31 jan 2013

Lula, Cristina e… Obama criticam papel da imprensa

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, dos EUA, Barack Obama, e ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva

Discursando no encerramento da 3ª Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo, realizada em Cuba em homenagem ao 160º aniversário de nascimento do herói independentista, José Martí, Lula defendeu ser necessária uma “revolução na comunicação” no continente.

Para ele, o tratamento midiático dispensado à esquerda, e principalmente aos líderes: boliviano, Evo Morales, e venezuelano, Hugo Chávez, deve-se à “ira” pelo sucesso das políticas socioeconômicas: “não é que a imprensa não simpatize com Chávez porque se diz socialista e usa camiseta vermelha, não simpatiza porque ele promove políticas de inclusão”.

Obama

A visão de que a imprensa pauta de maneira desigual o debate político é compartilhada também pelo presidente Barack Obama que, em entrevista concedida à revista New Republic, afirmou que, “um dos maiores problemas que temos na maneira como as pessoas retratam Washington é que os jornalistas valorizam a aparência de imparcialidade e objetividade e isso é uma praga tanto para Republicanos, como Democratas. Em quase todas as questões, agem como se democratas e republicanos não pudessem concordar — ao invés de questionar por que é que eles não podem concordar. Quem exatamente está nos impedindo de concordar?”, questiona.

Sobre a questão, o presidente afirma ainda que “se um membro republicano do Congresso não for punido na Fox News ou por Rush Limbaugh [um comentarista conservador] por trabalhar com um democrata em um projeto de lei de interesse comum, então você poderá ver mais deles fazendo isso”.

Cristina

A presidenta argentina — que trava uma batalha contra o conglomerado midiático do grupo Clarín no país para implantar a Ley de Medios que impede o monopólio de mídia no país — aproveitou as declarações de Obama para reforçar, nesta quarta-feira (30), em seu Twitter, sua posição.

Ela questiona o lugar ocupado pelos grupos midiáticos que utilizam a “dor do próximo como estratégia política comunicacional para desgastar governos”. E ressaltou que sob a pretensa defesa da liberdade de expressão, a imprensa nunca pode ser questionada ou criticada: “se um veículo de comunicação e um jornalista são questionados [na Argentina]: ‘Perigo para a liberdade de imprensa’ seria a manchete do Clarín”.

Da Redação do Vermelho – Vanessa Silva

Deixe uma Resposta