17 maio 2019

Bahia, Acre e Amapá têm mais desempregados

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O desemprego continua a subir. Porém, em alguns estados as variações são bem maiores do que a média nacional, de 12,7% no trimestre, ou seja, 13,4 milhões de pessoas. É o caso do Amapá (20,2%), Bahia (18,3%) e Acre (18%).  Das 27 unidades da federação brasileira, o desemprego subiu em 14. Os dados são do IBGE.

Os estados com menores taxas foram Santa Catarina (7,2%) e Paraná e Rondônia, ambos com 8,9%. Ainda, segundo o levantamento, um em cada quatro desempregados brasileiros procura emprego há pelo menos dois anos. Ao todo, cerca de três milhões se encontravam nessa situação. Outros 28,3 milhões de cidadãos estavam sem trabalho ou, trabalhavam menos do que gostariam. 

Aos quase 58 milhões de brasileiros que votaram em Bolsonaro na ânsia de que empresários e investidores ficassem mais confiantes no país para uma possível melhora na economia, se enganaram. Só o Banco Central já reduziu a previsão de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) 11 vezes. Ou seja, com a ascensão do presidente, só piorou.

Fonte: O Bancário

17 maio 2019

Economia patina. Desemprego sobe em 14 estados

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Por falta de uma política eficaz do governo Bolsonaro, a economia brasileira patina. Com a elevação na taxa de desemprego no primeiro trimestre para 12,7%, 14 das 27 unidades da Federação apresentaram crescimento na desocupação. É o que aponta a PNAD-C (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na passagem do último trimestre de 2018 para os três primeiros meses deste ano, os maiores avanços foram observados no Acre (de 13,1% para 18%), Goiás (de 8,2% para 10,7%) e Mato Grosso do Sul (de 7% para 9,5%).

A pesquisa também mostrou a taxa de subutilização do primeiro trimestre foi a maior dos últimos da série histórica (iniciada em 2012) em 13 estados. O índice médio foi de 25%.

As maiores taxas foram registradas no Piauí (41,6%), Maranhão (41,1%), Acre (35%), na Paraíba (34,3%), no Ceará (31,9%) e Amazonas (29,2%). 

Os maiores contingentes de desalentados, ou seja, quem desistiu de procurar emprego, no primeiro trimestre deste ano foram verificados na Bahia (768 mil pessoas) e no Maranhão (561 mil). Os menores foram observados em Roraima (8 mil) e no Amapá (15 mil).

Fonte: O Bancário

Atenção trabalhador, atenção trabalhadora:

Seu direito à aposentadoria está sob ameaça. A proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro e Paulo Guedes acaba com as aposentadorias públicas e privatiza o sistema previdenciário brasileiro, ao qual a maioria da nossa classe trabalhadora não terá acesso se o texto encaminhado pelo presidente ao Congresso for aprovado. Além disto, impõe inúmeros outros retrocessos que estão despertando indignação e revolta generalizada na classe trabalhadora.


Seu direito à aposentadoria está sob ameaça. A proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro e Paulo Guedes acaba com as aposentadorias públicas e privatiza o sistema previdenciário brasileiro, ao qual a maioria da nossa classe trabalhadora não terá acesso se o texto encaminhado pelo presidente ao Congresso for aprovado. Além disto, impõe inúmeros outros retrocessos que estão despertando indignação e revolta generalizada na classe trabalhadora.

Entre eles, a fixação de uma idade mínima; 40 anos de contribuição para receber 100% do valor do benefício; aumento do tempo de trabalho para gozar a aposentadoria, em particular para as mulheres e trabalhadoras rurais; corte no Benefício de Prestação Continuada (pessoas extremamente pobres e deficientes terão o benefício reduzido de R$ 998 para R$ 400) e fim da indenização por demissões imotivadas de quem já está aposentado.

Comprometido com o patronato, o governo quer jogar sobre as costas da classe trabalhadora todo o ônus da crise econômica pela qual na verdade é o principal responsável, junto com banqueiros e grandes empresários nacionais e estrangeiros, que serão os únicos a lucrar com as mudanças nas regras da aposentadoria.

A reforma vai provocar um empobrecimento ainda maior do povo brasileiro e, ao contrário do que alardeiam o Palácio do Planalto e a mídia capitalista, isto vai agravar em vez de solucionar o drama do desemprego em massa e os problemas nacionais, a exemplo do que ocorreu após a reforma trabalhista e a terceirização irrestrita.

O sistema previdenciário brasileiro é o maior programa de distribuição de renda da América Latina e mais de 4 mil municípios do país dependem dos recursos da aposentadoria para sobreviver. A introdução da capitalização vai privatizar totalmente o sistema, destruindo tudo isto e condenando os idosos à miséria, como ocorre no Chile, onde mais de 90% dos aposentados recebem menos da metade do salário mínimo e o índice de suicídio de idosos aumentou substancialmente, batendo todos os recordes.

Os economistas e políticos progressistas, bem como as lideranças sindicais brasileiras, já apontaram outros caminhos para retomar o crescimento da economia e contornar o desequilíbrio fiscal. Entre as medidas necessárias neste sentido destacam-se:

• Taxação das grandes fortunas e dos lucros e dividendos apropriados por rentistas que nada produzem, sobretudo os lucros que são remetidos pelas transnacionais ao exterior em detrimento dos investimentos internos;

• Cobrança da dívida dos empresários com o INSS, que alcança mais de R$ 400 bilhões;

• Fim das desonerações, especialmente das contribuições patronais para a Previdência, e da DRU (Desvinculação das Receitas da União), que subtraem recursos do orçamento público e da Seguridade Social;

• Reforma tributária progressiva que onere o capital financeiro e desonere o trabalho e a produção.

A reforma que o governo pretende aprovar no Congresso Nacional é contrária aos interesses do povo e da nação brasileira, razão pela qual é repudiada pelas centrais sindicais, pelos parlamentares comprometidos com a classe trabalhadora, pelos movimentos sociais e setores democráticos e progressistas do nosso país. É um retrocesso que temos a obrigação de barrar.
Seja consciente trabalhador e trabalhadora. Defenda seu direito à aposentadoria, que foi conquistado com muita luta. Participe da greve geral do dia 14 de junho e das manifestações convocadas pelo movimento sindical contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro.

Fonte: Portal CTB

O desemprego continua em alta e o setor de serviços, que responde por 70% do PIB, caiu 0,7% em março pelo terceiro mês consecutivo. Ao lado disto, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central (BC) registrou queda de 0,28% em março, em relação ao mês anterior, e de 0,68% no primeiro trimestre do ano. O IBC-Br é uma prévia do PIB, que é calculado pelo IBGE.

O desempenho deplorável da economia nacional é o reverso da promessa do governo da extrema direita de que a posse de Bolsonaro, por ser o queridinho do “mercado” (leia-se grandes capitalista0s, sobretudo estrangeiros), iria despertar a fada da confiança do empresariado e promover um boom de novos investimentos. Não é o que se vê.

A vida vai dando razão aos críticos da restauração neoliberal. O que está impedindo a recuperação é a política inaugurada pelo golpe de 2016, fundada no arrocho fiscal, Estado mínimo, privatização, desnacionalização e depreciação da força de trabalho. Bolsonaro adota a mesma receita, adicionando ingredientes mais radicais e procurando apressar sua aplicação. É um desastre anunciado, como agora reconhece até o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

A recuperação da atividade econômica requer o aumento dos investimentos públicos, resgate do papel do Estado como promotor do desenvolvimento e a valorização da classe trabalhadora, essencial para o fortalecimento do mercado interno. O contrário do que vem sendo feito desde o golpe de 2016. A política econômica neoliberal é a grande causa da crise.

Desemprego

O desemprego cresceu em 14 das 27 unidades da federação no 1º trimestre, na comparação com o trimestre anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos demais estados, houve estabilidade.

A taxa de desemprego média no país nos 3 primeiros meses do ano subiu para 12,7%, conforme já divulgado anteriormente pelo órgão.

Segundo o IBGE, as maiores taxas de desemprego foram observadas no Amapá (20,2%), Bahia (18,3%) e Acre (18,0%), e a menores, em Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8,0%) e Paraná e Rondônia (ambos com 8,9%). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as taxas ficaram em 13,5% e 15,3%, respectivamente.

A taxa atual de desemprego é a maior desde o trimestre terminado em maio de 2018. São 13,4 milhões de desempregados no país, ante um universo de 12,1 milhões no último trimestre do ano passado.

5,2 milhões de desempregados procuram trabalho há mais de 1 ano, aponta IBGE

Na comparação com o 4º trimestre, as maiores variações foram registradas no Acre 4,9 pontos percentuais (p.p.), Goiás (2,5 p.p) e Mato Grosso do Sul (2,5 p.p).

“O destaque no trimestre é SP e MG, que têm taxas bastante elevadas para estados fortes economicamente, com indústria forte e grande peso na economia do país. E que causam o chamado efeito farol. Ou seja, o que acontece lá, em termos de desocupação se reflete no restante do país. E agora, fica a expectativa de comportamento para o segundo trimestre”, afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

O coordenador do IBGE destacou ainda que houve um aumento no país inteiro do trabalho por conta própria, que reuniu 23,8 milhões de brasileiros no 1º trimestre.

“O trabalho por conta própria aumentou em 11 estados, em especial Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. O pequeno empregador, o vendedor de quentinhas que chama alguém para ajudar, é o que cresce. O que mais aumenta é o comércio, o transporte (motorista de aplicativo). Ou seja, a situação só está boa para grupamentos que são aderentes à informalidade”, disse Azeredo.

Já entre os 4,8 milhões de desalentados (pessoas que desistiram de procurar trabalho), 60% estão no Nordeste, com destaque para Bahia (768 mil pessoas) e Maranhão (561 mil).

Em 12 estados e no DF, subutilização é a maior em 7 anos

Veja a taxa de desemprego por unidade da federação:

Amapá: 20,2%

Bahia: 18,3%

Acre: 18%

Maranhão: 16,3%

Pernambuco: 16,1%

Alagoas: 16%

Amazonas: 15,9%

Sergipe: 15,5%

Rio de Janeiro: 15,3%

Roraima: 15%

Distrito Federal: 14,1%

Rio Grande do Norte: 13,8%

São Paulo: 13,5%

Piauí: 12,7%

Tocantins: 12,3%

Espírito Santo: 12,1%

Pará: 11,5%

Ceará: 11,4%

Minas Gerais: 11,2%

Paraíba: 11,1%

Goiás: 10,7%

Mato Grosso do Sul: 9,5%

Mato Grosso: 9,1%

Paraná: 8,9%

Rondônia: 8,9%

Rio Grande do Sul: 8%

Santa Catarina: 7,2%

Com agências via Portal CTB

17 maio 2019

Golpe financeiro contra a Educação e a Previdência

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Por J. Carlos de Assis

A mídia comprada pelo sistema financeiro e o sistema financeiro apadrinhado pelo governo formam a base fundamental do esquema de manipulação da opinião pública na questão da infame reforma da Previdência Social. Essa reforma é o momento atual da apropriação pelos bancos de parte considerável do orçamento público que eles vem abocanhando ao longo do tempo mediante um processo chamado de financeirização da economia. Esta consiste essencialmente na redução de todas as relações econômicas da sociedade a relações financeiras, isto é, a relações que rendem juros.

No caso brasileiro a financeirização acelerou-se paralelamente com a concentração bancária  a partir dos anos 80. O processo começou com a tentativa de acomodação da economia às exigências financeiras da crise da dívida externa a partir de 1982. Ficamos vendidos ao sistema financeiro internacional que ditou os “acordos” de negociação. A forma como a política econômica interna se ajustou à exigências dos bancos foi a adoção do conceito de superávit primário nas contas públicas, através do qual o país se obrigou pagar parte ou a totalidade dos juros anuais da dívida.

Entretanto, esse esquema não funcionou. Recorde-se que a dívida externa havia sido contratada nos anos anteriores a juros máximos de 6 a 7% ao ano em dólar. Com a crise, os juros saltaram para mais de 25%. Eram literalmente impagáveis. Chegamos a 1987 em condições de moratória, que foi efetivamente declarada. Só foi levantada em 1994, com um modesto rebate e a introdução do sistema de securitização. Este nada mais é que a conversão de empréstimos bancários em títulos financeiros como negócio de fundos e bancos no sistema  financeiro internacional. Portanto, financeirização.

Os títulos securitizados protegiam seus compradores, pelo número, de futuras moratórias. Não inteiramente, conforme mostrou a Argentina, tempos depois. De qualquer maneira era uma forma poderosa de financeirização da economia, porque seria difícil de identificar todos os titulares dos papéis numa negociação. Entretanto, a financeirização foi também estendida de forma original aos Estados federados, em 1997. Por exigência do FMI, os Estados que tinham dívidas mobiliárias em seus bancos deveriam privatizá-los. Para fazer isso o governo FHC providenciou um esquema realmente inovador.

As dívidas mobiliárias dos Estados foram consolidadas e transferidas como crédito para os bancos privados, e pagas a estes últimos, como débitos, com títulos públicos pelo Governo federal. Simultaneamente, o Governo federal transformou o montante pago em crédito contra os Estados, aos quais exigiu a assunção proporcional da dívida e seu pagamento a prazo ao próprio Governo federal. Por esse mecanismo, parte considerável dos orçamentos estaduais foram financeirizados. Na essência, essa dívida dos Estados é nula. Está sendo paga duas vezes pelos contribuintes estaduais.

Mas esse sistema não se limitou a relações econômicas de cima para baixo. O lado mais vulnerável da sociedade – aposentados, pensionistas, trabalhadores em geral – foi igualmente submetido a um processo de financeirização. Proventos e salários passaram a ser financiados pelos bancos, num esquema sem qualquer risco, mediante os chamados empréstimos consignados, cujos juros podem representar até 40% de um salário. É o que chamam de bancarização dos pobres, como se isso significasse uma vantagem contra agiotagem. Na realidade, no Brasil, o agiota costuma ser o banco.

A financeirização ocupa o subconsciente coletivo da mídia como algo natural. A justificação do corte de verbas para a Educação e a privatização da Previdência é apresentada como decorrência “natural” da queda do PIB e da receita pública. Não se diz que a queda do PIB e da receita é fruto de uma política econômica depressiva. A solução possível, imediata, é um aumento da dívida pública. Contudo, os banqueiros não gostam disso. O dinheiro iria para aposentados, pensionistas e trabalhadores, à margem  do circuito de financeirização, e, se o BC não impedisse, pressionaria pela redução dos juros.

O  aumento da dívida pública não traz pressão inflacionária com a economia em recessão, como é nosso caso. Mas é uma inutilidade, quando o dinheiro referente a esse aumento é desviado para pagar juros da dívida pública. Esses juros são pagos a ricos e a muito ricos. Enfiar rios de dinheiro neles, como acontece no momento, só gera mais especulação, não empregos. Um governo progressista inverteria essa política. Baixaria os juros, elevaria temporariamente a dívida, aumentaria os gastos e expandiria os investimentos e empregos. Já o governo Guedes quer outra coisa: pelo regime de capitalização quer financeirizar definitivamente a Previdência no Brasil.

Obs. Começou nessa quarta, pela iniciativa de estudantes e professores, o degelo político brasileiro.

Fonte: Portal CTB

O portal de notícias da Globo (G1) destacou a cobertura da greve nacional da Educação e das massivas manifestações de protesto com as quais foram temperadas na histórica quarta-feira, 15 de maio de 2019. Mas procurou omitir uma informação fundamental, a de que o movimento, que teve o ativo apoio das centrais e dos movimentos sociais, foi originalmente convocado em defesa das aposentadorias e contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro, que é particularmente cruel com os educadores e, ainda mais, com as professoras.

Não é preciso muito esforço para deduzir do comportamento dos jornalistas globais que houve uma determinação editorial muito clara neste sentido. Todos os âncoras e comentaristas do G1 sustentam a meia verdade de que as manifestações são exclusivamente contra os cortes no orçamento das universidades federais, que eles por sinal tentam amenizar e justificar, deixando de dizer que o alvo principal é a malfadada reforma. Um ou outro repórter não deixou de observar, ao vivo, que os manifestantes “também protestavam contra a reforma da Previdência”.

A bem da verdade, seria imprescindível informar que a greve foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) em 20 de abril, antes do anúncio do bloqueio de verbas (em 30/4) que está estrangulando as universidades e comprometendo inúmeros programas científicos e sociais. A profunda indignação da categoria com a reforma da dupla Bolsonaro/Guedes, ansiada pelos banqueiros e rentistas, foi o grande motivo da mobilização, que progressivamente foi ganhando a adesão e o reforço de outras entidades da categoria, bem como dos estudantes, das centrais sindicais e movimentos sociais. Os cortes no orçamento da Educação contribuíram fortemente para ampliar o movimento.

O jornalismo praticado pela Globo está longe de ter a objetividade e isenção que seus patrocinadores, sob o tacão da família Marinho, aparentam. O que ali se faz, com mais notoriedade em conjunturas de radicalização da luta de classes, é guerra ideológica e seus jornalistas têm que forçosamente aderir aos conceitos e opiniões da patroa. Quando ousam sair da linha, são calados e colocados sob censura, como ocorreu com Chico Pinheiro. É o que os críticos chamam de pensamento único.

Este pensamento único transparece nas notícias sobre a Previdência. Aqui não há espaço para o contraditório, a reforma é o remédio miraculoso para todos os males do Brasil e ponto final, sem ela não teremos mais emprego, nem crescimento, nem serviços públicos. É este o cantochão entoado em uníssono por todos os profissionais da empresa, mesmo os que serão prejudicados pelas mudanças propostas por Guedes e Bolsonaro não devem pensar diferente e se, por acaso, pensarem não devem expressar opinião.

Daí para a manipulação de fatos e notícias é menos que um passo. Há poucos dias, o jornal O globo fez uma leitura enviezada dos resultados de uma pesquisa para “informar” que “seis em cada dez brasileiros concordam com a reforma”, um Fake News, que uma análise mais detida do levantamento logo desmascara. Em relação à reforma da Previdência, a guerra ideológica tornou-se notória e nesta quarta-feira (15) se sobrepôs ao jornalismo.

Queira ou não a mídia da família Marinho, que apoiou os golpes de 1964 e 2016 contra a classe trabalhadora, a greve nacional da Educação foi um grande “esquenta” para a greve geral convocada pelas centrais sindicais, com apoio dos movimentos sociais, para 14 de junho, que também tende a superar as expectativas e pode ser a maior e mais ampla greve da história do movimento operário brasileiro.

Fonte: Portal CTB

16 maio 2019

MPT reforça a defesa do movimento sindical

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A importância das ações e práticas dos sindicatos em defesa dos trabalhadores e que resultam em conquistas de direitos é o foco da campanhaMaio Lilás: Conheça quem te representa, lançada pelo Ministério Público do Trabalho. O MPT incentiva à conscientização do valor da atuação sindical.

Os dados mostram que a luta dos sindicatos dão resultado. Foram registradas, entre 2012 e 2017, mais de 53 mil convenções coletivas de trabalho, que resultam em conquistas relativas à remuneração, contratação, condições e relações de trabalho, saúde e segurança do trabalhador e jornada de trabalho.

Este ano, a campanha está focada nas boas práticas sindicais e nas conquistas dos trabalhadores, como o direito ao aviso prévio, ao 13º salário, à irredutibilidade salarial. A mobilização dos sindicatos é em favor de toda a categoria, seja o trabalhador sindicalizado ou não. 

Em 2018, o Cadastro Nacional de Entidades Sindicais registrou que o Brasil possuía 11.578 sindicatos, 424 federações e 36 confederações de trabalhadores. Em termos de representação, a quantidade abrange aproximadamente 46 milhões de trabalhadores. 

16 maio 2019

Governo anuncia fim das normas de segurança do trabalho

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Mais uma vez, o presidente Bolsonaro anuncia um pacote de medidas que beneficia apenas os empresários. Por meio das redes sociais, o que mostra o desprezo à nação, disse que até junho vai entregar o projeto que acaba com 90% das NRs (Normas Regulamentadoras) de saúde e segurança do trabalho. Quer dizer, vai abrir caminho para que ocorram mais acidentes.

O Brasil já tem dados assustadores. A cada 49 segundos, é registrado um acidente de trabalho no país. Por ano, são cerca de 700 mil. Desses, 3 mil terminam em mortes e 13 mil ficam com invalidez permanente. 

Entre 2012 e 2018, foram mais de 4,6 milhões de acidentes. O número de óbitos chega a 16.455, segundo dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho. Mas, ao invés de criar políticas que pressionem as empresas a investirem em segurança do trabalho, o presidente quer afrouxar ainda mais.

Bolsonaro diz que “há custos absurdos [para as empresas] em função de uma normatização absolutamente bizantina, anacrônica e hostil”. Nada de explicação baseada em estudo.

As Normas Regulamentadoras foram criadas em 1978, justamente por conta do alto registro de acidentes de trabalho no país. Após pressão das centrais sindicais, que buscavam alternativas para reduzir o número, o governo instituiu em 1996 a CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente). 

Fonte: O Bancário

16 maio 2019

Crise prejudica os jovens de forma estrutural

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Os jovens conseguem emprego formal cada vez mais tarde. O emprego de carteira assinada vira luxo e as dificuldades só aumentam. Em média, o trabalho chega apenas aos 28,6 anos, de acordo a consultoria iDados a partir das informações da Rais (Relação Anual de Informações Sociais). 

De 2006 a 2014, a idade média para entrar no mercado formal girava em torno de 25 anos. No fim de 2018, a taxa de desemprego do grupo na faixa etária entre 18 e 24 anos era de 25,2%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No Brasil a taxa foi de 11,6%. 

O jovem brasileiro é penalizado pela crise econômica, agravada em 2015, quando milhões de funcionários experientes e qualificados ficaram desempregados. A competição tornou-se desleal, visto que agora aqueles com até 24 anos, ainda inexperientes, concorrem com profissionais que aceitam salários mais baixos para se recolocar no mercado. 

De fato, uma questão estrutural que, inclusive, dificultará no futuro uma possível aposentadoria, já que começarão a contribuir de forma tardia. 

Fonte: O Bancário

16 maio 2019

Um dia histórico para a Educação e o povo brasileiro

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A greve nacional da Educação contra a reforma da Previdência e os cortes no orçamento das universidades anunciados pelo governo Bolsonaro, temperada por manifestações em todos os estados da federação e no DF, confirmou as mais otimistas expectativas dos seus organizadores e faz desta quarta-feira, 15 de maio, um dia histórico para o povo brasileiro. Ocorreram manifestações em pelo menos 116 cidades, segundo levantamento do G1.

A manhã nasceu agitada pelos atos contra o governo da extrema direita, convocados pelas entidades representativas dos professores, estudantes, centrais sindicais e movimentos sociais mobilizados pela Frente Brasil Popular e Frente Brasil Sem Medo. Em Belo Horizonte (MG) uma multidão estimada em 200 mil pessoas marchou até a Praça Raul Soares, palco da manifestação política em defesa das aposentadorias e das universidades.

Em Brasília, foram 50 mil. No Pará, milhares se reuniram no protesto realizado em Belém. Outras cidades do estado também foram animadas pela mobilização. Em São Paulo, secundaristas de escolas particulares iniciaram uma passeata às 6 horas, saindo de Higianólolis e percorrendo o centro da cidade até a Avenida Paulista para engrossar a grande manifestação convocada para a tarde (a partir das 14 horas) no vão do Masp.

Em Campinas (SP) cerca de 5 mil pessoas participavam da manifestação por volta das 11 horas. O ato em Ribeirão Preto (SP) também reuniu milhares. Em Salvador (BA) pelo menos 20 mil pessoas participaram da passeata que saiu da Casa do Campo Grande até a Praça Castro Alves. Em Fortaleza (CE) os protestos começaram às 5 horas com uma caminhada até a reitoria da Universidade Federal do Ceará.

Veja abaixo um balanço provisório publicado com base em informações das agências:

São Paulo

Na capital paulista, estudantes e professores da Universidade de São Paulo (USP) — que é estadual, mas foi afetada pela suspensão de bolsas de pós-graduação — fecharam uma das entradas da instituição, na Zona Oeste da cidade. Eles seguravam cartazes que criticavam, além dos bloqueios na educação, a reforma da Previdência.

Estudantes secundaristas também faziam manifestação, pouco depois das 7h, pelas ruas de Higienópolis, bairro nobre da região central de São Paulo.

Em Campinas, no interior do estado, a avenida que dá acesso aos câmpus da Unicamp e da PUC-Campinas foi bloqueada no início da manhã estudantes que levaram faixas e cartazes e sentaram no chão. Em seguida, manifestantes encheram o Largo do Rosário. Em Sorocaba, também no interior, ao menos uma escola e uma faculdade ficaram sem aula.

Em Santos, no litoral, petroleiros também se juntaram ao movimento, que também incluiu a defesa das refinarias e o protesto contra a privatização e a reforma da Previdência. Em Bauru, estudantes e professores protestaram em ato em frente à Câmara Municipal. Estudantes e servidores de Boituva também participaram de ação na Praça da Matriz.

Também no interior, estudantes da USP e da Unesp fizeram atos em Ribeirão Preto e em Jaboticabal.

O maior ato do estado, e talvez do país, deve ocorrer à tarde, a partir das 14 horas, no vão do Masp, Avenida Paulista, com concentração e caminhada até a Assembleia Legislativa.

Rio de Janeiro

No Rio, universidades e escolas suspenderam as atividades para protestar. No início da manhã, não havia movimentação em escolas tradicionais como o Colégio Pedro II. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro estão entre as que confirmaram paralisação.

Bahia

Na Bahia, escolas públicas e particulares de Salvador amanheceram sem aula. A suspensão das atividades ocorre somente nesta quarta, como parte da ação nacional contra os bloqueios na educação e contra a reforma da Previdência. Estudantes e professores fizeram protesto no Centro da cidade. Segundo organizadores, eram 50 mil pessoas. A PM não divulgou estimativa de público até a última atualização desta reportagem.

Ceará

Em Fortaleza, um grupo de estudantes de instituições federais do Ceará bloqueou a Avenida da Universidade, no Bairro Benfica. O ato começou por volta das 5h, e participantes seguravam faixas e cartazes com mensagens como “Não fechem nossa universidade”. Por volta de 7h20, os estudantes desbloquearam a via e seguiram para outro protesto no Centro de Fortaleza.

Minas Gerais

Em Belo Horizonte, estudantes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet) começaram a se concentrar às 7h para uma manifestação na Avenida Amazonas, no bairro Nova Suíça. Eles carregavam faixas com dizeres como “Luto pela educação” e “A aula hoje é na rua”.

Em Viçosa, milhares enfrentaram as chuvas para participar do ato contra a reforma da Previdência e em defesa da Educação realizado pela manhã.

Sergipe

Em Aracaju, os manifestantes bloquearam um dos acessos ao campus da Universidade Federal de Sergipe. Estudantes também se concentraram na porta do Instituto Federal de Sergipe (IFS).

Tocantins

Em Palmas, estudantes fecharam o portão de entrada da Universidade Federal do Tocantins e da Universidade Estadual do Tocantins. Com cartazes e latas, os manifestantes faziam barulho e gritam palavras de ordem pedindo mais atenção para educação.

Pernambuco

Em Pernambuco, houve paralisação de professores de universidades federais. Na Zona Oeste do Recife, professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) fizeram atendimento à população gratuitamente, como formar de conscientizar sobre a importância do serviço prestado. Em Caruaru, no Agreste pernambucano, e em Serra Talhada, no Sertão, manifestantes também foram às ruas.

Distrito Federal

No DF, escolas da rede pública de ensino suspenderam as aulas nesta manhã. Na Esplanada dos Ministérios, manifestantes se reuniram em frente à Biblioteca Nacional e seguiram pela via em direção à Praça dos Três Poderes. Por volta de 11h20, os organizadores falavam em 50 mil pessoas.

Paraíba

Na Paraíba, instituições públicas de ensino básico, fundamental, médio e superior suspenderam as atividades. Além da capital, João Pessoa, cidades como Campina Grande, Sousa e Areia tiveram protestos.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, escolas e universidades paralisaram. Só na região de Santa Maria, foram pelo menos 50 escolas municipais e estaduais que amanheceram sem aulas. Estudantes da Universidade Federal de Santa Maria bloquearam uma via da cidade. A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (Fetag/RS) promoveu uma manifestação com apoio dos estudantes, professores, trabalhadores urbanos, CTB e Fecosul. Todos juntos contra a reforma da previdência de Bolsonaro.

Maranhão

Em São Luís, manifestantes bloquearam a Avenida dos Portugueses. A presidente da Associação dos Professores da Ufma, Sirliane Paiva, afirmou que o corte invibializa o progresso do ensino público.

Alagoas

Em Maceió, integrantes de entidades sindicais, professores, funcionários e alunos do ensino público federal, estadual e municipal realizaram protesto nesta manhã no bairro do Farol.

Rio Grande do Norte

Escolas estaduais do Rio Grande do Norte suspenderam as aulas como forma de adesão ao protesto nacional.

Piauí

Em Teresina, estudantes universitários e secundaristas ocuparam a Praça Rio Branco, no Centro, e seguiram até o prédio da prefeitura.

Goiás

Em Goiás, escolas e universidades suspenderam as aulas por conta dos atos. Além da capital, Goiânia, cidades como Jataí e Catalão também tiveram protestos.

Paraná

Em Curitiba, manifestantes se reuniram em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na praça Santos Andrade.

Santa Catarina

Em Santa Catarina, houve manifestações de professores e estudantes em cidades como Florianópolis e Itajaí.

Amazonas

Em Manaus, servidores e alunos da Universidade Federal do Amazonas fizeram ato na Avenida Rodrigo Otávio, Zona Sul da cidade. Duas faixas da via foram bloqueadas pelos manifestantes.

Acre

Em Rio Branco, funcionários e estudantes da Universidade Federal do Acre fizeram um café da manhã na rua e fecharam o principal acesso à instituição.

Mato Grosso do Sul

Escolas municipais e estaduais, além de instituições federais em Mato Grosso do Sul aderiram à greve de um dia contra os bloqueios na educação.

Roraima

Em Boa Vista, professores, técnicos e estudantes da Universidade Federal de Roraima (UFRR), fecharam os portões da instituição. Além da UFRR, participam do ato o Instituto Federal de Roraima (IFRR) e parte da Universidade Estadual (UERR). O Colégio de Aplicação da UFRR e a Escola Agrotécnica também paralisaram.

Pará

No Pará, as universidades federais paralisaram as atividades. As centrais sindicais organizaram um ato para unificar as diversas categorias da educação e aliados contra o bloqueio de recursos para o setor. Também houve atos em cidades como Marabá e Santarém.

Mato Grosso

Instituições federais, estaduais e municipais de educação em Mato Grosso também aderiram à mobilização nacional.

Espírito Santo

Em Vitória, estudantes e professores da rede estadual de ensino seguiram em protesto da Praça do Papa em direção à Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

Rondônia

Estudantes e professores do Instituto Federal de Rondônia (Ifro) fizeram um manifesto no campus do Ifro de Guajará-Mirim (RO), na fronteira com a Bolívia. Os alunos e servidores se reuniram no Ifro e logo depois caminharam até a rotatória principal da cidade.

Amapá

Estudantes, professores e servidores protestaram no campus Macapá da Universidade Federal do Amapá (Unifap). Com faixas, cartazes e caixas de som, o grupo fechou a entrada da universidade, localizada na Zona Sul da capital.

Fonte: Portal CTB