente o peso para manter o emprego. Decorrente disso, os funcionários começam a apresentar transtornos mentais, muitas vezes não diagnosticado.

Em muitos casos, o trabalhador não percebe e se acostuma com a violência diária. A doutora Suerda Fortaleza, médica do Cesat, destaca que é muito subjetivo e individual a forma como assédio afeta o trabalhador. Os sinais são diversos. “Inicialmente, algumas pessoas apresentam ansiedade e distúrbio do sono. Ao longo do tempo podem ter depressão, síndrome de burnolt (causada pelo açulo excessivo de trabalho), e até mesmo suicídio. Mas isso não é regra. Cada pessoa reage de uma forma” comenta.

A denúncia é a forma mais efetiva de acabar com o assédio. Mas com o quadro de desemprego tão grande, muitos ficam refém do assédio. Segundo a promotora do MPT (Ministério Publico do Trabalho), Ana Emília Andrade, as denúncias devem ser acompanhadas por profissionais de saúde que possam ajudar a sair desse círculo de assédio e violência.

Fonte: O Bancário

19 set 2018

Financiários garantem proposta com aumento real

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Os financiários conseguiram arrancar uma proposta de 3,09% de reajuste nos salários e todas as cláusulas econômicas, inclusive a PLR (Participação nos Lucros e Resultados), que consiste 1,31% de aumento real.

A negociação com a Fenacrefi foi retomada nesta terça-feira (18/09). Os financiários do Estado foram representados pelo diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia, Adelmo Andrade.

Os representantes dos empregados, depois de muita discussão, garantiram um fim de semana completo e um domingo de folga por mês aos financiários que concedem de créditos e financiamentos em lojas e concessionárias nos finais de semana.

Ainda garantiram que as horas trabalhadas aos sábados terão pagamento de 50% e as de domingos e feriados de 100% ou poderão ser compensadas em até 30 dias depois.

Os trabalhadores também terão a opção de parcelar em até três vezes o adiantamento de férias. Atualmente, o benefício é descontado integralmente no mês posterior ao descanso.

Para avaliar a proposta, os sindicatos de todo o país realizam assembleias até o dia 1º de outubro. Se aprovada, terá validade de dois anos 2018/2020. A reposição da inflação com 1% de aumento real foi garantida para  2019.

Fonte: O Bancário

A três semanas das eleições, hackers (criminosos cibernéticos) conseguiram invadir a página de Facebook do grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, que já havia ultrapassado os 2,2 milhões de integrantes, em poucos dias de funcionamento.

“As mulheres estão cada vez mais unidas e conscientes de que só mudaremos a política participando dela e neste momento o nosso principal inimigo é o candidato da extrema-direita”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

Para ela, “de nada adianta criminosos agirem contra a democracia e a liberdade de expressão”, certamente, “não nos calarão”. De acordo com a sindicalista, a ação dos hackers seguidores do candidato Jair Bolsonaro, chamou mais ainda a atenção a importância para o voto feminino, “contra as pautas do ódio e da violência”.

Ao mesmo tempo em que viraliza na internet a campanha com a hashtag #EleNão, Celina afirma que “não mudarão nosso voto com o uso da violência; não os intimidarão”. Segundo a sindicalista, “a campanha contra o machismo e o desrespeito às mulheres seguirá firme e forte. Descobrimos o caminho da unidade e não abriremos mão de votar nas candidaturas a favor da cultura da paz, da justiça e da igualdade de direitos”.

“O grupo foi temporariamente removido após detectarmos atividade suspeita. Estamos trabalhando para esclarecer o que aconteceu e restaurar o grupo às administradoras”, informa o Facebook.

A invasão criminosa ocorreu na sexta-feira (14). Os criminosos invadiram o perfil de uma das administradoras e chegaram a alterar no nome do grupo. Além de agredir outras administradoras.

Chegaram a divulgar dados pessoais de uma delas e ameaçaram outra via WhatsApp. “Esquerdistas de merda” foi um dos xingamentos. “É de conhecimento geral que os apoiadores do fascismo utilizam-se dos meios mais sórdidos para tentar calar aqueles que não aceitam passivos a disseminação do discurso de ódio proferido pelo candidato que fazemos frente de resistência absoluta”, afirmam as responsáveis pelo grupo.

Celina acentua que “as mulheres têm consciência de que lutar por igualdade de direitos incomoda as mentes reacionárias, principalmente de homens violentos e sem a mínima condição de administrar qualquer coisa, muito menos um país”.

E questiona: “Será que essa invasão não configura crime eleitoral para uma possível impugnação do candidato da extrema-direita?”.

Já as organizadoras da página invadida Mulheres Unidas Contra Bolsonaro afirmam que “nossa resposta será nas urnas, onde iremos mostrar a força das mulheres, pois nossa união não é feita através da violência, mas na certeza de que juntas somos mais fortes e que temos o poder de direcionar nosso país para longe de um discurso racista, misógino e homofóbico”.

Arte de Ribs mostra a disposição das mulheres contra o candidado da extrema-direita, misógino, racista e LGBTfóbico

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com Catraca Livre e El País Brasil

Arte de Renato Aroeira

Em protesto realizado na sexta-feira (14) em frente à gráfica da Editora Abril, os trabalhadores e trabalhadoras demitidos e dispensados pela empresa entregaram uma carta aberta à família Civita cobrando que os herdeiros bilionários – com patrimônio estimado em R$ 10 bilhões – assumam pessoalmente as dívidas trabalhistas, estimadas em R$ 110 milhões, o que representa cerca de 1% da fortuna acumulada pelos Civita com os lucros da empresa e o trabalho de seus empregados ao longo de anos.

A editora entrou em recuperação judicial no último dia 15 de agosto e deu um calote em pelo menos 1.500 trabalhadores, dos quais 800 demitidos em massa (celetistas) no dia 6 do mesmo mês e que não receberam verbas rescisórias nem a multa de 40% do Fundo de Garantia.

Leia mais

Editora Abril demite em massa e dá calote nas trabalhadoras e trabalhadores

O calote atinge ainda centenas de celetistas, demitidos em dezembro do ano passado e que tiveram as verbas rescisórias parceladas em dez vezes, e outros que são freelancers e foram dispensados também em agosto último.

Em todos os casos, o pagamento da dívida foi protelado pela Abril com a inclusão do débito na recuperação judicial.

A ato público em frente à na gráfica da Abril, que fica próxima da Marginal Tietê, na zona oeste da capital paulista, ocorreu no início da tarde, a partir do meio dia, no horário da troca de turno, e reuniu todas as categorias afetadas pelo calote – jornalistas, administrativos, distribuidores e gráficos.

Confira a íntegra da carta aberta:

CARTA ABERTA À FAMÍLIA CIVITA

Abrimos esta carta – e fazemos sua leitura em voz alta – porque nossa mensagem não tem caráter privado.

Ela diz respeito à sociedade brasileira, e não apenas aos 804 empregados covardemente descartados a partir de 6 de agosto, aos demitidos em meses anteriores, aos profissionais freelancers igualmente dispensados.

Foram atingidos 1.500 homens e mulheres – e suas 1.500 famílias.

Com a última demissão em massa, nos vimos sem trabalho, sem dinheiro e pilhados no que há de mais caro e precioso: direitos!

Direitos duramente conquistados com criatividade, dedicação, empenho, entrega e suor.

O abatimento emocional e moral já produz depressão, desesperança e sérias dificuldades na vida cotidiana.

Em muitas casas, falta comida. Alguns dos funcionários cortados não têm como pagar remédio, luz, transporte, a escola dos filhos…

Diante desta árvore, que já foi ícone de potência e de imprensa forte, símbolo de cultura, humanidade e entretenimento, lembramos à família Civita que, durante quase sete décadas, o Grupo Abril fez parte da formação dos brasileiros, que leram os conteúdos gerados por seus mais de 150 títulos lançados.

Para ficar só nos dias atuais: o manancial de informações produzidas pelas 11 publicações que morreram, numa só tacada, em 6 de agosto, é um patrimônio que não pertencia mais à família Civita.

As ideias e as reflexões propostas nelas frutificaram, produziram pensamento crítico e, por isso, pertencem aos trabalhadores que as produziam e ao leitor brasileiro.

Perde, assim, o povo, de quem a Abril, há muito, vem se distanciando. Perdem, sobretudo, as mulheres, uma vez que, dos títulos destruídos, oito eram dirigidos ao público feminino.

Perde ainda o mercado de trabalho. A atitude intempestiva da família Civita, que demitiu em massa – sem negociar com os sindicatos, oferecer contraproposta ou dar a chance de demissão voluntária –, estrangula os meios de produção de informação.

Encerra centenas de postos de trabalho. Abala os jornalistas do país inteiro.

Atinge as universidades que preparam jovens para o exercício da profissão em veículos impressos e digitais.

Golpeia os cursos que formam profissionais para TI, impressão, acabamento, distribuição e serviços. E afeta, brutalmente, a logística de outras editoras e empresas.

O rombo é mais fundo. Nesse episódio, há também prejuízo para a liberdade de expressão, a denúncia, a crítica. Perde, enfim, a defesa da democracia.

Não se trata de constatação recente. Os herdeiros vêm descuidando do Grupo Abril há anos.

A falta de investimento no editorial, a equivocada entrega da gestão a consultores estranhos ao universo da informação, o afastamento da diversidade de opiniões e a ausência de sensibilidade para entender os novos rumos da sociedade levaram a Abril à derrocada, à recuperação judicial.

Nós nos vimos metidos nela – como parte de uma interminável lista de credores, a quem o Grupo Abril deve 1,6 bilhão de reais. Mas não somos credores.

Esse papel é dos bancos, dos grandes fornecedores, das empresas globalizadas com quem o Grupo faz negócios. Nós somos trabalhadores!

Levantamos cedo, enfrentamos a madrugada no fechamento das revistas. Estamos na gráfica, na logística, na distribuição, no escritório…

Não somos credores. Nossa única fonte de sobrevivência é o salário que vem, exclusivamente, do trabalho árduo que entregamos.

A dívida que os Civita têm com a massa de profissionais jogados na rua é de 110 milhões de reais.

Somando o que os senhores devem aos profissionais freelancers – muitos deles tinham horário a cumprir, obrigações e subordinação à chefia –, representamos uma fatia magra, menos de 7% do total da dívida de 1,6 bilhão.

Os senhores podem amenizar o malfeito. Têm como minorar a injustiça que cometeram contra as mulheres e os homens que fizeram a história da Abril – e colaboraram para o enriquecimento da família Civita, que detém, reconhecidamente, uma das maiores fortunas do Brasil.

O caminho está previsto na legislação. Basta que os irmãos, controladores do Grupo Abril, sub-roguem os nossos créditos, assumindo o nosso lugar no processo de Recuperação Judicial.

Os senhores podem sub-rogar 100% dos créditos trabalhistas, pagando de uma vez os 110 milhões que pertencem aos demitidos, tomando o lugar deles e dos freelas como credores na recuperação judicial.

E devem acrescentar ainda a multa referente ao artigo 477 da CLT, que determina ao empregador o pagamento de um salário por descumprimento da obrigação de acertar as verbas rescisórias dez dias após a demissão.

Reivindicamos, então, dos senhores, que assumam pessoalmente a dívida trabalhista da empresa, de imediato, pagando a todos, pois se trata de verba de natureza alimentar.

Seu valor total é de apenas 1% da fortuna que a família Civita acumulou com o Grupo Abril, estimada recentemente em mais de 10 bilhões de reais, conforme publicado na revista Exame.

Cabe demandar também o reconhecimento dos profissionais freelancers na categoria de trabalhadores, uma vez que não se trata de empresas, mas sim de quem depende dos proventos do trabalho individual para pagar as contas, assim como os demitidos.

Os senhores não podem fugir da responsabilidade trabalhista que têm com os descartados, da responsabilidade social que assumiram – e sempre apregoam – com o país.

É preciso lembrar o que foi manifesto por , o fundador do Grupo, quando explicou o emblema que o identifica: “Escolhi a árvore como símbolo da Editora Abril porque é a representação da fertilidade, a própria imagem da vida. O verde porque é a cor da esperança e do otimismo”.

Nossa “esperança” é a de que os senhores, herdeiros, honrem os seus compromissos com os demitidos.

Façam valer o tanto que a família Civita acumulou em décadas com o nosso trabalho. E respeitem as nossas famílias.

Comitê dos Jornalistas Demitidos
Comitê dos Gráficos Demitidos
Comitê dos Distribuidores Demitidos
Comitê dos Administrativos Demitidos
Comitê dos Profissionais Freelancers Dispensados

Fonte: Portal CTB

A elevada concentração de renda e a baixa participação das mulheres na economia e na politica são os fatores que mais agravam a desigualdade no Brasil. A conclusão tem como base o estudo Indicadores e Índices de Desenvolvimento Humano: Atualização Estatística 2018, lançado mundialmente nesta sexta-feira (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O índice mostra que as brasileiras estão melhores na maioria dos indicadores no que diz respeito à saúde e ao estudo – nesse item elas continuam registrando, em média, mais tempo de escolaridade que os homens, porém, estão pior situadas quando o assunto é renda: o ganho nacional bruto per capita das mulheres é 42,7% inferior ao dos homens.

Desigualdade de homens e mulheres no Brasil segundo dados do IDH 
Mulher Homem
Expectativa de vida 79,3 72,1
Média de anos de estudo 8,0 7,7
Anos esperados de estudo 15,9 14,9
Renda nacional bruta per capita US$ 10.073 US$ 17.566
O Índice de Desenvolvimento de Gênero, que traz os mesmos indicadores do IDH, mas com separação por sexo em 164 países, mostra que, apesar de as mulheres terem mais anos esperados de escolaridade (15,9 frente a 14,9 dos homens) e maior média de anos de estudo (8 anos contra 7,7 nos homens), a renda nacional bruta per capita da mulher é 42,7% menor que a do homem.

Porém, o Índice de Desigualdade de Gênero, calculado em 160 países e focado na situação da mulher no país, mostra o Brasil na 94ª posição. Aqui, o Pnud destaca que as brasileiras ocupam 11,3% das cadeiras do Congresso Nacional. O resultado é o pior da América do Sul. Além disto, este indicador é ainda pior que o do país com o menor IDH do mundo, o Níger (17%).

Índices mostram que desigualdade de renda avança

No IDH ajustado à desigualdade econômica – um método que relativiza o desenvolvimento humano em função da diferença entre os mais e menos abastados de um país – o Brasil é o 3º país da América do Sul que mais perde no IDH, ficando atrás do Paraguai (25,5%) e da Bolívia (25,8%).

Em relação ao Coeficiente de Gini (2010-2017) – instrumento que mede o grau de concentração de renda em determinado grupo e aponta a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos – o Brasil possui o 9º pior valor do mundo (51,3), dentre os 160 países avaliados.

Portal CTB com Pnud – foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

A Federação Nacional dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios, nas Atividades Portuários (Fenccovib) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) divulgam manifesto em favor da unidade das forças democráticas para derrotar o golpe e os retrocessos.

Confira o manifesto abaixo:

Companheiros e companheiras

Os Delegados sindicais presentes na PLENÁRIA NACIONAL DE PARANAGUÁ, realizada nos dias 12 e13 de setembro de 2018, por unanimidade, aprovaram a presente

MANIFESTAÇÃO

1 É inegável e evidente que a mídia conservadora, o empresariado e a direita em geral estão desesperados porque se vislumbra a existência de reais chances de eleição de candidato do campo progressista, no segundo turno.

2 Isto os preocupa porque se isto acontecer, haverá a esperança de ser revista a nefasta reforma trabalhista; de evitar uma reforma previdenciária nociva aos trabalhadores; de dizer “não” à “entrega” do patrimônio público; de fazer uma reforma tributária mais justa aos assalariados (taxando as grandes fortunas); de manter o combate à fome, a renda mínima e os programas habitacionais. E mais: poderão ser revogadas as atuais restrições orçamentárias para possibilitar uma nova política com mais recursos a serem destinados a investimentos em saúde, segurança e educação.

3 No caso dos Portuários, poderá ser conquistado definitivamente o mercado de trabalho para os TPAs nos Terminais de Uso Privado (TUP), bem como o avanço nos programas mais modernos de qualificação e aperfeiçoamento profissional de todos os trabalhadores do porto. Poderão também ser asseguradas a proibição da terceirização no trabalho portuário e a manutenção de outros direitos previstos na Lei 12.815/13, Lei 9.719/98 e Convenção 137. Haverá, ainda, espaço político para se evitar a privatização das administrações portuárias buscando a profissionalização de seus diretores e de demais gestores – e, assim, tornando-as verdadeiramente modernas, fortalecidas e eficientes. E, ainda, poderá ser conseguida uma solução definitiva para a preocupante questão que vem ameaçando a sobrevivência do Instituto de Previdência dos Portuários – PORTUS.

4 Cabe, contudo, alertar a todos que as forças reacionárias vão fazer de tudo para evitar a vitória de um candidato comprometido com os avanços acima. Por isso, conclama-se a todas as organizações sociais e trabalhistas, ao funcionalismo público em geral, a cada trabalhador do porto e família para que se mantenham unidos e empenhados na busca dessa importante VITORIA DO POVO DO BRASILEIRO!!!

Fraternalmente,

Paranaguá/PR, 13 de setembro de 2018.

Fenccovib

FNP

Fonte: Portal CTB

14 set 2018

Mulheres unidas contra Bolsonaro reúne milhões

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Com duas semanas de criação, o grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro reúne mais de 1,3 milhão de integrantes no Facebook mobilizadas a rejeitar à candidatura à presidência de Jair Bolsonaro (PSL). A comunidade apartidária é contrária a todas as propostas machistas e discriminatórias do candidato.

A necessidade de organizar atos políticos para chamar atenção da sociedade para as ideias retrogradas em relação ao gênero feminino foi um dos principais motivadores. Uma das criadoras do grupo, a publicitária Ludimilla Teixeira ficou surpresa quando percebeu que em apenas 48 horas, 6 mil mulheres integravam a rede. O que demonstra a insatisfação coletiva visível nas redes sociais.

Ludimilla destaca o perigo do candidato ser tão preconceituoso e machista, principalmente em questões relacionadas à violência, licença-maternidade, aborto, assédio sexual e estupro. “Tudo que o ‘inominável’ apresenta como proposta em relação a nós, mulheres, vai na contramão dos direitos civis já conquistados”. Ela ressalta que, pela riqueza dos debates na rede, o grupo deve ser mantido após as eleições de outubro só que mudará o nome.

O Mulheres Unidas Contra Bolsonaro possui uma equipe de moderação formada por 80 mulheres. Na comunidade, o público feminino é mobilizado contra a candidatura de Bolsonaro. Não é permitido postagem de outros candidatos e é aberta a mulheres de esquerda e direita.

Fonte: O Bancário

14 set 2018

Só 37% dos crimes contra mulher são solucionados

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A maioria das mulheres que são vítima de violência doméstica continua desamparada. Segundo pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em parceira  com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), apenas 37% dos casos de violência são solucionados no país.

Uma dificuldade que muitas vítimas enfrentam é necessidade de ir aos tribunais por várias vezes para conseguir direitos que poderiam ser deferidos em uma única sentença, como divórcio, pensão alimentícia, guarda compartilhada e medidas protetivas. Sem contar a demora de processos que podem passar de 6 anos para uma solução.

Somente no ano passado, os tribunais brasileiros tinham quase um milhão de processos relacionados à violência doméstica em suas mãos. A pesquisa ainda revela que há 433 novos casos de violência doméstica e são concedidas 225 medidas protetivas a cada 100 mil mulheres no Brasil.

Ainda que as dificuldades sejam muitas, e possa desestimular as vítimas, o consenso entre as mulheres é de que a denúncia deve acontecer em todo e qualquer tipo de agressão.

Fonte: O Bancário

14 set 2018

Caixa 100% pública deve ser uma luta de todos

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A Caixa tem papel fundamental para o desenvolvimento do Brasil. Embora, seja responsável pela gestão de programas sociais essenciais para combater a desigualdade social, o governo segue na tentativa de enfraquecer a instituição para privatizar.

Sob forte ataque, a instituição já perdeu cerca de 15 mil empregados através de planos de demissão voluntárias e fechou em torno de 100 agências em todo país. O governo também tentou vender a Lotex, mas a mobilização dos empregados e sociedade foi mais forte e o leilão foi suspenso.

As loterias instantâneas são operadas exclusivamente pela Caixa e transferiram, somente no ano passado, 48% para os programas sociais nas áreas de Educação, Esporte, Cultura, Saúde e Previdência dos aproximadamente R$ 14 bilhões arrecadados.

A Caixa rende bem e não há motivos para o governo desmontá-lo. Apenas no primeiro semestre de 2018, o lucro bateu os R$ 6,655 bilhões, alta de 63,3% na comparação com o ano passado. Em 2017, a instituição obteve lucro recorde de R$ 13 bilhões.

Fonte: O Bancário

“A orientação da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) é que nestas eleições os trabalhadores somem forças com as candidaturas do campo democrático popular e mais ainda com candidaturas que assumiram compromisso com a defesa da Agenda prioritária da classe trabalhadora”, declarou Adilson Araújo, presidente nacional da CTB.

Adilson: Defesa da aposentadoria ganhará as ruas nestas eleições

O dirigente foi o primeiro entrevistado da série de vídeos “Voto Consciente e Classista” iniciada no dia 6 de setembro pela Agência Sindical. O documento citado por Adilson no programa foi elaborado por todas as centrais sindicais brasileiras com 22 pontos que indicam caminhos para a retomada do crescimento em que ganhe centralidade a valorização do trabalho e do trabalhador.

A conversa entre o sindicalista e o jornalista João Franzin aconteceu antes do  dia 11 de setembro, quando foi confirmada a candidatura à presidência da chapa Fernando Haddad (candidato à presidência) e Manuela d’Ávila (candidata a vice), representantes da coligaçaõ “O Povo Feliz de Novo”. Na pré-campanha, tanto Manuela quanto Haddad (na condição de vice do ex-presidente Lula) se comprometeram com a agenda da classe trabalhadora.

Vida piorou após o golpe

O presidente da CTB afirmou a necessidade de intensificar o diálogo sobre as eleições e que ele se dê no local de trabalho e em espaços públicos. “O que está ao nosso alcance é o chão de fábrica, o local de trabalho, terminais de ônibus e metrô. São locais para a gente fazer política. E é essa política que vai permitir que a gente esclareça a sociedade para o quanto foi danoso assistir o que aconteceu após impeachment da Dilma. Em dois anos muita coisa aconteceu e a vida piorou”, enfatizou.

Segundo Adilson, a eleição de outubro é uma chance de o povo brasileiro resgatar as conquistas iniciadas com o ciclo mudancista de 2003 inaugurado pelo ex-presidente Lula. “Queremos solução e temos potencial para isso. O Brasil pode resgatar o trabalho iniciado por Lula e que planificou um Programa de Aceleração do Crescimento que permitiu que a indústria da construção civil tivesse participação de 14% no Produto Interno Bruto (PIB). Esse ciclo permitiu a retomada da indústria naval que construiu submarinos”, exemplificou o presidente da CTB.

Fortalecer quem tem compromisso com direitos do povo

Ainda de acordo com ele, a disputa política no país após o golpe que levou Michel Temer à presidência penalizou o trabalhador brasileiro e colocou o movimento sindical diante de enormes desafios, entre eles interferir na representação política no Congresso Nacional. “Ficamos devendo uma reforma da comunicação. O sistema político caducou e se deteriorou mais ainda com a criminalização da política”. Segundo Adilson, a agenda ultraliberal favoreceu ainda mais o fortalecimento dos grupos economicamente dominantes.

Assista ao vídeo clicando no link abaixo:

http://portalctb.org.br/site/noticias/brasil/adilson-araujo-voto-do-trabalhador-e-decisivo-contra-retrocesso

Fonte: Portal CTB