21 ago 2017

Bancários vão às ruas pela Caixa 100% Pública

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A partir da próxima quarta-feira (23/8), os trabalhadores da Caixa Econômica Federal de todo o país vão realizar diversos atos em defesa do banco 100% público e por melhores condições de trabalho.

O objetivo destas manifestações é alertar a população sobre o processo de desmonte da empresa. Durante uma negociação ocorrida na última terça-feira (15/8), representantes do banco anunciaram que 100 agências estão sendo reavaliadas e poderão ser fechadas ou fundidas com outras unidade, dependendo do seu desempenho, principalmente o financeiro.

“Nos posicionamos contrários ao fechamento de unidades e reforçamos que a Caixa é um banco que deve manter sua presença em todo o país, que isso faz parte de sua função social. Vamos alertar os brasileiros de que o banco público, responsável por cerca de 70% do crédito imobiliário e por programas sociais fundamentais para o país, está sendo desmontado por este governo”, destaca Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).

A ampliação das ações em defesa da Caixa, envolvendo os mais diversos segmentos sociais como prefeituras, câmaras de vereadores, associações de bairro, dentre outros, foi uma das deliberações do 33º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), realizado em São Paulo, 29 de junho a 2 de julho deste ano.

Conforme orientação da CEE, os atos deverão ser realizados todas quartas-feiras – a partir do dia 23 de agosto- até a próxima negociação para pressionar a Caixa a rever medidas que precarizam as condições de trabalho e o atendimento à população, como fechamento de agências, reestruturação, verticalização e a ampliação do programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP).

Fonte: Feebbase

21 ago 2017

Governo tenta retomar reforma da Previdência

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Mas os planos no governo devem esbarrar em um Congresso cada vez mais focado na reforma política, que precisa ser aprovada até o início de outubro e mexe diretamente com os interesses dos parlamentares

O governo pretende intensificar nesta semana as negociações com os parlamentares para retomar a votação da reforma da Previdência. A intenção é dar sinais positivos ao mercado e aos investidores, depois de a equipe econômica ter precisado anunciar uma ampliação na previsão de rombo nas contas neste e nos próximos três anos.

Mas os planos no governo devem esbarrar em um Congresso cada vez mais focado na reforma política, que precisa ser aprovada até o início de outubro e mexe diretamente com os interesses dos parlamentares.

“A reforma da Previdência está parada. Não adianta ficar mexendo nisso agora, porque a gente não está com essa pauta. Tem reforma política, meta fiscal na frente. Não dá para discutir isso agora”, afirmou Beto Mansur (PRB-SP), um dos vice-líderes do governo na Câmara e um dos responsáveis por contabilizar votos que o governo tem para aprovar a matéria.

As articulações pela reforma da Previdência ficaram completamente paralisadas após o estouro da crise política com as delações dos executivos da JBS, que implicaram o presidente Michel Temer. Com a rejeição da denúncia contra Temer pela Câmara dos Deputados, a intenção do governo é retomar as conversas pela aprovação das mudanças nas regras de aposentadoria e pensões no Brasil, que atacam o principal gasto no Orçamento do País.

Mas o governo está longe de ter os 308 votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma. Pelas contas de Mansur, o governo só tem hoje 220 votos a favor do texto aprovado na comissão especial. Esse número é até menor do que os cerca de 250 que eram contabilizados antes do episódio JBS.

Política
Integrantes do governo reconhecem nos bastidores que a reforma política e a mudança nas metas fiscais para 2017 e 2018 dominaram as discussões nos últimos dias e acabaram atrapalhando as conversas, mas o objetivo é tentar reverter esse jogo. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, os principais defensores da reforma dentro do governo já se reuniram com parlamentares do PMDB, do PSDB e do DEM e deputados de partidos menores para buscar apoio.

A avaliação do governo é de que, embora a reforma política e a discussão sobre a meta tenham atrasado a retomada da Previdência, a estratégia a ser mantida é a mesma. A percepção da área econômica é que há um clima mais favorável à votação. O engajamento do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como uma espécie de porta-voz pela aprovação da reforma da Previdência, é um fator positivo nesse trabalho.

Fonte: Correio Braziliense via Feebbase

21 ago 2017

Demissão por whatsapp gera indenização

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

O gaúcho Vitor Koehler estava de férias no Rio de Janeiro em fevereiro do ano passado quando recebeu no whatsapp uma mensagem que o informava da sua demissão. Sua reação, primeiro de espanto, logo se transformou em raiva pela indelicadeza do gesto. Em um trecho da mensagem, lia-se: “Ele [o chefe] pediu teu afastamento porque não fechou com o teu estilo, e que teu foco é somente ganhar dinheiro”.

O recado foi repassado por uma amiga de Vitor que trabalhava na mesma academia em Porto Alegre. “Meu ex-chefe não teve nem a coragem de esperar eu retornar e falar diretamente comigo”, reclama.

Com o uso cada vez mais intenso das redes sociais também no ambiente de trabalho, histórias de rescisão contratual pelas redes sociais têm se repetido pelo País. A demissão, sem justa causa, por aplicativos tem rendido dor de cabeça para as empresas, que em muitos casos têm sido condenadas ao pagamento de indenização por danos morais.

Foi o caso de Vitor. Ele acionou seu advogado e decidiu entrar com um processo contra a academia por danos à sua imagem, e, após um ano de disputa jurídica, venceu a ação. Ele não quis informar à reportagem o valor da multa que receberá.

Cuidado redobrado. Para Arthur Mendes Lobo, sócio do Wambier Advogados e Professor de Direito do Trabalho da UFPR, as novas formas tecnológicas de comunicação digital exigem um cuidado redobrado dos empresários, departamentos de RH e empregadores de modo geral. Se a presença física for impossível e o comunicado por meio digital for a única forma viável, deve-se evitar a exposição da situação a terceiros, orienta.

“A informalidade na demissão por WhatsApp e outros aplicativos de comunicação rápida pode ser interpretada como um desrespeito à dignidade humana do trabalhador. Para diminuir o risco de condenações por dano moral e, consequentemente, o custo com indenizações, é recomendável uma conversa pessoal, tranquila e reservada no momento da demissão”, orienta Arthur.

Em Brasília, a instrumentadora cirúrgica Rosângela Sousa recebeu o aviso de demissão em um grupo de Whatsapp com outros funcionários do hospital. Ela entrou com um processo contra a empresa pela situação considerada “vexatória” pela qual passou diante dos seus colegas. A juíza Maria Socorro de Souza Lobo, da 19ª Vara do Trabalho do Distrito Federal, condenou o hospital ao pagamento de R$ 10 mil de indenização por danos morais à imagem de Rosângela.

Mas os Tribunais Regionais do Trabalho, responsáveis pelo julgamento desse tipo de ação, ainda não têm um entendimento único sobre o tema. Também em Porto Alegre, um juiz indeferiu um outro pedido de dano moral em virtude da demissão pelo WhatsApp. Para ele, esse tipo de demissão é mero dissabor, pois faz parte da normalidade do nosso dia a dia.

A especialista em Direito Digital da Peixoto & Cury, Poliana Banqueri, explica que não existe uma regulamentação específica para um determinado tipo de tratamento no ambiente virtual. Segundo ela, os princípios de relacionamento devem ser os mesmos que regem as relações de trabalho, como proteção à dignidade da pessoa humana, proteção à privacidade e legitimidade, e direito à indenização em caso de assédio moral. Este último item, contudo, tem um valor subjetivo.

“A indenização no caso de demissão via redes sociais acontece pela análise do conteúdo do que foi dito. É preciso avaliar se o empregador foi agressivo no tom das palavras, e medir a abrangência do dano causado à imagem daquela pessoa”, afirma Poliana.

Fonte: Estadão via Feebbase

A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso do HSBC contra decisão que afastou a justa causa aplicada a uma bancária por abandono de emprego. A Turma ressaltou que a dispensa ocorreu três dias após a concessão do auxílio-doença pela Previdência Social.

A bancária, que contava com 20 anos de empresa, foi dispensada em 30/7/2009 por ter faltado 30 dias ao trabalho. Contudo, ela sustentou que, no dia 1º/7, entregou ao banco um laudo que a diagnosticava com LER-DORT e afirmava que o tempo médio de tratamento era de 90 dias, durante o qual não teria condições de trabalhar. Um primeiro pedido de licença pelo INSS foi negado, e o benefício só foi concedido em 27/7. No início de agosto, recebeu telegrama comunicando a dispensa por justa causa a partir de 30/7.

O banco, em sua defesa, sustentou que a bancária justificou a ausência por motivo de doença de 25/6 a 8/7, mas que, após 15 dias de licença médica, qualquer afastamento por doença fica a encargo do INSS – e, ao ser demitida, ela não gozava de qualquer benefício previdenciário. Segundo a contestação, ela não compareceu ao trabalho para justificar sua ausência “por não querer”, já que não há nos documentos apresentados por ela “nenhuma restrição de locomoção, o que corrobora a tese de que não teve a menor intenção de retornar ao emprego”.

O juízo de primeiro grau reverteu a justa causa e anulou a dispensa, determinando a reintegração da trabalhadora e o restabelecimento do seu plano de saúde. A sentença condenou ainda o HSBC a pagar R$ 10 mil de indenização por dano moral, por ter se recusado a receber os documentos que justificavam sua ausência, impossibilitando-a de fazer tratamento pelo plano. A sentença foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região.

Em recurso para o TST, o banco sustentou que não ficou comprovado o nexo de causalidade entre a doença e as atividades da bancária, e insistiu que, por ter sido demitida por justa causa, ela não teria direito a qualquer estabilidade no emprego.

O relator do recurso, ministro Hugo Carlos Scheuermann, ressaltou que o TRT rejeitou a tese de abandono de emprego com fundamento nas provas efetivamente produzidas nos autos. Assim, considerou impertinentes as violações legais e jurisprudenciais apontadas pelo banco, que tratam da estabilidade acidentária. “Não se trata de reconhecimento de estabilidade provisória, mas de nulidade da dispensa de empregado em gozo de benefício previdenciário”, assinalou. Por unanimidade, a Turma não conheceu do recurso.

Processo: RR-108300-88.2009.5.01.0066

Fonte: TST via Feebbase

A equipe econômica chefiada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ganhou a queda de braço com a direção da Caixa Econômica Federal. O governo fará um leilão para repassar a administração da Lotex, a loteria conhecida como “raspadinha”, para a iniciativa privada. A Caixa queria controlar a empresa para depois privatizá-la.

Até o mês passado, a estimativa era a de que a concessão da Lotex poderia arrecadar R$ 4 bilhões, valor agora revisto para R$ 2 bilhões. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, na coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

De acordo com a Caixa, entre 2011 a 2016, as loterias arrecadaram R$ 60 bilhões, dos quais R$ 27 bilhões foram direcionados para o financiamento de projetos em áreas como cultura, esporte, bolsa de estudo e segurança pública.

Somente em 2016, as loterias operadas exclusivamente pela Caixa arrecadaram R$ 12,9 bilhões, dos quais R$ 4,8 bilhões foram transferidos para programas sociais. Desse total, 45,4% foram para a seguridade social, 19% para o Fies, 19,6 % para o esporte nacional, 8,1% para o Fundo Penitenciário Nacional, 7,5% para o Fundo Nacional de Cultura e 0,4% para o Fundo Nacional de Saúde.

Fonte: Seeb-SP via Feebbase

Pelo menos metade das brasileiras foram demitidas no período de até dois anos depois da licença-maternidade, segundo pesquisa em andamento na Fundação Getúlio Vargas, a FGV. Realizado em um universo de 247 mil mães, com idade entre 25 e 35 anos, o estudo aponta também que, após seis meses de estabilidade, a probabilidade de demissão de mulheres que acabaram de se tornar mães é de 10%.

De acordo com Mariana Salinas Serrano, advogada trabalhista e co-fundadora da Rede Feminista de Juristas, a situação é mais recorrente do que se imagina.

“Há muitas histórias assim. Advogo há sete anos e isso é muito comum”, ressalta. Para a advogada, o alto número de demissões de mulheres com esse perfil é fruto de discriminação:

“Quando o filho fica doente, o patronato entende que isso é um dever da mãe, porque a paternidade não é discriminada no mercado de trabalho, sendo que, na verdade, a responsabilidade pelo filho é dos dois, não só da mulher’, defende.

Indiferença

Mesmo ouvindo diferentes justificativas para as demissões, as mães entrevistadas pela Radioagência Brasil de Fato acreditam que a maternidade foi o principal motivo. É o caso da advogada Graziella Branda, que foi despedida três dias depois de voltar da licença-maternidade. Já havia sido contratada outra pessoa para sua vaga:

“Eu tenho certeza que foi pela gravidez. Eles falaram que foi por redução de custos, mas contrataram ela pelo mesmo salário que eu tinha”.

Já Carla Ferreira era gerente de uma multinacional e foi demitida no dia em que terminou seu período de estabilidade, ou seja, tempo em que a lei garante a permanência no emprego. Ela conta que não esperava passar por essa situação, principalmente porque a empresa tinha um grande número de mulheres em cargo de chefia.

“A princípio, meu diretor me chamou dizendo que, naquele momento, não tinha cliente para mim, mas queria me manter. Só que eu estava no período de estabilidade. Eu via que não era  aquilo, que outras pessoas estavam tendo oportunidade. Aí começaram a me dar atividades muito aquém do que eu fazia. Quem é que estava sendo preferida? As pessoas que não tinham filhos ou tinham filhos maiores”, desabafa.

A arquiteta Ana Bueno* também foi surpreendida por uma demissão após o fim do seu período de estabilidade. “Minha antiga chefe falou que estava me mandando embora para eu cuidar do meu bebê. E ela mesmo estava grávida. Eu fiquei com vontade de falar muita coisa.”

Machismo

A maioria das entrevistadas aponta que as demissões são consequência do preconceito e do machismo no ambiente de trabalho, além do fato de que a maioria dos chefes são homens. É o que conta Luana Calobrisi, que trabalhava com gestão de recursos humanos em uma empresa de mídias digitais. Ela foi demitida no começo deste ano, um mês após o fim de sua licença-maternidade.

“Quando a gente estava falando da licença, o gestor que me demitiu disse: ‘Nossa, como é fácil ser mulher! É só engravidar e tirar licença. Não faz nada’. Como assim não faz nada?!”

Já Marília Trindade trabalha no setor financeiro de uma empresa importadora. Ela teve seu primeiro filho em maio deste ano e ainda está usufruindo da licença-maternidade. Com a proximidade do retorno ao trabalho, ela conta que o medo de ser demitida aumentou por já ter presenciado situações de preconceito com mulheres que se tornaram mães no seu antigo trabalho.

”Eu lembro que, na outra empresa que eu trabalhava, meu antigo patrão era bem caricato, grosso. Na época, duas pessoas engravidaram e ele as tratava muito mal. E, assim que elas voltaram, mandou embora. Ele mesmo falava que não gostava de contratar mulher porque era uma despesa.”

O mesmo receio poderia ser compartilhado pela publicitária Michele Ribeiro, mas o anúncio de sua demissão ocorreu antes mesmo do seu bebê nascer. Grávida de oito meses, ela continua trabalhando na empresa mesmo sabendo que não voltará após a licença-maternidade.

”É uma visão machista que, na minha área principalmente, tem bastante. Qualquer mulher que ficasse grávida nessa gestão não seria bem vinda. Não é aceitável. Eu fui a primeira da área a engravidar, então já vai servir de alerta para as outras.”

A contadora de histórias Giovana Marques se lembra até hoje da frase usada pela chefe ao ser demitida, há dois anos, enquanto estava de licença-maternidade:

“Quando meu filho fez mais ou menos três meses, voltei para levar ideias para novos projetos e fui surpreendida com uma pessoa no meu lugar. A diretora falou assim – acho que nunca mais vou esquecer: ‘Como você não apareceu mais, a gente teve que chamar o fulano, um homem’.”

Violência

A discriminação contra gestantes e mães que acabaram de ter filhos, muitas vezes, é acompanhada de ameaças para a saúde da mulher. Graziella Branda conta que continuou trabalhando no escritório de advocacia até o dia em que sua filha nasceu.

“Eu trabalhava dez, 12 horas por dia. Às vezes, ficava até meia noite no escritório, com os pés inchados, oito meses de gestação. O meu chefe estava com a esposa grávida, mas ele não me colocou no lugar da mulher dele.”

Já Ana Bueno sofreu uma série de perseguições na construtora em que trabalhava. Mesmo em uma gravidez de risco, ela não foi dispensada de frequentar as obras que coordenava:

“Eu tinha que ficar com os telefones ligados 24 horas por dia, à disposição da empresa mesmo aos finais de semana. Eu cheguei a questionar isso, porque estava tendo contrações, estava com pressão alta, cheguei a ter sangramentos. Foi uma briga muito grande, porque eles não entendiam.”

Ela conta que tentava manter o fluxo de trabalho, mas quando não conseguia, a acusavam de “estar fazendo corpo mole”. Ela diz que, em um dos piores momentos, passou mal dentro da empresa e teve de sair de táxi, porque seus chefes afirmaram que não eram responsáveis pela situação.

“Negaram ajuda muitas vezes. Chegaram a me dar uma advertência por insubordinação por ter argumentado que eu não queria ir para a obra com contração, que poderia ser arriscado. Eu só queria que parassem para pensar o que estavam me pedindo, porque eu poderia perder meu bebê”, diz.

Negligência

Para Renata Silva*, que preferiu não identificar sua profissão, a falta de compreensão da empresa em que trabalhava foi ainda pior. Seu filho nasceu com um problema de má-formação, foi internado duas vezes após o nascimento e acabou falecendo alguns meses após o fim da licença-maternidade.

“Alguns dias antes da minha licença acabar, o meu filho passou mal e teve que ser internado novamente. Aí eu descobri que a lei obriga a acompanhar menores e idosos no hospital. Você não pode deixar a criança sozinha nem por um minuto. Mas a lei também não obriga a empresa a aceitar o atestado de acompanhamento. Então levei falta durante toda a segunda internação do meu filho.”

Renata foi demitida cerca de três meses depois do falecimento de seu bebê. ”Logo em seguida, de uma hora para a outra, ‘não vamos precisar de seus serviços, não precisa nem cumprir os 30 dias’, e tchau. Eu ouvi uns papos que eles achavam que eu gostaria de engravidar de novo, apesar de nunca ter dito isso”.

Fonte: Brasil de Fato via Feebbase

21 ago 2017

Desemprego é maior entre jovens, mulheres e negros

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados hoje (17) pelo IBGE, retratam a situação ruim do mercado de trabalho e a desigualdade no país. As taxas de desemprego são maiores na região Nordeste e entre trabalhadores jovens e negros, mulheres e pessoas com menos escolaridade.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirma em seu blog que o total de trabalhadores subempregados aumentou aumentou de 5,2 milhões para 5,8 milhões. E oque total da força de trabalho subutilizada – que inclui desempregados, subempregados e a força de trabalho potencial (pessoas que não procuram empregos) – chegou a 26,3 milhões de pessoas no mesmo período. Os dados se referem ao segundo trimestre do ano.

“Temer e os patrões devem estar felizes, eles queriam isso mesmo, tirar direitos e jogar a classe trabalhadora no subemprego, na miséria. Foi para isso que aprovaram o desmonte da CLT, que eles chamaram de reforma Trabalhista”, afirma o sindicalista. “Os dados da tragédia brasileira, são a maior comprovação de que o governo golpista e ilegítimo de Temer legalizou o bico. É o fim do contrato de trabalho formal, da carteira assinada, dos direitos.”

A média nacional no período de abril a junho, segundo já havia divulgado o IBGE, foi de 13%, um pouco abaixo do período encerrado em março (13,7%) e bem acima de igual período do ano passado (11,3%). A estimativa é de 13,486 milhões de desempregados. Entre as regiões, as taxas variam de 8,4% (Sul) a 15,8% (Nordeste), atingindo 10,6% no Centro-Oeste, 12,5% no Norte 13,6% no Sudeste.

Os estados com maior índice são Pernambuco (18,8%) e Alagoas (17,7%). As menores taxas foram registradas em Santa Catarina (7,5%), Rio Grande do Sul (8,4%) e Mato Grosso (8,6%). Em São Paulo, ficou em 13,5%. “Nos estados onde houve aumento da desocupação, não foram geradas vagas suficientes para dar conta do crescimento da procura pelo emprego”, diz o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

Nos grupos de pessoas de 14 a 17 anos e de 18 a 24 anos, as taxas de desemprego são de 43% e de 27,3%, respectivamente. Esse segundo grupo concentrava 32% dos desempregados do país. A maior parcela era da faixa de 25 a 39 anos (35,1%).

Entre as pessoas que se declararam brancas, o índice fica abaixo da média nacional (10,3%) e sobe para 15,8% entre pretos e 15,1% entre pardos, conforme a classificação do instituto. O desemprego vai a 11,5% para os homens e a 14,9% para mulheres.

No recorte por escolaridade, a taxa de desemprego para pessoas com nível superior completo foi de 6,4%, subindo para 14% entre aqueles com superior incompleto. Aumenta ainda mais para quem tem ensino médio incompleto: 21,8%.

A chamada subutilização da força de trabalho, que incluem pessoas com insuficiência de horas trabalhadas, foi de 23,8% no segundo trimestre (26,3 milhões), variando de 14,7% (região Sul) a 34,9% (Nordeste). Os estados com maior índice são Piauí (38,6%), Bahia (37,9%) e Maranhão (37,7%). Os menores são de Santa Catarina (10,7%), Mato Grosso (13,5%) e Paraná (15,9%).

O IBGE estima em 90,236 milhões o número de ocupados no país, sendo 68% empregados, 4,6% empregadores, 24,9% trabalhadores por conta própria e 2,4% no chamado trabalho familiar auxiliar. A participação de trabalhadores por conta própria cresce no Norte (31,8%) e no Nordeste (29,8%).

Apenas no setor privado, 75,8% dos empregados tinham carteira assinada – eram 33,331 milhões. O percentual diminui para 60,8% no Nordeste e para 59% na região Norte. Entre os trabalhadores domésticos (6,104 milhões), 30,6% tinham registro.

O rendimento médio (R$ 2.104) e a massa de rendimentos (R$ 185,1 bilhões) ficaram estáveis no segundo trimestre.

Fonte: Rede Brasil Atual via Feebbase

21 ago 2017

Com Temer, desemprego explode no país

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A política neoliberal do governo Temer eleva o desemprego para números alarmantes. A Bahia também sente os reflexos. O Estado ocupa a terceira posição em número de pessoas sem ocupação. São 1,3 milhão de trabalhadores desempregados.

Pernambuco e Alagoas estão nos primeiros lugares. Os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) são referentes ao segundo trimestre deste ano. No âmbito nacional, a taxa de desemprego ficou em 13%. Em comparação ao segundo trimestre de 2016, a taxa aumentou 1,7%.

O Nordeste é prejudicado com a política de Temer, com redução de investimentos e cortes em programas sociais, a exemplo do Bolsa Família.

Fonte: O Bancário

21 ago 2017

Reestruturação não se justifica na Caixa

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Tudo indica que a Caixa vai divulgar o lucro líquido do primeiro semestre nesta segunda-feira (21/08). O resultado deve chegar a R$ 4 bilhões. Se confirmado, será o maior dos últimos anos. Para 2017, a promessa é de mais recorde, com ganho perto dos R$ 7 bilhões. Os números mostram que o banco está bem, portanto, a reestruturação não se justifica.

A atual política na empresa é de cortes. O número de empregados que chegou a 101 mil no fim de 2014 pode fechar o ano em menos de 90 mil. As mudanças incluem o fechamento das gerências de filiais que cuidam do FGTS. Das atuais 16, apenas cinco vão funcionar, nenhuma no Nordeste.

Os departamentos vão cair de 424 para 293 até março de 2018. As medidas, que prejudicam toda a sociedade, fazem parte do processo de desmonte da Caixa, uma das prioridades do governo Temer, para abrir caminho para a privatização.

Não interessa ao neoliberalismo ter bancos públicos fortes, capazes de superar crises e concorrer em pé de igualdade com os privados. É preciso enfraquecê-los, desgastar a imagem perante a população. Por isso, a reestruturação.

 Fonte: O Bancário

21 ago 2017

Em meio à crise, bancos lucram com ações

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Enquanto o brasileiro perde direitos fundamentais com o governo Temer, um grupo tem ganhado muito: os bancos. Em meio à crise, que tem consequências ruins em quase todos os setores da economia, as organizações financeiras têm as ações valorizadas na Bolsa.

Segundo a Economatica, entre os quatro maiores bancos em atividade no país (Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil), apenas o Santander perdeu valor. As ações passaram de R$ 110,34 bilhões para R$ 99,95 bilhões entre janeiro e agosto deste ano.

Já o Itaú tem o melhor desempenho entre os quatro. As ações acumularam ganhos de 17,96%, com valor de mercado estimado em R$ 237,15 bilhões no período. É sempre bom lembrar que o banco é controlado pela família Setubal, uma das mais ferrenhas defensoras do governo Temer e das reformas que retiram direitos dos brasileiros.

Os dados mostram ainda que as ações do Bradesco passaram de R$ 160,12 bilhões para R$ 188,60 bilhões, alta de 16,17%. Já o Banco do Brasil apresentou um crescimento de 11,48%, com valor de mercado em R$ 86,110 bilhões.

Fonte: O Bancário