Em Itabuna, a manifestação acontece as 16 horas na Praça Adami

As centrais sindicais darão nesta sexta-feira mais uma demonstração de unidade e disposição de luta em defesa da Previdência Pública e das aposentadorias ameaçadas pela proposta de reforma da Previdência da dupla Bolsonaro/Guedes. Em São Paulo, o Dia Nacional de Luta será encerrado com uma manifestação às 17 horas na Avenida Paulista, para a qual até a UGT, cujos dirigentes estavam reticentes em participar da luta, está mobilizando e deve marcar presença.

Pela manhã, os presidentes das centrais prometem uma entrevista coletiva à imprensa. Será em São Bernardo do Campo, às 10 horas, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, que será também palco de um ato político após uma caminhada que terá início às 7 horas diante da Mercedes Benz e da Ford.

Serão realizados atos em cerca de 130 cidades brasileiras, entre elas todas as capitais dos estados, além do Distrito Federal. É consenso entre os dirigentes das centrais que o dia 22 será o pontapé inicial da jornada de luta em defesa da Previdência e das aposentadorias públicas, que deverá acompanhar a tramitação do projeto de reforma enviado por Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional e culminar numa greve geral.

“Estamos construindo o caminho nesta direção”, declarou o presidente da CTB, Adilson Araújo. “Vamos trabalhar sem descanso nos próximos dias e meses para impor uma derrota ao governo de extrema direita nesta grande batalha que é vital não só para o Palácio do Planalto, que faz o jogo dos EUA e dos banqueiros, mas também e sobretudo para a classe trabalhadora brasileira, que tem muito a perder com a eventual aprovação da PEC 06/2019 (que muda as regras da Previdência)”.

21 mar 2019

Ato aponta riscos da reforma da Previdência

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Não há nada de bom na reforma da Previdência e se aposentar ficará quase impossível. Para mostrar os prejuízos da proposta do governo Bolsonaro à sociedade, sexta-feira acontece Dia Nacional de Luta em defesa da Previdência Social. Em Salvador, o ato unificado das centrais sindicais será às 9h, na rótula do Abacaxi. 

Caso seja aprovada pelo Congresso Nacional, a reforma da Previdência ameaça a aposentadoria de gerações futuras e da atual. Além de restringir o acesso e reduzir o valor dos benefícios, principalmente para os mais pobres. 

Os direitos dos trabalhadores estão em jogo. Por conta disso, as manifestações de sexta-feira serão uma prévia para a greve geral em defesa das aposentadorias.

O texto da PEC 06/2019 (Proposta de Emenda Constitucional) estabelece a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens, 62 para as mulheres e aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 para 20 anos. Ainda retira da constituição o sistema de Seguridade Social brasileiro. 

Fonte: O Bancário

21 mar 2019

Leilão da Lotex é adiado. Segue a resistência

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A luta contra o desmonte da Caixa ganha fôlego. O leilão da Lotex, marcado para o dia 26 de março, foi pela quarta vez. Agora está previsto para 26 de abril. O movimento sindical ganha mais um mês para alertar a sociedade sobre dos riscos de vender as loterias instantâneas e reduzir o papel da Caixa.

As entidades sindicais têm até o dia 1º de abril para solicitar esclarecimentos sobre o leilão e fica definido até o dia 22 de abril a data final para entrega das propostas. 

Ampliar o debate para assegurar o patrimônio nacional é fundamental. A Lotex assegura investimentos na educação, como o FIES, no esporte amador, na saúde e na segurança pública.

A iniciativa privada está de olho somente no lucro que as loterias podem gerar. Em 2017, arrecadaram cerca de R$ 14 bilhões. E não é só isso que está na mira do governo Bolsonaro. Além da Lotex, as subsidiárias nas áreas de seguros, cartões e assets também terão o capital aberto, segundo anunciado pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães. 

Fonte: O Bancário

21 mar 2019

Mais de R$ 1 bi será diluído na conta de luz

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Após a compra de combustível usado em termelétricas instaladas na região Norte, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), reconheceu na terça-feira (19/03), o direito da Eletrobras ser ressarcida em quase R$ 3 bilhões. Porém, desse montante, R$ 1,591 bilhão será diluído na conta de luz cobrada ao consumidor.

Outro R$ 1,357 bilhão terá de ser pago pelo Tesouro Nacional, que no fim das contas é um valor que irá reverberar no orçamento do país, atingindo diretamente os brasileiros. Para piorar, esses ainda não são os valores finais. A Aneel aguarda o resultado das fiscalizações feitas em distribuidoras de energia no Acre, Rondônia, Roraima e Amazonas. 

Originalmente, a fiscalização da Aneel havia punido a Eletrobras também por ter verificado que a empresa foi ineficiente ao comprar mais combustível do que o necessário para a geração de energia, gerando desperdício. Entretanto, a Aneel analisou recurso da Eletrobras e, ao invés de devedora, passou a ter direito a receber do fundo. Após o vai e vem de deve ou não deve, quem paga as contas é o povo.

Fonte: O Bancário

21 mar 2019

Reforma da Previdência não gera emprego

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Para tentar convencer a população, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) adota o discurso de que a reforma da Previdência vai gerar cerca de oito milhões de empregos em quatro anos. Mas, a história não é bem assim. 

A conversa do governo é de que o corte na Previdência vai equilibrar as contas, gerar superávit para investimentos e levar o Brasil ao crescimento. No entanto, se houver redução dos custos com os benefícios, diminui também o nível da atividade econômica. 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, fala em economizar R$ 1 trilhão. Na prática, ele tira esse valor da massa salarial, do dinheiro das pessoas que recebem aposentadoria, BPC (Benefício de Prestação Continuada) e outros auxílios previdenciários. Ou seja, grana que iria para o consumo. 

O que faz a economia crescer é investimentos (público e privado). Mas, em três meses de governo, se a população parar para observar, nos discursos de Bolsonaro não estão inclusos desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda. É só corte.

A sociedade precisa atentar e refrescar a memória sobre discursos falaciosos. Não muito distante, o ex-presidente Michel Temer (MDB) havia dito que a reforma trabalhista ia gerar milhões de emprego. O que se viu foi diferente. Em quase um ano, o saldo de postos de trabalho foi de apenas quase 373 mil vagas ante a expectativa de 2 milhões nos dois primeiros anos.

Fonte: O Bancário

21 mar 2019

Tarifas bancárias no topo das reclamações

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Os bancos cobram tarifas absurdas que passam despercebidas por milhões de brasileiros. As empresas aproveitam que não há fiscalização e empurram pacotes desnecessários aos clientes, sem nenhuma transparência. Não é à toa que a cobrança de tarifas, taxas e valores não previstos está no topo de reclamações feita ao 2018 ao portal consumidor.gov.br.

O site é monitorado pela Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Lá é possível encontrar os casos mais absurdos como o clientes que tiveram de pagar R$ 600,00 a título de tarifas em atraso depois de muito tempo sem movimentar uma conta. Uma verdadeira extorsão.

Para evitar pagar mais do que realmente precisa, o cidadão precisa redobrar a atenção. Desde 2008, as tarifas são padronizadas, inclusive os serviços que podem ser cobrados. 

A medida do Banco Central também criou três tipos de pacotes, com serviços mínimos. Um deles, básico, não tem custo e está disponível para todos, independentemente da renda. Desta forma, o cliente escolher o banco e o pacote que melhor se encaixa às suas necessidades.

Fonte: O Bancário

21 mar 2019

Com novos casos, sarampo volta ao Brasil

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O título de país livre do sarampo concedido ao Brasil em 2016 será perdido. Conquistado pelos governos Lula e Dilma, época em que medidas de combate à doença ainda eram uma prioridade, o certificado está prestes a ser retirado.

O retorno do sarampo teve início no ano passado e os primeiros casos foram registrados nos estados do Norte.

Em 2018 foram confirmados 10.326 casos da doença. O pico foi registrado em julho, com 3.950 infecções. O Ministério da Saúde informa que este ano já foram notificados 48 casos, a maioria relacionada à cadeia de transmissão iniciada em 19 de fevereiro.

Fonte: O Bancário

21 mar 2019

Empresas tiram o que podem do trabalhador

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Com a nova legislação trabalhista criou-se uma possibilidade de os empregados negociarem direitos com os empregadores quando desligados, a chamada demissão acordada. A reforma também permite que o empregador proponha que o funcionário abra mão de até metade do valor da multa de 40% do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

No entanto, um caso recente de demissão negociada, a funcionária desligada abriu mão de toda multa do FGTS e o TRT da 8ª Região (TRT-8), que atende os estados do Amapá e do Pará, considerou o acordo trabalhista inválido. Abrir mão da totalidade do valor do benefício não é permitido. No máximo até 20%.

A causa foi analisada e os desembargadores entenderam que o acordo deve ser anulado, pois o direito da multa do FGTS é assegurado pela Constituição Federal. Os empresários deitam e rolam, principalmente depois que os sindicatos foram excluídos da homologação das rescisões de contrato. Os empregados agora devem ficar atentos às clausulas impostas em uma demissão sem justa causa.

Fonte: bancariosbahia.org.br via Portal CTB

21 mar 2019

Brasileiro não se prepara para aposentadoria

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Seis em cada 10 brasileiros, ou 59%, afirmam que não estão se preparando para a hora de se aposentar. É o que aponta pesquisa realizada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), em parceria com o Banco Central.

Sem emprego, não dá para brasileiro pagar conta, imagina poupar. Esse é justamente o motivo revelado pelos entrevistados que não fazem plano financeiro para a aposentadoria. Segundo o levantamento, 36% alegam não sobrar dinheiro no orçamento e 18% atribuem a ausência de planejamento ao fato de estarem desempregados. Para outros 17%, não vale a pena guardar o pouco que sobra.

Entre os que se preparam para a aposentadoria (41%), o índice é maior entre homens (45,1%), trabalhadores entre 35 e 54 anos (43,2%) e das classes A e B (54,9%).

A pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros não se prepara para a aposentadoria. E, se a reforma da Previdência de Bolsonaro for aprovada, o sonho de se aposentar ficará ainda mais distante. Além de dificulta em termos de tempo de serviço e contribuição, a proposta cria o regime de capitalização, em que o cidadão faz uma espécie de poupança privada.

Fonte: Portal CTB

21 mar 2019

O Brasil de Bolsonaro na contramão da história

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Por Umberto Martins, editor do Portal CTB

Presenciamos nesses dias um dos capítulos mais indignos da história do Brasil. O presidente Jair Bolsonaro acaba de desempenhar nos EUA o papel de um governante vassalo, completamente subserviente ao bilionário Donald Trump, um líder de extrema direita que não goza de boa reputação na chamada comunidade internacional, nem mesmo entre os mais tradicionais aliados de Washington.

O espírito de vira-lata (descoberto por Nelson Rodrigues) baixou com tal desenvoltura no capitão reformado que escandalizou até o jornalista Marco Antonio Villa, um colunista conservador acostumado a criticar diuturnamente o PT. “Esta viagem está sendo desastrosa”, comentou, classificando de “absurdo o que está sendo feito. Você se alia aos EUA e não vai receber nada. É necessário acabar com essa subserviência”.

Com efeito, Bolsonaro sentou no colo de Donald Trump e cedeu praticamente a todos os desejos do seu chefe e ídolo. Entregou a estratégica base aérea de Alcântara (MA), disse que o Brasil “está a postos” para servir de bucha de canhão numa possível intervenção militar do imperialismo na Venezuela, acenou com a internacionalização da Amazônia, reduziu tarifas de importação de trigo e abriu o mercado para carne suína estadunidense.

Ele também liberou visto para turistas provenientes daquele país sem qualquer contrapartida e humilhou brasileiros imigrantes apoiando a política xenófoba de Trump, incluindo a construção do chamado “Muro da Vergonha” na fronteira com o México. Chegou ao ponto de declarar que a grande maioria dos imigrantes “não tem boas intenções”.

Como se não bastasse, sinalizou com apoio à estratégia do imperialismo contra a China, nossa maior parceira comercial que já se transformou na maior economia do planeta, condição que a coloca naturalmente numa rota de colisão com os EUA, que querem manter a qualquer preço a hegemonia sobre a geopolítica global.

Contra os interesses nacionais

Orientada pela mais tosca das ideologias, a política externa do governo Bolsonaro está na contramão da história e também dos interesses nacionais. Não é preciso grande esforço intelectual para perceber que ao longo da história universal, a política imperialista dos Estados Unidos, inaugurada no século 19,  contrariou os interesses dos povos e das nações do Terceiro Mundo, sobretudo na América Latina e Caribe, região considerada como um mero “quintal” por Washington, mas igualmente no Oriente Médio, na África, Ásia e mesmo na Europa.

No Brasil, os Estados Unidos estiveram desde sempre aliados às forças sociais mais obscurantistas e reacionários para combater as forças progressistas e sabotar o desenvolvimento nacional. Foram as “forças subterrâneas” denunciadas por Getúlio Vargas, levado ao suicídio em 1954; enviaram uma frota para garantir o golpe militar de 1964, que depôs João Goulart, e deixaram fortes impressões digitais no golpe de Estado de 2016, travestido de impeachment.

Grampearam a ex-presidente Dilma Rousseff e municiaram a Lava Jato com informações sobre a Petrobras e a Odebrecht colhidas por suas agências de espionagem. Convém lembrar que Sergio Moro, acusado de ser um “agente dos EUA” pelo jurista Fábio Konder Comparato, fez questão de visitar com Bolsonaro a sede da CIA em Washington. Na América Latina os EUA estiveram por trás dos sangrentos golpes de Estado no Chile (liderado por Augusto Pinochet em 1973), na Argentina (1975) e outros países.

Uma das contrapartidas ao espetáculo de vira-latismo, destacado com ironia pelo jornal “Washington Post”, foi o aval do governo norte-americano ao ingresso do Brasil na decadente OCDE, considerada por apologistas do capitalismo neoliberal como um “clube dos ricos”, o que já não corresponde aos fatos. Tal associação, embora celebrada pela mídia, tampouco está em sintonia com os interesses nacionais, pois nos impõe prejuízos, uma vez que (descartada por Lula e por Dilma) está condicionada à perda de vantagens no comércio exterior conferidas aos países considerados em via de desenvolvimento, como tarifas diferenciadas para proteger a indústria e ramos sensíveis da economia.

Uma potência em declínio

Conquistada no bojo da Segunda Guerra Mundial e traduzida nos acordos celebrados na cidade estadunidense de Bretton Woods em 1944, a hegemonia dos EUA tem por principal fundamento a sua força econômica, que ao término da carnificina era indiscutível. Mas hoje em dia este poder está em franco declínio, em função do parasitismo enraizado no American Way of life (modo de vida americano) e, em igual ou maior medida, do desenvolvimento desigual das nações, uma lei da história moderna, refletida nas disparidades das taxas de crescimento dos PIBs, que resultou na fulminante ascensão da China.

A ação desses fatores ao longo das últimas décadas promoveu transformações de vulto na economia mundial e na correlação de forças entre as grandes potências, conduzindo ao deslocamento da produção industrial, e por extensão do poder econômico, do chamado Ocidente (leia-se EUA, Europa e Japão) para o Oriente, e principalmente dos Estados Unidos para a China.

Isto também significa o esgotamento da ordem mundial fundada na hegemonia do dólar e liderada pelos EUA, o que se desdobra objetivamente num processo de transição global na direção de uma nova ordem internacional, que a julgar pelos propósitos declarados por Pequim e Moscou deve ser orientada pelo respeito ao direito dos povos e nações à autodeterminação, à margem de intervenções imperialistas, bem como pelo multilateralismo, ou seja, sem hegemonismo e unilateralismo, como é o caso da atual.

A sabujice que guia a política externa de Bolsonaro vai na contramão deste movimento, e por isto na direção oposta ao novo cenário geopolítico que está sendo desenhado pela história. A subordinação do Brasil aos EUA seria um gesto vil e desprezível em qualquer momento da nossa história, mas é um contrasenso que pode nos custar caro especialmente no atual contexto, em que os EUA nada têm a nos oferecer senão mais exploração e sofrimento.

Hostilizando a China, por outro lado, temos muito a perder e já começamos a acumular prejuízos. O gigante asiático, que absorve 26% das exportações brasileiras (mais do que o dobro dos EUA, que ficam com apenas 12%), já reduziu e suspendeu investimentos bilionários no Brasil em reação às provocações do governo de extrema direita. Agora está restringindo as compras de produtos oriundos do agronegócio, para desespero dos nossos ruralistas, que já manifestam arrependimento pelo entusiasta e pouco racional apoio que deram ao golpe de 2016 e à eleição do capitão fascista.