15 mar 2019

De preto, empregados da Caixa fazem ato hoje

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Empregados da Caixa vestem preto nesta sexta-feira (15/03) e realizam manifestações nas agências e nas redes sociais. Em todas as publicações, os bancários devem usar a hashtag #ACaixaÉdoBrasil. Em Salvador, a mobilização começa pela unidade da Baixa dos Sapateiros, a partir das 10h.

A intenção é alertar a sociedade sobre os prejuízos que toda a nação corre, caso o banco seja privatizado, como sinaliza as ações da atual direção da empresa. O desmonte corre aceleradamente, comprometendo os programas geridos pela instituição e o atendimento à população.

Com 4,2 mil agências, 23,5 mil correspondentes bancários e 30,6 milhões de máquinas de autoatendimento, a Caixa está nos quatro cantos do país, desde os municípios de difícil acesso às grandes cidades, atendendo 84,1 milhões de correntistas e poupadores.

O banco está presente na vida até daqueles que não têm relação direta, levando energia, rede de esgoto, asfalto e água. As operações de saneamento básico e infraestrutura receberam R$ 82,7 bilhões somente em 2017. E não é só isso. A Caixa é líder no mercado habitacional, com 69% da carteira de crédito. Ainda guarda 40% da poupança dos brasileiros.

As loterias, com venda marcada para o dia 26 de março, ajudam em projetos de segurança, educação e saúde. No ano passado, R$ 5,2 bilhões foram transferidos aos programas sociais nas áreas de seguridade social, esporte, cultura, educação, segurança pública e saúde. O valor corresponde a 37% da arrecadação.

Tudo isso pode acabar e só o Brasil tem a perder. Para se ter ideia, no último ano, os empréstimos para as micro e pequenas empresas caíram em cerca de 25%. A tendência é que mais cortes aconteçam com as medidas do governo Bolsonaro. 

Vale lembrar que ao assumir a presidência da Caixa, Pedro Guimarães anunciou a privatização de áreas importantes como seguros, cartões, assets, loterias. Os ativos já estão sendo vendidos. Para completar, o quadro de pessoal não pode passar dos 87.250, comprometendo o atendimento à população e a imagem da instituição.

Fonte: O Bancário

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