Enquanto bilhões sofrem com o fantasma do desalento, fome e miséria, uns poucos surfam com tranquilidade em um mar de trilhões.

Levantamento UBS Billionaires Report 2018 divulgado pelo banco suíço UBS e pela consultora PwC mostra que os chamados super-ricos do planeta, que correspondem a apenas 2.158 pessoas, aumentaram suas fortunas em quase 20% em 2017.

Para especialistas da ONU, austeridade de Temer aprofunda as desigualdades

O relatório mostra que o bilionários acumularam U$$ 8,9 trilhões –  cerca de U$$ 4,1 bilhões cada. Uma soma que supera o Produto Interno Bruto (PIB) de países como Espanha e Austrália – em 2017, esses países registraram US$ 1,31 trilhão e US$ 1,32 trilhão, respectivamente.

Brasil

Os dados também revelam números interessantes no BRasil.

O bilionários brasileiros também ficaram mais ricos. Em relação a 2016, 42 bilionários tiveram aumento de suas fortunas e acumulavam US$ 173,4 bilhões.

Ao analisar o avanço da desigualdade no mundo, o pesquisador e economista Thomas Piketty, em seu clássico Capitalismo no Século XXI, mostra, com profundidade, a questão da desigualdade no mundo. Ao apontar o que o ocorre nos Estados Unidos, sobretudo se comparada àquela verificada na Europa, no Japão e no mundo desenvolvido em geral.

Fonte: Portal CTB  - Com informações das agências

19 nov 2018

Consciência negra: o preconceito revelado em números

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Levantamento “Viver em São Paulo: Relações raciais na cidade” lançado na última terça (13), pela Rede Nossa São Paulo, em parceria com o Ibope Inteligência e o Sesc, revelam que de cada dez paulistanos, sete acreditam que o preconceito se manteve ou aumentou nos últimos dez anos.

“Um dos privilégios dos brancos é perceber o racismo, se indignar e não fazer nada ou simplesmente ignorar”, afirma o professor Silvio de Almeida, que ministrou uma palestra mediada pelo coordenador da Rede Nossa São Paulo, Américo Sampaio, para comentar o estudo.

A pesquisa alerta para os problemas e injustiças raciais neste mês da Consciência Negra, 130 anos após o fim oficial da escravidão. Do total de entrevistados pela pesquisa, 52% de declararam brancas e 44% como negras.

Os dados indicam que para os negros, houve piora no tratamento em todos os aspectos levantados, mas a percepção é diferente entre os mais ricos.

Um indicador chama a atenção e confirma o enraizamento do racismo. Para grande parte dos cidadãos com renda acima de cinco salários mínimos – que em sua maioria são brancos – não existe diferença de tratamento.

“O racismo é estrutural. Não existiria racismo se as cidades não fossem construídas para produzir desigualdade”, externou Sampaio.

Fonte: Portal CTB – Com informações das agências

A CTB e demais centrais (CSB, CUT, Força Sindical, Nova Central, UGT, Intersindical e Conlutas) estão mobilizando suas bases para garantir ampla participação da classe trabalhadora nos atos em defesa da aposentadoria, contra a reforma da Previdência que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), já disse várias vezes que pretende fazer.

Centrais sindicais: Unir o povo contra o fim da aposentadoria

E para fortalecer a luta, as centrais sindicais divulgaram no dia 13 de novembro os materiais para a Campanha Permanente em Defesa da Previdência e Seguridade Social. São banners criados para cartazes, sites e redes sociais (whatsapp, twitter e facebook).

Acesse e baixe os materiais aqui

A CTB convoca toda a sua base e entidades estaduais a se mobilizarem nesta campanha. A comunicação com as bases e o intenso trabalho de divulgação de informações aos trabalhadores e trabalhadoras é um movimento estratégico e fundamental neste momento em que boa parte do exercício de convencimento das pessoas vem sendo feito via redes sociais, principalmente no whatsapp.

Para massificar este debate com informações embasadas, as centrais discutiram amplamente a reforma da Previdência e seu impacto na vida da classe trabalhadora brasileira nos últimos dois anos. Inúmeras assembleias, debates, seminários e manifestações públicas ocorreram em todo o país para informar e nortear a resistência à mudança que tenta dificultar o acesso ao benefício.

As centrais também apresentaram uma proposta para garantir aos trabalhadores e trabalhadoras uma previdência social pública, universal, sem privilégios e capaz de ampliar a proteção social. E todo este material será usado nesta “campanha permanente” em defesa da aposentadoria.

Agenda de lutas

Na plenária realizada nesta segunda (12), no Dieese, ficou definida a agenda de mobilizações para este mês, que incluem um ato nacional em defesa da Previdência pública e universal com panfletagens no dia 22 de novembro e um dia de manifestações pela previdência e contra o fim do Ministério do Trabalho em frente às Superintendências Regionais do Trabalho em todo o país no dia 26.

Dia 22 de Novembro tem Dia Nacional de Mobilização

As centrais convocaram para esta quinta-feira (22) Dia Nacional de Mobilização, que terá protestos, panfletagem de materiais, diálogo nas ruas com a população e assembleias nos locais de trabalho.

O Fórum das Centrais também orientou empenho total na divulgação da campanha nacional em defesa da Previdência com a retomada dos Comitês Populares em cada cidade, envolvendo os sindicatos, os movimentos sociais e a sociedade civil de forma geral; pressão, na base eleitoral dos deputados e senadores; a divulgação e material de propaganda, por meio de panfletagens em áreas de maior circulação e pessoas (praças, estação de metrô, terminais de ônibus) e da envio de mensagens nas redes sociais.

Entenda mais sobre o que está em jogo caso a proposta de reforma da Previdência de Temer/Bolsonaro seja aprovada:

Apresentação: especialista em Previdência Social Chilena, Mario Reionaldo Villanueva Olmedo

Apresentação do Dieese com os princípios gerais para a Previdência e Seguridade Social

Fonte: Portal CTB

19 nov 2018

Câncer de próstata: descoberta precoce pode salvar

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

No mundo, o câncer de próstata é o segundo mais incidente (15% dos casos) entre os homens. Atrás apenas do de pulmão (16,7%), segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer). Já no Brasil, depois do câncer de pele, o que atinge a próstata é o mais frequente.

O Novembro Azul tem a intenção de quebrar tabus ao conscientizar o público masculino sobre o quanto é importante o diagnóstico precoce da doença e o combate ao preconceito. Em todo país, o mês é dedicado realização de ações para esclarecer dúvidas, além de mutirões para encaminhamento de atendimento.

Dificuldade de urinar, frequência urinária alterada ou diminuição da força do jato da urina, dentre outros, são os principais sintomas do câncer de próstata.  Essencial que ao menor sintoma, o homem procure o proctologista ou urologista e deixe o preconceito e o medo de lado.

O Inca estima que 69 mil novos casos da doença sejam diagnosticados por ano. Um a cada 7,6 minutos. O problema é que no estágio inicial, a doença pode demorar a se manifestar. O tumor só é descoberto no estágio avançado em 95% dos casos. Por isso, é fundamental a prevenção.

A recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia é que os homens com 45 anos ou mais façam os exames todos os anos. É necessário fazer o toque retal, oportunidade que o médico avalia o tamanho, forma e textura da próstata, e a dosagem do PSA no sangue. Nele, é medida a quantidade de uma proteína produzida pela glândula – Antígeno Prostático Específico.

Os exames são complementares, pois cerca de 20% dos casos não são detectados pelo PSA. Se alguma alteração for encontrada no exame de sangue ou no toque retal, é indicada a biópsia.

Fonte: O Bancário

Após o anúnicio da decisão do Ministério da Saúde Pública da República de Cuba, que anunciou a saída do país do Programa Mais Médicos no Brasil, a população brasileira de todos os matizes e culturas lamenta em afirmam que mais uma revolução está sendo interrompida.

A decisão foi feita após os ataques feitos pelo presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, que manifestou por meio das redes sociais. “Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou.”

Dados do Ministério indicam que cerca de 20 mil colaboradores do país atenderam 113,3 milhões de pacientes em mais de 3.600 municípios durante cinco anos, “chegando a ser atingidos por eles um universo de 60 milhões de brasileiros, constituindo 80% de todos os médicos participantes do programa.

Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história”. Atualmente, mais de 8.300 médicos atuantes no programa não ligados ao convênio com a Opas.

Fonte: Portal CTB

19 nov 2018

Empregos intermitentes crescem no país. Preocupante

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Empregos com menos qualidade e renda menor é o saldo após um ano da reforma trabalhista. Um terço das contratações feitas pelas empresas já é na modalidade intermitente. Das 2.500 vagas abertas entre abril e setembro de 2018, 857 profissões tiveram admissões na categoria. Ou seja, aquelas que não possuem jornada fixa.

Entre abril e junho, foram 635 vagas no formato e 734, de julho a setembro. Os dados reforçam que os empresários estão testando mais o dispositivo da reforma que permite a contratação com menos direitos. Nos seis meses a partir de abril, foram gerados 21.185 postos intermitentes, 4,7% do total de empregos formais gerados no país.

Os assistentes de vendas e atendentes de lojas estão entre as principais profissões na intermitência. Foram a primeira e a terceira, respectivamente, com maiores saldos de contratação intermitentes em seis meses. No segundo lugar, aparece servente de obras.

Antes, estes profissionais contavam com direitos, salário mínimo no final do mês, dentre outras garantias. Atualmente, ganham apenas pelos dias trabalhados. Lamentável.

Fonte: O Bancário

Relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), aponta que a cada dez feminicídios cometidos em 23 países da América Latina e Caribe,em 2017, quatro ocorreram no Brasil.

Os dados revelam que ao menos 2.795 mulheres foram assassinadas na região, em razão de sua identidade de gênero; desse total, 1.133 foram registrados no Brasil.

Ao analisar o levantamento, o Instituto Patrícia Galvão destaca que as diretrizes que norteiam as classificações aplicadas na América Latina para se tratar de feminicídio abarcam a diversidade de contextos dessas mortes.

Embora distintas, as 13 linhas revelam que o desprezo ou a discriminação da vítima devido à sua “condição de mulher” são componentes constantes em todas ocorrências.

 Totalizando um índice de 1,1 feminicídios a cada 100 mil mulheres, o Brasil encontra-se empatado com a Argentina e a Costa Rica.
Gráfico feminicídios ONU

Gráfico feminicídios ONU - Cepal/ONU

A Cepal ressaltou que a gravidade do feminicídio já fez com que 18 países latino-americanos tenham modificado suas leis para que o crime seja assim tipificado, o que implica no agravamento da pena.

Os números assustam

Pesquisa realizada entre março de 2015 e março de 2017 pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) traz resultados sobre os dois primeiros anos da Lei n.º 13.104/2015, que tipifica o feminicídio. Os dados revelam que o Brasil abre um novo inquérito policial a cada três horas para apurar possíveis casos de feminicídio.

São 5.611 inquéritos abertos, divididos em denúncias feitas pelo Ministério Público, investigações em processo, apurações já arquivadas e ocorrências desclassificadas da esfera feminicídio.

Por dia, as delegacias em todo país abrem oito inquéritos sobre o tema, número que é de 234 a cada mês e média de 2.806 nestes dois anos de aplicação da nova lei. Sancionada em 9 de março de 2015, a lei descreve como feminicídio as mortes de mulheres envolvendo violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de ser uma mulher.

Fonte: Portal CTB – Com informações das agências

19 nov 2018

Reforma da Previdência ignora dívida de empresas

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

A proposta da reforma da Previdência onera somente os trabalhadores. Enquanto propõe que o brasileiro trabalhe por mais tempo para se aposentar, ignora os R$ 426 bilhões que não são repassados pelas empresas ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A inadimplência das empresas equivale a três vezes o chamado déficit da Previdência em 2016. Os números, levantados pela PGFN (Procuradoria Geral da Fazenda Nacional), não são levados em conta na reforma de Michel Temer e nem existe nenhuma proposta de pagamento da dívida no novo governo de Jair Bolsonaro.

A concentração da divida está nas mãos de poucas empresas que estão ativas. Somente 3% das companhias respondem por mais de 63% da dívida previdenciária. E contra a desculpa de que grande parte das organizações foram extintas, a PGFN estudou e classificou as 32.224 empresas que mais devem e constatou que apenas 18% foram desfeitas. A grande maioria, ou 82%, são ativas.

Segundo a Procuradoria, nem toda a dívida pode ser recuperada. Grandes companhias falidas há anos estão no topo da lista de devedores, como as aéreas Varig e Vasp. É provável que quase 60% do valor devido nunca chegue aos cofres do INSS – ou porque são de empresas falidas, em processo de falência, tradicionais sonegadoras ou laranjas.

Fonte: O Bancário

Na legislatura (2019-2023), que vai se iniciar em 1º de fevereiro de 2019, os trabalhadores terão menos defensores que na legislatura que se encaminha para seu encerramento. Neste levantamento preliminar, o DIAP identificou que a bancada sindical terá apenas 33 representantes na Câmara Federal. A bancada perdeu 18 representantes em relação à eleição de 2014.

Dos 33 representantes, 27 são reeleitos e apenas 6 são novos. O partido com mais membros na bancada é o PT, com 18; seguido pelo PCdoB, com 4; PSB, com 3; e PDT, Pode, PR, PSL, PSol e SDD, com 1 integrante cada.

A bancada sindical teve drástica redução em 2014, quando caiu de 83 para 51 membros.

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Papel da bancada sindical

A bancada sindical tem a função principal de dar sustentação e fazer a defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores, aposentados e servidores públicos no Congresso Nacional, além de intermediar demandas e mediar conflitos com o governo e/ou empregadores. Por isso, sua redução é preocupante, uma vez que seu papel vai além das fronteiras parlamentares.

Não foram reeleitos

Os membros da bancada sindical eleitos ou reeleitos em 2014, que não voltarão em 2019 são:

1) Sibá Machado (PT-AC), não foi reeleito;

2) Bebeto (PSB-BA), 1º suplente do senador eleito Jaques Wagner (PT-BA);

3) Moema Gramacho (PT-BA), eleita prefeita de Lauro de Freitas, em 2016;

4) Cabo Sabino (Avante-CE), não foi reeleito;

5) Chico Lopes (PCdoB-CE), não foi reeleito;

6) Augusto Carvalho (SD-DF), não foi reeleito;

7) Julião Amin (PDT-MA), não foi reeleito;

8) Zeca do PT (PT-MS), não foi reeleito;

9) Adelmo Leão (PT-MG), não foi reeleito;

10) Zé Geraldo (PT-PA), foi candidato ao Senado e não foi eleito;

11) Assis do Couto (PDT-PR), não foi reeleito;

12) Chico Alencar (PSol-RJ), foi candidato ao Senado e não foi eleito;

13) Luiz Sérgio (PT-RJ), não foi reeleito;

14) José Stédile (PSB-RS), não foi reeleito;

15) Marco Maia (PT-RS), não foi reeleito;

16) Pepe Vargas (PT-RS), foi candidato a deputado estadual e foi eleito;

17) Décio Lima (PT-SC), não foi reeleito; e

18) Valmir Prascidelli (PT-SP), não foi reeleito.

Senado Federal

Na Casa, a bancada dos trabalhadores sofreu revés maior ainda. Dos 9 representantes que a bancada possui nesta legislatura, apenas os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Paulo Paim (PT-RS) conseguiram renovar os respectivos mandatos. Juntam-se à bancada, eleitos em 2018, Jaques Wagner (PT-BA) e Major Olímpio (PSL-SP) e Paulo Rocha (PT-PA), cujo mandato vai até 2023. Os outros 6 que não retornam ao Senado Federal são:

1) Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), não foi reeleita;

2) Walter Pinheiro (Sem Partido-BA), não foi candidato a nenhum cargo;

3) José Pimentel (PT-CE), não foi candidato à reeleição;

4) Hélio José (PSD-DF), candidatou-se a deputado federal e não foi eleito;

5) Regina Souza (PT-PI), foi eleita, em 1º turno, vice-governadora de estado; e

6) Fátima Bezerra (PT-RN), candidata ao governo de estado e disputa o 2º turno.

*O Diap indicou que no dia 15 de outubro a assessoria do PRB pediu para retirar os nomes dos deputados João Campos (PRB-GO), delegado de polícia civil; e Roberto Alves (PRB-SP), metalúrgico, embora estes parlamentares tenham sido identificados historicamente com as demandas de suas respectivas corporações.

Fonte: Diap via Portal CTB

16 nov 2018

Cada vez menos pessoas possuem plano de saúde

Autor: riccardus | Categoria: Sem categoria

Entre agosto de 2017 e o mesmo mês deste ano, mais de 160 mil contratos de planos de saúde para pessoas de até 58 anos foram cancelados, queda de 0,3%. Entre os que têm até 18 anos de idade, mais de 66 mil foram rompidos, recuo de 0,7%.

Os números são de um relatório do IESS (Instituto de Estudos da Saúde Suplementar). Grande parte dos cancelamentos se deve ao constante aumento das mensalidades.

Agora, os usuários migrarão para o SUS, que certamente vai ficar ainda mais sobrecarregado. O Sistema Único de Saúde carece de falta de investimentos e descaso com o qual tem sido tratado nos últimos dois anos.

Como carro chefe dos problemas no Brasil, o desemprego puxa para baixo o padrão de vida do brasileiro. Além da maior parte dos planos de saúde terem aumentado o valor da mensalidade, a crise econômica obriga milhares a abrir mão da assistência médica. Com renda familiar baixa e com trabalho informal que não garante convênio, muitas famílias agora seguem descobertas.

Fonte: O Bancário