11 jan 2019

Polêmicas marcam os primeiros dias de governo

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A confusão toma conta do Palácio do Planalto. Das inúmeras decisões que impõem retrocesso ao país, Bolsonaro voltou atrás de, pelo menos, sete. Isso em menos de 10 dias de mandato. O vai e vem mostra que o governo será complicado. Pior. O presidente e sua equipe não tem um projeto para o Brasil.

As medidas envolveram muita polêmica e a maioria causava sérios danos à nação, como a proibição de livros didáticos destinados aos alunos do 6º ao 9º ano tratarem de temas como violência contra a mulher e a promoção da cultura quilombola, indígena e de outros povos. Uma censura ao conhecimento. O governo só voltou atrás depois das críticas generalizadas.

Outra área de desentendimento constante entre Bolsonaro e sua equipe e a economia. Nem bem assumiu, o presidente anunciou o aumento da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Para controlar a insatisfação, horas depois, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, desmentiu.

Onyx está envolvido ainda no caso das demissões de funcionários de carreira só por terem posicionamento diferente do governo. A medida causou um estrago na Casa Civil e o ministro teve de recontratar os servidores.

A reforma agrária também está na lista das confusões e cinco dias depois de paralisar a política em todo o país, o Incra voltou atrás. Teve ainda a ideia desastrosa de instalar uma base militar norte-americana no Brasil que só não seguiu adiante porque pegou mal entre os militares.

Outro recuo ocorreu na Caixa. Depois da repercussão negativa sobre o aumento dos juros imobiliários para a classe média, o presidente do banco, Pedro Guimarães, desistiu da ideia. Para finalizar as idas e vindas, tem a queda do chefe da Apex, Alex Carreiro.

Não é só o vai e vem do governo que estremece Brasília. Outros problemas são gerados pela ânsia por cargos e altos salários, como o caso da nomeação do filho do General Mourão para um cargo comissionado no BB. Com a promoção, Antônio Hamilton Rossell Mourão pula três níveis hierárquicos no banco e vê o salário triplicar, saindo de R$ 12 mais para R$ 36 mil. Realmente, está puxado.

Fonte: O Bancário

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