A Caixa Econômica não tem, no momento, a intenção de contratar trabalhadores terceirizados para executar as atividades-fim do banco, disse o presidente da instituição financeira, Gilberto Occhi. De acordo com ele, a mudança no regulamento interno da Caixa que abre brecha para esse tipo de contratação representou apenas uma adequação à nova legislação trabalhista.

“Essa mudança na regulamentação foi muito mais para adequar a legislação aprovada às regras da Caixa. Não significa dizer que temos intenção.

Momentaneamente, não há intenção da Caixa de fazer nenhuma contratação terceirizada para algum tipo de posto de trabalho dentro do banco”, declarou Occhi após participar da cerimônia de assinatura da distribuição de parte dos lucros do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço aos trabalhadores.

Segundo Occhi, o banco apenas cumpriu uma obrigação legal ao mudar o regulamento interno. “Foi muito mais uma adequação à legislação. Isso é uma obrigação legal, normativa que a Caixa deveria adotar”, declarou.

Na semana passada, a Caixa alterou o regulamento interno para criar a figura do bancário temporário, que poderia executar tanto atividades-meio (administrativas) como atividades-fim (serviços bancários) e ser contratado sem concurso público.

Segundo o documento, essa categoria teria atribuições equivalentes às do cargo de técnico bancário, previstas em contrato firmado com empresa especializada na prestação de serviços temporários.

Fonte: Agência Brasil via Feebbase

A previsão de que o salário mínimo passasse para R$ 979 foi cortada em R$ 10 para cada trabalhador brasileiro, passando a previsão para R$ 969, em 2018. Com isso, Temer pretende assegurar cerca de R$ 3 bilhões aos cofres do governo.

“Temer deixa claro que seu alvo é a classe trabalhadora, que é penalizada com os custos dos rombos das contas públicas. Agora, o governo que perdoa a dívida de latifundiários com a Previdência, que não faz qualquer movimento para taxar as grandes fortunas, corta R$ 10 do minguado salário de 45 milhões de aposentados e trabalhadores que vivem de salário mínimo”, protestou o presidente da CTB, Adilson Araújo.

Além do corte no salário mínimo, o governo anunciou ontem (15) uma série de medidas para aumentar a arrecadação. Entre elas, o congelamento do salário dos servidores e a criação de teto salarial no serviço público. Nenhuma delas, no entanto, afeta as grandes fortunas.

Ao aumentar o salário mínimo menos do que estava estimando anteriormente, portanto, aposentados e beneficiários de seguro-desemprego, abono salarial, BPC e Loas também receberão menos, já que os benefícios previdenciários seguem o valor do salário mínimo.

Números oficiais mostram que, atualmente, 66% dos aposentados recebem somente um salário mínimo.

Dieese
De acordo com o Departamenteo Interssindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo “necessário” para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência deveria ser de R$ R$ 3.810,36 em julho deste ano. O valor atual é de R$ 937.

Fonte: De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB via Feebbase

No Brasil, o percentual de pessoas pobres cresceu 22% em 2015, de acordo com um estudo publicado na segunda-feira (14/8) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e Fundação João Pinheiro. Em 2014, o percentual de pobres era de 8,1% (menor percentual histórico), saltando para 9,96% no ano seguinte.

Os dados trazidos pelas PNADs (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) mostram que houve redução na renda per capita da população brasileira e ingresso de 4,1 milhões de pessoas na pobreza, sendo que deste total 1,4 milhão de pessoas entraram na extrema pobreza.

Segundo a metodologia, são consideradas pessoas pobres aquelas que têm renda per capita domiciliar inferior a 1/4 de um salário mínimo. Ressalta que a referência usada pela pesquisa é o salário mínimo vigente em 2010 (ano último do Censo), de R$ 510.

Ainda segundo o levantamento, a renda per capita caiu — de forma inédita na década — de R$ 803,36 para R$ 746,84, respectivamente.
Já o percentual de extremamente pobres (com renda per capita domiciliar de até 70 reais) subiu de 3,01% para 3,63%. O aumento, porém, não foi o primeiro da década –já havia ocorrido em 2013.

Os dados revelam uma mudança de curva inédita desde o ano 2010. Segundo a pesquisa, foi a primeira vez na década que houve um aumento do número de pobres no Brasil. Entre 2000 e 2010, o percentual de pobres havia caído de 27,9% para 15,2%. Entre 2011 e 2014, houve queda também, ano a ano.

Fonte: Feebbase

18 ago 2017

26,3 milhões de brasileiros estão sem emprego

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A maior demonstração de que o impeachment contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff foi um golpe contra o povo e a economia é o número de desempregados no país. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (17/8) pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), o país encerrou o segundo trimestre do ano com 26,3 milhões de trabalhadores desempregados.

Os desempregados brasileiros equivalem ao número de habitantes de Angola, que é 24,3 milhões, e é superior a população do Chile (18 milhões), Bolívia (11,4 milhões), Cuba (11,2 milhões) e Portugal (10,3 milhões).

A taxa, que é de 23,8%, leva em consideração a subutilização da força de trabalho e agrega os trabalhadores desempregados, aqueles que estão subocupados (por poucas horas trabalhadas) e os que fazem parte da força de trabalho potencial (não estão procurando emprego).

Segundo o IBGE, a taxa teve uma queda de apenas 0,3% em relação ao trimestre anterior. Em julho foram divulgados os resultado da Pnad Contínua que mostraram uma taxa de desemprego de 13%.

Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese, lembrou que a taxa de desocupação ficou em 13,7% no primeiro trimestre deste ano, e em 13% no segundo, sendo a primeira queda estatisticamente significativa desde 2014.

“O travamento da economia torna a situação de desemprego duradoura”, frisou Clemente, destacando que o tempo médio de procura por trabalho do brasileiro é de 60 semanas na Região Metropolitana de Salvador, 43 semanas na Região Metropolitana de São Paulo e 37 semanas na Região Metropolitana de Porto Alegre.

De acordo com a pesquisa do IBGE, quando é feita a análise dos dados por região, verifica-se que o Nordeste foi a região que o numero de desempregados aumentou. Pernambuco (18,8%) e Alagoas (17,8%) registraram as maiores taxas de desocupação no 2º trimestre 2017 frente ao trimestre anterior.

“Em resumo, o desemprego estaciona, mas em elevados patamares, deixando como resultado o desalento diante de extenso e tortuoso tempo de procura para encontrar vagas precárias no setor informal (autônomos e assalariados sem carteira)”, explica o economista.

Segundo ele, o ritmo de fechamento de postos de trabalho diminuiu no primeiro semestre de 2017, com a economia no fundo do poço, após uma queda de mais de 9% do PIB per capita e mais de 14 milhões de desempregados, segundo o IBGE”, destacou Clemente.

Domésticos

Ainda de acordo com a pesquisa, a população ocupada no 2º trimestre de 2017, estimada em 90,2 milhões de pessoas, possuía 68,0% de empregados (incluindo domésticos), 4,6% de empregadores, 24,9% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,4% de trabalhadores familiares auxiliares.

Nas regiões Norte (31,8%) e Nordeste (29,8%), onde se registrou o maior índice de desempregados, o percentual de trabalhadores por conta própria era superior ao das demais regiões.

No 2º trimestre, 75,8% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada. Novamente, as regiões Nordeste (60,8%) e Norte (59,0%) tinham as menores índices.

Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 30,6% deles tinham carteira de trabalho assinada. No mesmo trimestre de 2016, essa proporção havia sido de 33,2%.

Efeito reforma trabalhista

Como efeito direto da reforma trabalhista, que entra em vigor em novembro, o mercado de trabalho já debilitado pela recessão econômica, será impactado pelas novas regras de contratação que precarizam o trabalho e reduzem direitos e devem elevar o número de subempregados.

“Os trabalhadores serão ainda mais pressionados pelo desemprego e, desesperados, submetidos “à livre escolha” de aceitar os novos postos de trabalho precários, abrindo “livremente” mão dos direitos”, salienta Clemente.

Fonte: Portal Vermelho via Feebbase

18 ago 2017

Bancos cortam 10.680 vagas no semestre

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Mais um semestre de cortes nos bancos. Diferentemente do lucro, que a cada semestre eleva, entre janeiro e junho foi mais de R$ 31,7 bilhões, o número de postos de trabalho tem caído consideravelmente. No período, foram eliminadas 10.680 vagas, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil fecharam 5.857 empregos. Já a Caixa, sozinha, extinguiu 4.543 vagas, consequência do PDVE. O Plano de Desligamento Voluntário Extraordinário é parte do processo de reestruturação que, na verdade, nada mais é do que o desmonte das empresas para privatização.

Sobre o perfil dos desligados, os dados revelam que os trabalhadores entre 50 e 64 anos foram o principais alvos e representaram 7.903 do total de dispensas. Com mais tempo dedicado ao trabalho e maiores salários, os bancários se sentem praticamente obrigados a deixarem as empresas. Quando ocorre a reposição, entram funcionários com salários bem menores.

Com a nova legislação trabalhista e liberação da terceirização, a tendência, em todas as categorias de trabalhadores, é de um cenário ruim nos próximos anos. O contexto exige unidade e apoio nas entidades representativas, para evitar perdas.

Desigualdade

A desigualdade de gênero se perpetua nos bancos. Segundo o Caged, as 11.963 mulheres que foram desligadas no primeiro semestre ganhavam, em média, R$ 6.449,22. O valor corresponde a apenas 78,4% do que receberam os 11.757 homens desligados no mesmo período. Diferença injustificável de mais de 20% (21,6%).

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reforma trabalhista libera demissoes.html

Fonte: O Bancário

18 ago 2017

Crise para os bancos? Que nada. Só lucro

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Enquanto o brasileiro perde direitos fundamentais com o governo Temer, um grupo tem ganhado muito: os bancos. Em meio à crise, que tem consequências ruins em quase todos os setores da economia, as organizações financeiras têm as ações valorizadas na Bolsa.

Segundo a Economatica, entre os quatro maiores bancos em atividade no país (Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil), apenas o Santander perdeu valor. As ações passaram de R$ 110,34 bilhões para R$ 99,95 bilhões entre janeiro e agosto deste ano.

Já o Itaú tem o melhor desempenho entre os quatro. As ações acumularam ganhos de 17,96%, com valor de mercado estimado em R$ 237,15 bilhões no período. É sempre bom lembrar que o banco é controlado pela família Setubal, uma das mais ferrenhas defensoras do governo Temer e das reformas que retiram direitos dos brasileiros.

Os dados mostram ainda que as ações do Bradesco passaram de R$ 160,12 bilhões para R$ 188,60 bilhões, alta de 16,17%. Já o Banco do Brasil apresentou um crescimento de 11,48%, com valor de mercado em R$ 86,110 bilhões.

Fonte: O Bancário

18 ago 2017

Michel Temer segue na caça aos doentes

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O presidente Michel Temer não deixa ninguém em paz. Nem os doentes. Agora, o governo ampliou para 21 de agosto o prazo para que os afastados por auxílio-doença convocados na lista possam agendar nova perícia junto ao INSS. Tudo para aumentar os cortes dos benefícios dos trabalhadores.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, até 14 de julho, 199.981 perícias haviam sido feitas e 180.268 auxílios cessados. E continua. O objetivo do governo é revisar mais 530 mil benefícios e um milhão de aposentadorias por invalidez.

É bom lembrar também que a categoria bancária possui um dos maiores índices de afastamento. Só de 2012 a 2016, foram 20.414 afastados por acidentes de trabalho de acordo com o Ministério Público do Trabalho.

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itau dificulta acesso perecia do inss.html
inss veta entrega de perecia ao trabalhador.html

Fonte: O Bancário

18 ago 2017

Temer na 18ª Conferência do Santander

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A aliança entre o governo Temer e o sistema financeiro está mais forte do que nunca. Não bastassem o pagamento da rolagem dos juros das dívidas pública e o perdão de R$ 1,3 bilhão nas dívidas de bancos como o Santander (R$ 80 milhões perdoados), o presidente fez questão de comparecer à 18ª Conferência Anual do banco.

Michel Temer foi muito elogiado pelo presidente do Santander. Sérgio Rial agradeceu o “empenho de Temer em aprovações como o teto de gastos, a terceirização e a reforma trabalhista”. A declaração mostra quem realmente se beneficia com as medidas do governo.

Leia mais em:
temer ignora as dividas dos bancos.html
santander corta 2281 postos de trabalho.html

Fonte: O Bancário

18 ago 2017

Uma luz no fim do túnel para trabalhadores

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Apesar da maioria dos parlamentares ser da base aliada do governo Temer e ter compromisso com as grandes empresas, existem deputados e senadores no Congresso Nacional que lutam em favor dos direitos dos brasileiros. Além da pressão pela MP prometida por Temer em razão dos inúmeros equívocos da reforma trabalhista, outros projetos estão em tramitação contra a precarização do trabalho no país.

Na Câmara Federal, os PLs 8.112/17, 8.181/17 e 8.182/17 pedem, respectivamente, mudanças estruturais no texto da reforma afim de reestabelecer direitos, revogação por inteiro da lei da reforma trabalhista e o retorno da possibilidade de terceirização apenas nas atividades meio.

Já no Senado, o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) destaca seis propostas pela revogação da reforma trabalhista (PLS 233/17), contra a terceirização (PLS 249/17), pela revogação do termo de quitação anual das obrigações trabalhistas (PLS 251/17), do negociado sobre o legislado (PLS 252/17), do trabalho intermitente (PLS 253/17) e do trabalho da gestante em locais insalubres (PLS 254/17). Os projetos ainda serão avaliados por diversas comissões na casa revisora.

Fonte: O Bancário

18 ago 2017

Com Temer, desemprego explode na Bahia

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A política neoliberal do governo Temer eleva o desemprego para números alarmantes. A Bahia também sofre. O Estado ocupa a terceira posição, com 1,3 milhão de pessoas sem ocupação, no segundo trimestre deste ano. Pernambuco e Alagoas estão nos primeiros lugares. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No âmbito nacional, a taxa de desemprego ficou em 1,3%. Em comparação ao segundo trimestre de 2016 (11,3%), a taxa aumentou 1,7%.

O Nordeste é prejudicado com a política de Temer, com redução de investimentos e cortes em programas sociais a exemplo do Bolsa Família. Diante do cenário, o trabalhador precisa se unir para barrar a redução de direitos

Fonte: O Bancário