A Greve Global Pelo Clima ocorre nesta sexta-feira (20), sendo definida por seus organizadores como uma forma de manifesto pacífico em defesa da Natureza, das nossas matas, biodiversidade e clima, em benefício das futuras gerações, hoje sob a dupla ameaça de uma hecatombe nuclear ou ambiental.

Acontece em vários países do mundo. No Brasil, o movimento conta com o apoio da CTB e outras centrais sindicais, que também vão protestar contra a reforma da Previdência e as políticas reacionárias e autoritárias do governo Bolsonaro.

Já foram confirmados atos em dezenas de cidades. No estado de São Paulo a mobilização alcança cerca de 40 municípios. Na capital paulista, a manifestação ocorrerá a partir das 16h, com concentração no vão do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista.

Fonte: CTB

Da newsletter do Intercept – Enquanto as panelas batiam pela primeira vez em 2019, Jair Bolsonaro falava ao vivo na televisão: “a proteção da floresta é nosso dever”. Mas o plano que seu governo elaborou para a região mostra que a prioridade é outra: destruir a floresta para explorar riquezas, extrair minério, facilitar a intervenção de mega corporações, fazer grandes obras, ocupar terrenos cultiváveis e atrair novos habitantes. É o projeto mais ousado desde a ditadura militar – e a palavra “preservação” não parece fazer parte do seu escopo. 

O projeto, chamado Barão de Rio Branco, existe desde fevereiro e vem sendo apresentado pelo governo em reuniões fechadas para autoridades e empresários. O Intercept Brasil obteve de uma fonte anônima documentos inéditos e a gravação de uma dessas reuniões e revela com exclusividade o plano de Bolsonaro para a exploração da Amazônia. Por trás dele, há ideias mirabolantes – como o temor de uma suposta invasão de chineses pela fronteira do Suriname e a ideia de que a região deve representar metade do PIB nacional.  

Na visão da gestão Bolsonaro, a população tradicional — indígenas e quilombolas — são um empecilho à presença do estado no local. Segundo o projeto, a “situação econômica do Brasil”, aliada aos paradigmas do “indigenismo”, “quilombolismo” e “ambientalismo” eram entraves do passado. 

O material ao qual tivemos acesso ajuda a compreender o que embasa essas ideias: o temor dos militares de que o Brasil perca o controle da Amazônia – seja por ações indiretas que visam enfraquecer o estado no local ou por invasões territoriais.

Em um áudio gravado durante uma reunião em abril, o Secretário Especial de Assuntos Estratégicos, General Santa Rosa, detalha sua preocupação com a soberania na região. Diz ele: “Na fronteira oeste da Sibéria tem mais chinês hoje do que cossaco. A Rússia está acordando para um problema de segurança nacional muito sério. Nós temos que acordar aqui antes que o problema ocorra”.

A Amazônia protagonizou a maior crise internacional no governo Bolsonaro até agora. Por causa do desmatamento recorde e das queimadas de grandes proporções, autoridades estrangeiras têm mostrado preocupação sobre a eficiência do Brasil em cuidar da maior floresta tropical do mundo. 

Não resta dúvidas de que, mais do que nunca, a floresta está em risco. A intensificação das queimadas aliada ao plano do governo são sinais de uma ameaça feroz.

A ocupação predatória da Amazônia parece ser uma das principais pautas de Bolsonaro. É hora de agirmos contra isso. O Intercept Brasil vai continuar investigando, correndo atrás de fontes e viajando pelo norte do país com o objetivo de trazer a luz cada passo dessa operação escura.

Fonte: Brasil247

20 set 2019

Mulher ganha 25% menos do que homem

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Mulher ganha 25% menos do que homem ]

Infelizmente, a discriminação de gênero ainda é realidade no Brasil e no mundo. Por hora trabalhada, as brasileiras ganham, em média, 25% menos do que os homens, seja nos empregos formais quanto nos autônomos. No caso das trabalhadoras da América Latina e do Caribe, a média salarial é 17% menor do que a deles. 


Apesar de as mulheres ainda serem minoria, houve aumento na participação delas no mercado de trabalho. A taxa de inserção feminina é de 52,3%, enquanto a masculina é de 72%. Além disso, houve pequena diminuição na desigualdade nos salários nos últimos anos. Os dados são do estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho).


A desigualdade entre homem e mulher também é presente no setor bancário. O Censo da Diversidade de 2014 apontou que o rendimento médio mensal das empregadas era 77,9% do que o dos homens. Em relação à qualificação profissional, 82,5% das trabalhadoras tinham curso superior completo em 2014 e o percentual entre os bancários era de 76,9%.


Por acreditar na igualdade de oportunidades no trabalho e na vida, o movimento sindical luta pelo fim da discriminação. Inclusive, a categoria conquistou na campanha salarial de 2018 a realização do 3º Censo da Diversidade, que já está em andamento. O levantamento tem o objetivo de traçar o perfil dos bancários segundo gênero, raça, orientação sexual e PCDs (pessoas com deficiência).

Fonte: O Bancário

20 set 2019

Com Bolsonaro, a desigualdade só aprofunda

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Com Bolsonaro, a desigualdade só aprofunda ]

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) comprova o que é muito visível aos olhos da maioria dos brasileiros. O povo está mais pobre e a desigualdade de renda disparou em menos de um ano de governo Bolsonaro.


O desemprego, cerca de 13 milhões de pessoas estão sem trabalho no país, e o aumento da informalidade são fatores determinantes para a elevação das diferenças sociais e de renda. As medidas tomadas até aqui pelo governo aprofundam a reforma trabalhista, retirando direitos e deixando o cidadão mais exposto, inclusive a redução salarial.


No segundo trimestre do ano, o rendimento médio mensal dos mais ricos cresceu 1,52% ante o mesmo período de 2018. Diferente da média dos mais pobres que viram a renda cair em 1,43%. No semestre, o rendimento do topo da pirâmide social cresceu 2,48% enquanto o do povo apresentou alta de apenas 0,1%. Um desequilíbrio enorme.


O Ipea considera população de renda muito baixa aquela que tem rendimento inferior a R$ 1.628,70. A renda alta são as famílias cujos ganhos superam R$ 16.391,58.
Trabalho precário
Embora o estudo mostre um pequeno aumento na geração de empregos formais em 2019, a maioria das vagas criadas tem remuneração baixa, de até dois salários mínimos (R$ 1.996,00). O documento revela ainda que somente as duas primeiras faixas salariais – até um salário e até dois – tiveram saldo positivo. Em todas as demais, o número de demissões é maior do que o de admissões.

Fonte: O Bancário
 

20 set 2019

Para fugir do caos, brasileiro sai em peso do país

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Para fugir do caos, brasileiro sai em peso do país]

A vida no Brasil está cada dia mais difícil depois do golpe jurídico-midiático-parlamentar, de 2016, e o agravamento da crise econômica e política. Muita gente, para fugir do caos, tem desembarcado em outras nações em busca de oportunidades e uma vida mais tranquila. 


Estudo divulgado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostra que 99 mil brasileiros migraram para países ricos em 2017. Justamente um ano depois do golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff.


O número pessoas que deixaram o país em 2017 é consideravelmente maior do que o verificado em anos anteriores. Entre 2007 e 2016, a média anual de imigrantes saindo do país para morar fora foi de 77 mil.


Os brasileiros agora ocupam a 17ª posição em uma lista de 50 principais nacionalidades que emigram para países membros da OCDE. Portugal é o destino mais procurado na comparação com 2016, com aumento de 64% no fluxo.

Fonte: O Bancário

20 set 2019

Democracia garante Lula livre. É a história

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Independentemente da posição ideológica e da forma de interpretar o mundo de cada um, não há mais como duvidar, diante das graves revelações do Intercept, que Lula foi vítima de perseguição política, em um julgamento não só parcial, mas acima de tudo partidarizado. O escândalo da Lava Jato reafirma que a condenação e a prisão, sem provas, tiveram a clara intenção de tirá-lo da corrida presidencial, a fim de facilitar a vitória da extrema direita. Não em vão o ex-presidente é considerado hoje o mais importante preso político do mundo.

Os fatos são bem claros. E a cada revelação do Intercept, mais desmoralização, em nível internacional, para o sistema de Justiça brasileiro, que permanece não apenas conivente, mas em muitos casos protagonista das seguidas violações à Constituição e, logicamente, à democracia. A manipulação do grampo ilegal de conversas da então presidenta Dilma Rousseff com o ex-presidente Lula para fins políticos é um crime gravíssimo. Inaceitável em qualquer processo dito democrático.

Um crime que agride a vontade popular, princípio elementar para garantir e aprimorar a vida democrática de uma nação. O STF (Supremo Tribunal Federal), o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a PGR (Procuradoria Geral da República), o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) e, principalmente, o Congresso Nacional, não podem continuar no faz de conta, fingindo estar tudo bem. É vergonhoso. A omissão ajuda e estimula o arbítrio. O Brasil amarga um regime de exceção e caminha perigosamente para o autoritarismo, para o Estado policial.

A conjuntura exige a unidade imediata de todas as forças da sociedade comprometidas com a democracia, e aí se incluem a direita liberal, o centro e as esquerdas, para primeiro neutralizar e depois sufocar o neofascismo. Não se pode subestimar a estrutura de poder que hoje a extrema direita detém, inclusive com o controle de instituições estratégicas. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e as centrais sindicais são entidades fundamentais para o fortalecimento da resistência democrática em nível institucional e político.

A pauta de unificação é a defesa do Estado democrático de direito. Dentro dessa perspectiva, a libertação de Lula se impõe, inevitavelmente, como primeiro passo para a correção das injustiças, hoje mais do que nunca confirmadas. Para a concretização de uma frente ampla e a iniciação dos entendimentos para a construção de um projeto de nação capaz de viabilizar um Brasil brasileiro, inclusivo, soberano, pautado nas liberdades, nos direitos humanos e civis.

Democracia social, substantiva, centrada no desenvolvimento sustentável, para curar os males do ultraliberalismo. A valorização exacerbada do mercado e do lucro só faz agravar as injustiças, as excepcionalidades. A retomada da democracia, a superação das crises política e econômica passa por Lula livre. É o processo histórico. A história é sempre implacável.

*Rogaciano Medeiros é jornalista, integrante do Movimento Comunicação pela Democracia

Fonte: Portal CTB

19 set 2019

Filmes nacionais perdem recursos da Ancine

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Filmes nacionais perdem recursos da Ancine]

Bolsonaro não tira a mira da cultura brasileira. Há três semanas, a Ancine (Agência Nacional do Cinema) havia aprovado a concessão de apoio financeiro para que dois filmes nacionais participassem do Festival Internacional de Cinema Queer, que acontece nesta sexta-feira (20/09), em Lisboa. Mas, os planos mudaram.


As produções cinematográficas “Greta” e “Negrum”, que abordam sobre homossexualidade e negritude, receberiam ajuda de custo de R$ 4,6 mil, cada, para participar do Festival. No entanto, a agência decidiu rescindir o termo de permissão que dava apoio financeiro às produções. 


Em nota, a Ancine afirmou que todas as ajudas previstas no Programa de Apoio a Festivais Internacionais estão sendo reavaliadas, em razão do contingenciamento orçamentário determinado pelo governo. A decisão mostra mais uma vez a censura de obras que fomentam a inclusão social, a liberdade artística e a diversidade de gênero.

Fonte: O Bancário

19 set 2019

Governo libera mais agrotóxicos para consumo

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Governo libera mais agrotóxicos para consumo]

Sem qualquer preocupação com a saúde e o bem-estar do cidadão, Bolsonaro libera mais 63 agrotóxicos para utilização nas lavouras. Desses, 15 estão na lista de extremamente tóxicos. Desde o início do governo, pelo menos 353 pesticidas foram autorizados pelo Ministério da Agricultura.


Entre os princípios altamente tóxicos estão o clorfenapir, banido no Reino Unido, e o Fipronil, que não foi aprovado nem pelos Estados Unidos nem pelos britânicos.
 

O Brasil é responsável por cerca de 20% de todo agrotóxico comercializado no mundo e ocupa a primeira posição no ranking dos países que mais consomem agrotóxicos. Agora, se torna o paraíso para as multinacionais de pesticidas.
 

Um relatório da ONG Public Eye revela que 32% dos produtos classificados como extremamente tóxicos produzidos pela empresa Syngenta são consumidor no Brasil. Embora tenha sede na Suíça, lá a multinacional não pode vender os pesticidas, proibido de ser comercializado.
 

A liberação dos agrotóxicos tem motivado diversas ações de boicote aos produtos brasileiros pelo mundo. É o caso de supermercados na Suécia e da Rússia que em janeiro impôs ao governo uma condição para continuar comprando a soja brasileira: reduzir o uso desses produtos.

Fonte: O Bancário

19 set 2019

Brasileiro já pagou R$ 32 bi de taxa de energia

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Brasileiro já pagou R$ 32 bi de taxa de energia]

Não tem para onde o brasileiro correr. Enquanto o país desce ladeira abaixo na economia nacional, o trabalhador paga o pato. As taxas extras na conta de luz custaram R$ 32 bilhões para os consumidores. O valor, sem incluir correções monetárias, soma tudo o que foi pago de janeiro de 2015, quando as bandeiras tarifárias entraram em vigor, até junho de 2019. A previsão de desembolso é até dezembro.


Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o motivo se deu por causa dos períodos críticos de seca e da conseqüente baixa nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, o que afeta diretamente no custo de energia. Ou seja, além de ter de se sustentar com a “merreca” que recebe todo mês (R$ 998,00), o consumidor ainda tem de pagar por incentivos que são políticas públicas.


Se não ficar atento ao sistema de bandeiras tarifárias, atualmente dividido por cores, o consumidor continuará pagando caro. Lembrando que a bandeira verde não tem cobrança extra. Já a amarela, cobra uma taxa na conta mensal de R$ 1,50 a cada 100 kWh. O perigo está na bandeira vermelha, que o adicional do primeiro nível é de R$ 4,00 a cada 100 kWh. Se deixar avançar para o segundo nível, o consumidor paga R$ 6,00 a cada 100 kWh. 

Fonte: O Bancário

19 set 2019

Saque do FGTS prejudica programa habitacional

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria
[Saque do FGTS prejudica programa habitacional]

A população mais uma vez sofre com as medidas do governo Bolsonaro. Programas habitacionais como Minha Casa, Minha Vida estão entre os prejudicados com o saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).


A possibilidade do saque imediato de R$ 500,00 atinge o financiamento do programa, haja vista que o fundo de garantia subsidia os recursos financeiros para Minha Casa, Minha Vida. Em 2017, quando Michel Temer liberou R$ 44 bilhões em saques do Fundo, o programa já havia sofrido um baque. 


E hoje, com a economia brasileira estagnada, outra onda de retiradas tem impacto mais grave. Só R$ 112 bilhões do fluxo de caixa do FGTS estão disponíveis para investimentos como moradia e infraestrutura, e o programa fica com metade do montante e um terço corresponde à reserva legal. 


Novos saques podem, portanto, reduzir o orçamento para aquela destinação a partir do próximo ano. O fundo, criado para ser uma proteção ao trabalhador em caso de demissão sem justa causa e que financia, além da habitação, a infraestrutura, o saneamento básico e a saúde, tem sido “o motor do mercado nos últimos anos e a falta de recursos para o MCMV seria um golpe duro para o setor”, alertam especialistas.

Fonte: O Bancário