25 out 2017

Bradesco é condenado por assédio moral

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Mais uma vitória dos bancários contra as péssimas condições de trabalho que são obrigados nas agências. A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou o Bradesco a indenizar uma ex-gerente em R$ 50 mil. Por conta da cobrança de metas abusivas, que implicavam em críticas do superintendente feitas em público e de maneira depreciativa, a funcionária teve o quadro de depressão agravado.

A bancária sofreu com sobrecarga de trabalho decorrente da saída de um gerente de contas da equipe que integrava sem a redução proporcional das metas nem a nomeação de um novo empregado em tempo razoável. Ela alegou que conseguiu cumprir os objetivos antes desfalque na agência.

Segundo testemunhas, o superintendente cobrava o alcance de resultados de forma enfática e não atendeu pedido para repor o quadro de funcionários. Mesmo a ex-gerente apresentando episódio depressivo grave, o Bradesco demitiu a bancária sem justa causa após avaliação de desempenho.

O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) não concluiu pela ocorrência de assédio moral e absolveu o Bradesco da indenização de R$ 30 mil por dano moral determinada pelo juízo de primeiro grau. No entanto, o relator do recurso da bancária ao TST, o ministro Mauricio Godinho Delgado, ressaltou que assédio moral foi decorrente de cobranças de metas inviáveis, e o agravamento dos episódios depressivos estava relacionado às atividades desempenhadas pela empregada.

O tipo de tipo de assédio sofrido ex-gerente do Bradesco se caracteriza por condutas abusivas, mediante gestos, palavras e atitudes, praticadas sistematicamente pelo superior hierárquico contra o subordinado.

Para o ministro, os fatos realmente atentaram contra a dignidade, a integridade psíquica e o bem-estar individual, bens imateriais protegidos pela Constituição, o que justifica a reparação por dano moral. Por unanimidade, a Terceira Turma acompanhou o voto do relator para estabelecer a indenização de R$ 50 mil.

Fonte: O Bancário

Deixe uma Resposta