29 fev 2012

Investimento pífio dos bancos em recurso humano

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
O sistema financeiro brasileiro não tem do que se queixar. Pelo contrário, os resultados dos bancos em atuação no Brasil constatam lucros recordes, com conseqüente crescimento das receitas, ativos e patrimônios. Mesmo com o cenário de crise econômica mundial.
Apesar do bom momento, falta tudo nas agências bancárias do país, desde infraestrutura adequada até funcionários. Para se ter ideia, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander terminaram 2011 com 18.624 unidades, alta de 9% ante 2010.
No entanto, quando o assunto é contratação de mão de obra, a realidade é outra. Em dezembro passado, o quadro de empregados das mesmas organizações financeiras era de 456.987 bancários. Crescimento de apenas 2,8% na comparação com o ano anterior.
O resultado todo mundo já conhece: filas enormes, precarização do atendimento, sobrecarga de trabalho, o que ocasiona o aumento das doenças ocupacionais como LER/Dort, sem contar com os traumas psicológicos, frutos do assédio moral. Não é coincidência que os bancários são os que mais se afastam por doenças psíquicas, de acordo com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Estoque de Funcionários e Saldo e Emprego nos Cinco Maiores Bancos
Brasil – Dezembro de 2010 a Dezembro de 2011
Banco Número de Empregados Saldo Variação %
Dez/2010 Dez/2011
Banco do Brasil 109.026 113.810 4.784 4,39%
Caixa 83.185 85.633 2.448 2,94%
Bradesco 95.248 104.684 9.436 9,91%
Itaú 102.316 98.258 – 4.058 – 3,97%
Santander 54.406 54.602 196 0,36%
Total 444.181 456.987 12.806 2,88%
Fonte: Demonstrações Financeiras – Dezembro de 2010 a Dezembro de 2011
Elaboração: Dieese – Rede Bancários

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