30 abr 2014

Lucro e demissões crescem no Itaú

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Banco alcançou resultado de R$ 4,5 bilhões entre janeiro e março, muito acima do mesmo período de 2013. Ainda assim, cortou 733 vagas de emprego no período e soma 2.759 postos extintos em 12 meses

São Paulo – O Itaú alcançou lucro líquido de R$ 4,529 bilhões no primeiro trimestre de 2014, crescimento de 29% em relação aos primeiros três meses de 2013. A rentabilidade também aumentou: chegou a 22,6% neste primeiro trimestre ante 19,1% no mesmo período do ano passado, ou seja, crescimento de 3,5 pontos percentuais.

Os números do balanço, divulgados na terça-feira 29, também são positivos quanto à carteira de crédito total, que chegou a um saldo de R$ 508,246 bilhões em 31 de março deste ano, aumento de 11,4% em relação ao final de março do ano passado. Apesar da elevação, o crescimento está bem abaixo do apresentado pelos bancos públicos.

E igualmente positivos quanto à receita de prestação de serviços que totalizou R$ 6,057 bilhões (incluindo as rendas de tarifas bancárias), ampliação de 18,3% em relação aos primeiros três meses de 2013. Isso significa que apenas com o que arrecada da cobrança de serviços e tarifas dos clientes, o Itaú cobre 157% de suas despesas de pessoal. Ainda assim, o maior banco privado do país extingue postos de trabalho.

Corte de empregos – Entre janeiro e março o Itaú acabou com 733 vagas de emprego em todo o país. Considerando os últimos 12 meses, já são 2.759 vagas a menos. Com esses cortes, as despesas de pessoal do banco cresceram apenas 3,8%, bem abaixo dos reajustes conquistados pela categoria bancária em 2013.

Para a diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo e funcionária do Itaú Marta Soares, os números reforçam uma realidade já bem conhecida: “O banco tem tido resultados excelentes e batido recordes em lucro, mas as condições de trabalho só pioram por conta dos cortes de emprego. Os funcionários estão sobrecarregados porque a carteira de crédito aumenta, as metas ficam cada vez maiores, mas o número de trabalhadores só faz diminuir. O Itaú precisa valorizar seus empregados, que são os responsáveis diretos por esse crescimento”.

A dirigente critica ainda o fato de a empresa brasileira crescer, mas não retribuir seus resultados com empregos para o país. “Os bancos são concessões públicas e como tal deveriam servir à sociedade, facilitando o crédito e gerando empregos. Ao invés disso, aumentam as taxas de juros e de serviços que cobram dos correntistas e demitem trabalhadores, precarizando o atendimento ao público. O Sindicato rechaça essa prática.”

Fonte: Seeb/SP

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