29 mai 2014

Entrave permanece grande na Caixa

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
A Caixa continua a tratar com intransigência a questão das horas extras. O assunto foi debatido entre a Comissão Executiva dos Empregados e a direção da empresa, nesta quarta-feira (28/05), em São Paulo.
Os representantes dos trabalhadores criticaram o mecanismo do banco de incluir o índice de compensação de horas extras na avaliação nas agências. No entanto, a Caixa defendeu a dotação orçamentária como instrumento de controle e de gestão.
A comissão relatou a denúncia de que os gestores cobravam que os bancários compensem todas as horas, o que fere o acordo coletivo, que prevê que os funcionários que trabalham em unidades com até 15 empregados têm a opção de compensar ou receber 100% das horas extras realizadas. Nas demais unidades, a metade deve ser paga e o restante compensado até o mês seguinte. Quando não há a compensação, o trabalhador tem de receber.
Para o vice-presidente do Sindicato da Bahia, Augusto Vasconcelos, presente na reunião, é uma manobra da instituição financeira. “A Caixa utiliza o subterfúgio da compensação das horas extras para mascarar o real problema da empresa, que é a falta de funcionário”.
Na oportunidade, ainda foi exposta a situação dos tesoureiros, que apesar de trabalharem nas agências, são lotados na Reret, que não integra unidade com menos de 15 funcionários. A Caixa tem pressionado os tesoureiros a fazerem a compensação de horas.
O absurdo é tanto que o banco emitiu uma circular orientando a compensação de 60% das horas nas agências e 100% nas áreas meio. O documento gerou uma interpretação equivocada por parte dos gestores, que só podem exigir o cumprimento das horas extras da parte que excede o pagamento.
Contratações
Sobre as contratações, a Caixa alega que entre 2012 e 2014, foram 20.811 admitidos. No mesmo período, 6.879 empregados saíram da empresa. Saldo positivo de 13.932 empregos.

Segundo o banco, as próximas contratações ocorrem de acordo com o cronograma de abertura de novas agências. Apesar do argumento dos trabalhadores sobre o déficit de funcionários, a empresa ignorou as reivindicações.

Fonte: O Bancário

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