19 set 2019

BNDES desmente o governo Bolsonaro

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[BNDES desmente o governo Bolsonaro]

A tentativa do governo Bolsonaro de criminalizar o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) caiu por terra. O banco divulgou uma nota sobre financiamento e exportação de serviços, rebatendo as acusações do de que a instituição estava agindo de acordo com os interesses do PT (Partido do Trabalhador).


O banco informou que US$ 10,3 bilhões dos US$ 10,5 bilhões de desembolsos para empreendimentos em 15 países já retornaram ao Brasil. Mas, todos sabem o real motivo de o governo estar de olho no BNDES, que é dar início à privatização, ampliando a presença dos bancos privados no país. 


Um exemplo claro disso é a venda de 17 empresas estatais que serão privatizadas ainda este ano. Uma medida descabida do governo que coloca em risco outras empresas públicas, como o Banco do Brasil e a Caixa, essenciais para o desenvolvimento social e econômico do país.


Quem perde é a população, pois, além perder o financiamento com juros acessíveis a moradia, também vai sofrer com a falta de investimentos nas áreas de agricultura familiar, infraestrutura, educação e saúde. Prova disso é que, de 2007 a 2017, o banco investiu R$ 509,5 bilhões em obras de infraestrutura, 287% a mais do que os R$ 131,6 bilhões liberados de 1997 a 2007.

Fonte: O Bancário

19 set 2019

O governo pode congelar o salário mínimo

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[O governo pode congelar o salário mínimo]

Com o custo de vida lá em cima, as pessoas que recebem um salário mínimo no Brasil estão longe de ter uma vida sem preocupação e, a duras penas, conseguem obter itens básicos de sobrevivência. Mas agora, até os produtos da cesta podem ter de ficar de fora das compras do mês, se o governo Bolsonaro congelar o mínimo. 


Depois de acabar com a política de valorização do salário, criada por Lula e que garantia aumento acima da inflação – entre 2004 e 2019 o acumulado foi de 74,33% -, o governo prepara mais um ataque brutal aos trabalhadores. A equipe econômica quer manter o mesmo valor (R$ 998,00) por, pelo menos, dois anos. 


Para isso, propõe retirar da Constituição a obrigatoriedade de correção do salário mínimo pela inflação. Quer dizer, enquanto o topo da pirâmide social segue intocável, o cidadão carente terá de fazer mágica para sobreviver com apenas R$ 998,00. Vale destacar que quase 30% dos brasileiros recebem até um salário mínimo e mais de 60% o equivalente a três.  


A mudança pode vir atropelando. A intenção é incluir um artigo na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que altera regras fiscais e está em tramitação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.

Fonte: O Bancário

O relator da proposta de emenda constitucional (PEC) 438/2018, deputado Felipe Rigoni (PSB-ES), informou ontem que o ministro da Economia, Paulo Guedes, deseja fazer uma desindexação permanente do salário mínimo, mas que ele, pessoalmente, acha “totalmente inviável”. “O Guedes tem essa ideia de ser para sempre [a desindexação], mas acho que nem o Parlamento, nem eu, que sou o relator, e nem o deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), autor da PEC, vamos bancar uma dessa”, disse Rigoni ao Valor.

A proposta de suspender a indexação temporariamente, por dois anos, segundo Rigoni, “foi uma das coisas ventiladas pela equipe do governo”, como uma alternativa. Mas informou que não há qualquer decisão, pois ele está esperando uma sinalização de Guedes para saber se o governo quer mesmo fazer a PEC com a desvinculação. A PEC 438/2018 dá um novo desenho para as regras fiscais brasileiras, estabelecendo medidas de ajuste que poderão ser acionadas pelo governo para o cumprir a chamada “regra de ouro” das finanças públicas, que só permite o aumento do endividamento para pagar despesas de capital (investimentos e amortizações da dívida), e o teto de gastos. Rigoni criou uma comissão informal de assessores para discutir as novas regras fiscais, que conta com a participação de representante do Ministério da Economia.

A proposta de não corrigir o salário mínimo por dois anos, por exemplo, seria incluída na PEC e adotada com o pretexto de abrir um espaço fiscal no Orçamento da União para ampliar os investimentos e os gastos em áreas como a educação, que sofreram redução de verbas por causa do aumento das despesas obrigatórias. Ao não corrigir o salário mínimo pela inflação, o piso dos benefícios previdenciários e assistenciais também não seriam reajustados. Os valores dos benefícios para quem recebe acima do piso não seriam igualmente aumentados. A proposta discutida prevê também que não haveria, no período de dois anos, reajuste salarial para os servidores e nem qualquer tipo de reestruturação de carreiras, nem concursos públicos ou criação de novos cargos.

Sob a capa dos falsos argumentos encontra-se o forte interesse de arrochar os salários em nome do regime fiscal neoliberal, o que vai na contramão das necessidades da economia. A política de valorização do salário mínimo adotada pelos governos Lula e Dilma resultou num aumento real superior a 70% (até 2014), o que – além de reduzir a desigualdade e a penúria de milhões de trabalhadores e trabalhadoras – fortaleceu o mercado interno brasileiro e contribuiu para alavancar a economia. A maldade proposta pela dupla Guedes/Bolsonaro vai deprimir ainda mais a demanda e alimentar a estagnação econômica, o desemprego e a miséria.

Com informações do Valor via CTB

Em entrevista exclusiva ao editor da Fórum, Renato Rovai, e ao diretor de redação do Operamundi, Haroldo Ceravolo Sereza, nesta quarta-feira (18) na superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), o ex-presidente Lula afirmou que o ex-juiz e atual ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, Sergio Moro, e o procurador, chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, agem como chefes de quadrilha.

 “Moro e Dallagnol são chefes de quadrilha e terão que responder por isso”, disse Lula, respondendo à pergunta de Rovai.

Segundo o editor da Fórum, Lula falou dos mais diversos assuntos na entrevista, inclusive de temas recentes, como a confirmação de Michel Temer que houve um golpe para tirar Dilma Rousseff (PT) da presidência em 2016.

A íntegra da entrevista vai ao ar uinta-feira (19) no canal da Fórum no Youtube.

Lula no momento em que preparava para a entrevista

Leia abaixo a declaração aprovada pelos líderes sindicais brasileiros, russos, chineses, indianos e sul-africanos que participaram do VIII Fórum Brics Sindical:

VIII Fórum BRICS Sindical: O Futuro do Trabalho, os Direitos Sociais, o Multilateralismo e a importância dos BRICS no contexto global

Nos dias 18 a 20 de setembro de 2019, as centrais sindicais da República Federativa do Brasil, Federação da Rússia, República da Índia, República Popular da China e República da África do Sul se reuniram para discutir os principais desafios impostos aos países que compõe o BRICS especialmente as questões relativas ao mundo do trabalho, a promoção da democracia e dos direitos e interesses dos trabalhadores e trabalhadoras.

A criação do BRICS simbolizou um avanço na transição de um mundo unipolar a um mundo mais equitativo, contribuindo assim para o fortalecimento do multilateralismo que é essencial na promoção de sociedades mais justas e democráticas. Entretanto, hoje o multilateralismo tem sofrido diversos ataques e os líderes do BRICS já reconheceram na última Cúpula, que o comércio global enfrenta graves desafios e reforçaram o importante papel de organizações internacionais tais como a Organização das Nações Unidas – ONU e a Organização Mundial do Comércio por inovações, que devem respeitar o status de país em desenvolvimento dos países do BRICS. É necessário defender firmemente o sistema internacional com as Nações Unidas em seu cerne, manter uma ordem internacional baseada no direito internacional e promover a construção de uma comunidade de destino humano compartilhado.

A importância de promover o multilateralismo, particularmente ao lidar com os desafios do mundo do trabalho, indica claramente que a OIT deve desempenhar um papel importante no sistema multilateral. Deve fazê-lo, reforçando sua cooperação e desenvolvendo acordos institucionais com outras organizações para promover a coerência das políticas na busca de sua abordagem centrada no homem para o futuro do trabalho, reconhecendo os fortes, complexos e cruciais vínculos entre aspectos sociais, comerciais, financeiros, econômicos e políticas ambientais.

A conjuntura atual é marcada por profundas desigualdades e a dimensão social está claramente em declínio. Na última década os salários dos trabalhadores e trabalhadoras aumentaram apenas 2% por ano. E segundo a OIT, apenas 45% da população mundial está coberta em, pelo menos, um âmbito da proteção social e somente 29% tem acesso a uma proteção integral.

A OIT indicou ainda que em 2018 a maioria dos 3 bilhões de pessoas empregadas não gozava de um nível suficiente de segurança econômica, bem-estar material e igualdade de oportunidades. E pior, que o avanço da redução do desemprego global não reflete uma melhora na qualidade do emprego. Vale ainda ressaltar que em alguns países do BRICS, os níveis de desemprego seguem altíssimos e em ascensão.

Pobreza persistente, desigualdades e injustiças, conflitos, desastres e outras emergências humanitárias em muitas partes do mundo constituem uma ameaça para garantir prosperidade compartilhada e trabalho decente para todos.

A predominância do emprego informal na maioria dos países que compõe o BRICS segue sendo um dos maiores desafios. Segundo a OIT, hoje cerca de 60% da população ativa mundial está no setor informal e grande parte são mulheres. Um importante fator é a persistente brecha salarial entre homens e mulheres e a falta de igualdade de gênero nos mercados de trabalho. Outro aspecto preocupante é a questão dos jovens, já que segundo a OIT um de cada cinco jovens (menores de 25 anos) não trabalha e não estuda, ou seja, suas perspectivas de trabalho estão comprometidas. Estes elementos têm que ser considerados prioritários para se alcançar a eliminação de desigualdades e a promoção de justiça social.

Todos os trabalhadores devem gozar de proteção adequada, de acordo com a Agenda do Trabalho Decente, levando em consideração: (i) respeito aos seus direitos fundamentais; (ii) um salário mínimo adequado, estatutário ou negociado; (iii) limites máximos de jornada de trabalho; e (iv) segurança e saúde no trabalho.

Somam-se a este cenário, os intensos processos de inovações tecnológicas em que crescem modalidades individualizadas e precárias de trabalho e com cada vez mais constante extinção de empregos. A tendência dos mercados de trabalho, no geral, segue com uma precarização perversa, com a diminuição do emprego formal e um forte crescimento de trabalhadoras e trabalhadores autônomos, eventuais e de plataformas digitais, a maioria sem direitos e/ou proteção social. Ainda sobre a extinção de empregos, segundo o Banco Mundial, cerca de 20% dos empregos desaparecerão por completo. Outro estudo do Instituto Global McKinsey prevê que para 2030, cerca de 60% das ocupações poderão ser automatizadas em um terço de suas atividades essenciais.

Mudanças profundas nos mercados de trabalho já estão em andamento, especialmente nos países em desenvolvimento já que os impactos nestes países são maiores, pois são os países desenvolvidos que detém a maior parte dos avanços tecnológicos. Ou seja, estes avanços poderão gerar ainda mais desigualdade entre os que têm acesso a tecnologia e também a capacitação para usá-las e aqueles que não as tem. Além de impactar o mundo do trabalho ocorre numa conjuntura em que a democracia, os direitos e o diálogo social estão sob ataque.

Assim, vivemos um tempo de mudanças transformadoras no mundo do trabalho, impulsionado por inovações tecnológicas, mudanças demográficas, mudanças ambientais e climáticas e globalização, bem como em um tempo de desigualdades persistentes, que têm impactos profundos na natureza e futuro do trabalho e no lugar e dignidade das pessoas.

A Declaração do Centenário da OIT sobre o Futuro do Trabalho aponta que é necessário aproveitar todo o potencial do progresso tecnológico e da produtividade com diálogo social para alcançarmos trabalho digno e desenvolvimento para todos e todas. Importante ressaltar que são os Estados que terão que fazer as adequações necessárias aos sistemas regulatórios, fiscais, educacionais e de proteção social para advogar a aprendizagem ao longo da vida e melhorar as habilidades dos trabalhadores, para incluir os excluídos da “Quarta Revolução Industrial” e gerar políticas de emprego que visem a geração e a promoção de trabalho decente. Mas o que ocorre em alguns países do BRICS são reformas perversas que atacam direitos e o trabalho decente, fortalecendo cada vez mais modalidades de trabalho precário.

Os BRICS podem ser um espaço de referência, mas mais que isso, podem ser um espaço de produção de alternativas frente aos impactos da chamada “Quarta Revolução Industrial”. Porém não podemos discutir os impactos nos empregos e em nossas sociedades, sem que atores sociais possam participar e contribuir nos debates e nas construções de políticas. Não podemos também avançar numa agenda social e democrática, quando temos países neste organismo que violam convenções internacionais do trabalho ou que atacam a própria democracia e os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

É óbvio que existe a necessidade de abordar todos os princípios e direitos fundamentais no trabalho, em todos os níveis, através de mecanismos fortes, influentes e inclusivos de diálogo social, na convicção de que esse diálogo contribui para a coesão geral das sociedades e é de interesse público, além de ser crucial para uma economia produtiva e que funcione bem. A promoção dos direitos dos trabalhadores é um elemento essencial para a obtenção de um crescimento inclusivo e sustentável, com foco na liberdade de associação e no reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva como direitos facilitadores.

Considerando o cenário acima, as centrais sindicais do BRICS:

1.            Reinvidicam a necessidade do reconhecimento formal do Fórum Sindical do BRICS e que o mesmo passe a constar no calendário oficial;

2.            Reafirmam a necessidade da consolidação do BRICS como um espaço multilateral que vise contribuir com a redução das desigualdades sócio-econômicas; exigem igualdade de oportunidades, participação e tratamento iguais, incluindo remuneração igual para mulheres e homens por trabalho de igual valor;

3.            Reforçam a importância do fortalecimento e da consolidação do multilateralismo como modelo a garantir um mundo mais igualitário, justo e pacífico. Além do compromisso assumido pelos países do BRICS na última cúpula de implementar integralmente o Acordo de Paris, é essencial promover a transferência de tecnologia e de conhecimento, além de suporte financeiro quando necessário, aos esforços de se implementar uma transição justa e efetiva;

4.            Afirmam a necessidade de incorporar também os atores sociais e a Organização Internacional do Trabalho – OIT nos trabalhos que envolvam questões relativas ao mundo do trabalho e as políticas que busquem justiça social que estão sendo discutidas nos diversos espaços institucionais do BRICS;

5.            Saúdam a iniciativa de criação da Parceira sobre a Nova Revolução Industrial (PartNIR) e demandam a participação dos atores sociais neste espaço consultivo que visa discutir políticas que visem maximizar as oportunidades e lidar com os impactos da 4ª Revolução Industrial, já que claramente os empregos têm sido afetados;

6.            Saúdam a criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). Já que o objetivo do banco é financiar projetos de infra-estrutura e desenvolvimento sustentável nos países-membros, demandamos participação social neste espaço, além da inclusão de financiamento para o desenvolvimento de tecnologias avançadas. A participação social fortaleceria este organismo, promovendo o diálogo social ao permitir que os projetos financiados sejam objeto de acompanhamento visando garantir trabalho decente e respeito às convenções internacionais da OIT;

7.            Reivindicam que as decisões tomadas no Grupo de Trabalho sobre o Emprego sejam implementadas, especialmente o plano de 3 anos (2019 – 2021) que incluem medidas de coordenar a cooperação entre os parceiros sociais e o desenvolvimento do diálogo social e negociação coletiva, nomeadamente:

7.1.        Fortalecimento do diálogo tripartite para promover o desenvolvimento do mundo do trabalho;

7.2.        Desenvolvimento das capacidades técnicas dos parceiros sociais;

7.3.        Reconhecimento de segurança e saúde no trabalho como princípio fundamental e direito no trabalho;

7.4.        Melhoria da legislação laboral nos países do BRICS;

7.5.        Fortalecimento das inspeções laborais e dos sistemas de proteção.

8.            Consideram fundamental que as reformas, os avanços tecnológicos e científicos e o desenvolvimento econômico estejam efetivamente a serviço da humanidade. Tendo como objetivo a garantia da dignidade e o desenvolvimento integral da pessoa humana.

9.            Em conformidade com o Relatório do Centenário da OIT, recomendam o estabelecimento nos Estados membros do BRICS de uma Garantia Universal do Trabalho que inclua: (a) direitos fundamentais dos trabalhadores: liberdade de associação e reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva e combate ao trabalho forçado, trabalho infantil e discriminação; e (b) um conjunto de condições básicas de trabalho: (i) salário mínimo adequado; (ii) limites de horas de trabalho; e (iii) locais de trabalho seguros e saudáveis.

Brasília, 18 de setembro de 2019.

Fonte: CTB

17 set 2019

Encontro das Bancárias transcende a categoria

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O atual cenário do Brasil, de desmonte do Estado e avanço do neoliberalismo e do fundamentalismo, com perseguições políticas e jurídicas, estiveram no centro dos debates do 3º Encontro das Bancárias, realizado sábado, no Sindicato dos Bancários da Bahia. Discussões que transcendem a categoria.  


Uma das palestrantes, a ex-senadora Vanessa Grazziotin lembrou que o golpe jurídico-midiático-parlamentar, na verdade, começou a ser construído em 2013, com as manifestações de junho, e não terminou com o impeachment sem crime de responsabilidade da presidenta Dilma Rousseff.  


A eleição de Jair Bolsonaro, como tem revelado o site The Intercept, faz parte do jogo da extrema direita de tomar o poder para colocar em prática uma agenda de total submissão aos Estados Unidos e que agrava as desigualdades sociais. Destacou ainda ter “clareza que a opressão da mulher é parte da opressão do capitalismo. É necessário nos incorporarmos à luta em resistência a estes governos”.


Posicionamento compartilhado pela deputada federal Alice Portugal que ressaltou ainda as ameaças de as mulheres perderem os poucos direitos conquistados. A diretora de Gênero da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Grassa Felizola, responsável pelo Encontro, reafirmou a importância das discussões para aglutinar forças na luta por uma sociedade igualitária.


Sem dúvidas, um evento “emocionante, vibrante, e com muito conteúdo”, como destacou o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia. Augusto Vasconcelos lembrou ainda que “os ataques do governo aos direitos atingem mais as mulheres”. Mesma opinião do presidente da Feeb, Hermelino Neto que reforçou a relevância do encontro, mesmo diante das dificuldades impostas às entidades sindicais pela reforma trabalhista. 


Após a discussão, palestrantes e as 93 participantes aproveitaram um Happy Hour, com a cantora Carla Liz e Banda Didá. 

Trabalho e combate a violência
Os debates do 3º Encontro das Bancárias, sábado, no Sindicato dos Bancários da Bahia, realmente foram riquíssimos. Além da atual conjuntura nacional, o preconceito que as mulheres enfrentam no mercado de trabalho e o combate à violência também estiveram em pauta.


Segundo a ex-deputada federal Ângela Albino (PCdoB/SC), as mulheres vivem em condições de trabalho mais precárias e são maioria entre os informais. Mesmo com todas as dificuldades, “foram as locomotivas do mercado de trabalho brasileiro e têm importância fundamental para o desenvolvimento”.


Sobre o combate à violência, a secretária de Políticas para as Mulheres do Estado da Bahia, Julieta Palmeira, apresentou as ações da campanha “Respeite as Mina”, que tem alcance nacional e combate às diversas formas de violência contra a mulher, mesmo aquelas que muitas vezes passam despercebidas pela sociedade.

Fonte: O Bancário

17 set 2019

Crise? Que nada. Lucro dos bancos vai a R$ 50 bilhões

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Crise? Que nada. Lucro vai a R$ 50 bilhões ]

No Brasil, as desigualdades sociais e a concentração de renda voltam a crescer. A economia patina. O desemprego aumenta. O trabalhador tem renda achatada e perde direitos. Tudo vai mal. Menos para o sistema financeiro. Os cinco maiores bancos do país viram o lucro disparar e chegar a R$ 50,5 bilhões no primeiro semestre. Elevação de 20,7% em 12 meses.


Enquanto o cidadão rebola para sobreviver com R$ 998,00 e o desemprego afeta quase 13 milhões de pessoas, os números das organizações financeiras são muito positivos. A rentabilidade variou entre 15,6% e os ativos totalizam agora R$ 6,7 trilhões. A carteira de crédito das cinco empresas juntas chegou em R$ 3 trilhões.


A prestação de serviços e cobranças de tarifas absurdas aos clientes também rendem bons resultados. A arrecadação foi de R$ 69,9 bilhões em seis meses, crescimento médio de 4,5% ante o mesmo período de 2018. A receita cobre com folga as despesas de pessoal, inclusive o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) aos bancários.  


Embora ganhem como nunca, os bancos continuam a cortar postos de trabalho. Uma política que não ajuda em nada a retomada do crescimento do país. Pelo contrário. Somente Itaú, BB e Caixa eliminaram 4.536 vagas em 12 meses completados em junho. O número de agências também segue em queda. O Itaú foi o que mais fechou, 199 em um ano, sendo 195 no segundo trimestre deste ano. 
Bradesco e Banco do Brasil fecharam, respectivamente, 119 e 48 unidades e a Caixa encerrou as atividades de 12 agências entre junho de 2018 e junho de 2019. As medidas pioram as condições de trabalho e de atendimento, deixando bancários vulneráveis a problemas de saúde e os clientes desassistidos.

Fonte: O Bancário

17 set 2019

Riqueza mundial nas mãos de 2% apenas

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Riqueza mundial nas mãos de 2% apenas]

O neoliberalismo, radicalizado depois da crise financeira mundial de 2008, aumenta a concentração de riqueza e, consequentemente, as desigualdades sociais. O grupo dos 2% mais ricos do mundo tem mais da metade de toda a riqueza mundial e os 80% mais pobres possuem apenas 6%.


A pesquisa do grupo de ativistas TheRules mostra que as 300 pessoas mais abonadas têm patrimônio igual ao dos 3 bilhões mais pobres. Além da política econômica, o corte de direitos e o achatamento do salário dos trabalhadores pelo mundo contribuem para agravar as diferenças sociais.


Para se ter ideia, há 200 anos os países mais ricos do mundo concentravam cerca de três vezes mais riquezas dos mais pobres. Hoje, a diferença pulou para 80 vezes. A dívida das nações subdesenvolvidas e em desenvolvimento com o FMI e grandes bancos também agravam a situação. O Fundo Monetário Internacional e as grandes organizações financeiras recebem anualmente cerca de US$ 600 bilhões de pagamento de dívidas, boa parte referente aos juros.

Fonte: O Bancário

17 set 2019

Aumenta o número de famílias endividadas

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Aumenta o número de famílias endividadas ]

As contas aumentaram para o trabalhador. O salário vigente (R$ 998,00) não dá nem mesmo para passar o mês com o armário abastecido. São tantas as dívidas que as famílias brasileiras não sabem por onde começar. 


De acordo com dados da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), o percentual de famílias com dívidas chegou a 64,8%, elevação de 4,1% em comparação ao mesmo mês do ano passado. 


A alta de 0,19% na inflação nos últimos 12 meses que elevou o preço dos produtos alimentícios é um dos motivos para o alto índice de endividados. É o caso do tomate (131,57%) que está caríssimo. A luz também está mais cara. O aumento de 4,48% nas contas de julho assustou os trabalhadores. 


Mas, a recessão econômica e a política neoliberal, que retira direitos dos cidadãos, eleva o desemprego e achata os salários, são os principais problemas enfrentados pelas famílias brasileiras atualmente. 


A dificuldade em pagar as dívidas é tanta que 9,5% das pessoas declaram não ter condições de pagar as contas em atraso nos próximos meses. Enquanto os preços sobem, o cidadão vai dando um jeito de sobreviver com as migalhas que recebe mensalmente.

Fonte: O Bancário

[BB quer controlar até a roupa das funcionárias]

A direção do Banco do Brasil extrapola todos os limites e tenta, mais uma vez, censurar os funcionários. A empresa agora proíbe que bancárias utilizem short, saia curta e chinelo durante as provas do programa de certificação de conhecimentos. 


A iniciativa, voltada para parte do funcionalismo, acontece entre os dias 30 de setembro e 29 de novembro. A atitude machista, moralista e preconceituosa do BB virou rotina na nova gestão indicada por Bolsonaro para o banco e no país. Prova disto é que o atual presidente da instituição, Rubem Novaes, publicava conteúdo com teor machista, sexista e misógino nas redes sociais.
 

Além disso, Bolsonaro censurou, em abril deste ano, campanha publicitária da instituição representada por atores negros e brancos, em uma analogia à diversidade racial e sexual do país. Após o episódio, o diretor de Comunicação e Marketing do Banco do Brasil foi demitido.
 

Ao invés de se preocupar com as condições de trabalho dos funcionários, o Banco do Brasil colabora para o machismo e com o constrangimento das trabalhadoras. A piada é que a empresa sempre se destacou em políticas de gêneros, inclusive com programas premiados pela ONU.

Fonte: O Bancário