21 maio 2019

Bradesco: conexão com o assédio

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O Bradesco lançou um programa “Conexão” onde relaciona diversos indicadores (crédito pessoal, consignado, seguros, consorcio, etc), com o objetivo das metas serem cumpridas em interseção por todas as unidades.

A cobrança pelo cumprimento dos objetivos tem sido rigorosa, cáustica, humilhante, beirando a ameaça: ou bate, no mínimo, 15 dos 37 indicadores do programa, ou a candidatura à perda do perfil gerencial está aberta.

Esse é o procedimento que a direção do banco está impingindo às gerências regionais que repassam aos gerentes das agências e, por sua vez, replicam aos subordinados.

Tal atitude tem levado o ambiente de trabalho a um clima infernal, constrangedor e estressante.

Não é com intimidação que se conquista o trabalhador ao empenho e entusiasmo ao desempenho das tarefas e sim com respeito, fraternidade, espírito de equipe e remuneração digna pelo resultado da produção.

Alertamos para que os gerentes não levem às suas equipes o terror, nem assumam em nome da direção do Bradesco o papel de algozes.

Bancários exigem consideração e hombridade. Afinal, são os responsáveis pela obtenção dos bilionários lucros do Bradesco (“apenas” 19 bilhões em 2018).

17 maio 2019

Bahia, Acre e Amapá têm mais desempregados

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O desemprego continua a subir. Porém, em alguns estados as variações são bem maiores do que a média nacional, de 12,7% no trimestre, ou seja, 13,4 milhões de pessoas. É o caso do Amapá (20,2%), Bahia (18,3%) e Acre (18%).  Das 27 unidades da federação brasileira, o desemprego subiu em 14. Os dados são do IBGE.

Os estados com menores taxas foram Santa Catarina (7,2%) e Paraná e Rondônia, ambos com 8,9%. Ainda, segundo o levantamento, um em cada quatro desempregados brasileiros procura emprego há pelo menos dois anos. Ao todo, cerca de três milhões se encontravam nessa situação. Outros 28,3 milhões de cidadãos estavam sem trabalho ou, trabalhavam menos do que gostariam. 

Aos quase 58 milhões de brasileiros que votaram em Bolsonaro na ânsia de que empresários e investidores ficassem mais confiantes no país para uma possível melhora na economia, se enganaram. Só o Banco Central já reduziu a previsão de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) 11 vezes. Ou seja, com a ascensão do presidente, só piorou.

Fonte: O Bancário

17 maio 2019

Economia patina. Desemprego sobe em 14 estados

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Por falta de uma política eficaz do governo Bolsonaro, a economia brasileira patina. Com a elevação na taxa de desemprego no primeiro trimestre para 12,7%, 14 das 27 unidades da Federação apresentaram crescimento na desocupação. É o que aponta a PNAD-C (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na passagem do último trimestre de 2018 para os três primeiros meses deste ano, os maiores avanços foram observados no Acre (de 13,1% para 18%), Goiás (de 8,2% para 10,7%) e Mato Grosso do Sul (de 7% para 9,5%).

A pesquisa também mostrou a taxa de subutilização do primeiro trimestre foi a maior dos últimos da série histórica (iniciada em 2012) em 13 estados. O índice médio foi de 25%.

As maiores taxas foram registradas no Piauí (41,6%), Maranhão (41,1%), Acre (35%), na Paraíba (34,3%), no Ceará (31,9%) e Amazonas (29,2%). 

Os maiores contingentes de desalentados, ou seja, quem desistiu de procurar emprego, no primeiro trimestre deste ano foram verificados na Bahia (768 mil pessoas) e no Maranhão (561 mil). Os menores foram observados em Roraima (8 mil) e no Amapá (15 mil).

Fonte: O Bancário

Atenção trabalhador, atenção trabalhadora:

Seu direito à aposentadoria está sob ameaça. A proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro e Paulo Guedes acaba com as aposentadorias públicas e privatiza o sistema previdenciário brasileiro, ao qual a maioria da nossa classe trabalhadora não terá acesso se o texto encaminhado pelo presidente ao Congresso for aprovado. Além disto, impõe inúmeros outros retrocessos que estão despertando indignação e revolta generalizada na classe trabalhadora.


Seu direito à aposentadoria está sob ameaça. A proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro e Paulo Guedes acaba com as aposentadorias públicas e privatiza o sistema previdenciário brasileiro, ao qual a maioria da nossa classe trabalhadora não terá acesso se o texto encaminhado pelo presidente ao Congresso for aprovado. Além disto, impõe inúmeros outros retrocessos que estão despertando indignação e revolta generalizada na classe trabalhadora.

Entre eles, a fixação de uma idade mínima; 40 anos de contribuição para receber 100% do valor do benefício; aumento do tempo de trabalho para gozar a aposentadoria, em particular para as mulheres e trabalhadoras rurais; corte no Benefício de Prestação Continuada (pessoas extremamente pobres e deficientes terão o benefício reduzido de R$ 998 para R$ 400) e fim da indenização por demissões imotivadas de quem já está aposentado.

Comprometido com o patronato, o governo quer jogar sobre as costas da classe trabalhadora todo o ônus da crise econômica pela qual na verdade é o principal responsável, junto com banqueiros e grandes empresários nacionais e estrangeiros, que serão os únicos a lucrar com as mudanças nas regras da aposentadoria.

A reforma vai provocar um empobrecimento ainda maior do povo brasileiro e, ao contrário do que alardeiam o Palácio do Planalto e a mídia capitalista, isto vai agravar em vez de solucionar o drama do desemprego em massa e os problemas nacionais, a exemplo do que ocorreu após a reforma trabalhista e a terceirização irrestrita.

O sistema previdenciário brasileiro é o maior programa de distribuição de renda da América Latina e mais de 4 mil municípios do país dependem dos recursos da aposentadoria para sobreviver. A introdução da capitalização vai privatizar totalmente o sistema, destruindo tudo isto e condenando os idosos à miséria, como ocorre no Chile, onde mais de 90% dos aposentados recebem menos da metade do salário mínimo e o índice de suicídio de idosos aumentou substancialmente, batendo todos os recordes.

Os economistas e políticos progressistas, bem como as lideranças sindicais brasileiras, já apontaram outros caminhos para retomar o crescimento da economia e contornar o desequilíbrio fiscal. Entre as medidas necessárias neste sentido destacam-se:

• Taxação das grandes fortunas e dos lucros e dividendos apropriados por rentistas que nada produzem, sobretudo os lucros que são remetidos pelas transnacionais ao exterior em detrimento dos investimentos internos;

• Cobrança da dívida dos empresários com o INSS, que alcança mais de R$ 400 bilhões;

• Fim das desonerações, especialmente das contribuições patronais para a Previdência, e da DRU (Desvinculação das Receitas da União), que subtraem recursos do orçamento público e da Seguridade Social;

• Reforma tributária progressiva que onere o capital financeiro e desonere o trabalho e a produção.

A reforma que o governo pretende aprovar no Congresso Nacional é contrária aos interesses do povo e da nação brasileira, razão pela qual é repudiada pelas centrais sindicais, pelos parlamentares comprometidos com a classe trabalhadora, pelos movimentos sociais e setores democráticos e progressistas do nosso país. É um retrocesso que temos a obrigação de barrar.
Seja consciente trabalhador e trabalhadora. Defenda seu direito à aposentadoria, que foi conquistado com muita luta. Participe da greve geral do dia 14 de junho e das manifestações convocadas pelo movimento sindical contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro.

Fonte: Portal CTB

O desemprego continua em alta e o setor de serviços, que responde por 70% do PIB, caiu 0,7% em março pelo terceiro mês consecutivo. Ao lado disto, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central (BC) registrou queda de 0,28% em março, em relação ao mês anterior, e de 0,68% no primeiro trimestre do ano. O IBC-Br é uma prévia do PIB, que é calculado pelo IBGE.

O desempenho deplorável da economia nacional é o reverso da promessa do governo da extrema direita de que a posse de Bolsonaro, por ser o queridinho do “mercado” (leia-se grandes capitalista0s, sobretudo estrangeiros), iria despertar a fada da confiança do empresariado e promover um boom de novos investimentos. Não é o que se vê.

A vida vai dando razão aos críticos da restauração neoliberal. O que está impedindo a recuperação é a política inaugurada pelo golpe de 2016, fundada no arrocho fiscal, Estado mínimo, privatização, desnacionalização e depreciação da força de trabalho. Bolsonaro adota a mesma receita, adicionando ingredientes mais radicais e procurando apressar sua aplicação. É um desastre anunciado, como agora reconhece até o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

A recuperação da atividade econômica requer o aumento dos investimentos públicos, resgate do papel do Estado como promotor do desenvolvimento e a valorização da classe trabalhadora, essencial para o fortalecimento do mercado interno. O contrário do que vem sendo feito desde o golpe de 2016. A política econômica neoliberal é a grande causa da crise.

Desemprego

O desemprego cresceu em 14 das 27 unidades da federação no 1º trimestre, na comparação com o trimestre anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos demais estados, houve estabilidade.

A taxa de desemprego média no país nos 3 primeiros meses do ano subiu para 12,7%, conforme já divulgado anteriormente pelo órgão.

Segundo o IBGE, as maiores taxas de desemprego foram observadas no Amapá (20,2%), Bahia (18,3%) e Acre (18,0%), e a menores, em Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8,0%) e Paraná e Rondônia (ambos com 8,9%). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as taxas ficaram em 13,5% e 15,3%, respectivamente.

A taxa atual de desemprego é a maior desde o trimestre terminado em maio de 2018. São 13,4 milhões de desempregados no país, ante um universo de 12,1 milhões no último trimestre do ano passado.

5,2 milhões de desempregados procuram trabalho há mais de 1 ano, aponta IBGE

Na comparação com o 4º trimestre, as maiores variações foram registradas no Acre 4,9 pontos percentuais (p.p.), Goiás (2,5 p.p) e Mato Grosso do Sul (2,5 p.p).

“O destaque no trimestre é SP e MG, que têm taxas bastante elevadas para estados fortes economicamente, com indústria forte e grande peso na economia do país. E que causam o chamado efeito farol. Ou seja, o que acontece lá, em termos de desocupação se reflete no restante do país. E agora, fica a expectativa de comportamento para o segundo trimestre”, afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

O coordenador do IBGE destacou ainda que houve um aumento no país inteiro do trabalho por conta própria, que reuniu 23,8 milhões de brasileiros no 1º trimestre.

“O trabalho por conta própria aumentou em 11 estados, em especial Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. O pequeno empregador, o vendedor de quentinhas que chama alguém para ajudar, é o que cresce. O que mais aumenta é o comércio, o transporte (motorista de aplicativo). Ou seja, a situação só está boa para grupamentos que são aderentes à informalidade”, disse Azeredo.

Já entre os 4,8 milhões de desalentados (pessoas que desistiram de procurar trabalho), 60% estão no Nordeste, com destaque para Bahia (768 mil pessoas) e Maranhão (561 mil).

Em 12 estados e no DF, subutilização é a maior em 7 anos

Veja a taxa de desemprego por unidade da federação:

Amapá: 20,2%

Bahia: 18,3%

Acre: 18%

Maranhão: 16,3%

Pernambuco: 16,1%

Alagoas: 16%

Amazonas: 15,9%

Sergipe: 15,5%

Rio de Janeiro: 15,3%

Roraima: 15%

Distrito Federal: 14,1%

Rio Grande do Norte: 13,8%

São Paulo: 13,5%

Piauí: 12,7%

Tocantins: 12,3%

Espírito Santo: 12,1%

Pará: 11,5%

Ceará: 11,4%

Minas Gerais: 11,2%

Paraíba: 11,1%

Goiás: 10,7%

Mato Grosso do Sul: 9,5%

Mato Grosso: 9,1%

Paraná: 8,9%

Rondônia: 8,9%

Rio Grande do Sul: 8%

Santa Catarina: 7,2%

Com agências via Portal CTB

17 maio 2019

Golpe financeiro contra a Educação e a Previdência

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Por J. Carlos de Assis

A mídia comprada pelo sistema financeiro e o sistema financeiro apadrinhado pelo governo formam a base fundamental do esquema de manipulação da opinião pública na questão da infame reforma da Previdência Social. Essa reforma é o momento atual da apropriação pelos bancos de parte considerável do orçamento público que eles vem abocanhando ao longo do tempo mediante um processo chamado de financeirização da economia. Esta consiste essencialmente na redução de todas as relações econômicas da sociedade a relações financeiras, isto é, a relações que rendem juros.

No caso brasileiro a financeirização acelerou-se paralelamente com a concentração bancária  a partir dos anos 80. O processo começou com a tentativa de acomodação da economia às exigências financeiras da crise da dívida externa a partir de 1982. Ficamos vendidos ao sistema financeiro internacional que ditou os “acordos” de negociação. A forma como a política econômica interna se ajustou à exigências dos bancos foi a adoção do conceito de superávit primário nas contas públicas, através do qual o país se obrigou pagar parte ou a totalidade dos juros anuais da dívida.

Entretanto, esse esquema não funcionou. Recorde-se que a dívida externa havia sido contratada nos anos anteriores a juros máximos de 6 a 7% ao ano em dólar. Com a crise, os juros saltaram para mais de 25%. Eram literalmente impagáveis. Chegamos a 1987 em condições de moratória, que foi efetivamente declarada. Só foi levantada em 1994, com um modesto rebate e a introdução do sistema de securitização. Este nada mais é que a conversão de empréstimos bancários em títulos financeiros como negócio de fundos e bancos no sistema  financeiro internacional. Portanto, financeirização.

Os títulos securitizados protegiam seus compradores, pelo número, de futuras moratórias. Não inteiramente, conforme mostrou a Argentina, tempos depois. De qualquer maneira era uma forma poderosa de financeirização da economia, porque seria difícil de identificar todos os titulares dos papéis numa negociação. Entretanto, a financeirização foi também estendida de forma original aos Estados federados, em 1997. Por exigência do FMI, os Estados que tinham dívidas mobiliárias em seus bancos deveriam privatizá-los. Para fazer isso o governo FHC providenciou um esquema realmente inovador.

As dívidas mobiliárias dos Estados foram consolidadas e transferidas como crédito para os bancos privados, e pagas a estes últimos, como débitos, com títulos públicos pelo Governo federal. Simultaneamente, o Governo federal transformou o montante pago em crédito contra os Estados, aos quais exigiu a assunção proporcional da dívida e seu pagamento a prazo ao próprio Governo federal. Por esse mecanismo, parte considerável dos orçamentos estaduais foram financeirizados. Na essência, essa dívida dos Estados é nula. Está sendo paga duas vezes pelos contribuintes estaduais.

Mas esse sistema não se limitou a relações econômicas de cima para baixo. O lado mais vulnerável da sociedade – aposentados, pensionistas, trabalhadores em geral – foi igualmente submetido a um processo de financeirização. Proventos e salários passaram a ser financiados pelos bancos, num esquema sem qualquer risco, mediante os chamados empréstimos consignados, cujos juros podem representar até 40% de um salário. É o que chamam de bancarização dos pobres, como se isso significasse uma vantagem contra agiotagem. Na realidade, no Brasil, o agiota costuma ser o banco.

A financeirização ocupa o subconsciente coletivo da mídia como algo natural. A justificação do corte de verbas para a Educação e a privatização da Previdência é apresentada como decorrência “natural” da queda do PIB e da receita pública. Não se diz que a queda do PIB e da receita é fruto de uma política econômica depressiva. A solução possível, imediata, é um aumento da dívida pública. Contudo, os banqueiros não gostam disso. O dinheiro iria para aposentados, pensionistas e trabalhadores, à margem  do circuito de financeirização, e, se o BC não impedisse, pressionaria pela redução dos juros.

O  aumento da dívida pública não traz pressão inflacionária com a economia em recessão, como é nosso caso. Mas é uma inutilidade, quando o dinheiro referente a esse aumento é desviado para pagar juros da dívida pública. Esses juros são pagos a ricos e a muito ricos. Enfiar rios de dinheiro neles, como acontece no momento, só gera mais especulação, não empregos. Um governo progressista inverteria essa política. Baixaria os juros, elevaria temporariamente a dívida, aumentaria os gastos e expandiria os investimentos e empregos. Já o governo Guedes quer outra coisa: pelo regime de capitalização quer financeirizar definitivamente a Previdência no Brasil.

Obs. Começou nessa quarta, pela iniciativa de estudantes e professores, o degelo político brasileiro.

Fonte: Portal CTB

O portal de notícias da Globo (G1) destacou a cobertura da greve nacional da Educação e das massivas manifestações de protesto com as quais foram temperadas na histórica quarta-feira, 15 de maio de 2019. Mas procurou omitir uma informação fundamental, a de que o movimento, que teve o ativo apoio das centrais e dos movimentos sociais, foi originalmente convocado em defesa das aposentadorias e contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro, que é particularmente cruel com os educadores e, ainda mais, com as professoras.

Não é preciso muito esforço para deduzir do comportamento dos jornalistas globais que houve uma determinação editorial muito clara neste sentido. Todos os âncoras e comentaristas do G1 sustentam a meia verdade de que as manifestações são exclusivamente contra os cortes no orçamento das universidades federais, que eles por sinal tentam amenizar e justificar, deixando de dizer que o alvo principal é a malfadada reforma. Um ou outro repórter não deixou de observar, ao vivo, que os manifestantes “também protestavam contra a reforma da Previdência”.

A bem da verdade, seria imprescindível informar que a greve foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) em 20 de abril, antes do anúncio do bloqueio de verbas (em 30/4) que está estrangulando as universidades e comprometendo inúmeros programas científicos e sociais. A profunda indignação da categoria com a reforma da dupla Bolsonaro/Guedes, ansiada pelos banqueiros e rentistas, foi o grande motivo da mobilização, que progressivamente foi ganhando a adesão e o reforço de outras entidades da categoria, bem como dos estudantes, das centrais sindicais e movimentos sociais. Os cortes no orçamento da Educação contribuíram fortemente para ampliar o movimento.

O jornalismo praticado pela Globo está longe de ter a objetividade e isenção que seus patrocinadores, sob o tacão da família Marinho, aparentam. O que ali se faz, com mais notoriedade em conjunturas de radicalização da luta de classes, é guerra ideológica e seus jornalistas têm que forçosamente aderir aos conceitos e opiniões da patroa. Quando ousam sair da linha, são calados e colocados sob censura, como ocorreu com Chico Pinheiro. É o que os críticos chamam de pensamento único.

Este pensamento único transparece nas notícias sobre a Previdência. Aqui não há espaço para o contraditório, a reforma é o remédio miraculoso para todos os males do Brasil e ponto final, sem ela não teremos mais emprego, nem crescimento, nem serviços públicos. É este o cantochão entoado em uníssono por todos os profissionais da empresa, mesmo os que serão prejudicados pelas mudanças propostas por Guedes e Bolsonaro não devem pensar diferente e se, por acaso, pensarem não devem expressar opinião.

Daí para a manipulação de fatos e notícias é menos que um passo. Há poucos dias, o jornal O globo fez uma leitura enviezada dos resultados de uma pesquisa para “informar” que “seis em cada dez brasileiros concordam com a reforma”, um Fake News, que uma análise mais detida do levantamento logo desmascara. Em relação à reforma da Previdência, a guerra ideológica tornou-se notória e nesta quarta-feira (15) se sobrepôs ao jornalismo.

Queira ou não a mídia da família Marinho, que apoiou os golpes de 1964 e 2016 contra a classe trabalhadora, a greve nacional da Educação foi um grande “esquenta” para a greve geral convocada pelas centrais sindicais, com apoio dos movimentos sociais, para 14 de junho, que também tende a superar as expectativas e pode ser a maior e mais ampla greve da história do movimento operário brasileiro.

Fonte: Portal CTB

16 maio 2019

MPT reforça a defesa do movimento sindical

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A importância das ações e práticas dos sindicatos em defesa dos trabalhadores e que resultam em conquistas de direitos é o foco da campanhaMaio Lilás: Conheça quem te representa, lançada pelo Ministério Público do Trabalho. O MPT incentiva à conscientização do valor da atuação sindical.

Os dados mostram que a luta dos sindicatos dão resultado. Foram registradas, entre 2012 e 2017, mais de 53 mil convenções coletivas de trabalho, que resultam em conquistas relativas à remuneração, contratação, condições e relações de trabalho, saúde e segurança do trabalhador e jornada de trabalho.

Este ano, a campanha está focada nas boas práticas sindicais e nas conquistas dos trabalhadores, como o direito ao aviso prévio, ao 13º salário, à irredutibilidade salarial. A mobilização dos sindicatos é em favor de toda a categoria, seja o trabalhador sindicalizado ou não. 

Em 2018, o Cadastro Nacional de Entidades Sindicais registrou que o Brasil possuía 11.578 sindicatos, 424 federações e 36 confederações de trabalhadores. Em termos de representação, a quantidade abrange aproximadamente 46 milhões de trabalhadores. 

16 maio 2019

Governo anuncia fim das normas de segurança do trabalho

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Mais uma vez, o presidente Bolsonaro anuncia um pacote de medidas que beneficia apenas os empresários. Por meio das redes sociais, o que mostra o desprezo à nação, disse que até junho vai entregar o projeto que acaba com 90% das NRs (Normas Regulamentadoras) de saúde e segurança do trabalho. Quer dizer, vai abrir caminho para que ocorram mais acidentes.

O Brasil já tem dados assustadores. A cada 49 segundos, é registrado um acidente de trabalho no país. Por ano, são cerca de 700 mil. Desses, 3 mil terminam em mortes e 13 mil ficam com invalidez permanente. 

Entre 2012 e 2018, foram mais de 4,6 milhões de acidentes. O número de óbitos chega a 16.455, segundo dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho. Mas, ao invés de criar políticas que pressionem as empresas a investirem em segurança do trabalho, o presidente quer afrouxar ainda mais.

Bolsonaro diz que “há custos absurdos [para as empresas] em função de uma normatização absolutamente bizantina, anacrônica e hostil”. Nada de explicação baseada em estudo.

As Normas Regulamentadoras foram criadas em 1978, justamente por conta do alto registro de acidentes de trabalho no país. Após pressão das centrais sindicais, que buscavam alternativas para reduzir o número, o governo instituiu em 1996 a CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente). 

Fonte: O Bancário

16 maio 2019

Crise prejudica os jovens de forma estrutural

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Os jovens conseguem emprego formal cada vez mais tarde. O emprego de carteira assinada vira luxo e as dificuldades só aumentam. Em média, o trabalho chega apenas aos 28,6 anos, de acordo a consultoria iDados a partir das informações da Rais (Relação Anual de Informações Sociais). 

De 2006 a 2014, a idade média para entrar no mercado formal girava em torno de 25 anos. No fim de 2018, a taxa de desemprego do grupo na faixa etária entre 18 e 24 anos era de 25,2%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No Brasil a taxa foi de 11,6%. 

O jovem brasileiro é penalizado pela crise econômica, agravada em 2015, quando milhões de funcionários experientes e qualificados ficaram desempregados. A competição tornou-se desleal, visto que agora aqueles com até 24 anos, ainda inexperientes, concorrem com profissionais que aceitam salários mais baixos para se recolocar no mercado. 

De fato, uma questão estrutural que, inclusive, dificultará no futuro uma possível aposentadoria, já que começarão a contribuir de forma tardia. 

Fonte: O Bancário