5 dez 2018

Novo governo é um risco ao combate do HIV/Aids

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Referência mundial, o Brasil há mais de 30 anos está na luta contra o HIV. No entanto, o congelamento de investimentos na saúde com a EC 95, e as declarações do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e do futuro ministro da saúde, Luiz Mandetta, colocam em xeque um dos programas de combate à AIDS mais eficazes do mundo.

A excelência da atuação brasileira no combate à AIDS se deve à existência de um sistema de saúde público e único no Brasil. O programa de distribuição de medicamentos só foi possível por conta do princípio de universalidade e equidade no qual o SUS se baseia. Porém, os cortes em áreas como educação e pesquisa são preocupantes e podem inviabilizar a resposta brasileira no combate ao vírus HIV.

O resultado positivo se dá ao fato ao fato do Brasil ter sido um dos primeiros países a incorporar a medicação desde que foram descobertos os chamados medicamentos antirretrovirais, em 1995.

A consequência de tamanho investimento é visto nos últimos dados do Boletim Epidemiológico de 2018. Em 2012, a taxa de detecção de AIDS era de 21,7 casos por cada 100 mil habitantes. Em 2017, o número caiu para 18,3. Também houve queda de 16,5% na taxa de mortalidade pela doença entre 2014 e 2017.

As declarações de Bolsonaro, que indicam que o SUS não deveria se responsabilizar pelo tratamento da AIDS, representa um perigo a todos que dependem do sistema de saúde para o tratamento. O presidente eleito trata de forma pejorativa quem é infectado pela doença, com comentários que reforçam preconceitos e estereótipos.

Fonte: O Bancário

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