30 nov 2011

EMASA não se preocupa com a saúde e segurança do trabalhador

Autor: riccardus | Categoria: Não categorizado

Não é à toa que o Brasil é um dos campeões mundiais em acidentes do trabalho. De acordo com dados da OIT – Organização Internacional do Trabalho, ocorrem anualmente 270 milhões de acidente de trabalho em todo o mundo. Aproximadamente 2,2 milhões dele resultam em morte. NO Brasil segundo o relatório são 1,3 milhão de casos, que tem como principais causas o descumprimento de normas básicas de proteção aos trabalhadores e más condições nos ambientes e processos de trabalho.

Flagramos na última segunda-feira (28), trabalhadores da EMASA, efetuando reparo em um duto de água na Praça Otávio Mangabeira, em frente a ponte do Marabá, mergulhando na água suja, sem nenhum equipamento de proteção, que inclusive não deve possuir, como equipamento de mergulho. Uma verdadeira utopia. Contudo, denunciamos que este procedimento da EMASA é absurdo e um atentado a saúde e a vida do trabalhador. Qual seria o salário justo para você mergulhar na lama?

Cabe a EMASA pelo menos remediar, ou seja, submeter aqueles trabalhadores a uma aos exames médicos necessários para que não venham a ser contaminados por vermes e bactérias.
Esse “mérito” não deve ser apenas da EMASA, o que nós presenciamos deve acontecer pelo Brasil a fora diuturnamente.

Tais trabalhadores estão expostos, tanto a doenças que podem ser caracterizadas ou não, como do trabalho, além de acidentes.

Em 2010, 846 pessoas morreram vítimas de acidente de trabalho no Brasil. É o que afirma o boletim anual do Sistema de Referência em Análise e Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIRENA). O Sistema, que é resultado de um convênio entre o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Ministério da Previdência, analisou 1.944 acidentes ocorridos no ano passado. Ao todo, 2.252 trabalhadores se acidentaram em horário de serviço no país.

A maior porcentagem dos acidentes aconteceu no setor da indústria de transformação (36%), seguida pela construção civil (30%) e comércio (10%). De acordo com o boletim, 95,2% dos trabalhadores acidentados possuíam carteira assinada.

Deixe uma Resposta