19 dez 2019

Um ano de intensa resistência

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Por Jorge Barbosa*

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Durante todo o ano de 2019 resistimos as investidas à democracia, a educação, a arte e a cultura e aos direitos sociais. Nos manifestamos contra os cortes de verbas na educação. Fomos às ruas contra a reforma da Previdência. Exigimos a apuração do assassinato de Mariele Franco. Repudiamos a censura. Defendemos os bancos públicos e demais estatais. Lutamos para manter a nossa organização sindical. Bradamos contra o racismo. Reivindicamos a manutenção dos direitos trabalhistas. Vigorosamente mantivemos a jornada de seis horas e o sábado como dia útil não trabalhado.

Diante da crise que assola o sistema capitalista, seres descompromissados com o respeito à vida, a natureza, a liberdade, a democracia e os direitos humanos, sucumbem facilmente ao neofascismo, ao individualismo e ao ultraliberalismo. Em resumo, frente a minima ameaça aos privilégios, advogam o autoritarismo, a violência e até mesmo o extermínio. A raiz da crise está na concentração de renda e na exclusão social. O inimigo é o sistema e quem dele se beneficia.

Resistir ao neofascismo é cultivar o amor ao semelhante. É respeitar ideias opostas, é travar o civilizado debate de ideia. É buscarmos o equilibrio entre consumo e consumismo. É reconhecer que ninguém é dono da verdade. É reconhecer que a busca pela verdade filosófica e científica é um caminho infinito. É prezar pela beleza de ser imperfeitamente humano.

Devemos nos opor ao fascismo por todo o mal que ele já causou à Humanidade e ao planeta. O fascismo é o ódio, a intolerância, o individualismo, a violência, a morte.

*Jorge Barbosa é presidente do Sindicato dos Bancários de Itabuna

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