29 set 2015

Sessão Especial na Câmara homenageou a greve dos bancários de 1985

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Em homenagem aos 30 anos da greve histórica dos bancários em setembro de 1985, aconteceu na segunda-feira (28) uma Sessão Especial na Câmara Municipal de Salvador, promovida pelo vereador e bancário Everaldo Augusto (PCdoB). “A greve não surgiu de uma hora para outra, mas foi resultado da luta e resistência da categoria bancária”, salientou Everaldo. “É necessário resgatar a história. Mostrar para os bancários de hoje como chegamos até aqui”, afirmou.

Na sessão, estavam presentes representantes da Federação e dos sindicatos dos bancários da Bahia, Itabuna, Feira de Santana, Jequié, Irecê e Jacobina, além ex-dirigentes sindicais que tiveram participação ativa na greve de 1985 no estado.

“Naquele momento era proibido fazer greve, mas havia uma sede de liberdade. A greve dos bancários foi uma explosão de liberdade”, avaliou Beraldo Boaventura, presidente do Sindicato da Bahia à época. “Queríamos fazer daquele movimento um ato de resistência. A greve foi intencionalmente política pela democracia”, lembrou.

Em sua fala, Euclides Fagundes, vice-presidente do Sindicato da Bahia, também destacou a importância política da greve: “Do ponto de vista econômico da categoria foi importante, mas o maior legado mesmo foi o rompimento com o cerco da ditadura militar”.

Para Emanoel Souza, presidente da Federação da Bahia e Sergipe, a primeira consequência da greve de 1985 foi a greve na Caixa, que levou ao reconhecimento dos funcionários do banco como bancário. Ele defendeu que aquele movimento sirva de inspiração para a categoria bancária atualmente, quando há necessidade de defender a democracia e os interesses dos trabalhadores. “Precisamos realizar neste ano outra greve de 1985”, conclamou.

A paralisação fechou as agências em todo o país de 10 a 12 de setembro de 1985, mobilizando cerca de 500 mil bancários. Foram três dias de grande adesão à greve, que surpreendeu os banqueiros e levou a atenderem quase que integralmente as reivindicações. Após a ditadura militar, em que não havia direito à greve, os trabalhadores conquistaram um reajuste salarial foi de 89,55%.

Ao final da sessão, as entidades sindicais e os bancários que tiveram atuação destacada na greve de 1985 foram homenageados.

Fonte: Feebbbase

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